ENCALHE

maio 15, 2008

Requião diz que saída de Marina Silva representa uma perda para o Paraná e para o País

AEN/ PR
14/05/2008
Para o governador Roberto Requião, a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente representa uma perda para o Paraná, para o país e para o mundo. Por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira (14), Requião falou sobre os avanços conquistados por Marina Silva à frente do Ministério e a importância do seu apoio nos posicionamentos e na implementação da política ambiental do Paraná.
“Marina Silva é símbolo da resistência e de persistência na luta sócio-ambiental. Aqui e internacionalmente”, afirmou o governador Requião em nota oficial. Segundo ele, durante o período em que foram companheiros de Senado, aprendeu a admirá-la e respeitá-la por seu comprometimento com as causas populares e com a preservação da natureza. Requião foi enfático em dizer que, nos últimos anos, a política ambiental do Governo do Paraná tem caminhado em consonância com as diretrizes implantadas por Marina da Silva no Ministério do Meio Ambiente.
O governador lembrou o importante apoio de Marina ao Paraná, durante a 8ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP8) e a 3ª Reunião das Partes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança (MOP3), realizadas em Curitiba em 2006, quando o Governo Federal não havia definido se apoiava ou não a rotulagem e identificação de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs). Naquele momento, o Paraná posicionava-se como o primeiro Estado brasileiro a ter uma lei própria de rotulagem.
“Nesse período, graças à Marina, a posição brasileira em relação aos transgênicos avançou, em que pesem as fortíssimas resisitências de setores do Governo Federal. Deixamos a incômoda posição de defesa dos interesses das transnacionais para alinhar o nosso País ao lado dos que se preocupam com a defesa do meio ambiente, da saúde e da soberania das sementes”, destacou Requião. Ele lamenta a falta que Marina fará na próxima semana, quando será realizada a COP9, na Alemanha.
“O mundo sentirá falta de sua corajosa e eficiente participação”, reforçou.
Requião citou ainda, as boas marcas deixadas por Marina Silva na política ambiental do Paraná, como o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama); a política estadual de recursos hídricos, as Conferências de Meio Ambiente e a criação das Unidades de Conservação Federais, para a preservação da biodiversidade.
“O Paraná lamenta a saída da amiga e companheira Marina Silva. Que isso não represente o atraso, que uma política ambiental consistente, contemporânea e preventiva não ceda espaço à voracidade do capital predatório”, finalizou o governador. Para o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, a saída de Marina Silva representa um verdadeiro desastre ambiental. “Dificilmente teremos tempo de corrigir as consenqüências que a saída de Marina trarão para o meio ambiente do Brasil e do mundo”, ressaltou Rasca.
A diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa disse que Marina representava um fronteira de resistência e de avanços para o setor. “A saída dela é lamentável porque Marina representava uma fronteira a tudo que é realmente importante para a garantia da qualidade de vida das gerações futuras, em especial a proteção da água”, afirmou.
A coordenadora de Meio Ambiente da Copel, Marlene Zanin, afirmou que a saída da ministra Marina Silva é preocupante.
“Marina Silva conseguiu colocar no governo federal o pensamento majoritário da sociedade a respeito das questões ambientais. Além disso, era uma grande parceria do Paraná. Agora se inicia um novo momento em que espero que haja continuidade da política que vinha sendo colocada em prática”, disse.
O presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Vítor Hugo Burko, espera que a saída de Marina não aumente a tolerância a crimes ambientais. “O trabalho da ministra foi um marco na história da política ambiental do País, pois ela conseguiu mostrar para a sociedade a importância de preservar o meio ambiente. Espero que sua mudança não interfira na condução desta política e que, em nome do desenvolvimento, não sejam cometidos crimes ambientais oficiais e legalizados”, disse.
Leia no anexo a íntegra da nota oficial.

abril 3, 2008

Salário mínimo de Requião, algumas polegadas maior que o de Serra ( celebrado pela Folha ) rende homenagens de trabalhadores a governador paranaense

Trabalhadores da Indústria vão defender mínimo do Paraná para todo o País
AEN/PR
01/04/2008
Em homenagem ao governador Roberto Requião nesta terça-feira (01), na Escola de Governo, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná ( Fetiep ), Luiz Gin, informou que os trabalhadores dos três estados do Sul vão utilizar o salário mínimo do Paraná como referência nas negociações salariais. “Estamos dispostos a levantar essa bandeira também entre os operários e trabalhadores de todo o País”, afirmou.
A Federação homenageou Requião na Escola de Governo pelo aumento do piso salarial regional, que em 1.º de maio passa a valer R$ 548.
“É o maior do Brasil. Com o piso regional, todos ganhamos — do mercadinho da esquina às grandes corporações. Ele é fruto de um ato de coragem política e de visão estratégica comprometida com um projeto de nação”, disse o presidente da Fetiep.
“As forças do atraso se opuseram ferozmente à conquista dos trabalhadores, mas quis Deus fortalecê-lo para enfrentar os conservadores e garantir essa importante vitória para os paranaenses”, observou.
O governador agradeceu. “A homenagem me comove. Nosso governo é tão agredido, não temos espaço de defesa. Obrigado. É bom ser reconhecido de vez em quando”.
Em seu discurso, Requião defendeu políticas que permitam o crescimento da produção industrial brasileira para atender à demanda gerada pelo aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E. Desta forma, evita-se o risco do aumento da inflação, acredita. A Fetiep comanda, em Matinhos, o Fórum Sindical Sul das entidades que representam trabalhadores dos setores têxtil, de couro, vestuário e calçados. O evento, que começa nesta quarta-feira (2), vai discutir questões como combate à informalidade da mão-de-obra e ao trabalho infantil e o salário-mínimo no Brasil.

Requião recebe na terça-feira homenagem de trabalhadores

30/03/2008
Operários do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul vão entregar na terça-feira (1) ao governador Roberto Requião, durante reunião da Escola de Governo, o título de “O Bom Companheiro dos Trabalhadores”, em reconhecimento à luta dele em defesa dos trabalhadores brasileiros.
De acordo com o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná (Fetiep), Luiz Gin, a honraria a ser concedida ao governador paranaense justifica-se pela implantação, no Estado, do maior salário mínimo regional do país, cujo valor será de R$ 548,00 a partir de 1º de maio.Requião receberá o título dos participantes do Fórum Sindical Sul, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de abril, em Matinhos. O evento no Litoral reunirá dezenas de sindicatos dos setores têxtil, do vestuário, do couro e de calçado dos três estados do Sul. Eles vão debater a utilização do salário mínimo regional do Paraná como referência nas negociações entre patrões e empregados em todo o país.
“Os trabalhadores do Paraná, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul vão fazer uma justa homenagem ao governador Roberto Requião pela visão estratégica que ele tem do País e pela defesa intransigente que vem fazendo dos trabalhadores brasileiros”, afirma Luiz Gin, presidente da Fetiep.
SERVIÇO:
Entrega do título “O Bom Companheiro dos Trabalhadores” ao governador Roberto Requião
Dia 01 de abril, terça-feira, às 8h30, na Escola de Governo (Museu Oscar Niemeyer).

março 15, 2008

Italianos escolhem Paraná para fornecer soja orgânica e convencional

AEN/PR
14/03/2008
A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento vai firmar parcerias na área do agronegócio entre o Paraná e a região Emilia-Romagna, na Itália, e um dos projetos será o de fornecer soja orgânica e convencional para aquela província. Esse foi um dos temas abordados durante visita de técnicos nesta sexta-feira (14), representando agricultores, universidades, secretarias de Agricultura e a Organização Não-Governamental (Ong) ICEA ao secretário Valter Bianchini.
O fornecimento de soja será efetivado a partir da execução de vários projetos, que serão administrados por um escritório da região italiana que funcionará em Curitiba, a partir de junho. O processo de cooperação entre o Paraná e a província de Emilia Romagna terá ainda a parceria com o Sebrae-PR, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).
Além da missão italiana, participaram da visita ao secretário o diretor-superintendente do Sebrae no Paraná, Allan Marcelo de Campos Costa, o diretor-técnico do Sebrae, Julio Cezar Agostini, o presente do Conselho Deliberativo do Sebrae, Darci Piana, o diretor da Ocepar, Nelson Costa e o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-PR), Ronei Volpi.
A missão italiana ficou uma semana no Estado e encerrou nesta sexta-feira, com a visita ao secretário. Para iniciar os trabalhos no escritório em Curitiba, que irá funcionar nas dependências do Sebrae, foram definidas quatro diretrizes.
Será feito um trabalho de organização da produção de hortifrutigranjeiros nos entornos das grandes regiões metropolitanas do Paraná; capacitação de técnicos com efeito multiplicador, para produção de leite e queijos com padrão europeu, desenvolvimento e formação de lideranças para o cooperativismo e o desenvolvimento e integração de produtores de soja convencional e orgânica.
A missão retorna à Itália neste sábado (15) para concluir os projetos e levantar fundos de financiamentos junto ao Ministério das Relações Exteriores do governo italiano e à Comunidade Européia para execução dos trabalhos.
Para Valter Bianchini, esse trabalho de forma organizada é bem vindo ao Estado e certamente a estrutura do governo do Paraná irá se somar a esse esforço. O secretário mostrou à missão o crescimento da produção de orgânicos no Estado e fez também um histórico sobre o trabalho da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, que tem como foco o atendimento à Agricultura Familiar.
Segundo Bianchini, esse trabalho está em sintonia com a política do governo federal e o resultado é o avanço das atividades típicas da Agricultura Familiar no Estado como a diversificação da propriedade com a exploração da bovinocultura de leite, produção de frutas e hortifrutigranjeiros e da agroindústria familiar.
Por conta dessa integração entre lavoura e pecuária, Bianchini disse que muitas desigualdades regionais estão sendo superadas como na região Sudoeste, que além de ser tradicional produtora de grãos está despontando como importante bacia leiteira, atraindo investimentos de laticínios de médio e grande porte. Outro destaque apresentado foi o das políticas públicas de preservação ambiental que favorecem a produção orgânica.
Missão nacional investiga denúncias contra Syngenta
Acabou nesta sexta-feira (14) a missão nacional que investiga denúncias contra a estação experimental da Syngenta no Paraná. A Plataforma Dhesca Brasil, organização civil que atua na defesa de direitos humanos, sociais, culturais, ambientais e econômicos, investigou nos últimos dias as denúncias feitas pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/PR) contra a empresa transnacional produtora de sementes. O resultado final das investigações só será divulgado dentro de 30 dias, mas nesta sexta-feira (14) representantes da Plataforma estiveram na Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social para conversar sobre a missão e apresentaram uma prévia do que encontraram na visita à Santa Tereza do Oeste, sede da Syngenta. O estudo completo será entregue para entidades do Governo estadual e federal e também para a Organização das Nações Unidas (ONU).
As denúncias contra a Syngenta são estudadas por três relatorias diferentes, de meio ambiente, alimentação e direito à terra. Os enfoques da missão foram a questão ambiental envolvendo o plantio de transgênicos no entorno do Parque Nacional do Iguaçu e o ataque aos militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), ocorrido na estação experimental da Syngenta em 21 de outubro de 2007. Na data, seguranças particulares, contratados pela empresa, trocaram tiros com homens e mulheres ligados ao MST, que ocupavam a fazenda. Dois trabalhadores rurais morreram e seis pessoas ficaram feridas. O governador Roberto Requião chegou a declarar que a Syngenta não é bem vinda no Paraná e ordenou que a Secretaria de Segurança Pública agisse com a máxima dureza no caso. Em uma ação rápida e eficaz os policiais do Centro de Operações Policiais (Cope) prenderam o dono da empresa de segurança privada e mais três envolvidos. Os participantes da missão visitaram o Acampamento Terra Livre, da Via Campesina, e agricultores da região. Como parte das atividades da missão, eles tiveram audiências com o Ministério Público e com a Polícia Federal, em Cascavel. Em Curitiba os relatores da missão participaram, além da reunião do Consea, de encontros com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto de Terras, Cartografia e Geociências (ITCG) e com a Procuradoria Geral de Justiça, entre outras.
O relator Clóvis Roberto Zimmermann adiantou que o relatório deve pedir providências urgentes para as autoridades paranaenses, brasileiras e internacionais. “Esse relatório conterá recomendações no sentido de defender direitos humanos, sociais, ambientais. Mais tarde faremos o monitoramento das recomendações para verificar se estão sendo cumpridas. Temos legitimidades para fazer com que os órgãos cumpram as recomendações”, frisou.
Zimmermann falou também a respeito da preocupação da organização em implementar o direito humano à alimentação adequada no Brasil. “Quando há fome em um país, ele está violando um direito humano, e queremos que isso seja fiscalizado”, enfatizou. A presidente do Consea/PR, Silvia do Amaral Rigon, lembra que o trabalho do conselho é de construção de políticas públicas de segurança alimentar e, para isso, todos os setores da sociedade envolvidos nesse processo devem trabalhar em conjunto.
A relatora da missão Marijane Lisboa explicou que um dos objetivos do trabalho foi justamente conversar com agricultores que tiveram seu plantio de soja convencional contaminado por transgênicos e não têm condições de se defender. O site da Plataforma Dhesca divulgou no início da semana o caso de nove produtores de soja orgânica, que tinham contrato com uma empresa que comercializava estes produtos e ao entregarem a soja para venda tiveram a produção negada por apresentar transgenia. De acordo com documentos da empresa, a verificação foi realizada com três repetições com o Kit de testes Trait Rur da Gehaka, desenvolvido para detectar a proteína CP4 EPSPS, presente na soja Roundup Ready. Por esta razão, a Gebana Brasil, que comercializa e exporta apenas soja orgânica, deixou de comprar a produção do citado produtor, conforme previsão contratual da Cláusula 8º, parágrafo 3 º. Segundo a Plataforma, em 2006 foram identificados 4 casos de contaminação de transgênicos no Paraná, número que aumentou em mais de 100% na safra de 2007, passando para 9 casos registrados no ano passado.
Outra preocupação da investigação foi verificar o fato de que a unidade da Syngenta planta transgênicos no entorno do Parque Nacional, o que é proibido por lei, e a relação com o confronto entre funcionários da empresa e militantes do Movimento Sem Terra. Durante a reunião desta sexta-feira os integrantes do Consea-PR defenderam que o entendimento do conselho é que: “As famílias de agricultores tiveram como objetivo durante a ocupação da propriedade defender a soberania e segurança alimentar e nutricional de toda a população paranaense, uma vez que intencionou lutar para que a área de experimentos ilegais de transgênicos da Syngenta fosse transformada em Centro de Agroecologia e de produção de sementes crioulas para agricultura familiar camponesa e a Reforma Agrária”.

março 6, 2008

Requião critica presidente paraguaio, e leitores de jornal daquele país concordam com governador paranaense, diz enquete

Leitores ABC Color dizem que Requião está correto nas críticas feitas a Nicanor
AEN/ PR
05/03/2008
A maioria dos leitores que responderam enquete do jornal paraguaio ABC Color aprovou as críticas do governador Roberto Requião ao presidente Nicanor Duarte Frutos. A enquete, realizada no endereço eletrônico do diário, teve 2.015 votos — 73,55% deles favoráveis ao que disse Requião. O ABC Color é um dos mais lidos e mais influentes jornais do Paraguai.
Os leitores apoiaram maciçamente a posição do governador mesmo com a interpretação equivocada feita pelo jornal do que ele havia dito no último 27, em Cidade de Leste. Entrevistado por jornalistas brasileiros e paraguaios em Cidade de Leste — onde fora entregar um lote de vacinas contra febre amarela —, Requião afirmou que Duarte Frutos não deveria dizer “tonterías”, ou tolices, em português. Em reportagem publicada no dia seguinte, O ABC Color atribuiu ao governador o termo “demente”, mas admitiu que pode ter errado na interpretação do que disse Requião. “(O governador) chamou (Duarte Frutos) de demente, ou pelo menos isso foi o que se entendeu das expressões em português”, escreveu o ABC Color. Na enquete do ABC Collor, a pergunta ao leitor foi : “O governador do Paraná qualificou como demente o presidente Nicanor Duarte. Você acredita que a opinião é correta?”, perguntou o diário. Requião nunca usou o termo para referir-se ao presidente paraguaio.
A declaração do governador foi uma resposta a acusação “interferência em assuntos internos paraguaios” feita a ele por Duarte Frutos. A acusação veio após Requião declarar que, se fosse paraguaio, votaria no oposicionista Fernando Lugo nas eleições presidenciais.
Nesta terça-feira, na reunião semanal da Escola de Governo, em Curitiba, o governador ironizou a reação exagerada de Duarte Frutos à sua declaração. “No mesmo dia, eu disse que votaria em Barak Obama se fosse norte-americano. Os Estados Unidos não fizeram nenhum protesto, o (presidente George W.) Bush não disse nada”, falou Requião.

março 1, 2008

Diretório do PMDB/ PR repudia ataques do presidente do Paraguai a Requião

AEN/ PR
29/02/2008
A propósito de afirmações caluniosas do presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, divulgadas nesta sexta-feira (29) pela imprensa brasileira, o Diretório Estadual do PMDB faz a seguinte declaração:
Depois de dizer algumas tolices, que o governador rebateu, o presidente paraguaio extravia-se pela agressão, fazendo inconcebíveis e sórdidas acusações a Roberto Requião. O governador não interferiu e nem pretende interferir na política interna paraguaia. Tão-somente declarou simpatia pela candidatura que se opõe ao presidente, na mesma ocasião em que manifestou afeição pela candidatura Barak Obama nas eleições norte-americanas. Logo, classificar suas opiniões de intromissão na vida de outros países soa ridículo, por desproporcional à realidade dos fatos.
Na verdade, o presidente paraguaio produz uma crise artificial, para criar casos, provocar reações na opinião pública que socorram a candidatura que patrocina.
Os brasileiros conhecem Requião. Toda a sua vida pública fez-se com o voto popular. Todos os seus mandatos foram submetidos a livre escolha do cidadão-eleitor. Não acreditamos que um outro governante tenha tido sua vida tão dissecada, analisada, anatomizada, criticada e avaliada quanto ele. Ônus de suas posições e opções do que fala e pratica. Requião tem um lado, não faz concessões, não tergiversa, com princípios. E paga o preço por issso. Logo, tentar anuviar a sua história de vida, utilizando-se de acusações delirantes sabidamente falsas, repulsivas e deprezíveis, é mesquinho, medíocre e lamentável.
DIRETÓRIO ESTADUAL DO PMDB
DEPUTADOS TAMBÉM REPUDIAM ATAQUE
Deputados também repudiaram com veemência os ataques do presidente do Paraguai, Nicanor Frutos Duarte, ao governador do Paraná, Roberto Requião, repercutidas na imprensa brasileira depois de entrevista de Duarte a uma emissora de tevê paraguaia. “O presidente do Paraguai tinha mais que agradecer o apoio que o Paraná está dando no combate à febre amarela. Essa história que dinheiro da Venezuela passa pelo Paraná para depois ao Paraguai é uma piada. Todos sabem que o Paraguai é o maior paraíso fiscal do continente”, disse o deputado Dobrandino da Silva (PMDB).
Dobrandino é de Foz do Iguaçu – fronteira com Ciudad del Este, a segunda maior cidade paraguaia – e disse que historicamente a cidade paranaense recebe um passivo social do lado paraguaio. “Encontramos uma grande dificuldade no combate à violência e à criminalidade na região porque os bandidos geralmente fogem para a fronteira paraguaia onde o tráfico de drogas, roubos de carros e outras atividades ilícitas correm soltos. Mesmo assim o Governo do Estado, em diversas operações, está muito empenhado no combate á criminalidade. O Paraguai também devia agradecer todo esse trabalho”, completou.
LIVRE EXPRESSÃO – O líder do Governo na Assembléia Legislativa, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), também condenou o presidente paraguaio. “É um direito de qualquer cidadão declarar sua opção, simpatia, em qualquer disputa eleitoral de qualquer país. Requião declarou que se morasse nos EUA votaria em Barack Obama e nem por isso causou qualquer constrangimento ou embaraço diplomático entre o Brasil e os EUA”, disse Romanelli. “A mesma coisa Requião disse em relação ao Paraguai. Eu vejo mesmo é o desespero do Partido Colorado que está há 61 anos no poder e não resolveu problemas básicos da população paraguaia. O Paraguai está na contramão da história e os governos populares estão avançando em todo continente”, disse Romanelli.
TOLICES – O presidente do PMDB Paraná, Waldyr Pugliesi, disse que Nicanor Frutos tem o mesmo problema do senador paraguaio Juan Carlos Galaverna, que também disse tolices a respeito do governador. “Parece que o Paraguai desviou o foco das eleições ao Paraná. Primeiro um senador, agora vem o presidente falar tolices. É um despropósito sem cabimento”, disse.
O deputado Caíto Quintana afirmou que ficou estarrecido com a capacidade do presidente paraguaio fazer acusações levianas, sem nenhuma prova e sem nenhuma condição de que possam ser consideradas verdadeiras. “É um novo estilo de fazer política, colocando pessoas de outro país para denegrir a imagem de quem está administrando um estado. É um absurdo, e o Governo do Estado deve tomar providências, para que este fato não fique sem resposta e seja responsabilizado o autor dessa difamação”, declarou.
SEM FUNDAMENTO – O deputado Luiz Eduardo Cheida afirmou que, assim como no Brasil, existem no Paraguai pessoas irresponsáveis, que usam o expediente da leviandade, da calúnia e da mentira para impor seus interesses. “Um cidadão como este deve ser processado, porque não pode ficar impune quem diz tantas mentiras. O governador Requião é uma grande referência de honestidade para o povo paranaense, vizinho do Paraguai”. Segundo Cheida, não só os paranaenses “mas todo o povo brasileiro deve repudiar as declarações do presidente e exigir retratação. Que moral tem um cidadão que fala besteiras desse calibre”. Cheida afirmou que “o Governo do Paraná é sério e austero e prima pela cordialidade com outros povos. O governador Requião quer a felicidade de outros povos e não merece uma desfaçatez desse porte”.
O deputado Artagão Júnior disse que todos conhecem – inclusive o povo paraguaio – a história política e da família de Requião. “Em sua história política, ele é um combatente contra a violência, contra o tráfico de drogas e contra o contrabando. Cobra severamente a Secretaria de Segurança em suas funções legais de fiscalização e apreensão de armamentos e de drogas, não só no Paraná, como também em suas fronteiras, incluindo as fronteiras com o Paraguai e a Argentina”, afirmou.

fevereiro 29, 2008

Glifosato Round-Up da Monsanto não consegue vencer ervas daninhas. Alguém mentiu sobre as virtudes da soja transgênica. Bastante.

Erva daninha está derrotando o uso do glifosato, diz Claspar
AEN/ PR
28/02/2008
A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) anuncia que desmistificou a informação de que a soja transgênica seria imune às ervas daninhas e que as pragas poderiam ser combatidas com eficiência e com menores custos com a aplicação do glifosato Round-Up, o agrotóxico da Monsanto.
“A erva daninha buva tornou-se resistente ao glifosato e agora os produtores estão sendo aconselhados a capinar suas lavouras de transgênicos ”, afirma o engenherio agrônomo Valdir Izidoro Silveira, presidente da Claspar.
Técnicos do Departamento de Fiscalização Sanitária da Secretaria da Agricultura constataram que a erva “buva” infestou as lavouras de soja do Oeste paranaense e a aplicação de glifosato não conseguiu eliminá-la. Os produtores de soja foram obrigados a utilizar outros herbicidas como o 2,4D, Gramocil e Classic, entre outros.
A “buva” compete com a soja, reduzindo a produtividade da lavoura. Como há dificuldade de controle químico pelos herbicidas na soja e como ela se espalha rapidamente por meio das sementes levadas pelo vento, a única forma de diminuir o problema na atual safra é realizar a catação manual ou capina.
“Nesta safra, não existe mais possibilidade de realizar o controle cultural e os herbicidas não têm se mostrado eficientes”, alerta o pesquisador Lineu Domit, da Embrapa-Soja.
Já Dionísio Gazziero, também da Embrapa-Soja, recomenda a rotação de soja convencional com a soja transgênica.
Segundo Valdir, isto é um contra-senso porque esta recomendação desmistifica a superioridade da soja RR sobre a convencional. “Mentiram para os agricultores brasileiros”, afirma o presidente da Claspar.
De acordo com um levantamento realizado pelo Detec da Coamo, em algumas partes das regiões Noroeste e Oeste do Paraná já é bastante visível a resistência da buva ao defensivo. A semente da buva pode ser levada pelo vento até por 65 quilômetros de distância, e por isso se dissemina facilmente com muita rapidez.
O agrônomo Valdir Izidoro alerta também que a buva não é única planta daninha resistente ao glifosato. No Brasil já existem oito espécies que apresentam resistência a herbicidas, entre elas a ‘buva’, o ‘azevém’ e o ‘leiteiro’. A ‘buva’ pode ser encontrada em cinco espécies no mundo, sendo que no Brasil existem duas e são resistentes.
A resistência da “buva” é explicada pela seleção natural. Com o passar dos anos, as mais fortes que não morriam com o glifosato, foram se reproduzindo e agora está quase impossível controlar a planta. O engenheiro agronômo José Carlos Braciforte apresenta duas opções. Para os donos de pequenas áreas, o negócio é voltar ao passado e capinar a lavoura. Já para os grandes produtores, e preciso torcer para que as perdas não sejam muito grandes.

janeiro 15, 2008

Trânsgênicos na mesa: rotulagem combatida pela editora aBRIL começa, e consumidor já poderá saber quais produtos deixará mofando na prateleira.

Mas, para não deixar os jornalistas da vEJA tristes com a situação que desagrada seus mestres, a produção de capim transgênico segue bombando, e tais profissionais poderão seguir com sua dieta natural e, de quebra, continuarão agradando seus chefinhos. Emocionante.

Empresa cumpre decisão judicial e rotula óleo Soya como transgênico
AEN
14/01/2008
Começaram a chegar às prateleiras dos supermercados brasileiros os primeiros produtos rotulados como transgênicos desde que a lei de rotulagem entrou em vigor em 2004. O óleo Soya, um dos mais vendidos do mercado brasileiro, é o primeiro a ostentar o símbolo de produto geneticamente modificado (uma letra T no meio de um triângulo amarelo) no país. A embalagem também traz o aviso: “Produto produzido a partir de soja transgênica”. A rotulagem do óleo Soya em todo o território nacional só aconteceu graças à denúncia que o Greenpeace fez em outubro de 2005, comprovando que a soja usada pelas empresas Bunge (fabricante do óleo Soya) e a Cargill (fabricante do óleo Liza) era geneticamente modificada. Em setembro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo se baseou na denúncia do Greenpeace para entrar na Justiça com uma ação civil pública exigindo a rotulagem de ambos os produtos.“É uma tremenda vitória, mas ainda há muito o que fazer. As margarinas e maioneses da marca Soya, por exemplo, não estão rotuladas ainda”, afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace, lembrando ainda que a Cargill também foi citada na ação judicial mas não rotulou nenhum de seus óleos e demais produtos.
O Greenpeace entrou em contato com a Bunge para saber a extensão da rotulagem nos produtos da empresa e recebeu a seguinte resposta do diretor de Comunicação Corporativa, Adalgiso Telles: “Como nós entendemos que pode eventualmente haver alguma preocupação por parte de alguns consumidores em relação à presença de transgênicos, resolvemos agir pró-ativamente e rotular nosso óleo de cozinha Soya, mesmo sabendo que os óleos vegetais não contêm nem 1% de componente transgênico, porcentagem a partir da qual a lei exige a rotulagem, para melhor atender consumidores que considerem isso relevante.”Gabriela Vuolo considera bom ver a Bunge colocando em prática o respeito ao consumidor. Mas faz ressalvas.“Só é uma pena que para isso se tornar realidade tenha sido preciso acionar a Justiça e esperar mais de dois anos da nossa denúncia”, ressaltou Vuolo. “Agora, é fundamental que a empresa continue tendo uma postura ética e informe seus consumidores sobre a presença de transgênicos nos outros produtos da linha Soya e nas suas outras marcas, como Primor, Salada e Delícia. Só assim os brasileiros vão poder realmente exercer seu direito de escolha, que é garantido por lei.”
A denúncia do Greenpeace aconteceu em outubro de 2005, quando cerca de 20 ativistas foram à Brasília entregar ao governo um dossiê que comprovava a utilização de soja transgênica na fabricação dos óleos Soya e Liza (da Bunge e Cargill, respectivamente), marcas líderes do setor. Os ativistas desceram a rampa do Congresso Nacional empurrando 20 carrinhos de supermercado cheios de latas de óleo da Bunge e da Cargill, e se posicionaram próximos à entrada da Câmara dos Deputados enquanto a denúncia era entregue aos parlamentares. Posteriormente, a denúncia foi encaminhada a diversas representações do Ministério Público e aos ministérios da Justiça, Agricultura, Ciência e Tecnologia, e Meio Ambiente.
As evidências contidas no dossiê comprovam a utilização da soja transgênica pela Bunge e pela Cargill na fabricação de diversos produtos, como os óleos Soya, Liza, Primor e Olívia, e a falta de rotulagem dos produtos oferecidos ao consumidor. O material continha amostras de soja, documentos e um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=VA49s_ngB28).
De acordo com o decreto de rotulagem, todos os produtos fabricados com mais de 1% de organismos geneticamente modificados devem trazer essa informação no rótulo. Isso vale mesmo para produtos como o óleo, a maionese e a margarina, em que não é possível detectar o DNA transgênico.
MAIS:
CATA-MILHO investigou e apurou que arroz Tio João NÃO tem componentes transgênicos.
Pode comer sem medo.
Pelo menos é o que deduzi, após rápida troca de emails com a empresa que industrializa o alimento. Vejam:
De: Humberto Capellari [mailto:xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx] Enviada em: sábado, 10 de novembro de 2007 15:55
Para: Consumidor
Assunto: Josapar – Mensagem Fale Conosco
Os seguintes dados foram recebidos através do Fale Conosco do site da Josapar:
Nome: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Sexo: xxxx
Aniversário: xxxxx
Endereço: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Complemento: xxxxxxxxxxxxxxx
Cidade: São Paulo
Estado: SP
CEP: xxxxxxxxx
Telefone: xxxxxxxxxxx
E-mail: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Recebe novidades: xxxxxxxxxx
Mensagem: Eu gostaria de saber se existe alguma veriedade de arroz transgênico comercializada pelo Tio João. Até onde estou informado, não há. Se for assim, meus parabéns. Obrigado pela acolhida a minha questão. Atte, Humberto

Prezado Humberto:
Bom dia.
Agradecemos o contato e preferência.
Referente a sua solicitação, a Josapar não utliza nenhuma variedade de arroz transgênica na sua linha de produtos.
Sem mais, estamos a sua disposição para novas informações que se façam necessárias.
Atenciosamente
Mariana Dorner
Josapar – Serviço ao Consumidor

dezembro 31, 2007

Mundo resiste à invasão dos transgênicos!! Os plutoxiitas da Editora Abril sofrem mais uma derrota e sentam no pepino geneticamente superdesenvolvido!

Resistência aos transgênicos cresce e obtém resultados positivos em 2007
A resistência aos transgênicos, tanto no Brasil quanto no exterior, registrou resultados positivos em 2007, na opinião do presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), o engenheiro agrônomo Valdir Izidoro Silveira. O destaque, segundo ele, foi para a decisão judicial que proibiu a Syngenta de realizar experimentos com organismos geneticamente modificados em sua área, em Santa Teresa do Oeste, na região Oeste do Estado.
“Decisões judiciais têm garantido à sociedade civil conquistas importantes relacionadas à obrigatoriedade da rotulagem dos alimentos processados com transgênicos, ao mesmo tempo que foram proibidas liberações para comercialização de grãos geneticamente modificados”, acrescenta Valdir Izidoro.
Segundo o presidente da Claspar, os consumidores estão rejeitando os produtos transgênicos, enquanto que os agricultores que optaram em plantar a soja convencional estão recebendo mais por suas produções.
Valorização - Izidoro ressalta que a rejeição dos importadores, seguindo posição dos consumidores, contrária aos transgênicos, está valorizando cada vez mais a soja convencional. No Oeste paranaense, os produtores de soja não-transgênica estão recebendo R$ 2,20 a mais por saca do grão. Muitas cooperativas estão pagando 6% pelo grão não transgênico, tanto para atender a demanda do mercado interno como para os embarques para o exterior. Destacam-se as cooperativas Castrolanda, Batavo, Agrária e Coamo que negociam com os produtores de soja convencional preços superiores às cotações da soja transgênica.
As cooperativas estão realizando vendas para o mercado europeu e os prêmios variam de U$S 5,00 a U$S 10,00 a tonelada, variando conforme o volume exportado. Também a Imcopa, de Araucária, que processa soja para produção de ração exportada para a Europa e Japão, recebe somente soja convencional. O mesmo está ocorrendo em Mato Grosso e Goiás, outras duas grandes regiões produtoras de soja, onde os grãos de soja convencional têm melhor cotação do que a transgênica.
Reação no exterior – O presidente da Claspar destaca que “as posições francesa e austríaca, contárias aos transgênicos, pressionam a União Européia a manter a restrição ao cultivo de lavouras transgênicas. Também as populações dos países europeus manifestam-se contrárias à produção e comercialização de transgênicos. Mobilizações gigantes estão acontecendo na Itália e em Portugal, com abaixo-assinados, reunindo milhares de signatários, exigindo que seus governos adotem posições enérgicas contra os organismos geneticamente modificados”.
E finaliza, lembrando que até nos Estados Unidos está crescendo a rejeição aos alimentos processados com transgênicos, com centenas de organizações pressionando o governo a adotar a rotulagem. Até agora, não apareceu no mundo, nenhum movimento da sociedade civil defendendo o consumo de transgênicos, conclui Valdir Izidoro.
AEN/ PR
28/12/2007

dezembro 11, 2007

Dono de milícia mercenária pistoleira a serviço da Sygenta é preso

Preso dono de empresa de segurança da Syngenta
Foram presos hoje o proprietário da NF Segurança, Nerci de Freitas, e dois seguranças da empresa – Alexandre Magno Winche Almeida e Alexandre de Jesus – acusados de envolvimento na morte de duas pessoas em um confronto com sem-terra na Estação Experimental da Syngenta, em Santa Teresa do Oeste, no dia 21 de outubro. Outro segurança e dois líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e da Via Campesina estão foragidos.
A prisão preventiva dos envolvidos foi decretada pelo juiz da 1ª. Vara Criminal de Cascavel, no oeste do Paraná, Juliano Nanuncio. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), as prisões são necessárias para garantia da ordem pública, da instrução criminal e da aplicação da lei penal. A denúncia também atinge outras 13 pessoas. O segurança Rodrigo de Oliveira Ambrósio e os líderes sem terra Celso Ribeiro Barbosa e Célia Aparecida Lourenço são procurados pela polícia.
A prisão dos seguranças, por homicídio, tinha sido pedida pela polícia na conclusão do inquérito das mortes do segurança Fábio Ferreira, de 25 anos, e do sem-terra Valmir Mota de Oliveira, o Keno, de 42 anos. O MPE incluiu os líderes da Via Campesina no pedido de prisão, citando, entre outros crimes, homicídio com dolo eventual. A denúncia abrange ainda outros seis seguranças e seis sem-terra, além do presidente da Sociedade Rural do Oeste do Paraná (SRO), Alessandro Meneghel, acusado de formação de quadrilha armada e lesões corporais leves.
Yahoo! Ag. Estado
11/12/07

dezembro 8, 2007

TV de Plasma na recepção e paciente morto no corredor: jornalista paranaense narra noite do terror em posto de saúde de prefeitura tucana de Curitiba!

Triste crônica do sistema de saúde de Curitiba
Sábado, 10 horas da manhã. A caminho da Biblioteca Pública do Paraná vejo um anúncio da Prefeitura de Curitiba: “Nunca se viu tanta melhoria na saúde”. Domingo, pouco mais das 23 horas. Última olhada para ver se a filha está dormindo. Preocupação normal de pai. De repente, a surpresa: uma mancha vermelha na perna da menina com uma perfuração típica de uma picada de inseto. Um pernilongo? Um “borrachudo”? Uma aranha? O que fazer? Minha mulher telefona para um hospital.
“Casos de picada de aranha só podem ser tratados em posto de saúde”, explica para ela a recepcionista.
“Está tudo bem. Um anúncio da prefeitura diz que o sistema de saúde da cidade está mil maravilhas”, tento tranqüilizar a mãe.
Acordamos a pequena. Explicamos que teremos de ir ao posto de saúde. Meio sonolenta, ela sorri. Lá vamos nós.
Unidade de Saúde do bairro Fazendinha, pouco antes da meia-noite: tudo muito higiênico, tevê plasma na sala de recepção e móveis novos. “Olha, mudou mesmo”, comento. Minutos depois do infeliz comentário começa o sofrimento. Somos encaminhados para uma sala onde mais de 20 crianças, acompanhadas de seus pais, esperam consulta. Alguns estão alí há mais de cinco horas.
Meia noite: a única pediatra do posto vai embora. Agora, restam dois médicos para atender todos os pacientes, adultos e crianças.
Uma da manhã: um paciente adulto morre. Uma funcionária reclama: “Falta gente para atender, não damos conta do serviço”.
Duas da manhã: pais e mães, abatidos da longa e agonizante espera, desistem e levam seus filhos doentes de volta para casa. Há reclamações, revolta.
Três da madrugada: uma mãe com uma criança em estado febril e vomitando anda de um lado para o outro, desesperada, impaciente.
Três e meia da madrugada: finalmente somos chamados. A médica, uma simpática e atenciosa senhora, examina nossa filha. “Não foi aranha”, diagnostica. Quatro da madrugada: podemos ir embora. Ainda olho para trás para ver todas aquelas pessoas sofridas. Crianças dormindo nas cadeiras de plástico, pais esgotados e desesperados. “Sorte que não está fazendo frio”, penso.
Sorte? No caminho para casa, entre uma parada e outra nos sinaleiros, o questionamento: “A essa hora, o prefeito Beto Richa deve estar dormindo confortavelmente no seu apartamento de luxo no bairro “chic” Ecoville. Daqui a pouco, certamente a empregada irá até à panificadora que fica em frente do prédio. Comprará pão que acabou de sair do forno para ele tomar seu nutritivo café da manhã. Depois, o motorista da Prefeitura, pago com dinheiro público, o levará até o gabinete, onde ele planejará mais uma propaganda para divulgar o triste sistema de saúde da cidade”.
Célio Martins
Certas Palavras/ Gazeta do Povo Online
06/12/07
Mais:
Site do Dr. Rosinha

novembro 29, 2007

Soja convencional dá mais lucro ao produtor que transgênica. Quem gosta de prejuízo, é leitor da vEJA

Filed under: Estado do Paraná, Monsanto, MST, OGMs, revista Veja, Risco Requião, Sygenta, transgênicos — Humberto @ 10:49 pm
Rejeição aos transgênicos valoriza soja convencional
AEN/ PR
28/11/2007
A rejeição dos importadores, seguindo posição dos consumidores contrária aos transgênicos, está se refletindo na comercialização de soja no país. No Oeste paranaense, os produtores de soja não-transgênica estão recebendo R$ 2,20 a mais por saca do grão e o mesmo está ocorrendo em Mato Grosso e Goiás, outras duas grandes regiões produtoras de soja. Daniel Sebben, da consultoria AgRural, informa que os prêmios para soja convencional em Mato Grosso estão sendo fortalecidos, principalmente nas regiões Parecis e Médio Norte do Estado. Juntas, essas localidades somam área plantada de soja 3,7 milhões de hectares, o equivalente a 67% da área do estado. Neste ano, por exemplo, em abril (época de safra), a saca de soja convencional no Médio Norte valia R$ 22,57, o que representava prêmio de R$ 1,50 por saca, em relação ao grão transgênico. Em Sapezal (região do Parecis) tal prêmio chegava a R$ 1,70.“No caso do Parecis, o prêmio se deve ao destino do grão, que geralmente é o mercado europeu, que tem restrições quanto ao consumo de transgênicos. No Médio Norte, desde a safra passada, há esmagadoras que começaram a segregar o produto convencional, criando um nicho que não havia”, afirma.
No Paraná, cresce a tendência pela valorização da soja não-transgênica. O agrônomo Valdir Izidoro Silveira, presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), revelou que produtores rurais do Oeste do Paraná estão recebendo um acréscimo de R$ 2,20 por saca de soja convencional. “Isso demonstra o acerto da política do governador Roberto Requião em defesa da produção de grãos não-transgênicos. É também significativo o número de agricultores que está deixando o plantio de soja transgênica por comprovar melhores resultados financeiros com a produção convencional.”
DEMANDA – As empresas de consultoria técnica no setor de grãos confirmam que houve demanda baixa por sementes de soja transgênica em Mato Grosso, aumentando a procura pela semente de grão convencional. E, a escassez fez com que os preços subissem 16% a partir de agosto, quando a convencional começou a faltar, segundo Elton Hamer, presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat). Ele detalha que a saca de semente (40 quilos) que estava custando em abril entre R$ 42 e R$ 43, saltou para R$ 48 e R$ 50 em agosto. Já a transgênica se manteve no mesmo patamar, de R$ 35, preço 30% menor. “Quando o transgênico começou a ser implantado em Mato Grosso, há dois ou três anos, a semente convencional era um pouco mais barata”.
A situação faz com que em Mato Grosso e Goiás ocorra expressivas sobras de sementes transgênicas. “Se criou grande expectativa sobre crescimento de área transgênica de soja, que não se concretizou”, avalia Hamer. A estimativa era que 45% da área de 5,6 milhões de hectares de soja fossem cultivados com grão geneticamente modificado em Mato Grosso, percentual que deve fechar o plantio entre 35% e 38%, praticamente o mesmo da safra passada (35%).
Já em Goiás, segundo o presidente da Associação Goiana de Sementes (Agrosem), Aldino Rosso, a área de soja transgênica se repetiu nesta safra, na comparação com o período anterior. “As sementes geneticamente modificadas estão em 45% da área de soja de Goiás, quando o setor produtor de sementes esperava que houvesse avanço para 55% do total”, diz Rosso.MERCADO EXTERNO – Os importadores japoneses estão pagando ágio de US$ 1,50 por bushel (medida utilizada pela Bolsa de Chicago, que equivale a 27,21 quilos) para a soja não-transgênica, com entrega em 2008. “Isso representa 25% mais que neste ano”, afirmou Nobuyuki Chino, presidente da trading Unipac Grain, com sede em Tóquio. O Japão importou aproximadamente 500 mil toneladas de soja não-transgênica para uso alimentar no ano passado.
O Japão, maior mercado importador de soja, tem empresas, como a Shinozakiya, que utilizam o grão convencional para produzir alimentos como o tofu. A soja transgênica não é utilizada para a alimentação no Japão, devido a preocupações com a segurança alimentar. Outros países asiáticos, como Taiwan e Coréia do Sul, também importam soja não-transgênica. Na Europa, aumenta a rejeição aos organismos geneticamente modificados. A França e a Áustria proibiram a produção comercial de milho transgênico, enquanto que, na Itália, foi realizada consulta pública com mais de três milhões de italianos declarando-se contra os produtos transgênicos. Em Portugal, dezenas de regiões declaram-se zonas livres de transgênicos, posição assumida por demanda de agricultores e de movimentos sociais.

novembro 23, 2007

Vai-e-vem na Justiça ainda garante a proibição de transgênicos no Norte e Nordeste

Grão do Norte
Comércio de milho transgênico continua proibido na região
Compete ao Judiciário fiscalizar a legalidade dos atos administrativos. Por meio da Justiça, portanto, é temerário suspender uma decisão que — certa ou não — traduz o controle judicial dos poderes estatais. Por isso, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Barros Monteiro, manteve liminar concedida pela Justiça Federal do Paraná que proibia o comércio de milho transgênico nas regiões Norte e Nordeste.
O presidente do STJ explicou, ainda, que a suspensão de liminar é medida excepcional e sua análise deve restringir-se à verificação da lesão aos bens jurídicos tutelados pela norma de regência: a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas.
A liminar foi concedida pela Vara Federal Ambiental de Curitiba atendendo ao pedido das entidades Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), Associação Nacional de Pequenos Agricultores (Anpa), Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e Terra de Direitos.
As organizações pediam a suspensão do comércio de milho transgênico até que medidas de biossegurança garantissem que o produto modificado, Liberty Pink, possui as mesmas variedades orgânicas — convencionais ou ecológicas — do produto natural.
A autorização para o comércio do Liberty Pink foi dada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, nos autos do processo administrativo 12000.005154/1998-36. A CTNBio foi criada com a finalidade de prestar apoio técnico ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa aos organismos geneticamente modificados.
A Justiça Federal deferiu parcialmente o pedido, suspendendo os efeitos da autorização proferida pela CTNBio e determinando que a instituição não emitisse qualquer liberação sem a elaboração das medidas de biossegurança. A União pediu a suspensão da liminar à presidência do Tribunal Regional Federal 4ª Região. O pedido foi indeferido e a União recorreu ao STJ com base no artigo 4º da Lei 8.437/92, que rege sobre as restrições na concessão de liminares sobre atos do Poder Público.
A União alegou que o Poder Judiciário não pode intervir para substituir a decisão de exclusiva competência da CTNBio, pois atentaria contra a ordem constitucional e administrativa. Defendeu, ainda, que a manutenção da liminar poderia facilitar a entrada clandestina de sementes de milho geneticamente modificadas e que a determinação de realizar estudos de análise de risco não encontra respaldo nas leis em vigor. Em parecer, o Ministério Público Federal opinou pela rejeição do pedido.
Ao manter a liminar, o ministro destacou que compete, sim, ao Poder Judiciário a fiscalização da legalidade dos atos administrativos e que a alegação de possibilidade de entrada clandestina das sementes não guarda nenhuma relação com a matéria sendo mera conjectura formulada pela requerente. Segundo Barros Monteiro, a União não demonstrou concretamente de que forma a execução da liminar afetaria a economia pública.
Revista
Consultor Jurídico
23 de novembro de 2007
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.