ENCALHE

junho 12, 2009

A Surpreendente Concordata da General Motors, por Jasson de Oliveira Andrade

A crise econômica internacional causou a derrocada da General Mortors (GM), que pediu concordata e obrigou o presidente Barack Obama a estatizá-la, ficando com 60% . Para um país que é contra a estatização e defensor da privatização, a medida surpreendeu, mas era inevitável.
No artigo “GM é o espelho para os EUA”, o professor Robert Reich constatou: “Em 1953, a GM era o maior grupo industrial do mundo, um símbolo do poderio americano [ Nesta época, dizia-se: “O que é bom para a GM é bom para os Estados Unidos” ]. A empresa respondia por 3% do PIB do país. Ela era também a maior empregadora dos EUA e pagava aos seus operários sólidos salários de classe média, com benefícios generosos. (…) Hoje, a Wal-Mart é o maior empregador dos EUA. A Toyota é a maior montadora de automóveis, e a GM pediu concordata” (Folha, Dinheiro, 2/6/2009).
O Financial Times, jornal britânico, analisou o que aconteceu com a GM (1908-2009), em artigo sob o título “O fim de uma era nos EUA”. Eis o que disse o jornal: “Não é coincidência o Século Americano ter coincidido com a ascensão e queda da General Motors, que tinha se tornado a maior e a mais lucrativa empresa do mundo quando atingiu a meia-idade. (…) O choque da queda da GM foi amortecido por outros colapsos corporativos espetaculares e outros socorros multibilionários com dinheiro do contribuinte [esta medida era impensável nos Estados Unidos]. Mas, embora a frase “o fim de uma era” tenha ficado gasta ultimamente, ela certamente se aplica neste caso. (…) Se você dissesse a um americano 50 anos atrás que mais carros seriam vendidos na “China vermelha” do que nos EUA e que a GM quebraria e seria salva por dinheiro do governo [americano] em boa parte emprestado de Pequim, ele questionaria sua sanidade.” O jornal termina assim a sua análise: “Poderão existir fabricantes de carros com sede nos EUA daqui a algumas décadas, mas, infelizmente, as mudanças sendo impostas pela nova tutela do Estado são muito suaves, e os rivais asiáticos são mais avançados para permitir que a GM se torne mais do que uma sombra em relação à sua antiga dominação”. Realmente é o fim de uma era nos Estados Unidos!
A derrocada da General Motors me faz lembrar do passado, não muito distante. Naquela época, existiam no Brasil duas correntes. Uma era defensora da estatização. Outra preconizava a privatização. O então presidente Fernando Henrique Cardoso privatizou várias empresas. Aqueles que combatiam essa política eram considerados atrasados, ultrapassados. Era o novo contra o velho, diziam. Atualmente, com a política estatizante dos Estados Unidos, privatistas por excelência, o que esses críticos vão dizer? Que os americanos adotaram a política do atraso? O presidente Barack Obama é um dinossauro, como Roberto Campos designava os que defendiam a estatização? Acho que o fim de uma era dos Estados Unidos foi também o fim de um debate ideológico: privatistas contra estatizantes. E a estatização da General Motors contribuiu para isso, embora o governo Barack Obama tenha prometido devolver a empresa, depois de saneada, à iniciativa privada. Quem pode garantir que no futuro não teremos outras estatizações? Outro fato que merece análise. Nas eleições européias, encerradas em 7 de junho, os conservadores venceram. Entretanto, segundo Giles Lapouge, corresponde do Estadão em Paris, esse resultado é paradoxal. Segundo ele, os governos conservadores “sacudidos pela crise, aplicaram remédios dignos de intervencionistas [estatização] de esquerda”. Sem comentários.
Notícias dão conta que a General Motors do Brasil não será afetada. Tomara!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Junho de 2009

março 7, 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

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