Morando lidera lista de bens entre deputados candidatos
Reporter Diário, 02.08.08
Orlando Morando (PSDB) ampliou ganhos em R$ 404 mil
Dos 27 candidatos que almejam o posto de comandante municipal, cinco são representantes do ABC na Assembléia Legislativa. São Bernardo tem dois: Alex Manente (PPS) e Orlando Morando (PSDB), seguida por Diadema com a dupla José Augusto (PSDB) e Mário Reali (PT). Santo André conta com um parlamentar, Vanderlei Siraque (PT).
O que mais chama atenção entre os pares é a diferença na declaração de bens. Por ocuparem o cargo de deputado estadual, todos eles tiveram que listar o patrimônio em 2006. A ação foi repetida neste ano, já que os cinco postulam as sucessões municipais de outubro.
No entanto, há um abismo entre a evolução dos bens de cada um deles que chega a R$ 362 mil. Enquanto o petista Mário Reali conquistou R$ 42 mil em dois anos, o tucano Orlando Morando conseguiu ampliar R$ 404 mil no biênio.
Vanderlei Siraque registrou aumento de R$ 236 mil, Alex Manente R$ 139 mil e José Augusto R$ 61 mil. “Fui o que menos aumentei os bens porque tenho como rendimento exclusivamente o meu salário de deputado estadual”, explicou Reali.
“Está tudo declarado no imposto de renda. A valorização se deve a própria valorização dos imóveis, pois nos últimos anos houve um boom imobiliário”, afirmou Siraque. Os candidatos Orlando Morando e José Augusto não quiseram comentar o assunto.
Postulantes a vice têm mais dinheiro
Os 22 candidatos à vice das prefeituras do ABC somam mais que os próprios candidatos. Os 27 cabeças de chapa atingem a marca de “apenas” R$16 mi. Por outro lado, os vice figuram com R$ 29 mi. Vale lembrar que cinco postulantes à vice não declararam bens. Só a cidade de Santo André é responsável por metade da cota dos vices. Dinah Zekcer (PTB) vice de Aidan Ravin lidera a lista com R$ 12 mi. Seguida por Fernando Gomes (PSDB), vice de Brandão, com R$ 5 milhões.
Entre os 27 pleiteantes às administrações municipais da região, que juntos somam o patrimônio de quase 30 milhões, os representantes do PSDB foram os que declararam possuir mais bens.
Os tucanos compõem o podium com o ex-prefeito de Santo André Newton Brandão, em primeiro lugar com R$ 3.282.341.36. Na seqüência, dois correligionários. O ex-prefeito de Ribeirão Pires Valdírio Prisco com R$ 1.813.000,00 e Orlando Morando com R$ 1.397,721,96.
“A política fez eu perder dinheiro. Tinha uma grande clínica médica. O fato de eu ter sido prefeito três vezes não influencia na minha declaração, pois se eu não fosse político, hoje poderia ter muito mais do que eu tenho atualmente”, explicou-se Newton Brandão.
Somatória
A cidade de Santo André é a que possui os prefeituráveis “mais ricos”. Os cinco postulantes ao Paço, somam R$ 6,2 mi. Além do ex-prefeito Newton Brandão, que lidera o levantamento, aparecem: Raimundo Salles (DEM) R$1,3 mi, Vanderlei Siraque (PT) R$ 758.906,71, Aidan Ravin (PTB) R$474.464,57 e Ricardo Alvarez (Psol) R$ 366.008,55.
Embora seja o maior município do ABC, os prefeituráveis bernardenses colocam a cidade na terceira posição entre as que possuem os pleiteantes com mais bens. Orlando Morando com R$1,3 é o responsável por mais da metade do patrimônio dos candidatos. Os cinco, juntos, somam R$ 2,2 mi. Bem longe do tucano aparecem, Alex Manente (PPS) R$ 339 mil, Evandro de Lima (PTdoB) R$ 328 mil, Aldo Santos (Psol) R$ 179 mil e Luiz Marinho (PT) R$ 15 mil ( o ex-ministro alega que os bens estão todos no nome da esposa Nilza de Oliveira ). Os prefeituráveis de São Caetano colocam a cidade na quarta colocação em questão de bens patrimoniais. Da quantia de R$2.2 mi declarada pelos candidatos, o atual prefeito e candidato a reeleição José Auricchio Júnior (PTB) é dono de R$ 1,1 mi. Na seqüência aparecem Jayme Tortorello (PT) 358 mil e Horácio Neto (Psol) 249 mil.
A cidade de Diadema aparece na penúltima colocação no quesito de patrimônio dos candidatos. Da soma de R$1,1 mi, José Augusto (PSDB) lidera o ranking com R$ 611 mil, seguido por Ricardo Yoshio (PMN) com R$ 300 mil, Mário Reali (PT) com R$ 220 mil e Vladimir Campos (PCB) – o Vladão R$ 3 mil. Empatada na penúltima posição com Diadema, Mauá soma R$1,1 mi, porém com um candidato a mais. Oswaldo Dias foi o que mais declarou, R$ 439 mil. Na seqüência seguem Chiquinho do Zaíra (PSB) R$ 412 mi, Diniz Lopez (PSDB) R$ 275 mil e Mateus Prado (Psol) R$ 30 mil. Embora seja um dos menores municípios do ABC, os três postulantes de Ribeirão Pires, juntos, figuram na segunda colocação entre os concorrentes que mais possuem bens. Do total de R$ 2,6 mi, o ex-prefeito Valdírio Prisco figura no topo com R$ 1,8 mi, seguido pelo atual prefeito Clóvis Volpi (PV) com R$ 480 mil e Mário Nunes (PT) com R$ 395 mil. A menor cidade da região também é a menor em patrimônio dos prefeituráveis. Os três postulantes ao cargo de Rio Grande da Serra, juntos, não atingem a casa do milhão, somam R$ 865 mil. Carlos Augusto César (PT) é o “mais rico” com R$ 370 mil, seguido por Nilson Gonçalves (PR) com R$ 300 mil. O atual chefe do Executivo Adler Kiko Teixeira (PSDB) foi o que menos declarou e aparece com R$ 195 mil.
Prefeituráveis planejam gastar R$ 63 milhões
Diário do Grande ABC
Os candidatos às sete prefeituras do Grande ABC estimam gastar R$ 63,265 milhões durante a campanha. O valor é mais do que o dobro do previsto nas eleições municipais de 2004 ( R$ 27,3 milhões ), apesar de o número de candidatos ser maior há quatro anos: 31 frente aos atuais 27.
A previsão dos gastos é entregue no ato do registro das candidaturas. Normalmente, os pleiteantes informam o limite máximo a ser usado, pois preferem superestimar os gastos a ter problemas na prestação de contas junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Isso porque não podem gastar um centavo a mais do que foi declarado na previsão. Como o dinheiro é arrecadado por meio de doações (em alguns casos o fundo partidário também contribui) é possível que muitos candidatos não alcancem esses valores.
No topo da lista aparece São Bernardo, cuja soma da declaração dos cinco concorrentes à Prefeitura é de R$ 32,5 milhões. A liderança da cidade é puxada pelo sindicalista Luiz Marinho (PT), que projetou R$ 15 milhões para a sua campanha. Depois do petista, prevêem os maiores gastos Orlando Morando (PSDB) e Alex Manente (PPS), com R$ 6 milhões cada um. Logo em seguida aparece Evandro de Lima (PTdoB), com R$ 5 milhões ( ??!!?…??! ). Aldo Santos (Psol) fecha a lista, com R$ 500 mil.
Na corrida milionária às prefeituras, a segunda cidade do Grande ABC onde os candidatos pretendem gastar mais é Santo André. Aidan Ravin (PTB) é o recordista, com R$ 5 milhões, seguido pelo candidato petista Vanderlei Siraque (com R$ 3,2 milhões), pelo ex-prefeito tucano Newton Brandão (R$ 2,8 milhões), pelo democrata Raimundo Salles (R$ 1,5 milhão) e Ricardo Alvarez, do Psol, com R$ 250 mil.
Em Mauá, Chiquinho do Zaíra (PSB) registrou R$ 3 milhões, seguido por Oswaldo Dias (PT), R$ 2, 2 milhões. Diniz Lopes (PSDB) pretende gastar R$ 1,2 milhão e Mateus Prado (Psol) fecha a conta, com R$ 500 mil.
Em Diadema, José Augusto (PSDB) sai na frente com R$ 2,5 milhões. Depois vem Mário Reali (PT), com R$ 1,95 milhão. Vladão está bem atrás, com R$ 15 mil.
Em São Caetano, o petista Jayme Tortorello projeta R$ 2,4 milhões com sua candidatura. José Auricchio Júnior (PTB) prevê R$ 1,5 milhão para a reeleição, enquanto Horácio Neto (Psol) calcula R$ 500 mil.
Em Ribeirão Pires, Mário Nunes (PT) registrou R$ 1 milhão, seguido pelo prefeito Clóvis Volpi (PV), com R$ 650 mil, e Valdírio Prisco (PSDB), R$ 400 mil.
Na briga pela reeleição em Rio Grande da Serra, Adler Kiko Teixeira (PSDB) pretende gastar R$ 200 mil. Cafu (PT) e Nilson Gonçalves (PR), assim como Ricardo Yoshio (PMN), de Diadema, não foram localizados pelo Diário.