ENCALHE

agosto 11, 2009

Um simples encontro para uma mera consulta sobre a possível ( ou não ) dessalinização de um prédio no ABC vira "convenção" de tucanos!!

Evento em Ribeirão se transforma em exaltação ao PSDB
Encontro entre Volpi e tucanos tinha como objetivo a assinatura de ordem de serviço para recuperação de prédio
Neste domingo (09/08), o ex-governador e secretário de Desenvolvimento do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), encontrou-se com o prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), no município do ABCD, em companhia de tucanos da Região. O encontro teve o objetivo de formalizar uma ordem de serviço do Estado para verificar a possibilidade de dessanilização do prédio da biblioteca municipal, que segundo Volpi, por ter abrigado uma fábrica de sal no passado, ficou com a estrutura contaminada pelo produto e corre risco de desabamento.
No entanto, a cerimônia se transformou em uma exaltação ao PSDB. Ao lado dos tucanos, os deputados estadual Orlando Morando e federal Edson Aparecido, o prefeito de Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira, Volpi deu iniciou a um discurso de elogios ao trabalho de Alckimin como governador. “Fui vereador e deputado pelo PSDB, tenho uma relação muito estreita com o partido e orgulho disso”, comentou Volpi, que já foi cotado pelo PSDB de Mauá para disputar a prefeitura de Mauá em 2012.
Seguindo o protocolo de cerimônias políticas, o discurso chegou ao deputado Morando, que também rasgou elogios a Volpi e Alckmin. “O Clóvis é um professor nos discursos e estou aprendendo com ele. O governador fez muitas ações na Região, como as Fatecs e o recapeamento da rodovia Índio Tibiriçá, que era conhecida como rodovia da morte”, disse Morando. Alckmin também entrou na onda de elogiar, mas o escolhido foi o já adversário dentro do próprio partido, o governador José Serra.
Serviço – O prefeito elogiou a obra da biblioteca municipal concluída na gestão da ex-prefeita Maria Inês Soares (PT), mas como um adversário. “É uma obra muito bonita, mas faltou planejamento para saber as condições de se construir a biblioteca”, disse. O IPTA (Instituto Profissional de Tecnologias Avançadas) vai estudar a situação da estrutura do prédio para verificar se é possível realizar a dessalinização e recuperar a estrutura.
Alckmin também aproveitou a cerimônia para anunciar o investimento de R$ 3,5 milhões na reforma da Etec de Ribeirão Pires. “Vamos reformar. No mercado sobram empregos e falta mão de obra qualificada. O governador Serra tem tentado resolver essa questão com as Etecs e Fatecs”, disse. De acordo com o tucano, o Estado deve abrir uma licitação para viabilizar a reforma nos próximos dias.

09.08.09
LEITURA COMPLEMENTAR:
“Volpi tem 15 dias para justificar licitações ao TCE” ( ABCDMaior, 10.08.09 )

julho 4, 2009

De "como os governos tucanos NÃO APARELHAM o Estado". Um texto do Chicão Dois Passos.

Aí vai um post que eu “furtei” do Blog do Chicão ( um dos meus prediletos, altamente recomendável ). Mostra como os governos do PSDB não aparelham o Estado já que, como bem sabe quem gasta dinheiro com o imprensalão, só os governos do PT fazem isso. Claro que, basta dar uma espiada naqueles “Fatos Relevantes” que os jornais publicam, que você verá – sempre – os mesmos nomes “técnicos” e “capacitados” ocupando os cargos nas Autarquias e empresas subordinadas ao Estado paulista ou à Municipalidade paulistana. Haja vista, para ficar num exemplo, que o antigo presidente do Metrô quando o governo tucano criou o famoso CRATERÃO DA LINHA 4, o sr. Luiz Carlos David, figura entre os membros do “Conselho de Ética” da Artesp, a Agência de Transporte do Estado. Um prêmio pela competência. De quebra, o Chicão ainda mostra o papel que os amigos do alheio, ops, do PSDB desempenham no esforço para impedir a instalação de dezenas de CPIs contra as administrações tucanas no Estado de São Paulo, desde a época do Covas. Consta que os pedidos já passaram de oito dezenas, e devem estar guardados nalgum calabouço escuro e úmido no castelo do Conde Serrof. Como dizem os leitores babacas das seções de cartas dos jornais: do que tanto o Serra, o Alckmin e o FHC têm medo? Alho ( Serra ) ? Diabo ( Geraldo “Opus Dei” Alckmin )? Anonimato ( FHC, aquele que não é e nunca foi “o cara” ) ?
A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB – Campinas ) no governo José Serra
BLOG DO CHICÃO
O senhor José Serra deu uma declaração importante: “Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.
Quem lê o Blog do Chicão sabe que o Serra NÃO é muito amigo da verdade.
Eu poderia escrever sobre milhares de casos de loteamento nos governos do PSDB.
Aqui no estado de São Paulo para um diretor de escola estadual conseguir dinheiro para reformar a escola ele tem que ir atrás de deputados. Pois são eles é que mandam na educação do estado de São Paulo.
Poderia dar o nome de pessoas como Roberto Freire, Roger Ferreira, Iara Prado, Daniel Eduardo Edelmuth… Ops! Este é o marido da deputada estadual Célia Leão, do PSDB de Campinas.
A deputada Célia Leão é considerada por muitos moradores de Campinas como a DAMA DA IMPUNIDADE. Ela ajudou o Alckmin a bloquear dezenas de CPIs para investigar graves indícios de CORRUPÇÃO no governo de SP.
Ela continua dando total apoio ao governo José Serra para impedir apurações (CPIs) de graves indícios de CORRUPÇÃO DO GOVERNO JOSÉ SERRA.
Aqui em São Paulo há fortes indícios, por exemplo, de que vagas de delegados eram VENDIDAS. Vendidas por até 300 mil reais. Há até vídeo gravado da maracutaia tucana.
Esta deputada leal aos governantes tem um marido. Ele se chama Daniel Eduardo Edelmuth. Foi a lealdade da esposa que fez o marido merecer uma BOQUINHA?
O ex-governador Geraldo Alckmin arranjou para ele uma bocona. Afinal, ser diretor do banco Nossa Caixa não é um cargo qualquer.
Nunca saiu uma ÚNICA notícia nos jornais conservadores descrevendo este tipo de aparelhamento da máquina pública pelo PSDB, em São Paulo. Os jornais conservadores fazem questão de ESCONDER este tipo de política dos seus amiguinhos (ainda bem que tem a internet). Procurei no jornal de Campinas, Correio Popular, e não encontrei uma linha sobre este tipo de aparelhamento do PSDB.
O problema maior não é o sujeito ser marido da deputada (que ajuda a sepultar as CPIs em São Paulo). O problema é que a área do banco que ele tomava conta ( tecnologia da informação ) sempre foi de péssima qualidade.
Durante longos anos ele foi diretor do Banco Nossa Caixa ( este banco foi comprado recentemente pelo Banco do Brasil ).
O Alckmin NOMEOU ele como diretor da Nossa Caixa.
E o Serra?
A deputada Célia Leão é considerada por muitos a DAMA DA IMPUNIDADE, seu apoio é muito importante. O Serra ia deixar sem uma boquinha bancana o marido da deputada que AJUDA A EVITAR CPIs que investiguem indícios de corrupção do governo do estado de São Paulo?
Nunca. O Serra é fiel a quem lhe garante apoio para impedir CPIs incômodas e dá apoio parlamentar (mesmo que seja às custas da qualidade do serviço público).
Eu entrei no site do PRODESP (empresa de processsamento de dados do governo de São Paulo) e advinha o nome que encontrei lá?
Conselheiros: Daniel Eduardo Edelmuth ( mais 5 outros).
Isto mesmo! Lá está o marido da deputada Célia Leão. Sujeito competente…
Isto você jamais verá nos jornais conservadores. Aproveite para ler no Blog do Chicão. E aproveite para divulgar esta notícia.
Como você pode observar o senhor José Serra é muito “criterioso” e “verdadeiro” em suas comunicações. Ele é um santo, inclusive é muita maldade de quem associa o seu nome ao escândalo dos sanguessugas.

Leia também:
Nossa Caixa: nova administração, juros menores
Corrupção em SP: NaMaria News um blog investigativo

Serra aparelha SABESP e “encosta” ex-senador tucano do MT como conselheiro

abril 27, 2009

CPI do "Rodoanel" JÁ!!! Tooomeee!

Filed under: ALESP, CPI do Rodoanel, fraudes, Geraldo Alckmin, governo Serra, Rodoanel, TCU — Humberto @ 10:03 pm
Deputados estaduais querem CPI do trecho Sul do Rodoanel
Após auditoria do TCU, petistas recolhem assinatura para instaurar inquérito sobre irregularidades
Quatro deputados estaduais recolhem assinaturas na Assembleia Legislativa de São Paulo, desde a última sexta-feira (17/03), para a instauração de uma CPI do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. O relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), que aponta irregularidades e indícios de superfaturamento da obra, foi um dos motivos que levaram o comitê, formado por deputados petistas, a tentar protocolar um requerimento na Casa.
No momento, 24 das 32 assinaturas necessárias já foram colhidas, sendo que a Casa possui um total de 94 deputados. De acordo com Enio Tatto, deputado que encabeça esse movimento ao lado de Carlinhos Almeida, Vicente Cândido e Adriano Diogo; toda a bancada petista votou a favor do requerimento, assim como deputados do PSOL, PC do B e PV. De acordo com as regras da Casa, não existe prazo para o recolhimento de assinaturas. Atualmente transitam 14 pedidos de CPI na Assembleia.
“Foi um pedido meu”, mas “a base é orientada pelo Executivo, o que dificulta o trabalho”, afirma Enio sobre a tentativa de CPI. Em 2005, foi dele a proposta de instaurar uma investigação no primeiro segmento da obra. “Mas era a época do Geraldo Alckmin. Mais de 70 pedidos de CPI ficaram paralisados”, afirma.
Questões ambientais também motivaram a intenção de investigar a obra. “Podiam ser usados métodos mais modernos, com menos devastação”, indigna-se Enio. “Vai ter de bater estacas para construção de um viaduto perto da Ilha do Bororé. Podia fazer com balsas, mas eles aterraram um pedaço com duas pistas de 200 metros para caminhão”. “O que não falta é motivo para investigar”, conclui.
Nos itens relacionados no requerimento de instauração estão execução orçamentária irregular, deficiência grave de fiscalização e/ou supervisão, pagamentos por serviços não executados e existência de preços diferentes para o mesmo serviço. No total, são 14 itens que justificam o pedido de CPI. “Mas também tentaremos a representação no Ministério Público Estadual e Federal, já que existem verbas do governo federal”, explica o deputado referindo-se ao repasse de investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ao Rodoanel. Procurada para responder sobre as irregularidades, a Dersa (desenvolvimento Rodoviário S.A.) não se posicionou.
Superfaturamento - Em Relatório de Fiscalização, ainda sem apreciação de seus ministros, o TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou indícios de superfaturamento nas obras do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. O documento, obtido pela reportagem do ABCD MAIOR, aponta irregularidades no preço de compra de materiais e alterações no projeto original com vantagem financeira.
Nas análises foram encontrados indícios de sobrepreços nos cinco lotes de construção da obra. No lote 1, o índice foi de 105%; no lote 2, 111,5%; 29,4% no lote 3; 104,5% no lote 4; e 76,2% no lote 5. “O sobrepreço apurado até o momento totalizou 184 milhões de reais. Quando concluída a análise de preços de todos os itens de serviço das planilhas contratuais, este valor poderá ser ainda maior”, afirma o relatório.
A auditoria foi realizada entre maio e julho de 2008. Em sua metodologia constam vistoria da obra, exame de documentos e entrevistas. Como resultado, os técnicos encontraram “alterações significativas entre o projeto básico e o projeto executivo”, “existência de preços unitários distintos para o mesmo item de serviço”, “possibilidade de pagamento por serviços não executados e/ou antecipação de pagamentos”, entre outras irregularidades.
Diminuição nos tamanhos de construções ou alteração dos projetos originais também foram falhas verificadas pela auditoria. No lote 5, por exemplo, sob responsabilidade do consórcio OAS/Mendes Jr, foi constatada a diminuição nos vão livres de viadutos. No projeto original, eles são projetados com altura mínima de 35 metros. Na vistoria, o TCU averiguou que a “maioria das obras” foi alterada “para vãos livres de 14 metros”, além de três obras que têm vãos entre sete e oito metros – construídos com lajes pré-moldadas, mais baratas, não previstas no projeto.
A destinação de verbas para escavação e carga de rochas da obra foi outro problema encontrado. Todos os cinco lotes recebiam o repasse para o serviço, porém apenas o Lote 1 (segmento que vai da Via Anchieta à avenida Papa João XXIII, em Mauá, sob cuidados do consórcio Andrade Gutierrez/Galvão) tem ocorrência desse material. “Ou seja, parte do serviço de escavação, carga e transporte de material mais barato está sendo remunerada como material de 3ª categoria (rocha)”. ( ABCDMaior, 26/04/2009 )

E LEMBREM-SE: LUGAR DE CPI NÃO É NA GAVETA!

CPI do "Rodoanel" JÁ!!! Tooomeee!

Filed under: ALESP, CPI do Rodoanel, fraudes, Geraldo Alckmin, governo Serra, Rodoanel, TCU — Humberto @ 10:03 pm
Deputados estaduais querem CPI do trecho Sul do Rodoanel
Após auditoria do TCU, petistas recolhem assinatura para instaurar inquérito sobre irregularidades
Quatro deputados estaduais recolhem assinaturas na Assembleia Legislativa de São Paulo, desde a última sexta-feira (17/03), para a instauração de uma CPI do trecho Sul do Rodoanel Mário Covas. O relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), que aponta irregularidades e indícios de superfaturamento da obra, foi um dos motivos que levaram o comitê, formado por deputados petistas, a tentar protocolar um requerimento na Casa.
No momento, 24 das 32 assinaturas necessárias já foram colhidas, sendo que a Casa possui um total de 94 deputados. De acordo com Enio Tatto, deputado que encabeça esse movimento ao lado de Carlinhos Almeida, Vicente Cândido e Adriano Diogo; toda a bancada petista votou a favor do requerimento, assim como deputados do PSOL, PC do B e PV. De acordo com as regras da Casa, não existe prazo para o recolhimento de assinaturas. Atualmente transitam 14 pedidos de CPI na Assembleia.
“Foi um pedido meu”, mas “a base é orientada pelo Executivo, o que dificulta o trabalho”, afirma Enio sobre a tentativa de CPI. Em 2005, foi dele a proposta de instaurar uma investigação no primeiro segmento da obra. “Mas era a época do Geraldo Alckmin. Mais de 70 pedidos de CPI ficaram paralisados”, afirma.
Questões ambientais também motivaram a intenção de investigar a obra. “Podiam ser usados métodos mais modernos, com menos devastação”, indigna-se Enio. “Vai ter de bater estacas para construção de um viaduto perto da Ilha do Bororé. Podia fazer com balsas, mas eles aterraram um pedaço com duas pistas de 200 metros para caminhão”. “O que não falta é motivo para investigar”, conclui.
Nos itens relacionados no requerimento de instauração estão execução orçamentária irregular, deficiência grave de fiscalização e/ou supervisão, pagamentos por serviços não executados e existência de preços diferentes para o mesmo serviço. No total, são 14 itens que justificam o pedido de CPI. “Mas também tentaremos a representação no Ministério Público Estadual e Federal, já que existem verbas do governo federal”, explica o deputado referindo-se ao repasse de investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) ao Rodoanel. Procurada para responder sobre as irregularidades, a Dersa (desenvolvimento Rodoviário S.A.) não se posicionou.
Superfaturamento - Em Relatório de Fiscalização, ainda sem apreciação de seus ministros, o TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou indícios de superfaturamento nas obras do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. O documento, obtido pela reportagem do ABCD MAIOR, aponta irregularidades no preço de compra de materiais e alterações no projeto original com vantagem financeira.
Nas análises foram encontrados indícios de sobrepreços nos cinco lotes de construção da obra. No lote 1, o índice foi de 105%; no lote 2, 111,5%; 29,4% no lote 3; 104,5% no lote 4; e 76,2% no lote 5. “O sobrepreço apurado até o momento totalizou 184 milhões de reais. Quando concluída a análise de preços de todos os itens de serviço das planilhas contratuais, este valor poderá ser ainda maior”, afirma o relatório.
A auditoria foi realizada entre maio e julho de 2008. Em sua metodologia constam vistoria da obra, exame de documentos e entrevistas. Como resultado, os técnicos encontraram “alterações significativas entre o projeto básico e o projeto executivo”, “existência de preços unitários distintos para o mesmo item de serviço”, “possibilidade de pagamento por serviços não executados e/ou antecipação de pagamentos”, entre outras irregularidades.
Diminuição nos tamanhos de construções ou alteração dos projetos originais também foram falhas verificadas pela auditoria. No lote 5, por exemplo, sob responsabilidade do consórcio OAS/Mendes Jr, foi constatada a diminuição nos vão livres de viadutos. No projeto original, eles são projetados com altura mínima de 35 metros. Na vistoria, o TCU averiguou que a “maioria das obras” foi alterada “para vãos livres de 14 metros”, além de três obras que têm vãos entre sete e oito metros – construídos com lajes pré-moldadas, mais baratas, não previstas no projeto.
A destinação de verbas para escavação e carga de rochas da obra foi outro problema encontrado. Todos os cinco lotes recebiam o repasse para o serviço, porém apenas o Lote 1 (segmento que vai da Via Anchieta à avenida Papa João XXIII, em Mauá, sob cuidados do consórcio Andrade Gutierrez/Galvão) tem ocorrência desse material. “Ou seja, parte do serviço de escavação, carga e transporte de material mais barato está sendo remunerada como material de 3ª categoria (rocha)”. ( ABCDMaior, 26/04/2009 )

E LEMBREM-SE: LUGAR DE CPI NÃO É NA GAVETA!

abril 7, 2009

É denúncia pra todo lado: contratos da Nossa Caixa com propaganda – lembram? – levam 4 ex-diretores do banco às barras da Justiça

As semanas têm sido agitadas: o Skaf queria se lançar ao governo estadual, e caiu em seu colo um torpedo; os dias têm sido agitados para o José Sarney: além de declarar que mandaria investigar as denúncias feitas pelo colega de partido e entusiasta da candidatura Serra, Jarbas Vasconcellos [ de que o PMDB usava arapongas para espioná-lo, Jarbas, por exemplo ], também se vê às voltas com uma série de outras denúncias, envolvendo uma suposta “caixa-preta” no Senado, onde haveria excesso de funcionários, e todos muito bem remunerados [ ainda não me foi possível descobrir se as denúncias sobre o Senado vieram depois de Sarney dizer que investigaria as denúncias de Jarbas, uma vez que, segundo aparece no blog do Luis Nassif, talvez o Jarbas não estivesse muito interessado em ver as denúncias que fez sendo apuradas mesmo, pois talvez não fossem verdadeiras ].
Agora, a antiga denúncia de que a administração Geraldo Alckmin – um também possível postulante à sucessão de José Serra – teria gasto uma puta grana com propaganda da Nossa Caixa [ Lembram? Sendo que os valores foram distribuídos a veículos "amigos", como a extinta Primeira Leitura ( do Reinaldo Azevedo ) e a curiosamente também extinta "Revista de Fato", de Wagner Salustiano ] também volta à tona. É como se o destino tivesse tecido uma linha ligando estes fatos entre si.
Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
FREDERICO VASCONCELOS
da Folha de S.Paulo
A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo moveu ação de improbidade contra quatro ex-diretores da Nossa Caixa, entre os quais dois ex-presidentes do banco, e duas agências de propaganda contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio do banco no governo Geraldo Alckmin (PSDB).
As irregularidades foram reveladas pela Folha numa série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2005.
Segundo a acusação, durante um ano e oito meses, a Nossa Caixa operou sem contrato formal com as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. O Ministério Público também sustenta que as agências prestaram serviços por valores que superam os limites da Lei de Licitações.
A ação, distribuída à 12ª Vara da Fazenda Pública, foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, presidente do banco à época dos fatos; Waldin Rosa de Lima, seu assessor informal; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico e ex-presidente; Jaime de Castro Junior, ex-gerente de marketing do banco, e contra as empresas de propaganda.
O Ministério Público pede que todos façam o ressarcimento de R$ 49,2 milhões, além do pagamento de multa de R$ 98,5 milhões, perdas de eventuais funções públicas e suspensão de direitos políticos.
Denúncia anônima enviada à Promotoria em setembro de 2005 apontava duas suspeitas: a operação sem contrato, e o fato de que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade do banco. A ação trata apenas da primeira suspeita.
Em abril de 2006, o Tribunal de Contas do Estado rejeitou a tese de “erro formal” nos contratos com as agências Full Jazz e Colucci. A tese foi sustentada pelo ex-governador Alckmin, quando os fatos foram publicados pelo jornal.
Em decisão unânime, o TCE julgou que houve “afronta à legalidade e moralidade” nos “ajustes verbais” com as duas agências. Também entendeu que houve “desvio de finalidade” na veiculação de anúncios da Nossa Caixa “em veículos ligados a deputados estaduais”.
De acordo com os promotores Roberto Antonio de Almeida Costa e Sérgio Turra Sobrane, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, os contratos entre o banco e as duas agências de propaganda foram firmados em 15 de março de 2002, pelo prazo de 18 meses, e deveriam ter vigência até 14 de setembro de 2003, mas foram executados até junho de 2005, sem prorrogação formal dos prazos.
Durante a vigência do contrato, as duas agências prestaram serviços em valores 30,88% maiores que o total contratado, o que contraria a Lei de Licitações. Entre setembro de 2003 e junho de 2005, elas prestaram serviços sem cobertura contratual no valor total de R$ 45,5 milhões. A Promotoria pede ainda a anulação dos atos administrativos.
Outro lado
“Não conheço a ação, não farei comentários. Reitero apenas que estou à disposição do Ministério Público para esclarecer os fatos”, diz Valdery Frota de Albuquerque, ex-presidente do banco.
O ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior só deverá se manifestar depois de consultar seu advogado. “Não tive acesso ao processo na fase do inquérito. Tenho absoluta confiança na Justiça”, disse.
A Folha não conseguiu ouvir os ex-diretores Carlos Eduardo da Silva Monteiro e Waldin Rosa de Lima nem os dirigentes das agências. A assessoria de Alckmin não localizou o ex-governador.
Em 2006, Carlos Eduardo Monteiro da Silva afirmou que o Tribunal de Contas do Estado havia confirmado o acerto dos atos de sua gestão.
Na época, o presidente da Colucci & Associados Propaganda Ltda., Oscar Colucci, disse que “a irregularidade foi atribuída [pelo TCE] exclusivamente ao banco Nossa Caixa ou aos respectivos funcionários”. A presidente da Full Jazz, Maria Christina de Carvalho Pinto, afirmou, então, que “em nenhum momento a Full Jazz cometeu algum ato ilegal”.
AH! Como se não bastasse, a ISTOÉ desta semana traz uma matéria bacana, falando sobre a empresa de consultoria [ PRS Consultores ] do Secretário de Educação paulista, Paulo Renato de Souza, que tem como clientes uma empresa que publica livros didáticos. Paulo Renato diz que está se retirando da empresa e transferindo suas ações para sesu três filhos. Ah, agora sim! Vejam:
Conflito na educação
O ex-ministro Paulo Renato vai comandar a Secretaria de Educação de São Paulo. Até então a sua empresa de consultoria prestava serviços a fornecedores de livros didáticos ( IstoÉ, 08.04.09 )

fevereiro 13, 2009

Da série "Eu vejo pessoas conspirando. O tempo todo." , e a provinha dos ACT

A quem foi mais interessante o “zero na prova”?
Foi de uma providência desgraçada para o governo estadual do Serra a nota zero que alguns professores “tiraram” na tal provinha. Foi como se caísse do céu a prova daquilo que o governo afirma: os professores são despreparados. Pior: esses “despreparados” contam com a proteção da APEOESP. Ela, sempre contra a avaliação. Daí, para se pensar que a APEOESP conhece o “despreparo” desses docentes ( e que, POR ISSO, é contra a prova: por saber que tudo seria revelado à população ) é um pulo.
O Sindicato dos professores não é contra avaliações, já que prefere o método mais democrático e “filtrador” que existe: basta o governo do PSDB fazer os concursos públicos para preencher os cargos. Mas o projeto demo-tucano de destruição do Estado exige, justamente, o oposto disso. Assim, ficamos à mercê de terceirizações e contratações de emergência para cobrir buracos. Em suma: nas coxas, já que é pros pobres mesmo.
Me passou pela cabeça que os professores “zerados” pudessem ter feito isso de propósito, como forma de protesto ou de ridicularização da prova e do governo. E o governo, mais o imprensalão, tentam capitalizar para o projeto tucano o que pode ter sido apenas uma mensagem de insatisfação por parte de alguns professores.
Uma coisa que merece ser mencionada: a APEOESP DESAFIOU o governo Serra a mostrar as notas das provas. Assim está na nota publicada no site do órgão:
APEOESP DESAFIA SECRETÁRIA A PUBLICAR NOTAS DA PROVINHA
Diante da postura da secretária estadual da Educação,que vem divulgando dados seletivos e parciais sobre os resultados da chamada “provinha dos ACTs”, a APEOESP vem a público desafiá-la a publicar, de imediato, a listagem completa com as notas de todos os participantes do processo.
Consideramos que a divulgação da suposta existência de 1.500 professores que teriam obtido nota zero, num universo de 214 mil professores que participaram da prova, não é um método aceitável, pois macula a imagem de uma categoria que conta com mais de 100 mil professores admitidos em caráter temporário que, apesar de suas precárias condições de trabalho, asseguram a qualidade de ensino existente nas escolas estaduais.
A propósito, como se explicaria o fato do aluno Gerson Tavares de Souza, oriundo de escola pública estadual, ter vencido por quatro vezes a Olimpíada Brasileira de Matemática e ter sido aprovado no vestibular de engenharia elétrica da USP, se fosse verdadeira a avaliação do governador e da secretária da Educação sobre a competência profissional dos professores? Na verdade, parece que a secretária desconhece a realidade da rede de ensino que tem a responsabilidade de gerir.
A secretária da Educação vem procurando manobrar a opinião pública para tentar acobertar sua própria incompetência em enfrentar e administrar os problemas decorrentes da provinha que ela criou. Registre-se, aliás, que a APEOESP a alertou sobre a necessidade de que fosse contratada uma instituição especializada para ministrar um exame deste porte, mas não fomos ouvidos pela secretária.
Finalmente, gostaríamos de ver os meios de comunicação questionarem a secretária da Educação sobre as razões pelas quais divulga apenas alguns dados parciais da provinha. Acreditamos que a divulgação das notas de todos os que participaram do processo é um direito destes professores e da sociedade e a imprensa deveria cobrar esta providência do governo estadual.”
Sem contar que, talvez fosse interessante sabermos quando esses candidatos a ACT se formaram. É bem capaz de serem jovens formados recentemente. Assim, caso tenham eles, inclusive, se formado ( primário e secundário ) em escolas estaduais paulistas, um cálculo provaria que eles seriam TAMBÉM vítimas do Apagão Eduacaional Continuado Tucano. Claro, estou apenas especulando, mas vai saber, já que o chamado “governo” tucano começou a criar seus tentáculos em São Paulo lá por 1994. Nós, população deste Estado, estamos resistindo bem até. Depois desses anos todos de PSDB em São Paulo e oito de FHC no Brasil, uma crise maior que a de 29 ( como dizem ) é mesmo só uma marolinha prá gente.
Prosseguindo. Saiu ontem no BOL, e foi publicado na Folha ( pág . C8 ): Concurso para professor em São Paulo ainda não tem data.
Com esse título, não parece ter coisas interessantes. Mas tem sim. Destaco os trechos:
“( … ) De acordo com o coordenador de pós-graduação da Faculdade de Educação da USP, Romualdo Portela de Oliveira, a existência de uma grande quantidade de profissionais temporários na rede traz dois grandes problemas para o sistema de ensino.
“Primeiro, os professores não conseguem manter um projeto de longo prazo e não integram equipes pedagógicas estáveis. O segundo problema é que o concursado se submeteu a um processo mais criterioso de avaliação“, diz ele.
Oliveira afirma que São Paulo tem tradição em manter um número alto de profissionais temporários na rede e atribui o fato a uma falta de planejamento e a decisões políticas de seguidos governos. “Afinal, um funcionário temporário custa menos, diz o coordenador ( … )”.
Percebem? “Falta de planejamento”, “Decisões políticas de seguidos governos“, “Custa menos”…! Isso quer dizer que o Apagão Educacional etc. é conseqüência direta e previsível ( e prevista ) do famoso corte de custos, Estado Mínimo, manutenção de “um número alto de profissionais temporários na rede”. Quantos são os temporários? A reportagem explica:
“( … ) Dos cerca de 230 mil professores da rede estadual de ensino, apenas 130 mil prestaram concurso público para exercerem suas funções. A última seleção do gênero realizada em São Paulo ocorreu há dois anos, com a abertura de 16 mil vagas ( … ) Os demais professores, cerca de 100 mil, têm contratos temporários. Na distribuição das aulas, os concursados escolhem primeiro (escolas e horários). Aos temporários, restam o que sobrar das aulas ( … ) “.
Fazendo a conta, dá quase metade do quadro. E pode ter sido pior já que, se subtraírmos os 16 mil do concurso realizado há dois anos, e considerando que o número de professores tenha finalmente sido aumentado em período recente, mas apenas com a contratação destes 16 mil, então havia 114 mil professores concursados e, talvez 100 mil temporários. Desconsiderando um quadro pior, já que isso quer dizer que haviam 214 mil professores na rede. Mas é uma conta hipotética, fruto de minha cabeça leiga, e a realidade deve ser explicada pelos especialistas da área.
Concluíndo, um último trecho que achei legal: “( … ) Essa provinha deveria servir não para avaliar os temporários, mas para efetivá-los, até porque eles não têm nada de temporários. Muitos estão nessa condição há 10, 20 anos“, diz o ex-presidente da Apeoesp, Carlos Ramiro de Castro ( … ).”
O porquê de estarem há mais de 10 anos ( período coincidente com a subida do PSDB ao Executivo estadual e, mesmo, federal ) nessa condição é algo que só pode ser explicado da seguinte maneira ( a maneira leiga ): assim permaneciam ( e sem “provinhas” que lhes radiografassem quanto a sua capacidade ), e não foi imediatamente resultando na tragédia que se tornou a Educação em SP. A água começou a subir, atingiu o tórax, o pescoço, chegou no nariz e aí, meu irmão, a conta tinha que sobrar para alguém. O curioso da história é que o partido no governo, auxiliado pelo seu personal marketing bureau, vulgo imprensalão, colou a culpa da tragédia no professor e, pior, sobrou para o professor efetivado. Isso foi um processo de anos. Nem sempre precisou-se de motivos como os unicamente relativos à categoria. Bastava ser funcionário público. Lembram da polícia do Covas / Alckmin espancando professores e – até – transeuntes na Avenida Paulista? Se bem me lembro, os relatos mais horrendos foram aqueles publicados na Caros Amigos. É, foi mesmo. Tá aqui: “PM Promove Barbárie na Paulista – José Arbex Jr., Revista Caros Amigos
A propaganda de descrédito, desestatização, descorporativização, o sucesso do Plano Real, o triunfo da mensagem “neoliberal” de então, a pressão sobre o funcionalismo público. Essa cultura anti-estatal verteu nisso. É ideologia pura. Sempre foi. Não tem essa de “comunista aparelha” e o PSDB-DEMo não. Isso de quadros genuinamente profissionais é lorota para lotear o Estado entre elementos provenientes e ligados à iniciativa privada. Nesse caso, o “Estado Mínimo” vira “Esse Estado é o máximo!”.
O PSDB-DEMo teve 14 anos para mudar de rumo. Um dos causadores diretos deste “estado de coisas”, o Chuchu, está de volta ao governo, ocupando uma pasta. Se este grupo admitir que o que vemos agora é resultado do que foi e tem sido plantado nessa década e meia, então fica ruim pro Serra explicar a razão de porque chamar um dos responsáveis para fazer parte de sua administração. Ou seja: agora eles vão, obrigatoriamente, manter a história até o fim.

outubro 16, 2008

Os olhos azuis do Kassab conseguiram amolecer até o coração de Zulaiê Cobra, até então adversária assumida do Democrata

Devem ser os olhos azuis do cara. Em abril, a pré-candidata pelo PHS, Zulaiê Cobra ( ex-PSDB, aquela que chamou o Lula de “Bandidão” e cujo nome figura na esquecida – porém autênticaLista de Furnas , onde também aparece o nome de Kassab) disse, em entrevista ao UOL Notícias ( veja mais abaixo, com vídeo e tudo ), que seu adversário seria, então, o Kassab. Disse ela que o povo estava descontente com a administração: criticou a falta de investimentos na Saúde, a falta de médicos e o excesso de sujeira na cidade. E que os paulistanos queriam uma mulher na Prefeitura. Meses depois, tendo saído do PHS, ela foi definida, em artigo publicado na Folha Online, como a “principal cabo-eleitoral do democrata”. Confiram.

22/08/2008
Kassab diz que candidatura tucana é “incoerente”
GISELLI SOUZA colaboração para a Folha Online
O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), afirmou nesta sexta-feira que a candidatura do tucano Geraldo Alckmin é “incoerente”.
“Eu acho que a candidatura dele é de alguém que já está no nosso governo, que já faz parte do nosso governo, ele é querido por todos nós, mas tinha o momento certo para se candidatar, não agora, não no nosso governo, que é seu também. Portanto, é natural a queda nas pesquisas”, disse o democrata.
Sobre um eventual segundo turno nas eleições, Kassab disse que vai disputar com Marta Suplicy (PT) e espera contar com o apoio de Alckmin. “Eu tenho o maior respeito por aqueles que votam na Marta, mas eu acho que a nossa gestão é melhor”, afirmou.
A ex-deputada federal Zulaiê Cobra (sem partido), principal cabo-eleitoral do democrata, afirmou estar muito confiante na campanha à reeleição do prefeito.
“Todo mundo gosta da prefeitura, mas não sabe associar a figura do Kassab à figura de quem está realizando.”
Sobre a ausência do governador José Serra (PSDB) na campanha do democrata, Zulaiê afirmou: “Eu acho ótimo que ele fique fora mesmo”.
Kassab é afilhado político de Serra, de quem foi vice-prefeito. Apesar desse vínculo, o tucano não desembarcou publicamente na campanha de Kassab, pois seu partido lançou Alckmin na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de Alckmin para comentar as declarações do prefeito, mas o tucano não vai falar sobre o assunto.

17/04/2008
Meu adversário é o Kassab, diz Zulaiê Cobra
UOL Notícias
A pré-candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PHS, a ex-deputada Zulaiê Cobra Ribeiro, 64 anos, esteve presente nos estúdios do UOL para uma entrevista exclusiva. Ela disse por que quer ser prefeita, fala de seu atual partido, e sobre idéias para São Paulo. Assista ao vídeo e veja abaixo os principais destaques da entrevista.

Candidatura – “Não se pode ficar a vida toda como deputada”
É muito importante para mim uma candidatura majoritária. Eu tentei muito dentro do PSDB. Em 2002 perdi a candidatura para o Senado, que acabou ficando com José Aníbal. Depois, em 2004, era pré-candidata. O governador (Alckmin) queria que o Saulo (de Castro, ex-secretário de Segurança). Mas aí o Serra anunciou sua candidatura. Ele estava muito bem nas pesquisas. Aí veio 2006 e de novo saio pré-candidata para o Senado, mas o Serra pediu para eu desistisse e voltasse para a Câmara. Não aceitei, pois havia me comprometido com o partido, e fui pra casa. Na vida política você tem de crescer. Não se pode ficar a vida toda como deputada.
Tempo na TV – “Conto com debates”
É claro que um minuto (tempo que ela terá na TV) é pouco tempo. Mas conto com os debates. O povo hoje está muito atento. Os demais candidatos já estão defasados. Todos foram prefeitos. Marta, Kassab, o atual prefeito, e o Alckmin, que já foi governador e candidato a prefeito. Nome novo, o meu é novo.
Alianças – “É difícil”
É muito complicado. É difícil. Meu partido é pequeno. E aí envolve questões de cargos, não tenho como negociar.
Transporte – “É inoperante”
Eu não uso transporte público, ando de carro. Mas conheço gente que usa, é muito difícil, principalmente a região sul, a minha região. É impossível chegar no horário no trabalho. O transporte é inoperante. Existe má vontade. Deveria haver mais dedicação. E não falo só desta administração.
Se eu fosse a prefeita… – “O prefeito precisa conversar com o povo”
Se eu fosse o prefeito fazia uma pesquisa com o povo. Não é pesquisa de instituto. Ele, prefeito, iria conversar com o povo. Ele tirava um dia da semana, quinta-feira, por exemplo, ele passaria todo o dia conversando com a população. Escolhia os bairros e iria conversar. Prefeito não pode ficar no gabinete, ouvir assessor.
Trânsito – “Os marronzinhos são super odiados”
Vai ser o grande tema dessa campanha. Faróis inteligentes, por exemplo, são só 700. Outros 2,5 mil são antigos, pode jogar fora. São 5,560 cruzamentos em São Paulo. Teríamos te ter todos os faróis inteligentes. Ou seja, você não fica parado num fim de semana parado no cruzamento. Outra coisa: você já viu guincho na rua? Não tem guincho. Tem seis ou sete guinchos na CET quebrados. Tem de ter mil, dois mil. Precisa fazer um convênio com as empresas de guincho. Carro parou, estacionou em lugar proibido, tira o carro de lá. Outra coisa: atropelamento. Pra tirar um corpo do local demora, sete horas. Caminhão quebrado, mesma coisa. Por que demoram tanto tempo para tirar o caminhão de lá. Batida na Marginal? Mesma coisa. Tem muitos carros na rua, são 800 por dia a mais, 6 milhões de carros na cidade de São Paulo. O transporte público tem de ser de boa qualidade. E os cobradores e motoristas tratam mal a população de São Paulo. Já andei muito de ônibus. Sei como é. Essa coisa de mal tratar a população. Precisa de reciclagem. Os marronzinhos são super odiados. Não é culpa deles. Eles são abandonados. Jogados na rua. Eles só têm o talão de multa. Sou contra a multa. Sou contra também o aumento do rodízio. Sou contra inibir ou proibir o cidadão de andar em sua cidade.
Principal reclamação – “Faltam médicos na cidade”
Saúde não tem investimento: não tem médico. Outra coisa, a sujeira na cidade é enorme. Tem muito lixo. Bueiros cheio de detritos. Como pode? E também a prefeitura varre só a rua, só o meio-fio. A calçada eles não varrem.
O melhor prefeito – “Os lembrados pelo povo”
Jânio, Covas, Maluf, são prefeito lembrados pelo povo. Por que o Jânio é lembrado? Porque ele ia pra rua. Carro de prefeito tem de ser visível, “olha lá o prefeito”. Você foi eleito pra ser síndico. Não pode ter medo da população. O medo da insegurança atinge todos. Não pode ser assim. Programa eleitoral – “Faltam idéias novas”
São todos iguais. O povo quer idéias novas. Meu partido é pequeno, e é claro que preciso fazer muito esforço para disputar as eleições.
Segundo turno -”Tenho chances”
Eu tenho chance de ir para o segundo turno. Eu tenho fala, conteúdo, eu tenho nome.
PSDB – “Eu respeito”
Eu respeito, temos de respeitar o passado. Foi o meu partido. Estou em um novo casamento agora. Não me arrependo de ter mudado de partido. Acho um horror o que está acontecendo no partido. O DEM não vai abrir mão de sua candidatura. E o Serra estar apoiando o Kassab, essa é a verdade.
Mulher – “O paulistano quer uma mulher na prefeitura”
Eu não disputo com a Marta. Mas acho que o paulistano quer uma mulher. Eu sou a nova. A Marta já foi prefeita. Tenho certeza que sou a preferida. Eu represento a mudança.
Kassab – “É o meu adversário”
O povo está descontente. O povo quer mudança. Hoje o meu adversário é o Kassab. Porque ele é o atual prefeito. Os outros são coisas do passado.

outubro 7, 2008

TIRO NO PÉ: Classe média que ascendeu a essa condição durante governo Lula agora vota em Kassab!! Eu falei, não falei?

Não tem jeito! É um vudu: o cara vai pra classe-média, e passa automaticamente a mimetizá-la.
Bom, claro que eu sei que não é assim. O processo é lento.
E, claro que a Marta tem parcela de culpa nisso: ela “criou” a taxa do lixo? Sim, mas não foi a primeira e nem a única. “Criou” a taxa da luz? Sim, mas não foi a primeira e nem a única. Não “criou” Metrô? Não, e é uma merda que esse assunto “Prefeitura tem que ajudar a construir Metrô” venha sempre em período eleitoral. ( não estou enganado: houve alguma cobrança durante esses últimos 4 anos? Claro que não! Houve, sim, o Craterão tucano da porteira fechada, mas isso deixou de ser interessante, sumiu do noticiário ) E quem aceitar esses termos, como tem ocorrido, corre o risco de deixar algum demagogo ganhar pontos. Quantas estações Serra e Kassab Prefeitos construíram e inauguraram? Como a Prefeitura ia botar dinheiro no Metrô, se a diretriz tucana do governo estadual é deixar que a iniciativa privada “construa” e “fiscalize” a si mesma?
Poderia jogar sujo: as Prefeituras não são exatamente obrigadas a criar creches. Sua obrigação é com o ensino fundamental ( 1ª. à 8ª. Série ) e todos os candidatos devem saber disso. Mas eu não quero ajudar Kassab. Eu quero dizer é que, se alguém quiser jogar pesado, insista em explorar o tema, tal como fez Alckmin. Não importa se a população sabe ou não disso, já que não parece que alguém tenha tido interesse em explicar decentemente. Agora, se alguém for explicar, vai perder votos, vai parecer má vontade, incompetência.
As greves da Polícia Civil e dos professores, poderiam ser classificadas como “políticas” pela administração estadual, se ela estivesse realmente sentindo o baque: pois, se algum cidadão desinformado, se sensibilizar com os grevistas, deverá perceber que as greves não são exatamente contra as políticas do PSDB ( “Pior Salário do Brasil”, como provocou a Polícia Civil ), mas da COLIGAÇÃO PSDB/DEM. O que significa dizer que Alckmin, como candidato do “PSDB”, poderia até ter perdido votos devido a essas greves “políticas”. Mas Alckmin não era o candidato do Governo estadual, ou seja, do SERRA. Ou seja: enquanto as greves fizessem estragos na campanha do PSDB ( Alckmin ), elas podiam continuar sendo “políticas” à vontade, que era lenha na fogueira das pretensões do ex-governador.
Claro, isso é apenas uma especulação minha.
Voltando à Marta: ela ainda não consegue desmontar as acusações que se fizeram contra ela, cristalizando uma imagem que ficou como a pública, e isso é grave.
Depois eu volto ao assunto.

setembro 10, 2008

Mais do mesmo de novo: Observatório Brasileiro de Mídia mostra que Marta Suplicy tem o maior índice de notícias desfavoráveis

Marta Suplicy tem maior índice de notícias desfavoráveis na imprensa
COMUNIQUE-SE, 09.09.08
Levantamento do Observatório Brasileiro de Mídia informa que a candidata à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy (PT) atingiu na última semana o maior índice de notícias desfavoráveis nos jornais de maior circulação da capital: 40,8%.
A última pesquisa do Observatório – ONG ligada ao Media Watch Global – avaliou as notícias publicadas em cinco jornais – O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Agora São Paulo, Jornal da Tarde e Diário de S. Paulo – dos candidatos Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Maluf (PP), Soninha Francine (PPS) e Ivan Valente (PSOL) à Prefeitura de São Paulo. Entre 30/08 e 05/09, a ONG classificou as matérias como favoráveis, desfavoráveis, equilibradas e ambíguas (quando não se podia identificar o teor delas).
Segundo o coordenador técnico do Observatório, Alexandre Souza, o motivo das notícias negativas em relação a Marta está na crítica feita na última semana ao projeto de ampliação do metrô e das reações da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. “Nenhum candidato recebeu, até agora, um grau de criticidade de um projeto de campanha como Marta Suplicy”, diz Souza.
Em
entrevista ao Comunique-se, Marta afirmou que a imprensa não tem privilegiado nenhum candidato.
Melhor avaliação: Kassab
O candidato Gilberto Kassab teve, na semana passada, o maior índice de notícias favoráveis. Entre os fatos relevantes, Souza cita o aumento nas intenções de voto, a boa avaliação do governo e do programa eleitoral. Kassab teve 52,3% de notícias favoráveis, contra 9% de matérias desfavoráveis.
Alckmin esteve presente em 35,6% de notícias favoráveis e 24,4% de notícias desfavoráveis.
Sobre o número de notícias em geral publicadas nos jornais, Marta teve a maior exposição (27,8%), seguida de Alckmin (25,6%), Kassab (25%), Maluf (10,8%), Soninha (4,5%) e Ivan Valente (2,8%). O Observatório também faz menção a Kassab como prefeito (1,7%).
Acompanhe
aqui o último relatório do Observatório Brasileiro de Mídia.

"Alckmin ou Kassab: Quem vai para o Segundo Turno?", por Jasson de Oliveira Andrade

Alckmin ou Kassab: Quem vai para o Segundo Turno? A nova pesquisa Datafolha, publicada em 7 de setembro, apresentou duas situações completamente diferentes. Na primeira, Marta aparece como líder. Em outra situação, no Segundo Turno, a petista e Alckmin encontram-se em igualdade. É o que vamos ver. A Folha apresenta o resultado com essa manchete: “Alckmin e Kassab estão empatados – Prefeito mantém ascensão e se iguala tecnicamente ao tucano em pesquisa Datafolha; Marta continua líder”. Na página interna, a manchete continua dando destaque à disputa entre o tucano e o prefeito: “Kassab encosta em Alckmin e acirra disputa por 2ª vaga”. O resultado: Marta 40%, Alckmin, 22%, Kassab, 18%, Paulo Maluf, 8% e Soninha 3%. A liderança da petista é tranqüila: a diferença entre ela e o tucano é de 18%. Para se ter uma idéia, a soma de Alckmin e Kassab (40%) é igual ao de Marta. Quanto ao empate técnico entre o tucano e o candidato do DEM ( com apoio velado do Serra ), Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, comenta: “Alckmin mantém a tendência de queda [antes tinha 24%]. Ele tem menos da metade dos votos obtidos no primeiro turno da eleição para a Presidência. Isso mostra como o eleitor está dividido. A outra metade está com o Kassab, que vem numa curva ascendente [antes tinha 16%]. O resultado também é reflexo da propaganda eleitoral, no ar desde 19 de agosto. No fim de julho, a vantagem de Alckmin sobre Kassab era de 21 pontos: 32% a 11%. Hoje, é de apenas quatro”.
Essa briga se justifica: quem for para o Segundo Turno tem chance de vencer. Não é por falta de empenho do tucano que essa situação se encontra assim. Ele está participando de caminhadas. O Estadão (7/9) noticiou: “no evento de campanha, o candidato tucano estava com o braço numa tipóia por conta de uma bursite, segundo ele causada pelo incessante gesto de cumprimentar eleitores”. Sem comentário!
Luiz Antonio Magalhães constata: “As simulações de segundo turno mostram que Marta não terá vida fácil pela frente. Com Alckmin, há empate técnico [47% a 47%] e com Kassab, a diferença, a favor da petista, é hoje de 7 pontos [50% a 43%] – já foi mais do que o dobro disto menos de dois meses atrás”. Portanto, quem for para o segundo turno, como já disse, tem enorme chance de ser o prefeito eleito. A disputa será acirrada. Tanto pode vencer Marta como o seu adversário, seja ele Alckmin ou Kassab. O motivo desta situação: os kassabistas e os eleitores de Paulo Maluf, ultra-conservadores, dificilmente votarão em Marta. Esse contigente soma 26% e pode, realmente, decidir. Provavelmente votarão em Alckmin, caso ele vá para o segundo turno. O mesmo acontecerá com Kassab. Ele terá a maioria dos votos alckmistas (22%), além do apoio dos malufistas. Kassab ainda terá a vantagem de obter duas máquinas em seu favor: da Prefeitura e do Governo do Estado (Serra). Essa é uma das preocupações dos alckmistas. Com medo de não ir para o segundo turno, aliados do tucano pretendem modificar a equipe responsável pelo programa de rádio e televisão.
Segundo o Estadão, “é unânime a opinião entre os tucanos de que o candidato, em queda nas pesquisas, tem programa na TV “visivelmente inferior” ao de Marta e Kassab”. Acrescenta ainda o jornal: “A confirmação no último fim de semana do empate técnico entre o tucano Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), segundo pesquisa do Datafolha, só fez aumentar o clima de insatisfação. À procura de culpados pela estagnação de Alckmin nas pesquisas, o eleito foi o marqueteiro”.
A petista já está no Segundo Turno. Agora falta saber quem vai ser o seu adversário! Realmente Marta não terá vida fácil pela frente. O ideal será vencer no primeiro turno. Se houver segundo, o resultado é imprevisível!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Setembro de 2008
Postado em 09/09/2008

agosto 29, 2008

"Briga de tucanos favorece Marta", por Jasson de Oliveira Andrade

Na sexta feira (22 de agosto), Alckmin apresentou suas propostas de governo como candidato a prefeito de São Paulo (Capital). Segundo o Estadão (23/8), o ponto alto da apresentação “foram os elogios ao governador José Serra e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, um pronunciamento surpreendente. Dois dias depois, no domingo, 24 de agosto, a Folha, em manchete de primeira página, revelou o resultado da pesquisa Datafolha: “Diferença Alckmin/Kassab cai à metade – Tucano recua 8 pontos, e prefeito, com sua melhor avaliação, oscila para cima; Marta cresce e se isola em 1º”. Noticia o jornal: “A diferença [entre o tucano e o prefeito], que era há um mês de 21 pontos, diminuiu agora para 10”. O jornalista Luiz Antonio Magalhães fez reparo à manchete da Folha: “Ora, o fato mais importante da pesquisa não foi este, mas o crescimento da candidata Marta Suplicy [de 36% em julho para 41%, sendo que Alckmin caiu de 32% para 24%], que agora está a 3 ou 4 pontos de fechar a eleição no primeiro turno”. Outro jornal que também despreza a vantagem de Marta é o Estadão, que preferiu essa manchete: “Pesquisa mostra Kassab mais próximo de Alckmin”. No entanto, na reportagem, o jornal constata: “Os dados confirmam o crescimento de Marta Suplicy (PT), com 17 pontos à frente de Alckmin”.
Depois desse resultado do Datafolha, o tucano, que apresentou um estilo “Paz e Amor” na apresentação de suas propostas, elogiando Serra e Lula, agora mudou sua estratégia. A Folha noticia na segunda feira, um dia após a pesquisa: “Em queda, Alckmin tenta desmontar gestão Kassab – Líder na pesquisa Datafolha, Marta Suplicy (PT) apostará na divisão dos ex-aliados”. O Estadão publica, no mesmo sentido, essa manchete: “Pesquisa eleva tensão entre Kassab e Alckmin – Aproximação entre candidatos eleva risco de escalada de ataques”. Outra manchete do Estado: “Tucanos prestigiam inauguração de comitê de Kassab na zona leste – Divisão do PSDB fica evidenciada em ato de campanha, realizado um dia depois da divulgação de pesquisa que mostrou a redução da vantagem de Geraldo Alckmin sobre o atual prefeito na disputa por vaga no segundo turno”. Na Folha, essa manchete: “Serra critica estratégia tucana de atacar Kassab”. O governador, que foi prefeito antes e deixou o cargo em favor do candidato do DEM, também se sente criticado, visto que o governo municipal pode ser considerado tucano: muitos serristas fazem parte dele! Dora Kramer, no artigo “Virado à paulista” (Estado 26/8), analisa o reflexo futuro dessa crítica ao governador paulista: “Quando [Alckmin] diz ao eleitor de 2008 que a Prefeitura de São Paulo é mal gerida, esta informando ao eleitorado de 2010 no Brasil todo que o principal candidato de seu partido à Presidência da República é um mau gestor. (…) Um caminho que nem o PT nacional, adversário oficial na sucessão de Lula, havia ousado trilhar”.
A briga entre os tucanos (Alckmin x Serra) só favorece Marta. O final dessa luta fratricida, com suas conseqüências, saberemos nas próximas pesquisas. Vamos aguardar.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Agosto de 2008
27/08/2008
Publicado em Portal Mogi Guaçu

agosto 21, 2008

"Ibope: A surpresa Marta" , por Jasson de Oliveira Andrade

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADEA manchete de primeira página do Estado de 16 de agosto revela a surpresa das eleições de 2008 até agora: “Marta abre 15 pontos de vantagem”. Informa ainda o jornal: “Em um mês, a petista cresceu 7 pontos e chegou a 41% das intenções de voto. No mesmo período, Geraldo Alckmin (PSDB) caiu de 31% para 26%”. Kassab também caiu: ele tinha 10% em julho e agora foi para 8%, tendo sido ultrapassado por Maluf, com 9%. Outra surpresa foi noticiada pelo jornal: “A ascensão de Marta Suplicy na pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo permitiu que ela virasse, até mesmo, nas simulações do segundo turno. (…) A nova pesquisa indica que, no enfrentamento direto contra Alckmin, a petista teria 47% contra 43%, virando pelo avesso o resultado da pesquisa de julho, quando perdia a disputa direta por 47% a 42%. A diferença, que era de 5 pontos porcentuais a favor de Alckmin, agora é de 4 pontos, a favor de Marta”. Acrescenta o Estadão: “O crescimento de Marta deve estimular especulações sobre uma eventual vitória em primeiro turno”. Muito difícil, mas não impossível. Entretanto, os adversários, Alckmin e Kassab, tentarão reagir através do programa gratuito no rádio e na televisão. É o que veremos a seguir.
Como já aconteceu em outras eleições, a esperança é o programa gratuito no rádio e na televisão, que começou no dia 19 de agosto e termina em 2 de outubro. Não só dos adversários, mas também da mídia, na maioria contrária ao PT. O jornal O Estado de São Paulo é um deles. Em Editorial, sob o título “O peso do horário eleitoral”, diz: “Ele influi PODEROSAMENTE ( destaque meu ) na definição do voto popular”. O marqueteiro Chico Santa Rita, em artigo na Folha, também acredita que “o horário eleitoral faz a diferença”. Por esse motivo, Alckmin foi atrás do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC fará gravações pedindo voto para o tucano. O jornalista Carlos Brickmann comenta: “Lembra das eleições presidenciais, quando Geraldo Alckmin só faltou fingir que nunca tinha ouvido falar de Fernando Henrique? Naquela ocasião, provavelmente baseado em pesquisas, Alckmin procurou manter a máxima distância possível do principal líder de seu partido. Agora as coisas mudaram: pressionado pela petista Marta, à sua frente, e por um prefeito Kassab que tende a crescer com a TV, Alckmin convidou Fernando Henrique para aparecer ao seu lado. Até tomaram café juntos num bar – experiência que ambos devem ter detestado”. Outro que o Geraldo correu atrás: governador José Serra, que, como todo mundo sabe, apóia Kassab. Agora os jornais anunciam: “Na TV, Marta terá Lula e Alckmin exibe Serra”. O presidente fará pronunciamentos espontâneos. Enquanto o governador o fará constrangido. Aliás, ele aparecerá, pelo menos em imagens, no programa do Kassab, ou seja, ele estará com os pés nas duas canoas!
Assisti ao primeiro programa eleitoral em São Paulo. O DEM está pegando pesado no PT. Em minha opinião, tal estratégia poderá beneficiar mais Alckmin do que Kassab. O prefeito poderá subir, principalmente porque desfruta de maior tempo no rádio e na televisão. No entanto, a tendência é beneficiar o tucano.
É difícil prever quem será o maior beneficiado com o programa eleitoral. Na campanha para a Presidência, a televisão favoreceu Lula e não Alckmin, como o tucano esperava. E nesta, quem será o maior beneficiado: Marta ou Geraldo? A conferir.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Agosto de 2008
Publicado em Portal Mogi Guaçu
20.08.08
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