ENCALHE

maio 2, 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

"Falsos moralistas?", por Jasson de Oliveira Andrade

Tenho desconfianças de moralistas. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. Todos nós temos erros, pecadilhos. As denúncias sobre o uso indevido, embora legal, de passagens aéreas por parlamentares, as farras aéreas, comprovam essa minha assertiva. Vamos dar alguns exemplos.
Fernando Gabeira ganhou respeito quando criticou os erros (mensalão) do PT em discurso na Câmara Federal e abandonou o partido, indo para o PV. Esta atitude moralista agradou muita gente, principalmente a classe média carioca e mesmo do Brasil. Candidato a prefeito do Rio de Janeiro quase venceu as eleições. Agora se descobriu que até ele usou passagens para familiares. O Estadão noticiou: “Filha de Gabeira também viajou com bilhete oficial”, acrescentando: “Deputado diz ainda não saber ao certo quantas passagens cedeu a terceiros”. No artigo “De um passo foi ao chão” (Estado, 21/4/2009), a jornalista Dora Kramer afirma: “Pioneiro na constatação pública de que a permanência de Severino Cavalcanti na presidência da Câmara era inaceitável e crítico contumaz da política à moda antiga, Fernando Gabeira confessa que demorou a entrar de peito aberto no debate [sobre as passagens] porque estava debaixo de um telhado de vidro. (…) Assim como os colegas, ele também cedeu passagens de sua cota para familiares”. O mesmo aconteceu com a deputada Rita Camata (PMDB-ES), que foi candidata a vice-presidente de José Serra, em 2002: ela também tem telhado de vidro. Quando o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez um pronunciamento com graves acusações ao seu partido, a deputada escreveu um artigo na Folha (23/2/2009), sob o título “Outro PMDB”, dizendo: “(…) considero as colocações do senador Jarbas Vasconcelos um ato de coragem. Expôs seu descontentamento com o grupo que controla o partido e que, por isso mesmo, se dá o direito de marginalizar os que não comungam de seus métodos e ações”. Adiante afirmou: “O escândalo da semana passada será facilmente esquecido quando surgir um novo”. Ela nunca iria imaginar que o novo escândalo se referia a ela e ao marido. A Folha (21/4) assim noticiou a denúncia: “Mesmo morando em apartamento próprio em Brasília, o senador Gerson Camata e a mulher dele, a deputada Rita Camata, ambos do PMDB do Espírito Santo, recebem auxílio-moradia do Senado e da Câmara. No total, são R$ 6.800 por mês para o casal”. O senador, então, pronunciou um discurso, que mereceu essa manchete do jornal: “Camata chora no plenário do Senado e pede afastamento do Conselho de Ética”. Ele também desmentiu as denúncias de seu assessor por 19 anos, Marcos Vinícius Andrade, que o acusou de apresentar à Justiça Eleitoral recibos falsos para esquentar sobras de dinheiro [Caixa 2] da campanha de 2002, de ter recebido propina da construtora Odebrecht e de usar de forma irregular verbas do Senado. Sem comentários! Existe ainda o caso da filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, assessora do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Agora, em 28 de abril, pediu demissão. Justificou o seu pedido: “(…) não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos [do senador] nem sobre minha conduta”. O jornalista Josias de Souza, da Folha, em seu blog, comentou essa passagem da carta dela: “Em verdade, o afastamento de Luciana [Cardoso] livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária. (…) Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma [ela declarou à repórter Mônica Bergamo, também da Folha: “trabalho mais em casa, na casa do senador”], FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo. (…) Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro. (…) Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor”.
Aí ficam três exemplos de moralistas!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
28 de abril de 2009

janeiro 27, 2009

Já em 2007, Fernando Gabeira defendia a não-extradição de Cesare Battisti, terrorista do PAC ( Não é o PAC que vocês estão pensando! )

Gabeira quer movimento para evitar extradição de italiano
Consultor Jurídico, 19 de março de 2007
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) disse que pretende liderar um movimento político para tentar evitar a extradição do militante de esquerda italiano, Cesare Battisti. Ele é apontado como ex-terrorista integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo.
Battisti, preso no Rio de Janeiro este fim de semana, foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993. Ele é acusado de assassinatos durante a década de 70. Obteve asilo político na França durante o governo do presidente François Mitterrand. Antes de seu asilo ser cassado, ele fugiu. Estava refugiado no Brasil desde 2004.
A transferência de Battisti pela Polícia Federal para Brasília (DF) começou a ser organizada. A informação da assessoria de imprensa da entidade, no entanto, é que não há a autorização para divulgar detalhes sobre a operação por questões de segurança.
Integrantes da embaixada italiana em Brasília foram enviados ao Rio de Janeiro para acompanhar a operação.
Gabeira afirmou que pretende se reunir com representantes dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de colegas da Câmara, para “examinar o que é possível fazer e não permitir que seja feita uma injustiça contra ele (Battisti)”.
Segundo a agência Ansa, o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, expressou no domingo (18/3) sua “satisfação pela brilhante operação” que permitiu a detenção no Brasil do ex-militante de extrema esquerda Cesare Battisti.
Prodi pediu ao titular de Interior da Itália, Giuliano Amato, que transmitisse suas felicitações “às forças da ordem italianas, que, com as brasileiras e francesas”, realizaram a operação que levou à detenção de Battisti, segundo um comunicado do governo.
O ministro da Justiça italiano, Clemente Mastella, quer que “os procedimentos de extradição possam levar ao retorno de Battisti à Itália em breve”.
Battisti, de 52 anos, foi capturado inicialmente em 1979 e logo sentenciado à prisão perpétua pelos quatro assassinatos e diversos roubos que cometeu como parte de suas atividades com um grupo de esquerda vinculado às Brigadas Vermelhas.
Ele escapou da prisão em 1981 e fugiu para o México, onde viveu até que se mudou para a França no começo da década de 90. Lá, arrumou um emprego como porteiro e começou a escrever novelas de suspense.
Foragido da Itália, Battisti foi descoberto residindo na França, de onde fugiu para o Brasil, em 2004. O governo italiano solicitou à justiça francesa a sua extradição. Na época, intelectuais franceses e de outros países defenderam sua permanência em território francês.
Irene Terrel, uma das advogadas francesas que defenderam Battisti, disse “estar arrasada” com a notícia de sua prisão, mas não quis fazer outros comentários antes de “conhecer mais detalhes”.
Terrel, junto com Jean-Jacques De Felice, foi uma das advogadas históricas de refugiados italianos na França.
O ex-terrorista foi detido por ordem do Supremo Tribunal Federal brasileiro em resposta a um pedido de extradição do governo italiano, segundo informa a polícia brasileira. Em paralelo, existe um mandato de prisão internacional emitido em agosto de 2004 pela Corte de Apelação de Paris. Cabe portanto à justiça brasileira avaliar se autoriza a extradição de Battisti para a Itália.
BATTISTI NO BRASIL
Fernando Gabeira, 24.03.07, na Folha
OS ANOS 60 voltam em dois momentos. O primeiro deles foi a reportagem sobre o livro “Bicicleta Branca”, no “Herald Tribune”. Seu autor, Joey Boyd, foi um grande produtor musical no período. O título é uma referência à tentativa dos Provos, um grupo de esquerda holandês, de dar bicicletas a todos. Com o tempo, as bicicletas brancas foram roubadas e pintadas.A prisão de Cesare Battisti no Brasil é outra volta. Desta vez, não só romântica como as bicicletas. Na França, onde esteve asilado, o caso Battisti é importante. Os três principais candidatos à Presidência manifestaram-se sobre a prisão. O da direita comemorou, a da esquerda esquivou-se, e o do centro, François Bayrou, assumiu a posição digna: o direito europeu garante o pleno direito de defesa. Battisti inspirou dois livros. Um de Fred Vargas, famosa escritora de romances policiais, apontando os erros do processo contra Battisti. E também um de Guillaume Perrault, com o título “Geração Battisti”. A tese de Perrault é a de que Battisti representa a consciência pesada da geração de 68, pois seu pesadelo, escapar pelo mundo, poderia acontecer com qualquer um. Acontece que Battisti foi agraciado pela doutrina Miterrand, que aceitava os refugiados dos anos de chumbo na Itália desde que renunciassem à violência. Miterrand não é da geração de 68, nem estava movido por nenhuma culpa. Creio que pensava em ajudar a Itália a superar uma fase tão conturbada. Sem uma jurisprudência, tratando caso por caso, o Brasil vai no mesmo sentido de Miterrand, pois já aceitou três refugiados italianos cujas extradições foram pedidas. Hoje, vivem em harmonia na sociedade brasileira; de vez em quando, visitam a família na Itália. Existe uma clara diferença entre a esquerda francesa e a italiana. Perrault acha esta mais moderna, pois rejeita qualquer tipo de romantismo com a luta armada e é mais severa com Battisti. Mesmo aqui, seus argumentos são fracos, pois Bernard Henry-Levy, defensor de Battisti, e Bayrou não são de esquerda. Depois da prisão, virá um sereno debate jurídico. Seus crimes foram ou não políticos? Deve-se extraditar alguém condenado in absentia, num período de leis especiais? É possível dispensar o pleno direito de defesa? É um desafio para a Justiça brasileira: decidir sobre uma questão que dividiu dois países durante tanto tempo. Ela tem acúmulo teórico para dar resposta à altura. E encerrar uma época.
GABEIRA NÃO QUER EXTRADIÇÃO DE CESARE BATTISTI
G1, 19.03.2007
Deputado disse que vai recorrer ao Ministério da Justiça. Militante de esquerda italiano foi preso pela PF no Rio de Janeiro.
Da Agência Estado
O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) vai liderar um movimento político para tentar evitar a extradição do militante de esquerda italiano Cesare Battisti, apontado como ex-terrorista integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo.
Battisti, preso neste domingo (18), no Rio de Janeiro, foi condenado à prisão perpétua na Itália, em 1993, acusado de assassinatos durante a década de 70, e conseguiu asilo político na França durante o governo do presidente François Mitterrand.
Leia também:
Ex-terrorista da esquerda italiana é preso no Rio
Premiê italiano comemora prisão de Cesare Battisti
Veja a cronologia do caso
Antes de seu asilo ser cassado, ele fugiu e estava refugiado no Brasil desde 2004.
A transferência de Battisti pela Polícia Federal para Brasília (DF) começou a ser organizada. A informação da assessoria de imprensa da entidade, no entanto, é que não há a autorização para divulgar detalhes sobre a operação por questões de segurança.
Integrantes da embaixada italiana em Brasília foram enviados ao Rio de Janeiro para acompanhar a operação.
Gabeira afirmou que pretende se reunir com representantes dos Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, além de colegas da Câmara, para “examinar o que é possível fazer e não permitir que seja feita uma injustiça contra ele [Battisti]“.
“Constantemente, através dos livros que escreveu, ele afirma que não cometeu esses crimes que a direita italiana lhe atribui”, afirmou Gabeira.
O deputado pretende reforçar o fato de que o asilo político na França foi cassado por meio de um acordo articulado entre o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o presidente da francês Jacques Chirac.
“Houve a articulação e a Corte Européia anulou o asilo dele, num caso raro”, disse o deputado.
Gabeira, que foi ativista de esquerda e participou do seqüestro do então embaixador americano no Brasil, Charles Elbrick, em 1969, pretende, inclusive, visitar Battisti na sede da PF na capital federal.
“Pessoas ligadas a ele [Battisti] e um comitê que o defende na França, bem como autoridades do Partido Verde, têm me pedido para cuidar do caso. Vou ver o que é possível ser feito”, disse.

outubro 9, 2008

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

março 14, 2008

FHC, um piadista incompreendido

As recentes denúncias de Itamar Franco dando conta que o príncipe dos tucanos assinou, já licenciado do Ministério da Fazenda, as cédulas do Real podem, se confirmadas, configurar um ilícito eleitoral. Mas não será de bom tom investigar, pois a espirituosidade de um homem público nem sempre cabe nos rígidos códigos legais.
Gilson Caroni Filho
Carta Maior
Um fenômeno que cabe à ciência política estudar mais a fundo é o porquê da impopularidade de FHC. Evitado por correligionários e aliados políticos em períodos eleitorais, os motivos para tão alta rejeição talvez repousem em um fato prosaico. Cardoso, a seu modo, é um piadista incompreendido. As recentes denúncias de Itamar Franco dando conta que o príncipe dos tucanos assinou, já licenciado do Ministério da Fazenda, as cédulas do Real podem, se confirmadas, configurar um ilícito eleitoral. Mas não será de bom tom investigar, pois a espirituosidade de um homem público nem sempre cabe nos rígidos códigos legais.
Como destaca o senador Arthur Vírgilio, outro que de tão apegado a uma boa boutade, é capaz de anunciar sua candidatura à Presidência sem esboçar um sorriso que traia a boa veia cômica, “não tem porque entrar nestas questões agora. Sinceramente, precisa ficar claro para todos é que a participação tanto de Itamar quanto de Fernando Henrique permitiu esta estabilização da economia que vivemos há 15 anos”. Ou seja, devemos encarar o uso da máquina pública como algo que, vindo do PSDB, não deve ser levado a sério.
Mas os estudiosos devem voltar no tempo. Precisamente a meados de 2002, quando o chefe de Virgílio afirmava que o candidato à Presidência que ousasse mudar a sua política econômica enfrentaria a resistência da população. Ali, sem que a plebe ignara reparasse, brindou a todos com sobeja demonstração do seu apreço pelo bom humor. Quem o imaginava desprovido de lado lúdico deu com os burros n’água. Talvez essa seja a maior injustiça que cometeram seus detratores; não lhe reconhecer a vocação para o gracejo de salão. Que, provavelmente, tenha sido mais um simulacro acadêmico que brilhante intelectual é, sem dúvida, uma tese de fácil comprovação. Há sete anos, em coluna no Jornal do Brasil, Millôr presenteou os leitores com a transcrição de trecho tão ininteligível como vazio de sua obra mais prestigiosa: “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, escrita a quatro mãos com Enzo Faletto e incensada no meio acadêmico, até meados dos anos 80, como superação da “surrada teoria do imperialismo”. O CEBRAP nunca negou espaço a quem se dispôs a endossar o caráter gracioso da nossa gente. Novos estudos sempre foram apreciados.Que talvez nenhum outro presidente tenha usado tanto o orçamento como peça essencial para composição de eventuais maiorias parlamentares, em votações delicadas para o governo, é fato facilmente comprovável pela leitura diária de jornais daqueles oito anos. Patrimonialismo, barganhas fisiológicas e terrorismo eleitoral foram práticas recorrentes dos que hoje se arvoram em defensores da moralidade pública.
Nunca fomos tão pouco República como nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Sem planos estratégicos de médio prazo, assinamos de vez uma inserção subalterna no cenário internacional. Já fomos ‘‘subdesenvolvidos’’, ‘‘periféricos’’, ‘‘dependentes’’, ‘‘terceiro mundo’’, ‘‘emergentes’’ e, naquela quadra, tal como o câmbio, nos tornamos um país flutuante. Um cassino administrado por um gerente poliglota com o apoio logístico de um player que bancava a mesa no Banco Central. Claro, tudo isso com muito humor. Se não avançamos politicamente, ao menos atualizamos a piada. Já não eram mais os ‘‘aposentados vagabundos’’ ou os ‘‘caipiras fracassomaníacos’’ os objetos das hilárias pontuações presidenciais. O universo dos risíveis aumentou consideravelmente. Aquele que se atrevesse a mudar a política econômica encontraria a justa revolta dos 11 milhões de desempregados por ela. Todos convertidos ao ‘‘direito à preguiça’’ defendido por Paul Lafargue, genro bem-humorado de Marx. Não menos intensa seria a ira dos que, ainda empregados, viram sua renda média decrescer acentuadamente no festim do tucanato risonho. Sem contar a fúria dos 33 milhões de famintos e 50 milhões de pobres que não pensavam em outra coisa a não ser em permanecer colaborando com o sucateamento do patrimônio público. Em suma, ‘‘o príncipe dos sociólogos’’ tentou, mediante lorotas admiráveis, adaptar aos novos tempos máximas pretéritas. Algo como ‘‘há que empobrecer, mas sem perder o humor jamais’’. Pena que poucos tenham achado qualquer graça. Gente irritadiça que hoje apóia um governo capaz de promover crescimento sustentável.
O líder do PT na Câmara, Maurício Rands, pede “uma reflexão do país inteiro sobre uso de máquina pública e instrumentalização das eleições”. É muita sisudez do deputado pernambucano. Pois eu, que já entendi o espírito da oposição, ando com receio da candidatura de Virgílio. Se fizer dobradinha com Fernando Gabeira que, em seu retorno ao Brasil, escreveu um livro (“O que é isso companheiro?”) seqüestrando o seqüestro do embaixador americano e deixando, na melhor tradição macunaímica, que lhe atribuíssem um protagonismo que nunca teve no episódio, as chances de vitória são imensas. Basta que o brasileiro volte a ser risonho e eleja o nonsense como referência ética. Piadas ingênuas e chistes tendenciosos são armas eficazes. Essa turma é um perigo. Numa gargalhada toma o poder e reverencia De Gaulle.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, e colaborador do Jornal do Brasil e Observatório da Imprensa.
11/03/08

setembro 13, 2007

Atucanados e apocalípticos: Chiliquentos dão piti nas dependências do Senado. O decoro foi violentado!!!

Grupinho de deputados baderneiros tentou invadir o plenário na marra
Juju e Gaby soltaram a franga
Com insultos e agressões físicas aos funcionários do Senado, tendo à frente os deputados Fernando Gabeira e Raul Jungmann, uma meia dúzia de deputados tentou forçar a entrada na sessão, sendo impedida pela segurança da Casa. A provocação indignou os senadores. “Eles querem aparecer. Então que vão fazer bagunça lá na casa deles. Só porque tem um botton acham que podem chegar aqui dando sopapos”, disse o senador Papaléo Paes ( PSDB ). “Existe um grupo de deputados que eu chamo de multimídia, de big brother. Eles sempre querem aparecer”, declarou o senador Wellington Salgado ( PMDB ).
Gabeira e Jungmann promovem bagunça na porta do SenadoA balbúrdia causada por um grupo de deputados na entrada do plenário do Senado pouco antes do início da sessão que viria inocentar o senador Renan Calheiros, quando o grupo encabeçado pelos deputados Fernando Gabeira (PV) e Raul Jungmann (PPS) agrediu funcionários da segurança da Casa, causou indignação e protestos em senadores de vários partidos, que consideraram a atitude dos parlamentares pró-cassação uma provocação contra a autonomia do Senado.
“Eles (deputados) querem aparecer. Então que vão fazer bagunça lá na casa deles. Só porque têm um botton acham que podem chegar aqui dando sopapos”, disse o senador Papaléo Paes (AP), um dos senadores do PSDB que condenaram a ingerência. Papaléo pediu ainda que os colegas repudiassem a agressão contra os seguranças: “Não serão desculpados aqueles que, investidos do cargo parlamentar, usam dessa função de deputado ou de senador para intimidar pessoas de outras categorias sociais e políticas. A violência que esses cidadãos causaram aí fora – os srs. deputados – é uma violência que esta Casa aqui tem que repudiar”.
O tumulto começou quando o grupo de parlamentares, munidos de uma liminar do STF, tentou forçar a entrada no plenário do Senado. A Mesa da Casa e os senadores – inclusive os que defendiam a sessão aberta – temiam que a decisão pudesse causar problemas jurídicos que anulasse a sessão. Isso porque, como o Senado não tem poder para punir os deputados, era mais do que notório que a intenção de tais parlamentares – como o fizeram – era vazar informações do que ocorria lá dentro para a imprensa. Jungmann agrediu um funcionário e Gabeira – ao tentar acertar um servidor do Senado – chegou a atingir com um soco o senador Tião Viana, presidente em exercício do Senado, que foi verificar o que estava acontecendo. Após a agressão a Tião Viana, Gabeira informou que deu o soco “inadvertidamente”, mas que “agora nos beijamos e está tudo bem”. Concluímos assim que a cara do presidente em exercício do Senado foi a única responsável no episódio porque ficou no caminho e distraiu o deputado, que estava concentrado na sua árdua tarefa de acertar o pobre servidor público. Quanto ao beijo, é aquele tal negócio: depois da queda, o coice.
O senador Magno Malta (PL) considerou a decisão do STF uma intromissão no regimento interno do Senado e também condenou a ação de Gabeira e Cia. “Aproveito, também, para repudiar o episódio danoso, ocorrido à porta de entrada do Senado”, ressaltou. O senador Jayme Campos (DEM) concordou com Malta, acrescentando que “não podemos, em hipótese alguma, nós, senadores, concordar se, amanhã ou depois, alguns dos nossos servidores desta Casa forem penalizados, tendo em vista o episódio que aconteceu com os srs. deputados”. O senador Demóstenes Torres (DEM) considerou o ato um “episódio lamentável, houve uma pancadaria e deve ser apurada”.
Outros senadores, como Wellington Salgado (PMDB-MG), lembraram que tais deputados são conhecidos por fazer encenações para chamar a atenção da mídia. “Aqui, o que houve é que existe um grupo de deputados que eu chamo de multimídia, de big brother. Eles sempre querem aparecer. No Senado, não tem essas confusões”, declarou.
Os deputados e alguns senadores tentaram usar o confronto forçado para pressionar o plenário a votar pela cassação, como fez o relator do processo, senador Renato Casagrande (PSB-ES), que disse que o triste episódio poderia ajudar o Senado a recuperar a sua credibilidade. Já o senador Efraim Moraes (DEM) afirmou que ocorreu uma “anarquia” que seria condenada pela opinião pública, que apenas esperava uma decisão dos senadores
Hora do Povo
Edição 2601 – 12/09/2007

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