ENCALHE

junho 29, 2008

Pobres folgazões recebem o Bolsa Família, compram mais comida e causam falta de alimento no mundo!! Escassez é resultado do assistencialismo do Lula!

Exposta mais uma vez a óbvia e gritante estupidez da cabotina classe-média paulistana: 7 entre 10 beneficiários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre. Vou repetir ( com foco em gerenciamento de atenção ) , já que a vEJA lhes deixou burros, muito burros demais: eles não querem receber o benefício eternamente!!
E outra: Pelo fim do feriado – ponto facultativo – de 9 de Julho em São Paulo!! Pelo batismo de alguma avenida principal da cidade de São Paulo, com o nome de Getúlio Vargas, o maior brasileiro de todos os tempos, de acordo com uma pesquisa promovida pelo próprio imprensalão, em 2007!!
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Jornal dos Prefeitos/Tribuna-ES, 28.06.08
Pesquisa
Sete em cada dez usuários do Bolsa Família não querem o benefício para sempre
Brasília - A idéia difundida por críticos do programa Bolsa Família que o benefício poderia desestimular a busca pelo emprego não se confirma na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que ouviu no ano passado cinco mil usuários do programa nas cinco regiões do país. Dos titulares do cartão Bolsa Família que responderam a pesquisa, 95% responderam que não deixaram de fazer algum tipo de trabalho remunerado depois que passaram a receber o benefício. Além disso, o levantamento demonstrou que sete, em cada dez beneficiados pelo programa, disseram que não querem receber o benefício para sempre. Menos da metade dos entrevistados (44%) tiveram trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa e o grau de informalidade, de acordo com o Ibase, é alto. Apenas 16% têm carteira assinada. Dentre os que não trabalharam no mês anterior à pesquisa, 68% estão desempregados há mais de um ano e apenas 23% buscaram trabalho neste mesmo mês.
O Ibase concluiu com o levantamento que o recebimento do benefício não faz com que as pessoas deixem de procurar trabalho. “Alguns grupos menores apontaram que há abandono de trabalho quando as condições são de extrema precariedade. Nesse ponto, nos relatos, os pesquisadores identificaram situações de atividades análogas à escravidão”, registrou a pesquisa.
O fato da maior parte dos entrevistados ser mulher pode explicar, de acordo com o Ibase, o baixo índice de trabalho remunerado no mês anterior à pesquisa, dado confirmado por 44% dos entrevistados. As entrevistas foram realizadas em setembro e outubro de 2007. Os entrevistados foram escolhidos por amostragem a partir do cadastro do Bolsa Família, que hoje possui 11,1 milhões de famílias beneficiadas. A pesquisa teve uma fase quantitativa, realizada pelo instituto Vox Populi, e outra fase qualitativa, anterior, que ouviu pessoas entre junho e julho de 2006. As duas fases se complementam.
Estudo
Mais de 80% dos beneficiários do Bolsa Família usam o dinheiro com comida
Brasília - Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análise Social e Econômicas (Ibase), no ano passado, demonstrou que 87% dos beneficiários do programa Bolsa Família gastam o dinheiro do benefício, principalmente, com alimentação. Ao entrarem no programa, os beneficiários aumentaram tanto a quantidade, como a variedade dos alimentos consumidos. Dos pesquisados, 73,7% afirmaram ter aumentado a quantidade de alimentos que já tinham o hábito de consumir e 69,8% aumentaram a variedade.
A pesquisa ouviu cinco mil titulares do cartão Bolsa Família em 229 municípios, nas cinco regiões. O levantamento foi feito nos meses de setembro a outubro, antes da alta da inflação verificada nos últimos meses, puxada principalmente pelo preço dos alimentos. Dos entrevistados, 78% declararam que passaram a consumir mais açúcar após o início do recebimento do benefício. Em relação a arroz e cereais, 76% disseram ter passado a consumir mais desses produtos e 69% declararam ter aumentado o consumo de leite. Também houve aumento do consumo de feijão. Dos entrevistados, 59% afirmaram ter aumentado a quantidade do produto em suas compras. As modificações na alimentação das famílias contrariam a tendência nacional no que se refere ao consumo de cereais. No Brasil, o consumo de arroz e de feijão (considerados a base da alimentação) decai há anos, de acordo com o Ibase, embora isso não ocorra entre as famílias de baixa renda. O levantamento apontou que o consumo de arrroz e feijão aumentou, nessa faixa. Outro dado levantado pelo pesquisa é que 63% dos entrevistados declararam ter aumentado a compra de alimentos da preferência das crianças da família.
Já para famílias que já tinham a alimentação básica suprida, o levantamento aponta que o Bolsa Família possibilitou o aumento na aquisição de alimentos considerados complementares, como frutas (55%), verduras e legumes (40%), alimentos industrializados e outros considerados supérfluos (62%), além da carne (61%), alimento considerado de difícil acesso.
Em segundo lugar no carrinho de compras do Bolsa Família vieram os gastos com material escolar (45,6%) e despesas com vestuário (37,1%).
Para o diretor do Ibase, a pesquisa aponta que o programa trouxe benefícios, mas precisa ser aperfeiçoado. “É necessário manter e aperfeiçoar o programa, associando-o a outras políticas públicas capazes de atacar problemas como a falta de saneamento básico e de acesso ao mercado formal de trabalho, fatores que interferem na insegurança alimentar”, avaliou o diretor do Ibase e coordenador do trabalho Francisco Menezes.
Benefício
Municípios têm até segunda para enviar dados do Bolsa Família
Brasília -
O prazo para envio de informações de saúde do programa Bolsa Família termina na próxima segunda-feira (30). Até agora, 64 cidades brasileiras já concluíram o processo, enviando os dados de todas as famílias que se enquadram no perfil da saúde, para o Ministério da Saúde. A região com maior número de municípios com grau de excelência no acompanhamento em saúde é a Sul, com 25 cidades. Em seguida, vem a Região Sudeste, que registra 17 cidades com acompanhamento de 100%, e depois o Nordeste, com 16 localidades na mesma situação. O Norte e o Centro-Oeste registram três cidades com 100% de informações de saúde, cada um. A média nacional de registro no sistema até 20 de junho foi de 43%.

maio 9, 2008

Jaz São Paulo: Paulistas e paulistanas ( Curtas )

1 – Quem lê este blog deve saber de meu boicote ao comércio do bairro onde resido ( Vila Zelina – ZL da Capital ). Quem não sabe, por favor, pesquise no blog e saberá os motivos. Bom, um deles eu vou dizer: de repente fomos tomados por uma onda de especulação imobiliária sem precedentes. A “qualidade de vida” baixou, já que o perfil dos bárbaros que para cá vieram é de classe-média, o que dispensa maiores esclarecimentos. A partir daí, começaram os “problemas no trânsito”. Como sempre, a origem é dada como “ignorada” ou “inexplicável”. De repente, baixou aqui para resolver os problemas uma deputada estadual do Partido Verde, que “encabeçou” uma campanha pela reforma do largo do bairro. Voltou a existir uma associação dos moradores. A tal deputada ocupava páginas e páginas dos jornais do bairro ( temos basicamente dois, cuja tiragem – gratuita – beira em 55 mil exemplares, em média, em distribuição semanal ), notadamente do “Paulistano” de propriedade de Wagner Salustiano, do PSDB ( detalhes podem ser encontrados no blog ). Há algum tempo, a dona deputada do PV ( cujo pai é prefeito de uma cidade do grande ABCDM ) simplesmente desapareceu no pedaço. Algumas reformas no citado largo já estão sendo feitas. Vocês não acreditam na lenga-lenga que se dava, desde o início da “polêmica” toda. A cada edição, ficávamos sabendo das visitas que dona deputada fazia, para acompanhar as discussões, ou representantes da prefeitura, do DSV, da CET. Este não é, nem de longe, o bairro mais carente da região. Para quem não sabe, fiquem sabendo que o populosíssimo bairro do Sapopemba havia iniciado um abaixo-assinado pedindo que o Metrô contemplasse o bairro com uma ou duas estações, acrescidas ao traçado da linha Verde que está chegando à Vila Prudente. Isso favoreceria os moradores de São Mateus, Guaianases, Sapopemba, que precisam ir até a Penha ou Tatuapé.
Bem, não consta – pelo que sei – alguma participação da deputada na pressão que os moradores de Sapopemba fazem, pedindo a ida do Metrô ao bairro. Acho que ela não apareceu nem para tomar um café com os moradores ou as lideranças. Mas em Vila Zelina houve notável empenho.
Depois, PUFF! Nem lembrava mais da mulher, até que começaram os spots do PV no rádio. Aí resolvi teclar umas linhas para não cair no esquecimento.
Ah, lembrei o que ia dizer, quando iniciei este post. Eu prometi que boicotaria ( não que eu gaste muito, claro ) o comércio do bairro – fiz estas juras, creio que em Dezembro do ano passado – e tenho cumprido a promessa à risca. Quer dizer, excetuando as três vezes que precisei carregar meu Bilhete Único, eu não gastei um mísero tostão no bairro. Em Janeiro ( foram quase 40 dias de cama ), minha mãe adoeceu e, nos meus raros dias de folga, eu me deslocava – a pé – a outro bairro ( Vila Prudente ) para comprar mantimentos. Gastava meia hora para ir e outra meia no retorno. Não me queixo de andar. Às vezes fazia as compras no caminho de retorno do trabalho.
E pretendo continuar assim.
2 – O secretário-adjunto da Segurança Pública do estado de São Paulo caiu. Não demorou muito, desde que a parcimoniosa imprensa pró-Serra publicou as primeiras linhas sobre o escândalo de chantagem de policiais feita contra membros do PCC. Sempre parcimonioso, este imprensalão ainda não se dedicou a interpretar a dimensão do problema. Quer dizer, quanta violência se permitiu ocorrer, derivada diretamente deste conluio/chantagem PCC-polícia corrupta-Secretaria de Segurança de SP. Vai se saber quantas mortes mais horríveis que a da Izabella ocorreram, e que são mocozadas ou tratadas como estatísticas. Trocando em miúdos: A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, se fosse chefiada por Dilma Roussef, já teria dado munição para o imprensalão golpista tentar derrubar o governador, contanto que este não fosse José Serra. Um fato curioso: antes de cair, José Dirceu brigou muito pelo mandato. Ao contrário do secretário Malheiros que afirmou fazer isso para se dedicar à sua defesa ( vejam abaixo ).
Acusado de pegar propina, Malheiros entrega o cargo
Diário do Comércio
O secretário-adjunto da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Lauro Malheiros Neto, pediu demissão ontem. Acuado pela denúncia de favorecimento ao investigador Augusto Pena, acusado de achacar a cúpula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Malheiros Neto tomou a decisão de deixar a secretaria um ano e 5 meses depois de tomar posse no cargo e seis dias após o caso ser divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo . Ele vai cuidar de sua defesa em tempo integral.
Anteontem, a ex-mulher de Pena, Regina Célia Lemes de Carvalho, afirmou, em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, que o investigador repartia com Malheiros Neto parte do dinheiro de origem ilícita obtido pelo policial. Homem de confiança do secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, responsável pelo convite para que assumisse o cargo, Malheiros Neto alega inocência.
O anúncio do pedido de demissão de Malheiros Neto ocorreu pouco antes das 15 horas, quando o governador José Serra (PSDB) teria o primeiro compromisso público no Estado – no Hospital do Câncer – desde o início do escândalo das escutas telefônicas usadas para achacar a cúpula do PCC. No evento, o governador disse que, para o seu governo, o caso envolvendo Malheiros Neto não era grave. “Até agora, não é grave. Houve denúncias e insinuações, mas nenhuma prova. Ele pediu para se afastar do cargo e eu aceitei”, afirmou Serra. [ OBS: "Não há provas", disse Serra. Desde quando provas têm alguma importância para o holding PSDB/ imprensalão? ]
Pouco antes, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, havia confirmado à Agência Estado o afastamento de Malheiros. “Ele decidiu se defender dessas acusações levianas”, disse. Ferreira e Serra disseram que o secretário-adjunto escolheu deixar o governo porque não gostaria de prejudicar a condução dos trabalhos na secretaria. Um dia antes, o secretário-adjunto havia sido chamado ao Palácio dos Bandeirantes para uma reunião de emergência.
Malheiros Neto ainda relutava em entregar o cargo, mas acabou convencido de que não teria tempo para cuidar do dia-a-dia administrativo ao mesmo tempo em que teria de preparar sua defesa. Em sua carta de demissão, o secretário-adjunto justificou ter razões pessoais para deixar o cargo e disse que a decisão foi tomada para se defender das acusações de envolvimento com Pena.
Pena e seu colega, o investigador José Roberto Araújo, foram presos na semana passada. Os dois são suspeitos de manter um esquema de escutas telefônicas em Suzano (SP), entre 2005 e 2006, com o objetivo de achacar integrantes da cúpula do PCC. Eles são acusados ainda de seqüestrar Rodrigo Olivatto de Morais, de 28 anos, enteado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola , líder do PCC, e exigir R$ 300 mil para libertá-lo.
Em depoimento à polícia, o delegado Nelson Silveira Guimarães revelou que recebeu, em 2006, informações sobre o seqüestro do enteado de Marcola . Preventivamente, ele contou que determinou o afastamento de Pena e de Araújo do trabalho das ruas. Segundo Guimarães, dias depois de tomar posse na Secretaria, Malheiros Neto telefonou para ele com um pedido. Queria interceder em favor de Pena, para que o policial fosse transferido justamente para o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
O pedido do secretário-adjunto, segundo Guimarães, foi atendido e Pena foi enviado para a Delegacia de Estelionato do Deic. Ali, segundo sua ex-mulher, o policial se envolveu em outro caso rumoroso: o furto de uma carga de videogame PlayStation de dentro do depósito do Deic, na avenida São João, no Centro de São Paulo.
Regina Célia confirmou à Corregedoria da Polícia Civil que Pena ganhou R$ 1 milhão com o desvio da carga e entregou R$ 100 mil para Malheiros Neto. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Malheiros Neto, disse que a acusação é uma vingança por ele ter trabalhado no processo de separação de Pena e de Regina Célia, defendendo o investigador. (AE)
3 – Curioso o tratamento que o Estado deu à paralização dos ônibus, ocorrida em 7 de Maio em São Paulo. No caderno Metrópole do dia 8, está a manchete: “Acordo adia reajuste de ônibus em SP” ( aliás, SP é Estado, não sei se pode usar esta sigla para tratar do município ).
A matéria não fala quase nada dos motoristas e cobradores, sendo que ELES teriam feito a paralisação, exigindo algumas coisas. Só que o jornal se detém nas negociações feitas entre a Prefeitura e os EMPRESÁRIOS. Segue um trecho ” (…) Após quase três meses (!!?) de negociações com a gestão Gilberto Kassab ( … ) os empresários conseguiram ontem, em meio à ( sic ) ameaça de paralisação geral dos ônibus a partir de terça-feira, a promessa de receber do governo um reajuste de 4,24% sobre o contrato entre a Prefeitura e as empresas ( … )”.
Quer dizer, “em meio a uma greve de trabalhadores” a Prefeitura acena com um reajuste “para os empresários” e já haviam negociações há três meses com essa finalidade.
Qual o papel do Sindicato dos Motoristas nisso? Para o público, a carga negativa caiu nas costas de motoristas e cobradores, que ficaram como os vilões da história. Se aumentar o busão – o que deve ocorrer após as eleições municipais – os empresários e a Prefeitura dirão que foi graças a aumentos de salários e mais benefícios trabalhistas. Resta saber se os trabalhadores conseguirão receber aquilo que pedem. Ou vai parecer que a greve se deu apenas para que os empresários conseguissem dobrar a Prefeitura.
4 – Carga tributária e Estado Mínimo: Caderno Dinheiro da Folha, em 8 de Maio:
“Nova forma de cobrar ICMS eleva preços”
Produtos de higiene e limpeza sobem 15% com tributo pago antecipadamente pela indústria, segundo supermercados
Onde isso? Ahh! No Estado de São Paulo, governado pelo PSDB. Mesmo que o governo afirme que apenas mudou a forma de cobrança, não importa. Se alguém está se beneficiando disso, sob alegações de “aumento de tributos”, coisa difícil de um cidadão comum apurar, o fato é que seu bolso está sendo a vítima. Claro que o governo pode estar correto, e coisa e tal. Mas, se os fabricantes aumentam os preços para alguma “compensação prévia”, parece razoável supor que os cofres estaduais também levam uns trocos na cobrança de impostos sobre os preços majorados.
Além disso, alguém pode negar que, quando se pretende mostrar a “farra arrecadatória” do governo Federal, situações semelhantes são mostradas na capa dos jornais e revistas? E com nomes aos bois? Notem que, na manchete e na outra chamada que a segue, não há menção a “onde” e “quem”. Fica até parecendo um fato geral e amplo, envolvendo todos os Estados, e não restrito a São Paulo.

Guilherme Afif ( DEM ) diz que só paulistas têm vontade ( sic!!! ) de trabalhar! Ai do Lula, se dissesse alguma coisa parecida!!

Filed under: Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, paulistas, preconceito — Humberto @ 2:26 pm
Afif diz que só paulistas têm vontade de trabalhar
Por: Diego Sartorato (
diego@abcdmaior.com.br)
Foto: Luciano Vicioni

Secretário estadual ironiza “preguiça” deixada pela côrte imperial na cultura de cariocas e baianos
O secretário estadual de Emprego e Relações de Trabalho, Guilherme Afif Domingos, também candidato a senador derrotado nas eleições de 2006 pelo antigo PFL, atual Democratas, cometeu uma gafe em Mauá, durante a inauguração do Banco do Povo da cidade, nesta quinta-feira (07/05). Em discurso, Afif falou sobre a cultura de trabalho do paulista e ironizou “os locais onde a côrte imperial deixou impregnada, até hoje, a falta de vontade de trabalhar” – uma alusão indireta principalmente aos povos de Rio de Janeiro e Bahia, ex-capitais do Brasil nos tempos de colônia de Portugal e Império.
“O Banco do Povo tem a cara do paulista, porque é feito para o trabalhador e nós gostamos de trabalhar. Isso desde os tempos do Brasil Império, porque aquele pessoal da côrte não gostava muito de trabalhar, não. Só chegamos onde chegamos por essa distância da côrte. Até hoje, onde ainda há tentáculos dessa cultura, existe essa falta de cultura do trabalho. Por isso há no Brasil essa situação em que alguns trabalham e pagam pelos benefícios dos que não trabalham”, floreou, em crítica também aos programas de distribuição de renda do governo federal.
Além do desconforto causado aos trabalhadores migrantes de outras regiões que acompanhavam o evento, as declarações de Afif repercutiram mau com ativistas contra o preconceito. “Em primeiro lugar, ele desconhece a história do Brasil e ignora os 400 anos de escravidão do negro e do índio, quando uma classe se apropriou de forma criminosa do trabalho desses povos. Isso tudo abalizado pelo Estado da época. Inflelizmente agora, esse representante da burguesia que herdou esse legado, continua pensando da mesma maneira. Estou indignado e revoltado com uma mentalidade tão tacanha e tão retrógrada”, reagiu Daniel Calazans, da comissão de cobate ao preconceito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Honerê Al-Amin Oadq, do Movimento Negro Unificado, também criticou a postura do secretário. “Nós sabemos que vivemos as seqüelas de um processo muito podre da história da humanidade. As mazelas que vivemos até hoje não são só financeiras, mas é a retirada de nossos direitos à saúde, ao trabalho, à educação. E ainda vêm essas pessoas, que usufruem dos benefícios dos ancestrais colonizadores, que não têm a menor noção da realidade que o colocou nessa situação”, lamentou.

ABCD Maior

março 11, 2008

Eleitor paulista que oferecia $10 para quem votasse em candidatos do PPS em São Paulo tem punição confirmada.

TSE confirma punição a eleitor paulista condenado por comprar voto a R$ 10
Tribunal Superior Eleitoral
11 de março de 2008
O ministro José Delgado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou seguimento ao recurso (Ag 9036) do eleitor paulista Raimundo Nonato da Silva. Com a decisão, o Tribunal não admite julgar recurso especial e fica mantida a multa e a prestação de serviços impostas pelo Regional paulista (TRE-SP), por compra de votos nas eleições 2006.
De acordo a denúncia do Ministério Público, em 1º de outubro de 2006, dia da eleição, Nonato teria dado, oferecido e prometido a diversos eleitores o valor de R$10 em troca de votos para o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS), ao deputado estadual David Zaia (PPS) e à candidata a deputada estadual, não eleita, Marina Bredariol (PPS).
O TRE-SP, por maioria de votos, reformou parcialmente a sentença do juiz eleitoral do município, que condenava Nonato à pena de cinco anos de reclusão. O juiz condenava mais dois eleitores, Sebastião Lopes da Cunha e Valquíria de Lima, que foram absolvidos pelo Tribunal.

janeiro 5, 2008

Não é o Pará: PMs e escrivão acusados de torturar menores em SÃO PAULO, em favor de amizade com fazendeiro. ( …?!?! )

Filed under: ECA, Estado de São Paulo, Polícia Militar, tortura — Humberto @ 2:29 pm
Caso de Polícia
Advogado acusa PMs e escrivão de torturar menores
por Claudio Julio Tognolli
O advogado criminalista paulistano Cezar Rodrigues entrou com representação contra um escrivão do 73º DP e policiais militares. Ele alega que dois menores de idade foram torturados. A representação foi ajuizada na Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo, com cópias para a Corregedoria da Polícia Militar e para o juiz-corregedor do Dipo.
Ele quer a instauração de procedimento administrativo contra os acusados. Segundo o advogado, a empresa Alba Comercial, por meio da advogada Aurora dos Santos, comprou três máquinas industriais processadoras de café no valor de US$ 150 mil cada, de um fazendeiro. O advogado diz que o fazendeiro se arrependeu do negócio e doou as máquinas para o filho. Segundo registro na Corregedoria de Polícia, ele usou a amizade com policiais civis e militares para “melar” o negócio.
De acordo com o advogado, o fazendeiro disse ter “fortes ligações com o comandante da Polícia Militar da área do DP” e também “do escrivão chefe do 73º DP”. E mais: “Ao efetuarem a remoção das máquinas, o fazendeiro, seus amigos policiais e o escrivão-chefe estancaram a operação. Mas já no DP uma das autoridades presentes entendeu que aquilo não era problema policial e sim, civil. E liberou todos, de pronto”, conforme o pedido de procedimento administrativo.
Ainda segundo o documento, as máquinas foram removidas do Distrito por dois menores de idade, acompanhados por um ajudante. Os menores, sem habilitação, foram rastreados e perseguidos por um carro da PM, que obedeceu a ordens oriundas da Delegacia, mesmo com a autoridade de plantão tendo dado o caso como encerrado, relata o advogado na representação.
De acordo com o documento, depois de parados, “os menores foram retirados do caminhão que transportava as máquinas e espancados brutalmente pelos milicianos”. Em seguida, ainda segundo o documento, foram reconduzidos ao Distrito, onde o chefe dos escrivães optou por desautorizar a ordem do delegado e resolveu reter as máquinas e deter os menores.
“Os menores espancados aguardaram no camburão da PM, incomunicáveis por horas, e não constaram do boletim de ocorrência elaborado. O ajudante Danilo, também espancado, manteve-se praticamente, com os menores, em cárcere privado”, relata o documento. O criminalista Cezar Rodrigues diz que a chefia dos escrivães, no dia seguinte, teria assinado o confisco das máquinas e as prisões “falsificando a assinatura da autoridade policial”.
Revista
Consultor Jurídico
4 de janeiro de 2008

dezembro 16, 2007

São Paulo perderá no mínimo R$ 7 bilhões da CPMF

A Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo repudia a falta de visão política e de compromisso com as necessidades da população brasileira, apresentada pelos senadores do DEM e do PSDB, que votaram contra a emenda para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF.
Em virtude desse veto, milhões de brasileiros serão atingidos pelos impactos provocados pela redução dos recursos nos programas sociais promovidos pelo governo Lula. Segundo informações do Ministério da Fazenda o valor da CPMF arrecadado no Estado de São Paulo era um total de R$ 10,315 bilhões.
Desses recursos cerca de R$ 6,6 bilhões eram aplicados pelo governo federal no Estado de São Paulo, sendo divididos da seguinte forma:
R$ 664 milhões para o Fundo de Combate à Pobreza; – Bolsa Família
R$ 2,2 bilhões para a Previdência Social;
R$ 3,8 bilhões para a Saúde
Para os deputados do PT, os partidos PSDB e DEM e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, são os principais responsáveis pela não aprovação da prorrogação do tributo que, no governo Lula, combateu à sonegação fiscal e destinou recursos aos programas sociais na erradicação da pobreza e resgate da cidadania
Assessoria de Comunicação – Liderança do PT
13/12/2007
Comentário do blog: Ainda bem que essa grana da CPMF não era destinada à Educação. Pensem no que o PSDB poderia deixar de fazer aqui em São Paulo, sem os tais recursos. As avaliações tipo Saeb, Saresp, iriam mostrar um quadro ainda mais negro ( e desculpem o trocadilho óbvio ).

dezembro 5, 2007

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
Carta Maior
05/12/07

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
Carta Maior
05/12/07

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
Carta Maior
05/12/07

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
Carta Maior
05/12/07

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
Carta Maior
05/12/07

"Prefeito petista assassinado de forma ‘escabrosa’ em Novembro não é notícia para o imprensalão", acusa jornalista

Um assassinato que não é notícia
Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí (SP) candidato no que vem, foi violentamente assassinado por quatro homens encapuzados na sexta-feira (30). Até hoje, os jornalões não comentaram o fato.
Bernardo Kucinski*
SÃO PAULO – Saiu no portal Terra, por iniciativa de um internauta. Mesmo assim, passados quatro dias, nenhum dos jornalões noticiou até hoje o assassinato de Geraldo de Souza Dias, ex-prefeito petista de São Bento do Sapucaí e candidato forte na campanha do ano que vem. O crime aconteceu na sexta-feira (30). Nem mesmo a forma escabrosa do assassinato fez do fato uma notícia nos jornalões: de noite, ao chegar ao seu depósito de materiais de construção, foi pego por quatro encapuzados e enforcado com fios.
“Uma morte horrorosa. O corpo ficou exposto do lado de fora da loja, de modo que quem passava na estrada podia ver”, relata um dos seus amigos. Geraldo foi prefeito de São Bento do Sapucaí de 2000 a 2004 e havia anunciado sua candidatura para a campanha do ano que vem, com boa chance de ganhar, segundo seus amigos. Era do PT ligado á Igreja Católica. Era casado, pai de quatro filhos. Ia à missa todos os domingos, católico praticante. Vinha de família radicada há muitos anos em São Bento do Sapucaí.
Geraldo de Souza Dias foi eleito em coligação com o PSDB, que tinha o vice na chapa. Presumia-se que na campanha seguinte, de 2004, a dobradinha seria invertida: o PSDB lançaria o candidato a prefeito com o apoio do PT, que então ficaria com o vice. Mas isso não aconteceu. O PT lançou candidato próprio e perdeu eleição. O PSDB perdeu também, sendo eleito o candidato do PMDB, atual prefeito. São Bento fica encravada na Serra da Mantiqueira. Tem recebido muitos turistas. Alguns artistas e intelectuais montaram casas de campo. A gestão do Geraldo, segundo essas pessoas, foi correta e não houve corrupção. Arrecadou muito impostos, como o IPTU, o que gerou alguma insatisfação política. Incentivou a educação e a cultura. Não fez grandes obras na cidade.
Geraldo sofreu ameaças anteriormente. Quando Celso Daniel foi assassinado, ele recebeu ameaças e reforçou sua segurança. Seus amigos divulgaram segunda-feira (3) um manifesto exigindo imediata e rigorosa apuração do crime: “(…) esperamos que haja rigor da perícia policial para o desvendamento desse crime hediondo, confiantes nas autoridades competentes, para que não haja omissão nem postergação da apuração dos fatos, nem parcialidade e nem impunidade, pois assim se faz necessário para que a sociedade encontre na lei a ordem e a paz desejadas…”
* Colaborou Ademir Buitoni
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05/12/07
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