ENCALHE

julho 5, 2008

Banco americano ajudava grandes bancos de investimentos e financeiras brasileiras a evadir divisas e impostos. PF investiga.

Wachovia é alvo no Brasil de investigação
Folha de S. Paulo
4/7/2008
A divisão do banco americano Wachovia recentemente fechada no país, a Wachovia Securities, estaria sendo investigada pelas autoridades federais brasileiras, segundo a agência Dow Jones. Ela é suspeita de ajudar clientes na evasão de impostos.
O caso da Wachovia Securities faria parte de uma investigação maior da Polícia Federal, envolvendo outros grandes bancos de investimento e instituições financeiras no Brasil.
Na semana passada, a Wachovia avisou aos seus funcionários que encerrou as suas atividades no Brasil. A decisão teria sido tomada para reduzir custos, já que o banco, um dos maiores dos Estados Unidos, foi bastante afetado pela atual crise nos mercados financeiros. Cerca de 80 funcionários foram afetados com a medida, e parte deles, transferida para o escritório no Uruguai.

novembro 8, 2007

País recebe de volta US$ 1,6 milhão desviado pela CC5 criada pelo BC de FHC

Filed under: Banco Central, Banestado, CC-5, evasão de divisas, governo FHC, Gustavo Franco — Humberto @ 3:51 pm
O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, receberá nesta sexta-feira um cheque da Procuradoria de Nova Iorque no valor de US$ 1,6 milhão, liberado pelo tesouro americano como parte do trabalho de recuperação de ativos do Ministério da Justiça. O dinheiro foi transferido aos Estados Unidos por um esquema de lavagem de dinheiro usando o Banestado, debaixo da gestão de Fernando Henrique Cardoso. É a primeira vez que a Justiça brasileira recupera dinheiro enviado ilegalmente para o exterior.
“O esquema Banestado foi a maior lavanderia de dinheiro de que se tem conhecimento no Brasil”, afirmou o secretário. “É um caso inédito de repatriação de ativos para o país e certamente apenas o início de uma série de autorizações que vamos obter junto à justiça de outros governos”, disse.
Romeu Tuma vai receber a primeira parcela, de um total de cerca de US$ 20 bilhões remetido ilegalmente ao exterior no esquema. Segundo o secretário, tramitam no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) cerca de 200 processos relacionados ao Banestado. Os envios foram feitos por meio de contas CC5 – contas abertas no Brasil por pessoas físicas ou jurídicas que moram no exterior – além de transferências de “dólar-cabo”, um meio de compensação entre dois países que não deixa registro no sistema bancário. As CC5 foram criadas no governo de FHC.
HORA DO POVO
ed. 2618
09 a 13/11/07

novembro 6, 2007

Polícia Federal derruba mais um esquema de evasão de divisas. "Bancos suíços abriam contas para clientes brasileiros", diz comunicado da PF.

PF combate esquema de evasão de divisas organizado por bancos suíços
São Paulo - Cerca de 280 policiais federais foram mobilizados para cumprir hoje (6) 20 mandados de prisão e 44 ordens de busca e apreensão, com o objetivo de “desarticular esquema organizado por instituições financeiras suíças dedicadas à prática de crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro”, segundo comunicado da Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo.
Autorizada pela Justiça após um ano e meio de investigações, a Operação Kaspar 2 ocorre nos estados de São Paulo, Bahia e Amazonas. Os mandados de prisão e de apreensão foram expedidos pela 6a Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo, especializada em crimes financeiros. Segundo o comunicado da PF, trata-se de um “esquema criminoso em que bancos abriam contas numeradas e codificadas para as quais clientes brasileiros enviavam dinheiro sem origem utilizando-se da intermediação de doleiros”. De acordo com a Polícia Federal, as contas numeradas dificultam a identificação de seus titulares pelas autoridades brasileiras.
Alguns envolvidos no esquema, segundo a PF, utilizavam-se dos doleiros para o pagamento de fornecedores no exterior, em muitos casos, em razão do subfaturamento de importações.
As ordens de prisão são temporárias, válidas por cinco dias. Segundo a PF, os investigados responderão pelos crimes de gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, formação de quadrilha e funcionamento de instituição financeira sem autorização do Banco Central. As penas para esses crimes poderão chegar a 40 anos de prisão, no total.
Agência Brasil
06/11/07

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