Não foi só o Luciano Huck quem teve seu “bobo” roubado aqui em São Paulo. Claro que o panaca escandaloso queria a atenção especial do presidente Lula: desejava que o presidente destacasse algum batalhão das FFAA para recuperar seu patrimônio. Devia ter feito como outro figurão, subtraído de seu bem mas, discrição acima de qualquer prova.
O prefeito de facto da Capital e higienizador honorário da cidade, Andrea Matarazzo ( que deu R$ 3 milhões à campanha de FHC em 98 ) teve seu Rolex roubado, durante uma caminhada no bairro dos Jardins ( e vocês queriam que fosse onde? ) há cerca de 1 ano e meio. E sua casa havia sido invadida, um ano antes, por hunos armados que levaram dinheiro e um cofre fechado. De acordo com artigo de Mino Carta, à época do Rolex roubado, Andrea Matarazzo não deu queixa da invasão à sua casa, mas o fez no caso do seu relojão e ainda reclamou da Segurança em São Paulo. Ao contrário de Huck, Andrea, secretário da Prefeitura chefiada por José Serra, foi isento e imparcial e apontou direitinho a quem cabia resolver esta questão: o governo estadual ocupado, então, pelo tucano Geraldo Alckmin ( que, como sabemos, viria a ser o candidato do partido à prresidência em 2006 ). Tucano bicando tucano.
Acho que os dois podiam juntar outros poucos abnegados e fundar um grupo de apoio às vítimas de roubos de Rolex.
Em tempo: as más línguas, que sabem mais de moda do que eu ( que só uso camisa de flanela ), dizem, aliás, que Rolex é crachá de cafona e que, na verdade, os dois ilustres cidadãos foram atacados pelo “Esquadrão da Moda” que retirou o ícone do mau gosto das vistas sensíveis dos demais cidadãos paulistanos.