ENCALHE

agosto 25, 2009

TRANSGÊNICOS: GLIFOSATO NÃO FAZ MAIS TANTO EFEITO, E PRAGAS FICAM MAIS RESISTENTES! E MONSANTO REAJUSTA ROYALTIES: DEPUTADO DO DEM PREGA "BOICOTE"!

Filed under: "O Mundo segundo a Monsanto", glifosato, Monsanto, OGMs, soja, transgênicos — Humberto @ 2:10 am
Infelizmente, não é desta vez que a bondosa, humanitária porém incompreendida ciência – capaz, isenta de ideologias e sériamente preocupada com os destinos de nossos irmãos planetários -, perseguida pelos obscurantistas de “plantão” [ entenderam o trocadilho? ] – conseguirá cumprir seu destino manifesto, a saber: salvar a Humanidade da fome que mata milhões e milhões de pessoas mundo afora. Mas a Monsanto não desistirá de tentar mudar o destino cruel destes milhões de seres humanos que padecem.
Basf busca parcerias para vencer “superpraga” da soja
DCI, 24.08.09

SÃO PAULO – A multinacional alemã Basf intensifica sua parceria com empresas brasileiras para levar mais rápido ao mercado a sua nova soja tolerante a herbicida. A companhia assinou com a Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) o primeiro contrato de transferência de material para seu produto transgênico, e a empresa brasileira será a responsável pela multiplicação dos grãos.
A tecnologia, que deverá começar a ser acessada pelos produtores a partir de 2011, chega com o desafio de se tornar uma alternativa viável ao glifosato, produto vendido pela norte-americana Monsanto.
A indisponibilidade de crédito e a dificuldade da comercialização de grãos deverão diminuir os gastos dos agricultores com insumos na safra 2009/2010; no entanto, essa busca pela redução nos custos pode esbarrar no aumento do uso de defensivos desencadeado pela soja transgênica cada vez mais resistente a pragas, principalmente a invasora buva (Coniza bonairensis).
Informações produzidas pelo Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e outros órgãos atestam que, mesmo com a soja geneticamente modificada, tem aumentado o consumo de herbicidas em razão da resistência que as ervas daninhas vêm adquirindo com o uso do glifosato. “Há vários anos monitoramos o comércio de agrotóxicos no Paraná, e a cada trimestre recebemos um relatório das vendas, por isso, quando dizemos que houve aumento do uso de herbicida, o fazemos com base em um levantamento”, afirma Adriano Riesemberg, chefe da divisão de fiscalização de insumos e serviços agrícolas da Seab.
Em 2008 foram comercializados no Paraná mais de 80 milhões de litros de agrotóxicos, principalmente herbicidas, inseticidas e fungicidas (não foram computadas as quantidades comercializadas nas regiões fiscalizadas pelos núcleos regionais de Curitiba, Apucarana e Paranaguá). Desse montante, cerca de 46 milhões são de herbicidas, e desses, 28 milhões são de herbicidas a base de glifosato (61% dos herbicidas comercializados).
De acordo com o Defis, os agricultores passaram a ter problemas causados pela resistência de plantas ao glifosato, principalmente em relação à buva, planta daninha que se desenvolve em áreas não agriculturáveis e que se espalha com facilidade pelas lavouras através de sementes que são carregadas pelo vento. Para controle dessa planta, os agricultores estão fazendo uso de outros herbicidas em pré-plantio das lavouras, em operação denominada de ‘manejo da área’, além de continuarem a necessitar do glifosato em pós-emergência. O resultado é um crescimento exponencial de insumos em algumas regiões do País.
No Município de Cascavel, no Paraná, por exemplo, o uso de glifosato passou de 2,3 milhões de litros em 2005, para 3,4 milhões em 2008 (um aumento de 46%). Os herbicidas à base de 2,4-D cresceram 112% nesse período, e o uso de agrotóxicos à base de paraquat cresceu mais de 400% (passou de 65 mil litros para 337 mil litros). “A situação retratada não é restrita à região de Cascavel”, diz Riesemberg. Segundo o engenheiro agrônomo, outras importantes regiões produtoras de soja mostram as mesmas curvas de crescimento para os agrotóxicos a base de glifosato, paraquat e 2,4-D.
“Isso ocorre devido à dificuldade que os agricultores têm de controlar as plantas invasoras, que se tornaram resistentes ou tolerantes ao ingrediente ativo glifosato”, avalia.
Valdir Isidoro, presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), afirma que no estado a soja convencional já remunera melhor o produtor, mesmo com a queda de 25% a 30% nos preços do glifosato. “Ao longo dos anos os custos para produzir a soja transgênica só aumentaram e nessa safra quem plantou está perdendo dinheiro”, afirma Isidoro. “O mesmo deverá acontecer com o milho”, acrescenta.
Walter Dissinger, vice-presidente de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, confirma para 2011 a chegada da soja resistente a herbicida da empresa em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O executivo afirma que não vê uma redução nos preços dos defensivos. “O glifosato caiu de preço, mas nossa empresa não sentiu diferença nos preços dos nossos defensivos”, diz. “Se não houver interferência do clima, o segundo semestre deve fechar em equilíbrio com o ano passado, considerado positivo”, avalia Disinger.
A empresa inaugura hoje, na cidade de Guaratingueta, em São Paulo, um novo laboratório global de formulação.

Monsanto eleva em 26% royalties da soja
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto
G1
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto. A multinacional americana anunciou, em reunião reservada com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), a elevação de 26% nos royalties cobrados em cada saca de semente de soja geneticamente modificada tolerante ao herbicida Roundup. Em um cenário de cautela para a safra 2009/10, que começa a ser plantada em setembro, os produtores ameaçam questionar na Justiça o aumento unilateral apresentado nesta semana.
Na nova safra, os produtores pagarão R$ 0,44 por quilo para uso da semente “Roundup Ready” . “Estamos pensando em ir à Justiça porque não temos alternativa” , diz o presidente do Sindicato dos Produtores de Sinop, Antônio Galvan. A Monsanto teria avisado que também elevará a taxa tecnológica cobrada pelo milho transgênico resistente a insetos, mas sem informar o valor. “E eles já avisaram que vão cobrar R$ 0,70 por quilo da soja Bt quando aprovarem para a safra de 2012″ , diz o vice-presidente da Aprosoja, José Guarino Fernandes, produtor da cidade de Sapezal.
Em nota ao Valor, a Monsanto confirmou o aumento nos preços, mas informou que o produtor tem o “direito de optar“* pelo cultivo de sementes transgênicas ou convencionais, “de acordo com sua preferência” . Além disso, os produtores de sementes podem “fixar preços finais aos agricultores” com descontos na margem de lucro e na remuneração por operar o sistema de cobrança dos royalties.
Detentora da patente da tecnologia transgênica na soja, a empresa disse que “flexibilizou” o pagamento dos royalties, a pedido dos produtores, oferecendo duas datas alternativas. Se antecipar o pagamento, de dezembro para 20 de outubro de 2009, o produtor pagará R$ 0,42 por kg. Se pagar em 20 de janeiro de 2010, será de R$ 0,45 por kg. Maior produtor nacional de soja, Mato Grosso deve cultivar 5,86 milhões de hectares na próxima safra. Se confirmadas as previsões, o Estado demandará 265 mil toneladas de sementes em 2009/10.
Os produtores calculam um aumento de até R$ 20 milhões na arrecadação da multinacional com royalties no Estado. “A soja transgênica já não tem nenhum atrativo econômico para nós. O uso dessa semente cresceu aqui por causa do manejo mais fácil, e não pela redução de custos” , avalia o produtor João Carlos Diel, que cultiva 2,4 mil hectares em Rondonópolis.
A questão econômica também pode transformar-se em problema político. Um dos maiores produtores do Estado, o senador Gilberto Göellner (DEM-MT) diz que outra solução seria um “boicote” ao transgênico. “Se o royalty leva o lucro do produtor, então, não devemos plantar nada” , afirma. O presidente da federação estadual da Agricultura (Famato), Rui Prado, diz que a Monsanto deve voltar a negociar com os produtores. “Temos uma boa relação, mas precisamos preservar isso.”
O acordo para uso das sementes inclui cobrança de 2% sobre o valor da produção em caso de não pagamento dos royalties. Se o produtor declarar não produzir transgênicos e um teste confirmar a transgenia, a multa sobe a 3%. A Monsanto controla a cobrança na entrega dos grãos em tradings e armazenadoras. “Como eles ganham 10% a 15% desse valor cobrado na bica pela Monsanto, não temos escapatória. Tem que pagar e pronto” , diz Galvan.

*O que nos leva a perguntar: com o famoso selo que identificaria, nos rótulos dos produtos, aqueles que foram infestados, ops, aqueles que contém transgênicos em sua produção, o consumidor teria o “direito de optar” pela sua compra ou não. Então, por quê ainda tem gente contra este selo?

maio 26, 2009

Nova soja transgênica pode trazer à cena o agente laranja

Filed under: Agência Pulsar, agente laranja, CNTBio, Dow, glifosato, OGMs, transgênicos — Humberto @ 8:45 pm

Ag.Pulsar

Multinacional Dow AgroSciences pediu à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberação de estudos de nova soja transgênica. Suspeita-se que a variedade seja resistente à um antigo herbicida, o 2,4-D, componente do agente laranja.
Segundo boletim da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos, o uso do glifosato, herbicida aplicado em transgênicos liberados, está perdendo a eficácia pois as plantas `invasoras` estão cada vez mais resistentes.
Esse é o motivo das empresas começarem a usar herbicidas ainda mais tóxicos, como o 2,4-D. Em 5 de fevereiro, um boletim da Frente Parlamentar da Agropecuária informou sobre a solicitação da Dow à CTNBio para conduzir testes de campo com soja transgênica tolerante ao 2,4-D.
Esta substância é um dos componentes do agente laranja, usado na Guerra do Vietnã pelos Estados Unidos para desfolhar matagais e bosques.

Extremamente tóxico, o herbicida é responsável pelo aparecimento de milhares de casos de câncer, doenças neurológicas e pelo nascimento de crianças deficientes no Vietnã [ foto acima ].
A Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos sugere que a divulgação pública do nome 2,4-D poderia impedir a liberação dos estudos. Por isso a Dow teria omitido o nome do herbicida no pedido feito à CTNBio.
No pedido, consta apenas a descrição de “soja transgênica tolerante a herbicidas”. (Pulsar)
fo
26/05/2009

MAIS:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/herbicida-agente-laranja.htm

O que é a dioxina?

Nova soja transgênica pode trazer à cena o agente laranja

Filed under: Agência Pulsar, agente laranja, CNTBio, Dow, glifosato, OGMs, transgênicos — Humberto @ 8:45 pm

Ag.Pulsar

Multinacional Dow AgroSciences pediu à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberação de estudos de nova soja transgênica. Suspeita-se que a variedade seja resistente à um antigo herbicida, o 2,4-D, componente do agente laranja.
Segundo boletim da Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos, o uso do glifosato, herbicida aplicado em transgênicos liberados, está perdendo a eficácia pois as plantas `invasoras` estão cada vez mais resistentes.
Esse é o motivo das empresas começarem a usar herbicidas ainda mais tóxicos, como o 2,4-D. Em 5 de fevereiro, um boletim da Frente Parlamentar da Agropecuária informou sobre a solicitação da Dow à CTNBio para conduzir testes de campo com soja transgênica tolerante ao 2,4-D.
Esta substância é um dos componentes do agente laranja, usado na Guerra do Vietnã pelos Estados Unidos para desfolhar matagais e bosques.

Extremamente tóxico, o herbicida é responsável pelo aparecimento de milhares de casos de câncer, doenças neurológicas e pelo nascimento de crianças deficientes no Vietnã [ foto acima ].
A Campanha Por um Brasil Livre de Transgênicos sugere que a divulgação pública do nome 2,4-D poderia impedir a liberação dos estudos. Por isso a Dow teria omitido o nome do herbicida no pedido feito à CTNBio.
No pedido, consta apenas a descrição de “soja transgênica tolerante a herbicidas”. (Pulsar)
fo
26/05/2009

MAIS:

http://ciencia.hsw.uol.com.br/herbicida-agente-laranja.htm

O que é a dioxina?

maio 13, 2009

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião. Mídia escamoteou riscos e é cúmplice nada-inocente

Filed under: CLASPAR, glifosato, imprensalão, Monsanto, OGMs, Roberto Requião, transgênicos — Humberto @ 1:15 am

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião
AEN/PR
11/05/2009
Os prejuízos com o cultivo de transgênicos, que agora estão castigando produtores paranaenses, foram previstos pelo governador Roberto Requião que, desde o ano de 2003, vem alertando os produtores do Estado sobre os riscos econômicos de culturas de grãos geneticamente modificados.
Para o agrônomo Valdir Izidoro da Silveira, presidente da Claspar, a contaminação de lavouras convencionais por transgenia vai resultar em pesados custos para agricultores paranaenses, que perderão prêmios pagos pelo produto convencional na sua comercialização.
“Perderão, também, quando obrigados a pagar royalties para as multinacionais das sementes”, lamenta.
O prejuízo previsto – destaca o agrônomo – ocorre porque os arautos e defensores da transgenia ignoraram e, até muitas vezes, repudiavam os alertas que o governador fazia quando afirmava que a transgenia era uma canoa furada. O governador Requião alertava que os únicos a ter lucros seriam as multinacionais das sementes e os dirigentes de cooperativas.
“Infelizmente, a grande mídia, ignorando a gravidade do problema, omitindo informações e adotando posições favoráveis aos transgenicos, tem culpa nesta situação pela sua cumplicidade com a transgenia do veneno”.
Os agricultores que plantaram soja transgênica também estão constatando que suas lavouras estão sendo devastadas pelas ervas daninhas – como a buva -, que se tornaram resistente ao agrotóxico glifosato (Round-up).
Valdir Izidoro afirma que os efeitos econômicos negativos são um dos riscos dos transgênicos. “Há também as conseqüências para o meio ambiente, com a desorganização da biodiversidade e, o mais grave, riscos para a saúde humana, conforme atestam dezenas de pesquisas científicas internacionais”.
O Governo do Estado vem esclarecendo a população paranaense há mais de cinco anos sobre os riscos dos transgênicos para a economia, meio ambiente e saúde, através de publicações e cartilhas. Também são realizados os seminários “Os venenos em nossos pratos” nas universidades paranaenses, que alertam sobre os problemas gerados pelos produtos geneticamente modificados.
O site www.transgenicos.pr.gov.br divulga informações sobre os produtos geneticamente modificados.
TAMBÉM: Observatório da CTNBio AS-PTA

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião. Mídia escamoteou riscos e é cúmplice nada-inocente

Filed under: CLASPAR, glifosato, imprensalão, Monsanto, OGMs, Roberto Requião, transgênicos — Humberto @ 1:15 am

Prejuízo com transgênicos foi previsto pelo governador Requião
AEN/PR
11/05/2009
Os prejuízos com o cultivo de transgênicos, que agora estão castigando produtores paranaenses, foram previstos pelo governador Roberto Requião que, desde o ano de 2003, vem alertando os produtores do Estado sobre os riscos econômicos de culturas de grãos geneticamente modificados.
Para o agrônomo Valdir Izidoro da Silveira, presidente da Claspar, a contaminação de lavouras convencionais por transgenia vai resultar em pesados custos para agricultores paranaenses, que perderão prêmios pagos pelo produto convencional na sua comercialização.
“Perderão, também, quando obrigados a pagar royalties para as multinacionais das sementes”, lamenta.
O prejuízo previsto – destaca o agrônomo – ocorre porque os arautos e defensores da transgenia ignoraram e, até muitas vezes, repudiavam os alertas que o governador fazia quando afirmava que a transgenia era uma canoa furada. O governador Requião alertava que os únicos a ter lucros seriam as multinacionais das sementes e os dirigentes de cooperativas.
“Infelizmente, a grande mídia, ignorando a gravidade do problema, omitindo informações e adotando posições favoráveis aos transgenicos, tem culpa nesta situação pela sua cumplicidade com a transgenia do veneno”.
Os agricultores que plantaram soja transgênica também estão constatando que suas lavouras estão sendo devastadas pelas ervas daninhas – como a buva -, que se tornaram resistente ao agrotóxico glifosato (Round-up).
Valdir Izidoro afirma que os efeitos econômicos negativos são um dos riscos dos transgênicos. “Há também as conseqüências para o meio ambiente, com a desorganização da biodiversidade e, o mais grave, riscos para a saúde humana, conforme atestam dezenas de pesquisas científicas internacionais”.
O Governo do Estado vem esclarecendo a população paranaense há mais de cinco anos sobre os riscos dos transgênicos para a economia, meio ambiente e saúde, através de publicações e cartilhas. Também são realizados os seminários “Os venenos em nossos pratos” nas universidades paranaenses, que alertam sobre os problemas gerados pelos produtos geneticamente modificados.
O site www.transgenicos.pr.gov.br divulga informações sobre os produtos geneticamente modificados.
TAMBÉM: Observatório da CTNBio AS-PTA

setembro 9, 2008

Dependência de Glifosato: transgênico dá prejuízo para produtores na safra 2008/09. Especialista diz que cultivo de milho trans sofrerá desestímulo.

Transgênico dá prejuízo para produtores na safra 2008/09
DCI, 09.09.08
SÃO PAULO - Enquanto os produtores de sementes convencionais irão trabalhar com aumentos moderados, e em algumas regiões até mesmo queda, no preço dos herbicidas na safra 2008/2009, os produtores de sementes geneticamente modificadas terão um aumento significativo nos custos de produção, puxado pelo incremento nos preços dos defensivos à base de glifosato. Segundo levantamento feito pelo Scot Consultoria, o preço da embalagem de 20 litros do Roundup, marca líder de mercado, aumentou de R$ 249,56 em agosto de 2007 para R$ 348,00 em agosto deste ano.
A última tabela com os custos de produção da safra 2008/2009 divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já mostra os efeitos da alta do produto no bolso do agricultor. Os cinco municípios avaliados pela estatal apresentaram aumento nos gastos com agrotóxicos.
“O preço dos defensivos ficou estável nessa safra, com exceção daqueles à base de glifosato. Como o produtor compra muito esse produto ele acabou puxando para cima o preço dos agrotóxicos como um todo”, disse Asdrúbal Jacobina, gerente da gerencia de custo de produção Conab.
O Rio Grande do Sul é o maior estado produtor de soja transgênica. De acordo com a Agroconsult, na Região Sul, a presença de transgênicos foi verificada em 82,1% das amostras de soja. No Brasil, a prevalência de lavouras de soja transgênicas é de 59,1%.
O produtor de transgênicos também arca com um custo maior na aquisição de sementes já que são impedidos de multiplicá-las pela lei de patentes. Para essa safra, a Monsanto já anunciou que aumentará em 17% o royalty da soja transgênica. A cobrança da taxa passará de R$ 0,30 para R$ 0,35 por quilo, já os agricultores que plantarem soja modificada a partir de semente própria deverão repassar 2% do valor de sua colheita para a empresa. Só no Rio Grande do Sul a empresa deve recolher mais de R$ 100 milhões dos agricultores.
Em Cruz Alta (RS), o preço da semente ( já com o custo do royalty incluído ), subiu de R$ 69,95 para R$ 85,29 por hectare.
Sobre o custo do glifosato, a Monsanto esclarece que dois fatores são importantes na avaliação dos preços atuais dos herbicidas: o incremento do preço do petróleo, que interfere diretamente nas matérias-primas que compõem o produto, além do aumento da demanda global do produto. A empresa informou ainda que está investindo mais US$ 150 milhões na fábrica de Camaçari, na Bahia, unidade que produz a matéria-prima do glifosato, para atender à maior demanda do produto.
De acordo com Gabriel Fernandes, agrônomo da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA), o aumento na procura pelo por defensivo à base de glifosato não está ligado ao benefício do produto, mas sim à dependência. “Nos dois, três primeiros anos o uso de herbicida cai, mas depois a semente fica mais resistente e o produtor tem que aumentar volume de aplicação”, afirmou.
Para Fernandes, o fato dos produtores de soja não encontrarem na prática os benefícios que as empresas tinham anunciado deve desestimular a expansão do milho transgênico que terá seu primeiro plantio na safra atual.
Acreditando na ampliação do nicho de mercado de sementes convencionais está sendo criada oficialmente hoje a Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados. A entidade reúne empresas como o grupo Maggi, Caramuru Alimentos, Imcopa e Brejeiro.

fevereiro 29, 2008

Glifosato Round-Up da Monsanto não consegue vencer ervas daninhas. Alguém mentiu sobre as virtudes da soja transgênica. Bastante.

Erva daninha está derrotando o uso do glifosato, diz Claspar
AEN/ PR
28/02/2008
A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) anuncia que desmistificou a informação de que a soja transgênica seria imune às ervas daninhas e que as pragas poderiam ser combatidas com eficiência e com menores custos com a aplicação do glifosato Round-Up, o agrotóxico da Monsanto.
“A erva daninha buva tornou-se resistente ao glifosato e agora os produtores estão sendo aconselhados a capinar suas lavouras de transgênicos ”, afirma o engenherio agrônomo Valdir Izidoro Silveira, presidente da Claspar.
Técnicos do Departamento de Fiscalização Sanitária da Secretaria da Agricultura constataram que a erva “buva” infestou as lavouras de soja do Oeste paranaense e a aplicação de glifosato não conseguiu eliminá-la. Os produtores de soja foram obrigados a utilizar outros herbicidas como o 2,4D, Gramocil e Classic, entre outros.
A “buva” compete com a soja, reduzindo a produtividade da lavoura. Como há dificuldade de controle químico pelos herbicidas na soja e como ela se espalha rapidamente por meio das sementes levadas pelo vento, a única forma de diminuir o problema na atual safra é realizar a catação manual ou capina.
“Nesta safra, não existe mais possibilidade de realizar o controle cultural e os herbicidas não têm se mostrado eficientes”, alerta o pesquisador Lineu Domit, da Embrapa-Soja.
Já Dionísio Gazziero, também da Embrapa-Soja, recomenda a rotação de soja convencional com a soja transgênica.
Segundo Valdir, isto é um contra-senso porque esta recomendação desmistifica a superioridade da soja RR sobre a convencional. “Mentiram para os agricultores brasileiros”, afirma o presidente da Claspar.
De acordo com um levantamento realizado pelo Detec da Coamo, em algumas partes das regiões Noroeste e Oeste do Paraná já é bastante visível a resistência da buva ao defensivo. A semente da buva pode ser levada pelo vento até por 65 quilômetros de distância, e por isso se dissemina facilmente com muita rapidez.
O agrônomo Valdir Izidoro alerta também que a buva não é única planta daninha resistente ao glifosato. No Brasil já existem oito espécies que apresentam resistência a herbicidas, entre elas a ‘buva’, o ‘azevém’ e o ‘leiteiro’. A ‘buva’ pode ser encontrada em cinco espécies no mundo, sendo que no Brasil existem duas e são resistentes.
A resistência da “buva” é explicada pela seleção natural. Com o passar dos anos, as mais fortes que não morriam com o glifosato, foram se reproduzindo e agora está quase impossível controlar a planta. O engenheiro agronômo José Carlos Braciforte apresenta duas opções. Para os donos de pequenas áreas, o negócio é voltar ao passado e capinar a lavoura. Já para os grandes produtores, e preciso torcer para que as perdas não sejam muito grandes.

fevereiro 27, 2008

Requião recusa aumento da tarifa de água no Paraná. Já que ele não pode mostrar isso na TV Educativa, eu mostro aqui no blog. E temo por SP…

Requião não aprova aumento de 14% na água e tarifa de energia continua a mais barata do País
AEN/ PR
26/02/2008
O governador Roberto Requião não autorizou aumento na tarifa de água da Sanepar, previsto em 14% . Segundo afirmou nesta terça-feira, nos últimos cinco anos não houve aumento da tarifa de água e ainda assim a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) registrou excelentes lucros, e investiu, no período, R$ 1,75 bilhão. Requião mantém a mesma posição quanto à tarifa de energia elétrica da Copel, a mais barata do Brasil, sem prejuízo do lucro histórico alcançado pela estatal nos últimos anos. O presidente do Conselho de Administração da Sanepar, Pedro Henrique Xavier, disse que “a fixação da tarifa é uma decisão política do governador, na melhor acepção que o termo comporta. O governador leva em conta não apenas a rentabilidade, mas principalmente os compromissos que ele assumiu com a população que o elegeu. Logo, o lucro não é prioridade do governador Roberto Requião, o que ele reiteradamente tem manifestado”. Xavier lembra que a própria lei estadual condiciona o aumento da rentabilidade a uma decisão política.
“A preocupação do governador é, sim, com a modicidade da tarifa. E o Conselho, como não poderia deixar de ser, acata integralmente a decisão. Esta decisão diminui a rentabilidade, sim, no entanto isso reverte para o benefício da população de todo o Estado”, diz.
Xavier explica que o objetivo do administrador é o fortalecimento financeiro da empresa e o da diretoria é prover a empresa do maior volume possível de recursos financeiros.
O Governo do Paraná, por meio da Sanepar, investiu nos últimos cinco anos, R$ 1,75 bilhão em saneamento básico e até 2.010, a projeção indica que os investimentos chegarão a R$ 2,5 bilhões. Além disso, a Tarifa Social criada neste governo, atende a 1,4 milhão pessoas, com uma tarifa de água 67% menor para as famílias com menor renda.
Na Luz Fraterna, perto de um milhão de paranaenses são beneficiados por energia elétrica sem custo. O programa beneficia quem consome até 100 kWh por mês e representa uma transferência de renda que chega a R$ 2,5 milhões por mês em todo o Paraná.
Paraná é pioneiro no país a rotular produtos transgênicos
26/02/2008
O Paraná é o estado pioneiro no cumprimento do decreto federal que determina a rotulagem de produtos industrializados fabricados com matéria-prima de origem transgênica. Atualmente, cerca de 24 empresas que dominam a produção de soja e derivados foram notificadas pelo Ministério Público do Paraná para apresentar a listagem de seus produtos e se a matéria-prima tem origem em organismos geneticamente modificados ou não. Esse trabalho que obriga o cumprimento do decreto federal sobre a rotulagem vem sendo intensificado no Paraná. Ele foi apresentado na escola de governo desta terça-feira (26) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo o secretário, o governador Roberto Requião criou um grupo de trabalho em 2006 com a participação do Procon, da Procuradoria Geral do Estado, Ministério Público e das Secretarias da Agricultura, Saúde, Indústria e Comércio, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública para acompanhar o processo de cumprimento da legislação federal pelas empresas. Esse grupo de trabalho está sob o comando de Álvaro Richuv, da Casa Civil.
De acordo com Bianchini, um dos resultados da ação desse grupo de trabalho é a obrigatoriedade das empresas em colocar de forma clara se estão trabalhando com segregação transgênicos na fabricação de seus produtos ou não. Algumas já estão cumprindo o decreto e estão exibindo em seus rótulos a letra T (maiúsculo) que identifica ao consumidor que o produto é de origem transgênica.O secretário da Comunicação Social, Airton Pisseti, afirmou que a Rádio e Televisão Educativa (RTVE) iniciará uma campanha de esclarecimento junto ao consumidor sobre as vantagens da rotulagem dos produtos. A campanha deverá incentivar o consumidor a identificar os produtos diferenciados no rótulo e embalagens dos produtos.
No comércio, a Secretaria da Saúde está coletando amostras de produtos industrializados para monitorar o cumprimento do decreto de rotulagem pelas empresas. Das 126 amostras coletadas, 109 produtos estão de acordo com o decreto e apresentam menos de 1% de matéria-prima de origem transgênica. As 17 amostras restantes apresentaram resultado positivo para transgenia sem a devida identificação nos rótulos e os lotes foram interditados.
No Paraná, esse trabalho de monitoramento se estende sobre toda a cadeia produtiva da soja e inicia na fase de produção de sementes, disse Bianchini. A Secretaria da Agricultura fiscaliza o comércio de sementes e também faz um monitoramento sobre os resíduos de Glifosato nos grãos de soja geneticamente modificados. Outra orientação da Seab é fiscalizar o cultivo de milho transgênico com sementes ilegais. No comércio de insumos a Seab verifica se as sementes de soja convencional à venda estão contaminadas por sementes geneticamente modificados ou não. Segundo levantamento realizado pelo Departamento de Fiscalização e Defesa Agropecuária (Defis) na safra 2007, dos três mil lotes de sementes fiscalizadas, 9% estavam contaminados. Esses lotes foram alvo de Ação Civil Pública do Ministério Público para proteção dos agricultores que querem plantar suas lavouras com sementes de soja convencional sem correr riscos.
O trabalho de monitoramento do Defis verifica também o padrão de qualidade das sementes de soja. As variedades convencionais são as que apresentam menor índice de irregularidades por estarem foram de padrão, cerca de 0,93%. Enquanto as sementes de soja transgênica apresentam 6,6% de condenação de padrão.
“Esse resultado revela que a pressa de colocar o produto transgênico no mercado afeta a sua qualidade”, observou Bianchini.
Outra preocupação da Seab, segundo o secretário, é com o crescimento do índice de resíduos de glifosato na soja que avançou 163,4% de 2004 a 2007. Bianchini alertou que a falta de consciência dos agricultores sobre o uso inadequado do herbicida sobre as lavouras de soja transgênica podem prejudicar a comercialização da soja paranaense nos mercados externo e interno.

agosto 11, 2007

Você é o que come: Excesso de glifosato em soja transgênica

Filed under: ANVISA, glifosato, Governo do Estado do Paraná, OGMs, Risco Requião — Humberto @ 11:58 pm

Tierramérica

CURITIBA, 6 de agosto – Parte da soja transgênica colhida no Paraná em 2005/2006 superou os limites de glifosato permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ).
“Por isso, as empresas de biotecnologia que atuam no Brasil se opõem ao rótulo nos alimentos produzidos com plantas transgênicas”, disse ao Terramérica Valdir Izidoro Silveira, presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Protudos, vinculada ao governo estadual.
O principio ativo do glifosato e os resíduos de ácido aminometilfosfórico ( subproduto tóxico gerado na degradação do herbicida ) foram encontrados em 70% das 150 amostras analisadas.
O limite permitido pela Anvisa é de dez miligramas por quilo. Cinco por cento das mostras contaminadas apresentavam entre 14 e 36 miligramas por quilo. Outros 60% continham entre 0,2 e dois miligramas por quilo.
Além do dano causado aos consumidores, entre 2001 e 2006 foram registrados 500 casos de agricultores contaminados com glifosato no Paraná, o segundo maior produtor de soja do Brasil, disse Izidoro.
*Fonte: Inter Press Service

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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