Nesta quarta-feira, a empresa aérea BRA anunciou a suspensão “temporária” de suas atividades, cancelando todos seus vôos e seus 1.100 funcionários entraram em aviso prévio de 30 dias a partir da terça-feira. De acordo com Graziella Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, o sindicato sequer foi comunicado oficialmente sobre a decisão da empresa: “Não sabemos quem está respondendo pela empresa. A gente desconhece quem está no comando”. Ela defendeu a intervenção do Estado para salvar a empresa.
Fundada em 1999 pelos irmãos Humberto e Walter Folegatti, a BRA dedicava-se inicialmente a vôos charter. A partir de 2005, passou a operar em vôos regulares, atingindo neste ano 4,6% do mercado da aviação civil. No final do ano passado, foi tomada por bancos e agiotas estrangeiros agrupados na Brazil Air Partners, sediado nas Ilhas Cayman, que tem entre seus representantes a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga – ex-presidente do Banco Central no governo de FHC e sócio do megaespeculador George Soros. A Brazil Partners Ltd é formada pelo Bank of America, Darby, BBVA, Development Capital, Goldman Sachs, HBK Investments e Millennium Global Investments.
Fundada em 1999 pelos irmãos Humberto e Walter Folegatti, a BRA dedicava-se inicialmente a vôos charter. A partir de 2005, passou a operar em vôos regulares, atingindo neste ano 4,6% do mercado da aviação civil. No final do ano passado, foi tomada por bancos e agiotas estrangeiros agrupados na Brazil Air Partners, sediado nas Ilhas Cayman, que tem entre seus representantes a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga – ex-presidente do Banco Central no governo de FHC e sócio do megaespeculador George Soros. A Brazil Partners Ltd é formada pelo Bank of America, Darby, BBVA, Development Capital, Goldman Sachs, HBK Investments e Millennium Global Investments.
Na época, o dito fundo adquiriu 20% do capital da BRA por R$ 180 milhões com a promessa de novos investimentos, que não ocorreram. Nos últimos meses, a empresa começou a passar por dificuldades financeiras e operacionais, comprometendo a manutenção das aeronaves e o serviço de bordo.
Com o controle da empresa nas mãos, a Brazil Air Partners condicionou realizar investimentos à renúncia de Humberto Folegatti da presidência da empresa, o que ocorreu no início deste mês. Apesar de a legislação brasileira limitar a participação estrangeira na aviação civil, parecer favorável da Advocacia Geral da União, de 13 de fevereiro deste ano, mostra que “a operação consiste no ingresso de investidores estrangeiros no capital da BRA, após sua transformação em uma sociedade por ações e redistribuição de seu capital para refletir o ingresso da BAP Participações, sendo essa última uma holding sediada nos Estados Unidos e controlada integralmente pela holding Brazil Air Partners Ltd., sediada nas ilhas Cayman. Destacam que por força de resultado de Assembléia Geral Extraordinária da BRA, a BAP Participações e a F&F permutaram participações societárias de modo que aproximadamente 16% das ações da BRA passaram a ser detidas pela BAP Participações, além da possibilidade de subscrição integralização de ações da BRA em 15.01.07 e 23.12.07 que conferem à BAP uma participação equivalente a 20% do total das ações ordinárias com direito a voto e 71,8% das ações preferenciais, sem direito a voto, totalizando 45,9% do capital social da empresa, colacionando aos autos fotocópia do Acordo de Acionistas, datado de 11.12/2006, objeto de autuação em apartado revestido de confidencialidade”.
Com o controle da empresa nas mãos, a Brazil Air Partners condicionou realizar investimentos à renúncia de Humberto Folegatti da presidência da empresa, o que ocorreu no início deste mês. Apesar de a legislação brasileira limitar a participação estrangeira na aviação civil, parecer favorável da Advocacia Geral da União, de 13 de fevereiro deste ano, mostra que “a operação consiste no ingresso de investidores estrangeiros no capital da BRA, após sua transformação em uma sociedade por ações e redistribuição de seu capital para refletir o ingresso da BAP Participações, sendo essa última uma holding sediada nos Estados Unidos e controlada integralmente pela holding Brazil Air Partners Ltd., sediada nas ilhas Cayman. Destacam que por força de resultado de Assembléia Geral Extraordinária da BRA, a BAP Participações e a F&F permutaram participações societárias de modo que aproximadamente 16% das ações da BRA passaram a ser detidas pela BAP Participações, além da possibilidade de subscrição integralização de ações da BRA em 15.01.07 e 23.12.07 que conferem à BAP uma participação equivalente a 20% do total das ações ordinárias com direito a voto e 71,8% das ações preferenciais, sem direito a voto, totalizando 45,9% do capital social da empresa, colacionando aos autos fotocópia do Acordo de Acionistas, datado de 11.12/2006, objeto de autuação em apartado revestido de confidencialidade”.
ed. 2618
09 a 13/11/07

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