ENCALHE

novembro 16, 2007

O importante é qualidade de vida!!!

Saudita estuprada por gangue é condenada a 200 chibatadas
Frances Harrison
BBC News
16/11/07
Uma corte de apelação na Arábia Saudita condenou uma mulher estuprada por uma gangue a 200 chibatadas e seis meses de prisão por infringir as leis de segregação por sexo do país.
A mulher, 19, parte da comunidade xiita, foi estuprada 14 vezes durante o ataque de uma gangue na região leste do país.
Inicialmente, ela havia sido condenada a 90 chibatadas por violar as leis do país que proíbem qualquer forma de associação entre homens e mulheres não relacionados entre si. Ela tinha estado no carro de um homem desconhecido durante o ataque.
Quando a vítima apelou à Justiça, os juízes encarregados do caso afirmaram que ela teria tentado usar a mídia para influenciar a decisão da corte. Eles decidiram então dobrar a pena e condenar a vítima à prisão.
Os juízes também dobraram a pena dos estupradores – originalmente de cinco anos.
Penalidades
Segundo os jornais sauditas, o estupro aconteceu há um ano e meio numa província do leste do país.
Sete homens da maioria sunita do país foram considerados culpados pelo estupro e condenados a penas de um a cinco anos.
As penas foram dobradas depois do apelo, mesmo assim foram consideradas brandas – o país prevê pena de morte para estupradores.
Os jornais sauditas citaram a declaração de um oficial que afirmou que os juízes decidiram punir a vítima porque ela teria tentado influenciar o poder judiciário pela mídia.
O advogado da vítima foi suspenso do caso, teve sua licença confiscada e enfrenta processo disciplinar.
Bush concede título de aliado antiterrorista à Arábia Saudita
2007/10/19
WASHINGTON (AFP) — George W. Bush certificou a Arábia Saudita como um aliado antiterrorista, semanas depois que uma autoridade do Tesouro criticou duramente a falta de ação do país contra grupos que financiam o terrorismo.
A decisão de Bush ficou explícita em um memorando que a secretária de Estado, Condoleezza Rice, entregou à imprensa. No documento, o presidente pedia que Washington liberasse ajuda para Riad.
“Venho por meio desta, certificar que a Arábia Saudita está cooperando com os esforços para combater o terrorismo internacional e que a assistência proposta ajudará a facilitar este esforço”, disse o presidente.
Este memorando chega pouco depois de o subsecretário de Terrorismo e Inteligência Financeira do Tesouro dos Estados Unidos, Stuart Levey, ter acusado a Arábia Saudita de não perseguir os que financiam grupos terroristas.
Levey disse para a rede ABC que nem uma só pessoa identificada pelos Estados Unidos ou pela ONU como financiador do terrorismo tinha sido perseguida pela Arábia Saudita.
“Se eu pudesse, de alguma forma, cortar o financiamento de um país com o estalar dos meus dedos, este país seria a Arábia Saudita”, disse Levey ao canal um dia depois do sexto aniversário dos atentados terroristas de 11 de Setembro.
“Quando fica clara a evidência de que estes indivíduos financiaram organizações terroristas, e de que fizeram isso com consciência, então devem ser perseguidos e tratados como terroristas, porque o são”, acrescentou Levey.
O ministro das Relações Exteriores saudita, Saud al-Faisal, rechaçou estas declarações, dizendo que as críticas públicas de Levey não coincidiam com os elogios que havia recebido em particular de autoridades americanas.
Tribunal diz que ataque a curdos no Iraque foi genocídio
BBC Brasil
23/12/2005
Um tribunal de Haia, na Holanda, determinou nesta sexta-feira que o assassinato de milhares de curdos no Iraque nos anos 1980 foi um ato de genocídio.
A decisão faz parte do veredicto de um processo contra um empresário holandês, condenado a 15 anos de prisão por ter vendido produtos químicos usados na fabricação de armas pelo regime de Saddam Hussein.
Frans van Anraat foi considerado culpado de cumplicidade em crimes de guerra, num caso sobre o ataque com armas químicas a Halabja, em 1988, em que morreram mais de 5 mil pessoas.
Esta é a primeira vez que um julgamento é realizado em conexão com crimes de guerra cometidos contra os curdos no Iraque e no Irã.
Veredicto
Dezenas de curdos foram ao tribunal para escutar o veredicto.
“A corte considera que está legalmente provado de forma convincente que a população curda preenche os pré-requisitos das Convenções de Genocídio para ser considerada um grupo étnico”, afirma a decisão do tribunal.
“A única conclusão do tribunal é que esses ataques foram cometidos com a intenção de destruir a população curda do Iraque.”
Correspondentes em Haia dizem que o resultado do julgamento não deve ter um efeito direto sobre as acusações que vêm sendo preparadas pela promotoria no julgamento de Saddam Hussein.
Van Anraat, de 63 anos, foi acusado de fornecer matéria-prima para a produção das armas químicas usadas na guerra contra o Irã (1980-88) e contra os curdos.
Os promotores disseram que ele continuou a vender produtos químicos industriais após uma proibição em 1984.
As substâncias formaram a base do gás mostarda lançado no ataque contra a cidade de Halabja, na parte do Curdistâo situada no norte do Iraque.
Van Anraat admitiu ter vendido os produtos, mas negou que soubesse que eles seriam usados com essa finalidade.
O acusado foi preso em 1989 em Milão, a pedido do governo americano.
Ele foi posteriormente solto e fugiu para o Iraque, onde permaneceu até 2003.
Após a invasão liderada pelos Estados Unidos, em março de 2003, Van Anraat voltou à Holanda, onde foi detido em sua casa em Amsterdã em 2004.
Testes de morte
AVANTE!
A guerra sempre serviu como ocasião para investir e testar novas formas de armamento. A ilustração mais sombria na história moderna terá sido o Projecto Manhattan, envolvendo mais de cem mil cientistas, engenheiros e outros técnicos, dispersos em trinta unidades de investigação e produção. Este programa acelerado logrou melhorar a nossa compreensão da energia atómica e torná-la numa arma de guerra. E porque não se podia deixar de demonstrar o resultado de um investimento de cerca de 22,5 mil milhões de dólares (2006), quase 200 mil pessoas morreram em resultado do lançamento das bombas atómicas em Hiroshima e Nagasaki.
Foi também durante a Segunda Guerra Mundial que dois químicos de Harvard desenvolveram o Napalm, ao juntar gasolina aos sais de alumínio dos ácidos nafténico e palmítico, formando um gel incendiário facilmente manuseável. Embora tenha sido usado pelos EUA ainda no final dessa guerra, na Europa e no Pacífico, ou ainda pelas forças militares da Grécia contra as forças comunistas gregas durante a sua guerra civil, o seu uso é geralmente associado à Guerra no Vietname, onde foi usado extensiva e indiscriminadamente. Esta guerra foi também palco da introdução de armas herbicidas, uma forma de arma química, já então proibida pelos Acordos de Genebra. A aplicação destes químicos, incluindo o Agente Laranja, durante uma década, fez muito mais que destruir as plantações da população vietnamita. Afectou a sua saúde e a de milhares de soldados estado-unidenses, causando por exemplo um aumento de incidência de vários tipos de cancro. Embora a Dow Chemical e o Monsanto, companhias produtoras do Agente Laranja, tenham já pago milhões de dólares em compensação a veteranos dos EUA, Austrália, Nova Zelândia e Canadá, nenhum vietnamita recebeu ainda qualquer compensação(1).
O uso de armas químicas precedeu todas estas guerras – o gás mostarda foi usado pelos alemães na frente europeia em 1917 e pelos britânicos contra os bolcheviques em 1919 – e, apesar da Convenção sobre Armas Químicas estar em vigor desde 1998, o seu uso persiste ainda hoje. Os EUA usam fósforo branco, um químico incendiário, no Iraque ocupado, como sucedeu por exemplo na batalha de Falluja em Novembro de 2004. E existem indícios de que Israel faz uso deste químico nos presentes ataques ao Líbano(2).
Evidências
Mas tudo isto são formas de armas antigas. Não andam a testar nada de novo? Um documentário recente, Guerra das Estrelas no Iraque, produzido por Maurizio Torrealta e Sigfrido Ranucci para a RAI(3), revela evidências de que os EUA fazem uso no Iraque de armas de energia dirigida (laser) e micro-ondas: metal derretido, corpos sem cabeça ou membros, ou com apenas as cabeças queimadas, corpos reduzidos em tamanho. Sobreviventes das armas misteriosas afirmam que não ouviram qualquer ruído ou explosão. Não tinham balas ou estilhaços nos corpos.
Interrogado sobre se estas armas experimentais já estavam em condições de serem usadas em combate, o Pentágono respondeu «quando o mundo real intervém recorremos a coisas em fase de desenvolvimento e podemos usá-las. Portanto… não tenho resposta. (…) O General Franks está aberto a novas coisas, e se estão disponíveis, está disposto a usá-las em combate, mesmo antes de estarem completamente testadas». O analista William Arkin estima que os EUA gastam provavelmente 300 a 400 milhões de euros no desenvolvimento deste tipo de armas. Estas armas emitem feixes de electrões, alguns num espectro fora do espectro do visível, têm alcance a longa distância e podem perfurar metal. Contrariamente à maioria das armas convencionais, não usam impacto cinético. Não há uma bala que destrói fisicamente o alvo, mas sim energia, inaudível, possivelmente invisível. Fontes do Pentágono revelam que uma arma laser, conhecida como Zeus, foi já utilizada no Afeganistão. Montadas num veículo móvel (MTHEL(4)), poderiam ser usadas para destruir mísseis e outras instalações. Mas em conjunto com armas acústicas estão também pensadas para actuar contra grupos de pessoas, quer sejam inocentes no Iraque ou um grupo de manifestantes numa cidade ocidental.__________
(1) Um processo legal movido por um grupo vietnamita nos EUA foi rejeitado pelo juiz do Tribunal Distrital em Março de 2005. Um apelo movido mais tarde deverá ter sessão de argumentos no final deste ano.
(2) O Human Rights Watch alerta que Israel tem também feito uso de bombas de fragmentação contra civis Libaneses.
(3) Pode ser visto buscando o nome original, Star Wars in Iraq, em Google Video (http://video.google.com/)
(4) Mobile Tactical High Energy Laser

Turquia ataca curdos na fronteira com Iraque
BBC Brasil
24/10/2007
As Forças Armadas da Turquia realizaram nesta quarta-feira ataques contra o que descreveram como posições de rebeldes curdos na região da fronteira com o Iraque.
Segundo a agência de notícias turca Anatolia, caças destruíram bases curdas nas montanhas em quatro províncias turcas e também trilhas supostamente usadas pelos rebeldes.
Alguns desses caminhos seriam utilizados pelos curdos também para cruzar a fronteira iraquiana, diz a agência.
Os bombardeios se seguiram à morte de 12 soldados turcos em um ataque de rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão, na sigla em curdo), no último domingo.
Relatos anteriores indicavam que a Turquia havia realizado bombardeios contra acampamentos do PKK dentro do Iraque, algo que as autoridades turcas têm ameaçado fazer.
Diplomacia
O presidente da região curda autônoma do norte do Iraque, Massoud Barzani, fez um apelo ao PKK para que abandone sua campanha por mais direitos para os curdos na Turquia.
“Não aceitamos de forma alguma o uso de territórios iraquianos, incluindo territórios da região curda, como base para ameaçar a segurança dos países vizinhos”, disse.
Os Estados Unidos continuam envolvidos em um intenso esforço diplomático para tentar convencer a Turquia a não lançar um ataque no Iraque.
“Estamos preocupados com as emboscadas que têm ocorrido continuamente lá (na fronteira entre Iraque e Turquia) e com os ataques terroristas que estão sendo realizados pelo PKK contra os curdos”, disse a porta-voz Dana Perino, da Casa Branca.
Caracterização de genocídio pelos EUA revolta Turquia
Líderes turcos rechaçaram hoje a decisão de uma comissão parlamentar americana de aprovar um projeto qualificando as mortes de armênios durante a Primeira Guerra Mundial como genocídio.
Apesar da intensa pressão da Turquia e do próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush alertou que o projeto pode prejudicar as relações entre Washington e Ancara, já tensas em um momento no qual a Turquia analisa a possibilidade de invadir o norte do Iraque para reprimir guerrilheiros curdos escondidos na região.
Apesar da intensa pressão da Turquia e do próprio presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes aprovou por 27 a 21 a caracterização. A decisão poderá ser interpretada como insulto pela maioria dos turcos.
“Infelizmente, alguns políticos nos Estados Unidos mais uma vez sacrificaram questões importantes em favor de questões políticas internas, apesar de todos os apelos por bom senso”, disse o presidente da Turquia, Abdullah Gul. Em comunicado, o governo turco afirmou que “não é possível aceitar tal acusação de um crime que não foi cometido pela nação turca”.
A imprensa turca também manifestou sua indignação. O jornal Vatan estampou “27 americanos tolos”, em referência aos deputados que aprovaram o projeto. O Hurriyet publicou “Projeto de ódio”. Os armênios denunciam que 1,5 milhão de seus compatriotas foram mortos em um genocídio sistemático pelo Império Turco-Otomano entre 1915 e 1917, antes da fundação da Turquia moderna, em 1923.
Entenda a polêmica sobre o suposto ‘genocídio’ armênio
Turcos criticam texto legislativo americano sobre “genocídio” armênio
Turquia pede ao Congresso dos EUA rejeição de texto sobre genocídio armênio
Comissão legislativa dos EUA aprova texto sobre “genocídio” armênio
Último Segundo
11/10/2007
American testing of biological and chemical weapons
Rationalrevolution.net
Cidadãos americanos, cobaias involuntárias em pesquisas de armas químicas? ( Em inglês, mas vale dar uma olhada )
Arsenal of Death: What Horrors Will the Future Unleash?
Santa Clarita Valley’s The Signal
29/12/2006

setembro 28, 2007

Paz no campo: 200 e poucos anos depois, Lei do Ventre Livre é conjugada à política agrária, e empresariado rural naturalmente decente teme comunismo

Lupi defende emenda que prevê confisco de terras com trabalho escravo
Ministro recebe comissão de senadores e diz que auditores fiscais só voltarão ao trabalho se não correrem riscos Ministério do Trabalho e Emprego

Brasília, 27/09/2007 – O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, destacou nesta quinta-feira (27) a necessidade de mobilização nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2001, conhecida como a “PEC do Trabalho Escravo”. Ela prevê a expropriação de terras onde for comprovado o uso de mão-de-obra em condições análogas às de escravo. “Estou nessa luta e vou defendê-la permanentemente”, afirmou ele.
Lupi chamou atenção para a importância da matéria após receber uma comissão de seis senadores, dois deputados federais e representantes da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que estiveram na sede do ministério para prestar solidariedade ao Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho Escravo, que suspendeu suas ações desde a última sexta-feira (21).
A paralisação dos auditores fiscais foi um protesto às recentes acusações de alguns senadores, que criticaram a autuação da empresa Pará Pastoril e Agrícola S/A (Pagrisa), localizada em Ulianópolis (PA). Em junho, os auditores libertaram 1.064 empregados – a maioria cortadores de cana-de-açúcar – que trabalhavam em condições degradantes, na maior operação já realizada pelo Grupo.
Questionado pelos parlamentares sobre a retomada das atividades do Grupo Móvel, o ministro assegurou que ela acontecerá após a definição das garantias de segurança aos fiscais. “É preciso entender que há risco de morte. Hoje, a secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Vilela, deve conversar com representantes da Advocacia Geral da União (AGU) sobre esse assunto”, disse.
Visitaram o ministro os senadores José Nery, Fátima Cleide, Siba Machado, Serys Slhessarenko, Inácio Arruda e João Pedro; os deputados Paulo Rocha e Eduardo Valverde; e o presidente da Anamatra, Cláudio Montesso.
PEC - Apresentada em 2001 pelo então senador Ademir Andrade, ela propõe o confisco de terras, sem direito à indenização, em fazendas onde seja comprovado o uso de mão-de-obra análoga à escravidão. As propriedades serão destinadas ao assentamento de famílias para a reforma agrária. Imóveis urbanos em que se flagrem essas atividades também serão desapropriados.
No Senado, a matéria foi aprovada depois de dois anos de tramitação. Na Câmara, passou em primeiro turno, mas ainda depende de aprovação em segundo turno.
ANAMATRA
LEIA MAIS:
1 - Revolução Francesa: Deus está morto e eu fiquei com as terras dele.
2 – Somos um país de Deus ( sem reforma agrária ) ou do Demônio Bestial ( com reforma agrária ) ?
3 – Deus os expulsou da Terra e colocou seguranças na porta para garantir que para lá não retornariam. E assim permanece.
4 – HellStead Act do Sapo Barbudo Lincoln joga os Estados Unidos nas mãos do Capeta e inspira MST!!

setembro 14, 2007

O dedo dos EUA no golpe

Enquanto ações norte-americanas contra a democracia do Brasil vão-se revelando – graças a leis que garantem aos cidadãos americanos acesso a informações de interesse público –, o lado brasileiro continua obscurecido nos arquivos do regime militarO inútil e o desagradável: A classe média católica vai à rua dar aos militares a bênção para o golpe apoiado pela CIA
Igor Fuser

Revista do Brasil
Ed.16 – Setembro/07


O embaixador norte-americano no Brasil em 1964, Lincoln Gordon, passou os últimos 43 anos de sua vida (ele tem 93 e, ainda lúcido, mora numa casa de repouso nos arredores de Washington) negando o envolvimento dos Estados Unidos no golpe que levou os militares brasileiros ao poder. Em 1966, dois anos depois da quartelada de 31 de março, ele declarou em depoimento ao Senado dos EUA: “O presidente (João) Goulart foi derrubado por um movimento puramente, 100%, não 99,44%, mas 100% brasileiro”. Hoje é possível confirmar, com absoluta certeza, aquilo que sempre se suspeitou. A solene negativa de Gordon era uma afirmação – não 99,44%, mas 100% – mentirosa.
As provas de que os EUA conspiraram contra a democracia brasileira tornaram-se conhecidas quando Philip Agee, ex-agente da CIA, contou o que sabia num livro de 1975. Desde a posse de Goulart, em 1962, os dólares de Washington financiavam políticos e jornais de oposição no Brasil, entre os quais o grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand – quase tão poderoso, na época, quanto a Rede Globo na atualidade. Para o presidente John Kennedy, o reformista Goulart era mais perigoso que Fidel Castro. Mais tarde, num “furo” de reportagem em 1977, o jornalista Marcos Sá Correa trouxe a público a Operação Brother Sam, intervenção militar que o sucessor de Kennedy, Lyndon Johnson, pôs em movimento ao ser informado de que tropas brasileiras estavam em marcha contra o governo. O porta-aviões Forrestal e outros 11 navios foram despachados rumo às costas brasileiras, mas deram meia-volta diante da notícia de que os golpistas já controlavam a situação.
A presença do dedo americano no golpe se tornou mais clara a partir de 2004, quando documentos confidenciais começaram a vir a público devido ao fim do prazo legal de sigilo. Telegramas enviados pelo embaixador Gordon insistiam pelo apoio direto aos golpistas liderados pelo general Castello Branco. Quatro dias antes, em 27 de março, Gordon recomendou a seus superiores em Washington que despachassem um submarino com “armas não americanas” destinadas aos militares sublevados. Entre as sugestões do embaixador estava o envio de combustíveis para ajudar no golpe – exatamente de acordo com o pedido feito ao governo norte-americano, segundo se revelou mais tarde, pelo empresário paulista Alberto Byington, em 15 de março. O general Cordeiro de Farias fez o mesmo pedido ao adido militar dos EUA, Vernon Walters.
Segundo o correspondente de O Globo em Washington, João Meirelles Passos, que teve acesso à papelada, Gordon notificou a Casa Branca de que, enquanto as armas não chegavam, adotou “medidas complementares com os recursos disponíveis para ajudar as forças de resistência”. As medidas “incluem apoio encoberto para manifestações de rua (ou seja, as famigeradas marchas das donas-de-casa católicas) e incentivo ao sentimento democrático e anticomunista no Congresso, nas Forças Armadas, nos sindicatos amigos, na Igreja e entre empresários”.
A intervenção direta dos EUA, como se sabe, tornou-se desnecessária. O presidente Goulart abandonou o cargo sem resistir. Mas os documentos mostram que o presidente Johnson estava disposto a ir até as últimas conseqüências para garantir um governo pró-americano no Brasil. Uma fita de cinco minutos, obtida na Biblioteca Lyndon Baines Johnson, registra uma conversa telefônica no dia 31 de março em que ele dá aos seus assessores o sinal verde para o apoio total ao golpe. “Nós simplesmente não podemos agüentá-lo”, enfatizou Johnson, numa referência a Goulart. Na mesma fita, afirma que mobilizou todos os integrantes da sua equipe dotados de “imaginação e esperteza” para garantir que o golpe fosse bem-sucedido. Entre eles, mencionou o secretário da Defesa, Robert McNamara.
Comunicado enviado a Washington pela unidade da CIA no Brasil no dia 30 de março, véspera do levante militar, indica claramente o contato de agentes com os golpistas. O relatório “Planos de conspiradores revolucionários em Minas Gerais” afirma que “uma revolução lançada pelas forças anti-Goulart certamente avançará nesta semana, provavelmente nos próximos dias”. Informa planos militares para uma “marcha em direção ao Rio” e prevê que a “revolução não será resolvida rapidamente e será sangrenta”.
A novela das revelações sobre o papel dos EUA no golpe de 1964 ainda está longe de acabar. O capítulo mais recente veio a público em 15 de julho deste ano, quando a Folha de S.Paulo noticiou a existência de um documento intitulado “Um plano de contingência para o Brasil”, elaborado por dois diplomatas norte-americanos em 11 de dezembro de 1963. Um dos autores é o então secretário executivo do Departamento de Estado, Benjamin Head. O outro é Lincoln Gordon.
As peças do quebra-cabeça vão, aos poucos, se encaixando. Um detalhe triste é que todos os fatos que vêm a público têm origem em fontes dos EUA, onde uma lei garante o direito dos cidadãos às informações de interesse público. O lado brasileiro só será conhecido quando forem abertos, finalmente, os arquivos do regime militar. Um vespeiro? Talvez, mas essa é a nossa história – e temos o direito de conhecer.

setembro 12, 2007

Pra onde foi o dinheiro? Halliburtonduto teria secado 9 bilhões da verba para a "reconstrução" do Iraque?

Filed under: Democracy Now, Estados Unidos, FED, Halliburton, Iraque — Humberto @ 10:07 pm
Como 9 Bilhões de dólares em espécie transferidos do FED ao Iraque desapareceram?
Um mês após a invasão do Iraque, os EUA iniciaram o traslado de grana para Bagda. Entre Abril de 2003 e Junho de 2004, um total de 12 bilhões de dólares foram enviados para o país invadido, como provisão para o chamado governo provisório de coalizão para a reconstrução.
Até a data, pelo menos 9 bi têm seu paradeiro desconhecido. Num novo e destacado artigo na revista Vanity Fair, os jornalistas investigativos Donald Barlett e James Steele, ganhadores do Pullitzer, seguem a trilha do dinheiro do FED ao Iraque.
Leia o artigo completo, em inglês, no Democracy Now!:
Billions Over Baghdad: How Did $9B in Cash Airlifted From the Fed to Iraq Go Missing?

O 11 de Setembro de Greg Palast ( em inglês, proletas iletrados )

Infelizmente, vai em inglês mesmo, que meu conhecimento do idioma é “on the table level”, quer dizer, eu entendo para mim. Aliás, caso alguém leia isso aqui: no site de Greg Palast eles pedem donativos para continuar com seu trabalho. Não que aqui entre nós não exista quem precise. Mas não seria uma boa se algum veículo da imprensa, digamos, progressista daqui da terrinha comprasse os direitos do jornalista americano, seja jornal, revista ou até mesmo site ou portal de notícias e publicasse em português?
September 11: What You “Ought Not to Know”
by Greg Palast
Watch the BBC Report / Read the Transcript
September 10, 2007- On November 9, 2001, when you could still choke on the dust in the air near Ground Zero, BBC Television received a call in London from a top-level US intelligence agent. He was not happy. Shortly after George W. Bush took office, he told us reluctantly, the CIA, the Defense Intelligence Agency (DIA) and the FBI, “were told to back off the Saudis.”
We knew that. In the newsroom, we had a document already in hand, marked, “SECRET” across the top and “” – meaning this was a national security matter.
The secret memo released agents to hunt down two members of the bin Laden family operating a “suspected terrorist organization” in the USA. It was dated September 13, 2001 — two days too late for too many. What the memo indicates, corroborated by other sources, was that the agents had long wanted to question these characters … but could not until after the attack. By that time, these bin Laden birds had flown their American nest.
Back to the high-level agent. I pressed him to tell me exactly which investigations were spiked. None of this interview dance was easy, requiring switching to untraceable phones. Ultimately, the insider said, “Khan Labs.” At the time, our intelligence agencies were on the trail of Pakistan’s Dr. Strangelove, A.Q. Khan, who built Pakistan’s bomb and was selling its secrets to the Libyans. But once Bush and Condoleeza Rice’s team took over, the source told us, agents were forced to let a hot trail go cold. Specifically, there were limits on tracing the Saudi money behind this “Islamic bomb.”
Then we made another call, this time to an arms dealer in the Mideast. He confirmed that his partner attended a meeting in 1995 at the 5-star Hotel Royale Monceau in Paris where, allegedly, Saudi billionaires agreed to fund Al Qaeda fanatics. We understood it to be protection money, not really a sign of support for their attacks. Nevertheless, rule number one of investigation is “follow the money” — but the sheiks’ piggy banks were effectively off-limits to the US agents during the Bush years. One of the men in the posh hotel’s meeting of vipers happens to have been a Bush family business associate.
Before you jump to the wrong conclusion, let me tell you that we found no evidence — none, zero, no kidding —
that George Bush knew about Al Qaeda’s plan to attack on September 11. Indeed, the grim joke at BBC is that anyone accusing George Bush of knowing anything at all must have solid evidence. This is not a story of what George Bush knew but rather of his very-unfunny ignorance. And it was not stupidity, but policy: no asking Saudis uncomfortable questions about their paying off roving packs of killers, especially when those Saudis are so generous to Bush family businesses.
Yes, Bill Clinton was also a bit too tender toward the oil men of Arabia. But this you should know: In his last year in office, Clinton sent two delegations to the Gulf to suggest that the Royal family crack down on “charitable donations” from their kingdom to the guys who blew up our embassies.
But when a failed Texas oil man took over the White House in January 2001, demands on the Saudis to cut off terror funding simply stopped.
And what about the bin Laden “suspected terrorist organization”? Called the World Assembly of Muslim Youth, the group sponsors soccer teams and summer camps in Florida. BBC obtained a video of one camp activity, a speech exhorting kids on the heroism of suicide bombings and hostage takings. While WAMY draws membership with wholesome activities, it has also acted as a cover or front, say the Dutch, Indian and Bosnian governments, for the recruitment of jihadi killers. Certainly, it was worth asking the bin Laden boys a few questions. But the FBI agents couldn’t, until it was too late.In November 2001, when BBC ran the report on the spike of investigations of Saudi funding of terror, the Bush defenders whom we’d invited to respond on air dismissed the concerns of lower level FBI agents who’d passed over the WAMY documents. No action was taken on the group headed by the bin Ladens.
Then, in May this year, fifty FBI agents surrounded, invaded and sealed off WAMY’s Virginia office. It was like a bad scene out of the ‘Untouchables.’ The raid took place three years after our report and long after the bin Ladens had waved bye-bye. It is not surprising that the feds seized mostly empty files and a lot of soccer balls.
Why now this belated move on the bin Laden’s former operation? Why not right after the September 11 attack? This year’s FBI raid occurred just days after an Islamist terror assault in Riyadh, Saudi Arabia. Apparently, messin’ with the oil sheiks gets this Administration’s attention. Falling towers in New York are only for Republican convention photo ops.
The 199-I memo was passed to BBC television by the gumshoes at the National Security News Service in Washington. We authenticated it, added in our own sleuthing, then gave the FBI its say, expecting the usual, “It’s baloney, a fake.” But we didn’t get the usual response. Rather, FBI headquarters said, “There are lots of things the intelligence community knows and other people ought not to know.”
Ought not to know?
What else ought we not to know, Mr. President? And when are we supposed to forget it?

***Greg Palast’s reports for BBC Television Newsnight and The Guardian paper of Britain (with David Pallister) on White House interference in the investigation of terrorism won a 2002 California State University Journalism School ‘Project Censored’ Award.

setembro 11, 2007

Cubanos presos nos Estadous Unidos recebem apoio de todas as partes do mundo!!!!

Países realizam atos pela liberação dos Cinco
Adital -
Movimentos e organizações de diversas partes da América Latina começam amanhã (12), uma série de atividades pela liberdade dos cinco cubanos, presos políticos, nos Estados Unidos, em 1998. As atividades que recordam os 9 anos da prisão dos cubanos Fernando, René, Gerar, Ramón e Antonio, popularmente conhecidos como “Os Cinco”, ocorrerão não só na América Latina, como em países de outros continentes.
Os países aderentes à Jornada Internacional pela Liberação dos Cinco Cubanos Patriotas, que segue de 12 de setembro a 8 de outubro, farão referência à causa com a liberação de cinco pombas brancas durante a realização de suas atividades, de preferência às 5 pela manhã, hora da prisão dos cubanos.
Na Venezuela, as atividades se desenvolverão na Plaza Bolívar, em Caracas, de onde serão libertadas as cinco pombas. Da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Peru, Porto Rico e México também serão soltas pombas pelos Cinco nas marchas e concentrações que realizarão.
As mobilizações acontecem também em pelo menos outros 13 países de diferentes partes do mundo, como Inglaterra, Espanha, França, Bélgica, Guiné Bissau e Canadá, além dos Estados Unidos. Neste país, as atividades serão em Washington DC, nos dias 12 e 21 de setembro e 6 de outubro, com a realização de palestras, exibição de um documentário e oficinas. Em Cuba, os participantes do Capítulo Cubano da Rede de Redes em Defesa da Humanidade colocaram à disposição de todos o spot televisivo (25 segundos) que Cubavisión está emitindo pela Jornada Internacional. O vídeo pode ser visto na
http://www.defensahumanidad.cult.cu/video.php .
No Brasil, o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba estará mobilizado pela causa realizando atividades nos país. Segundo a organização, a Câmara Municipal de Diadema, em São Paulo, divulgou a realização de uma audiência pública especial em favor dos Cinco, a partir da qual foi aprovada a “Carta de Diadema”, que pede a liberação dos cubanos. A idéia é que a carta seja enviada à embaixada dos Estados Unidos no Brasil (Brasília), ao consulado estadunidense em São Paulo e ao Congresso norte-americano.

Provocação total: 11 de Setembro é o dia em que "O Capital" de Karl Marx veio ao mundo, e eu vou colocar aqui só para irritar!!!!


Eu não sabia e nunca li. Mas é 11 de Setembro ( se você tiver TV a cabo em sua casa, ligue hoje às 23:30hs na GNT que vão transmitir o Farenheit de Michael Moore ) e o Bush vai tentar capitalizar o medo do terrorismo que serviu para, entre outras coisas, promulgar o Ato Patriótico Permanente Mundial e aterrorizar o resto do mundo que não estava contra ( Correção: que não estava “com” ) ele. Portanto, se existe algo que sirva para não deixar que o Bush monopolize a data, publique-se. Se por um lado, em nome dos trabalhadores e etcetera, o comunismo legou ao mundo histórias como a do Camboja ou da URSS e China, pelo outro a retórica da “defesa da liberdade” serviu para dezenas de ditaduras e governos autoritários massacrarem povos ao redor do globo, patrocinados pelos EUA e seus golpes de Estado promovidos pela CIA. E nós no meio do tiroteio e da disputa pelo poder.
Pêsames ao povo chileno, ao povo iraquiano e aos afegãos. E aos americanos de boa-fé, lesados pelo golpista do petróleo.

1867: Publicado “O Capital”, de Karl Marx
A obra principal de Karl Marx chegou às livrarias no dia 11 de setembro de 1867. Desde então, a filosofia marxista tornou-se base de constantes polêmicas. Em seu nome foram promovidas inúmeras revoluções e estabelecidos diversos tipos de organização estatal comunista.
Com mais de 2.500 páginas, O Capital sempre foi uma leitura literalmente pesada para os interessados. Mas também o autor pelejou com a sua obra durante 15 anos. E só terminou o primeiro volume. Os dois outros livros foram concluídos após a sua morte, pelo seu amigo Friedrich Engels, com base em fragmentos, bilhetes e anotações, deixados em grande quantidade por Marx.
O filósofo, que nasceu em Trier no ano de 1818 e faleceu em Londres em 1883, é tido ainda hoje como um analista perspicaz e um pensador brilhante, mesmo que as suas teorias não tenham correspondido inteiramente à realidade.

Na sua obra principal, O Capital, Marx construiu um gigantesco complexo filosófico com os seus conhecimentos de Ciências Econômicas, História e Sociologia, misturados com uma porção de polêmica e de propaganda. Suas conclusões foram apoiadas por numerosas notas de pé de página e citações de referência – um enorme esforço tanto para o autor, como para os seus leitores.

Libertação dos trabalhadores
A idéia central de Marx era a convicção da derrocada da sociedade capitalista, à qual se seguiria a vitória do comunismo, libertando a classe trabalhadora da exploração por parte do empresariado.
No primeiro livro de O Capital, Marx ocupa-se amplamente com a circulação do dinheiro, com as mercadorias, com os valores de troca e de usufruto e com a mais-valia, com taxas de lucro e forças de produtividade. Ele fala do “engolir de todos os povos pela rede do mercado mundial” e da necessidade de eliminar as relações que escravizam as pessoas.
O ideólogo e advogado da classe operária nunca viu uma fábrica por dentro. Para a sua obra de três volumes, ele pesquisou exclusivamente na biblioteca do Museu Britânico, em Londres: lá, – segundo suas próprias palavras – “juntou-se enorme quantidade de material” sobre o tema.
Marx tornou-se famoso com a publicação de O Capital – talvez não tivesse sido necessário ele mesmo escrever críticas negativas e positivas, sob diversos pseudônimos, para aumentar as vendas do livro.
Mas só muito depois da sua morte é que o autor obteve reconhecimento. Quando foi criado o Estado alemão-oriental, a extinta RDA, Marx foi elevado à categoria de herói do socialismo científico, ao lado de Engels e de Lenin. Sua doutrina foi considerada dogma irrefutável.

Leitura obrigatória na ex-Alemanha Oriental
Durante muitos anos, o partido único alemão oriental, SED, manteve quase o monopólio de interpretação e de publicação das obras de Marx. No final da década de 60 e início da década de 70, os famosos livros de capa azul, publicados pelo Instituto de Marxismo-Leninismo do Comitê Central do SED, eram tidos como leitura obrigatória e não podiam faltar na estante de nenhum estudante de esquerda na República Federal da Alemanha. Numerosos estudantes inscreviam-se então nos chamados “cursos do Capital”, nas universidades, a fim de obter embasamento ideológico.
Hoje, Marx é um clássico e tornou-se assim objeto de estudo da pesquisa histórica. Richard Löwenthal, professor de Ciências Políticas: “A atuação histórica de Marx baseia-se numa ligação ímpar entre constatações científicas revolucionárias e uma entusiasmada visão utópica, que inspirou os pioneiros do movimento operário a uma espécie de religião deste mundo. E uma doutrina que cumpre funções religiosas sempre corre o risco de cristalizar-se em dogma nas cabeças dos fiéis e dos pregadores.”
De qualquer maneira, a bíblia do proletariado nunca se tornou realmente popular. Para muitos, ela era uma leitura difícil. Para outros, ela foi superada pelos acontecimentos reais – mesmo que Marx tenha formulado premissas revolucionárias para a sua época.
A história, contudo, superou as suas teorias. O professor Löwenthal acredita que “o desenvolvimento transcorreu, sob muitos aspectos, de forma diferente ao que Marx esperava. Como outras pessoas modernas, não avaliamos a realidade de hoje com as teorias de Marx e sim, o valor atual destas teorias em relação ao desenvolvimento real. E acreditamos que, exatamente assim, é que podemos ser fiéis ao espírito crítico do cientista Karl Marx.”
Até mesmo aqueles para quem O Capital foi escrito, só o conheciam de ouvir dizer. August Bebel, por exemplo, o criador do movimento operário alemão, admitiu: “Eu não li O Capital até o fim.”Cornelia Rabitz (am)

DEUTSCHE WELLE

setembro 7, 2007

Ato Patriótico Permanente Mundial sofre pequeno revés na Justiça Americana

O juiz federal Victor Marrero, de Nova Iorque, derrubou parte da ( revisada em 2005 ) legislação anti-terrorismo americana, o conhecido Ato Patriótico ( Patriot Act ) . De acordo com sua determinação ( um calhamaço de 103 páginas ) , as investigações deverão, eventualmente, exigir aprovação/permissão ( approval ) judicial, quando vierem a requisitar junto às empresas de telefonia e Internet, dados de seus clientes ( customer records ) sem que estes sejam avisados. Mais precisamente, o juiz – indicado pelo então presidente Clinton – se coloca contra o recurso investigativo muito utilizado pelo FBI, as chamadas “national security letters”, alegando que sua utilização representa um ataque à Primeira Emenda e à separação constitucional dos Poderes.
O uso dessa técnica investigativa – criada em 1986 – permite que o FBI lance mão das NSLs – que obrigam as companhias telefônicas e os provedores de internet a omitirem de seus clientes quando estes estejam sendo investigados ou sob suspeita.
A ACLU ( Associação Americana das Liberdades Civis ) comemorou a decisão do juiz e o FBI espera que o Departamento de Justiça se oponha vigorosamente contra a medida.
Para saber mais, veja nos jornais americanos de onde foram tiradas estas informações, já que nosso conhecimento do idioma se resume ao “on the table level”:
“Judge strikes down part of Patriot Act”, Los Angeles Times
“Judge Invalidates Patriot Act Provisions” , The Washington Post

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