Então vamos lá. Conheça um pouco de sua cidade e arredores. Como de costume, eu grifo uns trechos que julgo importantes. Não que sejam importantes para já. Além disso, tem um bocado de coisa complicada, que eu não faço idéia do que estão falando. Vai assim mesmo:
IstoÉ Dinheiro, ed. 575 – 08.10.08
Imóveis de quatro ou mais dormitórios puxam o crescimento do setor imobiliário no Brasil. Em São Paulo, respondem por quase 60% das vendas
Nos últimos três anos, o mercado imobiliário do País entrou em ebulição. Segundo especialistas, a alta é resultado principalmente do aumento da renda do brasileiro, que permitiu a milhões de novos consumidores comprarem seu imóvel. Mas, ao contrário do que muitos analistas previam, não foi apenas a classe C que puxou o setor. De acordo com dados do Secovi, sindicato das empresas de venda de imóveis do Estado de São Paulo, a participação de apartamentos ou casas de quatro ou mais dormitórios no total de negócios fechados foi de 58% em junho, ante 23% dos imóveis de três quartos e 15% dos de dois. Considerando o número de unidades comercializadas, os imóveis para as classes A e B também lideram, com 32,2% do total. Os indicadores revelam, portanto, que os ricos têm uma importância vital para o desenvolvimento do setor [ imobiliário ] no Brasil. “Como 40% deles [ dos ricos ] moram na região metropolitana de São Paulo, é fácil entender por que o mercado cresceu tanto na capital paulista” [ nota do blog: só faltou relacionar os bairros ] , afirma Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Segundo Pompéia, em São Paulo o preço médio de um imóvel de quatro dormitórios é de R$ 634 mil – valor, convenhamos, que não cabe no bolso de qualquer um.
( … ) O levantamento constatou que esses consumidores compram o segundo imóvel a uma distância média de 3,7 quilômetros em relação ao primeiro. Ou seja, em geral eles se mantêm nos mesmos bairros, o que de certa forma limita as ofertas para áreas restritas das grandes cidades.
Para Fábio Romano, diretor de incorporação da Gafisa, outros bairros nobres terão de ser criados [ Mmm, é? Aonde? Cidade Tiradentes, que tá uma pechincha? ] . “Muitas pessoas [ sic ] querem comprar imóveis em regiões com potencial de valorização para investir [ especular ] em longo prazo [ especular mesmo, portanto ] ”, diz. Além dos empreendimentos de luxo em Moema e Itaim, que valem R$ 7 mil o metro quadrado, a Gafisa está lançando empreendimentos em Osasco e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e outro no Tatuapé, na zona leste da capital, umas das regiões de maior potencial de crescimento da cidade. O setor de luxo vem atraindo até construtoras que antes tinham foco apenas em imóveis de baixo custo, como a Norcom, que atua no Nordeste ( … )”.
LUME – FAU/USP, 2005
1.Substituição de padrão socioeconômico e funcional em bairros consolidados
Bairros consolidados do município de São Paulo vêm vivenciando um forte processo de substituição do estoque construído através da verticalização residencial. Tal mudança, intensificada na década de 1980, é acompanhada, muitas vezes, de um movimento de substituição da população de menor poder aquisitivo por moradores de maior renda. A transformação é acompanhada também pela instalação de atividades de comércio e serviços especializados.
Situações exemplares: Tatuapé, Jardim Anália Franco, Vila Prudente ( Jardim Avelino ), Itaim ( Vila Olímpia), Mooca, Moema.
2. Aumento da precariedade urbana nos conjuntos habitacionais periféricos
É uma dinâmica localizada de forma precisa em áreas formadas por conjuntos habitacionais de interesse social que apresentam graves problemas de inserção urbana e social de sua população.
A escala dos empreendimentos e sua concentração nas periferias do município de São Paulo e nas periferias metropolitanas contribuem para a formação de espaços socialmente confinados e distantes. Seus moradores reproduzem freqüentemente, nos trechos urbanos onde esses conjuntos se inserem, a prática de produzir ilegalidades, construindo informalmente espaços de comércio e serviços nas áreas de uso comum dos condomínios e no espaço público. O interior desses imensos territórios apresenta inclusive outras formas de invasões na forma de favelas, que ocupam muitas vezes os espaços destinados aos equipamentos de serviços previstos no projeto original, porém não executados, ou à beira de córregos e áreas íngremes.
Conjuntos habitacionais de interesse social na região metropolitana.
3. Grandes favelas que ganharam atributos de bairro
A ocupação ilegal do solo gerou, no interior da malha metropolitana, setores que concentram milhares de moradores em favelas formadas a partir de processos desorganizados deurbanização. Elas resultaram de invasões de grandes áreas que tinham, e ainda têm, problemas diversos de regularização fundiária. Alguns trechos dessas favelas existentes há décadasprosperaram como bairros, tanto em função dos investimentos públicos quanto dos realizados pelos próprios moradores. Demandam do poder público programas e projetos de reorganização urbana, tais como regularização fundiária e implantação de infra-estrutura e equipamentos sociais.
Situações exemplares: Heliópolis, Paraisópolis.
4. Impactos da construção de avenidas de “fundo de vale” em zonas periféricas
A implantação de sistemas de infra-estrutura viária de grande extensão que atravessam áreas ocupadas por população de baixa renda promove mudanças no uso do solo e cria formas embrionárias de novas centralidades, ancoradas em funções comerciais. Os espaços adjacentes às inúmeras avenidas de fundo de vale, abertas sobretudo a partir da década de 1980, reúnem em pontos específicos condições propícias para a implantação de equipamentos urbanos de grande porte. Nesses locais se instalam complexos de redes de consumo e lazer.
Situações exemplares: Avenida Aricanduva, avenida Jacu Pêssego/Nova Trabalhadores, avenida Escola Politécnica.
5. Consolidação de novas centralidades terciárias
O deslocamento das atividades terciárias do Centro tradicional no sentido do quadrante sudoeste do município de São Paulo percorreu ao longo dos últimos cinqüenta anos um caminho que incluiu as avenidas Paulista e Faria Lima, alcançando o eixo da marginal Pinheiros e estabelecendo ali “novas centralidades terciárias”. Esse percurso corresponde à movimentação do grande capital imobiliário que concentrou seus investimentos e na sua etapa atual ganha um novo perfil incorporando os setores de comércio, serviços especializados e edifícios corporativos.
Situações exemplares: Marginal Pinheiros, avenida Eng. Luís Carlos Berrini, Chácara Santo Antônio (rua Verbo Divino), avenida Água Espraiada.
6. Ocupação socioeconômica desigual de setores urbanos contíguos
A concomitância na ocupação de áreas urbanas por classes sociais muito distintas do ponto de vista socioeconômico tem sido freqüente tanto em setores de urbanização recente quanto em setores de urbanização mais antiga. Encontram-se presentes nessas áreas padrões residenciais extremamente distintos. Edifícios de alto padrão e favelas ocupam espaços urbanos muito próximos e, algumas vezes, contíguos. Essa situação aponta para o fenômeno já descrito como “proximidade física e distância social” e não chega a gerar formas de inclusão social ou urbana,uma vez que cada um dos grupos está assentado em sistemas urbanos isolados. Esse “isolamento” se deve em grande parte à organização do sistema viário e de transporte.
Situações exemplares: Região do Morumbi e Paraisópolis, Granja Viana e Carapicuíba.
7. Conjugação entre fragilidade ambiental e alto índice de expansão habitacional precária
Uma das principais expressões da expansão habitacional precária tem como sítio as áreas de fragilidade ambiental. Essa dinâmica, caracterizada pelo alto índice de expansão, compromete severamente os recursos hídricos, as áreas florestadas e as várzeas. Correspondem às áreas de ocupação ilegal, ou seja , clandestina ou irregular, impulsionada pelos assentamos residenciais de baixa renda em áreas impróprias para urbanização intensiva.
Situações exemplares: Área de proteção aos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo ( bacias hidrográficas das represas Guarapiranga e Billings ), área de proteção ambiental da várzea do Tietê, Parque Estadual da Cantareira.
8. Adensamento habitacional junto aos trechos urbanos das rodovias
A partir dos anos 90, os trechos urbanos das rodovias que alcançam o município de São Paulo concentraram um número crescente de edifícios residenciais produzidos pelo mercado imobiliário. Trata-se de uma nova opção de localização utilizada pelo mercado que atende a faixas de renda média e média baixa. Os planos do poder público, através de seus órgãos especializados, de transformar esses trechos rodoviários em vias expressas com acessos locais deverão ampliara oferta habitacional nessas áreas.
Situação exemplar: Área urbana da rodovia Raposo Tavares.
9. Emergência de novos setores empresariais de alto padrão
Setores urbanos impulsionados e beneficiados por obras públicas viárias geraram, no interior de bairros consolidados, desapropriações e transformações de uso. Esses processos propiciaram a extensão e conexão de corredores de comércio e serviço, formando com outros setores empresariais preexistentes novas áreas qualificadas de comércio, serviço e habitação de padrão médio e alto.
Situações exemplares: avenidas Nova Faria Lima e Hélio Pelegrino, região da Vila Olímpia, extensão da avenida Eng. Luís Carlos Berrini.
10. Esvaziamento residencial dos “bairros centrais”
Nos últimos vinte anos os “bairros centrais” do município de São Paulo perderam população. Esse fato representa um paradoxo se compararmos a infra-estrutura neles instalada a outros que apresentaram crescimento populacional no mesmo período. Os casos mais exemplares dessas dinâmicas pressupõem a concomitância de três fenômenos: queda no número de moradores, diminuição no número de domicílios alugados e ausência de lançamentos imobiliários. A existência de dinâmica imobiliária (lançamentos) e novas posturas por parte do poder público em alguns bairros, como a Barra Funda, Mooca e Liberdade, embora crie uma grande expectativa, ainda não é passível de generalização.
Situações exemplares: bairros centrais que circundam o centro histórico: Barra Funda, Brás, Pari, Mooca, Bela Vista, Liberdade, Santa Efigênia, Campos Elíseos, Cambuci.
11. Promoção de setores urbanos através de instrumento urbanístico – operações urbanas
As operações urbanas são um instrumento de intervenção urbanística coordenado pelo poder público municipal, visando à transformação estrutural de áreas específicas da cidade. Envolve, em princípio, a participação de moradores, proprietários e investidores privados. Deve estar regulamentado pelo Plano Diretor e constará de um plano que deve conter os seguintes itens: definição da área a ser atingida, programa básico de ocupação da área, finalidades da operação, estudo prévio de impacto de vizinhança, programa de atendimento econômicoe social para a população diretamente afetada e a forma de controle da operação. Também se exige a contrapartida em função da flexibilização dos índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e subsolo. Visa também à reorganização de setoresurbanos com valor histórico nos quais a dinâmica imobiliária é inexpressiva. Até o momento os resultados são controversos do ponto de vista urbanístico, embora apresentem potencial para se tornarem dinâmicas urbanas de grande alcance.
Situações exemplares: operações urbanas existentes: Água Branca, Centro, Faria Lima e Água Espraiada; operações urbanas propostas pelo Plano Diretor 2002: Diagonal Sul, Diagonal Norte, Carandiru -Vila? Maria, Vila Leopoldina, Vila Sônia, Celso Garcia, Santo Amaro e Tiquatira.
12. O impacto dos projetos de infra-estrutura em escala local e metropolitana
A presença de grandes infra-estruturas urbanas, com ênfase nos sistemas de transporte de massa e na mobilidade, vem funcionando como elemento capaz de atender à expansão excessiva da mancha urbana e produzir maior coesão nos territórios metropolitanos. Sua função é organizar os sistemas e subsistemas urbanos que levam à consolidação ou expansão da malha urbana. Seu impacto positivo sobre o território está diretamente associado à sua capacidade de gerar ou anunciar a continuidade urbana. Seus aspectos negativos já foram examinados em outras dinâmicas e se relacionam, sobretudo, com as alterações do preço da terra quando incidem sobre zonas habitadas por moradores com baixo poder aquisitivo.
Situações exemplares: Traçado do Rodoanel, expansão do Metrô.
13. Organização de pólo funcional de transporte metropolitano
“O novo padrão de organização do território metropolitano está intrinsecamente associado à mobilidade e é comandado, em grande parte, por seus novos atributos – dispersão e descontinuidade. Esse novo modelo espacial requer uma infra-estrutura de transportes cuja eficiência repousa na capacidade de integrar as atividades dispersas no território metropolitano e criar fortes e eficientes pólos articuladores locais” [ ?!?!? Entendi porra nenhuma! ]. O reconhecimento desses “pólos de convergência” é hoje um dos focos de planejamento e projeto urbano.
Situação exemplar: Pólo Luz.
14. Consolidação de subcentros regionais
Correspondem aos municípios em acelerado processo de transformação urbana, com elevado crescimento populacional e que reproduzem funções e dinâmicas antes circunscritas ao município de São Paulo. Desempenham o papel de fornecedores de postos de trabalho para os moradores dos municípios adjacentes. Verifica-se também um aumento considerável das atividades de comércio e serviços.
Situações exemplares: Osasco, Guarulhos.
15. Transformação funcional de tradicionais pólos industriais
Os municípios do pólo industrial criado nos anos 50 estão hoje em processo de reorganização funcional e territorial impulsionados pelas transformações produtivas, com redução significativa em suas taxas de crescimento populacional. Embora esse fenômeno já esteja instalado em tais municípios há pelo menos duas décadas, estes concentram ainda o maior estoque de indústrias ativas. Em contrapartida, apresentam também um forte processo de implantação de atividades terciárias.
Situações exemplares: Santo André, São Bernardo, São Caetano do Sul, Diadema.
16. Formação de núcleos urbanos autônomos
Estão instalados em municípios metropolitanos, porém circunscritos espacialmente, cujas características resultam do fato de corresponderem a empreendimentos imobiliários de grande porte. Sua implantação é baseada em projeto urbano também circunscrito, onde se utilizam tipologias de ocupação do solo que remetem ao conceito de subúrbio americano. A organização funcional dessas áreas se apresenta na forma de condomínios residenciais ou multifuncionais destinados à população de alta renda. Pelas suas próprias características, tais núcleos estabelecem com os municípios adjacentes poucas relações funcionais.
Situações exemplares: Alphaville e Tamboré ( nos municípios de Barueri e Santana do Parnaíba ); Arujá.
17. Novas formas de organização físico-espacial da atividade industrial
É uma dinâmica ainda incipiente que corresponde ao aumento de empreendimentos imobiliários, com novos padrões de organização espacial, na forma de condomínios industriais, localizados em municípios metropolitanos.
Situações exemplares: Cotia, Osasco, Arujá, São Paulo.
18. Pólo de âmbito nacional com impacto metropolitano
A instalação do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, repercutiu intensamente nas atividades dos municípios adjacentes. A relação desse equipamento com o município de Guarulhos e seu entorno estimulou a instalação de atividades complementares associadas a serviços diversos, tais como logística, aeroportuário, turismo, especialmente de negócios, impulsionando a instalação de hotéis, centros de convenções e de compras. Como desdobramento, está ocorrendo um grande crescimento populacional e a reprodução intensa do padrão periférico de urbanização nos arredores do aeroporto na forma de loteamentos ilegais e favelas.
Situação exemplar: Guarulhos/Aeroporto Internacional de Cumbica.
19. Expansão dos municípios-dormitório
É uma dinâmica que esteve presente em períodos anteriores à década de 1980 e que no momento está voltando a ganhar impulso. Corresponde a municípios com grande estoque habitacional e disponibilidade de áreas nas quais contrasta a baixa densidade de ocupação nos loteamentos e a alta densidade nos lotes. Os municípios onde essa dinâmica se acha mais presente correspondem a regiões precárias, com urbanização insuficiente e de baixo valor imobiliário. Concentram também um grande número de moradias produzidas pelo poder público na forma de conjuntos habitacionais, assim como de favelas e loteamentos irregulares. Do ponto de vista socioeconômico, são municípios que concentram população de baixa renda sem oferecer postos de trabalho na escala necessária.
Situações exemplares: Franco da Rocha, Francisco Morato, Poá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Carapicuíba.
20. Aumento da população favelada e dispersão de novos núcleos na região metropolitana
A permanência de um déficit habitacional e a insuficiência da ação pública para atender à demanda das faixas de zero a três salários teve como resultante a multiplicação e a dispersão de núcleos de favelas nos diversos municípios metropolitanos. A gravidade desse problema social amplia-se na medida em que a ele se associa o problema ambiental. Os novos núcleos, assim como a ampliação dos já existentes, têm ocorrido principalmente sobre córregos, em áreas remanescentes de obras viárias e no interior de áreas de proteção ambiental.
Situações exemplares: municípios com grande incremento de população favelada: Guarulhos, Carapicuíba, Embu, Mauá, Diadema, Ribeirão Pires, São Bernardo, Santo André.
21. Difusão do “condomínio fechado” como modelo habitacional
A multiplicação de empreendimentos residenciais na forma de condomínios fechados está ocorrendo tanto no município de São Paulo quanto nos demais municípios metropolitanos. Apesar da diminuição das taxas de crescimento populacional, verifica-se a extensão da mancha urbana sobre áreas com qualidade ambiental, atributo que acrescenta valor imobiliário aos empreendimentos residenciais mencionados. O mesmo ocorre em bairros residenciais onde predominavam moradias unifamiliares em grandes lotes. O pressuposto desses empreendimentos é ignorar o entorno onde se instalam, voltando-se exclusivamente para o interior da gleba ou lote do empreendimento. A tipologia do condomínio fechado está sendo adotada tanto para empreendimentos de alta renda, com os atributos mencionados, quanto para outros nas periferias populares, para faixas de renda média e média baixa.
Situações exemplares: condomínios ou loteamentos residenciais no município de São Paulo e em outros municípios metropolitanos; Granja Viana (no município de Cotia), Arujazinho (no município de Arujá).
22. Recuperação de áreas ambientalmente degradadas
Áreas ambientalmente degradadas que concentram moradias populares, loteamentos ilegais e favelas no interior das bacias hidrográficas dos principais sistemas produtores de água da metrópole e em outras áreas protegidas são atualmente objeto de programas de recuperação ambiental mediante ações públicas articuladas. A urbanização predatória que originou essasáreas compromete a qualidade da água e cria conflitos socioambientais. Vigora nessas áreas, desde os anos 90, uma nova abordagem de intervenção que busca recuperar a degradação, regularizar a ocupação urbana e conter os processos predatórios de expansão urbana.
Situações exemplares: áreas de proteção e recuperação dos mananciais na bacia hidrográfica do Alto Tietê (represa Guarapiranga e Billings) e área de proteção ambiental da várzea do Tietê (APA Tietê).
23. Espaços estratégicos para projetos urbanos de abrangência metropolitana
A identificação de um espaço urbano estratégico é fruto da dupla abordagem do território: análise e projeto de intervenção em escala metropolitana. Para que um espaço seja designado como estratégico, é necessário analisá-lo no contexto de um plano ou de um programa de obras abrangente e sistêmico, de tal maneira que se possa avaliar a sua disponibilidade no presente e sua potencialidade no futuro. Assim, o aspecto estratégico de um determinado setor urbano nasce da concomitância temporal e espacial entre a superação de sua função atual ou passada e as perspectivas que ele oferece para novos projetos que deverão criar melhores soluções e qualidade urbana.
Situação exemplar: a orla ferroviária nos distritos centrais do município de São Paulo.
A (re)estruturação das metrópoles: novos padrões de segregação espacial
( pdf )
Enfim, façam bom proveito.