ENCALHE

setembro 3, 2009

"Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada", por Diário Gauche

Como a TV Globo vê o “ditador” Álvaro Uribe
Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada
Uma graça o noticiário do Bom Dia Brasil, de hoje. Telegraficamente foi informado sobre a votação no Congresso colombiano, onde o direitista Uribe conquista a possibilidade de disputar pela terceira vez a presidência do país. Mais não foi dito. Nada de “comentaristas” reclamando das aspirações continuístas do “ditador” Uribe, nada de “especialistas” prevendo o caos institucional para a Colômbia e para o resto da América do Sul, nada dos democratas de plantão de alertarem para o grave precedente colombiano, nada… Acho que esqueceram de falar. Sei lá.


Veja o vídeo em DIARIO GAUCHE

dezembro 24, 2008

Mafioso colombiano – e, supostamente, "aliado" das FARCS – envolvido com o 11 de Setembro? Seria um factóide?

Investigan a capo colombiano con atentado de Al Qaeda el 2001
23.12.2008
BOGOTÁ, Colombia, Diciembre 22
Un testigo y antiguo narcotraficante, vinculó al extraditado capo a Estados Unidos, Fabio Ochoa Vásquez con los ataques terroristas del 11 de septiembre del 2001. La defensa de Ochoa quiere declarar nulo el juicio contra su cliente porque dicho testigo, presuntamente padece problemas mentales y su declaración contra su ex amigo y socio al parecer, tiene varias inconsistencias, dijo Caracol al reproducir una reportaje del Nuevo Herald, contactó a abogados de parte y parte. Alejandro Bernal fue considerado un testigo estrella del gobierno de Estados Unidos en el juicio que culminó en el 2003 con la condena de Fabio Ochoa Vásquez, jefe y fundador del cartel de las drogas de Medellín. Animado por la idea de reducir una condena de 30 años, Bernal se declaró culpable e hizo confesiones. Además de acusar a Ochoa, denunció a capos de la droga de Colombia y México, advirtió de la corrupción en la DEA y relató una historia difícil de creer: Ochoa, se alió con guerrilleros de las FARC y aportó $2 millones para los atentados del 11 de septiembre a las Torres Gemelas de Nueva York, aunque no le creyeron.
LATAM: Reporte Copyright 2008 por United Press International

setembro 1, 2008

Colômbia: Ingrid diz, em Roma, que pode voltar à política; atentado em Cali mata e fere dezenas de pessoas

Filed under: AUC, Colômbia ( COL ), Colombia Plan, Farcs, Ingrid Bettancourt, paramilitares — Humberto @ 2:40 pm
O país volta à cena. Ingrid Betancourt, que passou anos como hóspede das FARCs – sem ter, aparentemente, desenvolvido qualquer tipo de trauma psicológico, o que a tornaria uma espécie de enigma insolúvel para a classe médica e psiquiátrica mundial – declara que pode retornar à política colombiana. MAIS: um atentado – já atribuído, de antemão, às FARCs – matou e feriu dezenas de pessoas em Cali.
Agora, se você entende o idioma espanhol, aproveite e leia uma extensa entrevista com o paramilitar das AUC “H.H.”, nome de guerra de Herbert Veloza García, publicada por El Espectador, em 2 de Agosto último, que aguardava sua extradição para os EUA. Bem ou mal, é melhor saber das coisas através de uma testemunha envolvida diretamente no conflito, do que por meio da leitura da revista vEJA. O link está logo abaixo:
‘H.H.’ se confiesa
“Las empresas que se beneficiaron de nuestra guerra también deberían pagar”
Entrevista exclusiva de El Espectador con el líder paramilitar Hebert Veloza antes de ser extraditado. Acusa a empresarios y militares.
.
BETANCOURT DIZ QUE PODE VOLTAR À POLÍTICA NA COLÔMBIA
ROMA, 1 SET (ANSA) – A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira durante uma coletiva de imprensa na sede da província de Roma que pode voltar a fazer política na Colômbia, mas que essa não é sua prioridade atual.
“Após ter vivido por seis anos como vítima do arbítrio e da guerra, as perspectivas de vida mudam. Neste momento acredito que preciso completar uma missão pelas pessoas, homens e mulheres, que estão ainda nas mãos da guerrilha”, disse Betancourt.
A ex-candidata à presidência da Colômbia explicou que seu objetivo não é “necessariamente criar um espaço na arena política” mas construir “uma equipe de pessoas que possam ajudar a aliviar a dor das outras pessoas”, não apenas na Colômbia mas “para aqueles que sofrem no mundo inteiro”.
Ao agradecer à Itália e os italianos pelo apoio recebido durante seu período como prisioneira, Betancourt expressou um pensamento pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar pela Junta Militar que governa a Birmânia. (ANSA) 01/09/2008 11:29
.
ATENTADO MATA 5 E FERE 26 NA COLÔMBIA
BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas em um atentado cometido nesta madrugada em Cali, Colômbia. Segundo a imprensa local, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, viajará hoje à região para acompanhar as investigações.
A explosão do carro-bomba, com cerca de 80 quilos de explosivos, ocorreu às 23h55 locais em frente ao Palácio da Justiça destruindo praticamente todo o primeiro andar do edifício e vários comércios da região.
Para o prefeito de Cali, Jorge Ivan Ospina, trata-se “de um atentado terrorista que deixou vítimas civis”, segundo afirmou em declarações à rádio Caracol.
Também acompanha o caso o governador do departamento de Valle del Cauca [cuja Cali é capital], Juan Carlos Abadía, quem confirmou que Uribe chega ainda pela manhã à região para dirigir um conselho de segurança junto às autoridades locais.
Abadía também anunciou uma recompensa de cem milhões de pesos (cerca de US$ 50 mil) por informações que leve à captura dos responsáveis pelo atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo, mas que é atribuído pelos investigadores às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA) 01/09/2008 09:02

Colômbia: Ingrid diz, em Roma, que pode voltar à política; atentado em Cali mata e fere dezenas de pessoas

Filed under: AUC, Colômbia ( COL ), Colombia Plan, Farcs, Ingrid Bettancourt, paramilitares — Humberto @ 2:40 pm
O país volta à cena. Ingrid Betancourt, que passou anos como hóspede das FARCs – sem ter, aparentemente, desenvolvido qualquer tipo de trauma psicológico, o que a tornaria uma espécie de enigma insolúvel para a classe médica e psiquiátrica mundial – declara que pode retornar à política colombiana. MAIS: um atentado – já atribuído, de antemão, às FARCs – matou e feriu dezenas de pessoas em Cali.
Agora, se você entende o idioma espanhol, aproveite e leia uma extensa entrevista com o paramilitar das AUC “H.H.”, nome de guerra de Herbert Veloza García, publicada por El Espectador, em 2 de Agosto último, que aguardava sua extradição para os EUA. Bem ou mal, é melhor saber das coisas através de uma testemunha envolvida diretamente no conflito, do que por meio da leitura da revista vEJA. O link está logo abaixo:
‘H.H.’ se confiesa
“Las empresas que se beneficiaron de nuestra guerra también deberían pagar”
Entrevista exclusiva de El Espectador con el líder paramilitar Hebert Veloza antes de ser extraditado. Acusa a empresarios y militares.
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BETANCOURT DIZ QUE PODE VOLTAR À POLÍTICA NA COLÔMBIA
ROMA, 1 SET (ANSA) – A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira durante uma coletiva de imprensa na sede da província de Roma que pode voltar a fazer política na Colômbia, mas que essa não é sua prioridade atual.
“Após ter vivido por seis anos como vítima do arbítrio e da guerra, as perspectivas de vida mudam. Neste momento acredito que preciso completar uma missão pelas pessoas, homens e mulheres, que estão ainda nas mãos da guerrilha”, disse Betancourt.
A ex-candidata à presidência da Colômbia explicou que seu objetivo não é “necessariamente criar um espaço na arena política” mas construir “uma equipe de pessoas que possam ajudar a aliviar a dor das outras pessoas”, não apenas na Colômbia mas “para aqueles que sofrem no mundo inteiro”.
Ao agradecer à Itália e os italianos pelo apoio recebido durante seu período como prisioneira, Betancourt expressou um pensamento pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar pela Junta Militar que governa a Birmânia. (ANSA) 01/09/2008 11:29
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ATENTADO MATA 5 E FERE 26 NA COLÔMBIA
BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas em um atentado cometido nesta madrugada em Cali, Colômbia. Segundo a imprensa local, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, viajará hoje à região para acompanhar as investigações.
A explosão do carro-bomba, com cerca de 80 quilos de explosivos, ocorreu às 23h55 locais em frente ao Palácio da Justiça destruindo praticamente todo o primeiro andar do edifício e vários comércios da região.
Para o prefeito de Cali, Jorge Ivan Ospina, trata-se “de um atentado terrorista que deixou vítimas civis”, segundo afirmou em declarações à rádio Caracol.
Também acompanha o caso o governador do departamento de Valle del Cauca [cuja Cali é capital], Juan Carlos Abadía, quem confirmou que Uribe chega ainda pela manhã à região para dirigir um conselho de segurança junto às autoridades locais.
Abadía também anunciou uma recompensa de cem milhões de pesos (cerca de US$ 50 mil) por informações que leve à captura dos responsáveis pelo atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo, mas que é atribuído pelos investigadores às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA) 01/09/2008 09:02

Colômbia: Ingrid diz, em Roma, que pode voltar à política; atentado em Cali mata e fere dezenas de pessoas

Filed under: AUC, Colômbia ( COL ), Colombia Plan, Farcs, Ingrid Bettancourt, paramilitares — Humberto @ 2:40 pm
O país volta à cena. Ingrid Betancourt, que passou anos como hóspede das FARCs – sem ter, aparentemente, desenvolvido qualquer tipo de trauma psicológico, o que a tornaria uma espécie de enigma insolúvel para a classe médica e psiquiátrica mundial – declara que pode retornar à política colombiana. MAIS: um atentado – já atribuído, de antemão, às FARCs – matou e feriu dezenas de pessoas em Cali.
Agora, se você entende o idioma espanhol, aproveite e leia uma extensa entrevista com o paramilitar das AUC “H.H.”, nome de guerra de Herbert Veloza García, publicada por El Espectador, em 2 de Agosto último, que aguardava sua extradição para os EUA. Bem ou mal, é melhor saber das coisas através de uma testemunha envolvida diretamente no conflito, do que por meio da leitura da revista vEJA. O link está logo abaixo:
‘H.H.’ se confiesa
“Las empresas que se beneficiaron de nuestra guerra también deberían pagar”
Entrevista exclusiva de El Espectador con el líder paramilitar Hebert Veloza antes de ser extraditado. Acusa a empresarios y militares.
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BETANCOURT DIZ QUE PODE VOLTAR À POLÍTICA NA COLÔMBIA
ROMA, 1 SET (ANSA) – A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira durante uma coletiva de imprensa na sede da província de Roma que pode voltar a fazer política na Colômbia, mas que essa não é sua prioridade atual.
“Após ter vivido por seis anos como vítima do arbítrio e da guerra, as perspectivas de vida mudam. Neste momento acredito que preciso completar uma missão pelas pessoas, homens e mulheres, que estão ainda nas mãos da guerrilha”, disse Betancourt.
A ex-candidata à presidência da Colômbia explicou que seu objetivo não é “necessariamente criar um espaço na arena política” mas construir “uma equipe de pessoas que possam ajudar a aliviar a dor das outras pessoas”, não apenas na Colômbia mas “para aqueles que sofrem no mundo inteiro”.
Ao agradecer à Itália e os italianos pelo apoio recebido durante seu período como prisioneira, Betancourt expressou um pensamento pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar pela Junta Militar que governa a Birmânia. (ANSA) 01/09/2008 11:29
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ATENTADO MATA 5 E FERE 26 NA COLÔMBIA
BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas em um atentado cometido nesta madrugada em Cali, Colômbia. Segundo a imprensa local, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, viajará hoje à região para acompanhar as investigações.
A explosão do carro-bomba, com cerca de 80 quilos de explosivos, ocorreu às 23h55 locais em frente ao Palácio da Justiça destruindo praticamente todo o primeiro andar do edifício e vários comércios da região.
Para o prefeito de Cali, Jorge Ivan Ospina, trata-se “de um atentado terrorista que deixou vítimas civis”, segundo afirmou em declarações à rádio Caracol.
Também acompanha o caso o governador do departamento de Valle del Cauca [cuja Cali é capital], Juan Carlos Abadía, quem confirmou que Uribe chega ainda pela manhã à região para dirigir um conselho de segurança junto às autoridades locais.
Abadía também anunciou uma recompensa de cem milhões de pesos (cerca de US$ 50 mil) por informações que leve à captura dos responsáveis pelo atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo, mas que é atribuído pelos investigadores às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA) 01/09/2008 09:02

Colômbia: Ingrid diz, em Roma, que pode voltar à política; atentado em Cali mata e fere dezenas de pessoas

Filed under: AUC, Colômbia ( COL ), Colombia Plan, Farcs, Ingrid Bettancourt, paramilitares — Humberto @ 2:40 pm
O país volta à cena. Ingrid Betancourt, que passou anos como hóspede das FARCs – sem ter, aparentemente, desenvolvido qualquer tipo de trauma psicológico, o que a tornaria uma espécie de enigma insolúvel para a classe médica e psiquiátrica mundial – declara que pode retornar à política colombiana. MAIS: um atentado – já atribuído, de antemão, às FARCs – matou e feriu dezenas de pessoas em Cali.
Agora, se você entende o idioma espanhol, aproveite e leia uma extensa entrevista com o paramilitar das AUC “H.H.”, nome de guerra de Herbert Veloza García, publicada por El Espectador, em 2 de Agosto último, que aguardava sua extradição para os EUA. Bem ou mal, é melhor saber das coisas através de uma testemunha envolvida diretamente no conflito, do que por meio da leitura da revista vEJA. O link está logo abaixo:
‘H.H.’ se confiesa
“Las empresas que se beneficiaron de nuestra guerra también deberían pagar”
Entrevista exclusiva de El Espectador con el líder paramilitar Hebert Veloza antes de ser extraditado. Acusa a empresarios y militares.
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BETANCOURT DIZ QUE PODE VOLTAR À POLÍTICA NA COLÔMBIA
ROMA, 1 SET (ANSA) – A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira durante uma coletiva de imprensa na sede da província de Roma que pode voltar a fazer política na Colômbia, mas que essa não é sua prioridade atual.
“Após ter vivido por seis anos como vítima do arbítrio e da guerra, as perspectivas de vida mudam. Neste momento acredito que preciso completar uma missão pelas pessoas, homens e mulheres, que estão ainda nas mãos da guerrilha”, disse Betancourt.
A ex-candidata à presidência da Colômbia explicou que seu objetivo não é “necessariamente criar um espaço na arena política” mas construir “uma equipe de pessoas que possam ajudar a aliviar a dor das outras pessoas”, não apenas na Colômbia mas “para aqueles que sofrem no mundo inteiro”.
Ao agradecer à Itália e os italianos pelo apoio recebido durante seu período como prisioneira, Betancourt expressou um pensamento pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar pela Junta Militar que governa a Birmânia. (ANSA) 01/09/2008 11:29
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ATENTADO MATA 5 E FERE 26 NA COLÔMBIA
BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas em um atentado cometido nesta madrugada em Cali, Colômbia. Segundo a imprensa local, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, viajará hoje à região para acompanhar as investigações.
A explosão do carro-bomba, com cerca de 80 quilos de explosivos, ocorreu às 23h55 locais em frente ao Palácio da Justiça destruindo praticamente todo o primeiro andar do edifício e vários comércios da região.
Para o prefeito de Cali, Jorge Ivan Ospina, trata-se “de um atentado terrorista que deixou vítimas civis”, segundo afirmou em declarações à rádio Caracol.
Também acompanha o caso o governador do departamento de Valle del Cauca [cuja Cali é capital], Juan Carlos Abadía, quem confirmou que Uribe chega ainda pela manhã à região para dirigir um conselho de segurança junto às autoridades locais.
Abadía também anunciou uma recompensa de cem milhões de pesos (cerca de US$ 50 mil) por informações que leve à captura dos responsáveis pelo atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo, mas que é atribuído pelos investigadores às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA) 01/09/2008 09:02

Colômbia: Ingrid diz, em Roma, que pode voltar à política; atentado em Cali mata e fere dezenas de pessoas

Filed under: AUC, Colômbia ( COL ), Colombia Plan, Farcs, Ingrid Bettancourt, paramilitares — Humberto @ 2:40 pm
O país volta à cena. Ingrid Betancourt, que passou anos como hóspede das FARCs – sem ter, aparentemente, desenvolvido qualquer tipo de trauma psicológico, o que a tornaria uma espécie de enigma insolúvel para a classe médica e psiquiátrica mundial – declara que pode retornar à política colombiana. MAIS: um atentado – já atribuído, de antemão, às FARCs – matou e feriu dezenas de pessoas em Cali.
Agora, se você entende o idioma espanhol, aproveite e leia uma extensa entrevista com o paramilitar das AUC “H.H.”, nome de guerra de Herbert Veloza García, publicada por El Espectador, em 2 de Agosto último, que aguardava sua extradição para os EUA. Bem ou mal, é melhor saber das coisas através de uma testemunha envolvida diretamente no conflito, do que por meio da leitura da revista vEJA. O link está logo abaixo:
‘H.H.’ se confiesa
“Las empresas que se beneficiaron de nuestra guerra también deberían pagar”
Entrevista exclusiva de El Espectador con el líder paramilitar Hebert Veloza antes de ser extraditado. Acusa a empresarios y militares.
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BETANCOURT DIZ QUE PODE VOLTAR À POLÍTICA NA COLÔMBIA
ROMA, 1 SET (ANSA) – A ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Ingrid Betancourt disse nesta segunda-feira durante uma coletiva de imprensa na sede da província de Roma que pode voltar a fazer política na Colômbia, mas que essa não é sua prioridade atual.
“Após ter vivido por seis anos como vítima do arbítrio e da guerra, as perspectivas de vida mudam. Neste momento acredito que preciso completar uma missão pelas pessoas, homens e mulheres, que estão ainda nas mãos da guerrilha”, disse Betancourt.
A ex-candidata à presidência da Colômbia explicou que seu objetivo não é “necessariamente criar um espaço na arena política” mas construir “uma equipe de pessoas que possam ajudar a aliviar a dor das outras pessoas”, não apenas na Colômbia mas “para aqueles que sofrem no mundo inteiro”.
Ao agradecer à Itália e os italianos pelo apoio recebido durante seu período como prisioneira, Betancourt expressou um pensamento pela Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, mantida em prisão domiciliar pela Junta Militar que governa a Birmânia. (ANSA) 01/09/2008 11:29
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ATENTADO MATA 5 E FERE 26 NA COLÔMBIA
BOGOTÁ, 1 SET (ANSA) - Pelo menos cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas em um atentado cometido nesta madrugada em Cali, Colômbia. Segundo a imprensa local, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, viajará hoje à região para acompanhar as investigações.
A explosão do carro-bomba, com cerca de 80 quilos de explosivos, ocorreu às 23h55 locais em frente ao Palácio da Justiça destruindo praticamente todo o primeiro andar do edifício e vários comércios da região.
Para o prefeito de Cali, Jorge Ivan Ospina, trata-se “de um atentado terrorista que deixou vítimas civis”, segundo afirmou em declarações à rádio Caracol.
Também acompanha o caso o governador do departamento de Valle del Cauca [cuja Cali é capital], Juan Carlos Abadía, quem confirmou que Uribe chega ainda pela manhã à região para dirigir um conselho de segurança junto às autoridades locais.
Abadía também anunciou uma recompensa de cem milhões de pesos (cerca de US$ 50 mil) por informações que leve à captura dos responsáveis pelo atentado, que não foi reivindicado por nenhum grupo, mas que é atribuído pelos investigadores às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (ANSA) 01/09/2008 09:02

agosto 7, 2008

Foro de São Paulo é fichinha: Paramilitar direitista colombiano admitiu ter matado mais de 3000 pessoas!!! Câmbio, desligo!

Paramilitar colombiano admite ter assassinado mais de 3 mil pessoas
Ex-chefe do grupo armado AUC revelou que o grupo atuava com cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos
Brasil de Fato , 04/08/2008
Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

Leia também:
As ligações de Uribe e os paramilitares
O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. “Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca”, respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.
HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. “Mas assim é a guerra”, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. “Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas”, em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.
Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a “decapitação” para aterrorizar as comunidades. “Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha”.
O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de “desmobilizado” quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.
O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos.” Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas”, relata. “Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns”, afirmou.
“Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá”, acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.
Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que “os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos”. “Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais”, afirmou.
Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.
O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a “imunidade parlamentar” na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.
Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas “ficarão sem as verdades”. “Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada”, disse. HH revelou que “há muitos militares que estão incomodados” em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.

Foro de São Paulo é fichinha: Paramilitar direitista colombiano admitiu ter matado mais de 3000 pessoas!!! Câmbio, desligo!

Paramilitar colombiano admite ter assassinado mais de 3 mil pessoas
Ex-chefe do grupo armado AUC revelou que o grupo atuava com cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos
Brasil de Fato , 04/08/2008
Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

Leia também:
As ligações de Uribe e os paramilitares
O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. “Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca”, respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.
HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. “Mas assim é a guerra”, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. “Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas”, em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.
Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a “decapitação” para aterrorizar as comunidades. “Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha”.
O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de “desmobilizado” quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.
O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos.” Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas”, relata. “Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns”, afirmou.
“Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá”, acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.
Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que “os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos”. “Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais”, afirmou.
Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.
O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a “imunidade parlamentar” na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.
Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas “ficarão sem as verdades”. “Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada”, disse. HH revelou que “há muitos militares que estão incomodados” em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.

Foro de São Paulo é fichinha: Paramilitar direitista colombiano admitiu ter matado mais de 3000 pessoas!!! Câmbio, desligo!

Paramilitar colombiano admite ter assassinado mais de 3 mil pessoas
Ex-chefe do grupo armado AUC revelou que o grupo atuava com cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos
Brasil de Fato , 04/08/2008
Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

Leia também:
As ligações de Uribe e os paramilitares
O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. “Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca”, respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.
HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. “Mas assim é a guerra”, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. “Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas”, em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.
Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a “decapitação” para aterrorizar as comunidades. “Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha”.
O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de “desmobilizado” quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.
O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos.” Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas”, relata. “Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns”, afirmou.
“Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá”, acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.
Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que “os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos”. “Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais”, afirmou.
Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.
O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a “imunidade parlamentar” na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.
Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas “ficarão sem as verdades”. “Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada”, disse. HH revelou que “há muitos militares que estão incomodados” em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.

Foro de São Paulo é fichinha: Paramilitar direitista colombiano admitiu ter matado mais de 3000 pessoas!!! Câmbio, desligo!

Paramilitar colombiano admite ter assassinado mais de 3 mil pessoas
Ex-chefe do grupo armado AUC revelou que o grupo atuava com cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos
Brasil de Fato , 04/08/2008
Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

Leia também:
As ligações de Uribe e os paramilitares
O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. “Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca”, respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.
HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. “Mas assim é a guerra”, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. “Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas”, em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.
Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a “decapitação” para aterrorizar as comunidades. “Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha”.
O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de “desmobilizado” quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.
O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos.” Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas”, relata. “Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns”, afirmou.
“Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá”, acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.
Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que “os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos”. “Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais”, afirmou.
Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.
O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a “imunidade parlamentar” na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.
Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas “ficarão sem as verdades”. “Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada”, disse. HH revelou que “há muitos militares que estão incomodados” em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.

Foro de São Paulo é fichinha: Paramilitar direitista colombiano admitiu ter matado mais de 3000 pessoas!!! Câmbio, desligo!

Paramilitar colombiano admite ter assassinado mais de 3 mil pessoas
Ex-chefe do grupo armado AUC revelou que o grupo atuava com cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos
Brasil de Fato , 04/08/2008
Claudia Jardim, de Caracas (Venezuela)

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As ligações de Uribe e os paramilitares
O ex-chefe paramilitar colombiano Hebert Veloza admitiu ter sido responsável junto com seu grupo armado pelo assassinato de mais de três mil pessoas entre os anos de 1994 e 2003. “Calculo que meus dois grupos assassinaram 3 mil pessoas ou mais. Muitos deles eram atirados ao [rio] Cauca”, respondeu ao ser questionado quantas pessoas havia matado.
HH, como ficou conhecido Veloza, também reconheceu que morreram mais inocentes que culpados. “Mas assim é a guerra”, afirmou em entrevista ao jornal colombiano El Espectador publicada neste domingo. “Matamos muita gente só pelo fato de que eram apontadas”, em referência às pessoas que são identificadas como colaboradores ou simpatizantes das guerrilhas colombianas.
Massacres
HH, que foi considerado como um dos mais temidos chefes das paramilitares Autodefesas Unidas de Colombia (AUC), disse ter utilizado a “decapitação” para aterrorizar as comunidades. “Quando chegamos a Urabá decapitamos muita gente, era uma estratégia para promover o terror, para que tivessem mais medo de nós do que da guerrilha”.
O paramilitar ingressou no controvertido programa de desmobilização encabeçado pelo governo de Álvaro Uribe, mas perdeu sua condição de “desmobilizado” quando fugiu e teria reingressado aos cartéis armados. Agora, encontra-se preso e aguarda o andamento de seu processo de extradição aos Estados Unidos para ali ser julgado pelo crime de narcotráfico.
O ex-chefe paramilitar revelou também que o grupo atuava em cumplicidade com as autoridades locais para promover os assassinatos.” Em Urabá, quando começamos, deixávamos os corpos onde as pessoas eram mortas”, relata. “Depois de um tempo o poder público começou a pressionar e (disseram) que nos deixariam continuar trabalhando, mas tínhamos que desaparecer com as pessoas. Assim começaram a surgir as fossas comuns”, afirmou.
“Assassinávamos pessoas todos os dias, em todos os municípios de Urabá”, acrescentou. Foram nestes mesmos departamentos (estados) de Córdoba e Urabá que se constituíram em 1998, sob o auspício do Estado colombiano, as AUC com o objetivo de combater as guerrilhas FARC e ELN.
Parapolítica
Na entrevista, HH confirmou as ligações de políticos, militares e policiais colombiano com os paramilitares ao afirmar que “os políticos se utilizaram das Autodefesas para alcançar seus objetivos”. “Fazem qualquer coisa para chegar ao poder. Nos procuravam para que os apoiássemos, sabendo que éramos ilegais”, afirmou.
Mais de 60 congressistas da base governista de Álvaro Uribe estão sendo investigados pela Corte Suprema de Justiça e pelo Ministério Público colombiano por vínculos com paramilitares. Deste grupo de parlamentares, 30 já foram condenados e estão na cadeia.
O escândalo da parapolítica ocorre em meio a uma tentativa de reforma do Judiciário que visa implementar a “imunidade parlamentar” na atual legislatura, fato que na opinião de analistas poderia coibir o julgamento de outros envolvidos com paramilitares.
Ainda na entrevista, o ex-chefe paramilitar HH afirmou que, com sua extradição e a de outros chefes da extrema-direita armada para os Estados Unidos, as vítimas “ficarão sem as verdades”. “Uma guerra tão longa e tão atroz não se conta em um mês ou dois meses. Há gente que diz que a verdade não está sendo contada”, disse. HH revelou que “há muitos militares que estão incomodados” em referência as possíveis declarações dos ex-chefes paramilitares que estão presos.
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