ENCALHE

março 15, 2009

Brasileiro é mau consumidor, perdulário e tem hábitos de compra inconseqüentes e alienados, diz professora

Filed under: Educação, FAO, fome e desnutrição, meio ambiente — Humberto @ 2:55 am
Educação é base para combater o desperdício de alimentos
No Brasil, até 70 mil toneladas dos alimentos plantados no país são jogadas, por ano, no lixo. O índice preocupa especialistas europeus e faz brasileiros pensarem na educação como alternativa para amenizar o problema.
Em apenas um ano, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 832 para 963 milhões. A cifra, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela uma crise no setor, refletida tanto na alta dos preços quanto na falta de alguns gêneros alimentícios nos mercados mundiais.
No seminário sobre segurança alimentar no mundo promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) em Bonn, especialistas da Ásia, África e América Latina trocaram ideias sobre o tema.
Do evento também participaram professores de universidades brasileiras, vindos à Alemanha especialmente para os debates. Na opinião dos docentes, educação e mudança de hábitos são fundamentais para contornar a atual crise dos alimentos.
Problema é antigo
Segundo o professor de Engenharia de Alimentos e diretor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro César Camargo do Amarante, o alto índice de desperdício é uma das questões que deve ser atacada.
“Esse problema não é novo. Há 20, 30 anos perdia-se de 20% a 30% das mercadorias no caminho do produtor até o consumidor final. E esse percentual continua elevado até hoje, inclusive nos países desenvolvidos”, lembra.
A falta de conhecimento de quem lida com os produtos e a precária infraestrutura de armazenamento e transporte são fatores que contribuem para a manutenção do índice.
“Muitas pessoas não sabem, mas quando um fruto cai no chão ele fica ‘machucado’, o que o deixaria suscetível à ação de agentes externos, como fungos e insetos. Sem os devidos cuidados, parte da produção acaba sendo inutilizada”, explica a professora de fitopatologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Elena Blume.
Para os especialistas brasileiros, tudo se resume à educação. “Caso a pessoa soubesse das doenças que o fruto poderia devolver com a queda, possivelmente o manusearia com mais cuidado. Isso se aplica inclusive a supermercados, onde os funcionários recebem caixas de alimentos e precisam levá-las de um lado a outro”, declarou Blume.
A mesma opinião é compartilhada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Renar João Bender.
“Uma pessoa que deseja adquirir uma mesa de madeira maciça vai comprá-la, sem se preocupar com questões ambientais. No entanto, quando vê na televisão reportagens sobre o desmatamento na Amazônia, é uma das primeiras a apontar os culpados”, exemplifica o professor, que complementa: “Nossa ação não está desconectada do resto do mundo”.
Mudanças de hábito
Neste contexto, as mudanças de hábito, tanto de consumo quanto de deslocamento, tornaram-se fundamentais no combate a qualquer crise, alertam os docentes.
Os brasileiros, em especial, deixam-se levar muito pelas aparências. Caso em um mercado fossem colocados lado a lado dois tipos de maçãs: uma pequena – produzida de maneira menos agressiva do ponto de vista ambiental – e outra maior, mais brilhosa – que provavelmente precisou de mais pesticidas – certamente a mais vendida seria a maior* [ grifo do blog ], garante Blume.
Entretanto, conscientizar a sociedade não é tarefa fácil. A alternativa, na opinião dos especialistas, seria preparar os professores do ensino fundamental para que educassem seus alunos desde as primeiras séries** [ grifo do blog ] nesse sentido. “A educação é a chave para combater o problema”, afirma Blume.
Conforme a FAO, no Brasil, 64% do que é plantado acaba no lixo. Além da infraestrutura precária no armazenamento e transporte, o índice se deve também à falta de sensibilidade dos consumidores, que muitas vezes compram mais do que consomem. ( Deustche Welle, 14.03.09 )
Autora: Caroline Eidt
Revisão: Augusto Valente
* É bem isso mesmo. Para o retrato desenhado ficar mais fiel à verdadeira realidade da coisa, falta completar que a pessoa que comprou a maçã quimicamente agressiva ao meio-ambiente nem gosta de maçã;
** Essa é pior ainda. O que tem de especialista pedagógico que propõe apenas o ensino do “ler-escrever-somar-subtrair”, pois certas concepções pedagógicas – como Paulo Freire, por exemplo – são “catequizações esquerdistas perigosas”; sem contar que até proposta de deputado para que seja incluída a prática de artes marciais [ Juro por Deus! Faz tempo que eu estou para falar disso!! ] nas escolas já rondou por aí. E vem esses intelectuais comunistas sugerir que os alunos sejam preparados para, no futuro, serem indivíduos autônomos, responsáveis, adultos?? Blablabla… Se essa turma de estudantes aprender a zelar pelo nosso habitat, de forma responsável – sabendo que suas ações geram conseqüências para si, para o meio ambiente, para os outros e para a sociedade humana -, quem é que vai ser o adulto consumidor de vídeogames, celulares, automóveis e bonés e freqüentador de churrascarias rodízio? Olha que até que essa geração é bem ecológica: como não têm o pernicioso e chato hábito da leitura, trilhões de árvores que serviriam para produzir livros são poupadas todos os anos…

Brasileiro é mau consumidor, perdulário e tem hábitos de compra inconseqüentes e alienados, diz professora

Filed under: Educação, FAO, fome e desnutrição, meio ambiente — Humberto @ 2:55 am
Educação é base para combater o desperdício de alimentos
No Brasil, até 70 mil toneladas dos alimentos plantados no país são jogadas, por ano, no lixo. O índice preocupa especialistas europeus e faz brasileiros pensarem na educação como alternativa para amenizar o problema.
Em apenas um ano, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 832 para 963 milhões. A cifra, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela uma crise no setor, refletida tanto na alta dos preços quanto na falta de alguns gêneros alimentícios nos mercados mundiais.
No seminário sobre segurança alimentar no mundo promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) em Bonn, especialistas da Ásia, África e América Latina trocaram ideias sobre o tema.
Do evento também participaram professores de universidades brasileiras, vindos à Alemanha especialmente para os debates. Na opinião dos docentes, educação e mudança de hábitos são fundamentais para contornar a atual crise dos alimentos.
Problema é antigo
Segundo o professor de Engenharia de Alimentos e diretor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro César Camargo do Amarante, o alto índice de desperdício é uma das questões que deve ser atacada.
“Esse problema não é novo. Há 20, 30 anos perdia-se de 20% a 30% das mercadorias no caminho do produtor até o consumidor final. E esse percentual continua elevado até hoje, inclusive nos países desenvolvidos”, lembra.
A falta de conhecimento de quem lida com os produtos e a precária infraestrutura de armazenamento e transporte são fatores que contribuem para a manutenção do índice.
“Muitas pessoas não sabem, mas quando um fruto cai no chão ele fica ‘machucado’, o que o deixaria suscetível à ação de agentes externos, como fungos e insetos. Sem os devidos cuidados, parte da produção acaba sendo inutilizada”, explica a professora de fitopatologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Elena Blume.
Para os especialistas brasileiros, tudo se resume à educação. “Caso a pessoa soubesse das doenças que o fruto poderia devolver com a queda, possivelmente o manusearia com mais cuidado. Isso se aplica inclusive a supermercados, onde os funcionários recebem caixas de alimentos e precisam levá-las de um lado a outro”, declarou Blume.
A mesma opinião é compartilhada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Renar João Bender.
“Uma pessoa que deseja adquirir uma mesa de madeira maciça vai comprá-la, sem se preocupar com questões ambientais. No entanto, quando vê na televisão reportagens sobre o desmatamento na Amazônia, é uma das primeiras a apontar os culpados”, exemplifica o professor, que complementa: “Nossa ação não está desconectada do resto do mundo”.
Mudanças de hábito
Neste contexto, as mudanças de hábito, tanto de consumo quanto de deslocamento, tornaram-se fundamentais no combate a qualquer crise, alertam os docentes.
Os brasileiros, em especial, deixam-se levar muito pelas aparências. Caso em um mercado fossem colocados lado a lado dois tipos de maçãs: uma pequena – produzida de maneira menos agressiva do ponto de vista ambiental – e outra maior, mais brilhosa – que provavelmente precisou de mais pesticidas – certamente a mais vendida seria a maior* [ grifo do blog ], garante Blume.
Entretanto, conscientizar a sociedade não é tarefa fácil. A alternativa, na opinião dos especialistas, seria preparar os professores do ensino fundamental para que educassem seus alunos desde as primeiras séries** [ grifo do blog ] nesse sentido. “A educação é a chave para combater o problema”, afirma Blume.
Conforme a FAO, no Brasil, 64% do que é plantado acaba no lixo. Além da infraestrutura precária no armazenamento e transporte, o índice se deve também à falta de sensibilidade dos consumidores, que muitas vezes compram mais do que consomem. ( Deustche Welle, 14.03.09 )
Autora: Caroline Eidt
Revisão: Augusto Valente
* É bem isso mesmo. Para o retrato desenhado ficar mais fiel à verdadeira realidade da coisa, falta completar que a pessoa que comprou a maçã quimicamente agressiva ao meio-ambiente nem gosta de maçã;
** Essa é pior ainda. O que tem de especialista pedagógico que propõe apenas o ensino do “ler-escrever-somar-subtrair”, pois certas concepções pedagógicas – como Paulo Freire, por exemplo – são “catequizações esquerdistas perigosas”; sem contar que até proposta de deputado para que seja incluída a prática de artes marciais [ Juro por Deus! Faz tempo que eu estou para falar disso!! ] nas escolas já rondou por aí. E vem esses intelectuais comunistas sugerir que os alunos sejam preparados para, no futuro, serem indivíduos autônomos, responsáveis, adultos?? Blablabla… Se essa turma de estudantes aprender a zelar pelo nosso habitat, de forma responsável – sabendo que suas ações geram conseqüências para si, para o meio ambiente, para os outros e para a sociedade humana -, quem é que vai ser o adulto consumidor de vídeogames, celulares, automóveis e bonés e freqüentador de churrascarias rodízio? Olha que até que essa geração é bem ecológica: como não têm o pernicioso e chato hábito da leitura, trilhões de árvores que serviriam para produzir livros são poupadas todos os anos…

Brasileiro é mau consumidor, perdulário e tem hábitos de compra inconseqüentes e alienados, diz professora

Filed under: Educação, FAO, fome e desnutrição, meio ambiente — Humberto @ 2:55 am
Educação é base para combater o desperdício de alimentos
No Brasil, até 70 mil toneladas dos alimentos plantados no país são jogadas, por ano, no lixo. O índice preocupa especialistas europeus e faz brasileiros pensarem na educação como alternativa para amenizar o problema.
Em apenas um ano, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 832 para 963 milhões. A cifra, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela uma crise no setor, refletida tanto na alta dos preços quanto na falta de alguns gêneros alimentícios nos mercados mundiais.
No seminário sobre segurança alimentar no mundo promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) em Bonn, especialistas da Ásia, África e América Latina trocaram ideias sobre o tema.
Do evento também participaram professores de universidades brasileiras, vindos à Alemanha especialmente para os debates. Na opinião dos docentes, educação e mudança de hábitos são fundamentais para contornar a atual crise dos alimentos.
Problema é antigo
Segundo o professor de Engenharia de Alimentos e diretor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro César Camargo do Amarante, o alto índice de desperdício é uma das questões que deve ser atacada.
“Esse problema não é novo. Há 20, 30 anos perdia-se de 20% a 30% das mercadorias no caminho do produtor até o consumidor final. E esse percentual continua elevado até hoje, inclusive nos países desenvolvidos”, lembra.
A falta de conhecimento de quem lida com os produtos e a precária infraestrutura de armazenamento e transporte são fatores que contribuem para a manutenção do índice.
“Muitas pessoas não sabem, mas quando um fruto cai no chão ele fica ‘machucado’, o que o deixaria suscetível à ação de agentes externos, como fungos e insetos. Sem os devidos cuidados, parte da produção acaba sendo inutilizada”, explica a professora de fitopatologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Elena Blume.
Para os especialistas brasileiros, tudo se resume à educação. “Caso a pessoa soubesse das doenças que o fruto poderia devolver com a queda, possivelmente o manusearia com mais cuidado. Isso se aplica inclusive a supermercados, onde os funcionários recebem caixas de alimentos e precisam levá-las de um lado a outro”, declarou Blume.
A mesma opinião é compartilhada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Renar João Bender.
“Uma pessoa que deseja adquirir uma mesa de madeira maciça vai comprá-la, sem se preocupar com questões ambientais. No entanto, quando vê na televisão reportagens sobre o desmatamento na Amazônia, é uma das primeiras a apontar os culpados”, exemplifica o professor, que complementa: “Nossa ação não está desconectada do resto do mundo”.
Mudanças de hábito
Neste contexto, as mudanças de hábito, tanto de consumo quanto de deslocamento, tornaram-se fundamentais no combate a qualquer crise, alertam os docentes.
Os brasileiros, em especial, deixam-se levar muito pelas aparências. Caso em um mercado fossem colocados lado a lado dois tipos de maçãs: uma pequena – produzida de maneira menos agressiva do ponto de vista ambiental – e outra maior, mais brilhosa – que provavelmente precisou de mais pesticidas – certamente a mais vendida seria a maior* [ grifo do blog ], garante Blume.
Entretanto, conscientizar a sociedade não é tarefa fácil. A alternativa, na opinião dos especialistas, seria preparar os professores do ensino fundamental para que educassem seus alunos desde as primeiras séries** [ grifo do blog ] nesse sentido. “A educação é a chave para combater o problema”, afirma Blume.
Conforme a FAO, no Brasil, 64% do que é plantado acaba no lixo. Além da infraestrutura precária no armazenamento e transporte, o índice se deve também à falta de sensibilidade dos consumidores, que muitas vezes compram mais do que consomem. ( Deustche Welle, 14.03.09 )
Autora: Caroline Eidt
Revisão: Augusto Valente
* É bem isso mesmo. Para o retrato desenhado ficar mais fiel à verdadeira realidade da coisa, falta completar que a pessoa que comprou a maçã quimicamente agressiva ao meio-ambiente nem gosta de maçã;
** Essa é pior ainda. O que tem de especialista pedagógico que propõe apenas o ensino do “ler-escrever-somar-subtrair”, pois certas concepções pedagógicas – como Paulo Freire, por exemplo – são “catequizações esquerdistas perigosas”; sem contar que até proposta de deputado para que seja incluída a prática de artes marciais [ Juro por Deus! Faz tempo que eu estou para falar disso!! ] nas escolas já rondou por aí. E vem esses intelectuais comunistas sugerir que os alunos sejam preparados para, no futuro, serem indivíduos autônomos, responsáveis, adultos?? Blablabla… Se essa turma de estudantes aprender a zelar pelo nosso habitat, de forma responsável – sabendo que suas ações geram conseqüências para si, para o meio ambiente, para os outros e para a sociedade humana -, quem é que vai ser o adulto consumidor de vídeogames, celulares, automóveis e bonés e freqüentador de churrascarias rodízio? Olha que até que essa geração é bem ecológica: como não têm o pernicioso e chato hábito da leitura, trilhões de árvores que serviriam para produzir livros são poupadas todos os anos…

Brasileiro é mau consumidor, perdulário e tem hábitos de compra inconseqüentes e alienados, diz professora

Filed under: Educação, FAO, fome e desnutrição, meio ambiente — Humberto @ 2:55 am
Educação é base para combater o desperdício de alimentos
No Brasil, até 70 mil toneladas dos alimentos plantados no país são jogadas, por ano, no lixo. O índice preocupa especialistas europeus e faz brasileiros pensarem na educação como alternativa para amenizar o problema.
Em apenas um ano, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 832 para 963 milhões. A cifra, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela uma crise no setor, refletida tanto na alta dos preços quanto na falta de alguns gêneros alimentícios nos mercados mundiais.
No seminário sobre segurança alimentar no mundo promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) em Bonn, especialistas da Ásia, África e América Latina trocaram ideias sobre o tema.
Do evento também participaram professores de universidades brasileiras, vindos à Alemanha especialmente para os debates. Na opinião dos docentes, educação e mudança de hábitos são fundamentais para contornar a atual crise dos alimentos.
Problema é antigo
Segundo o professor de Engenharia de Alimentos e diretor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro César Camargo do Amarante, o alto índice de desperdício é uma das questões que deve ser atacada.
“Esse problema não é novo. Há 20, 30 anos perdia-se de 20% a 30% das mercadorias no caminho do produtor até o consumidor final. E esse percentual continua elevado até hoje, inclusive nos países desenvolvidos”, lembra.
A falta de conhecimento de quem lida com os produtos e a precária infraestrutura de armazenamento e transporte são fatores que contribuem para a manutenção do índice.
“Muitas pessoas não sabem, mas quando um fruto cai no chão ele fica ‘machucado’, o que o deixaria suscetível à ação de agentes externos, como fungos e insetos. Sem os devidos cuidados, parte da produção acaba sendo inutilizada”, explica a professora de fitopatologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Elena Blume.
Para os especialistas brasileiros, tudo se resume à educação. “Caso a pessoa soubesse das doenças que o fruto poderia devolver com a queda, possivelmente o manusearia com mais cuidado. Isso se aplica inclusive a supermercados, onde os funcionários recebem caixas de alimentos e precisam levá-las de um lado a outro”, declarou Blume.
A mesma opinião é compartilhada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Renar João Bender.
“Uma pessoa que deseja adquirir uma mesa de madeira maciça vai comprá-la, sem se preocupar com questões ambientais. No entanto, quando vê na televisão reportagens sobre o desmatamento na Amazônia, é uma das primeiras a apontar os culpados”, exemplifica o professor, que complementa: “Nossa ação não está desconectada do resto do mundo”.
Mudanças de hábito
Neste contexto, as mudanças de hábito, tanto de consumo quanto de deslocamento, tornaram-se fundamentais no combate a qualquer crise, alertam os docentes.
Os brasileiros, em especial, deixam-se levar muito pelas aparências. Caso em um mercado fossem colocados lado a lado dois tipos de maçãs: uma pequena – produzida de maneira menos agressiva do ponto de vista ambiental – e outra maior, mais brilhosa – que provavelmente precisou de mais pesticidas – certamente a mais vendida seria a maior* [ grifo do blog ], garante Blume.
Entretanto, conscientizar a sociedade não é tarefa fácil. A alternativa, na opinião dos especialistas, seria preparar os professores do ensino fundamental para que educassem seus alunos desde as primeiras séries** [ grifo do blog ] nesse sentido. “A educação é a chave para combater o problema”, afirma Blume.
Conforme a FAO, no Brasil, 64% do que é plantado acaba no lixo. Além da infraestrutura precária no armazenamento e transporte, o índice se deve também à falta de sensibilidade dos consumidores, que muitas vezes compram mais do que consomem. ( Deustche Welle, 14.03.09 )
Autora: Caroline Eidt
Revisão: Augusto Valente
* É bem isso mesmo. Para o retrato desenhado ficar mais fiel à verdadeira realidade da coisa, falta completar que a pessoa que comprou a maçã quimicamente agressiva ao meio-ambiente nem gosta de maçã;
** Essa é pior ainda. O que tem de especialista pedagógico que propõe apenas o ensino do “ler-escrever-somar-subtrair”, pois certas concepções pedagógicas – como Paulo Freire, por exemplo – são “catequizações esquerdistas perigosas”; sem contar que até proposta de deputado para que seja incluída a prática de artes marciais [ Juro por Deus! Faz tempo que eu estou para falar disso!! ] nas escolas já rondou por aí. E vem esses intelectuais comunistas sugerir que os alunos sejam preparados para, no futuro, serem indivíduos autônomos, responsáveis, adultos?? Blablabla… Se essa turma de estudantes aprender a zelar pelo nosso habitat, de forma responsável – sabendo que suas ações geram conseqüências para si, para o meio ambiente, para os outros e para a sociedade humana -, quem é que vai ser o adulto consumidor de vídeogames, celulares, automóveis e bonés e freqüentador de churrascarias rodízio? Olha que até que essa geração é bem ecológica: como não têm o pernicioso e chato hábito da leitura, trilhões de árvores que serviriam para produzir livros são poupadas todos os anos…

Brasileiro é mau consumidor, perdulário e tem hábitos de compra inconseqüentes e alienados, diz professora

Filed under: Educação, FAO, fome e desnutrição, meio ambiente — Humberto @ 2:55 am
Educação é base para combater o desperdício de alimentos
No Brasil, até 70 mil toneladas dos alimentos plantados no país são jogadas, por ano, no lixo. O índice preocupa especialistas europeus e faz brasileiros pensarem na educação como alternativa para amenizar o problema.
Em apenas um ano, o número de pessoas que passam fome no mundo aumentou de 832 para 963 milhões. A cifra, divulgada pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revela uma crise no setor, refletida tanto na alta dos preços quanto na falta de alguns gêneros alimentícios nos mercados mundiais.
No seminário sobre segurança alimentar no mundo promovido pelo Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) em Bonn, especialistas da Ásia, África e América Latina trocaram ideias sobre o tema.
Do evento também participaram professores de universidades brasileiras, vindos à Alemanha especialmente para os debates. Na opinião dos docentes, educação e mudança de hábitos são fundamentais para contornar a atual crise dos alimentos.
Problema é antigo
Segundo o professor de Engenharia de Alimentos e diretor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Álvaro César Camargo do Amarante, o alto índice de desperdício é uma das questões que deve ser atacada.
“Esse problema não é novo. Há 20, 30 anos perdia-se de 20% a 30% das mercadorias no caminho do produtor até o consumidor final. E esse percentual continua elevado até hoje, inclusive nos países desenvolvidos”, lembra.
A falta de conhecimento de quem lida com os produtos e a precária infraestrutura de armazenamento e transporte são fatores que contribuem para a manutenção do índice.
“Muitas pessoas não sabem, mas quando um fruto cai no chão ele fica ‘machucado’, o que o deixaria suscetível à ação de agentes externos, como fungos e insetos. Sem os devidos cuidados, parte da produção acaba sendo inutilizada”, explica a professora de fitopatologia da Universidade Federal de Santa Maria (RS), Elena Blume.
Para os especialistas brasileiros, tudo se resume à educação. “Caso a pessoa soubesse das doenças que o fruto poderia devolver com a queda, possivelmente o manusearia com mais cuidado. Isso se aplica inclusive a supermercados, onde os funcionários recebem caixas de alimentos e precisam levá-las de um lado a outro”, declarou Blume.
A mesma opinião é compartilhada pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Renar João Bender.
“Uma pessoa que deseja adquirir uma mesa de madeira maciça vai comprá-la, sem se preocupar com questões ambientais. No entanto, quando vê na televisão reportagens sobre o desmatamento na Amazônia, é uma das primeiras a apontar os culpados”, exemplifica o professor, que complementa: “Nossa ação não está desconectada do resto do mundo”.
Mudanças de hábito
Neste contexto, as mudanças de hábito, tanto de consumo quanto de deslocamento, tornaram-se fundamentais no combate a qualquer crise, alertam os docentes.
Os brasileiros, em especial, deixam-se levar muito pelas aparências. Caso em um mercado fossem colocados lado a lado dois tipos de maçãs: uma pequena – produzida de maneira menos agressiva do ponto de vista ambiental – e outra maior, mais brilhosa – que provavelmente precisou de mais pesticidas – certamente a mais vendida seria a maior* [ grifo do blog ], garante Blume.
Entretanto, conscientizar a sociedade não é tarefa fácil. A alternativa, na opinião dos especialistas, seria preparar os professores do ensino fundamental para que educassem seus alunos desde as primeiras séries** [ grifo do blog ] nesse sentido. “A educação é a chave para combater o problema”, afirma Blume.
Conforme a FAO, no Brasil, 64% do que é plantado acaba no lixo. Além da infraestrutura precária no armazenamento e transporte, o índice se deve também à falta de sensibilidade dos consumidores, que muitas vezes compram mais do que consomem. ( Deustche Welle, 14.03.09 )
Autora: Caroline Eidt
Revisão: Augusto Valente
* É bem isso mesmo. Para o retrato desenhado ficar mais fiel à verdadeira realidade da coisa, falta completar que a pessoa que comprou a maçã quimicamente agressiva ao meio-ambiente nem gosta de maçã;
** Essa é pior ainda. O que tem de especialista pedagógico que propõe apenas o ensino do “ler-escrever-somar-subtrair”, pois certas concepções pedagógicas – como Paulo Freire, por exemplo – são “catequizações esquerdistas perigosas”; sem contar que até proposta de deputado para que seja incluída a prática de artes marciais [ Juro por Deus! Faz tempo que eu estou para falar disso!! ] nas escolas já rondou por aí. E vem esses intelectuais comunistas sugerir que os alunos sejam preparados para, no futuro, serem indivíduos autônomos, responsáveis, adultos?? Blablabla… Se essa turma de estudantes aprender a zelar pelo nosso habitat, de forma responsável – sabendo que suas ações geram conseqüências para si, para o meio ambiente, para os outros e para a sociedade humana -, quem é que vai ser o adulto consumidor de vídeogames, celulares, automóveis e bonés e freqüentador de churrascarias rodízio? Olha que até que essa geração é bem ecológica: como não têm o pernicioso e chato hábito da leitura, trilhões de árvores que serviriam para produzir livros são poupadas todos os anos…

maio 6, 2008

FAO reforça o que este blog sugeriu: não tem arroz, comam batatas!!

Essa é uma das coisas que aprendemos ao ler revistas do tipo “Saúde” ou “Almanaque do Pensamento”. Arroz e batatas costumam fazer parceria no prato dos brasileiros que têm o que comer. Sabe, aquele “arroz, feijão, carne ensopada e batata”. É uma overdose de carboidratos!!

Mas, agora que os chineses e indianos estão sendo responsabilizados pela falta de alimentos no mundo, convém a nós, sulamericanos, fazermos maior uso deste tesouro, outrora desconhecido na Europa ( se não estou delirando, parece que foram os conquistadores espanhóis que levaram o tubérculo para o Velho Mundo, a partir de nosso subcontinente ).
Nós, que temos o que comer com certa regularidade, podemos também reduzir ( mais, né? )nosso consumo de carne, já que grande parte dos alimentos que estão “faltando” são aqueles utilizados na pecuária. Provavelmente para exportação. Se estiver certo, isso significa que os engordurados e gordos do primeiro mundo terão ELES, principalmente, que reduzir seu consumo de carnes.
Quer dizer, não sei se tal atitude surtiria algum efeito nesta crise, já que não entendo muito bem como funciona ESTE TIPO de, digamos, cadeia alimentar. Há muitos agentes envolvidos nesta cadeia de produção, distribuição e consumo. Desconheço o alcance.
Desnecessário afirmar que, em algum lugar do mundo, deve haver aquela cabeça privilegiada e lógica, agradecendo a DEUS por tantos bilhões de pessoas passarem fome, e não tendo perspectivas de que sua situação seja resolvida. Sobra mais comida prá nóis!! O raciocínio é, de certa forma, similar àquele que debitará às citadas e superpopulosas nações em desenvolvimento a causa do aquecimento global e da poluição presentes.
A vEJINHA desta semana traz matéria sobre a alta dos preços em restaurantes. Nada ali para nós, mortais. Mas é interessante saber quais são as algumas das causas, na ótica da revista:
Cito:
- o crescimento mundial de 20% nos últimos 4 anos;
- esta aqui é legal: no MERCADO FINANCEIRO, as commodities ( que é como são chamados os trecos que você põe no prato ) agrícolas tornaram-se alvo de ESPECULAÇÃO. Isso explica a alta de 55% de cereais, legumes e oleaginosas;
- milho e soja são usados para ração ( OBS: Índia e China passaram a comer carne?? De vaca? Na Índia? );
A questão “o tanque ou o bucho” está ficando, digamos, curiosa, quando pensamos nos norteamericanos. Se for verdade, seu álcool de milho é mais caro que o nosso, e torna mais raro este delicioso alimento da mesa do americano. A questão se mostra, então, pior para a nação onde mais se cultua o automóvel. Alguns – talvez vários – países estão impondo barreiras à exportação de seus excedentes, preferindo que estes fiquem disponíveis à suas populações. O que pode complicar ainda mais a situação dos EUA. Os preços dos alimentos importados, que não sejam produzidos suficientemente no país, dispararão ou sumirão, já que não seria mais tão fácil encontrar uma nação disposta a tirar o rango da boca de sua população para vender aos glutões e obesos americanos sob o risco de lhe faltar. Claro que estou passando com uma motoniveladora sobre a super-provável hipótese de que existam governos demasiado pró-americanos, incapazes de deixar os yankees à míngua.
Apesar de eu não ser mais que um curioso, me atrevo a pensar o seguinte, dentro de minhas limitações sobre o assunto:
Os produtores desejam, claro, vender para quem pagar mais. Seja ele um cliente interno ou externo. Os governos que restringirem as exportações – sei lá como fariam isso – deverão completar o preço de acordo com a maior oferta, independente dos preços cotados. Nada impede que alguém queira e possa cobrir um preço cotado a “X”. O produtor, obrigado a vender sua produção a “X”, ficará desgostoso em saber que poderia estar vendendo a “X + 1″. Essa insatisfação poderá levar a conflitos, boicotes, locautes, ocultamento de víveres, pressões de associações de produtores e do agronegócio. A diferença deverá ser coberta, exigirão. E nem estou levando em conta os preços de insumos e demais componentes da produção.
Vejam só a escalada de preços, subordinada às lógicas da “oferta-procura” e “oferta-meios de aquisição { ou simplesmente “meios”}”. Será esta a chance de uma reforma agrária decente ocorrer por aqui?
Ah…já pensei demais sobre isso. Deixa eu ir jantar. Abaixo, uma receita de Pão de Batata, tirada do site CYBERCOOK. Site bem legal, aliás!! Se alguém fizer, me convide. Eu levo o café!
Pão de Batata

Tipo de Culinária: Culinária Popular

Categoria: Pães e Pizzas
Subcategorias: Pães com e sem recheio
Rendimento: 60 porções
- 1 kg de farinha de trigo
- 80 gr de fermento biológico fresco
- 150 gr de açúcar União
- 400 gr de batata cozida(s)
- 30 gr de sal- 100 gr de margarina Qualy Sadia
- 2 unidade(s) de ovo
- quanto baste de leite
Numa bacia ou na batedeira, faça uma esponja com 100 gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar durante 15 minutos. Após este descanso, misture todos os ingredientes e faça uma massa bem macia. Espere o crescimento da massa durante 30 minutos. Depois, modele em bolinhas de 70 gramas cada uma, coloque nas assadeiras previamente untadas, espere novamente o crescimento durante uns 40 minutos, aproximadamente, e leve para assar. Temperatura do forno: 200° C.
Observação: Vaporize bem o forno, com água, antes de levar os pães para assar.

abril 19, 2008

Crise alimentar atinge o globo

Os mais pobres do mundo se rebelam contra o aumento dos preços do arroz e do trigo. Desde o Haiti até a República dos Camarões, passando pelo Egito pela Indonésia. De acordo com as Nações Unidas, 37 países registram situação de emergência.
Radio Nederland/ Parceria
14/04/08
Estudos da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, mostram que o crescimento na demanda de alimentos por parte de países em desenvolvimento ocorreu de forma paralela a um aumento nos preços. O impacto dos biocombustíveis para a segurança alimentar, no entanto, será um dos temas centrais da 30ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, que inicia neste 14 de abril, em Brasília.
Fome e Guerra
O Fundo Monetário Internacional também se mostrou preocupado com o tema durante reunião da instituição em Washington, no último final de semana. O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que caso os preços continuem subindo, mais de 100 mil pessoas no mundo poderão passar fome. “Das experiências passadas aprendemos que esse tipo de crise pode gerar até uma guerra”, adicionou o diretor do FMI.
A crise alimentar atinge principalmente os países em desenvolvimento, segundo Rudy Rabbinge, especialista em segurança alimentar da Universidade de Wageningen, na Holanda: “Nos países desenvolvidos, a população gasta uma média superior a 12% dos rendimentos na alimentação. Nos países em vias de desenvolvimento, metade do salário se destina à comida. Com o aumento dos preços, as pessoas chegam a gastar três quartos do que ganham para comer. É óbvio que isso causa problemas”.
Causas
A crise alimentar é conseqüência de uma série de fatores. Vários países não tiveram boas colheitas devido à mudança climática. O crescente bem estar na China e na Índia também é um fator importante.
Além disso, o sistema alimentar tornou-se mais sensível a mudanças. “Antes, quando havia escassez em uma parte do mundo, era possível utilizar os excedentes de outros lugares. Agora, as sobras diminuíram por causa da necessidade em se produzir biocombustíveis, como é o caso do milho nos Estados Unidos”, afirma Rabbinge.
Há uma queda drástica nos estoques de grãos com a maior demanda da Índia, China e União Européia para o uso desses em programas de combustíveis. Segundo as recentes estimativas do Conselho Internacional de Grãos, com sede em Londres, a produção mundial gira em torno de 1,6 bilhão de toneladas, enquanto a demanda atinge 1,8 bilhão de toneladas.
“Ainda não está claro se esta situação é temporária. Em todo caso, a carência não deixa de ser explosiva em longo prazo”, disse Niek Koning, da Universidade de Wageningen. Segundo o economista, a atual crise alimentar do mundo deixa claro que a política de produção de biocombustíveis na luta contra o efeito estufa, talvez não seja o melhor caminho. O especialista em economia agrícola questiona a queima de grãos, que podem alimentar populações inteiras, nos tanques de gasolina dos ricos proprietários de automóveis do Ocidente.

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