ENCALHE

dezembro 6, 2008

Envolvimento da Espanha na guerra de Bush: documentos desaparecem e o imprensalão brasileiro não fala nada!!

Tem saído no EL PAÍS, ao longo desta semana, uma série de matérias sobre o sumiço puro e simples de documentos que atestariam a permissão dada pelo ex-primeiro ministro espanhol Aznar, a aviões americanos transportando prisioneiros para Guantánamo SPA, que puderam fazer escala naquele país. Se meu espanhol estiver razoável, claro.
Eu não lembro de ter lido nada por aqui. Os portais portugueses são uma boa opção:
Voos da CIA: governo e oposição espanhola trocam acusações
Documentos apontam que Aznar aceitou que aviões com presos fizessem escala em aeroportos espanhóis
OU, em espanhol:
El autor del informe sobre los vuelos confirma que lo dejó en la caja fuerte – EL PAÍS
El Gobierno informará al juez y al Congreso del resultado de su investigación
Exteriores ordena la apertura de una investigación sobre los vuelos a Guantánamo
La Fiscalía pide al juez Moreno que llame a declarar al autor del informe sobre los vuelos a Guantánamo
En el escrito, que Exteriores no encuentra, EE UU solicitaba permiso a España para hacer escala con presos hacia Guantánamo - EL PAÍS
Documento: Documento sobre la connivencia del Gobierno del PP con Guantánamo (I)

Documento: El documento secreto que revela la complicidad española (ParteI)

Documento: El documento secreto que revela la complicidad española (Parte II)

Documento: La reacción difundida por Exteriores

Aproveitando que eu estava no site do EL PAÍS, descolei esta notícia:

El Departamento de Justicia de EE UU acusa formalmente a miembros de Blackwater
Los cargos caen sobre cinco agentes de la empresa privada de seguridad por la matanza de 17 civiles en Bagdad en septiembre de 2007

agosto 23, 2008

E aí, golpistas: epidemia de sarampo nos EUA, apagão aéreo na Espanha. Culpa do Lula?

Sarampo nos EUA preocupa agências da ONU
Rádio ONU, 22/08/2008
Grupo, apoiado por OMS e Unicef, diz que 131 casos foram registrados no primeiro semestre de 2008, o maior número desde 1996.
Mônica Villela Grayley, Rádio ONU em Nova York.
O grupo Iniciativa Sarampo, apoiado pelas Nações Unidas, manifestou preocupação com o número de casos da doença nos Estados Unidos.
Segundo o grupo, que inclui a Organização Mundial da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, somente na primeira metade deste ano, foram registrados 131 casos de sarampo. O número é o maior desde 1996 no país.
Viagens ao Exterior
De acordo com autoridades, quase 90% dos casos ocorreram após a entrada do vírus nos Estados Unidos por viajantes do exterior.
Dois surtos foram notificados nos estados do Arizona e da Califórnia [ OBS do blog: "Pena que não é em Miami..." ] após contaminação com o sarampo na Suíça. ( !!!!! )
O grupo Iniciativa Sarampo afirma que a doença mata cerca de 600 crianças por dia em todo o mundo. De acordo com especialistas, o sarampo, que é altamente contagioso, foi eliminado das Américas em 2002.
O grupo, apoiado pela ONU, lembrou que a imunização é a melhor maneira de combater a doença.
Além da OMS e do Unicef, participam do Iniciativa Sarampo a Organização Cruz Vermelha, a Fundação Nações Unidas e o Centro para Controle e Prevenção de Doenças.
Avião sai da pista em aeroporto da Espanha
Avião da companhia Spanair provocou incêndio no aeroporto de Barajas.
Conselho de Saúde de Madri diz haver sete mortos e vinte feridos.
Do G1, com agências, 20.08.08
Uma aeronave da companhia aérea Spanair sofreu um acidente ao sair da pista no aeroporto de Barajas, em Madri.
Segundo o jornal espanhol “El Pais”, o vôo 5022, com destino a Las Palmas, nas Ilhas Canárias, tinha 166 pessoas a bordo, saiu da pista e provocou um incêndio na área próxima ao aeroporto. Imagens da rede de TV CNN mostram uma coluna de fumaça saindo do local.
A agência de notícias Reuters diz que o acidente aconteceu no momento em que o avião tentava decolar. Segundo a France Presse, a aeronave havia saído do aeroporto momentos antes e tentou retornar e fazer um pouso forçado após a detecção de avarias. No momento do pouso, o avião não conseguiu frear e acabou se acidentando.
Testemunhas disseram à rede Telemadrid terem visto uma das turbinas pegando fogo quando o avião tentou decolar.
Ainda não há informações confirmadas sobre o número vítimas. Equipes de resgate estão se deslocando até o local. Segundo o Conselho de Saúde da Comunidade de Madrid, citado pelo “El Pais”, há pelo menos sete mortos e vinte feridos. Fontes do governo já admitem a existência de pelo menos 20 mortos.
O jornal “El Pais” diz que o clima no terminal 4 do aeroporto, onde aconteceu o acidente, é tranquilo, mas o aeroporto decretou emergência e cancelou todos os pousos e decolagens do terminal.

março 19, 2008

MPF pede mais rigor para entrada de espanhóis no Brasil

Filed under: diplomacia brasileira, Espanha, extradição, MPF, repatriação, turismo — Humberto @ 2:21 am
18/03/2008
Redação 24HorasNews
O imbróglio diplomático entre Brasil e Espanha continua provocando ações em várias esferas de poder. Hoje, o Ministério Público Federal (MPF) em Guarulhos, na Grande São Paulo, ajuizou uma ação civil pública com pedido de liminar para que a Justiça Federal determine à União o emprego do princípio jurídico da reciprocidade no ingresso de espanhóis no País. Na prática, o MPF quer a adoção, em todos os portos e aeroportos do Brasil, dos mesmos critérios que estão sendo exigidos pelas autoridades da Espanha na entrada de cidadãos brasileiros no país europeu.
Na avaliação do autor da ação, o procurador Matheus Baraldi Magnani, não se trata de retaliação, mas sim de reciprocidade. “A cada dia aumenta o número de brasileiros repatriados irregularmente, humilhados e submetidos a tratamento degradante nas fronteiras da Espanha, sem que o Brasil adote as necessárias medidas de reciprocidade de forma geral e uniforme”, diz. Segundo ele, apenas através da reciprocidade, “o Brasil poderá fazer frente à crescente investida discriminatória dos espanhóis, restituindo-se aos brasileiros, ao menos em parte, o brio merecido”.
Dentre as regras de reciprocidade que devem ser aplicadas estão: passaporte válido por ao menos mais seis meses; comprovante de reserva ou carta-convite do morador que o receberá; confirmação de reserva de viagem organizada, com itinerário; bilhete de volta; ter ao menos 57,06 euros por dia de permanência; ter seguro médico internacional ou com cobertura no exterior com, no mínimo, garantia de repatriação em caso de doença grave ou acidente e cobertura de 30 mil euros, além não ter esgotado o período de permanência de três meses a contar da primeira data de entrada. .
Além desses requisitos técnicos, Baraldi Magnani defende também que Ministério da Justiça possa aplicar o artigo 26 da lei 6815, que prevê a aplicação do juízo da inconveniência. Ou seja, se a presença de determinado cidadão for inconveniente, ele poderá ser extraditado.

fevereiro 5, 2008

ONG británica revela que EEUU compró algunos presos de Guantánamo por cinco mil dólares ( ESP. )

Filed under: Corredor da Morte, Espanha, EUA, Guantánamo Spa, Portugal, REPRIEVE, terrorismo — Humberto @ 6:43 pm
TeleSUR _ 02/02/08
El documento de la ONG de abogados, titulado el ”El viaje de la Muerte”, ha puesto nombre y cara a 728 de los 744 sospechosos de terrorismo que fueron transportados por EEUU a Guantánamo.
Dinamarca pedirá explicaciones a EEUU por aviones de la CIA en Groenlandia

A través de un informe, Reprieve -una Organización No Gubernamental (ONG) británica- reveló que el Gobierno estadounidense compró sospechosos de “terrorismo”, que ahora están en la cárcel de Guantánamo, en Cuba, por la suma de cinco mil dólares en Afganistán y Pakistán. Luego, los detenidos fueron trasladados en vuelos de la Agencia Central de Inteligencia (CIA), con ayuda de Portugal.
La ONG denuncia que más de 700 presos han sido ilegalmente entregados a Estados Unidos con ayuda de Portugal y también España. Tal es el caso de Shaker Aamer, preso en Guantánamo desde febrero de 2002, quien fue secuestrado en Pakistán y “vendido” a los norteamericanos por cinco mil dólares (algo más de tres mil euros).
“Muero aquí cada día, mental y físicamente. Eso nos pasa a todos. Hemos sido olvidados, encerrados en el medio del océano durante años”, dice Aamer, residente de larga duración en el Reino Unido.
Aamer, padre de cuatro hijos con nacionalidad británica, ya había conocido antes la tortura: primero en una cárcel de Kabul, después en Bagram y más tarde en Kandahar, donde fue golpeado y obligado a permanecer despierto durante días. La suya es sólo una de las historias de los 744 sospechosos que han pasado por Guantánamo.
“Mientras nos llevaban andando en cuclillas de un avión a otro, uno de los guardias me golpeó en los grilletes (de tres piezas, en los pies, manos y cadera) y los hierros de las piernas se clavaron profundamente en mis tobillos”, relata otro preso, Said Farhi.
En la misma situación se encuentra Sami al Haj, ciudadano sudanés y periodista de Al Yazira, fue enviado a Guantánamo en 2002 a través de Portugal, luego de haber sido capturado el 15 de diciembre de 2001 en Afganistán porque la administración estadounidense pensó que había grabado una entrevista con Bin Laden. Hace un año, Sami al Haj empezó una huelga de hambre en protesta por su detención sin cargos ni juicio. Es alimentado por la fuerza atado a una silla.
Ayuda Europea
El documento de la ONG de abogados, titulado el “El viaje de la Muerte”, ha puesto nombre y cara a 728 de los 744 sospechosos de terrorismo que fueron transportados por EEUU a Guantánamo.
Todos ellos pasaron por “jurisdicción portuguesa”, es decir, o bien pisaron suelo nacional (nueve lo hicieron, todos en las Azores), o cruzaron el espacio aéreo, según las pesquisas de Reprieve.
Para llegar a esta conclusión cruzaron las listas de vuelos de la Aviación Civil lusa, los testimonios de algunos de sus clientes y documentos desclasificados por EE UU de los que se deduce el día en que cada uno de los reos, con un número de matrícula, desembarcó en la base de Guantánamo.
Esos 48 viajes hacia “la isla de la muerte”, como la denomina uno de los detenidos entrevistados por Reprieve, comenzaron el 11 de enero de 2002 -con un vuelo que procedía de Morón de la Frontera-, y se mantuvieron a lo largo de tres Gobiernos hasta marzo de 2006.
Del mismo modo, se sugiere que la implicación española en la operación es mayor de lo que se reconoció cuando el asunto llegó a la prensa.
Si se busca “España” en el informe que ha elaborado Reprieve, aparece cuatro veces. Una por cada vuelo ilegal que hizo escala o, directamente, partió desde suelo español. Dos veces mientras gobernaba el Partido Popular, que llegó a enviar policías a Guantánamo, y dos desde que gobierna el Partido Socialista, que lo negó aunque Europa lo confirmó.
Aquellos vuelos, según el informe, transportaban sospechosos de terrorismo detenidos por las fuerzas estadounidense hasta la cárcel de Guantánamo. Algunos de esos sospechosos, que jamás han disfrutado de un juicio y son sometidos a torturas cotidianas, llevan años encerrados.
Reacciones
La eurodiputada socialista portuguesa Ana Gomes fue atacada y vilipendiada, incluso por miembros de su propio partido y del Gobierno, cuando exigió a su país, hace meses, que informara sobre los vuelos de la CIA.
El Ejecutivo español califica las acusaciones de Reprieve como “una interpretación liviana de datos ya conocidos”.
Manfred Nowak, comisionado de la ONU para casos de tortura cree que sería exagerado pensar que Portugal “ayudó” a la CIA, pero admite que, en 2005 y 2006, todo el mundo tenía sospechas sobre las operaciones de la agencia: “En los casos en que no se actuó para impedir pasar los vuelos por su espacio aéreo o aterrizar en su territorio, hay una violación activa de los derechos humanos”.
“Guantánamo es peor que los corredores de la muerte”
El director de asuntos legales de la ONG Reprieve, Clive Stafford Smith, en una entrevista concedida a El país de España, asegura que la cárcel de Guantánamo es peor que cualquier corredor de la muerte.
“He pasado 25 años representando a presos condenados a muerte y le puedo asegurar que las condiciones en Guantánamo son peores que en cualquier corredor de la muerte. Es gente que no ha sido acusada de nada. Está lleno de gente inocente”, dijo.
Estimó que, sin la ayuda europea, Estados Unidos “no habría podido hacer llegar a los presos a su fatal destino”. “Son presos que ahora están en Guantánamo y se enfrentan a la pena de muerte. Es obligación de la UE no enviar a presos a países donde se les va aplicar la pena capital”, expuso.
TeleSUR- Retrieve- El País- Rebelión/ av – AV
REPRIEVE REPORT DOCUMENTS OVER 700 PRISONERS ILLEGALLY RENDERED TO GUANTANAMO BAY WITH THE HELP OF PORTUGAL ( PDF )
http://www.reprieve.org.uk/

dezembro 5, 2007

Polícia espanhola recupera tesouros roubados do Peru

05.12.2007
Um quarto cheio de tesouros, com centenas de artefatos artísticos – incluídas peças de ouro de 4 mil anos do passado pré-incaico do Peru – foi descoberto pela polícia na Espanha. As obras de arte já foram devolvidas à Embaixada do Peru. A polícia espanhola, avisada pelo governo do Peru, seguiu a pista e encontrou o tesouro em um quarto escondido e reforçado em uma casa em Santiago de Compostela, informou o Ministério do Interior da Espanha.
Mais de 30 dos 1,8 mil itens foram identificados como pertencentes às tumbas dos Senhores de Sipan, da cultura Moche, uma civilização pré-incaica, disseram funcionários. O governo do Peru alertou as autoridades espanholas que suspeitava que artefatos desaparecidos de uma exposição de 1997, de arte e civilização pré-incaica, haviam sido levados ilegalmente à Espanha. As autoridades peruanas perderam as pistas dos artefatos de valor incalculável.
Os museus no mundo inteiro têm sido alertados a verificar se seus acervos não contam com obras de arte roubadas. As tumbas dos Senhores de Sipan foram descobertas no final da década de 1980, em desertos na costa norte do Peru. A civilização, que tinha agricultura e técnica de construção avançadas, se desenvolveu há 4 mil anos e desapareceu antes do surgimento dos incas.
Fonte: Agência Estado

novembro 23, 2007

Chávez e o Império.

O rei de Espanha mandou o presidente da Venezuela calar-se. A euforia tomou conta de todas as direitas, mas também deixou confusa muita gente boa. O que Chávez havia dito durante a Conferência da Comunidade dos Países Íbero-americanos? Que o ex primeiro-ministro espanhol, Aznar, é um fascista.
O atual primeiro ministro da Espanha, Zapatero tomou a palavra para dizer que, embora tendo grandes divergências políticas com Aznar, achava que ele devia ser tratado com respeito. Zapatero não podia fazer diferente, tinha que se manifestar, porque sabia que seria cobrado na Espanha se houvesse se mantido em silêncio diante da crítica pública de Chávez. O que fez Chávez enquanto Zapatero falava? Mesmo tendo o som cortado, continuou a falar paralelamente, interrompendo Zapatero, insistindo em seus argumentos contra Aznar, lembrando que este havia apoiado o golpe de Estado que derrubou Chávez do poder por dois dias em 2002 ( por ordem de Aznar o embaixador da Espanha foi o primeiro a reconhecer o governo golpista )…
Chávez estava cheio de razão, mas, como muitas vezes, foi impulsivo, deselegante, infringindo a etiqueta da diplomacia etc. Nesse momento, impaciente, o rei Juan Carlos exclamou: “por que não se cala?”
A imprensa das classes dominantes do Brasil exultou e aproveitou para achincalhar Chávez mais uma vez. Por que tanta animosidade contra Chávez? Vejamos: quando Chávez foi eleito presidente da República pela primeira vez, em 1998, a Venezuela estava em falência política, suas classes dominantes, mergulhadas em profunda corrupção, desmoralizadas, não conseguiam mais governar. A maior riqueza do país, o petróleo, entregue às multinacionais de petróleo americanas, era partilhada por estas com as elites tradicionais e a alta classe média, ambas americanizadas, vivendo mais nos Estados Unidos que em seu país, seus filhos indo em massa estudar na Flórida, falando mais inglês que espanhol, acostumados todos a ver a Venezuela como uma fazenda de onde extraiam sua boa vida. A Venezuela é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e exporta a maior parte da produção para os Estados Unidos. Chávez começou por questionar a dominação americana sobre o petróleo. Procurou fortalecer a capacidadede negociação da PDVSA (a empresa estatal venezuelana) com as multis. Além disso, constatando que as políticas das grandes potências haviam levado à redução brutal do preço internacional do petróleo ( chegou a menos de 20 dólares o barril de 60 litros, isto é, petróleo estava mais barato que água mineral ),assumiu a presidência da OPEP ( Organização dos Países Exportadores de Petróleo ) e desenvolveu uma política de valorização do preço do óleo. Isso causou ódio e remordimento nos Estados Unidos e nos outros países ricos. Chávez também tratou de retirar das classes dominantes locais parte dos benefícios que recebiam do petróleo para poder investir na melhoria de condição de vida da população trabalhadora, especialmente em educação, saúde, alimentação, habitação. Isso enfureceu os velhos setores dominantes venezuelanos. Também o governo direitista espanhol, então comandado por Aznar, se incomodava. Porque a Espanha, ainda que há muito derrubada de sua condição de potência colonialista na América Latina, mantém grandes investimentos e desenvolve grande influência política por aqui, na condição de país sub-imperialista.
Os americanos, auxiliados pelo governo de Aznar, conspiraram com as classes dominantes locais pela derrubada de Chávez em 2002. Deram o golpe, mas não levaram, impedidos por um levante popular associado a uma tomada de posição de parte das forças armadas em favor legalidade.
Chávez reassumiu tendo muito mais clareza de quem eram e como atuavam os inimigos do povo venezuelano. Aprofundou sua política de nacionalização do petróleo e de destinar os benefíciosdessa riqueza para os mais pobres. Sabendo o tamanho da ameaça, tratou também de fortalecer as forças armadas venezuelanas, comprando armas para melhorar a qualidade da defesa do país, vizinho de uma super-armada e pró-americana Colômbia e de várias bases militares dos Estados Unidos. Como diz o velho ditado, “bobo é quem pensa que o inimigo dorme”. Chávez também mudou as leis do país, promoveu a elaboração de uma nova Constituição, reformou a Justiça e o Parlamento, reforçando a participação popular. Por tudo isso, Chávez é acusado de ditatorial.
O interessante é que todasas mudanças promovidas por Chávez foram feitas à partir de eleições, plebiscitos e consultas à população. Desde 1998 realizaram-se dez eleições e plebiscitos no país. Nenhum governo em tempos atuais consultou tão freqüentemente a população como o venezuelano. Eleições cuja lisura não foi contestada por observadores internacionais. Chávez ganhou todas e por larga margem. A oposição golpista, decidida a desmoralizar o regime político do país, esteve ausente de uma eleição. Comandou a abstenção, mas o povo votou em massa em Chávez e em seus candidatos ao Congresso. Resultado, com esse ato estúpido, apolítico, a oposição ficou sem representação nos poderes da República. E depois, saiu acusando Chávez de ditatorial. Certamente Chávez tem lá seus defeitos. Mas para se adotar uma posição madura sobre ele e seu governo, para ver com clareza no meio desse tiroteio é preciso levar em conta o principal. Registro três aspectos:
1)Trata-se de um governo antiimperialista, construindo a independência deseu país e, por isso, um poderoso aliado de todos os povos latino-americanos na luta contra as políticas imperiais que nos empobrecem e mantêm dependentes. O Brasil e todos os outros países do continente têm sido beneficiados pelas posições e políticas do governo de Chávez.
2) Também é preciso ver que ele vem promovendo políticas de melhoria das condições de vida da população trabalhadora e mais pobre da Venezuela e estimulando seu desenvolvimento econômico.
3) Todas as grandes decisões de governo têm sido respaldadas em eleições legítimas.
Atualmente, a irritação oligárquica contra Chávez alcança um novo ápice. Isso porque seu governo está propondo uma nova reforma constitucional. Uma das propostas é ampliar a possibilidade de reeleição do presidente da República. O povo venezuelano vai votar livremente e dizer se apóia ou não essa proposta. Se apoiar, Chávez poderá se reelegr outras vezes. E o povo venezuelano irá conferir no futuro se tomou uma decisão acertada ou não. É seu direito, é sua responsabilidade. Isso é democracia, é ou não é? Ou democracia é comprar deputados e fazer passar uma emenda à Constituição no Congresso para permitir a reeleição do presidente, sem consultar a população, como fez FHC mudando a regra do jogo para ganhar um novo mandato em 1998? Isso é democracia ou é golpe? É golpe. Mas para a imprensa oligárquica FHC é o democrata impoluto. E Chávez é que é ditador? Poupem-nos de tanta hipocrisia!
Carlos Azevedo é jornalista
Fórum Caros Amigos
22/11/2007

novembro 14, 2007

"Olha que eu mando o Pizarro* aí, hein, OPS…Por quê não se cala?"

A arrogância do rei
“O presidente Hugo Chávez é descuidado e franco no que fala. Usa, em sua retórica antiimperialista, metáforas quase divertidas, como chamar Bush de diabo. Mas não exagerou ao qualificar o ex-primeiro-ministro espanhol José Maria Aznar de fascista. Aznar, produto típico da Opus Dei, que se reorganiza com novo alento na Espanha, sempre tratou a América Latina com desdém.
Mauro Santayana

Em 2002, em Madri, Aznar atreveu-se a dar ordens ao presidente Eduardo Duhalde, da Argentina, para que aceitasse e cumprisse as exigências do FMI. Reincidiu na grosseria, ao telefonar a Buenos Aires, logo depois, como um dono de fazenda telefona para seu capataz, a fim de determinar-lhe a assinatura imediata do acordo com o órgão.
Conforme disse o próprio ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, Aznar deu ordens ao embaixador da Espanha em Caracas para que apoiasse o golpe contra Chávez em 2002. Com o presidente eleito preso pelos golpistas, o embaixador foi o primeiro a cumprimentar o empresário Pedro Carmona, que, também com o entusiasmado aplauso do representante dos Estados Unidos, tomava posse do governo, para ser desalojado do Palácio de Miraflores horas depois.
Não se pode pedir a Chávez que trate bem o ex-primeiro ministro espanhol, embora talvez lhe tivesse sido melhor ignorá-lo no encontro de Santiago. Mas, como comentou, na edição de ontem de El País, o jornalista Peru Egurdide, há um crescente mal-estar na América Latina com a presença econômica espanhola, identificada como “segunda conquista”. A Espanha opera hoje serviços como os bancários, de água, energia, telefonia e estradas, que não satisfazem os usuários. Ainda na noite de sexta-feira, em reunião fechada, Lula e Bachelet trataram do assunto com Zapatero, de forma veemente – longe dos jornalistas.
Mas se Chávez, mestiço venezuelano, homem do povo, fugiu à linguagem diplomática, o rei Juan Carlos foi imperial e grosseiro, ao dizer-lhe que se calasse. O rei, criado por Franco, tem deixado a majestade de lado para intervir cada vez mais na política espanhola – conforme o El País critica em seu editorial de ontem. Em razão disso, as reivindicações federalistas dos povos espanhóis (sobretudo dos catalães e dos bascos) se exacerbam e indicam uma tendência para a forma republicana de governo. Pequenos episódios revelam o conflito latente entre os espanhóis e seu rei. Já em 1981, quando do frustrado golpe contra o Parlamento Espanhol, o comportamento de sua majestade deixou dúvidas. Ele levou algumas horas antes de se definir pela legalidade democrática. Para muitos, o golpe chefiado por Millan del Bosch pretendia que todos os poderes fossem conferidos a Juan Carlos, em um franquismo coroado.
Os dirigentes latino-americanos tentarão, diplomaticamente, amenizar a repercussão do estrago, mas o “cala a boca” de Juan Carlos doeu em todos os homens honrados do continente. O rei atuou com intolerável arrogância, como se fossem os tempos de Carlos V ou Filipe II. A linguagem de Zapatero foi de outra natureza: pediu a Chávez que moderasse a linguagem. Como súdito em um regime monárquico, não pôde exigir de Juan Carlos o mesmo comportamento – o que seria lógico no incidente.
Durante os últimos anos de Franco, a oposição republicana espanhola se referia ao príncipe com certo desdém, considerando-o pouco inteligente. Na realidade, ele nada tinha de bobo, mas, sim, de astuto, vencendo outros pretendentes ao trono e assumindo a chefia do Estado. Agora, no entanto, merece que a América Latina lhe devolva, e com razão, a ofensa: é melhor que se cale.”
Jornal do Brasil
*Francisco Pizarro

novembro 12, 2007

Oficial: CIA cruzou secretamente o espaço aéreo espanhol 50 vezes. Trasladando abduzidos para Guantánamo SPA, fizeram escala 11 vezes no país ( ESP )

Filed under: Espanha, Europa, Guantánamo, vôos secretos da CIA — Humberto @ 1:36 pm
Medio centenar de vuelos a Guantánamo pasaron por España entre 2002 y 2007
AENA revela al juez que al menos 11 aviones hicieron escala en bases españolas
Casi medio centenar de aviones, en su mayoría militares, han cruzado el espacio aéreo español con destino o procedentes de la base estadounidense de Guantánamo (Cuba), verdadero agujero negro del derecho internacional, donde la Administración Bush recluye a los prisioneros de su guerra global contra el terrorismo. Al menos una decena de estos aviones hicieron escala en las bases españolas de Rota, Torrejón de Ardoz (Madrid) y Morón de la Frontera (Sevilla). Un total de 22 de estos vuelos se produjeron en el mandato de José María Aznar, y 25, en el de José Luis Rodríguez Zapatero.
Así consta en la documentación que el organismo público Aeropuertos Españoles y Navegación Aérea (AENA), dependiente del Ministerio de Fomento, ha enviado al juez de la Audiencia Nacional Ismael Moreno, quien investiga los vuelos de la CIA, utilizados para trasladar personas secuestradas o ilegalmente detenidas.
La información remitida de AENA, a la que ha tenido acceso EL PAÍS, es novedosa porque el Gobierno nunca la trasladó al Parlamento, a pesar de que debía disponer de ella y se han celebrado varios debates parlamentarios sobre este asunto. Cuando el ministro de Asuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, informó a la comisión correspondiente del Congreso, en noviembre de 2005, sólo mencionó un vuelo a Guantánamo, el que realizó en abril de 2004 un avión Gulfstream IV que hizo escala en Tenerife camino de Bucarest (Rumania). Moratinos se limitó a informar sobre escalas de aviones sospechosos en Baleares y Canarias, que había difundido la prensa, especialmente Diario de Mallorca.
Posteriormente, el Gobierno dio respuesta a los informes exhaustivos del Consejo de Europa y del Parlamento Europeo – ante cuya comisión de investigación compareció Moratinos en septiembre de 2006 -, pero sin aportar los datos de AENA. De hecho, la Comisión de Exteriores del Congreso acordó por unanimidad en abril de 2006 solicitar al Gobierno “la elaboración de un informe detallado en el que se incorporen todas las nuevas informaciones en su poder” sobre los vuelos de la CIA. El informe no llegó al Parlamento.
La documentación de AENA revela que en 2002 hubo ocho vuelos con origen o destino a Guantánamo que sobrevolaron España; siete en 2003; 12 en 2004; nueve en 2005; nueve en 2006; y dos en 2007, hasta febrero. Los que hicieron escala en aeropuertos españoles fueron 11: seis en Rota (Cádiz); dos en Morón de la Frontera (Sevilla); dos en Torrejón de Ardoz (Madrid) y uno en Tenerife Norte.
Además de los jets privados fletados por la CIA e identificados por el Consejo de Europa (Gulfstream IV y V y Boeing 737), la mayoría de los vuelos corresponden a aviones militares de transporte de gran capacidad, como el C-17 Globemaster, con más de cien plazas, el C-141, el DC-10 o el K35R de reabastecimiento en vuelo. También figura un B-743 de la compañía saudí Saudia que este año voló de Guantánamo a Casablanca. El lugar donde con más frecuencia recalaron los aviones fue Incirlik (Turquía), escala para los vuelos hacia o desde Afganistán e Irak.
La existencia de vuelos a Guantánamo desde las bases de Rota, Torrejón y Morón la reveló EL PAÍS el 12 de febrero a partir de los registros de control de tráfico aéreo de Portugal. Estos datos son los que llevaron al juez Moreno a preguntar a AENA. Sorprendentemente, este organismo asegura que no dispone de información de dos de los vuelos citados por Portugal: el Morón-Guantánamo, de enero de 2002, y el Rota-Guantánamo, de abril de 2005. En cambio, confirma cinco de las escalas en bases españolas citadas por el país vecino y añade seis más.
La falta de información en torno a estos vuelos es, en todo caso, notable. AENA incluye en la lista algún vuelo que en teoría no toca Guantánamo -como un Rota-Bagram (Afganistán)- y reconoce en algún caso que el destino es desconocido.
Cuando informó al Congreso, en noviembre de 2005, Moratinos se mostró convencido de que todas las escalas de aviones militares de EE UU en bases españolas, al amparo del convenio bilateral, se habían realizado “de acuerdo con la ley”. Sin embargo, España nunca ha inspeccionado los aviones de EE UU en Morón, Rota y Torrejón, hasta el punto de que el manifiesto de carga que se presenta a las autoridades no suele incluir una lista de pasajeros. En la reforma del convenido bilateral pactada en 1992 por Aznar con Bush se renunció a preguntar por “el tipo y la finalidad de la misión” de los aviones en tránsito por España.

MIGUEL GONZÁLEZ
12/11/2007
EL País

março 9, 2007

Espanha e Portugal investigam atividades ilícitas da CIA

Filed under: CIA, direitos humanos, Espanha, Guantánamo, Portugal, Suprema Corte — Humberto @ 1:02 am

A justiça espanhola solicitou às autoridades portuguesas, nesta quinta-feira, acesso aos dados de vôos da Agência Central de Informações (CIA) dos Estados Unidos que tenham utilizado o espaço aéreo português desde 2001. A informação é da Lusa Agência de Notícias de Portugal.

Em Janeiro passado, a deputada portuguesa Ana Gomes denunciou que prisioneiros de “vôos suspeitos da CIA” foram vistos sendo transferidos, acorrentados, de aviões para ônibus na base militar portuguesa de Lajes, no arquipélago dos Açores.
O pedido foi feito pelo juiz Ismael Moreno da Audiência Nacional (Tribunal especial) , que investiga vôos supostamente ilegais da CIA que teriam usado o território português para o traslado de prisioneiros suspeitos de terrorismo. O destino desses vôos seria o centro de detenção norte-americano de Guantánamo, em Cuba, com escala em aeroportos espanhóis.

Segundo fontes judiciais, a solicitação a Portugal, por meio de uma “carta rogatória”, foi feita depois que o Tribunal espanhol recebeu um requerimento apresentado por um advogado do partido Esquerda Unida. Um representante do partido disse à Agência Lusa que o pedido é de “teor técnico, não constituindo qualquer avaliação política da posição portuguesa sobre os vôos”. Segundo a fonte, “tentamos ter acesso a estes dados, junto à agência reguladora de aviação portuguesa (ANA), por meio do nosso Parlamento em Madri, mas não foi possível. Por isso optamos por recorrer aos tribunais”.
Moreno informou também que solicitou ainda à entidade reguladora dos aeroportos espanhóis (Aena) o máximo de informações sobre vôos da CIA que tenham parado em bases militares espanholas. O pedido do juiz contou com o parecer favorável do procurador do processo, Vicente González Mota.
No início de fevereiro, e a pedido do mesmo tribunal, o governo espanhol aprovou a desclassificação de todos os documentos sigilosos sobre os supostos vôos ilegais da CIA. Desta forma os relatórios poderiam deixar de ter acesso restrito.
Em Portugal, a Procuradoria-Geral da República, por meio do Ministério Público, abriu, há um mês, uma queixa-crime sobre a suposta utilização do território nacional para escalas de vôos ilegais da CIA para transporte de prisioneiros.
Em dezembro de 2006, uma revista portuguesa, com base em dados do controle aéreo português denunciou que de 94 vôos, indo e vindo da base naval de Guantánamo, em Cuba, 17 pousaram nos Açores e 77 cruzaram o espaço aéreo português. Um comitê de deputados portugueses já questionou o ministro das relações exteriores de Portugal, Luis Amado, sobre o tema, mas não obteve provas materiais da existência desses vôos.

Ana Gomes, a deputada que abriu o processo, é membro do comitê temporário da União Européia que investiga as atividades da CIA em Portugal, disse ter ouvido de mais de uma testemunha que “coisas estranhas andam acontecendo no aeroporto de Lajes”. “Pessoas com quem conversei confirmaram coisas esquisitas na base, como o transporte de gente acorrentada.”
É conhecida como rendition a prática da política externa americana, que consiste em colocar em campo agentes da CIA para seqüestrar suspeitos de terrorismo, em todo o mundo, e os levar em aviões a campos de tortura.


Guantanamera

A prisão da base naval de Guantánamo, que fica na ilha de Cuba, a 144 quilômetros da costa americana, foi criada em 11 de janeiro de 2002. Para lá foram enviados os prisioneiros capturados pelas forças dos Estados Unidos que invadiram o Afeganistão logo após os atentados contra as torres gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001. Outros suspeitos de terrorismo também foram enviados para a prisão.
Desde sua inauguração, já passaram pela ilha 775 prisioneiros, classificados como “inimigos combatentes”, sem acusação, processo ou julgamento. Entre os presos, 17 eram menores de 18 anos. Hoje, estão na prisão 430 prisioneiros de 35 diferentes países, mas nenhum americano. Os outros 435 presos foram enviados de volta a seus países.
Nos cinco anos de funcionamento da prisão, nenhum prisioneiro foi condenado. As dez denúncias apresentadas pelas comissões militares de julgamento foram consideradas ilegais pela Suprema Corte dos Estados Unidos. As condições a que são submetidos os prisioneiros são tão duras que 40 deles tentaram cometido suicídio.
Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2007

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