ENCALHE

maio 23, 2009

Jeffrey Smith, na Escola de Governo do Paraná: "Consumo de transgênicos fez DOBRAR doenças relacionadas alimentação nos EUA"

Como receber a íntegra da palestra de Jeffrey Smith
SITE: TRANSGÊNICOS.PR.GOV
21/5/2009 O aumento do número de norte-americanos com doenças crônicas por causa do consumo de alimentos transgênicos foi uma das conclusões apresentadas por Jeffrey M. Smith, na Escola de Governo em Curitiba. Para receber a íntegra da palestra envie mensagem em FALE CONOSCO.
Jeffrey Smith: pesquisas mostram que transgênicos fazem mal à saúde
O aumento do número de norte-americanos com doenças crônicas por causa do consumo de alimentos transgênicos foi uma das conclusões apresentadas por Jeffrey M. Smith, na Escola de Governo desta terça-feira (12/05). Smith, diretor-executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável, lembrou que, na última sexta-feira (8), a Academia Americana de Medicina Ambiental exigiu a moratória dos transgênicos nos Estados Unidos.Smith é considerado uma das autoridades mundiais no assunto e já publicou dois livros, que alertam para o perigo dos organismos geneticamente modificados (OGM). Smith presenteou o governador Roberto Requião e secretários de Estado com sua obra mais recente, “Roleta Genética”. Nessa publicação ele afirma que os transgênicos “jamais deveriam ter sido introduzidos na nossa cultura”. Requião determinou que todas as Bibliotecas Cidadãs, localizadas em grande parte dos municípios paranaenses, tenham um exemplar da publicação nos seus acervos.
“Desde que conheci o governador, tive a chance de falar sobre a sua luta contra os transgênicos em 32 países. Eu o descrevi como uma pessoa visionária, que não está disposta a aceitar a imposição das indústrias e do poder corporativo”, afirmou Jeffrey. “Espero ter a oportunidade de contar ao mundo que o Paraná assumiu a liderança em eliminar os perigos apresentados pelos OGMs no Brasil”, destacou.
TERRITÓRIOS – Smith declarou que apoia o governador do Paraná e outros líderes de territórios que querem se declarar áreas livres dos transgênicos. “Na Europa, 4,5 mil jurisdições já fizeram isso”, contou. Ele também afirmou que é preciso que a população brasileira se una contra comidas e sementes modificadas. “Minha esperança é que as informações sobre os perigos dos transgênicos cheguem a cada mãe, que seja responsável pela compra de alimento para sua família. Para que dessa forma, os brasileiros possam declarar seu próprio corpo livre dos transgênicos.”
Jeffrey Smith garantiu ter evidências indiscutíveis de que esses tipos de alimento não são bons para o ser humano. Segundo ele, alguns animais utilizados em pesquisas de laboratório sobre OGMs morreram, outros adquiriram doenças e alguns ficaram estéreis. “Trabalhei com mais de 30 cientistas em todo o mundo, para documentar os riscos à saúde dos OGM.”
De acordo com o escritor, quando os transgênicos foram introduzidos no mundo, em 1976, 7% dos norte-americanos tinham três ou mais doenças crônicas. Depois de nove anos, a porcentagem quase dobrou, tendo atingido o patamar dos 13%. “As doenças relacionadas com a alimentação nos Estados Unidos mais do que dobraram nesse período. Agora, os médicos estão dizendo que alergias, autismo e uma série de mazelas podem estar relacionadas com o consumo de alimentos geneticamente modificados”, revelou.
Smith disse que organizações médicas têm reconhecido o perigo dos transgênicos à saúde humana e recomendam mudanças nos hábitos alimentares. “Na última sexta-feira (8), a Academia Americana de Medicina Ambiental editou resolução exigindo a moratória dos transgênicos nos Estados Unidos. Também foi pedido aos médicos que ajudem a educar seus pacientes, receitando-lhes dietas sem organismos geneticamente modificados”, afirmou. “Os pesquisadores se basearam nas evidências de que os transgênicos podem aumentar ou tornar mais severos os quadros de alergia, acelerar o envelhecimento, gerar problemas de reprodução e uma série de fatores descobertos em laboratórios e fazendas de todo o mundo”, completou.
PESQUISA – Jeffrey Smith lamentou a falta de estudos sobre alimentos geneticamente modificados em todo o mundo e a pressão que os pesquisadores sofrem por empresas que lidam com transgênicos. “Não sou contra a ciência da engenharia genética ou contra o uso de transgênicos para a geração de remédios. Mas, a geração atual desses organismos está cheia de efeitos desconhecidos e estamos expondo não só nós, mas também as gerações futuras, nossos filhos, a esses efeitos”, observou.
Informações sobre as conclusões de Smith e pesquisadores podem ser conhecidas pelos sites www.responsibletechnology.org e www.seedsofdeception.com.

Jeffrey Smith, na Escola de Governo do Paraná: "Consumo de transgênicos fez DOBRAR doenças relacionadas alimentação nos EUA"

Como receber a íntegra da palestra de Jeffrey Smith
SITE: TRANSGÊNICOS.PR.GOV
21/5/2009 O aumento do número de norte-americanos com doenças crônicas por causa do consumo de alimentos transgênicos foi uma das conclusões apresentadas por Jeffrey M. Smith, na Escola de Governo em Curitiba. Para receber a íntegra da palestra envie mensagem em FALE CONOSCO.
Jeffrey Smith: pesquisas mostram que transgênicos fazem mal à saúde
O aumento do número de norte-americanos com doenças crônicas por causa do consumo de alimentos transgênicos foi uma das conclusões apresentadas por Jeffrey M. Smith, na Escola de Governo desta terça-feira (12/05). Smith, diretor-executivo do Instituto pela Tecnologia Responsável, lembrou que, na última sexta-feira (8), a Academia Americana de Medicina Ambiental exigiu a moratória dos transgênicos nos Estados Unidos.Smith é considerado uma das autoridades mundiais no assunto e já publicou dois livros, que alertam para o perigo dos organismos geneticamente modificados (OGM). Smith presenteou o governador Roberto Requião e secretários de Estado com sua obra mais recente, “Roleta Genética”. Nessa publicação ele afirma que os transgênicos “jamais deveriam ter sido introduzidos na nossa cultura”. Requião determinou que todas as Bibliotecas Cidadãs, localizadas em grande parte dos municípios paranaenses, tenham um exemplar da publicação nos seus acervos.
“Desde que conheci o governador, tive a chance de falar sobre a sua luta contra os transgênicos em 32 países. Eu o descrevi como uma pessoa visionária, que não está disposta a aceitar a imposição das indústrias e do poder corporativo”, afirmou Jeffrey. “Espero ter a oportunidade de contar ao mundo que o Paraná assumiu a liderança em eliminar os perigos apresentados pelos OGMs no Brasil”, destacou.
TERRITÓRIOS – Smith declarou que apoia o governador do Paraná e outros líderes de territórios que querem se declarar áreas livres dos transgênicos. “Na Europa, 4,5 mil jurisdições já fizeram isso”, contou. Ele também afirmou que é preciso que a população brasileira se una contra comidas e sementes modificadas. “Minha esperança é que as informações sobre os perigos dos transgênicos cheguem a cada mãe, que seja responsável pela compra de alimento para sua família. Para que dessa forma, os brasileiros possam declarar seu próprio corpo livre dos transgênicos.”
Jeffrey Smith garantiu ter evidências indiscutíveis de que esses tipos de alimento não são bons para o ser humano. Segundo ele, alguns animais utilizados em pesquisas de laboratório sobre OGMs morreram, outros adquiriram doenças e alguns ficaram estéreis. “Trabalhei com mais de 30 cientistas em todo o mundo, para documentar os riscos à saúde dos OGM.”
De acordo com o escritor, quando os transgênicos foram introduzidos no mundo, em 1976, 7% dos norte-americanos tinham três ou mais doenças crônicas. Depois de nove anos, a porcentagem quase dobrou, tendo atingido o patamar dos 13%. “As doenças relacionadas com a alimentação nos Estados Unidos mais do que dobraram nesse período. Agora, os médicos estão dizendo que alergias, autismo e uma série de mazelas podem estar relacionadas com o consumo de alimentos geneticamente modificados”, revelou.
Smith disse que organizações médicas têm reconhecido o perigo dos transgênicos à saúde humana e recomendam mudanças nos hábitos alimentares. “Na última sexta-feira (8), a Academia Americana de Medicina Ambiental editou resolução exigindo a moratória dos transgênicos nos Estados Unidos. Também foi pedido aos médicos que ajudem a educar seus pacientes, receitando-lhes dietas sem organismos geneticamente modificados”, afirmou. “Os pesquisadores se basearam nas evidências de que os transgênicos podem aumentar ou tornar mais severos os quadros de alergia, acelerar o envelhecimento, gerar problemas de reprodução e uma série de fatores descobertos em laboratórios e fazendas de todo o mundo”, completou.
PESQUISA – Jeffrey Smith lamentou a falta de estudos sobre alimentos geneticamente modificados em todo o mundo e a pressão que os pesquisadores sofrem por empresas que lidam com transgênicos. “Não sou contra a ciência da engenharia genética ou contra o uso de transgênicos para a geração de remédios. Mas, a geração atual desses organismos está cheia de efeitos desconhecidos e estamos expondo não só nós, mas também as gerações futuras, nossos filhos, a esses efeitos”, observou.
Informações sobre as conclusões de Smith e pesquisadores podem ser conhecidas pelos sites www.responsibletechnology.org e www.seedsofdeception.com.

maio 2, 2009

Episódios marcantes da carreira do desembargador Lippmann Jr.

Eu estou sendo censurado”. Com essas palavras o governador Roberto Requião reagiu no início do ano passado à sentença proferida pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior, que proibiu o canal de TV Paraná Educativa de veicular a opinião do governador em sua programação, em especial o programa Escola de Governo.
Na época, o governador esclareceu que tudo começou porque no programa Escola de Governo – onde várias questões da administração estadual são debatidas – “num determinado momento, eu resolvi fazer algumas comparações de salários, em função da explosão dos salários do Ministério Público e do Judiciário”.
“A partir desse momento, uma procuradora da República entrou com uma ação pedindo a censura prévia a todas as minhas declarações que expressassem críticas à imprensa (imagina, eu sou criticado pela imprensa brasileira inteira, sou um governador nacionalista e faço um governo de esquerda), às instituições e às pessoas, com multa de R$ 50 mil e R$ 200 mil na reincidência. Bom, esse pedido foi fulminado por uma juíza federal de primeira instância que garantiu a liberdade de opinião e de expressão. Mas depois, através de um agravo, foi concedido pelo desembargador Lippmann, e eu estou impedido de falar sobre qualquer coisa”.
Na ocasião, o governador denunciou que os salários do Ministério Público do Paraná eram até 262% superiores aos dos servidores do Poder Executivo: “Nada mais sagrado para eles que o salário absurdo que recebem. Daí vêm medidas como essa censura absurda à Paraná Educativa”. Edgar Lippmann Júnior também investiu contra três integrantes do governo Requião para impedir que fossem divulgadas notícias sobre ele, segundo a Folha de Londrina. A ação movida pelo desembargador tinha como alvos Doático Santos, assessor especial do governo do estado para Assuntos de Curitiba e presidente municipal do PMDB de Curitiba, o secretários estadual do meio Ambiente, Rasca Rodrigues, e o assessor especial do governador e dono do Canal 21, Luiz Mussi. A liminar visava também impedir que os sites Hora H News e Assuntos de Curitiba, e a Hora do Povo, divulgassem qualquer informação jornalística sobre as atividades de Edgar Lippmann Júnior.
Na época, nossa reportagem apurou que o desembargador Edgar Lippmann Júnior é o mesmo que concedeu liminares para o funcionamento de bingos, contra decisão do governador Requião e do presidente Lula.
Em agosto de 2003, Lippmann Júnior suspendeu decisão da primeira instância da Justiça Federal que proibia o funcionamento de bingos em Londrina. Com a decisão, voltaram a funcionar os bingos explorados pelas empresas Golden Place Bingo Eletrônico, Royalthon Promoções e Entretenimentos e London Café Bingo.
Em dezembro do mesmo ano, o governo do Paraná foi obrigado a ingressar com recurso junto ao STF, pedindo a suspensão de duas liminares de Lippmann a favor dos bingos. O desembargador havia permitido a reabertura do Bingo Quintino, em Londrina, e do luxuoso bingo Village-Monte Carlo, em Curitiba.
Como mostrou o governo do Paraná, desde o ano 2000, com a aprovação da lei 9.981 (lei Maguito), a exploração de bingos era contravenção. As liminares de Lippmann foram cassadas pelo então presidente do STF, ministro Maurício Corrêa.
No ano seguinte, em maio, Lippmann concedeu mais uma liminar a favor do bingo Monte Carlo e da empresa Village Batel, para que continuasse a funcionar. Em julho, os desembargadores do TRF da 4ª Região decidiram que o caso só poderia ser julgado pelo pleno do tribunal e não por apenas pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior (“Folha de Londrina”, 29/07/2004). Estranhamente, em casos semelhantes, o desembargador negou liminares para reabertura de bingos – é o caso do Canoas Palace Bingo, no Rio Grande do Sul.
Além das liminares para a reabertura dos bingos, o desembargador Edgar Lippmann Júnior é alvo de uma investigação da Polícia Federal, segundo matéria publicada no Correio Braziliense, edição de 17/07/2004, por ter beneficiado “um amigo próximo ao adiar um julgamento na corte a qual faz parte”, em Foz do Iguaçu (PR).
“Lippmann foi flagrado em conversa telefônica comprometedora gravada no dia 11 de junho de 2001, com o delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo”, informa a matéria do jornalista Thiago Vitale Jayme. O delegado “respondia na Justiça por crime de contrabando de uísque” e já havia sido denunciado em processo anterior por crimes de peculato e concussão. O relator do caso no TRF da 4ª Região seria o desembargador José Luiz Borges Germano, que já havia votado contra Perpétuo no processo por peculato e concussão, e que era “conhecido nos corredores do TRF pelo rigor”.
Em resumo, “estava previsto, na época, uma mudança nas sessões internas do TRF da 4ª Região. Uma das turmas era responsável por julgar casos relativos aos casos envolvendo tributação e questões criminais. Esse grupo de trabalho seria desmembrado. E todos os processos seriam redistribuídos a novos juízes. Com essa mistura de processos, o caso de Perpétuo mudaria de mãos e seria retirada do crivo do desembargador Germano”. ( HORA DO POVO, Ed. 2761 – 01/05/2009 )
MAIS:
Conselho Nacional de Justiça afasta juiz que censurava Escola de Governo
AEN/PR, 29/04/2009

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na sessão plenária desta terça-feira (28) afastar de suas funções o desembargador federal Edgard Antônio Lippman Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que engloba os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e abrir processo administrativo disciplinar, a fim apurar os fatos indicados em sindicância promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça. O relatório da sindicância foi apresentado ao plenário pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. O desembargador é o mesmo que censurou a participação do governador do Paraná em programas da TV ParanaEducativa e impôs multas a Requião por conta de manifestações na Escola de Governo ao longo de 2008.
A sindicância foi aberta para apurar denúncias de que o desembargador teria recebido valores de forma indevida para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento, além da aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira Ivanise Machado Crescêncio. Os dados preliminares da sindicância indicam que, entre 2003 e 2007, a movimentação financeira do desembargador em instituições financeiras foi superior aos rendimentos declarados nesse período .
Na decisão, o corregedor nacional concedeu prazo de 15 dias para que a Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores, entre outras, com exceção dos subsídios. Também determinou a redistribuição dos processos de sua atribuição ou convocação de magistrado para sua substituição.
Fonte: Agência de Notícias do CNJ

Episódios marcantes da carreira do desembargador Lippmann Jr.

Eu estou sendo censurado”. Com essas palavras o governador Roberto Requião reagiu no início do ano passado à sentença proferida pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior, que proibiu o canal de TV Paraná Educativa de veicular a opinião do governador em sua programação, em especial o programa Escola de Governo.
Na época, o governador esclareceu que tudo começou porque no programa Escola de Governo – onde várias questões da administração estadual são debatidas – “num determinado momento, eu resolvi fazer algumas comparações de salários, em função da explosão dos salários do Ministério Público e do Judiciário”.
“A partir desse momento, uma procuradora da República entrou com uma ação pedindo a censura prévia a todas as minhas declarações que expressassem críticas à imprensa (imagina, eu sou criticado pela imprensa brasileira inteira, sou um governador nacionalista e faço um governo de esquerda), às instituições e às pessoas, com multa de R$ 50 mil e R$ 200 mil na reincidência. Bom, esse pedido foi fulminado por uma juíza federal de primeira instância que garantiu a liberdade de opinião e de expressão. Mas depois, através de um agravo, foi concedido pelo desembargador Lippmann, e eu estou impedido de falar sobre qualquer coisa”.
Na ocasião, o governador denunciou que os salários do Ministério Público do Paraná eram até 262% superiores aos dos servidores do Poder Executivo: “Nada mais sagrado para eles que o salário absurdo que recebem. Daí vêm medidas como essa censura absurda à Paraná Educativa”. Edgar Lippmann Júnior também investiu contra três integrantes do governo Requião para impedir que fossem divulgadas notícias sobre ele, segundo a Folha de Londrina. A ação movida pelo desembargador tinha como alvos Doático Santos, assessor especial do governo do estado para Assuntos de Curitiba e presidente municipal do PMDB de Curitiba, o secretários estadual do meio Ambiente, Rasca Rodrigues, e o assessor especial do governador e dono do Canal 21, Luiz Mussi. A liminar visava também impedir que os sites Hora H News e Assuntos de Curitiba, e a Hora do Povo, divulgassem qualquer informação jornalística sobre as atividades de Edgar Lippmann Júnior.
Na época, nossa reportagem apurou que o desembargador Edgar Lippmann Júnior é o mesmo que concedeu liminares para o funcionamento de bingos, contra decisão do governador Requião e do presidente Lula.
Em agosto de 2003, Lippmann Júnior suspendeu decisão da primeira instância da Justiça Federal que proibia o funcionamento de bingos em Londrina. Com a decisão, voltaram a funcionar os bingos explorados pelas empresas Golden Place Bingo Eletrônico, Royalthon Promoções e Entretenimentos e London Café Bingo.
Em dezembro do mesmo ano, o governo do Paraná foi obrigado a ingressar com recurso junto ao STF, pedindo a suspensão de duas liminares de Lippmann a favor dos bingos. O desembargador havia permitido a reabertura do Bingo Quintino, em Londrina, e do luxuoso bingo Village-Monte Carlo, em Curitiba.
Como mostrou o governo do Paraná, desde o ano 2000, com a aprovação da lei 9.981 (lei Maguito), a exploração de bingos era contravenção. As liminares de Lippmann foram cassadas pelo então presidente do STF, ministro Maurício Corrêa.
No ano seguinte, em maio, Lippmann concedeu mais uma liminar a favor do bingo Monte Carlo e da empresa Village Batel, para que continuasse a funcionar. Em julho, os desembargadores do TRF da 4ª Região decidiram que o caso só poderia ser julgado pelo pleno do tribunal e não por apenas pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior (“Folha de Londrina”, 29/07/2004). Estranhamente, em casos semelhantes, o desembargador negou liminares para reabertura de bingos – é o caso do Canoas Palace Bingo, no Rio Grande do Sul.
Além das liminares para a reabertura dos bingos, o desembargador Edgar Lippmann Júnior é alvo de uma investigação da Polícia Federal, segundo matéria publicada no Correio Braziliense, edição de 17/07/2004, por ter beneficiado “um amigo próximo ao adiar um julgamento na corte a qual faz parte”, em Foz do Iguaçu (PR).
“Lippmann foi flagrado em conversa telefônica comprometedora gravada no dia 11 de junho de 2001, com o delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo”, informa a matéria do jornalista Thiago Vitale Jayme. O delegado “respondia na Justiça por crime de contrabando de uísque” e já havia sido denunciado em processo anterior por crimes de peculato e concussão. O relator do caso no TRF da 4ª Região seria o desembargador José Luiz Borges Germano, que já havia votado contra Perpétuo no processo por peculato e concussão, e que era “conhecido nos corredores do TRF pelo rigor”.
Em resumo, “estava previsto, na época, uma mudança nas sessões internas do TRF da 4ª Região. Uma das turmas era responsável por julgar casos relativos aos casos envolvendo tributação e questões criminais. Esse grupo de trabalho seria desmembrado. E todos os processos seriam redistribuídos a novos juízes. Com essa mistura de processos, o caso de Perpétuo mudaria de mãos e seria retirada do crivo do desembargador Germano”. ( HORA DO POVO, Ed. 2761 – 01/05/2009 )
MAIS:
Conselho Nacional de Justiça afasta juiz que censurava Escola de Governo
AEN/PR, 29/04/2009

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na sessão plenária desta terça-feira (28) afastar de suas funções o desembargador federal Edgard Antônio Lippman Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que engloba os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e abrir processo administrativo disciplinar, a fim apurar os fatos indicados em sindicância promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça. O relatório da sindicância foi apresentado ao plenário pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. O desembargador é o mesmo que censurou a participação do governador do Paraná em programas da TV ParanaEducativa e impôs multas a Requião por conta de manifestações na Escola de Governo ao longo de 2008.
A sindicância foi aberta para apurar denúncias de que o desembargador teria recebido valores de forma indevida para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento, além da aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira Ivanise Machado Crescêncio. Os dados preliminares da sindicância indicam que, entre 2003 e 2007, a movimentação financeira do desembargador em instituições financeiras foi superior aos rendimentos declarados nesse período .
Na decisão, o corregedor nacional concedeu prazo de 15 dias para que a Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores, entre outras, com exceção dos subsídios. Também determinou a redistribuição dos processos de sua atribuição ou convocação de magistrado para sua substituição.
Fonte: Agência de Notícias do CNJ

Episódios marcantes da carreira do desembargador Lippmann Jr.

Eu estou sendo censurado”. Com essas palavras o governador Roberto Requião reagiu no início do ano passado à sentença proferida pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior, que proibiu o canal de TV Paraná Educativa de veicular a opinião do governador em sua programação, em especial o programa Escola de Governo.
Na época, o governador esclareceu que tudo começou porque no programa Escola de Governo – onde várias questões da administração estadual são debatidas – “num determinado momento, eu resolvi fazer algumas comparações de salários, em função da explosão dos salários do Ministério Público e do Judiciário”.
“A partir desse momento, uma procuradora da República entrou com uma ação pedindo a censura prévia a todas as minhas declarações que expressassem críticas à imprensa (imagina, eu sou criticado pela imprensa brasileira inteira, sou um governador nacionalista e faço um governo de esquerda), às instituições e às pessoas, com multa de R$ 50 mil e R$ 200 mil na reincidência. Bom, esse pedido foi fulminado por uma juíza federal de primeira instância que garantiu a liberdade de opinião e de expressão. Mas depois, através de um agravo, foi concedido pelo desembargador Lippmann, e eu estou impedido de falar sobre qualquer coisa”.
Na ocasião, o governador denunciou que os salários do Ministério Público do Paraná eram até 262% superiores aos dos servidores do Poder Executivo: “Nada mais sagrado para eles que o salário absurdo que recebem. Daí vêm medidas como essa censura absurda à Paraná Educativa”. Edgar Lippmann Júnior também investiu contra três integrantes do governo Requião para impedir que fossem divulgadas notícias sobre ele, segundo a Folha de Londrina. A ação movida pelo desembargador tinha como alvos Doático Santos, assessor especial do governo do estado para Assuntos de Curitiba e presidente municipal do PMDB de Curitiba, o secretários estadual do meio Ambiente, Rasca Rodrigues, e o assessor especial do governador e dono do Canal 21, Luiz Mussi. A liminar visava também impedir que os sites Hora H News e Assuntos de Curitiba, e a Hora do Povo, divulgassem qualquer informação jornalística sobre as atividades de Edgar Lippmann Júnior.
Na época, nossa reportagem apurou que o desembargador Edgar Lippmann Júnior é o mesmo que concedeu liminares para o funcionamento de bingos, contra decisão do governador Requião e do presidente Lula.
Em agosto de 2003, Lippmann Júnior suspendeu decisão da primeira instância da Justiça Federal que proibia o funcionamento de bingos em Londrina. Com a decisão, voltaram a funcionar os bingos explorados pelas empresas Golden Place Bingo Eletrônico, Royalthon Promoções e Entretenimentos e London Café Bingo.
Em dezembro do mesmo ano, o governo do Paraná foi obrigado a ingressar com recurso junto ao STF, pedindo a suspensão de duas liminares de Lippmann a favor dos bingos. O desembargador havia permitido a reabertura do Bingo Quintino, em Londrina, e do luxuoso bingo Village-Monte Carlo, em Curitiba.
Como mostrou o governo do Paraná, desde o ano 2000, com a aprovação da lei 9.981 (lei Maguito), a exploração de bingos era contravenção. As liminares de Lippmann foram cassadas pelo então presidente do STF, ministro Maurício Corrêa.
No ano seguinte, em maio, Lippmann concedeu mais uma liminar a favor do bingo Monte Carlo e da empresa Village Batel, para que continuasse a funcionar. Em julho, os desembargadores do TRF da 4ª Região decidiram que o caso só poderia ser julgado pelo pleno do tribunal e não por apenas pelo desembargador Edgar Lippmann Júnior (“Folha de Londrina”, 29/07/2004). Estranhamente, em casos semelhantes, o desembargador negou liminares para reabertura de bingos – é o caso do Canoas Palace Bingo, no Rio Grande do Sul.
Além das liminares para a reabertura dos bingos, o desembargador Edgar Lippmann Júnior é alvo de uma investigação da Polícia Federal, segundo matéria publicada no Correio Braziliense, edição de 17/07/2004, por ter beneficiado “um amigo próximo ao adiar um julgamento na corte a qual faz parte”, em Foz do Iguaçu (PR).
“Lippmann foi flagrado em conversa telefônica comprometedora gravada no dia 11 de junho de 2001, com o delegado da Polícia Federal Wilson Alfredo Perpétuo”, informa a matéria do jornalista Thiago Vitale Jayme. O delegado “respondia na Justiça por crime de contrabando de uísque” e já havia sido denunciado em processo anterior por crimes de peculato e concussão. O relator do caso no TRF da 4ª Região seria o desembargador José Luiz Borges Germano, que já havia votado contra Perpétuo no processo por peculato e concussão, e que era “conhecido nos corredores do TRF pelo rigor”.
Em resumo, “estava previsto, na época, uma mudança nas sessões internas do TRF da 4ª Região. Uma das turmas era responsável por julgar casos relativos aos casos envolvendo tributação e questões criminais. Esse grupo de trabalho seria desmembrado. E todos os processos seriam redistribuídos a novos juízes. Com essa mistura de processos, o caso de Perpétuo mudaria de mãos e seria retirada do crivo do desembargador Germano”. ( HORA DO POVO, Ed. 2761 – 01/05/2009 )
MAIS:
Conselho Nacional de Justiça afasta juiz que censurava Escola de Governo
AEN/PR, 29/04/2009

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na sessão plenária desta terça-feira (28) afastar de suas funções o desembargador federal Edgard Antônio Lippman Júnior, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que engloba os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e abrir processo administrativo disciplinar, a fim apurar os fatos indicados em sindicância promovida pela Corregedoria Nacional de Justiça. O relatório da sindicância foi apresentado ao plenário pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. O desembargador é o mesmo que censurou a participação do governador do Paraná em programas da TV ParanaEducativa e impôs multas a Requião por conta de manifestações na Escola de Governo ao longo de 2008.
A sindicância foi aberta para apurar denúncias de que o desembargador teria recebido valores de forma indevida para possibilitar a reabertura e manutenção de uma casa de bingo da empresa Monte Carlo Entretenimento, além da aquisição irregular de uma série de bens imóveis em nome de sua companheira Ivanise Machado Crescêncio. Os dados preliminares da sindicância indicam que, entre 2003 e 2007, a movimentação financeira do desembargador em instituições financeiras foi superior aos rendimentos declarados nesse período .
Na decisão, o corregedor nacional concedeu prazo de 15 dias para que a Presidência do Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspenda todas as vantagens do desembargador, tais como uso de carro oficial, de gabinete, motorista, nomeação de servidores, entre outras, com exceção dos subsídios. Também determinou a redistribuição dos processos de sua atribuição ou convocação de magistrado para sua substituição.
Fonte: Agência de Notícias do CNJ

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