ENCALHE

julho 3, 2008

Pesquisa revela descrença na democracia; lucro de petrolíferas terá maior taxação. México? Venezuela? Zimbábue? Não: na EUROPA!

Filed under: Alemanha, democracia, Europa, impostos e taxas, pesquisas, petrolíferas, Portugal — Humberto @ 1:47 am
Alemães acreditam cada vez menos na democracia
DW, 30.06.08
Um estudo sobre a credibilidade das instituições políticas revelou que um terço dos alemães não acredita na democracia. Metade dos entrevistados não pretende ir às urnas nas próximas eleições parlamentares.
Cada vez mais alemães perdem a confiança na democracia e cogitam não votar nas próximas eleições parlamentares. Um a cada três não acredita mais que a democracia seja capaz de resolver os problemas do país; nos estados da antiga Alemanha Oriental, a porcentagem dos descrentes chega a 53%.
Isso foi o que indicou uma enquete realizada pela Fundação Friedrich Ebert, associada ao Partido Social Democrata, por encomenda do jornal Tagesspiegel am Sonntag.
Quatro de dez entrevistados duvidam de que a democracia ainda funcione. A conclusão que a metade deles tira disso é que não vale a pena votar: um a cada dois não pretende ir às urnas em 2009 para eleger o novo Parlamento alemão.
Descrédito não apenas entre classes mais baixas
Com auxílio do Instituto Polis/Sinus, de Munique, a fundação social-democrata tenta investigar as razões de tal comportamento. “Temo que um terço das pessoas já tenha descartado a democracia”, declarou Frank Karl, da Fundação Friedrich Ebert ao jornal berlinense.
Na verdade, essa descrença se manifesta sobretudo entre os desempregados e beneficiários da ajuda social. O estudo realizado com 2,5 mil cidadãos alemães revelou, no entanto, que a crença no sistema político diminuiu dramaticamente de uma maneira geral.
“Isso significa que muita gente teme uma queda social e passa a responsabilizar o sistema por isso”, opina o cientista social. “O fracasso pessoal se transforma em afastamento do Estado.”
Apenas 62% dos alemães se sentem tratados de forma justa, enquanto um a cada quatro (26%) reclama e se sente tratado injustamente, resume o jornal.
Reflexo do declínio da social-democracia
A enquete também revela uma crescente descrença em um futuro melhor. Apenas 31% são otimistas em relação ao próximo ano. O resto teme perdas financeiras ou um declínio social.
As instituições mais afetadas por essa perda de confiança são os grandes partidos políticos, na opinião de Frank Karl. “Eles devem mostrar lealdade ao sistema e assim já deixaram de atingir pelo menos um terço da população”, analisa ele.
Em entrevista ao diário Die Tageszeitung, o funcionário da Fundação Friedrich Ebert se mostrou chocado com o resultado. “O mais assustador para mim é o fato de apenas um quarto dos entrevistados ter mostrado disposição de defender nossa ordem social. Um a cada cinco não moveria uma palha para defender a democracia.”
Na opinião de Karl, a confiança na democracia na Alemanha está intimamente ligada ao funcionamento do Estado social: “Quando as pessoas passam a ter a impressão de que este deixou de funcionar, aumenta a dúvida no sistema como um todo”.
Muito dessa descrença Frank Karl atribui à incapacidade dos grandes partidos alemães em contextualizar as reformas sociais pelas quais o país vem passando há anos. Fato é que a grande maioria acha que as reformas não podem continuar nessa velocidade.
Agências (sm)
Imposto sobre os mais-valias das empresas
Correio da Manhã, 02.07.08
Nova taxa sobre lucros das petrolíferas
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quarta-feira que está a ser estudada a criação de uma taxa a aplicar sobre as mais-valias das empresas petrolíferas. O objectivo é obter receita para ajudar as famílias mais carenciadas.
“Pretendemos taxar as reservas das petrolíferas para ter uma fonte de receitas para ajudar as famílias com mais necessidades”, anunciou o Chefe de Governo em entrevista à RTP.
A taxa seria aplicada em sobre o “lucro excessivo” das empresas petrolíferas, já que Sócrates não prevê a possibilidade de baixar o imposto sobre os combustíveis. Mas admitiu que “bem gostaria de reduzir o peso do imposto sobre a gasolina”.
ECONOMIA VAI ABRANDAR
As perspectivas económicas para o próximo ano não são optimistas. Sócrates afirmou esperar um abrandamento, mas recusou que a crise possa significar uma “ruptura iminente”.
“A nossa economia vai passar por um abrandamento, como todas as europeias e dos Estados Unidos, mas o nosso dever é enfrentar com coragem, determinação e ânimo as dificuldades que vamos enfrentar este ano e no próximo”, afirmou na entrevista conduzida por Judite Sousa e José Alberto Carvalho.
“Acho que vamos passar por dificuldades sérias, atingindo todos os sectores da economia. Este ano cresceremos muito menos do que esperávamos”, admitiu, responsabilizando a conjuntura internacional pela crise.
O primeiro-ministro mostrou-se ainda satisfeito por ter descido o IVA num ponto percentual, de 21 para 20 por cento, negando estar arrependido. “Não me arrependo de ter descido o IVA. Pelo contrário, tenho orgulho nisso. São cerca de 200 milhões de euros que ficam na economia portuguesa”, afirmou, considerando que agora há “mais razões para baixar o IVA do que há uns meses atrás”.

maio 27, 2008

A Amazônia é nossa!! E o Ártico, a quem pertence??

Deutsche Welle, 27.05.08

Continente Ártico pode ter um quarto das reservas mundiais de petróleo e gás natural

Continente Ártico pode ter um quarto das reservas mundiais de petróleo e gás natural

Países vizinhos do Ártico discutem na Groenlândia divisão territorial do continente. Devido às mudanças climáticas, rápido degelo da região polar pode abrir caminho para exploração comercial de suas reservas minerais.
Os cinco países vizinhos do continente Ártico – Rússia, Canadá, EUA, Dinamarca e Noruega – realizam conferência na cidade groenlandesa de Ilulissat, nesta terça e quarta-feira (27 e 28/05), para discutir as controversas pretensões territoriais na região polar.
Embora autônoma, a Groenlândia é parte do Reino da Dinamarca. Isto explica a vizinhança dinamarquesa do Ártico, cujo degelo ocorre mais rapidamente do que previsto nos modelos das mudanças climáticas.
O aquecimento global permitiria uma prospecção mais fácil das reservas minerais da região polar. Cientistas americanos calculam que nela se encontra um quarto das reservas mundiais de petróleo e gás natural.
No Ártico, não existe terra. Há somente gelo e água. A conferência na Groenlândia pretende discutir a quem pertence esta água gelada, que segundo prognósticos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) poderá, até o final deste século, derreter durante o verão polar.

Rússia fincou bandeira de titânio no solo do continente

Rússia fincou bandeira de titânio no solo do continente

Pretensões no continente
Os Estados Unidos enviaram somente uma representante da secretária de Estado Condoleezza Rice, o que levantou a desconfiança do sentido da conferência, afirmam críticos.
Mas depois que, no ano passado, um parlamentar russo fincou de um submarino uma bandeira de titânio do seu país sob o Oceano Ártico a mais de 4 mil metros de profundidade, nações com pretensões no continente ficaram mais atentas à questão.
Até agora, tais países têm os direitos exclusivos de exploração somente dos recursos naturais encontrados dentro das 200 milhas de águas territoriais. Assim determina a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Um Estado pode, no entanto, estender parte destas pretensões para além das 200 milhas.
Cordilheira de Lomonossov
Somente quem conseguir provar que a região para além das 200 milhas faz parte de sua plataforma continental, terá o direito de explorar seu subsolo, diz Alexander Proelss, especialista em Direito do Mar da Universidade de Kiel, no norte da Alemanha.
Pesquisadores russos consideram a possibilidade da existência de 10 bilhões de toneladas de petróleo e gás natural na assim chamada Cordilheira de Lomonossov, que se estende da Groenlândia à Sibéria Oriental, passando justamente pelo Pólo Norte.
Todos os países, principalmente a Rússia, mas também o Canadá e a Dinamarca, desejam provar que a Cordilheira de Lomonossov é um prolongamento natural de sua plataforma continental, explica Proelss.
Discussão de décadas
Isto só pode ser provado, no entanto, através de prospecções que são muito difíceis e dispendiosas de fazer, já que os blocos de gelos se movimentam com uma velocidade de dois metros por hora, impedindo que um navio de perfuração fique no mesmo lugar. Até agora, prospecções para provar a quem pertence a cobiçada Cordilheira de Lomonossov ficaram sem resultados.
A decisão sobre quem deve explorar o solo ártico será tomada pela Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações Unidas. Até 2014, os países interessados devem enviar os resultados de suas pesquisas à comissão da ONU.
A discussão em torno da posse do Ártico deverá durar ainda várias décadas, afirma Proelss. Muitos especialistas e parte da mídia não acreditam em soluções pacíficas para a questão e falam de uma nova “Guerra Fria”. Alexander Proelss descarta, no entanto, tal possibilidade.
“Não vejo perigo de uma nova Guerra Fria, porque o limite das diversas esferas de interesse é canalizado, por um lado, pela Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU, por outro, pelo compromisso de cooperação dos Estados vizinhos do Ártico e, em terceiro lugar, pelo trabalho de diversos órgãos, como o Conselho Ártico”, explica Proelss.
LEIA MAIS:
Países banhados pelo Ártico discutem posse da região , BBCBrasil

maio 12, 2008

Eu disse "não tem arroz, comam batatas". Mas certifiquem que não são transgênicas. É o que a Europa está fazendo.

Milhos, inseticidas e batata transgênica são barrados na Europa

Portal do Consumidor
9/5/2008
A indústria de biotecnologia sofreu mais um revés na última quarta-feira (7), com a decisão da Comissão Européia de pedir à sua agência de segurança alimentar para que analise novamente três cultivos geneticamente modificados, dois de milho e um de batata. Os três produtos estavam para receber a aprovação definitiva, o que não acontece para um cultivo transgênico na Europa há 10 anos.
A decisão é um voto de desconfiança no sistema europeu de aprovação de transgênicos e levanta sérias preocupações sobre a habilidade da agência de conferir a segurança dessas plantações. E também mostra que as autoridades européias estão começando a ter sérias dúvidas sobre a segurança de plantações transgênicas. Especialistas e instituições internacional, como a Organização Mundial de Saúde e o Instituto Pasteur, têm levantado dúvidas sobre os efeitos desses cultivos no meio ambiente e na saúde das pessoas.
A Agência Européia de Segurança Alimentar terá que rever os seguintes itens:
- Opinião prévia sobre a segurança da batata geneticamente modificada (da Basf) depois das preocupações levantadas por instituições internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Instituto Pasteur e a Agência de Medicina Européia. A batata transgênica contém um gene que lhe dá resistência a certos antibióticos que são relevantes para a saúde humana e animal.
- Avaliação prévia sobre duas variedades de milho transgênico, criados para produzir seus próprios inseticidas. Apesar da grande controvérsia científica sobre a segurança de transgênicos inseticidas, a Agência de Medicina afirmou que ambas as variedades em questão eram seguras. A Agência então reconheceu que era incapaz de determinar os impactos ambientais indiretos e de longo prazo. No mês passado, a Comissão Européia concordou que a Agência precisaria pelo menos dois anos para desenvolver sua capacidade de avaliar esses impactos dos transgênicos.
O Greenpeace e a ONG Amigos da Terra (Europa) querem que a Agência seja reformada, para assegurar que suas opiniões sejam científicas e imparciais. A agência tem poucos funcionários e carece de especialistas apropriados para cumprir suas obrigações legais na avaliação dos riscos dos transgênicos na Europa.
“O resultado do debate na Comissão Européia é um claro indício de que a Agência não inspira confiança”, afirmou Marco Contiero, diretor da campanha de Transgênicos do Greenpeace Europa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
Para acessar o site Agência Estadual de Notícias do Paraná, clique aqui.

Membros do glorioso DEVO tinham o corpo batatoso. Uma aberração neo-transgênica!!

fevereiro 5, 2008

Plebiscito: população será consultada sobre fechamento de aeroporto na Capital

Filed under: aeroportos, Alemanha, Alemanha nazista, Berlim, Europa — Humberto @ 5:28 pm
Berlim poderá fazer plebiscito sobre fechamento de Tempelhof
DW
03.02.2008
O fechamento do antigo aeroporto central da capital em outubro de 2008 parecia ser fato consumado. Agora, uma petição bem-sucedida pode forçar o governo a realizar um plebiscito para consultar a população da cidade.
Há tempos que se observa uma resistência constante dos habitantes de Berlim ao fechamento completo do aeroporto Tempelhof. De acordo com pesquisas conduzidas pela imprensa local na época da decisão judicial sobre o futuro do aeroporto no ano passado, cerca de 75% dos berlinenses gostariam de mantê-lo em funcionamento e apenas 22% aprovam seu fechamento completo. Uns 40% afirmaram que gostariam que o aeroporto fosse aproveitado pelo menos para vôos corporativos ou médicos.
Quando Friedbert Pflüger, líder da bancada da União Democrata Cristã (CDU) na capital, convocou os cidadãos a assinar uma petição de protesto com o objetivo de forçar o governo de coalizão de esquerda a repensar sua política, eles não hesitaram em fazê-lo. Na última quinta-feira (31/01), duas semanas antes do prazo final, a petição já havia obtido as 170 mil assinaturas necessárias para justificar a realização de um plebiscito.
Especialistas alertam, no entanto, que o referendo não tem força legal e não pode forçar o governo a mudar de estratégia. O prefeito da cidade, o social-democrata Klaus Wowereit, já avisou que não mudará seus planos para o aeroporto.
A declaração causou indignação em diversos políticos, que defendem que um plebiscito bem-sucedido deveria manter o aeroporto aberto – pelo menos, até que terminem as obras de construção do novo Aeroporto Internacional Berlim-Brandemburgo (BBI).
Velhos tempos
Embora ainda esteja em funcionamento, o aeroporto Tempelhof, um amplo complexo arquitetônico nazista situado ao sul da região central da capital, já tem a aura de uma cidade-fantasma, onde visitantes podem ter uma idéia de como voar era uma aventura nos velhos tempos, quando as pessoas ainda vestiam suas melhores roupas para viajar.
Mas Tempelhof também possui um passado notório, tendo sido usado pelos Aliados para suprir os habitantes da cidade com alimentos e outros bens necessários durante o bloqueio soviético de 1948.
Atualmente, de lá decolam apenas alguns vôos corporativos de pequeno porte e uma ponte aérea para Bruxelas. Mas até mesmo estes serão cancelados a partir de outubro, quando o aeroporto fechará definitivamente suas portas para dar lugar ao BBI, onde hoje fica o aeroporto Schönefeld.

janeiro 25, 2008

Transgênicos: na Europa, são usados na alimentação de rebanhos e olhe lá.

Filed under: Alemanha, alimentação, Ciência, Europa, meio ambiente, Monsanto, OGMs, transgênicos — Humberto @ 12:41 pm
DW
24/01/08
Transgênicos são ainda raros nos supermercados alemães
Apesar de todo o alarde de defensores e adversários da manipulação genética, a probabilidade de encontrar um tomate ou batata transgênica num supermercado alemão é, até o momento, mínima.
Quando o assunto é alimentação, a polêmica é garantida, em especial no tocante a produtos modificados geneticamente. Durante dois anos, os partidos que compõem a coalizão de governo em Berlim debateram sobre a obrigatoriedade de etiquetação de produtos transgênicos e o cultivo de plantas modificadas geneticamente. Na sexta-feira (25/01), a nova legislação será votada no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.
Para o consumidor alemão, a mais importante mudança é que ele passará a ser informado se os animais dos quais ele se nutre foram criados com plantas transgênicas. Ovos, leite e carne passarão a conter a informação correspondente em suas etiquetas.
Afinal, será que muitos dos produtos alimentícios oferecidos nas prateleiras e frigoríficos dos supermercados foram submetidos a mudanças genéticas? Tanto os críticos como os defensores da tecnologia genética dão freqüentemente a impressão de que ela é onipresente. Uns recorrem a esse argumento para pleitear regras mais rigorosas; outros justamente para alegar que as restrições não adiantam nada, já que os produtos transgênicos seriam inevitáveis.
Mesmo que as áreas cultivadas com plantas transgênicas aumentem por toda parte, sua porcentagem não é ainda tão grande como podem sugerir certos debates a respeito do assunto. Em 2006, elas perfaziam 102 milhões de hectares, o que não chega a 6% de todas as áreas cultivadas do mundo. Na Alemanha, essa área era no ano passado de 2.700 hectares, ou seja, menos de 0,1% das terras cultivadas.
Mais da metade das áreas com plantações de transgênicos se encontram nos Estados Unidos: 55 milhões de hectares. A tecnologia está também bastante difundida no Canadá, na Argentina, no Brasil, na China e na Índia, mas pouco se impôs até agora na Europa.
“A utilização das sementes transgênicas, que são mais caras, só vale a pena em regiões com lavouras grandes”, esclarece Heike Moldenbauer, da BUND, uma ONG de proteção ao meio ambiente e à natureza. Nesses casos, as plantas, que são resistentes a pragas, reduzem a necessidade de mão-de-obra e o risco de perdas na colheita, vantagens que pesam menos no caso de plantações de menor porte.
Alemanha importa mais do que cultiva
A tendência se verifica também na Alemanha, onde o cultivo de transgênicos é mais difundido no leste do país, em que as propriedades rurais são mais amplas – uma herança dos coletivos agrícolas da era socialista. Segundo os registros do Departamento Federal de Defesa do Consumidor e de Segurança Alimentar, os agricultores de Brandemburgo, Saxônia e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental são os que mais apostam em sementes modificadas geneticamente.
Ainda que a Alemanha permita a importação de numerosas plantas transgênicas, a única que pode ser cultivada no país é o milho MON 810. No restante do mundo, muito mais espécies são cultivadas através de sementes geneticamente manipuladas, sobretudo o milho, a colza, algodão e soja.
Mas o produto não vai diretamente para o prato do consumidor: 80% da colheita é utilizada como ração. Desde que foi proibido – pelo menos na União Européia – alimentar os animais com restos dos abatedouros e com farinha animal, os agricultores europeus recorrem de preferência à soja transgênica como ração animal, por ser um produto barato.
Portanto, quem quiser ter certeza de não estar consumindo transgênicos, precisa prestar especial atenção aos derivados animais, como ovos, leite e carne. Os 20% restantes da colheita de transgênicos são utilizados na produção de têxteis. Ou seja, a probabilidade de encontrar um tomate transgênico ou batatas modificadas geneticamente num supermercado alemão é – até o momento – muito pequena.

Leila Knüppel (lk)






Siemens entre lucros bilionários e escândalos pendentes

Filed under: Alemanha, escândalos, Europa, multinacionais, Siemens — Humberto @ 12:35 pm
DW
24.01.2008
Há quem tema ainda haver muito por debaixo dos panos da Siemens. As irregularidades reveladas custarão pesadas multas. Entretanto, os lucros são impressionantes. Acionistas entre o horror e a esperança.
As notícias sobre os lucros bilionários da Siemens atraem ainda mais a atenção para as denúncias de pagamentos ilícitos dentro da empresa. Os custos do escândalo já alcançam 1,5 bilhão de euros. Uma soma que poderá se multiplicar com a ameaça de multas bilionárias partindo dos Estados Unidos, entre outras.
Apesar de todas as crises internas, a Siemens conseguiu lucrar 6,5 bilhões de euros no último trimestre, graças a avanços operacionais e à venda da fornecedora de eletrônica de automóveis VDO à Continental AG. No mesmo período do ano anterior, seus lucros se limitaram a 788 milhões de euros.
Por outro lado, a Siemens realizou, entre 2000 e 2006, “pagamentos duvidosos” na ordem de 1,3 bilhão de euros, em diversos de seus segmentos. A soma de 449 milhões de euros gasta, sem comprovação, no setor de comunicações desencadeou o escândalo.
Números imponentes
“Estamos indo em frente, bem e estáveis”, declarou o presidente Peter Löscher nesta quinta-feira (24/01), em Munique. Motivos de preocupação são, contudo, o departamento de técnica de transporte – que atravessa problemas com os bondes Combino – e o de produção de energia – até há pouco rica fonte de faturamento.
Os números do primeiro trimestre do ano fiscal 2007–2008 (30 de setembro) superaram os prognósticos dos analistas econômicos. O resultado operacional cresceu 16% em relação a 2006, alcançando 1,7 bilhão de euros, e a venda da VDO elevou o lucro líquido a 5,4 bilhões de euros.
O total do faturamento chegou a 18,4 bilhões de euros (+10%) e o volume de encomendas a 24,2 bilhões de euros (+9%). “A Siemens tem um forte potencial de crescimento”, assegurou Löscher. O mercado de valores premiou os respeitáveis números com picos de cotação de até 5%, estando as ações da Siemens cotadas em cerca de 86 euros.
Danificando imagem de 160 anos
Durante a assembléia geral da Siemens nesta quinta-feira, representantes dos acionistas criticaram duramente a liderança da empresa. “A imagem conquistada ao longo de 160 anos está maculada”, comentou Daniela Bergdolt, da Associação Alemã de Proteção aos Proprietários de Ações (DSW).
Através do próprio procedimento, a multinacional colocou sua credibilidade em jogo, acrescentou. “Lá vai a Siemens, escorraçada pelas ruas pela imprensa como um vagabundo e a empresa se mostra totalmente indefesa.”
O presidente da Sociedade de Proteção dos Investidores de Capital (SdK), Harald Petersen, lembra que a Siemens só admitiu aquilo que já se sabia. “Ela só reagiu quando nada mais era possível.” Ambos os representantes dos acionistas condenam a divulgação dos fatos em pequenos fragmentos, sendo impossível avaliar a extensão total do escândalo ou o que poderá vir à luz.
Confiança em Löscher e no futuro
A DSW e a SdK repreenderam a diretoria da Siemens e se recusaram a desobrigá-lo, como seria esperado, ao fim da assembléia geral. Somente o novo chefe do grupo, Peter Löscher, foi excluído das críticas.
“Até o momento se pode crer que o senhor agirá de acordo com o que diz. Confiamos no senhor”, declarou Petersen. A advogada Daniela Bergdolt descreveu assim a situação: “Agora a Siemens tem a chance de se erguer das cinzas, como a fênix”.
Parte dos diretores, acionistas e funcionários do consórcio dividido entre lucros promissores e um histórico recente de crises também prefere apostar no futuro, esperando uma virada para melhor. “Vivenciamos uma confusão de sentimentos, entre o horror e a esperança”, sintetizou Manfred Meiler, da Associação de Funcionários Acionistas, durante a assembléia. (av)

novembro 12, 2007

Oficial: CIA cruzou secretamente o espaço aéreo espanhol 50 vezes. Trasladando abduzidos para Guantánamo SPA, fizeram escala 11 vezes no país ( ESP )

Filed under: Espanha, Europa, Guantánamo, vôos secretos da CIA — Humberto @ 1:36 pm
Medio centenar de vuelos a Guantánamo pasaron por España entre 2002 y 2007
AENA revela al juez que al menos 11 aviones hicieron escala en bases españolas
Casi medio centenar de aviones, en su mayoría militares, han cruzado el espacio aéreo español con destino o procedentes de la base estadounidense de Guantánamo (Cuba), verdadero agujero negro del derecho internacional, donde la Administración Bush recluye a los prisioneros de su guerra global contra el terrorismo. Al menos una decena de estos aviones hicieron escala en las bases españolas de Rota, Torrejón de Ardoz (Madrid) y Morón de la Frontera (Sevilla). Un total de 22 de estos vuelos se produjeron en el mandato de José María Aznar, y 25, en el de José Luis Rodríguez Zapatero.
Así consta en la documentación que el organismo público Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea (AENA), dependiente del Ministerio de Fomento, ha enviado al juez de la Audiencia Nacional Ismael Moreno, quien investiga los vuelos de la CIA, utilizados para trasladar personas secuestradas o ilegalmente detenidas.
La información remitida de AENA, a la que ha tenido acceso EL PAÍS, es novedosa porque el Gobierno nunca la trasladó al Parlamento, a pesar de que debía disponer de ella y se han celebrado varios debates parlamentarios sobre este asunto. Cuando el ministro de Asuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, informó a la comisión correspondiente del Congreso, en noviembre de 2005, sólo mencionó un vuelo a Guantánamo, el que realizó en abril de 2004 un avión Gulfstream IV que hizo escala en Tenerife camino de Bucarest (Rumania). Moratinos se limitó a informar sobre escalas de aviones sospechosos en Baleares y Canarias, que había difundido la prensa, especialmente Diario de Mallorca.
Posteriormente, el Gobierno dio respuesta a los informes exhaustivos del Consejo de Europa y del Parlamento Europeo – ante cuya comisión de investigación compareció Moratinos en septiembre de 2006 -, pero sin aportar los datos de AENA. De hecho, la Comisión de Exteriores del Congreso acordó por unanimidad en abril de 2006 solicitar al Gobierno “la elaboración de un informe detallado en el que se incorporen todas las nuevas informaciones en su poder” sobre los vuelos de la CIA. El informe no llegó al Parlamento.
La documentación de AENA revela que en 2002 hubo ocho vuelos con origen o destino a Guantánamo que sobrevolaron España; siete en 2003; 12 en 2004; nueve en 2005; nueve en 2006; y dos en 2007, hasta febrero. Los que hicieron escala en aeropuertos españoles fueron 11: seis en Rota (Cádiz); dos en Morón de la Frontera (Sevilla); dos en Torrejón de Ardoz (Madrid) y uno en Tenerife Norte.
Además de los jets privados fletados por la CIA e identificados por el Consejo de Europa (Gulfstream IV y V y Boeing 737), la mayoría de los vuelos corresponden a aviones militares de transporte de gran capacidad, como el C-17 Globemaster, con más de cien plazas, el C-141, el DC-10 o el K35R de reabastecimiento en vuelo. También figura un B-743 de la compañía saudí Saudia que este año voló de Guantánamo a Casablanca. El lugar donde con más frecuencia recalaron los aviones fue Incirlik (Turquía), escala para los vuelos hacia o desde Afganistán e Irak.
La existencia de vuelos a Guantánamo desde las bases de Rota, Torrejón y Morón la reveló EL PAÍS el 12 de febrero a partir de los registros de control de tráfico aéreo de Portugal. Estos datos son los que llevaron al juez Moreno a preguntar a AENA. Sorprendentemente, este organismo asegura que no dispone de información de dos de los vuelos citados por Portugal: el Morón-Guantánamo, de enero de 2002, y el Rota-Guantánamo, de abril de 2005. En cambio, confirma cinco de las escalas en bases españolas citadas por el país vecino y añade seis más.
La falta de información en torno a estos vuelos es, en todo caso, notable. AENA incluye en la lista algún vuelo que en teoría no toca Guantánamo -como un Rota-Bagram (Afganistán)- y reconoce en algún caso que el destino es desconocido.
Cuando informó al Congreso, en noviembre de 2005, Moratinos se mostró convencido de que todas las escalas de aviones militares de EE UU en bases españolas, al amparo del convenio bilateral, se habían realizado “de acuerdo con la ley”. Sin embargo, España nunca ha inspeccionado los aviones de EE UU en Morón, Rota y Torrejón, hasta el punto de que el manifiesto de carga que se presenta a las autoridades no suele incluir una lista de pasajeros. En la reforma del convenido bilateral pactada en 1992 por Aznar con Bush se renunció a preguntar por “el tipo y la finalidad de la misión” de los aviones en tránsito por España.

MIGUEL GONZÁLEZ
12/11/2007
EL País

novembro 8, 2007

O esperado nunca acontece

PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
A valorização cambial pode pôr em risco o dinamismo da economia e ressuscitar a vulnerabilidade externa
ESTAMOS entrando provavelmente em uma nova fase da economia internacional. Pela primeira vez, a China e a Índia são os países que mais contribuem para o crescimento mundial, segundo estimativas do FMI. A participação dos países em desenvolvimento no PIB global vem aumentando de maneira contínua. Países como China, Rússia, Brasil e Índia estão adquirindo uma importância econômica e política gradualmente maior. Nem sempre os países desenvolvidos encaram essas mudanças com tranqüilidade. As velhas potências econômicas, embora ainda dominantes, estão em processo de declínio relativo aparentemente inexorável. O seu comportamento é cada vez mais defensivo e protecionista. Não querem abrir espaço para os que vêm de baixo. Os países do G7 (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá) ainda respondem por 40% do PIB mundial, mas sua participação tende a diminuir. São países economicamente maduros, basicamente acomodados e satisfeitos, com populações estacionárias ou cadentes. O crescimento demográfico que ainda conseguem registrar resulta, freqüentemente, dos fluxos de imigrantes legais ou ilegais provenientes da América Latina, da África ou da Ásia. Atualmente, os países do G7 abrigam apenas 11% da população do planeta. Os países em desenvolvimento, 85%. Na crise financeira recente, as economias emergentes desempenharam um papel estabilizador, compensando os efeitos recessivos oriundos dos EUA e da Europa. Tumulto financeiro no Norte e -quem diria?- relativa calma no Sul. Como dizia Keynes, “the expected never happens; it is the unexpected always” (o esperado nunca acontece; é o inesperado sempre). Quem poderia prever que uma grave crise financeira nos EUA e na Europa teria, pelo menos em uma fase inicial, repercussões tão modestas na periferia do sistema internacional? Enquanto as velhas potências se debatem com surpreendente fragilidade financeira, países como o Brasil estão assoberbados por influxos excessivos de capital que, quando não são neutralizados ou contidos, contribuem para a valorização da moeda nacional, solapando a competitividade externa. O que está por trás dessa relativa tranqüilidade dos emergentes é o grande progresso que esses países fizeram em termos de redução das suas vulnerabilidades financeiras. As contas públicas e os sistemas financeiros nacionais foram fortalecidos. Houve um notável ajustamento das contas externas. Em boa parte do mundo emergente, os balanços de pagamento tornaram-se superavitários e as reservas internacionais aumentaram de forma expressiva. Com algum atraso, o Brasil acompanhou essa onda e está hoje em posição razoavelmente confortável. Mas atenção: não há muito espaço para complacência. A situação internacional pode se complicar. Se a economia americana entrar em recessão, se a crise financeira no Norte se agravar, é pouco provável que países como o Brasil saiam ilesos. Por isso, é essencial deter a valorização cambial, que vem produzindo efeitos cada vez mais claros nos setores de “tradeables” e nas contas externas brasileiras. A valorização não é inevitável. Uma combinação de abrandamento da política monetária, com intervenções cambiais esterilizadas e controles sobre a entrada de capitais, pode ser suficiente para enfrentar o problema. Se ele não for enfrentado, estaremos colocando em risco o dinamismo da economia e ressuscitando o problema da vulnerabilidade externa.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR., 52, escreve às quintas-feiras nesta coluna. Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago).
pnbjr@attglobal.net

Folha de São Paulo – 8/11/2007

outubro 4, 2007

A Europa e o FMI

Filed under: Brasil, comércio internacional, EUA, Europa, FMI, Paulo Nogueira Batista Jr — Humberto @ 5:15 pm
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.
Folha de São Paulo
4/10/2007

Pelo menos no FMI, os europeus ocidentais são atualmente a principal fonte de resistência a mudanças

NO BRASIL, há um certo equívoco sobre os europeus ocidentais. O brasileiro pensa que europeu é mais flexível, socialista, esclarecido etc. Os Estados Unidos levam o grosso da má fama de imperialistas, prepotentes etc., principalmente durante o governo George W. Bush. A Europa é boa de marketing. É a conclusão a que estou chegando depois de seis meses aqui em Washington. Pelo menos no FMI, os europeus ocidentais constituem atualmente a principal fonte de resistência a mudanças. São os defensores mais fervorosos do status quo. A Europa Ocidental, liderada pela França, pela Alemanha, pela Itália e pela Inglaterra, detém uma posição superprivilegiada no FMI, que remonta à criação da instituição logo depois da Segunda Guerra Mundial. Desde o início, em 1946, o cargo máximo da instituição, o de diretor-gerente, foi sempre ocupado por um europeu ocidental, em razão de um acordo tácito com os EUA, que ficaram com o direito de indicar o presidente do Banco Mundial. O Fundo teve nove diretores-gerentes europeus até agora. Dominique Strauss-Kahn, que acaba de ser eleito, será o décimo europeu ocidental e o quarto francês a ocupar o posto. Além disso, a Europa Ocidental quase sempre ocupou a presidência do Comitê Monetário e Financeiro Internacional – o comitê de ministros e presidentes de bancos centrais que discute e define, entre outros aspectos, a agenda e as prioridades do FMI. Desde a sua criação em 1974, esse comitê foi presidido por 12 europeus ocidentais, às vezes por períodos longos. A única exceção à regra foi o Canadá, que presidiu o comitê em três ocasiões, por períodos curtos. A eleição do novo presidente desse comitê foi concluída ontem e o resultado será divulgado provavelmente amanhã. Basta? Não, de modo algum. A União Européia (UE) comanda 7 das 24 cadeiras da diretoria-executiva do FMI. A Europa tem um total de oito, se contarmos a cadeira da Suíça, que não faz parte da UE. A Espanha reveza com a Venezuela e o México no comando de uma outra cadeira. Em determinadas épocas, portanto, a Europa Ocidental tem 9 das 24 cadeiras da diretoria! Por último, mas não menos significativo: os 27 países da UE concentram nada menos que 32% dos votos totais do FMI -quase o dobro do percentual dos EUA, que é de 17%! Atualmente, as oito cadeiras comandadas por europeus ocidentais (UE + Suíça) controlam 36% dos votos totais. O Brasil, em aliança com outros países, está lutando por vários caminhos para alterar esse quadro e aumentar os votos e a voz das nações menos desenvolvidas. Como o meu espaço está acabando, tenho que deixar para outra ocasião a explicação do que o Brasil está fazendo de concreto para tentar mudar o FMI. Hoje, só acrescento o seguinte: as forças são muito desiguais. E os europeus, montados nos seus privilégios e na sua grande superioridade numérica, não parecem dispostos a fazer grandes concessões. Como o rei da Pérsia Xerxes 1º, os europeus ocidentais poderiam exigir a nossa rendição pura e simples, ameaçando: “Somos tantos que as nossas setas cobrirão a luz do sol”. E nós, como os 300 de Esparta, responderíamos: “Melhor, combateremos à sombra”.

PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 52,
Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago). pnbjr@attglobal.net

agosto 20, 2007

Fantasma do extremismo de direita não abandona Europa

Filed under: Europa, imigrantes, nazismo, neonazismo, racismo — Humberto @ 7:28 pm

Tentativas de levar à frente marchas neonazistas ocorreram em várias localidades pequenas do país. Em Mügeln, na Saxônia, 50 jovens perseguiram e feriram oito indianos durante festa popular.
Apesar de uma proibição que vale para todo o território alemão, grupos neonazistas tentaram levar a cabo manifestações em várias localidades do país, por ocasião dos 20 anos de morte do líder nazista Rudolf Hess, braço direito de Hitler. Segundo informaram autoridades de Magedeburg, um policial ficou ferido num posto de gasolina da cidade de Halberstadt, ao ser atacado com chutes e garrafas por dez jovens skinheads. Em várias cidades de pequeno porte do país, houve reações de protesto contra a ameaça de marchas neonazistas. Na última sexta-feira e sábado (17-18/08), foram apreendidos vários adesivos referentes aos 20 anos da morte de Hess.
Em Müngeln, no estado da Saxônia, oito cidadãos indianos foram perseguidos durante uma festa popular e ameaçados por um grupo de aproximadamente 50 alemães, em sua maioria jovens. Segundo informações da polícia local, os indianos procuraram abrigo em uma pizzaria.
Os tumultos deixaram um saldo de 12 feridos, entre estes os oito indianos perseguidos e dois policiais, que tentavam conter os agressores. Segundo o diretor da polícia da Saxônia, Bernd Merbitz, a agressão pode ter tido motivos xenófobos. Testemunhas relatam que curiosos ao redor aplaudiram os agressores e não defenderam os perseguidos. Segundo informa o semanário Der Spiegel, a polícia local sabia que um grupo de neonazistas havia planejado uma visita à festa pública no dia.

Detenções na Dinamarca
Na Dinamarca, a polícia condenou neste domingo (19/08) o líder de uma facção neonazista (legalizada no país), Jonni Hansen, a dez dias de prisão por ter atacado policiais. No dia anterior, Hansen havia participado, em companhia de aproximadamente 100 extremistas, de uma marcha em homenagem a Rudof Hess. Nos arredores de Pattburg, na fronteira teuto-dinamarquesa, a polícia impediu 50 extremistas de direita alemães de entrarem na Dinamarca para participar da manifestação neonazista.
Centro em construção

Também neste fim de semana, a mídia do norte alemão noticiou a intenção do partido extremista NDP de criar uma centro de formação em Anklam, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Segundo um jornal da região, a prefeitura da cidade deve se reunir em caráter de urgência nesta segunda-feira (20/08), a fim de tomar providências contra a criação do centro. Em fins de julho passado, correram boatos de que o partido extremista havia adquirido um terreno nos arredores de Berlim, destinado à construção de um centro neonazista.
Atrocidades na Rússia
Na Rússia, atrocidades veiculadas em um vídeo – em que dois homens são mortos tendo bandeiras com suásticas ao fundo – causou a indignação da opinião pública. Segundo o título do material que circulou pela internet, um dos homens vinha do Tadjiquistão e outro do Dagestão, república russa localizada na região do Cáucaso. Enquanto o caso é investigado no país, autoridades divergem a respeito da autenticidade do material. Organizações de defesa dos direitos humanos acreditam, porém, que a execução das vítimas tenha realmente ocorrido. “O vídeo é uma provocação”, observa Alexander Verchovski, diretor do centro Sova. O ativista não descarta a possibilidade de que ações extremistas no país sejam executadas sob a influência do serviço secreto.
O número de delitos praticados por extremistas de direita e nacionalistas cresceu sensivelmente na Rússia nos últimos meses. De janeiro a julho deste ano, 310 pessoas foram vítimas de ataques racistas ou neonazistas – 22% a mais do que no mesmo espaço de tempo do ano anterior. Destas vítimas, 34 morreram em consequência dos ataques. Principalmente em Moscou e São Petersburgo aumentou o número de delitos praticados por grupos nacionalistas. Indiferença da população
As vítimas são, em sua maioria, membros de minorias étnicas de pele escura, como tadjiques ou tártaros, muitos deles operários da construção civil ou trabalhadores da área de gastronomia. Os ataques costumam acontecer nas ruas ou metrôs das cidades e muitas vezes causam a indiferença da população. Tornou-se comum ver pedestres desviando o olhar, ao observar como extremistas maltratam algum estrangeiro. Segundo estimativas de especialsitas, existem hoje na Rússia aproximadamente 150 organizações de extrema direita, reunindo em torno de 60 mil skinheads. (sv)

DW






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