ENCALHE

agosto 5, 2008

Golpe na DEMOCRACIA: Apagão Educacional Continuado tucano e individualismo forjado na idéia de "R$ 1 milhão aos 30 anos" afasta jovens das eleições!!!

Bom, foi publicado pelo Jornal da Tarde de 04.08 ( VEJAM MAIS ABAIXO ) , uma conclusão próxima ao título deste post. Mas a matéria é fraca de dar dó. Um monte de números e alguns gráficos que não provam nada, a não ser o óbvio: o Apagão Educacional Continuado Tucano é grave, e o “K.Da 1 – K.da 1″ enculcado nas mentes de nossos ( “nossos” é modo de dizer; o certo é “vossos” ) jovens, desde cedo expostos à mensagens edificantes e estimulantes como “num mundo cada vez mais disputado, você deve fazer a diferença” e besteiras de auto-ajuda ( isso não está na matéria: sou eu que digo ) afins resultam na suposta apatia ou desinteresse eleitoral daqueles que não são, ainda, obrigados a votar, mas que a legislação lhes permite o fazerem. Os jovens entre 16 e 17 anos, nascidos, portanto, em 1991 e 1992.
A matéria do JT não faz certos cálculos, pois se preocupa mais em promover generalidades com ares de pesquisa, para tentar provar sua afirmativa. Nesse caminho, sobra também para os “escândalos políticos”, um conceito vago e, mais vago ainda nesta matéria jornalística (OBS: é possível que uma versão mais completa tenha saído no Estadão, carro-chefe do Grupo Estado, que publica o JT, mas eu não tenho em mãos ).
Uma das tabelas que ilustram o texto compara, por exemplo, o número de indivíduos nesta faixa etária que compunha a população no Estado de São Paulo em 2001, com o ano de 2007. Teria havido um crescimento de 12%. Em outro gráfico, é feita a comparação entre eleitores nessa faixa de idade inscritos para votar em 2004 e 2007: queda de 38%. E por aí vai. Acompanhem. Infelizmente, os referidos gráficos não estão presentes. Eles são mais interessantes.
Farei, ainda, comentários ou observações ao longo dos textos do jornal:
Escolas expulsam jovens da eleição
Jornal da Tarde, 04/08/2008
A equação é contraditória: o número de jovens entre 16 e 17 anos aumenta em São Paulo, mas a quantidade de eleitores desta faixa etária diminui. Para explicar o contra-senso, os especialistas recorrem à Educação.
A equação é contraditória: o número de jovens entre 16 e 17 anos aumenta em São Paulo, mas a quantidade de eleitores desta faixa etária diminui. Para explicar o contra-senso, os especialistas recorrem à Educação. A má formação nas Escolas é eleita como fator determinante para afastar os adolescentes das urnas, comportamento influenciado também pelo individualismo da nova geração e a rejeição aos recentes escândalos políticos. A fuga dos mais novos está expressa nas estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre 2004 e 2008, há queda de 38,1% dos cadastrados entre 16 e 17 anos no Estado, saindo de 516,9 mil para atuais 374,3 mil. Já os dados populacionais mostram um acréscimo de 12,8% desse grupo etário (1,6 milhão no ano passado contra 1,4 milhão em 2000, segundo o DataSUS). A ausência de explicação demográfica dá força para a interferência da baixa qualidade da Educação no interesse juvenil pela política. “Se há deficiência no ensino de português e matemática, também é falha a formação cidadã do estudante”, avalia o presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada, César Calegari. “A Escola não incentiva a consciência dos alunos, o que repercute o desinteresse em tirar o título de eleitor”, completa Calegari, que também preside o Conselho Nacional de Educação. Os índices que medem a qualidade do ensino médio paulista, ciclo que concentra a maior parte dos adolescentes, estão alinhados com a tese de Calegari. O declínio das notas do Sistema Nacional de Educação Básica (Saeb) acompanha o gráfico de eleitores facultativos. Em 2003, a média estadual alcançada pelos alunos de 1º e 3º colegial de SP estava em 280,4 pontos e caiu para 269,36 em 2007, segundo avaliação do Ministério da Educação. Outro ingrediente que retrata o contexto educacional dos jovens é a primeira edição do Índice de Desenvolvimento de Educação de São Paulo (Idesp), realizada em abril. Na escala de 0 a 10, os matriculados no ensino médio atingiram nota 1,4 – é a pior média comparada com os 3,8 pontos alcançados pelos alunos do ensino fundamental (5ª a 8ª série) e ainda menor do que os 5,1 pontos conseguidos pelo Ensino Infantil (1ª a 4ª série). O cientista político da Universidade de Brasília, Leandro Barreto, endossa a opinião de que a formação educacional precária afeta a participação nas votações. Mas ele traz outros fatores para a apatia política dos jovens, repetida no País (queda de 19% no número de eleitores) e ainda mais acentuada na capital de São Paulo (baixa de 64,6%). “O jovem é a parcela mais sensível aos escândalos. A crise ética pela qual passa a política assustou”, diz Barreto, ao ressaltar que, ao invés de reagir com o protesto, a resposta da juventude vem na forma do desestímulo. “Figurino” muito diferente do já usado pelos jovens de antes, como a emblemática geração de 1968 na briga contra a ditadura, a que pediu a anistia do final da década de 70 e os caras pintadas que gritaram pelo impeachment de Fernando Collor, nos anos 90. A não adesão da juventude ao voto facultativo fez a União Brasileira dos Estudantes (Ubes) lançar a campanha “Se Liga 16”. “A Educação no Brasil enfrentou, e ainda enfrenta, um processo de desmanche total”, argumenta o diretor da entidade, Thiago Mayworm. “A dinâmica da sala de aula é copiar o que está escrito na lousa. O que queremos com a campanha é estimular a consciência política dos alunos e reforçar a importância do voto.” O professor do Departamento de Geografia da PUC, Marco Bernadino de Carvalho, ressalta que a forma atual de manifestação juvenil prioriza o interesse individual em detrimento do coletivo, o que serve de hipótese para a fuga das urnas. Pesquisa Datafolha, divulgada semana passada, que traçou o perfil do jovem brasileiro, mostrou que os anseios pessoais prevalecem. Dos 1.541 entrevistados, entre 16 e 25 anos, 18% citaram a realização profissional como maior sonho e 22% a casa própria. “A falta de rebeldia nos impede de fazer projeção do futuro político”, diz Carvalho. “Em tese, com envelhecimento da população, teríamos eleitores mais conservadores. Mas o rebelde de ontem é o idoso de hoje e os apáticos atuais, os eleitores velhos de amanhã.”
Contramão
Na contramão dos jovens de 16 e 17 anos, está o aumento do voto facultativo entre os maiores de 69 anos: eram 1,4 milhão em SP no ano 2004 e agora somam 1,8 milhão. Não por acaso, a terceira idade atual é formada, justamente, pelos jovens que revolucionaram a década de 60.
NÃO VOU VOTAR POR ENQUANTO. TENHO 16, NÃO SOU OBRIGADA.
O desinteresse em mudar o cenário político está no discurso dos jovens paulistanos. O argumento usado pelos meninos e meninas ouvidos pelo JT é a descrença de que o voto pode mudar o cenário eleitoral. É o que diz a maioria dos que não chegaram à maioridade nem foi atrás de tirar o título. E, para quem já fez 18 anos, votar é mais uma das obrigações, assim como fazer o dever de casa ou lavar a louça.
Tanto na porta de Escolas públicas ou ainda em frente aos colégios particulares, a opção por não participar das eleições não apresentou diferença. Na sexta-feira, um dia depois do debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, exibido pela TV Bandeirantes, o assunto não fazia parte das rodinhas. “Não assisti o debate, não. Eu não vou votar, tenho 17 anos. Por isso fico fora dessa discussão”, disse Mariana Santiago, pouco antes de entrar no cursinho preparatório que fica na Rua Vergueiro, Zona Sul da Capital. Opinião muito semelhante da outra Mariana, a Pires, esta estudante do colégio público Major Arcy, que fica na Vila Mariana. “Eu não vou votar por enquanto. Tenho só 16 anos, ainda não sou obrigada.” Já Márvia Scardua, diretora da União Nacional dos Estudantes (UNE), tem opinião contrária. “Sou contra a tese de que a juventude é alienada. Talvez, esta geração não se manifeste pelo voto. Mas os nossos congressos estão cada vez mais lotados. O último (em maio) reuniu 400 mil estudantes”, pondera. Os amigos “escadinhas”, Ademir Benedito, 18 anos, Valério Pereira, 17, e Thaís Lobregatte, 16, reúnem as justificativas mais apresentadas pelos jovens. O mais velho só vai votar porque agora a legislação obriga. O “do meio” escapou porque só completa 18 anos em 2009. E a caçula tirou o título para ter mais um documento, porém não quer votar.
APATIA POLÍTICA
Este ano, eu não escapei. Fiz 18 anos e, por isso, preciso votar. Mas não tenho a menor vontade” ADEMIR BENEDITO ESTUDANTE DE ADMINISTRAÇÃO, 18 ANOS
Não tirei o título de eleitor e nem me interesso por política. Só vou votar quando for obrigação” VALÉRIO PEREIRA ALUNO DO 3º ANO DO ensino médio, 17 ANOS
Tirei o título agora, não porque tenho vontade de votar. Foi só para ter mais um documento” THAÍS LOBREGATTE CURSA O 2º ANO DO ensino médio, 16 ANOS
E o que pretendem estes jovens de seu futuro? Uma pista segura: Tocadores de MP3 já são risco à audição mostra um dos efeitos do autismo juvenil. Pena que eles não ficam MUDOS também.
Voltando a situação eleitoral. Não sei bem o que a matéria do JT tenta provar ( ou fazer-nos crer ). Que a corrupção política afasta os jovens da política? Compara-se, ali, os jovens atuais com os de 68…É como se todos os jovens daquele período fossem, bem, “rebeldes”. Não houve reaças na década de 60, mesmo que em idade baixa? Será que certos senhores que escrevem nos jornais e revistas, e que têm a mesma idade de outrora “subversivos”, como Gabeira e Zé Dirceu, foram, igualmente, “rebeldes”? 68 é um bom objeto de venda, e só. É como o Rock’n'Roll. E a efígie de Che Guevara. Dizia Raul: “Falta cultura prá cuspir na estrutura”. Nada mais verdadeiro, e é bom que essa molecada não vote mesmo.
Tem uma história, é mais ou menos assim: os negros americanos que militavam, seja nos movimentos negros ou hippies, ao mesmo tempo, não confiavam tanto assim em seus companheiros de revolução pois, para os negros, se as coisas passassem a dar errado para os cabeludos, eles simplesmente voltariam para a casa de seus pais, enquanto os negros voltariam para o Bronx.
Ainda assim, o cenário brasileiro em 68 era muito pior para os jovens do que o atual. Será que as facilidades de hoje afrouxaram o caráter da molecada de hoje ( o início do processo de “desinteresse eleitoral” deve ter sido com seus pais ), pelo menos os que são o objeto da pesquisa citada pelo jornal ? E mais uma pergunta: os adultos de 68 eram mais o quê, em relação aos de hoje? Cultos? Inteligentes? Preocupados com o próximo e a coletividade? Se for isso, o “desânimo eleitoral de hoje” é, ao mesmo tempo, causa e consequência. Pois, “apatia” e “desinteresse” são passividade, enquanto “não votar por descrença” presume conhecimento, algum tipo de interesse, reflexão, exercício. Ou seja: uma postura ativa. Não se pode ser “crítico” e “desinteressado” da forma que o jornal nos apresenta.
Eu creio mais na idéia de que os garotos são altamente influenciados pelo “cada um com seu poblema”. Essa idéia veio bem na carona do sucateamento do Estado que, em princípio, seria um agente dos interesses em comum. Em lugar do “brasileiro”, veio para ficar o “cliente”. Como se sabe, a pessoa que consome ( o “cliente” ) se destaca da multidão ( o “brasileiro” ), e esse é o norte da bússola desta geração. O coletivo não está com nada, desde que a tucanalha comprou o poder, em 1995 e trouxe consigo os badulaques eletrônicos importados que hipnotizaram os pais dessa molecada que não quer votar. O individualismo declarado não exclui as outras componentes. Não deveria ser surpresa esse comportamento e, no mais, deve ser resultado já previsto e estimulado.
Quer ver uns números?
O gráfico que mostra a avaliação do ensino médio em SP pelo SAEB, só vai até 2005. A queda livre é iniciada, coincidentemente ( para quem acredita nisso ), em 1995. A média em português era 305,26 e atingiu 261, 34 em 2005. Em 2006, Serra vence a eleição para Governador do Estado. Não há – repito – dados na matéria que nos permitam averiguar o comportamento da queda nas avaliações que já completava uma década ininterrupta.
Matemática também apresentou queda brutal nestes 10 anos. E é nesse contexto educacional que nossos jovens estão inseridos.
CORRUPÇÃO
Também não dá para levar a sério esse papo de “os jovens têm vivenciado corrupção e, por isso, não querem votar”.
Os índices que aparecem, retratando a queda do número destes eleitores são estes:
- 19% Nacional ( – 19% )
- 38% Estadual ( – 38% )
- 64% Municipal ( – 64% ), sendo os dois últimos referentes ao Estado de São Paulo e sua Capital.
O que teria havido para esta queda? O texto do jornal não diz, mas sugere-se, implicitamente, que a corrupção em questão está no nível federal, logo, governo Lula.
Vejamos: O Estado de São Paulo é governado pelo PSDB há 13 anos. Uma pessoa que tenha, hoje, 16 ou 17 anos, tinha 3 em 95 e 10 em 2002, quando Lula foi eleito presidente da primeira vez. Ou seja, o moleque não sentiu na carne toda a corrupção engenhosa que existiu nos dois governos de FHC. Graças, também, à nossa insuperável mídia, ou PIG. Seus pais também entenderam pouco. Nascera, inclusive, a República dos Eufemismos, o modo disfarçado e pretensamente intelectualizado e moderno dos tucanos falarem sobre como roubariam, entregariam e deixariam roubar. Tudo, dentro da mais inegável elegância e sapiência superior.
Pois bem: o sixteen de hoje tinha 13 em 2005, quando começaram a surgir as primeiras denúncias de corrupção e outras mazelas morais contra o governo Lula ( eu disse “denúncias” ) e que vieram se transformar no “maior escândalo de manipulação jamais vista neste país”: “suposto mensalão”, dólares de Cuba, Dinheiro na cueca, morte de Celso Daniel, “caos aéreo”. Tudo em alto e bom som, o tempo todo, sem dó. Exceto, claro, as retratações.
Não que o governo petista seja ou fosse composto por santos apenas mas, para salvar a pele de antigos governantes e seus aliados empresariais/ corporativos/ consultores/ administradores, os nossos jornais e revistas passaram a atirar para todo o lado e, mesmo que não acertassem, diziam tê-lo feito, e na mosca. Nas foi suficiente, e Lula conseguiu ser reeleito, e goza de bastante prestígio, se levarmos por pesquisas. Mas o PIG insiste, e as comunicações que temos hoje em dia são mais presentes e potentes, e é a essas que a juventude está exposta.
Mas aí tem o seguinte: a queda, em nível nacional, dos eleitores jovens, foi de 19% e, lembremos, 38 e 64% no Estado de São Paulo e Capital, respectivamente. Já ouço a voz dum Bandeirante ou Cosmopolita Paulistano: “é porque nossos ( paulistas e paulistanos ) jovens são mais letrados, cultos e críticos e não recebem Bolsa-Esmola; por isso, se recusam a votar, se não são obrigados…”.
Certo: mas numa eleição municipal? E se pensarmos que, como bem explica a propaganda do TSE, o município é a parte mais visível, a mais perceptível da organização político/administrativo/social duma coletividade? Os garotos que estão na 3ª. série do segundo grau ( Estado ) ingressaram em 2005. Este foi o primeiro ano de José Serra – e, depois, Kassab – na Prefeitura de São Paulo. No ano seguinte, José Serra foi eleito governador, sendo empossado em 2007.
Desde então, as coisas melhoraram demais: craterão do Metrô, mais bomba nas avaliações da Educação, denúncias envolvendo a Alstom e figurões do PSDB, Nova Máfia dos Fiscais, fim da paciência dos professores e a deflagração de greve, mais CPIs engavetadas, a prisão do chapa Daniel Dantas… Mas o PSDB/ DEM ainda gozam de um prestígio junto à imprensa que o governo federal jamais pensaria sequer em arranhar.
Tudo muito difícil de acompanhar acuradamente, mas não deixa de reforçar um sentimento geral de “mergulho amplo na corrupção e malfeitorias afins”. Isso repercutiu, dessa vez, localmente, ou seja, estadual e municipal.
Então poderíamos concluir, sem medo de parecermos piores que os jornais que publicam matérias de qualidade duvidosa como a que está em questão: a incompetência, corrupção e sucateamento tucanos no Estado e Cidade de São Paulo, causam repulsa a jovens locais, que se recusam a votar nestas eleições, já que a lei não os obriga.
Bom, recordo, a matéria do JT não mereceria tanta atenção de minha ( nossa ) parte e nem ser levada muito a sério, e já escrevi demais a respeito. Encheu!! E nem saiu do jeito que eu pretendia.

julho 7, 2008

Comemorando o 9 de Julho: Dono do "Estadão" propôs Ato Institucional que assustou até mesmo os generais da ditadura!!

O artigo a seguir foi extraído de “Golpe de 64 em São João da Boa Vista” ( pág 269 a 271 ) de Jasson de Oliveira Andrade, tendo sido publicado, anteriormente em “O Regional” em 24 de janeiro de 2003. Mais abaixo, Jasson comenta a “Moção de Aplausos” a seu livro, recebida junto à ALESP, por iniciativa do deputado Simão Pedro ( PT ). Pelo trecho a seguir, pode-se vislumbrar o valor da obra de Jasson.
A censura do “Estadão”
O “Estadão”, designação adotada pelo próprio O Estado de São Paulo, foi perseguido por Getúlio Vargas, então ditador ( Estado Novo ). Houve mesmo intervenção no jornal. Os Mesquita, seus proprietários, se exilaram. Muitos anos depois, Júlio Mesquita Filho tornou-se líder civil do Golpe de 64.
No início da ditadura militar, segundo Élio Gaspari no seu livro A Ditadura Envergonhada, “foram inúmeras as propostas de demolição das franquias constitucionais”. Entre elas – revela Gaspari – “uma vinha do jornalista Júlio Mesquita Filho, proprietário do O Estado de São Paulo. Redigida com a colaboração do advogado Vicente Ráo, catedrático de Direito Civil da Universidade de São Paulo e ministro da Justiça no Estado Novo ( Vargas ), foi a primeira a chamar-se Ato Institucional. Sugeria a dissolução do Senado, Câmara e assembléias legislativas, anulava o mandato dos governadores e prefeitos, suspendia o habeas-corpus e pressupunha que seria o primeiro de uma série” ( pág. 122 ). Uma contradição: o colaborador dele serviu ao governo do algoz ( Getúlio Vargas ) de sua família! O Ato não foi adotado: era muito autoritário!
O Ato Institucional sugerido pelo dono do “Estado” foi seguido pelo AI-5, em 13/12/1968, instituindo a censura no Brasil. Entre os censurados, os jornais dos Mesquita!
No dia 11/12/2002, na matéria “Júlio de Mesquita faria 80 anos hoje ( Memória )”, O Estado de São Paulo prestou uma homenagem póstuma ao ex-diretor, falecido a 05/06/1996. Nela há um relato que merece transcrição: “Submetido à censura prévia pelo Ato Institucional nº. 5, o ‘Estado’ publicava trechos de Os Lusíadas, de Luís de Camões, nos espaços reservados às informações e reportagens vetadas… No Jornal da Tarde, os leitores encontravam receitas de doces e bolos. Essa foi a saída que os dois jornais encontraram para escapar à autocensura que nunca aceitaram”.
Outra revelação do jornal: “Intimado a prestar depoimento num inquérito policial militar ( IPM ), Júlio Neto respondeu a um curto interrogatório que ficou antológico na história do governo Médici”.
- O senhor é diretor-responsável do jornal O Estado de S.Paulo?
- Não, respondeu o jornalista.
- Então, quem é?
- O ministro da Justiça, professor Alfredo Buzaid, que todas as noites tem um censor na tipografia do jornal.
Um Ato Institucional proposto pelo pai de Júlio Mesquita Neto – o de nº. 5 – atingiu também o “Estadão”, censurando-o. Era o feitiço contra o feiticeiro! Outros “revolucionários” também foram punidos. Mas essa é outra história.
Meu livro: Moção do deputado Simão Pedro
Jasson de Oliveira Andrade
O deputado Simão Pedro apresentou uma Moção de Aplausos ao livro GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA, sob o Nº 37, datado de 28 de maio de 2008 e que foi publicada em 6 de junho. A Moção tem o seguinte teor: “O Livro Golpe de 64 em São João da Boa Vista idealizado por Francisco de Assis Martins Bezerra – editor e por Jasson de Oliveira Andrade – autor relata momentos importantes da história política de São João da Boa Vista. Embasado em pesquisas e fatos vivenciados, o autor Jasson de Oliveira Andrade, ex-preso político, relata os acontecimentos que precederam o Golpe militar de 1964 e os efeitos do mesmo sob o enfoque local, permitindo que a população de São João da Boa Vista conheça sua história e os principais protagonistas que refletiam as forças políticas da época e os interesses representados em seu município.
Esta brilhante e corajosa obra literária permite que conheçamos melhor a história deste importante município paulista, para que possamos entender a atualidade e assim, buscar maior desenvolvimento cultural, social e até mesmo econômico.
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO, aplaude os Senhores Jasson de Oliveira Andrade -autor e Francisco de Assis Martins Bezerra – editor pelo importante trabalho histórico-literário que resultou na publicação do livro Golpe de 64 em São João da Boa Vista que tornou acessível a todos, as circunstancias e fatos que envolveram este período sombrio da história de nosso país, sob um corajoso enfoque local que permite identificar as forças políticas e interesses da época, compará-los aos dias de hoje e estimular o surgimento de novas lideranças” .
A iniciativa do deputado petista reflete a repercussão que obteve o livro GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA, confirmando a boa venda dele em São João (PAPYRUS) e em Mogi Guaçu (LIVRARIA NOBEL). Recebi também mensagens de elogios ao livro. Entre outras, destaco duas. Uma da escritora sanjoanense Yola Oliveira Azevedo, autora de A RECONQUISTA. Outra do professor Messias Prado, que leciona em Mogi Guaçu.
Yola assim se manifestou: “Acabei de ler seu livro – com muita atenção”.
“É excelente – tanto pela redação como pelo cuidado ao mostrar documentos que comprovam abusos incríveis de supostas “autoridades” – armadas – na época. Há momentos chocantes, tristissimos, que muito me comoveram”.
Parodiando Drummond – temos de lembrar para nunca esquecer”.
O professor Messias, de Mogi Guaçu, escreveu: “Terminei de ler seu excelente livro. Realmente é um registro de eventos que não devem mais acontecer… Interessante que, à medida que vamos lendo, vamos nos identificando e adquirindo simpatia com alguns personagens, enquanto em relação a outros nossos sentimentos são de raiva e em alguns momentos passamos a detestá-los. Enfim, como já cantaram Plabo Milanês e Chico Buarque:
“E quem garante que a História
É carroça abandonada
Numa beira de estrada
Ou numa estação inglória?
A História é um carro alegre
Cheio de um povo contente
Que atropela indiferente
Todo aquele que a negue.”
(Cancion por la unidad de Latino América)
Obrigado por nos passar sua experiência e sua vivência através de importante registro em livro.”
Esses depoimentos, e outros que recebi, mostram que valeu a pena escrever GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é sanjoanense e jornalista em Mogi Guaçu.
Postado em: 01/07/2008
Portal Mogi Guaçu

junho 26, 2008

Estadão sugere a funcionários mais antigos que se apresentem ao mercado de trabalho. Giba Um afirma que jornal foi vendido para as Organizações Globo

Filed under: Estadão e JT, Giba Um, imprensalão, Organizações Globo — Humberto @ 11:41 am
Estadão propõe desligamento a funcionários mais antigos
COMUNIQUE-SE
O jornal O Estado de S.Paulo propôs a cerca de 30 funcionários com mais de 15 anos de casa que se desligassem da empresa. A medida foi tomada porque, conforme o Comunique-se apurou, esses trabalhadores, de diversas áreas, não apenas jornalistas, seriam demitidos em mais um ano de atuação. O jornal apresentou a eles, então, a possibilidade de se afastarem com um adicional na aposentadoria, apoiado pelo Oesp-Prev.
Não se trata de uma demissão em massa. Outros funcionários, contudo, mais novos, ocuparão o lugar desses profissionais nas mesmas funções.
O Estadão não possui um programa de recolocação profissional para esses trabalhadores.
Estadão vendido
Giba Um
Confirmando notas que já vinham sendo dadas pela coluna, nas últimas horas o jornal O Estado de S.Paulo e demais veículos do grupo já teriam sido vendidos para o grupo Globo, do Rio de Janeiro. Cada um, dos seis principais integrantes da família Mesquita receberiam R$ 90 milhões e o grupo Estado teria se comprometido a deixar o passivo trabalhista zerado (as demissões já começaram, a partir dos jornalistas mais veteranos e de maiores salários). Antes, o grupo Estado conversou com os grupos Folha e Abril: não quer ser acusado de monopólio e enfrentar uma guerra. O Jornal da Tarde seria fechado para não conflitar com o Diário de S.Paulo . E um detalhe: há meses, Ricardo Gandour, que dirigia o Diário de S.Paulo transferiu-se para o Estadão .

junho 22, 2008

APEOESP: O "ESTADÃO" CONTRA A DEMOCRACIA

O “Estadão” contra a democracia
Lamentável o editorial “A greve do professorado”, publicado hoje, 18 de junho, no jornal O Estado de São Paulo. Evidentemente, defendemos o direito dos órgãos de comunicação de manifestarem seus pontos de vista em editoriais e artigos de opinião, mas não podemos concordar com a parcialidade do “Estadão” em relação à greve dos professores, repercutindo unicamente as informações e interesses do governo Serra.
Em primeiro lugar, o editorial reproduz, sem questionar, a avaliação do governo de que apenas 2% da categoria aderiu à greve. Fosse nossa paralisação tão insignificante, não haveria razão para a verdadeira campanha do governo e de certos órgãos de comunicação contra o nosso movimento.
Em segundo lugar, é um acinte a acusação de que nossa greve é política e de que teria algo a ver com a campanha eleitoral. Não nos movemos por interesses eleitorais e sim pela defesa de nossos direitos – duramente atacados pelo governo José Serra – e pela defesa da escola pública.
Estamos há três anos sem qualquer reajuste salarial e o governo não cumpre a lei da data-base, de autoria do próprio executivo. Também não negocia com a APEOESP e demais entidades da Educação e do funcionalismo.
O jornal também faz uma inaceitável ilação entre a greve e o fato de o atual presidente da APEOESP ser suplente de senador pelo PT. O presidente da APEOESP foi eleito em processo direto e democrático pelos professores e professoras da rede estadual de ensino e, como cidadão pleno de direitos, pode ser suplente de senador ou ocupar outro cargo eletivo. É curioso que o Estadão não questione lideranças empresariais conservadoras na mesma situação.
Questionamos, sim, as medidas adotadas pelo governo estadual e estamos exercendo nosso direito constitucional de lutar pela sua revogação. O governo já havia instituído a lei 1041/2008, pretendendo impedir que os professores possam realizar consultas e tratamentos médicos, ao limitar a apenas seis ao ano o número de abonos de faltas para esta finalidade. Agora, de uma penada, com o decreto 53.037, quer cassar o direito à transferência dos professorespara unidades mais próximas de suas residências e instituir um processo seletivo para submeter professores com 10 ou 20 anos de dedicação à escola pública, mantendo-os na precária condição de temporários, quando deveria promover concursos públicos para efetivar o conjunto dos professores da rede estadual de ensino.
Cabe ao Estado assegurar as melhores condições para que o processo de ensino-aprendizagem ocorra nas escolas estaduais. No entanto, isto não vem acontecendo. Ao invés de melhorias na infra-estrutura das escolas, soluções cosméticas. Ao invés de mais democracia e participação dos professores, alunos e comunidade, medidas autoritárias e a eliminação da liberdade de cátedra e do direito dos conselhos de escola de definir o projeto político-pedagógico mais adequado a cada unidade escolar.
Não é a primeira vez que o “Estadão” perfila ao lado dos que são contra a democracia. Mas a nossa greve continua crescendo e vai prosseguir, porque ela é justa. Nossa vitória contribuirá, sim, para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas estaduais, porque a valorização do magistério é condição fundamental para a boa qualidade da educação pública.
Carlos Ramiro de Castro
Presidente da APEOESP

fevereiro 26, 2008

Imprensalão erra nas coisas mais prosaicas. Não vale o escrito.

“Erro de digitação faz Estadão dar o Oscar de melhor filme à produção errada”
Portal IMPRENSA
25/02/08
“Estadão mostra foto de Lênin e diz que é Stalin”
O Cata-Milho
28/05/07
E não menos digna de nota, apesar de teoricamente insignificante informação, a edição desta semana da revista Época ( 510 ) traz matéria tratando da “libertação” brasileira dos grilhões da outrora famigerada dívida externa. A certa altura, uma frase como “Não esperava estar vivo para ver este dia chegar”, é atribuída ao economista Paulo Nogueira Batista Jr., “do PT”.
Não consta que Paulo seja filiado ao partido – ou a qualquer outro, diga-se de passagem. Aliás, se me lembro bem, o Reinaldo Azevedo já caiu nesse engano. Infelizmente não tenho como reproduzir aqui o deslize da Época.

janeiro 27, 2008

Pesquisa: Elite brasileira acredita ( muito, aliás ) na mídia, mas 46% lê BLOGS logo que entram na Internet.

Elite brasileira acredita mais na mídia
Comunique-se
Vinte e cinco por cento da população brasileira com maior renda familiar têm mais confiança na mídia (64%) do que em empresas (61%), ongs (51%), instituições religiosas (48%) ou até mesmo em seu próprio governo. Os dados fazem parte do Estudo Anual de Confiança da Edelman, empresa de relações públicas. Segundo o levantamento, o Brasil é o terceiro país onde a imprensa tem maior índice de credibilidade, ficando atrás apenas do México (66%) e da Índia (65%).
A pesquisa ouviu 3.100 entrevistados entre 35 e 64 anos, com formação superior e renda familiar entre as 25% maiores de seus países. Considerado um estudo entre líderes de opinião, por parte da consultoria, a pesquisa abrangeu 18 países, como China, Irlanda, Rússia, Estados Unidos, Índia, França, Espanha e Brasil.
Concluiu-se que essa parte da população, em todo o mundo, possui muito interesse em assuntos relacionados à mídia, economia e política.
Os brasileiros recorrem mais aos jornais impressos (87%) e à TV (82%) como primeira fonte de informação. Em seguida, procuram as informações na internet (52%). Mas a maioria deles (41%) lê tanto a versão impressa quanto a versão online dos jornais – em outros países existe a preferência pela versão impressa.
Para procurar notícias das empresas, os brasileiros preferem ler artigos em revistas de negócios (81%), jornais (79%) e noticiários na TV (77%).
Ao acessar a internet, a primeira procura envolve notícias e depois pesquisas. No Brasil, 93% vão atrás de notícias, 85% fazem pesquisa e e-commerce empatou com mensagens instantâneas (79%).
A credibilidade nos blogs chamou a atenção. A Rússia foi o país que mais mostrou credibilidade, com 34%, seguida pela China (33%), Índia (29%) e Brasil (21%). Quando entram na internet, 46% dos brasileiros já lêem blogs.

janeiro 23, 2008

Os "Mercados" podem se matar que não dou a mínima! Estadão admitiu que "economistas" erraram praticamente todos os chutes em 2007. 2008 será idem.

Aliás, “economista” é o Belluzzo e o PNBJr. Os caras que o Estadão mostrou são os tais “consultores” de Finanças.
Esses dias foram de “terror” para muitos: crise nos EUA ( “Viva a Crise” disse o Hora do Povo ), inflação no Brasil, aumento do feijão, um monte de mensagens apocalípticas desencontradas. E estes jornais têm capacidade de dizer que a equipe do Lula bate cabeça, quando dois ministros divergem sobre qualquer migalha que seja.
O camarada comum ( entre os quais me incluo ) fica realmente sem saber o que ocorre. Excesso de informação leva a total desconhecimento. Que paradoxo, não? Qual é a informação que presta, afinal de contas?
Vejam só isso que saiu publicado no caderno de Economia do Estadão, em 12 de Janeiro: o título da matéria é “Inflação de 4,46% encosta na meta”.
Tipo “meio-gol”.
A certa altura do texto, lê-se o seguinte: “(…) Eulina [ Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE ] listou como principais motivos para o bom comportamento do grupo [ os "não-alimentícios"que, segundo consta, "contribuíram para que a taxa { de inflação de 2007 } não fosse maior" ] a influência do dólar sobre preços de eletrodomésticos, vestuário e energia elétrica (…), e a ausência de reajuste nos preços da gasolina [ o último foi em janeiro de 2006 ] (…)”.
PERALÁ! A gasolina não aumenta há quase 2 anos??
Eu não entendo nada de gasolina, combustíveis e detesto carros. Mas qualquer zé ruela sabe que, quando a gasosa aumenta de preço, é a maior chiadeira por aqui. Geralmente mais preocupados com o BBB, futebol, celular no ônibus ou com seus interesses mesquinhos, os consumidores – mais notadamente os paulistanos, de todas as classes – não querem saber se o petróleo está custando US$ 200 o dedal. Quer porque quer, a R$ 1,99 o navio tanque e pronto.
Uma pesquisa rápida na Internet e pronto: fico sabendo que, em janeiro de 2006 o barril chegou a mais de US$ 69,00.
Mais uma pesquisa e tenho com o que comparar: um barril de um determinado tipo de petróleo está na casa de 86 dólares e uns trocados ; em Novembro de 2007, um outro tipo do produto chegou a mais de 95 dólares.
Mérito de quem? Isso não vem ao caso. A impressão que eu tenho é a de que estou subsidiando os poluidores, mimados e assassinos motoristas de automóveis para que eles prossigam poluindo o ar que eu respiro.
E foda é que, se num dia desses o preço da gasolina aumentar, vai ser aquela puta encheção, e como sempre, sem base e nem motivo, só preconceito e ignorância.
Aliás, também o Bigstate trouxe uma entrevista com um economista em que este diz que é bobagem culpar as condições sociais pelo verdadeiro massacre que ocorre, diariamente, no Brasil. Eu ia começar a levar a sério, mas como o próprio jornal já decretou que os economistas erraram tudo, em 2207, conforme já dito acima, então deixa prá lá ( será que ao menos o rebaixamento do Corínthians eles acertaram? ).
Falando em polução. Um dia eu li umas linha em tom triunfante, acho que foi no Celso Ming, que Bush lançaria algumas medidas para aumentar o nada modesto consumo dos americanos, visando sair da recessão. Veja que coisa: os americanos não assinaram o Protocolo de Kiyoto, com a desculpa que o seu desenvolvimento não podia ser cerceado. A papelada das hipotécas escafedeu-se, o mundo vai virar pó ( de acordo com o imprensalão, é isso ) e nós dependemos, então, do aumento do consumo – logo, da poluição – pelos americanos para sair do buraco em que eles mesmos nos meteram. E ainda vem o Estadão, num editorial, chorar as pitangas que o Brasil está deixando “nosso principal mercado e parceiro” de lado. Parece que o jornal dos cafeeiros está se condoendo pelo Império. Vão dar pro cavalo!!

janeiro 5, 2008

Jornal Estadão entende errado, mas mesmo assim publica – na capa – acusações que José Dirceu NÃO FEZ!

Filed under: caixa 2, Estadão e JT, imprensalão, José Dirceu, Piauí ( publ. ), PT/ RS — Humberto @ 1:53 pm
Dirceu nega que tenha acusado PT de Porto Alegre
O ex-deputado José Dirceu (PT-SP), em nota distribuída hoje, que tenha feito acusações contra o PT de Porto Alegre, conforme divulgou a revista Piauí na edição de janeiro. No comunicado, entre outras considerações, Dirceu destaca que não fez acusações relacionadas à compra da sede do partido na capital gaúcha.
“Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em ‘sacos de dinheiro’, mas que a Justiça e uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) investigaram, exaustivamente, os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos”, reiterou.

novembro 23, 2007

Estadão indenizará advogado por danos morais, e a juros de Henrique Meirelles. O velho golpe "falcatrua+ligado ao PT+suposto" não colou dessa vez.

OESP é condenado a pagar mais de R$ 563 mil de indenização a advogado
Redação Portal IMPRENSA
22/11/2007
O jornal O Estado de S.Paulo foi condenado a pagar mais de R$ 563 mil por danos morais ao advogado Brasil do Pinhal Pereira Salomão, que atua na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A decisão foi do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal.
A matéria que motivou a ação foi veiculada no dia 30 de maio de 1997, no caderno de “Política”, sob o título “Advogado causa polêmica em Ribeirão Preto” e subtítulo “Fundador do PT, Brasil Salomão deu parecer em que teriam causado prejuízo à prefeitura”. Nela, o jornal afirmava que o advogado havia causado rombo de R$ 37 milhões na cidade.
Na época, o advogado de Salomão, Henrique Furquim Paiva, requereu indenização de R$ 100 mil por danos morais. A alegação foi de que a matéria era totalmente inverídica e teria sido publicada com “intenção deliberada e consciente de difamação”. “Meu advogado apresentou provas documentais muito fortes de ficou provado, logo em primeira instância, que a matéria era inverídica”, disse Salomão, em entrevista ao Portal IMPRENSA.
Em sua defesa, o jornal alegou que apenas reproduziu as informações fornecidas pelas fontes entrevistadas. No julgamento em 1ª instância, ocorrido em abril de 1998, a juíza Maria Silvia Gomes Sterman deu ganho de causa ao advogado. A empresa recorreu.
Após perder a causa no Tribunal de Justiça de São Paulo, no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, o jornal dos Mesquita foi condenado a pagar ao advogado indenização de R$ 563.926,02, correspondente ao valor inicial requerido, somado às correções monetárias e juros.
Pela sentença, OESP também foi obrigado a publicar a sentença completa da 1ª instância do processo em suas páginas, o que ocorreu nesta quinta-feira (22), na página 10 do 1º Caderno. “Em um processo tão longo como este, o sentimento de injustiça permanece, porque a lesão continua com a pessoa. O jornal cumpriu a decisão da justiça e publicou a sentença, mas não serão as mesmas pessoas [que leram a matéria de 1997] que vão ler esse material”, disse Henrique Furquim Paiva, advogado de Salomão.

agosto 14, 2007

Não que o glorioso CATA-MILHO tenha alguma relevância, mas…

Filed under: blogs, Estadão e JT, imprensalão — Humberto @ 4:45 pm

… não sei se a seguinte discussão já atingiu um patamar alto: trata-se da campanha publicitária que o Estadão fez, tentando plantar a dúvida sobre a validade das informações veiculadas pelos BLOGS.
Tem uns links aqui, onde a discussão parece mais adiantada.
PALANQUE DO BLACKÃO

BLOGOLEONE

abril 16, 2007

Acho que sei o que fazer quanto à questão da pandemia de dengue escondida pelos jornais…

Filed under: ônibus, Dengue, Estadão e JT, jornais, José Serra, Kassab — Humberto @ 2:44 am

Simples:
Começarei a esquecer pneus, latas e garrafas, além de vasos e panelas velhos cheios de água nas proximidades das redações dos jornais e revistas que atuam como relações públicas do Serra. Haja garrafa.
Mas acho que não terei dificuldade, já que os lixeiros estão em estado de apagão. Pensando melhor terei, isso sim, dificulade em me transportar aos locais, já que não tenho carro, não sei dirigir, e não há ônibus circulando suficientemente, algo como um estado de semi-apagão.
E, não percam:

“WITH A LITTLE HELP FROM MY PAPER FRIENDS”
É isso mesmo!!!
Leram, por acaso as manchetes do Estadão e do JT?
Os funcionários públicos destroem o caixa do Estado e os professores da rede municipal causam desgraças na rede de ensino, por faltarem de propósito, só para fazer greves comunistas!!!
Comentarei em breve mas, antes, vou ter uma com meu Consultor em Educação, o Prof. Corujinha, que me abastece de informações sobre o sistema de ensino e as teorias pedagógicas.
Não falo sobre o que não sei.

Até logo, queridos!!!

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