ENCALHE

junho 28, 2008

Conheçam o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis

Quem somos e o que fazemos
Com a publicação deste primeiro volume do relatório “O Brasil dos Agrocombustíveis – Impactos das lavouras sobre terra, meio e sociedade”, o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis da Repórter Brasil deu início a um projeto de fôlego que, por dois anos, investigará os efeitos causados pelas culturas utilizadas na produção de agroenergia sobre o meio ambiente e os homens e mulheres do campo. O trabalho, dividido em três relatórios por ano, avaliará os impactos – socioeconômicos, ambientais, fundiários, trabalhistas e sobre populações indígenas e tradicionais – das
culturas da soja e da mamona (volume 1, baixe), do milho, algodão e palmas (volume 2), e da cana e do pinhão manso (volume 3). No último relatório de cada ano, será realizada uma análise cruzada tratando de todas as culturas e das interações entre elas.
O tema dos agrocombustíveis ganhou notoriedade nos últimos anos devido à crescente demanda por energia no mundo. A preocupação com a questão energética está na ordem do dia, e a busca por alternativas aos combustíveis fósseis ganhou peso na agenda de governos, empresas, academia, movimentos sociais e organizações não-governamentais. No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a questão da agroenergia como uma das principais bandeiras de seu mandato, rivalizando em importância com o combate à fome. Lula tem viajado a diversos países para divulgar o tema, assinou protocolos de cooperação com várias nações, e tem lutado em fóruns internacionais para transformar os agrocombustíveis em commodities no mercado mundial, com o objetivo de abrir um novo nicho para a agricultura brasileira.
O protagonismo mundial no setor da agroenergia almejado pelo Brasil trará mudanças tanto na ocupação das terras agriculturáveis, quanto na destinação de diversas lavouras no país. Oleaginosas que hoje ocupam grandes extensões, como a soja ou o algodão, poderão se expandir, e o redirecionamento da produção para a indústria de biodiesel tende a produzir alterações em seu mercado tradicional. Já a febre mundial do etanol tem trazido ao Brasil investidores estrangeiros em número crescente, e as perspectivas de aumento do mercado interno e internacional do álcool combustível estão levando a uma expansão exponencial da área plantada de cana, assim como da construção de usinas. Há também apostas no crescimento e na abertura de mercado para culturas ainda marginais, como a mamona, o girassol, o dendê, o babaçu e o pinhão manso, o que poderá interferir no planejamento produtivo tanto dos setores do agronegócio, quanto da agricultura familiar. Por tudo isso, optamos por nominar de agrocombustíveis o que amplos setores econômicos e políticos preferem chamar de biocombustíveis. A escolha, também comumente feita por parcela expressiva dos pesquisadores universitários, movimentos sociais e outras entidades da sociedade civil, visa reforçar o vínculo que aquela opção energética tem com a agricultura.
Este projeto de investigação também consolida a abertura de uma nova frente nas atividades da Repórter Brasil, organização que se notabilizou nacional e internacionalmente pela sua atuação no combate às formas contemporâneas de escravidão e na promoção do trabalho decente. Diante da perspectiva do aumento do uso da terra para a produção de energia, a Repórter Brasil entende que o projeto de justiça social e desenvolvimento sustentado do campo, no qual atua, enfrentará novos desafios, demandando o aprofundamento do entendimento deste novo paradigma.
Valendo-se da experiência de cinco anos na produção dos únicos estudos de cadeia produtiva do trabalho escravo no país, realizado pela Repórter Brasil entre 2003 e 2007, a equipe do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis (CMA) adotou uma metodologia de pesquisa que inclui o estudo de bancos de dados de comprovada credibilidade, entrevistas com pesquisadores, acadêmicos, consultores independentes, proprietários rurais, empresários, integrantes do governo e lideranças de ONGs e de movimentos sociais, e investigações de campo.
No processo de elaboração do primeiro relatório, que analisou os impactos das culturas da soja e da mamona, o CMA percorreu cerca de 19 mil quilômetros de estradas nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pará, Ceará, Bahia, Piauí e Maranhão, além do Paraguai. A equipe espera que esse trabalho seja útil para movimentos sociais, organizações não-governamentais, associações de moradores de regiões atingidas, sindicatos de trabalhadores e de empresários, órgãos governamentais, instituições de pesquisa e a mídia brasileira e internacional, para ampliar o entendimento sobre os impactos causados por essas culturas no Brasil – passo fundamental para a implantação de alternativas eficazes à exploração predatória da terra, do meio e da sociedade.
EQUIPE:
Marcel Gomes (coordenador)
Aloisio Milani
Maurício Monteiro
Spensy Pimentel
Verena Glass

Faltam informações sobre impactos da agroenergia, avaliam dirigentes sociais

junho 3, 2008

Quem nunca comeu calorias, quando come, leva o mundo à beira da destruição total!!!

Matérias-primas mais caras e demanda disparam inflação mundial
Folha Online, 09.04.08
“Os preços mais altos das matérias-primas, tanto alimentícias quanto energéticas, acentuados pela forte demanda dos países emergentes, tem provocado aumento da inflação no mundo.
Os preços dos cereais explodiram e o petróleo é vendido acima dos US$ 100 o barril –nesta quarta-feira,
atingiu recorde aos US$ 112,21 –, afetando fortemente a maioria das economias do planeta e o poder aquisitivo das populações.
A grande responsável por estas altas dos preços é a demanda crescente dos países emergentes, com economias em crescimento que necessitam de matéria-prima para alimentar sua produção. A oferta mundial, limitada por recursos ou capacidade de produção, não consegue suprir essa demanda, o que gera tensões nos mercados internacionais e eleva os preços.
Seguindo os passos das matérias-primas, a inflação também começa a bater recordes no mundo, retirando o poder de compra da população. As tensões sobre os preços são particularmente sensíveis nos países em desenvolvimento, onde as famílias dedicam maior parte dos salários para a compra de comida e de combustível. (…)”
Difícil ler essas coisas, sem que surjam mais perguntas, que nos levarão a mais questionamentos. O trecho acima – e eu não vou me dar ao trabalho de ler o restante – , pelo menos uma idéia contida nela, me fez lembrar aquela ironia do Paulo Henrique Amorim: O PAC FAZ MAL À SAÚDE. Ou seja: os países emergentes estão levando o mundo à destruição, devido a seu excesso de consumismo. Onde já se viu? Já dizia o correto ditado: “Quem nunca comeu melado…”.
Quer ver uma coisa? Você acharia bom que o kilo de arroz no supermercado custasse R$ 0,50? Antes de responder, pense no que diria o produtor de arroz, sobre ele produzir o alimento a um custo tal que permitisse ao consumidor final no varejo pagar os cinquenta centavos. Talvez a história de “produzir comida cada vez mais e mais barato” seja um embuste que não considera as “Leis de Mercado” e os interesses dos agentes.
Que as pessoas ( provavelmente mais chineses e indianos, além de uns brazucas ) estejam consumindo mais alimentos, é uma informação a ser comemorada. Mas é justo dizer que isto seja a causa da aludida falta de alimentos e de seu consequente encarecimento, do jeito com está sendo exposto?
Não sei explicar direito o que me vem à cabeça, mas siga com a leitura:
Secretário de Agricultura do Paraná alerta: oligopólio de fertilizantes encarece alimentos
AEN/ PR, 12.05.08
“O pouco número de empresas que produzem fertilizantes aumentou o preço do produto em mais de 50% só este ano, o que vem causando um repasse de custos inaceitável na produção de alimentos. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, durante audiência pública na Assembléia Legislativa, onde defendeu a necessidade de o Brasil discutir os 15 anos de privatização do setor e encontrar soluções alternativas para ampliar o fornecimento do insumo. (…)”
Ora, vejam. O secretário de Agricultura do Paraná traz um dado que merece nosso interesse: em 5 meses, houve um reajuste nos preços dos fertilizantes de cerca de 50%!!
Mas há outras informações excelentes: há, no mercado, um baixo ( “pouco” ) número de empresas que produzem fertilizantes. Um cartel, portanto. Aliás, me parece que o Brasil já foi, até os longínquos anos 90, um produtor de fertilizantes, sem precisar recorrer a importações massivas do produto. O ideal seria pesquisar a respeito. Sei – meio vagamente – que havia empresas estatais, ou subsidiárias das maiores, tipo Petrobrás, com esta função, e acabaram entrando na lista de degola das privatizações. Poderíamos, agora, refletir um pouco sobre a necessidade ou não de um país possuir uma empresa estatal estratégica, para a produção de defensivos, fertilizantes e outros, e que fosse um instrumento de equilíbrio na cadeia de produção agrícola.
Pois o artigo publicado na Folha Online não cogita a existência de um cartel de insumos a determinar os preços de elementos necessários para a produção dos alimentos, e que este seja também um responsável pela crise de abastecimento.
O artigo abaixo pode ser considerado altamente esclarecedor. Talvez haja um ou outro ponto de maior complexidade mas, de um modo geral penso eu, descreve bem a situação. Os grifos e destaques que surgirem são meus:
“Agrocombustíveis e produção de alimentos
ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA
“E as conseqüências, para a produção de alimentos no Brasil, da expansão da cana-de-açúcar nos últimos 15 anos, quais são?
A RELAÇÃO entre a expansão dos agrocombustíveis e a produção de alimentos ganhou a agenda política internacional. A agricultura mundial continua passando por transformações profundas. O avanço da “comoditização” dos alimentos e do controle genético das sementes que sempre foram patrimônio da humanidade foi acelerado.
Dois processos monopolistas comandam a produção agrícola mundial. De um lado, está a territorialização dos monopólios, que atuam simultaneamente no controle da propriedade privada da terra, do processo produtivo no campo e do processamento industrial da produção agropecuária. O principal exemplo é o setor sucroalcooleiro.
De outro lado, está a monopolização do território pelas empresas de comercialização e processamento industrial da produção agropecuária, que, sem produzir absolutamente nada no campo, controlam, por meio de mecanismos de sujeição, camponeses e capitalistas produtores do campo.
As empresas monopolistas do setor de grãos atuam como “players” no mercado futuro das Bolsas de mercadorias do mundo e, muitas vezes, têm também o controle igualmente monopolista da produção dos agrotóxicos e dos fertilizantes.
A crise, portanto, tem dois fundamentos. O primeiro, de reflexo mais limitado, refere-se à alta dos preços internacionais do petróleo e, conseqüentemente, à elevação dos custos dos fertilizantes e agrotóxicos.
O segundo é conseqüência do aumento do consumo, mas não do consumo direto como alimento, como quer fazer crer o governo brasileiro, mas, isto sim, daquele decorrente da opção dos Estados Unidos pela produção do etanol a partir do milho.
Esse caminho levou à redução dos estoques internacionais desse cereal e à elevação de seus preços e dos preços de outros grãos – trigo, arroz, soja.
Assim, a “solução” norte-americana contra o aquecimento global se tornou o paraíso dos ganhos fáceis dos “players” dos monopólios internacionais que nada produzem, mas que sujeitam produtores e consumidores à sua lógica de acumulação.
Certamente, não há caminho de volta para a crise, pois, no caso norte-americano, os solos disponíveis para o cultivo são disputados entre trigo, milho e soja. O avanço de um se reflete inevitavelmente no recuo dos outros. Daí a crítica radical de Jean Ziegler, da ONU (Organização das Nações Unidas), que classificou o etanol como “crime contra a humanidade”.
É no interior dessa crise que o agronegócio do agrocombustível brasileiro quer pegar carona no futuro fundado na reprodução do passado. O governo está pavimentando o caminho.
Por isso, a questão dos agrocombustíveis e a produção de alimentos rebatem diretamente no campo brasileiro. A área plantada de cana-de-açúcar na última safra chegou perto de 7 milhões de hectares e, em São Paulo, onde se concentra mais de 50% do total, já ocupa a quase totalidade dos solos mais férteis existentes.
Em meio à expansão dos agrocombustíveis, uma pergunta se faz necessária: quais foram as conseqüências, para a produção de alimentos no Brasil, da expansão da cultura da cana nos últimos 15 anos?
Os dados do IBGE, entre 1990 e 2006, revelam a redução da produção dos alimentos imposta pela expansão da área plantada de cana-de-açúcar, que cresceu, nesse período, mais de 2,7 milhões de hectares. Tomando-se os municípios que tiveram a expansão de mais de 500 hectares de cana no período, verifica-se que, neles, ocorreu a redução de 261 mil hectares de feijão e 340 mil hectares de arroz.
Essa área reduzida poderia produzir 400 mil toneladas de feijão, ou seja, 12% da produção nacional, e 1 milhão de toneladas de arroz, o que equivale a 9% do total do país. Além disso, reduziram-se nesses municípios a produção de 460 milhões de litros de leite e mais de 4,5 milhões de cabeças de gado bovino.
Embora a expansão esteja mais concentrada em São Paulo, já o está também no Paraná, em Mato Grosso do Sul, no Triângulo Mineiro, em Goiás e em Mato Grosso. Nesses Estados, reduziu-se a área de produção de alimentos agrícolas e se deslocou a pecuária na direção da Amazônia Isso deu, conseqüentemente, em desmatamento. Por isso, a expansão dos agrocombustíveis continuará a gerar a redução da produção de alimentos.
A produção dos três alimentos básicos no país -arroz, feijão e mandioca- também não cresce desde os anos 90, e o Brasil se tornou o maior país importador de trigo do mundo. Portanto, o caminho para a saída da crise e da construção de uma política de soberania alimentar continua sendo a realização de uma reforma agrária ampla, geral e massiva.
ARIOVALDO UMBELINO DE OLIVEIRA, 60, é professor titular de geografia agrária da USP e diretor da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária). Integrou a equipe que elaborou a proposta do Segundo Plano Nacional de Reforma Agrária para o governo Lula (2003).
Fonte: Folha de S.Paulo – 17/4/08 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1704200809.htm)”
Vejam só, eu não estou afirmando coisa alguma ( quem sou eu? ); talvez um simples alerta de que, quando se percebe a vEJA falando sobre inflação, e você sabe ( sem nem mesmo precisar ler a matéria ) que, nas entrelinhas, ela tenta enfiar em nossa goela a impressão de que uma truculenta alta de juros promovida pelo Gabinete do dr. Meirelles seria boa para o Brasil, devemos redobrar a atenção. Pois se, de um limão se fará uma limonada, uma alta de juros – com a desculpa de brecar a inflação “causada pelos alimentos” – poderá não sutir efeito sobre os preços da comida, mas faria a alegria de muito especulador por aí.

maio 28, 2008

…MAS COM GENTE É DIFERENTE

Celso Lungaretti
“Então não pude seguir
valente lugar-tenente
de dono de gado e gente
porque gado a gente marca,
tange, ferra, engorda e mata,
mas com gente é diferente”
(Vandré e Théo, “Disparada”)
Estados policiais sonegam a bel-prazer informações vitais para os cidadãos. Foi o que fez a ditadura militar brasileira, p. ex., com as mortes de trabalhadores rurais intoxicados por defensivos agrícolas e com uma epidemia de meningite, sob pretexto de evitar o pânico.
O primeiro episódio eu acompanhei bem de perto. Trabalhava na agência de comunicação empresarial que, em meados da década de 1970, foi contratada por uma multinacional para abafar as sucessivas ocorrências de envenenamento de cidadãos brasileiros das áreas rurais.
Tratava-se de um contrato tão crapuloso que a conta era integralmente paga pela tal multinacional, mas o trabalho executado em nome de uma associação fantasma de fabricantes de agrotóxicos, criada às pressas para servir de fachada naquela situação.
Coube-me redigir material de imprensa destacando a contribuição que os defensivos agrícolas estariam dando à agricultura brasileira e os prejuízos terríveis que sua eventual proibição acarretaria: fome da população, desemprego no campo, queda das exportações.
Eram textos aparentemente inocentes, mas não o que estava por trás deles: o raciocínio desumano de que, para evitarem-se tais prejuízos, podiam ser relevadas algumas mortes.
Pior ainda era o papel do dono da agência, que se incumbia pessoalmente de falar com os jornalistas influentes, distribuindo subornos e ameaças veladas. Repugnava-me vê-lo elogiar a si próprio por haver conseguido sustar a publicação de uma notícia que já descera para a gráfica de um grande jornal. “Eu parei as rotativas”, dizia, vangloriando-se para empresários interessados nos seus serviços.
Participar dessa empreitada foi a primeira grande desilusão de minha carreira jornalística. Muitas outras haveria, com os interesses econômicos prevalecendo sobre o bem comum e eu nada podendo fazer para remediar a situação, sob pena de ficar com o mercado de trabalho totalmente fechado para mim.
Então, graças à censura sobre a imprensa e aos mecanismos de persuasão dos poderosos, o povo brasileiro deixou de ser informado dos riscos que corria quem utilizasse agrotóxicos e das mortes por envenenamento sucedidas em todo o País.
A tal multinacional, que jamais ousaria proceder de forma tão leviana no 1º mundo (ao não investir no treinamento adequado dos usuários de seus produtos), conseguiu apagar o incêndio: ministrou rapidamente os cursos que deixara de promover antes e não arcou com as multas astronômicas que lhe seriam aplicadas em qualquer país no qual o governo cumprisse os deveres assumidos com os governados.
De quebra, indenizou mal e porcamente, por baixo do pano, as famílias das vítimas, que não tiveram como obter reparações à altura da gravidade das perdas que sofreram.
Ficou-me também a impressão de que o êxito da operação de acobertamento se deveu ao fato de que os mortos eram irrelevantes. Se os finados não fossem os coitadezas das zonas rurais, certamente aquelas mortes acabariam tendo maior repercussão.
Estas tristes lembranças me foram evocadas pela leitura do relatório anual de 2008 da Anistia Internacional, que acaba de ser divulgado. Nele, pela primeira vez, o setor canavieiro do Brasil, dedicado à produção do etanol, é acusado de abusos e violações de direitos humanos.
“Trabalho forçado e condições de trabalho exploradoras foram registrados em muitos Estados”, diz o relatório, acrescentando que o Ministério do Trabalho teve de resgatar 288 trabalhadores de seis plantações de cana-de-açúcar em São Paulo, 409 de uma destilaria de etanol no Mato Grosso do Sul e mais de mil reduzidos a condições “análogas à escravidão” na plantação paraense de uma fabricante de etanol.
As ocorrências do último ano foram tão graves que a Anistia Internacional resolveu elaborar um estudo sobre o impacto do crescimento da agroindústria como um todo sobre o respeito aos direitos humanos no Brasil. Além da cana-de-açúcar, os setores madeireiro e de produção de laranja também estão sob investigação.
O relatório ressalta que, caso o Brasil continue tendo um desempenho doméstico tão inferior à defesa que faz dos direitos humanos em termos internacionais, sua credibilidade nessa área será abalada.
Também foi questionada a conivência brasileira em relação às mortes e torturas praticadas por agentes policiais. “As pessoas em comunidades marginalizadas continuam a viver em meio a níveis altos de violência causada tanto por gangues criminosas como pela polícia”, diz o relatório.
Ressalta, neste sentido, que “a polícia do Rio de Janeiro matou 1.330 pessoas em situações chamadas de resistência seguida de morte, o número mais alto em toda a história do Brasil”, manifestando sua preocupação com o apoio de setores do governo federal, inclusive o presidente Lula, a operações “de estilo militarista” no Rio de Janeiro.
O relatório, enfim, é um ótimo alerta para nós: nem os usineiros fazem jus aos louros de novos heróis da Nação, como quer Lula; nem as barbaridades praticadas pelas tropas de elite constituem uma resposta à criminalidade aceitável num país civilizado.
Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

Governador Requião diz em Bonn ( Alemanha ) que agricultura familiar é antídoto à falta de alimentos

AEN/ SP
27/05/2008
O governador Roberto Requião apontou a “monopolização da produção de sementes e insumos agrícolas” como responsável pela “anunciada nova crise mundial de alimentos” em pronunciamento nesta terça-feira (27) em solenidade realizada na Nona Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 9), em Bonn, Alemanha.
“Existe uma incompatibilidade de origem entre um mundo sem fome e um sistema de monopolização do mercado internacional de alimentos e de cartelização da produção de sementes e insumos agrícolas. Os interesses dos povos e dos cartéis são excludentes, inconciliáveis”, afirmou, pouco antes de assinar acordo com o secretário-executivo da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), Ahmed Djoghlaf.
“Não creio que já possamos responsabilizar os biocombustíveis pela escassez — real ou especulativa — dos alimentos”, argumentou o governador, antes de chamar a atenção para o que considera a real causa do problema. “Contam-se nos dedos de uma só mão as traders globais que açambarcam o mercado de alimentos no planeta. E são tantas, ou menos ainda, as que dominam a produção de sementes, notadamente as geneticamente modificadas, e o mercado de defensivos agrícolas”, lembrou.
“Décadas atrás, ouvimos sobre a “revolução verde”, que varreria a fome da face da Terra. Depois, falaram-nos das sementes transgênicas, dos novos defensivos, como solução para a falta de alimentos. Mas a verdade é que vivemos hoje situação pior que há quatro décadas”, expôs o governador.
“Mais que isso, não vemos nas traders de alimentos e sementes um compromisso real com o meio ambiente. Símbolo notável são as sementes geneticamente modificadas, que submetem os agricultores à dependência de suas patentes e contaminam a natureza, sem qualquer precaução, sem a certeza de que o solo, a fauna, a flora e o homem não correm riscos”, disse Requião.
AGRICULTURA FAMILIAR — A escassez de alimentos, argumentou o governador, pode ser resolvida se governantes dedicarem mais atenção aos pequenos agricultores. “É o que estamos fazendo, com sucesso. Pela primeira vez em décadas, o Paraná conteve o êxodo rural. Em vez de perdermos propriedades, estamos vendo aumentar o número delas”, afirmou.
“Por isso, aproveitamos este fórum para anunciar a nossa disposição em transferir para outros países a experiência de apoio à pequena agricultura, assim como a experiência de conciliação da produção agrícola com a preservação do meio ambiente”, acrescentou o governador.
MARINA SILVA — Requião abriu seu discurso na COP 9 homenageando a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. “Venho a esta Conferência ainda entristecido com a saída da companheira Marina. Acredito que este também seja o sentimento de todos aqueles que lutam, resistem e persistem em defesa da vida em nosso Planeta”, falou. “Do novo ministro Carlos Minc, o Brasil e o planeta esperam a mesma firmeza e a mesma inflexibilidade de Marina Silva. Afinal, o que está em jogo é a própria vida”, acrescentou.

maio 14, 2008

Secretário de Agricultura do Paraná alerta: oligopólio de fertilizantes encarece alimentos

AEN/ PR
12/05/2008
O pouco número de empresas que produzem fertilizantes aumentou o preço do produto em mais de 50% só este ano, o que vem causando um repasse de custos inaceitável na produção de alimentos. O alerta foi feito nesta segunda-feira (12) pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, durante audiência pública na Assembléia Legislativa, onde defendeu a necessidade de o Brasil discutir os 15 anos de privatização do setor e encontrar soluções alternativas para ampliar o fornecimento do insumo.
Para Bianchini, a agricultura brasileira está muito dependente de insumos importados derivados do petróleo e, segundo ele, em pouco tempo essa situação não será mais viável.
“Como solução, é preciso que o país crie mais empresas do setor de fertilizantes, sejam estatais ou privadas”, defendeu.
Segundo Bianchini, a Petrobrás deve retirar seus projetos da gaveta e retomar o mercado de insumos agrícolas em nome da soberania nacional.
“Se nada for feito, em breve a sociedade pagará essa conta quando o custo dos alimentos se tornarem ainda mais caros”, alertou.
O secretário sugeriu a ampliação de pesquisas sobre a utilização de insumos, o resgate de técnicas antigas que, com novas matrizes tecnológicas, podem aumentar a eficiência e a competitividade das lavouras como a integração lavoura-pecuária, manejo biológico de pragas, entre outras.
“São técnicas que podem ser repaginadas tecnologicamente e que levam ao cultivo de uma agricultura sustentável”, destacou.
“Para responder ao aumento da demanda mundial de alimentos e para se tornar uma potência na diversificação da matriz energética, o Brasil tem que enfrentar essa situação de extrema dependência da importação de fertilizantes cujo setor está oligopolizado”, ressaltou Bianchini. Atualmente, o Brasil importa cerca de 70% dos fertilizantes que consome, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas do Paraná.
“A preocupação com o oligopólio é que ele mostra a sua cara justamente em anos em que os preços das principais commodities estão em alta, como neste ano”, disse o secretário. As empresas, disse Bianchini, aumentam os preços dos fertilizantes acima das expectativas de inflação.
Para isso, apontou ainda o secretário, as indústrias alegam uma série de fatores como o impacto dos aumentos no preço do petróleo, o crescimento da demanda mundial e a entrada de países emergentes que estão consumindo mais.
“Mas é claro que numa situação onde há pouca concorrência, predominam os índices que elas decidem”, frisou Bianchini.
ALTA – Um levantamento feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento mostra que no período de fevereiro de 2007 ao mesmo mês deste ano, os preços dos fertilizantes subiram 62%, em média no Paraná. Entre os 18 tipos de formulações NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) pesquisadas no Estado, há casos de aumento de 100%, passando de R$ 695,00 a tonelada para R$ 1.390,00 a tonelada.
A fórmula mais barata de NPK, a 4-14-8, fertilizante muito utilizado por pequenos produtores na olericultura, no cultivo de feijão e milho de baixa tecnologia, teve aumento de 50%, passando de R$ 532,00 a tonelada para R$ 798,00 a tonelada.
Esse aumento nos preços dos insumos está provocando impactos no aumento dos custos de produção do milho safrinha e do trigo. Com certeza, também irá impactar os custos de produção da safra de verão 2008/09, informa a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi.
Apesar da queda do dólar de 2004 para cá, o custo da matéria-prima para a formulação do fertilizante subiu muito e passou a pressionar os custos de produção dos principais produtos agrícolas, aponta ainda o levantamento do Deral. Conforme o estudo, o peso dos fertilizantes no custo de produção passou a 12% no caso do feijão, para 25% na produção de milho e 16% na de soja.
“No acumulado de 2000 a 2007, os preços dos fertilizantes subiram mais do que os preços dos alimentos”, disse Bianchini. Ele destacou a disposição da Secretaria da Agricultura do Paraná em firmar parcerias com o governo federal e outras entidades para buscar alternativas para essa situação, desde a necessidade de ampliar a presença de mais misturadoras no País, até convencer a Petrobrás a voltar a investir no setor de fertilizantes.
O secretário destacou ainda a disponibilidade da Seab em discutir novos modelos de agricultura que leve em conta a diversificação e a incorporação de técnicas alternativas para que o País possa aproveitar as oportunidades com o aumento da demanda mundial por alimentos.
“O Brasil tem um papel preponderante na produção de alimentos e precisa ocupar esse espaço com inclusão social, com a preservação da Agricultura Familiar e com a preservação da Amazônia”, finalizou o secretário da Agricultura do Paraná.
FMI: alta do petróleo preocupa mais que a de alimentos
Para além da recessão: No princípio da segunda etapa da crise global

maio 6, 2008

FAO reforça o que este blog sugeriu: não tem arroz, comam batatas!!

Essa é uma das coisas que aprendemos ao ler revistas do tipo “Saúde” ou “Almanaque do Pensamento”. Arroz e batatas costumam fazer parceria no prato dos brasileiros que têm o que comer. Sabe, aquele “arroz, feijão, carne ensopada e batata”. É uma overdose de carboidratos!!

Mas, agora que os chineses e indianos estão sendo responsabilizados pela falta de alimentos no mundo, convém a nós, sulamericanos, fazermos maior uso deste tesouro, outrora desconhecido na Europa ( se não estou delirando, parece que foram os conquistadores espanhóis que levaram o tubérculo para o Velho Mundo, a partir de nosso subcontinente ).
Nós, que temos o que comer com certa regularidade, podemos também reduzir ( mais, né? )nosso consumo de carne, já que grande parte dos alimentos que estão “faltando” são aqueles utilizados na pecuária. Provavelmente para exportação. Se estiver certo, isso significa que os engordurados e gordos do primeiro mundo terão ELES, principalmente, que reduzir seu consumo de carnes.
Quer dizer, não sei se tal atitude surtiria algum efeito nesta crise, já que não entendo muito bem como funciona ESTE TIPO de, digamos, cadeia alimentar. Há muitos agentes envolvidos nesta cadeia de produção, distribuição e consumo. Desconheço o alcance.
Desnecessário afirmar que, em algum lugar do mundo, deve haver aquela cabeça privilegiada e lógica, agradecendo a DEUS por tantos bilhões de pessoas passarem fome, e não tendo perspectivas de que sua situação seja resolvida. Sobra mais comida prá nóis!! O raciocínio é, de certa forma, similar àquele que debitará às citadas e superpopulosas nações em desenvolvimento a causa do aquecimento global e da poluição presentes.
A vEJINHA desta semana traz matéria sobre a alta dos preços em restaurantes. Nada ali para nós, mortais. Mas é interessante saber quais são as algumas das causas, na ótica da revista:
Cito:
- o crescimento mundial de 20% nos últimos 4 anos;
- esta aqui é legal: no MERCADO FINANCEIRO, as commodities ( que é como são chamados os trecos que você põe no prato ) agrícolas tornaram-se alvo de ESPECULAÇÃO. Isso explica a alta de 55% de cereais, legumes e oleaginosas;
- milho e soja são usados para ração ( OBS: Índia e China passaram a comer carne?? De vaca? Na Índia? );
A questão “o tanque ou o bucho” está ficando, digamos, curiosa, quando pensamos nos norteamericanos. Se for verdade, seu álcool de milho é mais caro que o nosso, e torna mais raro este delicioso alimento da mesa do americano. A questão se mostra, então, pior para a nação onde mais se cultua o automóvel. Alguns – talvez vários – países estão impondo barreiras à exportação de seus excedentes, preferindo que estes fiquem disponíveis à suas populações. O que pode complicar ainda mais a situação dos EUA. Os preços dos alimentos importados, que não sejam produzidos suficientemente no país, dispararão ou sumirão, já que não seria mais tão fácil encontrar uma nação disposta a tirar o rango da boca de sua população para vender aos glutões e obesos americanos sob o risco de lhe faltar. Claro que estou passando com uma motoniveladora sobre a super-provável hipótese de que existam governos demasiado pró-americanos, incapazes de deixar os yankees à míngua.
Apesar de eu não ser mais que um curioso, me atrevo a pensar o seguinte, dentro de minhas limitações sobre o assunto:
Os produtores desejam, claro, vender para quem pagar mais. Seja ele um cliente interno ou externo. Os governos que restringirem as exportações – sei lá como fariam isso – deverão completar o preço de acordo com a maior oferta, independente dos preços cotados. Nada impede que alguém queira e possa cobrir um preço cotado a “X”. O produtor, obrigado a vender sua produção a “X”, ficará desgostoso em saber que poderia estar vendendo a “X + 1″. Essa insatisfação poderá levar a conflitos, boicotes, locautes, ocultamento de víveres, pressões de associações de produtores e do agronegócio. A diferença deverá ser coberta, exigirão. E nem estou levando em conta os preços de insumos e demais componentes da produção.
Vejam só a escalada de preços, subordinada às lógicas da “oferta-procura” e “oferta-meios de aquisição { ou simplesmente “meios”}”. Será esta a chance de uma reforma agrária decente ocorrer por aqui?
Ah…já pensei demais sobre isso. Deixa eu ir jantar. Abaixo, uma receita de Pão de Batata, tirada do site CYBERCOOK. Site bem legal, aliás!! Se alguém fizer, me convide. Eu levo o café!
Pão de Batata

Tipo de Culinária: Culinária Popular

Categoria: Pães e Pizzas
Subcategorias: Pães com e sem recheio
Rendimento: 60 porções
- 1 kg de farinha de trigo
- 80 gr de fermento biológico fresco
- 150 gr de açúcar União
- 400 gr de batata cozida(s)
- 30 gr de sal- 100 gr de margarina Qualy Sadia
- 2 unidade(s) de ovo
- quanto baste de leite
Numa bacia ou na batedeira, faça uma esponja com 100 gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água. Deixe descansar durante 15 minutos. Após este descanso, misture todos os ingredientes e faça uma massa bem macia. Espere o crescimento da massa durante 30 minutos. Depois, modele em bolinhas de 70 gramas cada uma, coloque nas assadeiras previamente untadas, espere novamente o crescimento durante uns 40 minutos, aproximadamente, e leve para assar. Temperatura do forno: 200° C.
Observação: Vaporize bem o forno, com água, antes de levar os pães para assar.

abril 27, 2008

Não tem arroz, comam batatas: O Cata-Milho, preocupado com a carestia resultante da substituição de prioridades apresenta tabela de alimentos de época

Não vamos deixar o povão e a classe-média serem incomodados com a decisão salomônica, a qual não estão em condições de resolver: “O carro ou o bucho?”.
Com a produção e comércio de automóveis bombando, quem sou eu para dar uma de “asa negra” e sugerir que talvez não seja uma boa idéia comprar ou trocar de automóvel? Tem gente que não consegue nem fazer o pau subir, se não estiver amparado pela certeza de que mulheres preferem homens motorizados. Portanto, trata-se, também de um problema de impotência amplamente disseminada no país, e não tem elixir ou alimento que dê jeito.
O caso é grave, senhores. Mas lhes ajudarei. Não podemos diminuir a área de plantio de vegetais para a produção de combustível automotivo. Isso está fora de cogitação. Logo, o ideal é mudar de dieta, introduzindo novos produtos alimentícios em sua alimentação, como a cenoura e o nabo. Com o tempo, vocês poderão acabar gostando, e abandonarão de vez o culto religioso do carro, já que sua suposta masculinidade não mais será questão de ter ou não um automóvel. ( A propósito, vejam o vídeo mais abaixo, duma campanha do governo australiano sobre o tabú que acabei de mencionar. Mas está incompleto, pois vincula alta-velocidade e masculinidade, quando o correto é “a simples e ansiosa necessidade em possuir um automóvel” + masculinidade. Isso, quero deixar claro, não é exclusividade de nenhuma classe social, pois Chevette 77 filmado que circula poraí não é bem o carro de quem mora em Higienópolis )
Extraído do site do Jornal de Uberaba ( leia texto integral )
Utilize sempre alimentos de época
“Não se esqueça de que cada alimento tem sua safra. Os alimentos podem ser encontrados em quase todos os meses do ano, mas, na época certa, eles são mais baratos e de melhor qualidade”, explica Juliana.
Janeiro
Abacaxi, Abóbora, Agrião, Ameixa, Batata, Batata-Doce, Berinjela, Beterraba, Caju, Catalonha, Cebola, Cenoura, Couve, Coco Verde, Escarola, Espinafre, Figo, Goiaba, Jaca, Jiló, Laranja Pera, Lima da Pérsia, Limão, Louro, Mamão, Mandioca, Mandioquinha, Manga, Maracujá, Melancia, Melão, Milho Verde, Mostarda, Nabo, Pimentão, Quiabo, Repolho, Uva Itália, Uva Rosada, Uva Niágara, Vagem.
Fevereiro
Abacate, Abóbora, Abobrinha, Acelga, Acerola, Agrião, Batata, , Batata-Doce, Berinjela, Beterraba, Cebola, Caqui, Coco Verde, Couve, Figo, Goiaba, Jiló, Laranja Pêra, , Limão, Maçã Nacional, Mamão, Mandioca, Mandioquinha, Manga, Maracujá, Melancia, Melão, Mostarda, Pêssego, Pimentão, Pinha, Quiabo, Uva Itália e Uva Rosada.
Março
Abacate, Abóbora, Abobrinha, Alface, Banana Nanica, Banana Prata, Batata, Batata Doce, Berinjela, Bertalha, Caqui, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Coco, Coco Verde, Espinafre, Figo, Goiaba, Inhame, Jiló, Laranja Pêra, Limão, Maçã, Mamão, Maracujá, Melancia, Melão, Pepino, Pimentão, Fruta de Conde, Quiabo, Repolho, Salsa, Tomate e Uva Itália.
Abril
Abacate, Abóbora, Alface, Banana Prata, Batata, Batata Doce, Berinjela, Bertalha, Caqui, Cebolinha, Chicória, Chuchu, Coco, Figo, Fruta do Conde, Goiaba, Inhame, Laranja Pera, Laranja Seleta, Limão, Maçã, Mamão, Mandioca, Maracujá, Pepino, Repolho, Salsa, Tangerina, Tangerina Pokan e Vagem.
Maio
Abacate, Abóbora, Alface, Banana Prata, Batata Doce, Berinjela, Bertalha, Brócolis, Caqui, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Chuchu, Coco, Couve-flor, Espinafre, Figo, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Seleta, Limão, Maçã, Mamão, Mandioca, Maracujá, Milho Verde, Nabo, Pepino, Pinha, Repolho, Salsa, Tangerina, Tangerina Pokan, Tomate e Vagem.
Junho
Abacate, Abóbora, Agrião, Alface, Batata Doce, Bertalha, Brócolis, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Chuchu, Coco Seco, Couve, Couve-flor, Espinafre, Fruta do Conde, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Seleta, Limão, Maçã, Mandioca, Maracujá, Milho Verde, Morango, Nabo, Salsa, Tangerina, Tangerina Pokan, Tomate e Vagem.
Julho
Abacate, Abóbora, Agrião, Alface, Mandioca, Banana Nanica, Batata, Batata Doce, Berinjela, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Coco, Couve, Couve-Flor, Espinafre, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Seleta, Limão, Maçã, Maracujá, Milho Verde, Morango, Nabo, Pimentão, Pinha, Repolho, Salsa, Tangerina, Tangerina Murkot, Tangerina Ponkan, Tomate, Vagem.
Agosto
Abóbora, Agrião, Banana, Nanica, Batata, Batata Doce, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Chuchu, Couve, Couve-Flor, Espinafre, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Pera, Laranja Seleta, Maçã, Mandioca, Melão, Milho Verde, Morango, Nabo, Pimentão, Repolho, Salsa, Tangerina, Tangerina, Murkot, Tangerina Ponkan, Tomate, Vagem.
Setembro
Abacaxi, Abóbora, Agrião, Mandioca, Banana Nanica, Batata, Batata Doce, Berinjela, Beterraba, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Chicória, Chuchu, Coco Seco, Coco Verde, Couve, Couve-Flor, Espinafre, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Pêra, Mamão Hawai, Mandioca, Melão, Morango, Nabo, Pepino, Pimentão, Repolho, Salsa, Tangerina Murkot, Tomate e Vagem.
Outubro
Abacaxi, Abóbora, Abobrinha, Agrião,Banana Nanica, Banana Prata, Batata, Batata Doce, Beterraba, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Chuchu, Coco Verde, Couve, Couve-Flor, Espinafre, Inhame, Jiló, Laranja Lima, Laranja Pera, Mamão, Mamão Hawai, Manga, Melancia, Melão, Nabo, Pepino, Pêssego, Pimentão, Repolho, Tangerina Murkot, Tomate, Vagem.
Novembro
Abacaxi, Abobrinha, Agrião, Alface, Banana Nanica, Banana Prata, Batata, Berinjela, Betarraba, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Chuchu, Coco Verde, Couve, Espinafre, Laranja Pêra, Mamão, Mamão Hawai, Manga, Melancia, Melão, Nabo, Pepino, Pêssego, Quiabo, Repolho, Tangerina Murkot, Uva Itália e Vagem.
Dezembro
Abacaxi, Alface, Banana Prata, Batata, Bertalha, Beterraba, Brócolis, Cebola, Cebolinha, Cenoura, Coco Verde, Couve, Espinafre, Figo, Goiaba, Laranja Pêra, Mamão Hawaí, Manga, Maracujá, Melancia, Melão, Pêssego, Pimentão, Quiabo, Salsa, Uva Itália, Uva Rosada, Vagem.

Austrália associa excesso de velocidade a pênis pequeno

Portal G1 - 26/06/07

abril 19, 2008

Crise alimentar atinge o globo

Os mais pobres do mundo se rebelam contra o aumento dos preços do arroz e do trigo. Desde o Haiti até a República dos Camarões, passando pelo Egito pela Indonésia. De acordo com as Nações Unidas, 37 países registram situação de emergência.
Radio Nederland/ Parceria
14/04/08
Estudos da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, mostram que o crescimento na demanda de alimentos por parte de países em desenvolvimento ocorreu de forma paralela a um aumento nos preços. O impacto dos biocombustíveis para a segurança alimentar, no entanto, será um dos temas centrais da 30ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, que inicia neste 14 de abril, em Brasília.
Fome e Guerra
O Fundo Monetário Internacional também se mostrou preocupado com o tema durante reunião da instituição em Washington, no último final de semana. O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que caso os preços continuem subindo, mais de 100 mil pessoas no mundo poderão passar fome. “Das experiências passadas aprendemos que esse tipo de crise pode gerar até uma guerra”, adicionou o diretor do FMI.
A crise alimentar atinge principalmente os países em desenvolvimento, segundo Rudy Rabbinge, especialista em segurança alimentar da Universidade de Wageningen, na Holanda: “Nos países desenvolvidos, a população gasta uma média superior a 12% dos rendimentos na alimentação. Nos países em vias de desenvolvimento, metade do salário se destina à comida. Com o aumento dos preços, as pessoas chegam a gastar três quartos do que ganham para comer. É óbvio que isso causa problemas”.
Causas
A crise alimentar é conseqüência de uma série de fatores. Vários países não tiveram boas colheitas devido à mudança climática. O crescente bem estar na China e na Índia também é um fator importante.
Além disso, o sistema alimentar tornou-se mais sensível a mudanças. “Antes, quando havia escassez em uma parte do mundo, era possível utilizar os excedentes de outros lugares. Agora, as sobras diminuíram por causa da necessidade em se produzir biocombustíveis, como é o caso do milho nos Estados Unidos”, afirma Rabbinge.
Há uma queda drástica nos estoques de grãos com a maior demanda da Índia, China e União Européia para o uso desses em programas de combustíveis. Segundo as recentes estimativas do Conselho Internacional de Grãos, com sede em Londres, a produção mundial gira em torno de 1,6 bilhão de toneladas, enquanto a demanda atinge 1,8 bilhão de toneladas.
“Ainda não está claro se esta situação é temporária. Em todo caso, a carência não deixa de ser explosiva em longo prazo”, disse Niek Koning, da Universidade de Wageningen. Segundo o economista, a atual crise alimentar do mundo deixa claro que a política de produção de biocombustíveis na luta contra o efeito estufa, talvez não seja o melhor caminho. O especialista em economia agrícola questiona a queima de grãos, que podem alimentar populações inteiras, nos tanques de gasolina dos ricos proprietários de automóveis do Ocidente.

abril 18, 2008

Lula diz que comida tem aumentado de preço, não graças ao etanol, mas porque as pessoas estão comendo mais. Mas…

Filed under: alimentos, etanol, EUA, fome e miséria, governo Lula — Humberto @ 3:39 pm
…esqueceu de considerar a crise nos EUA. Com isso, os americanos devem estar comendo menos. Muito menos.

novembro 5, 2007

Fw: Este é um dos custos de sermos alternativa para o mundo – Etanol e Trabalhador na cana de açucar.

“Um aleijado em seu tanque”
Recebi este email hoje, e tive de dar um tempo nas minhas férias em Aspen. Quem sabe agora vocês percebam de uma vez que todo progresso tem seu custo. Não sei se posso escrever o nome da autora, então só deixei as iniciais. Passem adiante e deixem o carro em casa.
Este é um dos custos de sermos alternativa para o mundo
Por C. da C – S.E.R. Cosmopolis
30 de outubro de 2007
Aloisio Cardoso da Silva, 43 anos migrante de Juazeiro do Norte-CE
O açúcar e o álcool tem este custo e o controle de qualidade não registra a quantidade de sangue que foi derramado quando o dedo do meio deste trabalhador caiu, ele pediu para que fosse levado ao hospital mais próximo, mas a ordem do empreiteiro foi que ele não fizesse corpo mole e aguentasse ate a cidade de Capivari.
Isto ocorreu no dia 02/10/07, o trabalhador recebeu os 15 dias da empresa e agora não tem como se garantir até começar a receber do INSS aqui no estado de São Paulo. Ele paga R$220,00 de pensão por mês e não sabe como vai voltar para sua cidade de origem.
E toda cana que cortou foi para a Usina São Francisco? Onde esta o Grupo Cosan?

outubro 6, 2007

Quer acompanhar notícias sobre o trabalho escravo?

Então vou sugerir este site: Pastoral do Migrante.
Cana de açúcar, etanol, “investidores”, direitos trabalhistas, fusões, produção agrícola e afins.
Com esses bacanas do tipo Goldman Sachs, mmm, investindo na produção de etanol aqui no Brasil, associando-se a outros grupos nacionais e estrangeiros na compra de usinas, não vai ser na EXAME ou na VEJA que as consatntes mortes de plantadores e colhedores de cana encontrarão espaço.

setembro 25, 2007

E tome-lhe chibata que nóis precisa de etanol!!!

Anamatra lamenta suspensão das ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel
Secretária de inspeção suspende ações do Grupo por tempo indeterminado, devido às ameaças de parlamentares dirigidas aos auditores fiscais Repórter Brasil
O presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso, lamentou hoje a suspensão por tempo indeterminado de todas as ações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, voltadas ao combate do trabalho escravo no país. A decisão da suspensão foi tomada na última sexta-feira (21) pela secretária de inspeção do trabalho, Ruth Villela, em memorando enviado ao ministro do trabalho e emprego, Carlos Lupi.
“A Anamatra repudia qualquer forma de interferência do poder político na atuação de fiscalização do Grupo Móvel no Brasil, importante instrumento de efetivação dos direitos humanos”, afirmou o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso. O magistrado lembrou também das conseqüências da suspensão das atividades dos auditores fiscais. “O Brasil e a justiça do trabalho perdem seus maiores aliados no combate à grande chaga social, o trabalho escravo”, alertou, lembrando que todos os acusados da exploração do trabalho degradante têm ampla oportunidade de defesa perante a justiça.
Segundo a secretária, Ruth Villela, a suspensão justifica-se em face da necessidade da Secretaria de assegurar aos auditores fiscais do trabalho “um mínimo de segurança e condições para o correto escorreito exercício de suas atribuições, livres da ingerência de fatores estranhos à ação administrativa”. Ainda de acordo com a secretaria, o motivo que levou à decisão foi a desqualificação de uma operação de libertação de escravos por uma Comissão Temporária Externa do Senado Federal e ameaças feitas pela comissão contra os fiscais.
A visita da Comissão – que contou com a participação dos senadores Romeu Tuma (DEM-SP), Flexa Ribeiro (PSDB-BA), Kátia Abreu (DEM-TO), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – aconteceu na última quinta-feira (20), e foi feita à fazenda Pagrisa, localizada em Ulianópolis (PA), palco da maior libertação de trabalhadores da história do país. Lá, no dia 30 de junho, 1.064 trabalhadores da lavoura de cana-de-açúcar foram resgatados pelo Grupo Móvel.
Sobre o Grupo
Coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e com a participação de auditores, procuradores do trabalho, agentes e delegados da Polícia Federal, a ação do Grupo Móvel em todo o Brasil é intensa. Dados do MTE apontam que, entre 1995 (quando o Grupo foi criado) e 2007, mais de 25 mil pessoas foram encontradas em trabalho degradante ou análogo à escravidão no território brasileiro. No total, foram 1.789 propriedades fiscalizadas em 568 operações até hoje.
“As fiscalizações são amplamente documentadas e obedecem a lei, garantindo plena oportunidade de defesa administrativa e judicial para os empregadores rurais em cujas propriedades se encontrem trabalho escravo”, afirma nota de apoio ao Grupo, divulgada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), da qual a Anamatra é integrante, no dia 1 de agosto . “Sem os grupos, a legislação brasileira e as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário não teriam sido aplicadas, e milhares de trabalhadores continuariam reduzidos à condição de escravos”, ressaltou a nota.
Anamatra
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.