ENCALHE

fevereiro 28, 2008

Massacre no Império: revoltados com miséria e preconceito, dissidentes são tratados a bala pelo governo americano!!

1973: Revolta de Wounded Knee
No dia 27 de fevereiro de 1973, membros armados do Movimento Indígena Americano ocuparam a reserva de Wounded Knee, no estado de Dakota do Sul.
Eu não estava disposto a viver mais um dia sequer numa sociedade que destrói a cultura e espiritualidade de nosso povo”. Assim o lakota-sioux Dennis Banks, co-fundador do Movimento Indígena Americano (MIA), descreveu a situação dos índios dos Estados Unidos no começo dos anos 1970. Ele e muitos outros não queriam aceitar passivamente a destruição de sua cultura e identidade, o novo ataque de multinacionais à procura de recursos naturais e a condenação oficial a receptores de lixo tóxico e radiativo.
Wounded Knee é uma pequena localidade na reserva de Pine Ridge, em Dakota do Sul. Os sinais de uma nova consciência indígena já haviam se tornado evidentes em 1972, quando ativistas de todo o país realizaram um protesto diante da sede do Escritório de Assuntos Indígenas, em Washington, reivindicando o respeito a direitos garantidos por antigos acordos.
Tradicionalistas x progressistas
Pine Ridge era a mais pobre reserva de Dakota do Sul e passava por um conflito tribal entre “tradicionalistas” (de sangue puro) e “progressistas” (mestiços). Os tradicionalistas eram ligados ao MIA. Os progressistas apoiavam o governo, conheciam os meandros da burocracia estatal e embolsavam os recursos destinados à reserva.
A presença do MIA em Pine Ridge serviu de pretexto para o FBI instalar um mestiço alcagüete – o oglala (uma divisão dos sioux) Richard Wilson – no cargo de presidente do conselho tribal. Segundo o ex-procurador substituto de Dakota do Sul Ramon Roubideaux, o principal motivo da revolta, porém, foi a proibição de reuniões públicas, decretada pelos conselhos tribais e imposta com auxílio da polícia, após a fundação do MIA.
Em janeiro de 1973, quando um homem branco que matara um índio foi acusado apenas de homicídio doloso e não culposo, ocorreram os primeiros tumultos que, na noite de 27 de fevereiro, desembocaram na ocupação de Wounded Knee.
As reivindicações indígenas
Segundo o lakota (outra divisão da tribo sioux) Omacha Chanka, que participou da rebelião, os índios declararam a independência da nação oglala (do famoso chefe Touro Sentado) e reivindicaram a extinção dos conselhos tribais corruptos, a destituição de Richard Wilson e a devolução das montanhas Black Hills.
Armados com espingardas, os índios queriam denunciar o descaso da política indigenista do governo Nixon, mas foram cercados por centenas de agentes do FBI, munidos de armas modernas, helicópteros e carros blindados. O confronto teve saldo de dois índios mortos, 500 presos e feridos de ambos aos lados. No 71º dia do cerco, os índios se entregaram, acreditando na promessa de que o governo atenderia suas reivindicações. As autoridades, porém, nada fizeram além de reprimir com violência os nativos considerados politicamente suspeitos, o que causou a morte de mais 60 índios até 1975.
O cerco a Wounded Knee foi reconstituído no documentário Incidente em Oglala, dirigido por Michael Apted, com narração e produção executiva de Robert Redford. Há 175 anos, os índios dos EUA começaram a ser expulsos de suas terras e obrigados a viver em reservas. Junto com os nativos do Alasca, eles totalizam hoje uma população de mais de 2 milhões de habitantes.
Michael Kleff (gh)
DW
27/02/08

LEIA MAIS:

( … )
Contra-espionagem de Nixon
Em meados do século XIX, a nação dos índios Sioux, por exemplo, um dos povos mais poderosos da América do Norte, lutava para preservar seus territórios
Leonard Peltier aderiu ao movimento logo no início1. Como militante, participou da luta contra o alcoolismo, da distribuição de alimentação e de ajuda, da criação de programas de auto-suficiência, da restauração das atividades religiosas tradicionais e em apoio ao renascimento das línguas autóctones.
O AIM pretendia chamar a atenção para as condições de vida dramáticas dos índios com ações espetaculares, mas não-violentas. Peltier participou, em 1970, da ocupação do Forte Lawton, onde conheceu os principais dirigentes do movimento: Dennis Banks e Russel Means. Em 1972, organizou a Marcha dos Tratados Violados, que terminou com a ocupação da Secretaria de Assuntos Indígenas, em Washington, e uma espetacular repercussão na imprensa. A partir de então, o AIM seria considerado pelo FBI como uma organização “subversiva” e seus líderes, como “inimigos”.
O governo do presidente Richard Nixon criou então o programa de contra-espionagem interna Cointelpro, para infiltrar e desestabilizar as chamadas organizações “subversivas”, entre as quais, o AIM. Em novembro de 1972, acusado de agredir agentes do FBI, Leonard Peltier ficou preso durante cinco meses, antes de ser absolvido, já que o caso fora forjado para comprometê-lo. Foi o início.
O tiroteio de Oglala
Na década de 50, muitos índios, principalmente os jovens, inspiraram-se na contestação política da época e criaram o American Indian Movement (AIM)
Ao mesmo tempo, o FBI manipulou a eleição para a presidência do conselho tribal de Pine Ridge (a principal reserva dos Sioux) de Richard “Dick” Wilson, um “entreguista” que foi eleito com os votos de menos de 20% dos eleitores.. Este teria por missão restaurar a ordem na reserva, considerada o ninho dos “agitadores”. Com fundos secretos, Wilson criou uma milícia, os Goon Squads (Guardians Of Oglala Nation – GOON, ou Guardiães da Nação Oglala). Para protestar contra a brutalidade dos Goon Squads, os Sioux, com a ajuda de militantes do AIM, ocuparam, em fevereiro de 1973, a histórica aldeia de Wounded Knee. Leonard Peltier participou dessa ação. As autoridades sitiaram a aldeia durante três meses, hesitando em invadi-la, e acabaram por matar dois Sioux. Em maio de 1973, os sitiados se renderam após exigir a abertura de negociações sobre os tratados violados e sobre as condições de vida dos índios. Nos meses que se seguiram, “Dick” Wilson e seus Goons tiveram carta branca para atacar os adversários. Uma onda de terror abateu-se sobre Pine Ridge: 80 militantes foram assassinados entre novembro de 1973 e o final de 1975… Diante dos crimes das milícias, os anciãos da tribo pediram ajuda ao AIM. Os militantes – entre eles, Leonard Peltier – intervieram, conseguindo reduzir consideravelmente a repressão dos Goons. Instalaram-se na propriedade de uma família amiga, perto da aldeia de Oglala, na reserva de Pine Ridge. (…)
( Inicia e continua em “O Caso Leonard Peltier”, Le Monde Diplomatique, 2002 )

fevereiro 6, 2008

Agente do FBI entrevistou Saddam Hussein, revela programa da CBS

Filed under: 60 minutes ( CBS ), FBI, George W.Bush, imprensalão, Iraque, livros, Saddam Hussein — Humberto @ 9:41 pm
Redação Portal IMPRENSA
06/ 02/ 08
George Piro, agente especial do FBI, entrevistou Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque, durante sete meses, enquanto o ex-ditador estava na cadeia. A informação, exclusiva, foi divulgada pelo programa americano “60 Minutes”, da CBS. Uma entrevista para a posteridade, só agora revelada nos Estados Unidos.
O primeiro encontro ocorreu no 13 de Janeiro de 2004. Piro, nascido em Beirute, no Líbano, fluente em árabe e estudioso do terrorismo, teve que conhecer toda a vida de Saddam para ganhar a simpatia do interlocutor e poder entrevistá-lo. No entanto, bastou citar os quatro livros do prisioneiro, que gostava muito de ser ouvido declamando os poemas que passara para o papel nos bons tempos, para conquistá-lo.
Piro acabou ficando com muitas informações preciosas de Saddam, enforcado no dia 30 de Dezembro de 2006. Na entrevista que concedeu ao programa 60 Minutes, Piro admitiu que, no momento da condenação, Saddam se emocionou. “Vi-o a chorar”, garantiu o agente do FBI.
Joe Persichini, subdiretor do Gabinete do FBI em Washington, afirmou que o trabalho do seu subordinado “é, provavelmente, um dos mais importantes da agência nos últimos cem anos”.
Com informações do Diário de Notícias.
Nota do Blog: Ora, e daí que Saddam escreveu quatro livros? Quantos livros o Mainardi publicou? E o FHC? E o Gabriel Chalita? E o George Bush?

janeiro 12, 2008

FBI não paga conta, e empresa de telefonia corta a linha da agência, sem perdão. ( !!! )

Filed under: 11 de Setembro, ACLU, Carnivore, Echelon, espionagem, EUA, FBI, grampos telefônicos — Humberto @ 1:54 am
Telecom corta escuta do FBI por não pagamento
Sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

WASHINGTON – Uma empresa telefônica cortou uma escuta internacional do FBI depois que a agência deixou de pagar sua conta em dia.
A auditoria, conduzida pelo inspetor geral do Departamento da Justiça, disse que o FBI é culpado de mau uso do dinheiro utilizado em investigações clandestinas, e que essas práticas tornam a agência vulnerável a roubos e problemas no pagamento de faturas.
O estudo apontou o caso de uma escuta instalada sob autorização da lei de vigilância externa, que rege o uso de recursos eletrônicos para espionar suspeitos de terrorismo e de delitos internacionais, que terminou cortada devido ao não pagamento de uma conta.
“Os atrasos de pagamento levaram operadoras de telecomunicações a efetivamente desligar linhas telefônicas instaladas como escuta pelo FBI, o que resultou em perda de provas, incluindo um caso no qual a distribuição de informações interceptadas nos termos da lei foi suspensa devido ao atraso no pagamento”, afirma o relatório.
Cynthia Schnedar, porta-voz da inspetoria da Justiça, disse que não era possível fornecer detalhes adicionais sobre a escuta prejudicada.
O FBI reconheceu “alguns poucos casos” nos quais o atraso no pagamento de contas de telefone causou perturbação na vigilância, e acrescentou que “essas interrupções foram temporárias e, de acordo com nossas avaliações, nenhum desses casos foi afetado de maneira significativa.”
A American Civil Liberties Union disse que o relatório destaca a hipocrisia das operadoras de telefonia, que desejam que o Congresso lhes conceda imunidade contra processos por cooperação com certas escutas, sob a alegação de que estão agindo a serviço do país.
Boa parte do relatório continha informações sensíveis sobre questões de policiamento e segurança, e diversos detalhes foram retidos.
O programa de vigilância internacional do governo, denunciado como inconstitucional e invasivo em excesso pelos oponentes, está sendo debatido pelo Congresso com vistas a uma possível renovação.
Os legisladores chegaram a um impasse quanto ao escopo do programa e às proteções contra processos para as operadoras telefônicas que participaram de um programa de escutas domésticas iniciado pelo presidente George W. Bush depois dos ataques de 11 de setembro.
Reuters, publicado em
Info Online

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outubro 14, 2007

Eixo do Muito-Mal: Canadá proíbe a entrada de ativistas americanos pela paz de entrarem no país!!!

De acordo com autoridades do Canadá, os ativistas foram proibidos de entrar no país – onde iriam organizar protestos contra a guerra do Iraque – por seus nomes estarem numa espécie de lista negra do FBI.

Leia o apelo do grupo Global Exchange ( em inglês, óbvio ) e assine a petição online ( se é que vai funcionar ) para cobrar do governo canadense a mudança nessa situação. Assine, faça como fizeram Suzan Sarandon, Noam Chomsky e o grandioso Willie Nelson.

Canada Blocks Peacemakers at Border

Sign our pledge to tell the Canadian Government and the FBI to stop blacklisting peacemakers On October 4, 2007

Global Exchange co-founder Medea Benjamin and Retired Colonel and Diplomat Ann Wright were denied entry to Canada because they have engaged in acts of non-violent civil disobedience against the war in Iraq. Join Susan Sarandon, Alice Walker, Noam Chomsky and hundreds of peacemakers in signing a petition urging the FBI to stop including minor non-violent offenses on a database meant for serious crimes, and the Canadian government to reverse its policy and extend a warm welcome to U.S. peacemakers and other social activists. It is time to stand up for peacemakers and other human rights activists who use the time-honored tradition of engaging in civil disobedience as a way to change unjust policies. Sign the pledge TODAY. [learn more]

setembro 12, 2007

O 11 de Setembro de Greg Palast ( em inglês, proletas iletrados )

Infelizmente, vai em inglês mesmo, que meu conhecimento do idioma é “on the table level”, quer dizer, eu entendo para mim. Aliás, caso alguém leia isso aqui: no site de Greg Palast eles pedem donativos para continuar com seu trabalho. Não que aqui entre nós não exista quem precise. Mas não seria uma boa se algum veículo da imprensa, digamos, progressista daqui da terrinha comprasse os direitos do jornalista americano, seja jornal, revista ou até mesmo site ou portal de notícias e publicasse em português?
September 11: What You “Ought Not to Know”
by Greg Palast
Watch the BBC Report / Read the Transcript
September 10, 2007- On November 9, 2001, when you could still choke on the dust in the air near Ground Zero, BBC Television received a call in London from a top-level US intelligence agent. He was not happy. Shortly after George W. Bush took office, he told us reluctantly, the CIA, the Defense Intelligence Agency (DIA) and the FBI, “were told to back off the Saudis.”
We knew that. In the newsroom, we had a document already in hand, marked, “SECRET” across the top and “” – meaning this was a national security matter.
The secret memo released agents to hunt down two members of the bin Laden family operating a “suspected terrorist organization” in the USA. It was dated September 13, 2001 — two days too late for too many. What the memo indicates, corroborated by other sources, was that the agents had long wanted to question these characters … but could not until after the attack. By that time, these bin Laden birds had flown their American nest.
Back to the high-level agent. I pressed him to tell me exactly which investigations were spiked. None of this interview dance was easy, requiring switching to untraceable phones. Ultimately, the insider said, “Khan Labs.” At the time, our intelligence agencies were on the trail of Pakistan’s Dr. Strangelove, A.Q. Khan, who built Pakistan’s bomb and was selling its secrets to the Libyans. But once Bush and Condoleeza Rice’s team took over, the source told us, agents were forced to let a hot trail go cold. Specifically, there were limits on tracing the Saudi money behind this “Islamic bomb.”
Then we made another call, this time to an arms dealer in the Mideast. He confirmed that his partner attended a meeting in 1995 at the 5-star Hotel Royale Monceau in Paris where, allegedly, Saudi billionaires agreed to fund Al Qaeda fanatics. We understood it to be protection money, not really a sign of support for their attacks. Nevertheless, rule number one of investigation is “follow the money” — but the sheiks’ piggy banks were effectively off-limits to the US agents during the Bush years. One of the men in the posh hotel’s meeting of vipers happens to have been a Bush family business associate.
Before you jump to the wrong conclusion, let me tell you that we found no evidence — none, zero, no kidding —
that George Bush knew about Al Qaeda’s plan to attack on September 11. Indeed, the grim joke at BBC is that anyone accusing George Bush of knowing anything at all must have solid evidence. This is not a story of what George Bush knew but rather of his very-unfunny ignorance. And it was not stupidity, but policy: no asking Saudis uncomfortable questions about their paying off roving packs of killers, especially when those Saudis are so generous to Bush family businesses.
Yes, Bill Clinton was also a bit too tender toward the oil men of Arabia. But this you should know: In his last year in office, Clinton sent two delegations to the Gulf to suggest that the Royal family crack down on “charitable donations” from their kingdom to the guys who blew up our embassies.
But when a failed Texas oil man took over the White House in January 2001, demands on the Saudis to cut off terror funding simply stopped.
And what about the bin Laden “suspected terrorist organization”? Called the World Assembly of Muslim Youth, the group sponsors soccer teams and summer camps in Florida. BBC obtained a video of one camp activity, a speech exhorting kids on the heroism of suicide bombings and hostage takings. While WAMY draws membership with wholesome activities, it has also acted as a cover or front, say the Dutch, Indian and Bosnian governments, for the recruitment of jihadi killers. Certainly, it was worth asking the bin Laden boys a few questions. But the FBI agents couldn’t, until it was too late.In November 2001, when BBC ran the report on the spike of investigations of Saudi funding of terror, the Bush defenders whom we’d invited to respond on air dismissed the concerns of lower level FBI agents who’d passed over the WAMY documents. No action was taken on the group headed by the bin Ladens.
Then, in May this year, fifty FBI agents surrounded, invaded and sealed off WAMY’s Virginia office. It was like a bad scene out of the ‘Untouchables.’ The raid took place three years after our report and long after the bin Ladens had waved bye-bye. It is not surprising that the feds seized mostly empty files and a lot of soccer balls.
Why now this belated move on the bin Laden’s former operation? Why not right after the September 11 attack? This year’s FBI raid occurred just days after an Islamist terror assault in Riyadh, Saudi Arabia. Apparently, messin’ with the oil sheiks gets this Administration’s attention. Falling towers in New York are only for Republican convention photo ops.
The 199-I memo was passed to BBC television by the gumshoes at the National Security News Service in Washington. We authenticated it, added in our own sleuthing, then gave the FBI its say, expecting the usual, “It’s baloney, a fake.” But we didn’t get the usual response. Rather, FBI headquarters said, “There are lots of things the intelligence community knows and other people ought not to know.”
Ought not to know?
What else ought we not to know, Mr. President? And when are we supposed to forget it?

***Greg Palast’s reports for BBC Television Newsnight and The Guardian paper of Britain (with David Pallister) on White House interference in the investigation of terrorism won a 2002 California State University Journalism School ‘Project Censored’ Award.

setembro 7, 2007

Ato Patriótico Permanente Mundial sofre pequeno revés na Justiça Americana

O juiz federal Victor Marrero, de Nova Iorque, derrubou parte da ( revisada em 2005 ) legislação anti-terrorismo americana, o conhecido Ato Patriótico ( Patriot Act ) . De acordo com sua determinação ( um calhamaço de 103 páginas ) , as investigações deverão, eventualmente, exigir aprovação/permissão ( approval ) judicial, quando vierem a requisitar junto às empresas de telefonia e Internet, dados de seus clientes ( customer records ) sem que estes sejam avisados. Mais precisamente, o juiz – indicado pelo então presidente Clinton – se coloca contra o recurso investigativo muito utilizado pelo FBI, as chamadas “national security letters”, alegando que sua utilização representa um ataque à Primeira Emenda e à separação constitucional dos Poderes.
O uso dessa técnica investigativa – criada em 1986 – permite que o FBI lance mão das NSLs – que obrigam as companhias telefônicas e os provedores de internet a omitirem de seus clientes quando estes estejam sendo investigados ou sob suspeita.
A ACLU ( Associação Americana das Liberdades Civis ) comemorou a decisão do juiz e o FBI espera que o Departamento de Justiça se oponha vigorosamente contra a medida.
Para saber mais, veja nos jornais americanos de onde foram tiradas estas informações, já que nosso conhecimento do idioma se resume ao “on the table level”:
“Judge strikes down part of Patriot Act”, Los Angeles Times
“Judge Invalidates Patriot Act Provisions” , The Washington Post

agosto 28, 2007

De olho no povo americano!!! FBI usa satélites para ver o que o americano faz quendo não tem ninguém olhando!!! ( em inglês, proletas! )

WASHINGTON POST
25/ 08/ 2007
Eye on the Homeland
A plan to use spy satellites for domestic purposes needs to be carefully managed.
POWERFUL intelligence satellites have been used domestically for years on an ad hoc basis — for example, to assess damage after a natural disaster, to help with security at major events or for scientific studies. The FBI called in spy satellite help when tracking the Washington area snipers. Now, the Bush administration is forming a unit within the Department of Homeland Security to enable more routine domestic use of satellite imagery — for purposes such as protecting the borders and helping local law enforcement.
The administration’s plan makes sense. But it is essential that these capabilities be used carefully, with due regard for Americans’ privacy concerns and with careful monitoring, including congressional oversight.
There is, we agree with civil libertarians, a creepy, Big Brother feel to the notion of an invisible eye snapping pictures from above. But this kind of technology is less invasive than surveillance cameras in public places, which proved their usefulness after terrorist bombings in London. The intrusive capacity of the spy satellites may be greater than that of the satellites that produce images used by Google Earth, but officials insist that they are nowhere near the detect-activity-through-walls powers imagined by producers of television dramas. “We’re not looking inside bunkers, we’re not looking inside houses,” Charles Allen, chief intelligence officer for the Department of Homeland Security, told us. “The capabilities from space have their limitations of physics.”
After the attacks of Sept. 11, 2001, it makes sense to use satellite technology for domestic defense. A 2005 study, commissioned by intelligence officials, found “an urgent need for action because opportunities to better protect the homeland are being missed.”
The greater use of this technology must be accompanied, however, by robust protections for privacy and civil liberties. It must be carefully reviewed within the executive branch and by Congress. Some capabilities may need to remain classified, but a change this significant ought to be publicly debated to the fullest extent possible, and there should be continued public disclosure about how much surveillance is being conducted for what purposes. Administration officials say they fully briefed lawmakers about their plans, but in a sharply worded letter to Homeland Security Secretary
Michael Chertoff, Rep. Bennie Thompson (D-Miss.), the chairman of the House Committee on Homeland Security, complained that he had learned of the plan through media reports. That’s not a comforting start for a landmark change.

junho 23, 2007

FBI divulga documento sobre fuga da família de Bin Laden

Filed under: 11 de Setembro, FBI, Judicial Watch, Michael Moore, Osama Bin Laden — Humberto @ 2:54 pm

do Portal Estadão

Dados revelam que sauditas fugiram após 11/9 dos EUA; ONG critica investigação
SÃO PAULO – A organização de interesse público americana Judicial Watch divulgou nesta quinta-feira, 21, novos documentos do FBI sobre a atuação de Osama Bin Laden para o repatriação de cidadãos sauditas, incluindo seus familiares, após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Segundo um dos textos – que até então recebiam o status de confidencial -, o líder da organização terrorista Al-Qaeda teria fretado pessoalmente um dos vôos.
“No dia 19 de setembro de 2001, um avião 727 deixou o aeroporto de Los Angeles em direção a Orlando (…). O avião fora fretado ou pela família real saudita ou por Osama Bin Laden. O FBI fez buscas nas bagagens, mas nada de suspeito foi encontrado”, diz um trecho do documento. Após pousar em Orlando, o vôo fez outras quatro paradas em território americano, para em seguida receber a autorização dos Estados Unidos para seguir em direção a Paris, onde todos os passageiros desembarcaram.
O episódio veio a público pela primeira vez no documentário Fahrenheit 9/11, do americano Michael Moore. Com os arquivos do FBI divulgados nesta quinta-feira, a informação parece agora receber confirmação oficial.
Ao todo, os novos documentos incluem detalhes sobre seis vôos realizados entre os dias 14 e 24 de setembro de 2001, e que teriam transportado membros da família real saudita e parentes de Bin Laden. Segundo o FBI, nenhum dos passageiros possuíam informações relevantes para as investigações sobre os ataques – o que possivelmente serviria de justificativa para a liberação dos vôos pelo governo americano.
Em texto publicado em seu site, entretanto, o Judicial Watch chama a atenção para o fato de haver vários erros e inconsistências nos documentos. Segundo o organismo, os problemas põem em dúvida a credibilidade da investigação conduzida pelo FBI.
Em um dos documentos, por exemplo, o FBI afirma ter interrogado 20 dos 23 passageiros de um vôo da Ryan International Airlines (comumente chamado de o “vôo da Família Bin Laden”). Em outro, o departamento americano informa ter falado com apenas 15 dos 22 passageiros do mesmo vôo.
“Oito dias após o pior ataque terrorista na história dos Estados Unidos, Osama bin Laden freta um vôo para tirar sua família do país e isso não vale mais do que uma busca nas bagagens e algumas poucas entrevistas?”, questiona o presidente da Judicial Watch, Tom Fitton. “Esse documentos provam claramente que o FBI conduziu a investigação sobre esses vôos sauditas de forma negligente.”
O juiz distrital Richard W. Roberts, por sua vez, ordenou a “abertura apropriada” dos documentos à Corte e ao Judicial Watch. Roberts já havia criticado a adequação dos textos, apontando outros erros nos arquivos do FBI. Anteriormente, o departamento americano havia editado o nome de Bin Laden para “proteger interesses privados”.
Link para Judicial Watch ( em inglês, óbvio )
Link para os documentos ( PDF, em inglês, óbvio )
Link para artigo de Olavo de Carvalho na Primeira Leitura em 2004 ( em português, óbvio )

maio 9, 2007

Cooperação entre Cuba e EUA !!!

Filed under: Cuba, EUA, FBI, Posada Carriles — Humberto @ 5:55 pm
É isso mesmo!!!
Publicado no dia 04 de Maio, no espanhol El PAÍS ( que referiu-se, por sua vez, a fato publicado no The Miami Herald ) : o governo cubano permitiu o acesso de agentes do FBI na ilha, para que estes investiguem uma suposta participação de Luis Posada Carrilles num atentado terrorista, cometido em 1997 no país caribenho. Os três agentes americanos foram a Havana para reunir provas que implicariam a participação de Posada no atentado cometido em 04 de setembro de 1997, no Hotel Copacabana de La Habana, que acabou matando um turista italiano.
De acordo com o Herald, “durante anos Cuba havia bloqueado o acesso do FBI a vestígios, cenas de crimes e provas forenses e informações sobre atentados com explosivos”, e que “este é um extraordinário esforço de cooperação entre Cuba e os EUA, com o propósito de investigar sobre a possível participação de Carriles naquele atentado”.




Traduzido toscamente do EL PAÍS, 04/05/07

janeiro 31, 2007

Comunismo no cinema

Filed under: FBI, NSA — Humberto @ 8:50 pm


Veja aqui o roteiro deste filme

maio 15, 2006

Governo Bush espiona o povo norte-americano !!!

Filed under: Carnivore, CIA, comunicações, Echelon, espionagem, FBI, Nicky Hager, NSA — Humberto @ 3:43 am
COMUNICAÇÃO E CONTROLE

“O verdadeiro Big Brother”

Newton Carlos

“O volume global de comunicações em 2003 andou por volta dos 180 milhões de minutos. É a soma de telefonemas de todos nós, correios eletrônicos, faxes e etc. Os serviços de inteligência, sobretudo o enorme aparato dos Estados Unidos, à sua cabeça a National Security Agency, tratam de grampear cada impulso dessa movimentação supostamente privada, envolvendo trocas de informações. O argumento é a guerra contra o terrorismo, que será longa, vão logo dizendo, talvez uma nova guerra dos trinta anos. Ou mais NSA, CIA, FBI e outras agências do gênero do governo americano consomem 30 bilhões de dólares por ano. É uma tropa de choque de 30 mil pessoas, com a tarefa de bisbilhotar em operações que alcançam os quatro cantos do universo. Seus agentes trabalham com 115 línguas e dialetos diferentes. Não há forma de expressão que não seja entendida ou distância que escape de instrumentos de escuta e gravação que parecem rivalizar-se com a idéia de infinito. A intimidade eletrônica se torna coisa de um passado remoto, mesmo em seus níveis de mais baixa intensidade.
E o direito à privacidade, sagrado em democracias que se prezam?A escuta judiciária é autorizada por todas as partes. Mas é fenômeno recente. Na França, por exemplo, é regulamentada por uma lei de 1991. O grampo agora reivindica passe livre no campo de ‘segurança’, cuja abrangência, antes decidida em porões e não em tribunais, se alarga por meio de concessões legais. Alemanha e Dinamarca já o aceitam por motivos ‘estratégicos’. Canadá e Luxemburgo abriram as torneiras. O Conselho da Europa adotou soluções facilitando as escutas. Ainda discute condições.
O golpe mais profundo é nos Estados Unidos de Bush, com o chamado ‘Patriot Act’, aprovado depois dos ataques terroristas de setembro de 2001. O FBI ganhou poderes quase absolutos de quebra de privacidade. Pode até exigir acesso a arquivos de bibliotecas e livrarias, para saber o que ‘suspeitos’ lêem. O retrocesso é tão radical que mesmo os parlamentares republicanos, gente de Bush, hesitam em renovar a vigência do ‘act’ no ano que vem. É o plano interno.
No externo, a NSA americana comanda o ‘controvertido’ sistema Echelon, com seis postos de captação da Europa e Pacífico, ampla rede de espionagem eletrônica, denunciada pelo parlamento europeu.
Diz-se que nada, por mais recôndito ou diminutivo que seja, escapa do Echelon. É o tema (e o título) de um livro por enquanto só disponível na Nova Zelândia, de autoria de Nicky Hager, um neolandês de 35 anos. O trabalho investigativo de Hager partiu do papel do Gesb (serviço secreto da Nova Zelândia) na rede cujo quartel-general está em Washington. Seus agentes, segundo Hager, passam os dias lendo correios eletrônicos, faxes e transcrições de conversas telefônicas de governantes, políticos e empresários de toda a área do Pacífico. Feita a triagem, o que é considerado ‘relevante’ vai para a NSA.
O Gesb, que forneceu as primeiras pistas, é pequena porção de gigantesca engrenagem. Fazem parte o ‘Defence Secutiy Department’ (DSD) da Austrália, o ‘Communication Secutiy Establishment’ (CES) do Canadá, o Government Communications Headquarter (GCHQ) da Inglaterra e o Gesb. Todo o universo fica na alça-de-mira desse quinteto, que dispõe do mais amplo e mais sofisticado sistema de satélites do mundo. A área latino-americana é controlada pelo Canadá. O Pacífico pela Austrália e Nova Zelândia. A Europa pela Inglaterra. O big brother, no comando geral, é a NSA americana.”
copyright Boletim AEPET, 13/05/04

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