* Paródia de “Essa viagem é realmente necessária?”, mais uma frase que roubei dum desenho do Pica-Pau ( “O afanador de gasolina” ) frase [ ela surge também em outro cenário, em meio a uma queda de elevador; surreal... ] que, após breve pesquisa, descobri se tratar de um slogan da época da 2ª. Guerra Mundial, num esforço pela economia de combustível. BFI é cultura, e o Pica-Pau também…
O assunto da vez é a vida pessoal de Gilberto Kassab. A propaganda eleitoral da Marta lançou no ar uma série de questionamentos sobre a biografia – desconhecida? oculta? desimportante, até então? – do candidato do DEMo. Pode parecer desespero. Ou – me ocorreu agora – de arrombar o armário do imprensalão, e expor ao público suas práticas jornalísticas geralmente tendenciosas. Nada que não se saiba.
O imprensalão pode mostrar – ou esconder – o que quiser, se perceber uma acolhida por parte do eleitor. Explico: defensores de Marta explicam que a vida pessoal dela foi devassada, com o intuito de fragilizar sua imagem perante o público, já que havia se separado de um santo homem, o Senador Eduardo Suplicy. Mas, acontece que este fato, em si, não era propriamente espetacular. Não se tratava, é verdade, da separação entre uma cabeleireira e um cobrador de lotação, mas não era caso para polêmica. A menos que você visse algo politicamente proveitoso. E parece que funcionou. Talvez o paulistano quisesse um motivo e estivesse disposto a embarcar em qualquer uma. Sei lá.
Mas, fato por fato, houve um que não escalou o mesmo grau público de interesse, ficando mais restrito a alguns círculos: o caso do filho de FHC com uma jornalista da Globo, um furo publicado pela revista Caros Amigos, em sua edição número 37. Na capa, o chute no balde, que é para não haver dúvidas: “POR QUÊ A IMPRENSA ESCONDE O FILHO DE 8 ANOS DE FHC COM A JORNALISTA DA GLOBO?”. 
Mais do que apenas revelar a existência de um filho de FHC, fora do casamento, com a jornalista da Globo Míriam Dutra, a revista botou o dedo na cara do PIG, questionando seus métodos [ se quiser ler, eis o link ] . A utilização da vida pessoal do adversário numa campanha eleitoral tem precedentes famosos, como por exemplo, a campanha de Collor explorou a história de Lurian, filha de Lula com sua primeira esposa, Míriam. Segundo esta, Lula teria sugerido que ela abortasse a criança, Lurian. Míriam também acusou Lula de racismo.
Trazendo para o presente, a mesma indagação poderia ser feita, sendo uma questão deveras delicada: “Por quê a imprensa esconde o homossexualismo de…?”.
EM TEMPO: a peça publicitária do TSE diz: “Pesquise o passado de cada candidato”. Taí.