ENCALHE

junho 1, 2008

Sacerdotes exorcizam escola em cidade interiorana de São Paulo. Maus espíritos evadiram-se às pressas, ao soar a campainha da saída !!

Pastor e padre exorcizam escola em Catanduva
Duas alunas teriam passado mal depois de praticar ‘brincadeira do copo’.
Um padre e um pastor foram chamados às pressas para exorcizar a Escola Estadual Paulo de Lima Corrêa, ontem, em Catanduva.
Duas estudantes de 15 anos teriam passado mal depois de participarem da “brincadeira do copo”.
As aulas foram canceladas e parte dos alunos teriam participado de um culto ecumênico, que também teve a participação de espíritas, além do padre e do pastor.
A experiência, segundo seus praticantes trata-se de uma conversa com espíritos, que respondem perguntas feitas pelo grupo. Eles ficam concentrados em círculo, com a mão sobre um copo de vidro. Segundo os praticantes, o copo se move em direção a pedaços de papel com as escritas “sim” e “não” que ficam sobre uma mesa.
O pastor Isaías Siqueira Fontes Júnior, da Assembléia de Deus, afirmou que, segundo a Bíblia, a experiência trata-se de uma “perturbação maligna” que envolve espíritos. “Supostamente esses estudantes invocaram as influências malignas”, disse.Ele disse ainda que estudantes não tiveram uma indisposição normal. “Não foi natural. Isto foi uma demonstração espiritual.”
Para o padre Geraldo, da Igreja São José, trata-se um caso emocional. “Não cheguei ver as meninas, mas foi problema emocional. Falei com o namorado de uma das meninas que passaram mal e combinamos que ela irá me procurar.”
A diretora da escola, Suzana Serafim Rodrigues, amenizou a situação e afirmou que foi “um susto”. “As alunas passaram mal na hora do intervalo das aulas e isso que teria assustado os demais estudantes.”
Fonte: Jornal Bom Dia
Publicado no site NOTÍCIAS CRISTÃS em 30/05/08

abril 19, 2008

Professor de 5ª. Série da Rede Estadual de São Paulo pega aluno no ato, passando bilhetinho cheio de erros de português!!

Abaixo, a reprodução de um bilhete apreendido por um professor
( cujo nome será mantido em segredo, para sua segurança e para evitar retaliações da secretária estadual de Educação ), tomado das mãos de um aluno na sala de aula. O autor desta epístola apócrifa está na 5a. Série da Rede Estadual. Relevem a má qualidade da reprodução, e leiam atentamente.
E aí, já terminaram?
Está escrito o seguinte:
” esá profª. é chatá ,
não é ?
R : É R: ela é uma jirafa idiota ? Concordo
Letícia
MP3″

Não dá um desânimo? Ser professor em São Paulo, sofrer ataques do Serra, da Maria Helena, da Folha, do Estadão, da vEJA, da vEJINHA, do Diabo a quatro, ganhar a merreca humilhante que a tucanalha faz como se fosse a distribuição de lucros aos acionistas da Vale do Rio Doce pós-privataria, e catar um bilhete na mão de um aluno onde está escrita essa coisa altamente ofensiva. Olha só quanto erro de português!!! Quase não dá nem para entender o que o pirralho quer dizer: “a professora é uma JIRAFA”? Ou a professora é um GIRAFA, com “G”?
A professora é “CHATÁ”? Onde que ele arrumou esse acento agudo? Não, moleque… O que você queria dizer é que a professora é “CHATA”!!! O mesmo vale para “ESÁ” que, além de não receber o acento, tem dois “esses” ( “ss” ). Escreve-se “ESSA”.
Bom, pelo menos “IDIOTA” está escrito corretamente. Além disso, há pontos de interrogação inexplicáveis, mudando o sentido da mensagem que se desejava passar. OU, talvez eu esteja enganado, e trata-se de uma pergunta. Só que, aí, o “Erre-Dois pontos”, deverá ser substituído por “Pê-Dois Pontos”
Portanto o bilhete, alterando-se os erros imperdoáveis num aluno de 5ª. Série, ficaria assim:
” Essa profª. é chata, não é?
R: É.
P: Ela é uma girafa idiota?
R: Concordo. “
Que tal? Bem melhor, né? A professora, citada nesse bilhete, pega o mesmo e o lê. Nota a correção gramatical, o cuidado com o idioma, e se sente extremamente orgulhosa. Cai em prantos, de tanto orgulho. Quem não se orgulharia, não é? Não tem salário que pague esta satisfação. O governo de São Paulo sabe disso.

março 18, 2008

Apagão Educaciona Continuado tucano: 5000 professores comparecem a manifestação, mas imprensalão não dá uma linha sequer! Puro Grande Irmão tucano!!

Leiam , logo a seguir, um comunicado que aparece no site da APEOESP. Enquanto a secretária de Educação estadual aparece dizendo que “num mundo ideal, ela fecharia as faculdades de pedagogia”, nós temos que ter em mente que, num mundo ideal, NÃO EXISTE PSDBISTA GOVERNANDO!!
Antes de qualquer coisa, é importante esfregar na cara de certos “cidadãos de bem” que se espalham nas seções de cartas de leitores nos jornais ( sim, pois estas são as pessoas próximas a nós, nosso cotidiano e convívio social ) que os professores, excetuando os de 1a. à 4a. Série ( por causa de uma lei antiga ) devem ter DIPLOMA DE NÍVEL SUPERIOR!! Ou seja, ficar repetindo o que os colunistas-lixo e editoriais cafeeiros escrevem, dizem, ou apenas reproduzem os press-releases tucanos – dissertando sobre a suposta “falta de capacidade” dos docentes – não lhes gabarita a ficar dando pitaco em questões que não entendem ou não fazem questão de estar certos.
Eu também não conheço muito bem esta questão mas, ao contrário destes vermes ( que bom, eu posso escrever do modo que me agradar), eu VOU PERGUNTAR A QUEM SABE, ou seja, um especialista ( como fazem os jornais e revistas ) ou a um consultor ( é só nomenclatura, não se impressionem ), como fazem os jornais e revistas. Qualquer um pode consultar um especialista ou consultor. É só apresentá-los dessa forma, e torcer para que o interlocutor seja destes tipos bem impressionáveis, como são os coprófagos leitores de jornais e revistas do imprensalão.
Olha só:
O Jornal da Tarde ( o “Mini-Me” do Estadão ) publicou o seguinte, no dia 16/03 [ OBS: dois dias seguintes à manifestação dos professores que os jornais prefiriram ignorar]: “R$ 1 bilhão para aposentadoria dos professores”
ESCÂNDALO!! ROMBO!! GASTOS!! BARNABÉS!!
Nada disso. Uma simples série de questões simples, formulada junto a meu consultor, revelou o escândalo que foi essa reportagem. Cheia de omissões ou ( e ) mentiras, pura e simplesmente.
Um exemplo?
O economista Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas do Rio, enumerou, como “problemas”, a “aposentadoria precoce” com “acúmulo de gratificações”, que seriam “atrativos” para a rede pública, mas que o “custo desta aposentadoria impediria maiores reajustes na folha dos ativos”.
Um economista. Uma autoridade.
Vejamos o que diz meu consultor:
Não existe “aposentadoria precoce”
Só aposenta quem atinge a idade obrigatória e tempo de contribuição. Isso, a partir de reformas promovidas pelo próprio governo Fernando Henrique Cardoso.
Sobre as “gratificações acumuladas”
É tão simples que, o simples fato de um economista ter afirmado aquilo, mereceria uma revisão de sua jornada universitária, e a suspensão de seu diploma [ palavras minhas, não foi meu consultor quem disse isso ], ou o fechamento da faculdade, seguindo a lógica da secretária estadual.
Os professores não cansam de dizer que, justamente, um dos problemas é justamente a intituição das gratificações que não são consideradas nos cálculos da aposentadoria. Por isso que, uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários, como elucida, algumas linhas seguintes ao economista, o presidente da APEOESP, Carlos Ramiro de Castro.
Repitam comigo: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”… “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários”…
VOCÊ AÍ DO FUNDO, LEITOR DE VEJA E ESTADÃO: “Uma das exigências da categoria é a incorporação das gratificações aos salários…”. O salário-base é com o qual o professor se aposenta. Para se ter uma idéia, na época de Franco Montoro no governo estadual, o salário-base dos professores equivalia a dez salários mínimos da época. Hoje está em DOIS E MEIO salários mínimos atuais.
Por isso, é apenas e levemente IMPOSSÍVEL a um professor se aposentar recebendo o valor que o Jornal da Tarde está dizendo a seu leitor ( eles usaram como exemplo uma hipotética professora que começaria a trabalhar aos 23 anos e aposentaria aos 48 – a idade mínima está entre 50 e 55 anos – recebendo, “em média”, R$ 1548,00 ). Mas, por outro lado, quem é que disse que o leitor de jornais liga para a verdade?
Uma grave – e proposital – omissão: todo funcionário público estadual ( ao menos em São Paulo ) recolhe 11% de seu salário-base ao IPESP ( um Instituto de Previdência do funcionalisto ), e não tem direito ao FGTS.
Eu poderia enumerar, aqui, todas as detalhadas informações e contra-argumentações que meu consultor me forneceu, e que não surgem nas páginas do imprensalão; mas isso requer uma concentração minuciosa e um dispêndio de energia que eu não possuo, já que, de certa maneira, cabe aos próprios interessados fazer isso.
Ou seja, os pais. Mas estes não ligam para os resultados do Saresp. Caso alguma fagulha de indignação surja, é só o governador reduzir as aliquotas e taxas que incidem sobre os telefones celulares, e a calma retorna aos níveis a que estamos – nós e, principalmente, os governos tucanos – acostumados.
Só quero garantir ( impossível, eu sei ) , escrevendo algo a respeito disso neste blog, que eu não seja importunado com chorumelas na longa e demorada fila do ônibus, já que, se por um lado eu adoraria ver a tucanalha longe do Poder, pelo outro eu não idealizo e nem romantizo a população. Podem estar certos disso.
Vejam só o desafio que está diante de nós, pessoas que desejamos, de verdade, nos informar: as categorias profissionais, as atividades diversas, o que for, todas têem as suas particularidades, suas regras, estatutos, regulações, etc. Para podermos dar uma opiniãozinha ( ou voto, afinal ), com alguma consistência, a quantidade de dados e informações que necessitamos é enorme. Não é possível ignorar isso. Existem dois caminhos: arriscar e deixar nossa compreensão de mundo a cargo dos outros – jornais e revistas, no caso dos mais preguiçosos – ou tentarmos, por nós mesmos, descobrir as coisas. Se me perguntarem, daqui a 5 minutos, sobre isso que eu escrevi, ou sobre a composição total e integral do quadro da Educação em São Paulo, eu jamais vou poder responder, pois não estou, exatamente, familiarizado com isso, e nem mesmo arranho a superfície da questão. Sou uma pessoa comum e curiosa, só isso. Estudei e completei o segundo grau, sempre em escolas públicas, li em bibliotecas públicas e fui atendido em postos de saúde públicos. Considerando as possíveis exceções, o ambiente escolar e a relação com os professores me foram amistosos, proveitosos e emocionalmente enriquecedores. Não sou de guardar gratidão mas, se fosse, os professores com os quais convivi estariam no topo da lista. Estes governos tucanos, tecnocratas e plutocratas insensíveis e ( ao contrário do que dizem os presses-releases transvestidos de jornais e revistas vendidos em bancas ) incompetentes de marca maior – que só enganam a classe-média, mau-caráter por natureza – quebraram toda a afetividade que poderia existir numa comunidade escolar. Na verdade fizeram isso com a sociedade brasileira, quando o mínimo denominador comum entre nossa população era o Estado, e este passou a ser desmantelado. Veio a cultura da “competitividade”, do “correr atrás”, da “produtividade gerencial”, do “cada um, cada um”, e do “Mercado de Trabalho cada vez mais disputado” e pronto: cada um,cada um. O cara na fila do ônibus é meu inimigo. Imagine isso em larga escala.
Se, entre os poucos leitores deste blog, existir algum professor, e que queira deixar algum recado, alguma informação, fique à vontade. Aqui o espaço é vosso, já que a escola deixou de ser. Se escrevo algo aqui, é por vocês, não pelos alunos e nem pelos pais e palpiteiros lambe-botas de tucanos enganadores. Pois eles se merecem.
Reunidos em assembléia, professores repudiam ataques da Secretaria da Educação e apontam indicativo de greve
Todos à Assembléia em 04 de abril, no Masp!
Reunidos em assembléia em frente à Secretaria da Educação nesta sexta-feira, 14, cerca de cinco mil professores aprovaram ampla campanha contra as medidas impostas pela secretária Maria Helena Guimarães de Castro.
“Contra as medidas de Serra; por emprego e salário; em defesa da escola pública” será o eixo norteador da campanha que deverá ser amplamente divulgada, envolvendo toda a comunidade escolar.
Em 21 de janeiro, a Diretoria da APEOESP entregou a pauta de reivindicações da categoria à secretária da Educação. Até o momento, não houve qualquer retorno por parte do governo.
Durante a assembléia desta sexta-feira, a categoria aprovou um ultimato ao governador: se as reivindicações não forem atendidas até o dia 04 de abril, data da nova assembléia, os professores iniciam greve por tempo indeterminado.
É imprescindível reforçar a mobilização e organização diante dos intensos ataques por parte do governo estadual: avaliação de desempenho, premiação,retirada do ALE de diversas unidades,aulas aos sábados, aprovação automática, demissão de centenas de professores, recuperação paralela, não cumprimento da data-base, baixos salários, salas superlotadas, péssimas condições de trabalho, investida contra a liberdade de cátedra e a autonomia das escolas, falta de estrutura para combater a violência, retirada e diminuição de disciplinas do currículo, entre outros.
Serra quer privatizar todos os serviços públicos A assembléia realizada nesta sexta-feira deixou patente que
a categoria não aceitará ser responsabilizada pela destruição da rede provocada pela política educacional deste governo. É claro e notório que o abandono da escola pública e a desvalorização dos profissionais fazem parte de um projeto que objetiva privatizar a rede pública de ensino.
Desde 1996, quando a secretária Rose Neubauer implantou a reorganização da rede, este cenário vem sendo construído. Os professores e demais trabalhadores devem resistir a esta ofensiva e convencer a população a participar das lutas em defesa da escola e dos demais serviços públicos. Não podemos permitir que nossa rede de ensino seja transformada em fábrica de mão-de-obra barata, tampouco vamos aceitar a política privatista do PSDB. A APEOESP ampliará a confecção de materiais (panfletos, adesivos, jornais) e matérias pagas contra as medidas da Secretaria.
É importante que os representantes de escola divulguem a campanha em todas as unidades escolares, convencendo os professores que ainda não participam da luta.Para impedir a implantação das propostas nefastas da secretária Maria Helena Guimarães precisaremos ampliar nossa mobilização e organização. Vamos denunciá-la como inimiga da Educação em São Paulo: Fora, Maria Helena!
Novas escolas devem receber o ALE
Após pressão da APEOESP, a Secretaria anunciou o acréscimo de mais 254 escolas nalista de unidades que receberão o Adicional Local de Exercício. Segundo release divulgado nesta sexta-feira, 14, a determinação será publicada no Diário Oficial em 18 de março.
A APEOESP continuará pres-sionando a Secretaria para estender o Adicional a todas asunidades da rede. Também reforçará a solicitação para que as escolas de alta vulnerabilidade que perderam o direito sejam contempladas novamente. Esta reivindicação está presente na pauta entregue à Secretária em janeiro deste ano.
Classificação PCP
Os professores interessados podem acessar a primeira classificação do Professor Coordenador Pedagógico no site www.educacao.sp.gov.br, link São Paulo Faz Escola. Os classificados estão organizados por Diretoria de Ensino.
Calendário de Luta
*Dia 26 de março, 8 horas – Largo São Bento: ato contra a privatização da CESP – Companhia Energética de São Paulo
*Dia 04 de abril, 14 horas Masp: assembléia dos professores com indicativo de greve
Pauta de Reivindicações
• Reajuste salarial imediato
• Piso do Dieese
• Incorporação das gratificações, com extensão aos aposentados
• Novo Plano de Carreira
• Fim da aprovação automática
• Contra a avaliação de desempenho
• Máximo 35 alunos por sala de aula
• Melhores condições de trabalho
• Estabilidade para os professores OFAs
• Extensão do ALE para todas as escolas
• Gestão democrática e autonomia da escola

março 16, 2008

Sem Educação: você vê que é pura questão de programa partidário…Em Minas também os professores estão fugindo da barca furada tucana!!

ESTUDANTES EM CASA
Alunos da rede estadual sem aula por falta de professores
A falta de professores na rede estadual está obrigando estudantes a ficarem em casa. Apesar de as aulas terem começado há pouco mais de um mês, alunos da terceira sériedo ensino fundamental da Escola Estadual Ali Halfeld, no Bairrode Lourdes, estão sem freqüentar o colégio desde o dia 7 de março por causa da escassez de docentes. O impasse se arrasta desde o começo do ano letivo e afeta outras instituições, atingindo centenas de crianças e adolescentes.

Prejuízo para a educação
Falta de professor obriga alunos a ficarem em casa
Daniela Arbex

REPÓRTER
Apesar de as aulas na rede estadual de ensino terem começado há pouco mais de um mês, alunos da terceira série do ensino fundamental da Escola Estadual Ali Halfeld, no Bairro de Lourdes, Zona Sudeste, foram obrigados a voltar para casa por falta de professor. Desde o dia 7 de março, a turma de estudantes, que tem entre 8 e 9 anos de idade, não pode mais ir ao colégio em função da escassez de docentes. O impasse se arrasta desde o começo do ano letivo, quando a bibliotecária, a supervisora e, segundo informação dos pais, até a cantineira da escola assumiram a sala na tentativa de manter os estudantes em atividade. A situação, no entanto, tornou-se insustentável, resultando na suspensão das aulas, após reunião com a comunidade. Longe de ser um caso isolado, a ausência de docentes é um problema que afeta outras instituições de ensino da rede estadual e atinge centenas de alunos da cidade.
Na tentativa de evitar que o tempo de aula fique ocioso, algumas escolas chegaram a juntar turmas de séries diferentes ou recrutaram professores para dar aulas simultâneas em duas salas. Há casos de colégios que estão com déficit de até seis professores, levando turmas inteiras a ainda não ter tido contato com o conteúdo de disciplinas essenciais, como português.
Na Escola Estadual Duque de Caxias, região central, alunos da sétima série do ensino fundamental do turno da manhã estão sem professor de história, de acordo com reclamação dos pais, e também há déficit nas turmas de primeira a quarta série do turno da tarde. Segundo a diretora Silma de Moura Veloso, há duas professoras eventuais nas salas. “Além disso, os estudantes que estão nessa situação recebem atividades de outros professores que nos ajudam a suprir as lacunas”, afirma.
Até o final do mês passado, a Escola Estadual Cândido Motta Filho, no Bairro São Benedito, Zona Leste, estava sem professor de educação física e ciências. Atualmente, as vagas foram preenchidas, mas ainda falta docente para assumir uma aula de sociologia para o terceiro ano do ensino médio noturno e professor de inglês para lecionar duas aulas para Educação de Jovens e Adultos do ensino fundamental.
Já a Escola Estadual Hermenegildo Vilaça, em Grama, na região Nordeste da cidade, apresentava déficit de três professores do ensino médio, mas a diretora Ivete Pereira diz que a situação foi resolvida na semana passada. “Estávamos colocando supervisor na sala, para não ficar liberando o aluno. Nesse período, trabalhamos com dinâmica de grupo, socialização e as regras da escola, já que temos muitos novatos”, explicou.
Caderno em brancoAluno da sexta série do ensino fundamental da Escola Estadual Ali Halfeld, Josué faz questão de mostrar o caderno em branco. “Estou sem aula de português desde o início do ano. Hoje (terça-feira, dia 4 de março) saí da escola às 9h30, enquanto o horário normal seria 11h30. Acho ruim o que está acontecendo, pois haverá acúmulo de matéria, atraso nas provas, fazendo com que, depois, eles não tenham tempo de ensinar tudo”, reclama o menino, que caminha por cerca de 20 minutos para chegar à escola e alimenta o sonho de ser médico.
A irmã de Josué, Scarllet, 8, vive situação ainda pior. Ela faz parte da turma da terceira série do ensino fundamental que aguarda, em casa, a chegada de professor. Como ela está em compasso de espera, o uniforme virou peça sem utilidade. “É um absurdo o que está acontecendo. Um dia, meus filhos têm aula com a moça da cantina, no outro com a supervisora, e até com a bibliotecária que, apesar da boa vontade, não tem formação para isso. É muito ruim o que eles estão vivendo, pois o estudo é a única herança que posso deixar para eles. A gente batalha para comprar material escolar, uniforme, e as crianças estão esse tempo todo sem aula”, desabafa a mãe dos alunos, Janaína Mazzone Gentil de Oliveira, 31 anos.
Ela mostra o caderno de geografia da filha com apenas uma folha escrita da matéria em um mês de aula. A situação é semelhante em outras disciplinas, como história e ciências. Janaína, que também é aluna da sétima série do ensino fundamental da escola Ali Halfeld, onde estuda na Educação de Jovens e Adultos, sente na pele o problema da ausência de educadores. “Estou sem aula de sociologia desde o começo do ano”, revela.
Aumenta burocracia para contratação de docentesProcurada pela Tribuna, a diretora da Escola Estadual Ali Halfeld, Vanessa Maria Casali Meireles, confirmou a dificuldade vivida pela escola. Segundo Vanessa, uma professora do ensino fundamental está de licença-maternidade e três professoras de primeira a quarta série do ensino fundamental se aposentaram. Para nenhuma das quatro, houve substituição. Além disso, faltam docentes para lecionar sociologia e filosofia, disciplinas que tornaram-se obrigatórias a partir deste ano. “Os pedidos de substituição estão sendo feitos desde dezembro, mas, até hoje, estamos esperando Belo Horizonte autorizar.”
Vanessa refere-se ao fato de a designação de professores, antes realizada pela Superintendência Regional de Educação, em Juiz de Fora, estar sendo feita pela Secretaria de Estado da Educação, em Belo Horizonte, o que teria aumentado a burocracia na nomeação dos docentes, dificultando a rápida reposição de vagas. “Estou me sentindo um zero à esquerda, sem autonomia para resolver os problemas da escola que saltou de 880 alunos, em 2007, para 1.073 este ano. Crescemos sem, no entanto, ter material humano para o atendimento da demanda”, afirma a diretora.
A subsecretária de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, Eliana Novaes, admitiu que faltam professores na cidade e disse que a expectativa é que a situação seja regularizada na próxima semana. “Em Juiz de Fora, há um agravante, porque estamos tendo muito afastamento preliminar de professores para a aposentadoria e por licença de saúde, criando uma demanda adicional por designação. Mas o aluno não vai ficar prejudicado. A gente orienta as escolas para que os professores que lá estão possam fazer uma antecipação da carga horária até a normalização da situação. Para os alunos que estão efetivamente sem aula será feita uma adequação do calendário, garantindo o cumprimento da carga horária”, afirma.
Sindicato critica mudanças na rede A diretora estadual do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sindi-UTE), Lúcia Melino, afirma que tem recebido diversas denúncias sobre a falta de professores nas escolas e considera alguns casos “gritantes”, como o da escola Ali Halfeld. Ela diz que a mudança no processo de designação de professores, que hoje é feito por Belo Horizonte, trouxe morosidade ao sistema.
Para a professora de história da rede, a mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Lorene Figueiredo, a concentração do processo de designação em Belo Horizonte significa uma perda para a categoria. “É uma perda em relação à democratização, fazendo com que as instituições que fazem parte da educação escolar percam a capacidade de participar e de ter autonomia. Isso é um processo de controle do Estado em função de um tipo de reforma que está modificando as relações de trabalho e rebaixando a qualidade da educação.”
A subsecretária de Gestão de Recursos Humanos da Secretaria de Educação, Eliana Novaes, explica que a centralização é decorrente da Lei Complementar nº 100 e visa a garantir o pleno aproveitamento dos efetivados. “O decreto que a regulamenta dispõe que primeiro se aproveite os professores efetivados para, depois, abrir a designação. Além disso, com a mudança da vinculação do servidor designado, que agora está subordinado ao sistema previdenciário do INSS, as regras foram alteradas. Isso é um processo novo e mais longo, ao qual as escolas ainda estão se adaptando.”
Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de o professor apresentar o Relatório de Inspeção Médica (RIM) no momento de sua contratação. A atual exigência é criticada pela diretora do Sind-UTE. “Antes, o professor designado tinha até 15 dias para providenciar essa documentação que, em muitos casos, não fica pronta em tempo hábil. É uma nova forma de designação, na qual a prioridade é o exame médico e não o tempo que o professor tem na rede estadual. Quando se coloca o exame médico como o primeiro critério para a contratação do docente, o que vemos é a perda de qualidade da educação”, sentencia.
A argumentação é rebatida pela subsecretária. “Essa afirmativa não é muito razoável, porque, se o professor trabalhou em 2007, ele tem o Relatório de Inspeção Médica (RIM). No entanto, caso tenha ficado 30 dias licenciado, terá que tirar um novo RIM.” Na tentativa de solucionar o impasse, a comissão de negociação do Sind-UTE se reuniu com representantes da Secretaria de Educação este mês, mas garantiu que não houve avanços.
O descontentamento da categoria com os rumos da educação foi manifestado ontem em paralisação nacional. A manifestação contou com o apoio dos alunos, pais e professores da Escola Estadual Ali Halfeld.
“Estou sem aula de português desde o início do ano. Hoje saí da escola às 9h30, enquanto o horário normal seria 11h30″Josué, 11 anos aluno da sexta série do ensino fundamental
“O estudo é a única herança que posso deixar para eles. A gente batalha para comprar material escolar, uniforme, e as crianças estão esse tempo todo sem aula”Janaína, 31 anos, mãe de Josué e Scarllet

fevereiro 1, 2008

Jaz São Paulo: Escola de Vila Zelina é acusada de jogar livros clássicos no bueiro! Eu estudei nessa escola. Pensei que, quando saísse, ela melhoraria

Filed under: cidade de São Paulo, escola pública, Literatura, livros, Vila Zelina — Humberto @ 1:27 pm
Escola pública de SP joga obras literários no lixo
Moradores da região da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo, encontraram anteontem cerca de 400 livros que foram descartados pela Escola Municipal Ruth Lopes Andrade. Eram obras literárias de Federico Garcia Lorca, Machado de Assis e Guimarães Rosa, amontoadas em sacos pretos de lixo jogados próximos a um bueiro.
Moradores do bairro tentaram entrar em contato com a escola ao ver os livros na rua, mas a unidade já estava fechada. “Alguns livros chegaram a molhar porque foram jogados perto de um bueiro, mas a maioria estava em bom estado”, disse o contador Manoel Rodrigues , de 59 anos, que pegou do lixo O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, entre outros clássicos. Um dos moradores do bairro ligou ontem para a escola e obteve a informação de que as obras foram descartadas por causa de cupim. “É duro você ensinar para os filhos o valor da leitura enquanto uma escola comete esse absurdo. Os livros estão em bom estado.”
Circe Bittencourt, coordenadora do Programa de Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros da USP, afirma que não há nada que justifique a atitude da escola. A Diretoria Regional de Educação Ipiranga informa que, considerando a gravidade da denúncia envolvendo a escola, determinou uma apuração para esclarecer o que ocorreu. Por meio de nota, a diretoria informou que só a partir daí será possível saber o que houve. A escola não se pronunciou. As informações são do Jornal da Tarde.
MSN Notícias
COMENTÁRIO: Ainda que estivessem corroídos por cupins, brocas ou até mofados, não é – tão óbvio, pô – em bueiros ou córregos que deveriam ter sido despejados. Dupla burrice. Bom, vamos esperar para saber mais e melhor. Não sejamos injustos.

novembro 21, 2007

Profissionais de Ensino de SP denunciam mensagem subliminar contra escola pública em novelas da Globo! Plus: Imprensalão denigre professores de SP.

Assim, como quem não quer nada
No dia 1º de novembro, durante a exibição das imagens da novela “Duas Caras” – Rede Globo de Televisão, uma personagem (proprietária de uma Universidade no Rio de Janeiro), solta a seguinte frase: “O futuro da Educação está na Iniciativa Privada”. Dita assim, como quem não quer nada, é apenas uma frase de uma personagem de novela, porém algumas coisas nos levam à reflexão.
No mesmo roteiro, uma imagem de uma “favela”, dois personagens dialogam:
- Os professores (de uma escola pública) entraram em greve e, agora não querem repor as aulas.
- Mas, por quer fizeram greve? Eles não ganham bem?
- Vou tentar uma bolsa na escola particular…
Mais alguns dias e na mesma novela, um grupo de estudantes ocupam a reitoria da Universidade pedindo o direito a voto na eleição do novo reitor. A ocupação acontece com a participação de um fictício “Movimento dos Sem Escola” e “Movimento dos Sem Casa”… Cenas de caos, confusão e depredação generalizada… A dona da Universidade chama a polícia e exige a retirada dos “vândalos” que invadiram sua propriedade…
No dia 11 de novembro os jornais de São Paulo publicaram matéria com a seguinte chamada: “30.000 professores faltam por dia nas escolas públicas de São Paulo”.
Segundo a matéria, “os docentes contam com 19 dispositivos legais que lhes permitem se ausentar sem desconto de salário, entre os quais licença-médica, licença–prêmio e falta abonada por motivo relevante (seis ao ano)”.
O que o jornalista deixou de fazer, foi uma comparação com os trabalhadores da iniciativa privada. Se fizermos isso, veremos que as faltas abonadas funcionam como “compensação”, pois o professor da rede pública não recebe o final de semana remunerado (como seus colegas da rede privada). Isto na prática é o seguinte, recebemos por mês de 30 dias, porém temos seis meses letivos com 31 dias, logo, para compensar esses seis dias (que se trabalharia de graça) existe a possibilidade legal da falta abonada por motivo relevante, sendo deferida, ou não pelo superior hierárquico. Então, perguntamos ao jornalista: se ele trabalharia de graça para o dono de seu jornal?
Nas outras justificativas, uma contradição, se os professores faltam, não fariam jus à licença-prêmio… Portanto, se usufruíram dessa licença-prêmio é por quer ficaram cinco anos sem faltas (abaixo das seis abonadas por ano). Além disso, a licença-prêmio também poderia ser usada numa comparação com os trabalhadores “celetistas”.
Pela CLT, o empregador deve recolher 8% de FGTS ao mês, por empregado. O Estado não recolhe FGTS, pois o servidor público não possui tal benefício. Em compensação, se o mesmo servidor público não faltar ao longo de cinco anos, poderá usufruir uma licença-prêmio de três meses. Porém, se fizermos as contas veremos que o valor recebido nesses três meses é MENOR do que 8% ao mês, por cinco anos, que o Estado não recolhe. Onde está o “privilégio”?
Quanto às licenças-médicas, temos um grande problema: se, como diz a reportagem, “todos conhecem um médico que pode dar atestado”, então cabe averiguação. Ora, o superior hierárquico, caso tenha motivos para tal (se há abuso, por exemplo) pode encaminhar o professor ao departamento médico do Estado para averiguar a veracidade dos atestados…
Mas, nesse sentido, o ponto central da discussão seria: qual o motivo das faltas comprovadamente por questões de saúde do profissional? Inúmeros estudos, a partir de dados fornecidos pela própria Secretaria de Saúde do Estado e pelo IAMSPE ( Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual ), comprovam o que todos que trabalham dentro das escolas conhecem: a maior parte das licenças-médicas concedidas está na área da psiquiatria. Isso porque essas doenças, que acometem os profissionais da educação, nesses casos, têm origem nas péssimas condições de trabalho dos docentes paulistas… Resultantes de classes superlotadas, condições de trabalho estafante, ausência de perspectiva de evolução de carreira, desvalorização constante do profissional, entre outros motivos.
Nós do CAPESP – Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo – discutimos em nosso II Seminário (2002) a Síndrome de Burnout, que demonstra bem as causas do desestímulo e das faltas dos professores ao trabalho.
Bem, isso não significa que adotamos uma posição de um associativismo corporativista ou sindicalista. Sabemos que há aquele oportunista que se aproveita desses aspectos levantados e, por ideologia definida, quer levar vantagem pessoal em tudo. O seu interesse não está na Educação, tão pouco no desenvolvimento do outro ( sejam crianças, jovens, adultos ou “portadores de necessidades especiais” ). Estão, sim, preocupados consigo mesmo. A esses, que não correspondem ao total da categoria, deverão que ser elaborados critérios, sob controle da sociedade, para retirá-los do serviço público. Pois, são maus profissionais, que usam da educação do setor público para obter proveitos escusos.
Assim, como quem não quer nada, a TV, os grandes jornais, impõem à população um ponto de vista ideologicamente claro: a defesa intransigente da iniciativa privada ( do Capital ) frente aquilo que é público. Respondem, dessa forma, de acordo com a ideologia dominante e alienante, atuando como todos os aparelhos ideológicos de Estado internalizam em nós o que devemos combater e romper.
É mais fácil chamar a polícia para retirar os estudantes do interior da PUC do que dialogar e buscar uma solução… É mais fácil individualizar e jogar a culpa nos professores, indistintamente, do que tentar discutir as causas dos problemas na rede pública.
Defendemos claramente o ensino público e sua qualidade, aliada a uma Educação Social Transformadora. Assim como, denunciamos e nos confrontamos frontalmente, fundamentados na lógica do desenvolvimento humano, a todos aqueles que desejam e trabalham pelo avanço da lógica de mercado na sociedade e, sobretudo, na Educação.
A Direção do CAPESP – Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo
servidorpublico.net/ Assessoria de Imprensa do Capesp
21/11/2007

setembro 13, 2007

Sopa de Pedra* na merenda escolar e o "Tragic Bus"**

Acabo de escutar- a contragosto, pois não sou surdo – uma parte de uns 20 minutos do programa do Datena.
Como convidado do programa, o prefeito formal de São Paulo, Gilberto Kassab. O zunzunzun vem da sala e não consigo prestar atenção nem ao que estou fazendo, nem à televisão.
O Datena fazia perguntas e também permitia que o telespectador que telefonasse fosse atendido no ar.
A carta altura falou-se da Nestlé. Depois, dos ônibus.
Para quem não sabe, ontem uma pessoa morreu por ter sido atingida por uma roda que se despreendeu de um ônibus, enquanto aguardava no ponto. Mais algumas pessoas foram feridas.
Se considerar apenas esta morte, só faltam 199 para que o imprensalão tenha uma desculpa para tentar derrubar Kassab. Poderia até ser extensivo a Serra, já que ele iniciou o desmonte do transporte público da Capital e, depois, se desligou da prefeitura para concorrer ao governo estadual, mesmo dizendo que não o faria. A cidade, então, ficou entregue a Andrea Matarazzo e também a Kassab.
( Falando em Serra, nesses dias de julgamento de Renan Calheiros, o governador nem apareceu no noticiário. Houve alguma privatização ontem que eu não fiquei sabendo?)
Pois bem: confrontado com o fato das serventes das escolas municipais ficarem regulando o rancho da molecada, o prefeito disse que já havia sido chantageado com a falta de leite em pó se não fosse pago um valor maior que o acordado.
Aí, começaram as reclamações sobre os ônibus de São Paulo. E o Terminal Capelinha vinha lotado e chovendo dentro. E as pessoas são transportadas como baratas. Falta de respeito, nhac, nhac.
Sabe qual foi a resposta?
Kassab respondeu falando sobre a votação de ontem no Senado!!!
Mas nem o Dr. Paulo conseguiria mudar de assunto de modo tão liso, tão peroba…
Porém, o assunto continuou, com o telefonema de um funcionário de uma garagem, denunciando que – além de tudo não podia se identificar pois seria morto, coisa de sindicato – a empresa em que trabalha só paga 8 horas de 14 ( prestem atenção: catorze!!! ) horas trabalhadas/ dia. Dois escândalos!!! Como já se falou discretamente antes, existem motoristas que fazem dois turnos. Trabalho não mata, contanto que você não embarque num ônibus desses, já que o piloto tá trabalhando demais.
Outro espectador ligou e também se identificou como funcionário de ( outra ) garagem e reforçou o que o primeiro disse, completando que isso ocorre em várias outras viações. Falou das horas trabalhadas e não pagas, dando a isso o nome de “Caixa 2″.
O prefeito, no ar, não teve como fugir e o Datena até que pressionou, dizendo que se isso estava acontecendo, é porque tem fiscal recebendo “bola”. Biduzão. É que o imprensalão não está muito interessado. Houve a história ( sumida ) do Mensalinho da Bresser. Se quisermos, podemos também nos perguntar se as construções e as grandes obras do mercado imobiliário ( que estão em um celebrado período de “pujança”) estão sendo realmente feitas dentro da lei municipal de ocupação de solo, essas coisas. Difícil não lembrar do Bahamas. Mas não se deve perder da memória que, até mesmo se você quiser construir um puxadinho ou um muro em seu imóvel, isso tem que ter licença, Habite-se, isso aí, que fica a cargo das Subprefeituras.
Ou, se você for atento, verá que apesar de não ser permitido na lei que regula a atividade, várias bancas de jornais da Capital foram instalando, sorrateiramente, as famosas geladeiras com bebidas e freezers de sorvetes. A fiscalização, sempre a cargo das Subprefeituras. Prestem atenção quando passarem em alguns locais, tipo na Vila Mariana. A menos que a lei tenha mudado. Pra não falar nas festas de bairros promovidas com ajuda de recursos provenientes de bingos.
Eis que o prefeito pede para quem tiver denúncias que comunique à prefeitura – ou até mesmo à produção do Datena – que o poder público dará a resposta adequada. Não quero lembrar que estou falando, desde 2005, que o transporte público ( ônibus ) estava pior do que na administração anterior, encerrada em 2004. No final das contas, depois de vários episódios em que percebi que o 156 estava indo na mesma direção, e as reclamações – quando conseguíssemos fazê-las – não surtiam efeito, desisti de “monitorar” o serviço, em nome de meus nervos, já que quem realmente se ferra não parecia muito incomodado. Tiraram a Marta levando em conta as manchetes do Jornal da Tarde e do Estadão e não conseguiram perceber, nem sentindo na carne, que as coisas estavam desgringolando. Precisavam daqueles jornais para que dissessem-lhes o que fazer, só que o civismo daquelas publicações se encerrou, no âmbito municipal, quando convenceram a população de que a ex-prefeita deixou um rombo nas contas da Prefeitura de São Paulo. Rombo aquele, solucionado com uma incrível e jamais-vista-novamente rapidez pelo então prefeito José Serra.
*Um conto famoso
**De “Magic Bus”, música do The Who

julho 31, 2007

Notícia local: Apagão Educacional Continuado URGENTE!!! Mães de alunos CANSADAS. Uniformes de INVERNO ainda não foram entregues!!! BRRRR!!!

Uniforme de frio só no fim do inverno
Entrega só estará concluída às vésperas da primavera
JORNAL DA TARDE – 31/07/2007
Os alunos da rede municipal de ensino passarão o inverno com frio. A entrega do uniforme de inverno está atrasada mais de três meses e, segundo o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab ( DEM ), será concluída somente em setembro, a duas semanas da chegada da primavera. Até lá, 970 mil alunos das escolas públicas terão de improvisar para não congelar na sala de aula.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a demora na entrega ocorreu por conta de impasses entre a Prefeitura e as fornecedoras. Entraves na licitação feita em maio só foram resolvidos no mês passado. Os modelos de verão, por exemplo, deveriam ter sido entregues no começo do ano letivo, mas começaram a chegar nas escolas só em junho. A Prefeitura informou que 100 mil uniformes de verão foram entregues até agora. ‘Nós temos um cronograma que obedece ao que foi licitado. A empresa, depois que foi dada a ordem de serviço, tem 45 dias úteis para concluir a entrega’, afirmou Kassab, ontem.
A distribuição começou no dia 29 de junho. Ficou parada por 15 dias e foi retomada na semana passada. A tarefa da Prefeitura agora é entregar os agasalhos de inverno junto com as peças de verão.
Eloy Ricardo de Oliveira Garcia, 11 anos, e seus irmãos, Bruna, 14, e Wesley, 9, estão usando agasalhos velhos para ir às aulas, na Escola Municipal de Ensino Fundamental ( Emef ) Guimarães Rosa, Vila Matilde, na Zona Leste.’A situação está precária. Eu e meu marido estamos desempregados e não temos como comprar roupas de frio para eles’, disse a mãe, Gislene Helena de Oliveira, 33 anos, sem emprego há nove anos. Segundo ela, os uniformes antigos estão gastos, rasgados e pequenos.A realidade é parecida no Jardim dos Francos, Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte. Lá, a dona de casa Morania Deloste, 43 anos, também desempregada, tem mandado os filhos , de 4 e 13 anos, de bermuda para a escola. Só o uniforme de verão chegou, na semana passada, na Emef Primo Pasquale de Meirelles, onde eles estudam. ‘Precisamos de agasalho. Está muito frio para eles irem de só com a bermuda’, reclamou.
Cansada de esperar pelas roupas de inverno da Prefeitura, a dona de casa Elina Fernandes, 22 anos, também moradora da Vila Nova Cachoeirinha, gastou cerca de R$ 50 com três camisetas, uma calça e uma blusa de agasalho para a filha,Vitória Cristina Fernandes Alves, 4 anos. Ela estuda na Escola Municipal de Ensino Infantil ( Emei ) Caio Graco da Silva Prado. ‘Peguei dinheiro da pensão da menina para comprar as peças’, disse.

maio 15, 2007

Como entrar na USP: método revolucionário

Filed under: cargos eletivos, escola pública, USP — Humberto @ 3:27 pm
Quem leu a vEJA, ficou sabendo que um aluno da USP custa quatro vezes mais que um aluno de Harvard, sem o retorno daquele. Isso pode ser medido pela quantidade de prêmios Nobel, arrematados pelas instituições citadas.
Já que a vEJA anda tão preocupada com o ensino superior, principalmente aquele mantido pelo Estado gastador, vou propor uma revolução, que resultará na melhora imediata tanto do superior público, como da própria escola pública: só terá permitido o acesso à universidade pública o aluno que tiver cumprido os graus primário e secundário integralmente na escola pública. A mesma regra que propuz que seja adotada para quem quiser concorrer a algum cargo eletivo.
Ponto final.

maio 9, 2007

BAAASSSTAAAA!! Os grandes educadores do Brasil EXIGEM SER OUVIDOS!!!

Filed under: cartas de leitores, escola pública, Jornal da Tarde — Humberto @ 6:21 pm

Abaixo, o teor da carta que enviei ao Jornal da Tarde em 09/05, comentando a carta de um leitor. Logo após, vem a Carta de Zé Ruela aos Babacas:

Minha
“Esta seção de cartas está se tornando a maior vitrine de potenciais candidatos a Secretário Estadual ( também Municipal ) de Educação. O que não é merito algum, baseando-se nos resultados apresentados pelos ocupantes da pasta dos últimos 12 anos.
Na edição de 05/05, ficamos sabendo, por intermédio da carta do leitor Sílvio Milan, que o corpo docente da escola pública ( Estadual ou municipal ? O leitor não fez distinção ) “estaria acima da lei por causa da impunidade e da corrupção” que ” ninguém tem peito para enfrentar ( sic ) professores de escola pública [ que cometem delitos e desatinos, e que são comuns ] “.
Quais são estes delitos e desatinos ou como os professores se aproveitariam “da corrupção e da impunidade” – e, mais importante, onde estariam alocados os focos que permitiriam essa tal corrupção – permanecem um mistério/ enigma, incompreensíveis para a grande maioria da população.
Porém, essas informações – complexas, para o leigo – são consumidas no café da manhã pelos pedagogos, educadores e especialistas em Educação que costumam nos presentear com pílulas de seu notorio saber nesta Coluna de Leitores do JT.”
Agora, a voz do leitor sabidão
“O compromisso Todos Pela Educação não é um movimento de pessoas simples da comunidade. São figurões, gente esclarecida, grandes bancos, empresas de porte. Aparecem com a declaração de que é mais fácil demitir o secretário da Educação do que um professor de escola pública. Como, assim, não pode? Pode sim. É só fazer cumprir a lei. Professor está acima da lei por causa da impunidade e da corrupção. Ninguém tem peito para enfrentar professores de escola pública que cometem delitos e desatinos, e que são comuns. Não querem, não têm peito, não têm interesse, mas podem sim. Nesse Compromisso, a proposta é resolver os problemas da escola até 2022. Precisamos de mudanças urgentes, que já vêm tarde. A gente não agüenta mais. O povo não agüenta. Já chegamos no fundo do poço. Professor quer sempre mais salário, mais poder, mais reconhecimento, mais confete e menos trabalho, nenhuma fiscalização, nenhum comprometimento.”
Meu…Eu ia copiando a ladainha do otário e meu sangue ia subindo. Que babaca!!!
Só ele quer mais trabalho e menos salário. Puta trouxa!!!

março 28, 2007

Os jornais e revistas estão empurrando a culpa do apagão educacional continuado nas costas dos professores. Entretanto…

Filed under: diretor escolar, Educação, escola pública, Política, professores — Humberto @ 12:33 pm
… trata-se de um assunto deveras complexo, mas não impossível de se lidar. Nestes últimos dias, há páginas e páginas de impressões dos especialistas palpitando sobre “o que há de errado” e “como resolver isso”, porém poucas linhas dedicadas a ouvir o pedagogo, o professor ou o sindicato que o representa. Pior, já que é nas costas destes que a conta está sendo jogada. Não está de todo errado. O especialista que me abastece de informações, diz que o professorado aderiu ao tucanismo e está quase que totalmente despolitizado. Pois aquele que questiona certos aspectos, sejam localizados ou estruturais, fatalmente desanimará, pois se descobrirá inapelavelmente enredado no sistema. Voltando aos especialistas do negrito acima. Quando o governo federal anunciou o “PAC” da Educação, o Estadão publicou – para a surpresa de muitos – elogios de, digamos, personalidades, que enxergaram com bons olhos a iniciativa. Como o teclador aqui não sabe patavina do PAC, só desejo mesmo é registrar que as pessoas ouvidas pelo jornal – até onde eu acompanhei – são economistas, “gestores” ( fdpqp!!! como eu detesto esse termo!!! ), “consultores” (fdpqp2!!! ), empresários do setor privado, essa gente que “propõe administrar o Estado como se fosse uma empresa”. Mas não percebi professores, pesquisadores, educadores ou representantes do Magistério e do funcionalismo público já que é da escola pública que estamos falando. Nesses artigos dos jornais, o professor aparece como o vilão especialmente concursado, cujas faltas para ir ao cabeleireiro estão arruinando a revolução educacional adotada por diversos governos estaduais e municipais.
Contribuindo com a discussão, publico abaixo um texto ( já velhinho, de 24 de Novembro de 2005 ), da Agência Estadual de Notícias do Paraná, que me apresentou um fato desconhecido ( quer dizer, eu desconhecia que isso acontecesse ou que houvesse a possibilidade de ) por aqui em SP: diretores de escola eleitos e não indicados politicamente ( mesmo sendo técnico ou profissional de carreira ), como é aqui no Estado. Vejam:


Escolas estaduais realizam eleições para diretores nesta sexta-feira
As 2.100 escolas estaduais que inscreveram chapas até o dia 04 último realizam eleições nesta sexta-feira (25), das 8 às 22 horas, para a recondução ou escolha de novos diretores. As chapas inscritas apresentaram um plano de ação a ser aplicado durante os dois anos de gestão. Com base nesse plano, a Secretaria de Estado da Educação vai preparar o curso de formação para os novos diretores, que será ministrado em Faxinal do Céu.
A primeira etapa do curso acontece entre os dias 05 e 10 de dezembro.Segundo um dos coordenadores da Comissão das Eleições da Secretaria, professor Sérgio Fernandes Stacheski, a Lei estadual número 14.231/03 determina que os diretores poderão participar de até três eleições consecutivas, ou seja, uma eleição mais duas reconduções. O mandato é de dois anos.
A professora Elisabete Mendes dos Santos, também integrante da Comissão, explica que a partir da reformulação da Lei, ocorrida em 2003, a Secretaria deixou de votar na escolha de diretores, como se fazia até então, por intermédio do voto do Núcleo Regional de Educação (NRE). “A Secretaria da Educação fica isenta na escolha de diretores de escolas. Essa prerrogativa, agora, é tão somente da comunidade escolar (alunos, pais, professores e funcionários de estabelecimentos escolares). A isenção traz mais liberdade de escolha para concorrentes e votantes”, diz ela.
O professor Stacheski, explica ainda que, para eleger o novo diretor ou reconduzir o diretor atual, é necessário um quorum de 35% do público apto a votar (pais, alunos, professores e funcionários). Caso esse número não seja atingido, ou o número de votos brancos seja superior aos votos válidos, haverá um novo processo eleitoral nessa escola, no dia 09 de dezembro. Existe ainda a possibilidade de uma intervenção se, nesse segundo pleito, não for possível decidir. Todas as escolas deverão estar com suas direções regularizadas até 15 de abril de 2006.
O público esperado para comparecer às escolas durante as eleições é de 2,3 milhões de votantes, sendo 1,4 milhões de alunos, 95 mil professores e funcionários e aproximadamente 900 mil pais. Na logística das eleições estarão envolvidas 55 mil pessoas.


Chato isso, não? Participação e envolvimento direto das pessoas no processo de escolha do diretor escolar. Talvez a mera escolha direta do diretor não resulte em melhora imediata ou melhora simplesmente, pois há outros aspectos e elas dizem respeito a determinações superiores, ou seja as diretrizes dos governos e suas secretarias de Educação, tanto em nível municipal como no estadual, suas concepções educacionais-pedagógicas e administrativas. Não vou deixar passar batido: o especialista que me abastece de informações, disse que a situação que estamos observando no Estado não era muito diferente na prefeitura de Marta Suplicy, pelo meos no que diz respeito ao tratamento dispensado ao corpo docente.

Aqui nesse ponto: um ensaio aprofundado – ou reflexão filosófica – sobre o papel do diretor de escola pública. Exigirá concentração e disponibilidade de tempo.
Aqui nesse ponto: o que é o Conselho de Escola ?

março 26, 2007

O Apagão Educacional Continuado… continua !!!

Outro dia reproduzi aqui uma carta que mandei para o JT, sobre o assunto Educação. Também havia mandado para a repórter, que me respondeu com algo que parecia “mensagem automática”: “Obrigada pela sugestão. Vou encaminhá-la à seção de cartas.”
Bom, o jornal publicou. Só que aí, um Zé Ruela teve sua carta, sobre o mesmo tema, publicada no dia 23 agora, e parece o estatuto do macartismo tupiniquim. Eis:
RENOVAÇÃO
A escola pública tem amplas possibilidades de renovação, retornando às aulas de origem quando ocupava o posto de vanguarda no ensino. Porém, primeiramente ( estão prontos? ), é necessário a imediata despolitização dos professores, hoje predominantemente ligados à CUT. Do jeito que está (???), com esses mestres mais preocupados em discussões políticas e greves com conotações de esquerda (???), nada poderá ser feito. Além dissso, a escola deve retornar ao seu princípio básico, ministrar conhecimentos e não ideologias de esquerda, sempre reivndicatórias (???) e retrógradas. Deve-se retornar ao sistema de exames pontuais, com reprovação caso a média não seja alcançada, não essa plástica para recebimento de proventos da ONU que em nada contribui para a cultura da sociedade.
J.A.R
Capital
Eu respondi, no mesmo dia 23. Ainda não publicaram. Eu publico primeiro, então:
“Ainda sobre o tema Educação. Não sei se esse espaço permite, mas trata-se de pequena reflexão acerca da carta do leitor J.A.R., publicada hoje, um manancial de “chutes” e paranóia antiesquerdista anacrônica.
A causa dos males que arruinam a escola pública, sintetizou o leitor, está na “politização dos professores ligados à CUT”. Estes estariam contaminando as aulas de nossas crianças com sua doutrinação esquerdista, incutindo-lhes, desde a tenra idade, o ideário revolucionário. Premissa risível.
Para o leitor, os docentes estão “mais preocupados em discussões políticas e greves com conotações de esquerda”, e em ministrar “ideologias de esquerda” reivindicatórias e retrógradas ( palavras dele ).
Pessoalmente, eu gostaria de saber de quais escolas e quais mestres está se falando aqui. Acho que nunca o professorado se mostrou tão despolitizado, tão desunido e, consequentemente, tão aviltado e humilhado. Há tempos que não se vê uma greve digna de ser chamada dessa forma, mesmo sob as condições a que têm sido submetidos, há mais de uma década, sob o tacão do desmonte tucano no Estado de São Paulo.
Para mim é uma pena, mas estou propenso a concluir o contrário do leitor: o conformismo enraizou-se no espírito da maioria dos professores, da mesma forma que o fizera antes no espírito de alguns leitores de jornais, conforme lemos em suas manifestações ( dos leitores, bem entendido ) opinativas.”
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