ENCALHE

agosto 19, 2008

Dados dos cidadãos são vendidos livremente na Alemanha!! Espionagem em larga escala faz Daniel Dantas parecer Inspetor Clouseau!!

Escândalos de comércio ilegal de dados eclodem na Alemanha
DW, 19.08.08

Comércio de dados de clientes toma proporções escandalosas na Alemanha. Associações de defesa do consumidor alertam que dados de empresas privadas no país são cada vez mais inseguros.
Especialistas alertam: negócios ilícitos envolvendo o comércio de dados se tornam cada vez mais freqüentes na Alemanha. A Confederação das Centrais de Defesa do Consumidor deu início a um debate, depois de ter conseguido, por meros 850 euros, comprar dados relacionados a 6 milhões de pessoas que vivem no país.
Envolvimento de call centers
O presidente da Confederação, Gerd Billen, deverá entregar um DVD e dois CDs contendo esses dados à Justiça. Também no estado de Schleswig-Holstein foi descoberto um CD com mais de 130 mil registros, colhidos por call centers no país. Aproximadamente 60 mil destes continham dados bancários, arquivados por companhias lotéricas e de telefonia.
De posse de tais dados, é possível às empresas sacar dinheiro de contas alheias. As associações de defesa do consumidor acreditam que casos de acesso ilícito a contas bancárias podem estar associados ao comércio de dados: nos últimos tempos, foram registrados vários casos de pessoas que se negaram, por telefone, a participar de rifas ou similares e tiveram os valores em questão retirados de suas contas. Isso sem que tenham fornecido quaisquer dados, exceto os próprios nomes.
Aliança contra abusos – Organizações de defesa do consumidor, aliadas a organismos de proteção à privacidade, ao encarregado do governo para o assunto e à polícia do país, selaram uma aliança pelo combate ao comércio de dados e em prol de punições mais severas para infratores. Billen afirmou em Berlim que a “fúria pelo acúmulo de dados” tem que ser cessada.
Bernd Carstensen, presidente da Federação dos Policiais, alertou para o fato de que “o comércio de dados privados envolve bilhões de euros e dispõe de estruturas mafiosas”. Peter Schaar, encarregado do governo federal para a proteção de dados, salientou que “tais dados só deveriam ser usados para fins de propaganda e marketing quando isso for explicitamente permitido pela pessoa em questão”.
Os principais suspeitos de comércio ilegal de dados no país são call centers. Segundo informações veiculadas pela televisão alemã, uma empresa do ramo de Bremerhaven teria tido acesso a dados de clientes da companhia telefônica Deutsche Telekom e repassado adiante. As proporções dos dados comercializados ainda não foram apuradas.
Verdes pedem legislação mais rigorosa - Renate Künast, líder da bancada do Partido Verde no Bundestag, sugeriu a criação de um apoio jurídico para que todo cidadão tenha o direito de saber e determinar o que acontece com os dados a seu respeito. “Tanto no direito civil quanto no empresarial precisamos nos abrir para o desenvolvimento tecnológico do século 21 no que diz respeito à proteção à privacidade”, diz Künast.
Vários escândalos - No decorrer dos últimos dias, foram vários os escândalos no país envolvendo a proteção de dados. Segundo informações divulgadas pela mídia, o informante que enviou anonimamente à Associação de Proteção ao Consumidor de Schleswig-Holstein um CD-Rom com informações pessoais (nome, endereço, telefone e contas bancárias) de aproximadamente 17 mil cidadãos, estaria em posse de aproximadamente 1,5 milhão de dados similares.
O tal informante, de 36 anos de idade, teria trabalhado, segundo o semanário Der Spiegel, em um call center da cidade de Lübeck, cuja direção permitia o acessos dos funcionários aos dados. A revista Focus informou que também no estado da Renânia do Norte-Vestfália um comerciante de dados ofereceu no mercado negro, há pouco, 50 mil nomes, com endereço, telefone e número de conta bancária. Os preços para a aquisição do material iam de 5 cents de euro a 1 euro por registro.
Agências/DW (sv)
E mais:

Descoberto comércio ilegal com dados de 17 mil pessoas

Serviços de proteção de dados e ao consumidor da Alemanha registraram comércio ilegal com informações pessoais em grande estilo. A Central do Consumidor do estado de Schleswig-Holstein interceptou um CD com nomes, datas de nascimento, endereços e números telefone de contas de banco de 17 mil cidadãos do país. Segundo primeiras informações, o CD era vendido por uma firma da Renânia do Norte-Vestfália a outras empresas. Os dados aparentemente provêm de uma operadora de loteria do sul do país. (av) – 12.08.08

Espionagem empresarial preocupa especialistas

Vários empresários de médio porte na Alemanha não têm consciência do risco que correm: espionar o know-how tecnológico alheio para produzir no próprio país vem sendo prática cada vez mais comum. – 06.11.07





fevereiro 15, 2008

Materiais sigilosos da Petrobrás, depositados em contêiners sob a guarda da famigerada Halliburton desaparecem!!! Mas na mão de quem foram deixar…!!

PF suspeita de espionagem na Petrobras
Folha de São Paulo
15/2/2008
Dois laptops e disco rígido foram levados de contêiner da empresa americana Halliburton, que presta serviço para estatal
Furto foi comunicado à PF na sexta de Carnaval, mas inquérito só foi aberto no dia 7; equipamento tinha dado de descoberta recente
PEDRO SOARES
SERGIO TORRES
DA SUCURSAL DO RIO
Dois laptops (computadores portáteis) e um disco rígido com informações sigilosas e estratégicas da Petrobras foram furtados de um contêiner que estava sob a guarda da Halliburton, empresa americana prestadora de serviços à estatal, em Macaé (a 188 km do Rio). A PF (Polícia Federal) suspeita que o crime seja parte de esquema de espionagem industrial.
Os dados desaparecidos são referentes às recentes descobertas de reservas de óleo e gás da estatal. Estavam armazenados nos equipamentos da Halliburton, que os transportaram do porto de Santos para a base da Petrobras na bacia petrolífera de Campos, em Macaé.
Entre as descobertas, está a do campo de Tupi (bacia de Santos), a maior já realizada no país. Suas reservas (ainda dependentes da certificação final) são estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Ao todo, o Brasil tem hoje 14 bilhões de barris. As primeiras revelações sobre o furto foram divulgadas na internet na manhã de ontem pelo portal Terra.
A Petrobras foi informada do furto no dia 1º deste mês, quando a Halliburton percebeu que o contêiner havia sido violado. A estatal realizou uma investigação interna e, no mesmo dia, véspera do Carnaval, informou sobre o desaparecimento do material à Superintendência da PF no Rio. O inquérito só foi aberto no dia 7. Ficou a cargo da Delegacia da PF em Macaé, cujas investigações ainda não avançaram. A Petrobras também faz suas apurações.
A Folha apurou que a estatal não descarta a possibilidade de se tratar de espionagem industrial, suspeita também citada à Folha pela delegada Carla de Melo Dolinski, presidente do inquérito. “Nós temos duas linhas de investigação: se foi furto com intuito de obter informações sigilosas e estratégicas ou se foi com o intuito de obter simplesmente materiais de informática. Furto simples, comum, que acontece muito em contêineres”, disse a delegada.
O que a PF sabe até agora, ainda de acordo com Melo Dolinski, é que o contêiner deixou o porto de Santos no dia 18 de janeiro, com passagem pelo Rio. No pátio da Halliburton em Macaé, o contêiner deu entrada no último dia 1º.
A Halliburton é uma das mais antigas prestadoras de serviço da estatal. Atua em várias áreas, com destaque em testes de vazão e pressão em reservatórios. Também foi responsável pela construção de duas plataformas (P-43 e P-48), cujos preços e prazos estouraram. O caso terminou numa corte arbitral.
Nos EUA, a Halliburton teve como presidente Dick Cheney, o atual vice-presidente do país, e teve forte atuação no Iraque.”Só sei dizer que o contêiner saiu de Santos em 18 de janeiro e no dia 1º de fevereiro foi encontrado violado. Saiu de Santos, passou pelo Rio e veio para cá [Macaé]. Não sei em que momento esse contêiner foi furtado”, disse a delegada.
Logo na chegada, os funcionários encarregados do transporte notaram que o lacre do contêiner tinha marcas de violação. A Petrobras foi chamada. Realizou uma vistoria e constatou que os laptops e o disco rígido tinham sumido. A Polícia Federal foi avisada em seguida.
Em nota, a Petrobras evitou referências à suspeita de que o furto foi cometido por pessoas interessadas em saber mais sobre os campos de petróleo do litoral brasileiro. A estatal informou apenas, no documento, que “houve um furto de equipamentos e materiais que continham informações importantes para a companhia, em instalações de empresa que presta serviços especializados”.
A estatal acrescentou na nota possuir cópias da íntegra dos dados furtados. Mas não revelou qual é o conteúdo das informações nem sobre quais áreas se referem. Procurada pela Folha no Rio, a Halliburton informou que por enquanto não se pronunciará sobre o desaparecimento do material e que recebeu a orientação da Petrobras para que todas as questões a respeito do tema fossem encaminhadas à estatal.

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