Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2003.
Diário de S. Paulo
CET diz que trânsito pára no Centro em 5 anos e já estuda novo rodízio
CRISTINA CHRISTIANO
Técnicos da companhia estudam a ampliação do rodízio como uma das alternativas para o problema. Outros defendem criação de pedágio urbano
Em no máximo cinco anos o trânsito na cidade de São Paulo vai parar. O atual rodízio será insuficiente para o vaivém no Centro expandido, por onde passam hoje 1,5 milhão dos 3,5 milhões de veículos que circulam todos os dias na Capital. A estimativa é da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), cujos técnicos estudam a ampliação do rodízio como uma das alternativas para o problema. Outros especialistas são mais radicais: defendem mudança no sistema de transporte, com investimento pesado e urgente em ônibus e metrô, e a criação do pedágio urbano, nos moldes do que entrou em vigor segunda-feira em Londres.
liás, foi a medida adotada em Londres que reacendeu a polêmica em São Paulo sobre o problema de trânsito. A frota de veículos cresce, em média, 9% ao ano, mas, segundo Tadeu Duarte, superintendente de projetos da CET, apenas com o rodízio é possível reduzir 20% dela nos horários de pico. “Antes de pensar em pedágio temos outras ferramentas, como a ampliação do rodízio. Não há prazo para isso, mas, na medida em que for necessário, podemos, por exemplo, aumentar para dois dias a proibição de circulação de cada placa ou tirar das ruas três números por vez”, diz. Outra solução é mudar o acompanhamento operacional. “Apenas trocando carros de técnicos por motos já pudemos agilizar a retirada de veículos quebrados das ruas e reduzir os níveis de congestionamento em 2002″, afirma.
Para José Almeida Sobrinho, consultor do Instituto Brasileiro de Ciências de Trânsito, o rodízio reduz o tráfego, mas cria um problema para o usuário sem ônibus. “De que me adianta ter a cidade livre para transitar se não posso sair?” Para ele, medidas paliativas não resolvem. “O prazo de validade da cidade já venceu.” Sobrinho diz, porém, que a estrutura viária de São Paulo não comporta pedágio. “Estaremos só transferindo o problema para outro local. O trânsito vai fluir bem na via expressa, mas acabará afunilando nas entradas e saídas”, diz. Já Roberto Scaringella, consultor de trânsito, defende o pedágio urbano.
Especialistas propõem alternativas
Para a grande maioria dos especialistas em trânsito, a melhor solução para acabar com os congestionamentos da cidade é o investimento em transportes públicos de qualidade. “Os motoristas precisam ter uma boa alternativa para deixar os carros em casa”, afirma José Almeida Sobrinho.
Na opinião do engenheiro Sérgio Costa, coordenador de infra-estrutura viária do Instituto de Engenharia, antes de falar sobre implantação de pedágio ou ampliação de rodízio é preciso discutir o uso e a ocupação do solo. Segundo ele, pedágio só favorecerá pessoas de alto poder aquisitivo. “O pobre vai buscar alternativas e os congestionamentos só mudarão de endereço”, diz. Segundo ele, outro ponto é saber o destino do dinheiro do pedágio. “Nem mesmo o dinheiro arrecadado com as multas é investido na área de transporte, como determina o Código Nacional de Trânsito”, afirma.
O consultor de trânsito Roberto Scaringella, ex-diretor do DSV, é um dos mais ferrenhos defensores do pedágio urbano. “Hoje, com o agravamento e a extensão das áreas de deterioração urbana, não é mais o caso de se pensar em túneis, via expressa ou viadutos. As mudanças precisam ser mais bruscas”, diz. Na opinião dele, o sistema igual ao de Londres, com controle nos grandes corredores, ia obrigar a população a buscar outras alternativas, como de percurso e horários.
Pedágio em Londres gera polêmica
No primeiro dia de funcionamento do pedágio urbano em Londres (Inglaterra) pelo menos 10 mil motoristas não pagaram a taxa de cinco libras (R$ 28) para circular no Centro. Mas outros 100 mil respeitaram as normas. O sistema provocou polêmica no mundo. Hong Kong e Tóquio já manifestaram interesse em implantá-lo. O prefeito de Londres, Ken Livingstone, estima que o número de não-pagantes poderá cair depois que as primeiras multas, de até 180 euros (US$ 192), chegarem no final de semana. Foram instaladas 700 câmaras nas áreas controladas.
Segundo técnicos, circularam segunda-feira 190 mil veículos na área controlada, ou seja, 25% a menos que o normal.
Um dos motivos de o pedágio ter sido implantado é a velocidade média dos carros em Londres. Ela caiu para menos de 16 km/h, ritmo pouco maior do que o desenvolvido do século 19. Em São Paulo, a velocidade média nos principais corredores, em março de 2002, foi de 23 km/h à tarde e 24 km/h pela manhã. O pedágio londrino se restringe a área de 21 km, de segunda a sexta, das 7h e 18h30.
Idade Média
Já o prefeito de Paris (França), Bertrand Delanoë, considera a medida elitista, prejudicial aos modestos habitantes dos subúrbios e suscetível de tornar a capital uma cidade com portas de controle semelhantes às da Idade Média.
aiba mais
Ex-secretário quer ressuscitar projeto

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
Y. COPRÓFAGOS ANÔNIMOS
YOU TUBE
ALERTA TRANSGÊNICOS ( OBS: BANIDO )
ALTERNATIVE TENTACLES
GREG PALAST
ADSL Residencial
Antivírus
LIVRARIA CULTURA
Virtual Books


- Shoutwire - Internet News for the Masses






