ENCALHE

novembro 23, 2007

A hecatombe não se concretizará: "Déficit" da Previdência acumulado cai, pela primeira vez desde 1995. E sem imitar o Chile, Giambiagi.

Déficit da previdência cai 70,7% em outubro ante mês anterior
Folha Online
O déficit da Previdência Social fechou o mês de outubro em R$ 2,69 bilhões –número 70,7% menor do que em setembro. Em relação a outubro do ano passado, o déficit caiu 15%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Previdência Social, que destacou ser a primeira vez na série iniciada em 1995 que um resultado acumulado registra recuo.
No mês passado, a arrecadação líquida da previdência foi de R$ 11,71 bilhões. Já as despesas fecharam o mês em R$ 14,4 bilhões.
De acordo com o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, a forte queda no déficit em outubro ocorreu porque, em setembro, as despesas da previdência foram “atípicas”, devido ao pagamento antecipado de metade de 13º salário.
No acumulado do ano, o déficit da Previdência Social é de R$ 38,98 bilhões. Em relação aos dez primeiros meses do ano passado, houve queda de 0,5%. Até outubro, a arrecadação líquida foi de R$ 110,45 bilhões, enquanto as despesas fecharam em R$ 149,43 bilhões.
Schwarzer destacou a queda do déficit acumulado no ano em relação ao mesmo período do ano passado.
“Há uma tendência que a gente consiga equilibrar e até inverter o déficit anual”, disse Schwarzer, ao afirmar que essa é a perspectiva para o longo prazo.
22/11/2007

novembro 21, 2007

Amigo Giambiagi: desocupa logo a cadeira e vai trabalhar lá com os "investidores" e "cabeças de planilha" que estão mais afinados contigo.

Filed under: BNDES, Conversa Afiada, Fábio Giambiagi, IPEA, Márcio Pochmann, PSDB/ DEM — Humberto @ 4:05 pm
Petistas rebatem críticas a demissão no Ipea
Parlamentares da bancada petista na Câmara classificaram como “improcedentes e paranóicas” as versões sobre a demissão de quatro pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Segundo os parlamentares, a alegação de que os pesquisadores estão sendo demitidos por fazerem críticas à política econômica do governo Lula é falsa. “O próprio presidente do Ipea, Márcio Pochmann, antes de ser nomeado para o cargo, escreveu artigos criticando o rumo da política econômica do governo e nem por isso teve o seu nome vetado”, afirmou o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP).
Berzoini disse que o presidente Lula não só gosta de receber críticas à política econômica, como também adota mudanças sugeridas, quando viáveis. “Nenhuma política econômica está isenta de ser criticada. O governo Lula gosta de receber críticas, quando procedentes”, afirmou. A saída dos pesquisadores vem sendo classificada como “expurgo” por setores da oposição e da imprensa. “É absolutamente improcedente e paranóica essa avaliação”, acrescentou Berzoini.
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) disse que a saída dos pesquisadores não configura “caça às bruxas”, mas é inaceitável que o Ipea seja contaminado por interesses tucanos. “Não podemos permitir a partidarização do Ipea, que é um instituto de grande soberania e confiabilidade. Quem tem que reclamar de perseguição é o governo, que pagou por um trabalho que atende ao interesse da oposição”, disse Ferro, ao lembrar que dois pesquisadores – Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho – estavam no Ipea em função de um convênio com o BNDES, para fazer um trabalho que ainda não foi entregue. Segundo Ferro, os dois pesquisadores estavam partidarizando o instituto, por fazerem um trabalho voltado para a agenda neoliberal tucana.
Ipea - Márcio Pochmann, negou, em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, que a saída dos pesquisadores configure um “expurgo”. De acordo com Pochmann, os pesquisadores Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho são servidores do BNDES e trabalhavam no Ipea por meio de um convênio que acaba no início do próximo mês. Já os pesquisadores Gervásio Castro de Rezende e Régis Bonelli são aposentados e foram convidados a sair em função de irregularidades em seus contratos.
“Fico profundamente ofendido com o uso do termo de ‘expurgo’ porque isso afeta a minha carreira profissional. Sou um acadêmico com mais de 20 anos de pesquisas, mais de 30 livros publicados, uma centena de artigos publicados cientificamente. Seria um profundo equívoco alguém que vem da universidade censurar os colegas”, disse Pochmann.
Os pesquisadores Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho têm até o dia 7 de dezembro para entregar um relatório da pesquisa sobre o papel do BNDES no desenvolvimento do Brasil. Esse trabalho foi o motivo do convênio entre o Ipea e o BNDES. Giambiagi, entretanto, nos últimos tempos tem ocupado espaço na mídia para defender principalmente uma reforma da Previdência Social, nos moldes de países como o Chile, onde foi privatizada.
Informes PT Câmara
20/11/07

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