ENCALHE

novembro 17, 2008

Os amigos nada secretos de José Serra

Já disse e repito: admiro quem consegue ler ( totalmente, todas as linhas ) o Estadão, a vEJA, a Folha, etc todos os dias. Eu olho pruma chamada, começo a vistar um trecho e, se me deparo com alguma merda, desisto na hora. Até as virgulas que surgem nos textos desses veículos parecem estar carregados de más-intenções, PQP!!

Peguei o texto “Banco planeja…” ( a seguir ), publicado no Estado de São Paulo no sábado, começei a leitura e – BLÓRGH!! – surge essa pagação de pau mais explícita impossível:Inovar ( sic ) na zeladoria ( sic, sic ) da cidade é uma das marcas da administração José Serra ( toc,toc,toc )-Gilberto Kassab (…)”.

Governar é abrir buracos: a admiração de José Serra ( Ah!… E Kassab, também. Já ia esquecendo. ) tem a Suíça como modelo, e reproduz, nas ruas da Capital essa admiração: buracos que engolem pessoas, ônibus e caminhões representam os furos dos deliciosos e míticos queijos suíços. Hummmm!!!

Sabe quando você adora um quadro, uma música e tenta reproduzir em palavras a sua admiração, destacando as qualidades admiráveis da obra? Então, é isso que ficou parecendo.
Não fosse passível de discussão essa suposta “inovação na zeladoria”, o puxa-sacos que se diz jornalista ainda atrela, sem cerimônias, o Boneco Kassab a seu criador, o Gepeto, como se fossem os dois a administrar a cidade. O Governador mal consegue cuidar do Estado, e – da forma como é mostrada na matéria – ainda acumula o cargo de “Prefeito-Honorário”, talvez com iguais poderes e atribuições? De acordo com o jornal, a conclusão que o leitor tira é que o Serra ama tanto o trabalho, que se divide em dois, para comandar as duas administrações, a estadual e a municipal. Credo!!

Banco planeja ‘adotar’ a Avenida 23 de Maio
Unibanco, em processo de fusão com Itaú, quer dividir com a Prefeitura de SP a zeladoria de 4 avenidas, incluindo pontes e viadutos, por 3 anos
Vitor Sorano
A ligação norte-sul de São Paulo, um corredor formado pelas Avenidas 23 de Maio, Moreira Guimarães, Rubem Berta e Washington Luís, está na mira de um banco privado, que quer dividir com a Prefeitura o papel de zelador da área por três anos. A proposta de “adoção” foi entregue à Secretaria de Coordenação das Subprefeituras em setembro. O banco afirma que as negociações estão em “fase final”. A pasta tem discurso favorável à idéia.

Inovar na zeladoria da cidade é uma das marcas da administração José Serra (PSDB)-Gilberto Kassab (DEM) [ grifo meu ]. Neste ano, a revitalização do bairro da Liberdade, reduto oriental, foi repassada ao Instituto Paulo Kobayashi. Mas a secretaria nega que esses acordos possam ser tratados como “privatização”. A administração diz que a medida visa a “zelar pelos espaços públicos da cidade de forma eficiente”.

A idéia do Unibanco – em processo de fusão com o Itaú para formar a maior instituição financeira do hemisfério sul – é firmar um termo de cooperação com a Prefeitura, semelhante ao feito com outras empresas para a manutenção de praças. Hoje, 858 espaços como esses tiveram seus cuidados delegados à iniciativa privada. É possível reconhecê-los pelas pequenas placas de publicidade que os responsáveis são autorizados a colocar nesses lugares.
A diferença está na ambição do projeto: além das áreas verdes, formadas pelos canteiros centrais e laterais, o banco propôs tomar para si a manutenção de todas as pontes e viadutos existentes no corredor, ficando responsável por 14 quilômetros de vias. É a primeira vez que a Prefeitura discute termos de cooperação para avenidas. O convênio, se firmado, não deve incluir a manutenção do asfalto. De acordo com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o item deve continuar na mão da administração municipal.“Estamos discutindo a 23 de Maio, suas pontes e travessias”, admitiu ontem o vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade do banco, Zeca Rudge, durante a entrega de uma passarela sustentável em Pinheiros. Ele ressaltou que o Unibanco não tem interesse em fazer nenhuma alteração na arquitetura da avenida. Além de poder divulgar a iniciativa, o banco deve conseguir ganhos de imagem com publicidade. A Prefeitura, por meio da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), deverá autorizar o uso de plaquinhas ou outras mídias. Dessa forma, o banco estampará sua marca no caminho mais usado entre o Aeroporto de Congonhas e o centro da capital.

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