ENCALHE

agosto 20, 2009

Problemas nas obras do Metrô Vila Prudente: o desfecho

Justiça seja feita, aqui nós mostramos o problema, mas agora o desfecho também deve ser informado. Vou transcrever a matéria da Folha de Vila Prudente – edição 896 – desta semana [ amanhã o portal muda o conteúdo, que fica online apenas durante a semana em que a edição circula ], que mostra, mais detalhadamente que os jornais grandes e médios, o que como terminou a história da interdição de alguns imóveis devido à problemas nas obras da linha 2 [ Verde ] do Metrô, onde ficará a Estação Vila Prudente. Mas alguns problemas ainda permanecem. A Folha, com certeza, continuará dando acompanhamento ao caso.

Obras do metrô: Imóveis são liberados e famílias retornam
Kátia Leite
Conforme a Folha publicou com exclusividade na última edição, os trabalhos de abertura do túnel que vai ligar as estações Tamanduateí e Vila Prudente, da Linha 2 – Verde do Metrô, foram suspensos na terça-feira retrasada, dia 4, depois que técnicos da construtora Odebrecht, responsável pela obra, constataram o rebaixamento de cerca de 4 centímetros no terreno sobre o túnel, além de acúmulo excessivo de água. Por medida preventiva de segurança, cinco imóveis das ruas Oliveira Gouveia e Pires Pimentel foram interditados e os moradores alojados em hotéis. A escavação do subsolo só foi retomada na última segunda-feira, dia 11, depois que as medições realizadas a cada duas horas no terreno não acusaram novas alterações. Na mesma data, as residências foram liberadas para o retorno das famílias.
A construtora Odebrecht informou ontem à Folha que a paralisação da obra não vai provocar atraso no cronograma estipulado porque os trabalhos estavam adiantados quando surgiu o problema. A previsão da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô é que as estações Tamanduateí e Vila Prudente entrem em operação no primeiro trimestre de 2010. Ainda de acordo com a Odebrecht a infiltração no subsolo foi solucionada com a execução de drenagens profundas adicionais a vácuo. O excesso de água pode ter sido decorrente das próprias condições do terreno, antiga várzea do córrego da Mooca ( hoje canalizado sob a avenida Anhaia Mello ) e que ainda hoje sofre com problemas de alagamentos. Vale lembrar que o mês de julho bateu recorde histórico de chuvas.
Faltam cerca de 40 metros para conclusão da escavação a cargo da Odebrecht. Este túnel vai se encontrar com o que será perfurado pela construtora Andrade Gutierrez a partir do poço da estação Vila Prudente. Os moradores começaram a retornar aos imóveis na tarde da segunda-feira e destacaram a pronta assessoria que receberam da construtora e do Metrô. “Nos detalharam o que estava acontecendo e entendemos a situação, antigamente aqui era só terra, argila, areia e água.
Garagem foi escorada na rua Pires Pimentel e dentro do imóvel, paredes chegam a ter buracos
Mas, foi um susto e estamos felizes por voltar para casa”, comentam os moradores do número 71 da rua Oliveira Gouveia, Valmir e Deise Marsola, que passaram uma semana em um hotel na Mooca.
No local eles ainda mantém um comércio e informaram que a construtora vai negociar a parte financeira. “Como tiveram que desligar a energia elétrica, perdi coisas no refrigerador, além dos dias que fiquei parado”, comenta Valmir cuja família é proprietária do imóvel há 50 anos.
Rachaduras
A vizinhança comenta que não são as residências do trecho interditado na semana passada que apresentam os piores problemas de rachaduras e portas emperradas.
No bar localizado na esquina oposta a das casas evacuadas, há um rasgo na parede e a porta do banheiro já não fecha direito por conta do desalinhamento do solo.
A sua vizinha na rua Oliveira Gouveia chega a ter buracos abertos na parede. “Os funcionários da construtora vêm olhar e fazem marcações na parede. Falam que preciso esperar a obra acabar para arrumar”, comenta a moradora Geraldina Amorim. Ela também teve que cortar parte da porta de entrada que não estava fechando.
Na Oliveira Gouveia moradora teve que cortar parte da porta
Na rua Pires Pimentel, o imóvel no número 222 está com a garagem escorada por madeiras e soma grande quantidade de rachaduras, que também chegam a formar buracos por toda residência. “Mudei para esta casa há três meses e estava em ordem. Fico assustada com esta situação, dá muito medo, mas os técnicos vêm fazendo visitas periódicas e falam que não tem risco”, comenta Gladis Montgomery Rubba que desde que veio do Uruguai há 40 anos, vive na região. Sua vizinha, Leila de Oliveira, também viu rasgos surgirem nos quartos e lavanderia, mas, o grande problema é a porta de passagem da cozinha para o quintal. “Ela emperra de tal forma que não tenho força para abrir. Também tive problema nos azulejos. Me garantiram que tudo isso será consertado no término da obra”, comenta.
A construtora Odebrecht informou em nota encaminhada à redação que “após a conclusão do túnel, os danos serão reparados, tendo como base a vistoria prévia realizada nos imóveis antes das obras”. A assessoria do Metrô também foi indagada, mas não se pronunciou até o fechamento desta edição.
PLUS:
Um trecho de matéria do outro jornal da região, O Paulistano, sobre o mesmo assunto. Que fique registrado aqui, esta pequena diferença de avaliações entre um engenheiro do Metrô e a assessoria [ de quê? ] da empresa.
” ( … ) Um engenheiro do Metrô entrevistado pelo Jornal Folha de São Paulo, disse – sob a condição de não ser identificado – que as fortes chuvas verificadas na capital paulista nas últimas semanas provocaram um deslocamento de terra que abriu uma brecha entre a capa de concreto que reveste o túnel do metrô e a camada de solo em que se assentam as casas. Segundo o técnico, essa brecha seria de quatro centímetros. A assessoria do Metrô admite a movimentação de solo, mas diz que foi da ordem de poucos milímetros ( … )”.

agosto 8, 2009

OBRA DO METRÔ DE VILA PRUDENTE É PARALISADA DEVIDO A INFILTRAÇÃO DE ÁGUA! CASAS E RUAS INTERDITADAS E IMPRENSALÃO NÃO FALA NADA!!

Mais uma vez, o bravo jornal de bairro Folha da Vila Prudente atropela a “grande imprensa” trazendo ( sozinha, até onde eu sei ) reportagem sobre problemas nas obras do Metrô paulista, em sua linha 2. Segundo a matéria, houve um “acúmulo de água” proveniente sabe-se-lá de onde, e algumas ruas próximas foram bloqueadas e casas foram interditadas. Falou-se que a “chuva” poderia ser a responsável ( de novo; este filme já vimos ). Eu, que moro na região, passo por lá diariamente, mas não fiquei sabendo de nada, vejam só. Posso adivinhar que a grandíssima maioria dos cidadãos paulistanos tampouco ficou sabendo disso. Ainda que o caso não tenha tido o desfecho igual ao do Craterão da Linha 4, penso que um registro ( mesmo pequeno ) nos jornais devia ter sido feito. Não encontrei nada a respeito também no site do Metrô.
Então, que fique registrado, graças à Folha da Vila Prudente. Ah! Na referida matéria, há testemunho de pessoas, queixando-se de rachaduras em seus imóveis, atribuíndo-as à obra. Que fique duplamente registrado.


Obras do metrô: Acúmulo excessivo de água no subsolo pára escavação de túnel na Vila Prudente

Kátia Leite
Na manhã da última terça-feira, dia 4, pelo menos quatro quarteirões de Vila Prudente foram bloqueados para o tráfego de veículos. Moradores de cinco residências na esquina das ruas Oliveira Gouveia e Pires Pimentel também tiveram que deixar seus imóveis, sendo alojados em um hotel. As medidas, que causaram apreensão na vizinhança, foram adotadas no trecho onde ocorrem os trabalhos de escavação do túnel que vai ligar as estações Tamanduateí e Vila Prudente da Linha 2- Verde do Metrô. É o chamado Lote 7 das obras que foram iniciadas pela empresa Constran e agora estão a cargo da construtora Odebrecht. Preventivamente, os trabalhos de abertura do túnel foram suspensos e as atenções estão voltadas agora aos serviços adicionais de drenagem do terreno.
Conforme a reportagem da Folha conseguiu apurar, os técnicos da construtora constataram o acúmulo de água além do normal no trecho onde acontece a abertura do túnel a cerca de 14 metros de profundidade. As leituras dos instrumentos de controle realizadas rotineiramente apontaram o rebaixamento de 4 centímetros do lençol freático e os parâmetros se aproximaram do limite de segurança. “Esse rebaixamento interferiu em quase nada na superfície, cerca de um milímetro. Mesmo assim, a construtora adotou as medidas preventivas”, explica o tenente Rezende do Grupamento de Bombeiros do Cambuci, que foi acionado na manhã da terça-feira. Ele inspecionou as casas interditadas e também desceu no túnel. “Só precisaremos voltar ao local se houver nova chamada”, comentou.
Não se sabe ainda o que causou o excesso de água no subsolo. As chuvas que bateram recordes no mês de julho podem ser uma delas. Um engenheiro ouvido pela Folha informou que não há cloro na água, o que excluiu a hipótese de um vazamento da rede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Indagadas sobre o ocorrido, a Companhia do Metropolitano de São Paulo e a Construtora Odebrecht se limitaram a informar, oficialmente, através de nota no final da tarde de anteontem, que foi adotada uma medida preventiva protocolar de segurança para “a realização de obras da Linha 2- Verde do Metrô”.
Além dos bombeiros e engenheiros do Metrô e da construtora, a Defesa Civil da Prefeitura e o comando regional da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também foram acionados na terça-feira. Uma das principais preocupações foi desviar a rota dos ônibus biarticulados que atendem o ramal local do Expresso Tiradentes. Os coletivos que normalmente acessam o Terminal Vila Prudente pela rua Ibitirama foram remanejados para o cruzamento da rua Dr. Roberto Feijó. Os demais veículos também foram impedidos de acessar um perímetro pré-determinado. O tráfego foi liberado na tarde da própria terça-feira.
Mesmo sendo preventivas, as medidas provocaram susto na vizinhança. “Saí cedo de casa e quando voltei, por volta das 11h, já estava tudo bloqueado”, conta o morador da rua Pires Pimentel, o advogado Osmar Leme dos Santos, que apesar de não ter o imóvel interditado, chegou a ser impedido de ir para sua residência. “Não queriam deixar eu entrar na rua”, lembra. “Sabia que era uma situação real porque no simulado de emergência promovido dias atrás, fomos avisados com antecedência”.
A inquilina da casa interditada no número 263 da rua Pires Pimentel, a corretora de imóveis Maria José, estava apreensiva. Ela afirmou que há 40 dias já vinha reclamando de rachaduras que vêm surgindo nas paredes da residência. “Também já tive problemas com o encanamento e fiquei sem água. Precisei sair de casa com meus dois filhos. Agora, hoje (terça), fui procurada porque vão ter que interditar. Achei que apareceram mais rachaduras e as lâmpadas estão balançando”, afirmou à Folha. Apesar da previsão de retorno dos moradores às residências amanhã, ela não sabe se vai voltar. “Dá medo e quero que antes sejam sanados os problemas das rachaduras”.
( Publicado na FOLHA DA VILA PRUDENTE, ed. 895, 07 a 13/ Agosto/ 2009 )
LEITURAS CORRELATAS:
Justiça ordena seqüestro de bens no caso Alstom ( Blog do ONIPRESENTE, 07.08.09 )Caso Alstom: Membro do TCE tem contas bloqueadas ( O Terror do Nordeste, 07.08.09 )

abril 26, 2009

Hospital da rede estadual de São Paulo libera paciente que possuia apendicite e precisava de cirurgia emergencial. O cara quase morre!

O local é o Hospital de Vila Alpina, que tem na ficha corrida alguns casos de gestantes que morreram na cirurgia, devido, parece, à imposição de parto normal [ Celso Lungaretti tomou ciência destes casos e falou deles em seus blogs. Vejam mais adiante. ], e outros como este: “Mais um caso: Liberada do Hospital de Vila Alpina, paciente é operada no ABC no dia seguinte por rompimento do intestino” ( Folha de Vila Prudente, Data: ? ). Imprensalão não fala nada. Este hospital é [ ou era ] administrado por uma OSCIP. A vergonha: percebam as desculpas da assessoria de imprensa da Secretaria. Só falta dizerem, naquela maneira burocrática, que os doentes inventaram a doença depois que sairam do HVA.
Com alta no Hospital de Vila Alpina, paciente passa por cirurgia emergencial
Rafael Gonçalo, da Folha de Vila Prudente

Francisco Pulice Neto mostra documentos que comprovam as passagens pelos dois hospitais

O restaurador Francisco Pulice Neto, de 32 anos, morador da Santa Clara, viveu dias de agonia neste mês. No último dia 3, ele começou a sentir fortes dores na barriga e seguiu para a Assistência Médica Ambulatorial (AMA) do Jardim Independência. Medicado, voltou para casa, porém, o mal-estar prosseguiu. Então, Neto foi até o Hospital Estadual de Vila Alpina e após exames, ouviu que se tratava de uma infecção no fígado. Foi encaminhado então para tomar soro e recebeu alta durante a madrugada, junto com um receituário de Buscopan e Plasil. Entretanto, não conseguiu dormir devido às fortes dores que persistiram. Na noite do dia 4, Neto resolveu ir ao Hospital Municipal Ignácio Proença de Gouvêa (antigo João XXIII), na Mooca, onde foi internado imediatamente e no dia seguinte sofreu uma cirurgia de emergência, por conta de uma apendicite aguda, que se não fosse tratada a tempo, poderia levá-lo à morte.
“Cheguei no Hospital de Vila Alpina vomitando e com dor. Falaram que era uma inflamação no fígado. Me deram soro, remédio, receita e me deram alta. Cheguei em casa e não consegui dormir. Minha sogra disse que a vizinha comentou que podia ser apendicite. Minha mulher procurou na Internet e eu estava com todos os sintomas. Fui para o João XXIII e logo de cara o médico me disse que era apendicite mesmo”, narrou Neto.
O restaurador ainda comentou os momentos que precederam a cirurgia. “Os médicos que me atenderam no João XXIII fizeram todos os exames e diagnosticaram a apendicite. Já no dia 5, às 13h, fui operado. Me falaram que se demorasse mais um pouco para eu ir ao hospital, podia até morrer, pois estava muito inflamado”, explica o restaurador, que afirma ter recebido outro tratamento no Vila Alpina. “Podiam ter ao menos me examinado, mas nem chegaram a me tocar”, ressalta.
Neto ficou internado no hospital municipal até o último 17, devido à gravidade da infecção. “Me faziam exames de sangue diários. Mesmo depois da cirurgia, ainda davam alterações. O médico não me liberou enquanto eu não estava 100%. Mesmo agora que estou em casa, ele me deu 15 dias de atestado, para não fazer nenhum esforço”, completou.
Segundo a esposa do restaurador, Andréa Camargo Pulice, o casal não têm a intenção de processar o hospital. “Acho que não iremos abrir processo não. Tem que contratar advogado, não tem como. A intenção foi mais de divulgar o que aconteceu com meu marido mesmo”, explica.
Apuração
Através da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital Estadual de Vila Alpina esclareceu que o “paciente deu entrada na unidade no dia 3 deste mês, às 20h, com queixa de dor no estomago e náuseas”. Ainda segundo a nota, foi ressaltado que Neto “foi avaliado inicialmente, fez exames laboratoriais e eletrocardiograma, que não apontaram alteração. O paciente estava bem hemodinâmicamente, sem indícios de abdômen cirúrgico e foi medicado para as queixas de dores. Como o paciente apresentou melhora e bom quadro clinico e físico, foi liberado com medicações para os sintomas citados”.
Para finalizar, o órgão de saúde explicou que “o caso foi enviado para apuração interna do hospital. E que havendo indícios de irregularidade no atendimento, será encaminhado para o Conselho Regional de Medicina, instância adequada para a apuração imparcial dos acontecimentos e punição dos responsáveis”. A Folha vai cobrar o resultado da apuração.
Caso parecido, que resultou em morte de mulher de 30 anos, não gerou apuração
No último dia 27, a Folha trouxe matéria de capa, relatando a história de Karine Narvaes, de 30 anos, portadora de um leve atraso mental, que começou a sentir dores na região do abdômen. Ao ver que o quadro não melhorava, e já apresentava disenteria e vomito, Karine foi levada pelo irmão, Fernando Narvaes, ao Hospital Estadual de Vila Alpina. Na unidade, segundo Fernando, ela passou por consulta com uma médica, que teria dito ser apenas uma virose. A moça foi medicada e liberada. Já na madrugada do dia 17, dois dias após a alta, Karine piorou, o Resgate precisou ser chamado e ela voltou ao hospital, onde faleceu três horas depois. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou como causa da morte, apendicite aguda supurada, o que gerou revolta nos familiares.
Na ocasião, o Hospital Estadual de Vila Alpina, através da Secretaria Estadual de Saúde, se limitou a responder que “não havia qualquer indício de problemas cirúrgicos e que a paciente foi medicada e liberada”. Ainda foi explicado, que dois dias depois, ela voltou a dar entrada no hospital com um mal-estar geral, foi novamente atendida e medicada, mas veio a falecer. Na nota não havia menção a qualquer tipo de investigação do caso. ( Folha de Vila Prudente, edição 880, 24.04.09 )

LEIA MAIS:

Hospital paulistano impõe parto normal às gestantes pobrespor Celso Lungaretti

09 setembro 2008
Em julho noticiei e comentei que uma mulher fora praticamente assassinada pela incúria do Hospital Estadual de Vila Alpina (na capital paulista), o qual, mesmo diante das evidências gritantes de que se tratava de procedimento de alto risco, ainda assim a submeteu a longa espera na tentativa de forçar o parto normal:
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2008/07/umas-e-outras.html ( OBS: ESTE BLOG REPRODUZ O POST MENCIONADO, LOGO A SEGUIR )
Foi o suficiente para eu receber uma enxurrada de mensagens de um tal GestaMga, grupo de mulheres defensoras do parto normal, tentando me convencer de que se tratava de uma fatalidade e que o chamado parto humanizado é infinitamente superior à cesárea.
Eu me baseara na reportagem de um jornal de bairro que me caiu por acaso nas mãos, a Folha da Vila Prudente. Tive interesse em acessá-lo nas semanas seguintes e acompanhei os desdobramentos do episódio: outras famílias se queixando de danos terríveis às parturientes ou aos bebês pela mesmíssima insistência em forçarem o parto normal, contra a vontade das pacientes; panos quentes e explicações inconvincentes da Secretaria de Saúde; alguma repercussão na mídia.
Liguei para o repórter responsável pela série, Rafael Gonçalo, e fiquei sabendo que a proporção de partos normais no Hospital da Vila Alpina ultrapassa 75%. Trata-se, em suma, de hospital escolhido pela Secretaria de Saúde como cartão postal das excelências do tal parto humanizado. Daí o empenho das fanáticas do GestaMga em abafar o caso.
Mas, se esse grupo me pareceu um tipo de Liga das Senhoras Católicas — mulheres ricas atrás de alguma ocupação para preencher seu tempo ocioso –, desconfio que o empenho da Secretaria da Saúde não se deva apenas à obsessão em impor às coitadezas a solução que é melhor para elas. Afinal, o parto normal sai muito mais barato para os cofres estaduais e a vida me ensinou que quem pensa o pior dos governos, quase sempre acerta.
Enfim, autoridades e fanáticas têm todo direito de tentarem persuadir as gestantes pobres de que o parto normal é melhor para elas, mas nenhum direito de forçá-las a abdicar da cesárea, se é o que elas preferem.
E, muito menos, de agirem sorrateiramente, não esclarecendo de antemão à gestante que tudo farão para que o parto seja normal.
Essas infelizes obrigadas a recorrer à rede pública estão, na verdade, servindo inadvertidamente como garotas-propaganda de uma campanha promocional do parto humanizado.
Isto é tão inadmissível como as experiências com cobaias humanas que os nazistas desenvolviam e nos causam tanta repugnância quando as vemos nos filmes.
Parece que perdemos a capacidade de indignarmo-nos com os descalabros presentes.

* Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que disponibiliza textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/

UMAS E OUTRAS

9.7.08
“O acaso faz com que essas duas

Que a sorte sempre separou

Se cruzem pela mesma rua

Olhando-se com a mesma dor”
(Chico Buarque, “Umas e Outras”)
Cristina dos Santos Cavalcante residia num bairro pobre da zona Leste paulistana, a uns 15 quilômetros do Centro. Tinha 29 anos e esperava sua segunda criança.
Fez o pré-natal na Unidade Básica de Saúde do Jardim Independência, da rede municipal. O nascimento do filho estava previsto para o dia 15 de junho.
A data chegou, passou… e nada. Então, recorreu ao Hospital Estadual de Vila Alpina. Mas, em cada consulta, diziam-lhe que estava tudo normal e deveria voltar dentro de dois dias.
Apesar de suas precárias condições financeiras, ela pagou por um ultra-som numa clínica particular. O exame revelou que o cordão umbilical tinha dado duas voltas no pescoço da criança.
Levou o laudo na consulta seguinte, às 9 horas do dia 27 de junho, sendo internada imediatamente. Em vez de efetuarem logo uma cesárea, deram-lhe medicamentos para induzir o parto normal, que acabou ocorrendo somente às 23h20.
Cristina teve então hemorragia e não havia médico capacitado para dar-lhe o atendimento correto. Os jovens residentes tiveram de chamar “um especialista”.
Quando este finalmente chegou, não havia vaga para Cristina na UTI. Quarenta minutos depois (!), levaram-na a uma sala de observação (!!), na qual não havia equipamento nenhum. E foi lá que ela morreu, seis horas depois do parto. Parte desse tempo foi desperdiçada com a repetição de exames de sangue que a paciente já fizera no mesmo hospital – como se, no momento da emergência, não houvesse a certeza de que o tipo sanguíneo dela fosse aquele que constava da sua ficha.
Segundo o viúvo Márcio Ferreira da Costa, a primogênita já nascera por meio de cesariana, “o que mostra que já não era muito aconselhável fazer o parto normal desta vez”. E acrescentou:- Ela não tinha nada de dilatação. Minha mulher tinha a cintura muito fina e o neném nasceu com quase 4 quilos. Chegando na parte do ombro, o bebê travou e ficou cerca de 5 minutos sem respirar. Ao nascer, nem chorou, foi direto para os aparelhos.
O hospital registrou a morte como “natural” no 56° Distrito Policial – Vila Alpina. O resgate (oportuno e justificado) de Ingrid Betancourt mobilizou três governos e foi assunto da semana na grande imprensa paulista.
A morte (desnecessária e inaceitável) de Cristina dos Santos Cavalcante não comoveu governo nenhum nem interessou à grande imprensa paulista.
Eu só soube dela graças a um valoroso jornal de bairro (a Folha de Vila Prudente) e a um repórter (Rafael Gonçalo) ainda dotado do senso de justiça que deveria ser inerente à nossa profissão.
E só posso fazer o que estou fazendo: compartilhar minha indignação com os leitores, na esperança de que pelo menos alguns percam uns minutinhos enviando e-mails às autoridades, à imprensa e aos amigos.
Depende de nós fazermos com que Cristina dos Santos Cavalcante não tenha morrido em vão, como tantas outras Cristinas de nosso povo sofrido e injustiçado.
Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

janeiro 20, 2009

Serra não apareceu de pronto no craterão do Metrô e nem no recente incêndio ocorrido na Favela de Vila Prudente ( 79 famílias desabrigadas )

O texto a seguir foi reproduzido do bravo jornal Folha de Vila Prudente, edição 866, 16 a 22 de Janeiro de 2009 e não há uma única linha mencionando que Serra tivesse deixado seu ataúde no castelo para acompanhar o episódio e confortar as vítimas. [ A matéria do jornal contém mais fotos, mas para economizar tempo tratei de deixá-las de fora; quem quiser acompanhar no site do próprio jornal, deverá fazê-lo até 21 de Janeiro, quando será substituído pela nova edição semanal ]

Incêndio atinge 63 moradias e deixa 79 famílias desabrigadas na favela de Vila Prudente
Rafael Gonçalo

Dois homens acompanham o incêndio após tentarem, em vão, contê-lo
No início da noite do último domingo, dia 11, um incêndio, ainda sem explicação oficial, tomou conta da favela de Vila Prudente. Os bombeiros foram acionados, mas não conseguiram adentrar com os carros até o local do foco, devido as estreitas vias de acesso. Com isso, as chamas se alastraram e alguns moradores tiveram que abandonar suas residências às pressas. Segundo informações da Subprefeitura de Vila Prudente/Sapopemba, 63 moradias foram atingidas, deixando 79 famílias desabrigadas. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.
Fogo começou por volta das 20h segundo populares
Por volta das 20h o primeiro barraco começou a incendiar. Três hipóteses são levantadas para o início do fogo: curto circuito na rede elétrica; explosão de butijão de gás e brincadeira infantil com fogos. Os vizinhos assustados tentaram ajudar, mas sem sucesso. Logo, um grande número de moradias estava em chamas. “Eu estava em casa quando o povo começou a falar que havia um incêndio. Olhei e vi que ainda estava longe, mas as chamas se espalharam rapidamente e meu barraco foi atingido. Saí correndo levando só a roupa do corpo, o resto foi destruído” explica Antonia Martins Vieira, que há 27 anos mora na comunidade.
Os bombeiros utilizaram 28 carros e grande efetivo humano, mas dada as dificuldades de acesso, a rapidez da operação ficou prejudicada. Moradores e populares ajudaram a carregar mangueiras até o local do fogo.
A Eletropaulo foi acionada para cortar a energia da favela, já que no local havia ligações clandestinas – o que pode ter causado um curto-circuíto e assim dado início à tragédia. A força só foi restabelecida às 11h da segunda-feira.
As chamas foram contidas por volta das 2h do dia 12. Após o final do incêndio, o que restou foi uma cena de destruição e desolação. “Moro com minha mulher e meus três filhos. Só fiquei com a roupa do corpo, perdi tudo que lutei para ter.
Um dos meus meninos tem leucemia e preciso pagar o tratamento para ele. Não sei o que fazer agora. Só resta procurar outro lugar para morar e recomeçar tudo de novo”, ressalta o autônomo Irineu de Souza Alencar.
A Subprefeitura de Vila Prudente / Sapopemba informou que através de cadastro, das 294 pessoas desabrigadas, 80 são crianças, 32 adolescentes e 182 adultos. Apesar da SUB-VP ter oferecido abrigo, todos os afetados conseguiram soluções próprias de acomodação na própria comunidade.

REFRESCANDO A MEMÓRIA:

” ( … ) Um deslizamento de terra no canteiro de obras da Estação Pinheiros, da Linha 4 do metrô, abriu ontem às 14h55 uma cratera de 80 metros de diâmetro por 30 metros de profundidade, que engoliu quatro caminhões, dois carros e uma van e provocou a interdição da Marginal do Pinheiros. Há pelo menos sete pessoas desaparecidas ( … )
( … ) ‘Estou impressionado. Olhando daqui parecem carrinhos de brinquedo’, disse o governador José Serra, que só apareceu à noite no local (… )”.

em: “Cratera no metrô engole van com passageiros e interdita Marginal”, Estado.com.br, 13.01.07

novembro 8, 2008

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

Serra volta atrás e cancela fechamento de escola em Vila Prudente. Desativamento da unidade havia sido planejado há 1 ano ( antes mesmo da reforma )!!

O artigo a seguir foi inteiramente copiado do bom jornal de bairro Folha de Vila Prudente. Pois eu não sei se os demais jornais – pelo menos os que costumam tratar de assuntos locais, como o Agora ou o JT – abordaram o assunto. Eu acho que não. Da mesma maneira que eu não me recordo de ter visto qualquer coisa sobre a manifestação dos professores, ocorrida na Praça da Sé em 31 de Outubro ( enquanto escrevia esta última sentença, dei uma paradinha e fui pesquisar nos sites de Estado e Folha; no dia 1º. de Novembro, nada consta; no dia 31 de Outubro, dia do evento, o Estadão falava sobre a “economia” que as escolas deverão fazer e da parceria que o Governo estadual fez com aquela ONG INDG; por sua vez, a Folha cuidou de mencionar a “prova” que os candidatos a professor temporário deverão fazer; ou seja, nada ocorreu na Praça da Sé, em 31 de Outubro para estes jornais e, obviamente, para seu leitor ), conforme somos informados no site da APEOESP: ” Fax nº 74 – 03/10/2008 PROFESSORES REFORÇAM LUTA CONTRA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO EXCLUDENTE
Reunidos na Praça da Sé na tarde desta sexta-feira, 31/10,professores referendaram as propostas do Conselho Estadual de Representantes que aprovou a continuidade da luta contra qualquer avaliação de desempenho excludente e a política de bonificação. A categoria deve reforçar a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos e reivindicações da categoria. Os professores também reconheceram os avanços obtidos pela intermediação do Tribunal Regional do Trabalho junto à S.E.E. em decorrência da greve de junho/julho (
Continua aqui … )” .

Vila Alpina: Estado anuncia fechamento de escola e depois volta atrás
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ed. 858 – 07 a 13 de Novembro de 2008
Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas estruturais na escola estadual Professor Mario Casassanta, na rua Paramú, 693, Vila Alpina, a Secretaria Estadual de Educação anunciou a desativação da unidade e pegou de surpresa direção, funcionários, pais e alunos. Representantes da Secretaria chegaram até a oferecer aos estudantes opções de outras unidades de ensino da região para transferência, mas após manifestações e reuniões com os pais e alunos, que desde que souberem da possível desativação, se mobilizaram em busca de explicações, a Secretaria revogou a decisão. O comunicado de fechamento, que gerou muita revolta na comunidade, foi enviado à escola no último dia 30, através de um documento que mostra que o processo de desativação vem sendo tratado pelo governo estadual desde o ano passado, antes do início da reforma [ grifo do blog ] .
A princípio, a escola fundada há mais de 40 anos e que atualmente oferece os ensinos fundamental e médio, além do supletivo para jovens e adultos, seria fechada até o fim do próximo ano. Segundo funcionários da unidade, a justificativa da Secretaria foi o baixo rendimento e a evasão de alunos. “Claro que muitos estudantes deixaram de comparecer às aulas. O prédio estava muito deteriorado e com o início das reformas, fomos obrigados a conviver com muita poeira, além de outras dificuldades. Muitos adoeceram e optaram por ficar em casa o que influenciou negativamente no rendimento”, declara a estudante Roseli de Campos. “É um absurdo a desativação da nossa escola. Sempre lutamos para uma reforma e agora que algumas melhorias foram realizadas, querem nos tirar daqui”, afirma a estudante do segundo ano do ensino médio, N.P.S. Com a decisão de fechamento revogada, a promessa é que a escola integrará outras áreas, como cursos técnicos profissionalizantes, mas ainda sem previsão. Embora as obras realizadas no local tenham colaborado com a reforma de ambientes que até então estavam impossibilitados de serem utilizados (como algumas salas que em dias de chuvas acumulavam poças de água), não foi suficiente para sanar todos os problemas da escola.

Após investir cerca de R$ 540 mil em reformas, Secretaria de Educação comunicou desativação da unidade

Internamente o prédio passou por reparos, porém a fachada continua deteriorada e a quadra poliesportiva e o ginásio de esportes seguem interditados.
Imprensa de fora
Na tarde da última terça-feira, dia 4, pais e alunos da escola, acompanhados pelos deputados estaduais Adriano Diogo (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), foram até a Delegacia de Ensino Região Centro Sul, na Vila Mariana, buscar explicações sobre a até então possível desativação. Na ocasião, a reportagem da Folha e representantes de outros órgãos de imprensa que também acompanham o caso, foram expulsos de uma reunião sobre o assunto, quando esta já seguia pela metade.
Segundo a dirigente regional de ensino, Maria Izabel Faria, o veto a participação dos repórteres partiu da assessoria de imprensa da Secretaria, por ser uma reunião interna.
Questionada, a assessoria informou que não tinha conhecimento da realização da reunião e portanto, não fez qualquer tipo de proibição. No final da reunião, a reportagem tentou buscar mais informações sobre a situação da escola junto a dirigente e ela se limitou a dizer que “não podia se pronunciar”.

Aviso do Governo causou revolta nos estudantes que se mobilizaram em busca de explicações

O ambiente interno ganhou diversas melhorias, embora as obras não foram suficientes para sanar todos os problemas da unidade de ensino

Segundo o deputado Adriano Diogo, os representantes da Secretaria propuseram à diretoria da unidade a apresentação de um plano pedagógico para a recuperação da escola. “Não é porque o prédio está fisicamente degradado que devem acabar com a escola”, afirmou.
Outro que também não concordou com o fechamento foi o deputado Giannazi, membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa. “Não é com a desativação da escola que irão resolver o problema do rendimento dos alunos. Irei convocar a diretora regional e a secretária de educação ( Maria Helena Guimarães de Castro ) para depor em nossa comissão”, declarou.
O fato é que após toda confusão, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação, a proposta de fechamento da escola foi revista. Ainda segundo a assessoria, a unidade será otimizada. É o que a comunidade espera.

julho 4, 2008

Metrô: Acidente fere dois em obra da estação Vila Prudente

Filed under: acidentes, Folha de Vila Prudente, Metrô de SP, Vila Prudente — Humberto @ 2:37 pm
Folha de Vila Prudente, 04 a 10. 07. 08
No início da noite de anteontem, o rompimento de uma mangueira da rede de ar comprimido no canteiro de obras da futura estação Vila Prudente do Metrô, deixou dois operários feridos. Eles foram socorridos e encaminhados ao hospital estadual de Vila Alpina, onde ainda se encontravam em observação na tarde de ontem, conforme informações da assessoria de imprensa da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.
Segundo bombeiros do posto de Vila Prudente, que estiveram no local, foi uma ocorrência sem gravidade e após as vítimas serem encaminhadas ao hospital, fizeram uma vistoria no local e não foram constatados outros problemas.
Um dos trabalhadores foi socorrido por uma viatura da própria construção e o outro foi atendido pelo serviço de emergência da Prefeitura, o Samu.
As obras da estação Vila Prudente, na confluência da avenida Anhaia Mello com as ruas Itamumbuca e Cavour, foram iniciadas na primeira quinzena de janeiro e estão a cargo da construtora Andrade Gutierrez. No local, serão abertos dois poços com cerca de 29 metros de profundidade.
A previsão de inauguração da estação é fevereiro de 2010. O valor do contrato firmado com o Estado é de R$ 116 milhões.
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