julho 27, 2009
Para não dizer que não falei de propaganda do governo federal
junho 20, 2009
Propaganda da OSESP e da TV Cultura em desconhecida revista educacional de MG! É o que a Folha chamaria "pulverizar"!
junho 6, 2009
OS VULTOSOS GASTOS DE SERRA EM PROPAGANDA DA SABESP ( ATÉ EM MARTE… ) NA MIRA DO STJ E DO MPF!!
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu uma sindicância para apurar se houve irregularidade em propagandas da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), veiculadas em âmbito nacional. A estatal é uma das bandeiras do governador paulista, José Serra (PSDB), virtual candidato à Presidência da República em 2010. A sindicância no STJ apura se o governador José Serra (PSDB) usou a máquina pública para fazer propaganda de sua gestão, com vistas às eleições presidenciais.
A denúncia da suposta irregularidade foi feita pelo líder do PT na Assembleia legislativa de São Paulo, Rui Falcão. A partir da representação do petista, o subprocurador-geral da República Francisco Dias Teixeira pediu, no final de abril, esclarecimentos sobre o caso.
A Justiça analisa informações sobre a natureza jurídica da Sabesp, documentos relacionados à contratação das agências de publicidade Nova S/B e Lew Lara e à veiculação dos vídeos institucionais na Rede Globo e na TV Bandeirantes. Desde 5 de maio o procedimento corre na Coordenadoria da Corte Especial do STJ, com relatoria do ministro Fernando Gonçalves.
O governador é alvo de uma sindicância aberta pelo STJ a pedido do Ministério Público Eleitoral
O subprocurador-geral da República Francisco Dias Teixeira solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que sejam expedidos ofícios à Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) e a emissoras de TV para obter informações sobre a veiculação, no estado do Rio de Janeiro, de propaganda institucional da Sabesp. O pedido se relaciona a uma sindicância aberta pelo STJ contra o governador de São Paulo, José Serra.
maio 15, 2009
Publicidade de Serra aumenta em 630%. É o MAIOR PROGRAMA DE DISTRIBUIÇÃO DE RENDA DO MUNDO!!!
Responsáveis por obras e programas considerados vitrines do governo estadual, Sabesp, Metrô, Dersa e CDHU elevaram em cerca de 630% os gastos com publicidade na comparação dos contratos da gestão José Serra (PSDB) com os anteriores, no governo Geraldo Alckmin (2003-2006). Juntos, os atuais negócios com agências de propaganda das quatro grandes estatais somam R$ 17,16 milhões por mês. Antes, eram R$ 2,35 milhões. Os valores não incluem possíveis aditivos contratuais.
Anteontem, o JT mostrou que Serra, pré-candidato à Presidência da República em 2010, aumentou neste ano em 38,6% as despesas com publicidade de governo: foram empenhados (reservado para gastos) R$ 147,8 milhões entre janeiro e abril contra R$ 106 milhões em igual período de 2008. O governo, contudo, considera apenas o que já foi pago (liquidado): R$ 45 milhões.
Entre as estatais, Sabesp lidera o ranking de despesas com publicidade: R$ 5,83 milhões ao mês. São dois contratos de seis meses no valor de R$ 35 milhões. Em seguida vem o Metrô, com três contratos que somam R$ 4,66 milhões ao mês. Um deles é com a DM&AP, do publicitário Duda Mendonça, um dos 40 réus no processo do mensalão que está no Supremo Tribunal Federal (STF). A agência do marqueteiro é uma das responsáveis pelas peças que divulgam a expansão do metrô.
Das quatro estatais, a Dersa é a que teve maior aumento porcentual nos gastos: 2.400%. Passou de R$ 83,3 mil ao mês para R$ 4,16 milhões. A razão dos gastos é o Rodoanel. Para divulgar as obras do trecho sul da rodovia, a empresa fechou, em novembro de 2008, contrato de um ano por R$ 36 milhões com a agência Lua Branca, do filho do publicitário Luiz Gonzales, que já fez campanha de Serra e a que reelegeu o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Há ainda um aumento de 143,9% no valor dos contratos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que somam R$ 2,5 milhões ao mês. Um deles é com a Matisse, do publicitário Paulo de Tarso Santos, que já fez campanhas do presidente Lula em 1989 e 1994.
Para o especialista em mídia política Fernando Azevedo, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), as peças publicitárias das estatais compõem estratégia política para alavancar a imagem de Serra. “”Há um ganho nítido de imagem de forma indireta. O eleitor assimila que o governo está trabalhando””, diz. “”E o governo se resume na pessoa do Serra.””
Publicidade em xeque
Líder do PT na Assembleia Legislativa, o deputado Rui Falcão quer proibir a publicidade do governo fora do Estado em anos de eleições estaduais, como faz a Sabesp. O petista pretende inserir parágrafo na proposta de emenda à Constituição estadual apresentada pela tucana Célia Leão que libera propaganda pelo País a título de promoção do turismo. Hoje, ela só é permitida a empresas que enfrentam concorrência de mercado, como a Sabesp. ( BLOG DO JOILDO )
Os passos de Serra
Com a cumplicidade silenciosa da mídia e orçamento cada vez mais gordo, o governador tenta pavimentar seu caminho para 2010 mesmo tendo um desempenho pífio à frente do maior estado do país ( … )
abril 25, 2009
Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!
A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.
Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!
A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.
Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!
A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.
abril 11, 2009
Depois de Serra fazer propaganda da Sabesp até no Piauí, agora Kassab "divulga" administração de SP lá em NOVA YORQUE!!
Fazer propaganda de um programa municipal da cidade de São Paulo, os CEUs, em NY?
É PIOR DO QUE EU IMAGINEI: NESSA PUBLICAÇÃO TAMBÉM TÉM PROPAGANDA DA SABESP!!!
março 3, 2009
Sabesp prepara demissões e terceirizações aumentam
“Em conversas com a empresa, ficou claro que uma das principais metas visando à redução de custos seria a de um quadro de funcionários mais enxuto”, afirma a corretora Link Investimentos.
A empresa, que anunciou uma “reestruturação nos quadros de colaboradores”, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), seguindo uma determinação do Ministério Público Estadual, para cortar todos os funcionários aposentados pelo INSS.
Em documento ao Ministério Público a Associação de Engenheiros da Sabesp (Aesabesp) também pediu esclarecimento quanto os termos do TAC. “A ocultação dos termos do TAC, suprimido o debate e negado aos interessados o direito de saber o efeito em seu destino, tende a transformar a atual situação em longa e desastrosa batalha processual, sofrendo a Sabesp os efeitos prejudiciais deste embate, sem alcançar os benefícios almejados”. E afirma que “na empresa existe um intenso processo de terceirização dos serviços, principalmente os serviços fins, que entendemos não devem ser subcontratados”.
“A própria Procuradoria Geral do Estado se manifestou dizendo que não há sobreposição de salários, já que o benefício previdenciário vinha sendo pago há 30, 35 anos e os trabalhadores estão recebendo o que investiram apenas”, afirmou Marcos Sergio Duarte, presidente do Sintius.
Ao mesmo tempo foi aberta uma investigação por parte do TRE-RJ e uma representação da Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo no Ministério Público Eleitoral para a apuração de gastos com anúncios publicitários por todo o país.
Este ano Serra terá um orçamento de R$ 313 milhões para publicidade, em 2008 foram R$ 166 milhões. Ao mesmo tempo congelou R$ 2 bilhões do orçamento total do Estado.
O ex-senador tucano pelo estado de Mato Grosso, Antero Paes de Barros – conhecido por suas ligações com o “comendador” João Arcanjo Ribeiro, chefe do crime organizado no Estado – foi nomeado por José Serra para o conselho da Sabesp – a companhia de água e esgoto do estado de São Paulo. Antero mora em Cuiabá-MT.
Assim a Sabesp, além de jogar o dinheiro dos paulistas no ralo, fazendo propaganda no Brasil inteiro, onde não atua, como mostramos na edição passada, resolveu agora criar cabides de emprego para os cupinchas do governador paulista.
HORA DO POVO, 11.02.09
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro iniciou investigação sobre uma propaganda suspeita da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, feita em âmbito nacional, para estranhamente divulgar ações do governo paulista. A propaganda da empresa paulista em rede nacional é feita pela agência Nova S/B, que por coincidência atende ainda a Prefeitura de São Paulo e a CDHU, também do governo Serra. Até no Amapá chegou propaganda da empresa, além do Rio.
Segundo informa o jornalista Luis Nassif, um ofício da TV Globo, solicitado pelo tribunal durante a investigação, revela que a agência de publicidade Nova S/B pagou um total R$ 7,450 milhões à emissora para patrocinar a campanha. As inserções foram exibidas pela TV duas vezes por dia, durante 45 dias, de dezembro a janeiro. O TRE-RJ suspeita de uso ilegal da máquina pública por parte do governador José Serra (PSDB). O dono da Nova S/B é nada menos do que José Roberto Vieira da Costa, conhecido por suas ligações políticas com o governador.
José Roberto Vieira da Costa, conhecido por Bob, é tucano de carteirinha e participou do governo de FHC no cargo de secretário de Comunicação (com status de Ministro), cuja tarefa principal era trabalhar para melhorar a imagem do governo federal. Antes de assumir toda a área de comunicação do governo federal em 2002, Bob era do Ministério da Saúde, comandado por José Serra.
No fim de 2001, segundo relato da jornalista Helena Sthephanowitz, do blog “Os Amigos do Presidente Lula”, Serra e FHC promoveram Bob ao posto que era de Andrea Matarazzo, que à época estava desgastado no cargo por denúncias. Ele era tão ligado a Serra que sua nomeação provocou protestos em outros tucanos, como Tasso Jereissati, que também almejava disputar a presidência pelo PSDB para substituir Serra. Durante a campanha eleitoral, quando Serra estava ameaçado de ficar fora do segundo turno, polarizado entre Lula e Ciro Gomes, Bob licenciou-se do governo para assumir a coordenação de comunicação da campanha.
O Ministério Público Estadual de São Paulo deverá ser acionado para investigar como uma agência dirigida por um tucano que tem histórico de ligação com José Serra ganha a conta da Sabesp exatamente durante a gestão do mesmo. Além disso, deverá ser avaliada também a legalidade de uma campanha da Sabesp, que é uma empresa paulista, na TV em rede nacional, sem qualquer sentido de atender ao interesse público dos paulistas, nem ao interesse comercial da empresa.
HORA DO POVO, 06.02.09
O deputado estadual Mário Reali (PT/SP) afirmou que estuda uma ação jurídica para questionar a doação, no valor de R$ 500 mil, feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado) no ano passado ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. “Vamos continuar mobilizando os deputados para a fiscalização dessas práticas”, declarou o parlamentar, considerando “uma promiscuidade” a doação de recursos para uma entidade que faz política partidária abertamente.
Mário Reali lembrou que, durante a gestão de Geraldo Alckmin, ocorreram outros desvios de recursos públicos para amigos, como a destinação de R$ 1 milhão da verba publicitária da estatal para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) e o patrocínio de uma edição da revista Ch”an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência pelo PSDB.
Segundo informações do site Terra Magazine, o dinheiro que saiu da Sabesp foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo tucano e conhecida pela sigla iFHC. Na época da doação, a Sabesp era presidida pelo tucano Dalmo Nogueira Filho.
O acervo, formado por livros, fotos e obras de arte, reúne itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência. Entre os objetos, estão presentes como vaso, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.
O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões – valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens. O instituto tem como objetivo preservar o acervo pessoal do ex-presidente e sua mulher, além de promover debates e seminários restritos a convidados. Sua página na internet destaca que “o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública”.
Sabesp prepara demissões e terceirizações aumentam
“Em conversas com a empresa, ficou claro que uma das principais metas visando à redução de custos seria a de um quadro de funcionários mais enxuto”, afirma a corretora Link Investimentos.
A empresa, que anunciou uma “reestruturação nos quadros de colaboradores”, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), seguindo uma determinação do Ministério Público Estadual, para cortar todos os funcionários aposentados pelo INSS.
Em documento ao Ministério Público a Associação de Engenheiros da Sabesp (Aesabesp) também pediu esclarecimento quanto os termos do TAC. “A ocultação dos termos do TAC, suprimido o debate e negado aos interessados o direito de saber o efeito em seu destino, tende a transformar a atual situação em longa e desastrosa batalha processual, sofrendo a Sabesp os efeitos prejudiciais deste embate, sem alcançar os benefícios almejados”. E afirma que “na empresa existe um intenso processo de terceirização dos serviços, principalmente os serviços fins, que entendemos não devem ser subcontratados”.
“A própria Procuradoria Geral do Estado se manifestou dizendo que não há sobreposição de salários, já que o benefício previdenciário vinha sendo pago há 30, 35 anos e os trabalhadores estão recebendo o que investiram apenas”, afirmou Marcos Sergio Duarte, presidente do Sintius.
Ao mesmo tempo foi aberta uma investigação por parte do TRE-RJ e uma representação da Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo no Ministério Público Eleitoral para a apuração de gastos com anúncios publicitários por todo o país.
Este ano Serra terá um orçamento de R$ 313 milhões para publicidade, em 2008 foram R$ 166 milhões. Ao mesmo tempo congelou R$ 2 bilhões do orçamento total do Estado.
O ex-senador tucano pelo estado de Mato Grosso, Antero Paes de Barros – conhecido por suas ligações com o “comendador” João Arcanjo Ribeiro, chefe do crime organizado no Estado – foi nomeado por José Serra para o conselho da Sabesp – a companhia de água e esgoto do estado de São Paulo. Antero mora em Cuiabá-MT.
Assim a Sabesp, além de jogar o dinheiro dos paulistas no ralo, fazendo propaganda no Brasil inteiro, onde não atua, como mostramos na edição passada, resolveu agora criar cabides de emprego para os cupinchas do governador paulista.
HORA DO POVO, 11.02.09
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro iniciou investigação sobre uma propaganda suspeita da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, feita em âmbito nacional, para estranhamente divulgar ações do governo paulista. A propaganda da empresa paulista em rede nacional é feita pela agência Nova S/B, que por coincidência atende ainda a Prefeitura de São Paulo e a CDHU, também do governo Serra. Até no Amapá chegou propaganda da empresa, além do Rio.
Segundo informa o jornalista Luis Nassif, um ofício da TV Globo, solicitado pelo tribunal durante a investigação, revela que a agência de publicidade Nova S/B pagou um total R$ 7,450 milhões à emissora para patrocinar a campanha. As inserções foram exibidas pela TV duas vezes por dia, durante 45 dias, de dezembro a janeiro. O TRE-RJ suspeita de uso ilegal da máquina pública por parte do governador José Serra (PSDB). O dono da Nova S/B é nada menos do que José Roberto Vieira da Costa, conhecido por suas ligações políticas com o governador.
José Roberto Vieira da Costa, conhecido por Bob, é tucano de carteirinha e participou do governo de FHC no cargo de secretário de Comunicação (com status de Ministro), cuja tarefa principal era trabalhar para melhorar a imagem do governo federal. Antes de assumir toda a área de comunicação do governo federal em 2002, Bob era do Ministério da Saúde, comandado por José Serra.
No fim de 2001, segundo relato da jornalista Helena Sthephanowitz, do blog “Os Amigos do Presidente Lula”, Serra e FHC promoveram Bob ao posto que era de Andrea Matarazzo, que à época estava desgastado no cargo por denúncias. Ele era tão ligado a Serra que sua nomeação provocou protestos em outros tucanos, como Tasso Jereissati, que também almejava disputar a presidência pelo PSDB para substituir Serra. Durante a campanha eleitoral, quando Serra estava ameaçado de ficar fora do segundo turno, polarizado entre Lula e Ciro Gomes, Bob licenciou-se do governo para assumir a coordenação de comunicação da campanha.
O Ministério Público Estadual de São Paulo deverá ser acionado para investigar como uma agência dirigida por um tucano que tem histórico de ligação com José Serra ganha a conta da Sabesp exatamente durante a gestão do mesmo. Além disso, deverá ser avaliada também a legalidade de uma campanha da Sabesp, que é uma empresa paulista, na TV em rede nacional, sem qualquer sentido de atender ao interesse público dos paulistas, nem ao interesse comercial da empresa.
HORA DO POVO, 06.02.09
O deputado estadual Mário Reali (PT/SP) afirmou que estuda uma ação jurídica para questionar a doação, no valor de R$ 500 mil, feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado) no ano passado ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. “Vamos continuar mobilizando os deputados para a fiscalização dessas práticas”, declarou o parlamentar, considerando “uma promiscuidade” a doação de recursos para uma entidade que faz política partidária abertamente.
Mário Reali lembrou que, durante a gestão de Geraldo Alckmin, ocorreram outros desvios de recursos públicos para amigos, como a destinação de R$ 1 milhão da verba publicitária da estatal para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) e o patrocínio de uma edição da revista Ch”an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência pelo PSDB.
Segundo informações do site Terra Magazine, o dinheiro que saiu da Sabesp foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo tucano e conhecida pela sigla iFHC. Na época da doação, a Sabesp era presidida pelo tucano Dalmo Nogueira Filho.
O acervo, formado por livros, fotos e obras de arte, reúne itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência. Entre os objetos, estão presentes como vaso, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.
O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões – valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens. O instituto tem como objetivo preservar o acervo pessoal do ex-presidente e sua mulher, além de promover debates e seminários restritos a convidados. Sua página na internet destaca que “o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública”.
Sabesp prepara demissões e terceirizações aumentam
“Em conversas com a empresa, ficou claro que uma das principais metas visando à redução de custos seria a de um quadro de funcionários mais enxuto”, afirma a corretora Link Investimentos.
A empresa, que anunciou uma “reestruturação nos quadros de colaboradores”, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), seguindo uma determinação do Ministério Público Estadual, para cortar todos os funcionários aposentados pelo INSS.
Em documento ao Ministério Público a Associação de Engenheiros da Sabesp (Aesabesp) também pediu esclarecimento quanto os termos do TAC. “A ocultação dos termos do TAC, suprimido o debate e negado aos interessados o direito de saber o efeito em seu destino, tende a transformar a atual situação em longa e desastrosa batalha processual, sofrendo a Sabesp os efeitos prejudiciais deste embate, sem alcançar os benefícios almejados”. E afirma que “na empresa existe um intenso processo de terceirização dos serviços, principalmente os serviços fins, que entendemos não devem ser subcontratados”.
“A própria Procuradoria Geral do Estado se manifestou dizendo que não há sobreposição de salários, já que o benefício previdenciário vinha sendo pago há 30, 35 anos e os trabalhadores estão recebendo o que investiram apenas”, afirmou Marcos Sergio Duarte, presidente do Sintius.
Ao mesmo tempo foi aberta uma investigação por parte do TRE-RJ e uma representação da Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo no Ministério Público Eleitoral para a apuração de gastos com anúncios publicitários por todo o país.
Este ano Serra terá um orçamento de R$ 313 milhões para publicidade, em 2008 foram R$ 166 milhões. Ao mesmo tempo congelou R$ 2 bilhões do orçamento total do Estado.
O ex-senador tucano pelo estado de Mato Grosso, Antero Paes de Barros – conhecido por suas ligações com o “comendador” João Arcanjo Ribeiro, chefe do crime organizado no Estado – foi nomeado por José Serra para o conselho da Sabesp – a companhia de água e esgoto do estado de São Paulo. Antero mora em Cuiabá-MT.
Assim a Sabesp, além de jogar o dinheiro dos paulistas no ralo, fazendo propaganda no Brasil inteiro, onde não atua, como mostramos na edição passada, resolveu agora criar cabides de emprego para os cupinchas do governador paulista.
HORA DO POVO, 11.02.09
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro iniciou investigação sobre uma propaganda suspeita da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, feita em âmbito nacional, para estranhamente divulgar ações do governo paulista. A propaganda da empresa paulista em rede nacional é feita pela agência Nova S/B, que por coincidência atende ainda a Prefeitura de São Paulo e a CDHU, também do governo Serra. Até no Amapá chegou propaganda da empresa, além do Rio.
Segundo informa o jornalista Luis Nassif, um ofício da TV Globo, solicitado pelo tribunal durante a investigação, revela que a agência de publicidade Nova S/B pagou um total R$ 7,450 milhões à emissora para patrocinar a campanha. As inserções foram exibidas pela TV duas vezes por dia, durante 45 dias, de dezembro a janeiro. O TRE-RJ suspeita de uso ilegal da máquina pública por parte do governador José Serra (PSDB). O dono da Nova S/B é nada menos do que José Roberto Vieira da Costa, conhecido por suas ligações políticas com o governador.
José Roberto Vieira da Costa, conhecido por Bob, é tucano de carteirinha e participou do governo de FHC no cargo de secretário de Comunicação (com status de Ministro), cuja tarefa principal era trabalhar para melhorar a imagem do governo federal. Antes de assumir toda a área de comunicação do governo federal em 2002, Bob era do Ministério da Saúde, comandado por José Serra.
No fim de 2001, segundo relato da jornalista Helena Sthephanowitz, do blog “Os Amigos do Presidente Lula”, Serra e FHC promoveram Bob ao posto que era de Andrea Matarazzo, que à época estava desgastado no cargo por denúncias. Ele era tão ligado a Serra que sua nomeação provocou protestos em outros tucanos, como Tasso Jereissati, que também almejava disputar a presidência pelo PSDB para substituir Serra. Durante a campanha eleitoral, quando Serra estava ameaçado de ficar fora do segundo turno, polarizado entre Lula e Ciro Gomes, Bob licenciou-se do governo para assumir a coordenação de comunicação da campanha.
O Ministério Público Estadual de São Paulo deverá ser acionado para investigar como uma agência dirigida por um tucano que tem histórico de ligação com José Serra ganha a conta da Sabesp exatamente durante a gestão do mesmo. Além disso, deverá ser avaliada também a legalidade de uma campanha da Sabesp, que é uma empresa paulista, na TV em rede nacional, sem qualquer sentido de atender ao interesse público dos paulistas, nem ao interesse comercial da empresa.
HORA DO POVO, 06.02.09
O deputado estadual Mário Reali (PT/SP) afirmou que estuda uma ação jurídica para questionar a doação, no valor de R$ 500 mil, feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado) no ano passado ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. “Vamos continuar mobilizando os deputados para a fiscalização dessas práticas”, declarou o parlamentar, considerando “uma promiscuidade” a doação de recursos para uma entidade que faz política partidária abertamente.
Mário Reali lembrou que, durante a gestão de Geraldo Alckmin, ocorreram outros desvios de recursos públicos para amigos, como a destinação de R$ 1 milhão da verba publicitária da estatal para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) e o patrocínio de uma edição da revista Ch”an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência pelo PSDB.
Segundo informações do site Terra Magazine, o dinheiro que saiu da Sabesp foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo tucano e conhecida pela sigla iFHC. Na época da doação, a Sabesp era presidida pelo tucano Dalmo Nogueira Filho.
O acervo, formado por livros, fotos e obras de arte, reúne itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência. Entre os objetos, estão presentes como vaso, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.
O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões – valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens. O instituto tem como objetivo preservar o acervo pessoal do ex-presidente e sua mulher, além de promover debates e seminários restritos a convidados. Sua página na internet destaca que “o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública”.
Sabesp prepara demissões e terceirizações aumentam
“Em conversas com a empresa, ficou claro que uma das principais metas visando à redução de custos seria a de um quadro de funcionários mais enxuto”, afirma a corretora Link Investimentos.
A empresa, que anunciou uma “reestruturação nos quadros de colaboradores”, assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), seguindo uma determinação do Ministério Público Estadual, para cortar todos os funcionários aposentados pelo INSS.
Em documento ao Ministério Público a Associação de Engenheiros da Sabesp (Aesabesp) também pediu esclarecimento quanto os termos do TAC. “A ocultação dos termos do TAC, suprimido o debate e negado aos interessados o direito de saber o efeito em seu destino, tende a transformar a atual situação em longa e desastrosa batalha processual, sofrendo a Sabesp os efeitos prejudiciais deste embate, sem alcançar os benefícios almejados”. E afirma que “na empresa existe um intenso processo de terceirização dos serviços, principalmente os serviços fins, que entendemos não devem ser subcontratados”.
“A própria Procuradoria Geral do Estado se manifestou dizendo que não há sobreposição de salários, já que o benefício previdenciário vinha sendo pago há 30, 35 anos e os trabalhadores estão recebendo o que investiram apenas”, afirmou Marcos Sergio Duarte, presidente do Sintius.
Ao mesmo tempo foi aberta uma investigação por parte do TRE-RJ e uma representação da Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo no Ministério Público Eleitoral para a apuração de gastos com anúncios publicitários por todo o país.
Este ano Serra terá um orçamento de R$ 313 milhões para publicidade, em 2008 foram R$ 166 milhões. Ao mesmo tempo congelou R$ 2 bilhões do orçamento total do Estado.
O ex-senador tucano pelo estado de Mato Grosso, Antero Paes de Barros – conhecido por suas ligações com o “comendador” João Arcanjo Ribeiro, chefe do crime organizado no Estado – foi nomeado por José Serra para o conselho da Sabesp – a companhia de água e esgoto do estado de São Paulo. Antero mora em Cuiabá-MT.
Assim a Sabesp, além de jogar o dinheiro dos paulistas no ralo, fazendo propaganda no Brasil inteiro, onde não atua, como mostramos na edição passada, resolveu agora criar cabides de emprego para os cupinchas do governador paulista.
HORA DO POVO, 11.02.09
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro iniciou investigação sobre uma propaganda suspeita da Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, feita em âmbito nacional, para estranhamente divulgar ações do governo paulista. A propaganda da empresa paulista em rede nacional é feita pela agência Nova S/B, que por coincidência atende ainda a Prefeitura de São Paulo e a CDHU, também do governo Serra. Até no Amapá chegou propaganda da empresa, além do Rio.
Segundo informa o jornalista Luis Nassif, um ofício da TV Globo, solicitado pelo tribunal durante a investigação, revela que a agência de publicidade Nova S/B pagou um total R$ 7,450 milhões à emissora para patrocinar a campanha. As inserções foram exibidas pela TV duas vezes por dia, durante 45 dias, de dezembro a janeiro. O TRE-RJ suspeita de uso ilegal da máquina pública por parte do governador José Serra (PSDB). O dono da Nova S/B é nada menos do que José Roberto Vieira da Costa, conhecido por suas ligações políticas com o governador.
José Roberto Vieira da Costa, conhecido por Bob, é tucano de carteirinha e participou do governo de FHC no cargo de secretário de Comunicação (com status de Ministro), cuja tarefa principal era trabalhar para melhorar a imagem do governo federal. Antes de assumir toda a área de comunicação do governo federal em 2002, Bob era do Ministério da Saúde, comandado por José Serra.
No fim de 2001, segundo relato da jornalista Helena Sthephanowitz, do blog “Os Amigos do Presidente Lula”, Serra e FHC promoveram Bob ao posto que era de Andrea Matarazzo, que à época estava desgastado no cargo por denúncias. Ele era tão ligado a Serra que sua nomeação provocou protestos em outros tucanos, como Tasso Jereissati, que também almejava disputar a presidência pelo PSDB para substituir Serra. Durante a campanha eleitoral, quando Serra estava ameaçado de ficar fora do segundo turno, polarizado entre Lula e Ciro Gomes, Bob licenciou-se do governo para assumir a coordenação de comunicação da campanha.
O Ministério Público Estadual de São Paulo deverá ser acionado para investigar como uma agência dirigida por um tucano que tem histórico de ligação com José Serra ganha a conta da Sabesp exatamente durante a gestão do mesmo. Além disso, deverá ser avaliada também a legalidade de uma campanha da Sabesp, que é uma empresa paulista, na TV em rede nacional, sem qualquer sentido de atender ao interesse público dos paulistas, nem ao interesse comercial da empresa.
HORA DO POVO, 06.02.09
O deputado estadual Mário Reali (PT/SP) afirmou que estuda uma ação jurídica para questionar a doação, no valor de R$ 500 mil, feita pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado) no ano passado ao Instituto Fernando Henrique Cardoso. “Vamos continuar mobilizando os deputados para a fiscalização dessas práticas”, declarou o parlamentar, considerando “uma promiscuidade” a doação de recursos para uma entidade que faz política partidária abertamente.
Mário Reali lembrou que, durante a gestão de Geraldo Alckmin, ocorreram outros desvios de recursos públicos para amigos, como a destinação de R$ 1 milhão da verba publicitária da estatal para uma editora e um programa de TV do deputado estadual Wagner Salustiano (PSDB) e o patrocínio de uma edição da revista Ch”an Tao, do acupunturista do então candidato à Presidência pelo PSDB.
Segundo informações do site Terra Magazine, o dinheiro que saiu da Sabesp foi direcionado para um projeto de conservação e digitalização do acervo do Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo tucano e conhecida pela sigla iFHC. Na época da doação, a Sabesp era presidida pelo tucano Dalmo Nogueira Filho.
O acervo, formado por livros, fotos e obras de arte, reúne itens coletados durante a passagem do tucano pela Presidência. Entre os objetos, estão presentes como vaso, quadros, tapetes e até capacetes de pilotos de Fórmula 1.
O projeto de preservação e digitalização do acervo está orçado em mais de R$ 8 milhões – valor que equivale a cinco vezes o orçamento anual da Biblioteca Mário de Andrade, a maior de São Paulo, com mais de 3,2 milhões de itens. O instituto tem como objetivo preservar o acervo pessoal do ex-presidente e sua mulher, além de promover debates e seminários restritos a convidados. Sua página na internet destaca que “o iFHC, entidade privada, não está aberto à visitação pública”.

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