ENCALHE

janeiro 25, 2008

Siemens entre lucros bilionários e escândalos pendentes

Filed under: Alemanha, escândalos, Europa, multinacionais, Siemens — Humberto @ 12:35 pm
DW
24.01.2008
Há quem tema ainda haver muito por debaixo dos panos da Siemens. As irregularidades reveladas custarão pesadas multas. Entretanto, os lucros são impressionantes. Acionistas entre o horror e a esperança.
As notícias sobre os lucros bilionários da Siemens atraem ainda mais a atenção para as denúncias de pagamentos ilícitos dentro da empresa. Os custos do escândalo já alcançam 1,5 bilhão de euros. Uma soma que poderá se multiplicar com a ameaça de multas bilionárias partindo dos Estados Unidos, entre outras.
Apesar de todas as crises internas, a Siemens conseguiu lucrar 6,5 bilhões de euros no último trimestre, graças a avanços operacionais e à venda da fornecedora de eletrônica de automóveis VDO à Continental AG. No mesmo período do ano anterior, seus lucros se limitaram a 788 milhões de euros.
Por outro lado, a Siemens realizou, entre 2000 e 2006, “pagamentos duvidosos” na ordem de 1,3 bilhão de euros, em diversos de seus segmentos. A soma de 449 milhões de euros gasta, sem comprovação, no setor de comunicações desencadeou o escândalo.
Números imponentes
“Estamos indo em frente, bem e estáveis”, declarou o presidente Peter Löscher nesta quinta-feira (24/01), em Munique. Motivos de preocupação são, contudo, o departamento de técnica de transporte – que atravessa problemas com os bondes Combino – e o de produção de energia – até há pouco rica fonte de faturamento.
Os números do primeiro trimestre do ano fiscal 2007–2008 (30 de setembro) superaram os prognósticos dos analistas econômicos. O resultado operacional cresceu 16% em relação a 2006, alcançando 1,7 bilhão de euros, e a venda da VDO elevou o lucro líquido a 5,4 bilhões de euros.
O total do faturamento chegou a 18,4 bilhões de euros (+10%) e o volume de encomendas a 24,2 bilhões de euros (+9%). “A Siemens tem um forte potencial de crescimento”, assegurou Löscher. O mercado de valores premiou os respeitáveis números com picos de cotação de até 5%, estando as ações da Siemens cotadas em cerca de 86 euros.
Danificando imagem de 160 anos
Durante a assembléia geral da Siemens nesta quinta-feira, representantes dos acionistas criticaram duramente a liderança da empresa. “A imagem conquistada ao longo de 160 anos está maculada”, comentou Daniela Bergdolt, da Associação Alemã de Proteção aos Proprietários de Ações (DSW).
Através do próprio procedimento, a multinacional colocou sua credibilidade em jogo, acrescentou. “Lá vai a Siemens, escorraçada pelas ruas pela imprensa como um vagabundo e a empresa se mostra totalmente indefesa.”
O presidente da Sociedade de Proteção dos Investidores de Capital (SdK), Harald Petersen, lembra que a Siemens só admitiu aquilo que já se sabia. “Ela só reagiu quando nada mais era possível.” Ambos os representantes dos acionistas condenam a divulgação dos fatos em pequenos fragmentos, sendo impossível avaliar a extensão total do escândalo ou o que poderá vir à luz.
Confiança em Löscher e no futuro
A DSW e a SdK repreenderam a diretoria da Siemens e se recusaram a desobrigá-lo, como seria esperado, ao fim da assembléia geral. Somente o novo chefe do grupo, Peter Löscher, foi excluído das críticas.
“Até o momento se pode crer que o senhor agirá de acordo com o que diz. Confiamos no senhor”, declarou Petersen. A advogada Daniela Bergdolt descreveu assim a situação: “Agora a Siemens tem a chance de se erguer das cinzas, como a fênix”.
Parte dos diretores, acionistas e funcionários do consórcio dividido entre lucros promissores e um histórico recente de crises também prefere apostar no futuro, esperando uma virada para melhor. “Vivenciamos uma confusão de sentimentos, entre o horror e a esperança”, sintetizou Manfred Meiler, da Associação de Funcionários Acionistas, durante a assembléia. (av)

setembro 13, 2007

Senado não se dobra ao golpe da mídia marrom – 46 a 35

Hora do Povo
Ed. 2601 – 13/09/07
A sessão do Senado da última quarta-feira ficará na História de nosso país como um momento decisivo. Os nossos leitores, que acompanharam o desenrolar dos acontecimentos, sabem o essencial da questão: sem que houvesse provas, aliás, sem que houvesse prova alguma, certa espécie de mídia, acaudilhada pelo grupo que publica a “Veja”, tentou levar o presidente do Senado e do Congresso à execração – e, mais que isso, à execução – pública. Não é difícil perceber o que seria um Senado que colaborasse para que seu presidente fosse executado e exposto à execração pelo que há de mais corrupto, bandidesco e golpista no país.
O resultado, em que apenas 35 senadores dobraram-se a essa coação fascistóide – e 46 senadores ( 40 que votaram contra a cassação de Renan e 6 que se abstiveram ) recusaram-na, faz com que o Senado do Brasil eleve sua independência a um novo patamar. Era a honra da instituição que estava em perigo – e o Senado, através de sua maioria, soube preservá-la e, certamente, ascendê-la.
DIFAMAÇÃO
Nesse sentido, ninguém mais que seu presidente, Renan Calheiros, teve um papel destacado. Era contra ele que as infâmias eram dirigidas. Porém, mais que ele, era o Senado que queriam submeter, pisotear – em suma, arrastá-lo na lama. Portanto, a defesa de Renan era ao mesmo tempo a defesa da Câmara Alta. A questão era se iríamos ter um Senado servil ao que há de mais antidemocrático, de mais antinacional e, em síntese, de mais apodrecido no país, ou se o Senado seria uma representação do povo que, através do voto, o constituiu. Foi isso o que se decidiu na tarde da quarta-feira.
O senador Renan, com sua recusa a se render, com sua altiva resposta a uma campanha sórdida, com seu “acuso” aos acusadores, mostrou que basta não se intimidar para obter a vitória contra a sanha golpista. Tem plena razão, em sua nota ao final da votação, ao dizer que “o resultado da votação de hoje é uma vitória da democracia”.
“Nesses mais de 100 dias”, diz o senador, “muitos de nós perdemos algo. Eu perdi mais. Abri mão de momentos de convivência com minha família e com os amigos. Mas confirmamos que é preciso acreditar nas instituições, fortalecê-las e não perder a confiança de que a verdade sempre prevalecerá”.
“Não guardo mágoa, nem ressentimentos. O único sentimento que me move é o do entendimento e do diálogo. Esse processo se encerra com a reafirmação do mútuo respeito e da serenidade que sempre caracterizaram a convivência política nesta Casa. Não tenham dúvidas. Saberei corresponder aos anseios da instituição e aproximá-la cada vez mais da sociedade brasileira”.
Desde o fim da ditadura o principal instrumento de dominação do país por seus inimigos – cartéis, monopólios, bancos imperialistas e oligarquias caquéticas – tem sido a sua mídia. Nesse ramo nada existe de comparável ao monopólio dos Civita, o chamado grupo Abril, cujo carro-chefe é a “Veja”. Não se trata de uma mídia submissa às matrizes de fora. Ou da mídia daquelas oligarquias reacionárias, ainda com saudades da época anterior à Lei Áurea. Trata-se de um grupo formado a partir do exterior, com a chegada, vindo de Washington, de um elemento de nome Victor Civita, tendo na mala um contrato para publicar aqui as revistas da Disney.
O pioneiro da publicidade nacional, Genival Rabelo – homenageado duas vezes pelo Senado, por iniciativa do senador Bernardo Cabral – já havia demonstrado em seus livros, sobretudo em “O Capital Estrangeiro na Imprensa Brasileira”, o caráter estrangeiro e ilegal do grupo Civita. Esse livro foi publicado em 1966 – portanto, há mais de 40 anos. Rabelo mostra como o monopólio estrangeiro da publicidade instalou-se em nosso país a partir da chegada de Civita, em 1950, e como o império de revistas do grupo foi turbinado pela descarga de publicidade das agências norte-americanas atuando aqui dentro. O mesmo, aliás, ocorreu na Argentina, onde, na mesma época, o irmão do Civita daqui, Cesar, chegou àquele país com os mesmos contratos na bagagem.
Logo, não é um fenômeno incompreensível a trajetória de crimes do grupo, seu desprezo pelas leis e instituições do país, sua completa falta de limites e escrúpulos, sua permanente tentativa de enlamear o que é nacional, popular, brasileiro – e sua permanente campanha de difamação e calúnia sobre qualquer personalidade que tenha alguma identidade com os valores que formam a nossa nação e o nosso povo.
Já abordamos as suas intentonas golpistas, em especial contra o governo do presidente Lula. No próprio episódio do senador Renan Calheiros, é evidente que o ataque a ele não foi motivado por nenhum pecado ou ilegalidade que tenha cometido. A caterva de “Veja” não se incomoda com pecados e ilegalidades reais. Não é por seus eventuais defeitos, mas por suas qualidades, que o presidente do Congresso foi vítima dessa catadupa de indignidades. O problema de Renan é o fato de ser aliado do presidente Lula.
Porém, além disso, há outra razão para essa cruzada. Porque, se a ditadura dos monopólios de mídia manifestou-se pela primeira vez sem rebuços nas eleições presidenciais de 1989, com suas “pesquisas” eleitorais, a partir de 1993 ela passou, frontalmente, a tentar quebrar a vértebra do Congresso, ou seja, submetê-lo.
Nesse ano de 1993, usando um depravado, assassino premeditado da própria mulher, a “Veja” promoveu a campanha contra os membros da comissão de Orçamento e contra as principais lideranças da Câmara. As acusações nunca foram provadas, apesar de até hoje alguns bobocas as repetirem como se fossem óbvias verdades. O fato é que, mesmo não sendo provadas as acusações, foram cassadas algumas das principais lideranças do parlamento. Até mesmo Ibsen Pinheiro, um dos mais respeitados membros do Congresso, presidente da Câmara durante o impeachment de Collor, foi cassado através de uma fraude escandalosa, perpetrada pela direção de “Veja”, segundo testemunho do próprio repórter que assinou a matéria com a acusação a Ibsen.
ACHAQUE
Depois disso, o achaque sobre o Congresso tendeu a se transformar num estupro, principalmente sobre a Câmara. Alguém poderia conceber um presidente da Câmara obrigado a renunciar por causa de uma contribuição eleitoral de R$ 7.500,00 de um concessionário dos restaurantes da casa, sem que se tenha provado qualquer ilegalidade na contribuição, e sem que houvesse qualquer outra denúncia contra ele? Pois isso, ocorrido em setembro de 2005, dá a medida do estupro.
Verdade seja dita, o Senado sempre resistiu mais a esse achaque antidemocrático, golpista e, de resto, repugnante pela chantagem e pelo cinismo. A vitória de Renan no Senado é uma declaração de nossa Câmara Alta de que não se submete à ditadura dos monopólios de mídia, especialmente à sua banda mais degenerada, a quadrilha Civita. Trata-se, como alguns já disseram, de um fato histórico.
CARLOS LOPES

julho 11, 2007

Amantes famosas: De Carlota Joaquina a Ministra Zélia

Filed under: escândalos, História do Brasil, políticos — Humberto @ 11:42 pm
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE
Carlota Joaquina, esposa de D. João 6º e mãe de D. Pedro 1º. Segundo a Folha, ela é descrita como devassa, má, intrigante, feiticeira, feia, vulgar, perversa, despótica, libidinosa, grosseira, depravada. O jornalista Luiz Edmundo, em crônica, a descreve de maneira cruel ou cruamente: “Não há memória em toda a história portuguesa de um rei que fosse, como d. João, tão (…) enganado pela esposa. Chega a causar espanto. Carlota Joaquina, ao procurar seus amantes (…) nem o senso da escolha tinha. Tudo lhe servia, tudo, desde que tivesse a forma aproximada de um homem. Até os subalternos da Quinta do Ramalhão não escaparam à sua depravação messalínica…” Agora, a historiadora Francisca Nogueira de Azevedo, com o livro “Carlota Joaquina – Cartas Inéditas”, procura mostrar que ela não era uma devassa. Ela declarou a Marcos Strecker (Folha, 30/6/2007): “Acredito que tinha tido um amante, mas essas coisas abertas, como libertinagem, acho que é um exagero”. O filho de Carlota Joaquina, D.Pedro1º, também teve uma amante: Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, que exerceu grande influência junto ao imperador brasileiro. O historiador Paulo Setúbal, pai do banqueiro e ex-prefeito de São Paulo, Olavo Setúbal, a imortalizou com o livro (romanceado) “A Marquesa de Santos”.
Na República, tivemos histórias mais recentes e que ficaram, praticamente, em segredo, não fosse o livro “Moisés codinome ULYSSES GUIMARÃES”, escrito pelo jornalista Luiz Gutemberg. É a biografia desse político brasileiro, tragicamente desaparecido no desastre de helicóptero em que voava de Angras dos Reis, no Rio de Janeiro, para São Paulo, no dia 12 de outubro de 1992. O corpo dele jamais apareceu. Mas essa é outra história. Luiz Gutemberg, na página 245, faz uma revelação. É sutil. Ao se referir a Tancredo Neves, político mineiro que ocupou altos cargos, diz que ele, em 1971 “torna-se presidente da Comissão de Economia da Câmara, onde encontrará a funcionária Antônia Gonçalves, sua secretária e NAMORADA (destaque meu), e que o acompanhará até o fim da vida [em 21/4/1985, sem tomar posse como presidente da República] com extrema dedicação e fidelidade”. Logicamente não era “namorada”. Tancredo era casado e nunca se separou! Adiante, na página 317, ele faz outra revelação surpreendente. Desta vez sobre Afonso Arinos, na época deputado. Era da UDN e ferrenho adversário de Getúlio Vargas, juntamente com Carlos Lacerda. Movia uma campanha contra o então presidente. O autor revela uma confidência de Ulysses Guimarães a respeito de sua vida intima: “Eu jamais teria conseguido viver aquele romance louco que o Afonso Arinos manteve com Ivete Vargas. Ela o amedrontava ao dizer-lhe que estava grávida. (…) Mas estou falando de uma história de muitos anos atrás. 1951. Naquele tempo, na força da idade, chegando aos cinqüenta anos, Afonso Arinos era o líder da oposição na Câmara. Estava na linha de frente do combate que levaria ao suicídio Getúlio Vargas [24/8/1954], tio-avô da Ivete. Arinos fazia discursos impiedosos, sendo que o mais terrível deles, considerado um dos dez maiores discursos da nossa história parlamentar contemporânea, era um Apocalipse. No fim da vida, como me confessou, ele se arrependeria desses arrebatamentos. Talvez como remorso por tê-los pronunciados justamente quando vivia sua tardia aventura sexual de um Montechio com uma Capuletto [Romeu e Julieta]”. A UDN era um partido moralista e Afonso Arinos uma pessoa pura, ou quase: essa “aventura sexual” com a sobrinha-neta de seu principal adversário foi realmente incrível. Nunca passaria pela cabeça de alguém!
Outra revelação surpreendente. Esta revelada pela revista IstoÉ, de 7/6/2000, na reportagem “Mataram Lacerda”. Nela foi ouvida a amante dele, que afirmou que Lacerda foi assassinado. A revista conta que o namoro de Maria Cecília de Azevedo Sodré, em 2000 com 46 anos, com o ex-governador começou quando ela, aos 21 anos, trabalhava na editora Nova Fronteira, de Lacerda. “Nosso romance durou dois anos, até sua morte [21/5/1977, aos 63 anos]”. Ele era 30 anos mais velho. Quando morreu , diz a IstoÉ, Lacerda mantinha o casamento de 40 anos com Letícia, mãe de Cristina, Sebastião e Sérgio. A jornalista Celina Côrtes, revela na reportagem: “A amante do ex-governador viveu momentos de muita ebulição. Quando o romance começou, ela participava do movimento estudantil. As divergências políticas foram incapazes de abalar a paixão”. Como aconteceu também com Afonso Arinos e Ivete Vargas. Ele parlamentar da UDN e ela deputada do PTB, partidos antagônicos! No caso de Lacerda, também da ex-UDN e líder civil do Golpe de 64, o movimento estudantil, a que a amante pertencia, era contra Lacerda e o Golpe. Os extremos se unem!
Existe ainda a história de Zélia, ex-ministra da Economia de Fernando Collor, com o ministro da Justiça daquela época, Bernardo Cabral. Fica para outro artigo.

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
julho de 2007

junho 28, 2007

Sindicato dos Bancários está de olho na venda de subsidiária da Nossa Caixa

Escaldados pela venda de Seguros e Previdência para a Mapfre, entidade marca de perto a intenção do Estado de privatizar agora a Nossa Caixa Capitalização
São Paulo – A notícia de que a Nossa Caixa prepara-se para vender sua empresa de capitalização está sendo acompanhada de perto pelo Sindicato. A intenção é zelar pelo respeito à instituição e sua missão como banco público e não para atender a interesses políticos e financeiros. “O que nós precisamos é que o governo do Estado queira manter a Nossa Caixa, fazer com que ela seja o fomentador do crescimento que precisamos”, argumenta Raquel Kacelnikas, diretora do banco. “Se o governador Serra quiser investir em um banco fomentador, tem que capitalizar a Nossa Caixa com recurso para fazer com que esse banco chegue ao pequeno e médio empreendedor em todo o Estado.”
A preocupação de Raquel com o rumo das ações do banco tem origem na experiência da venda da subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência para a espanhola Mapfre Vera Cruz, em um leilão ocorrido em 24 de maio de 2005, por R$ 225,82 milhões.
“A Mapfre não tinha capital para comprar, não podia nem concorrer. Mas ela concorreu e ganhou. Quatro meses depois, apresentou a diferença de capital. Houve um claro direcionamento ( da venda ) para a Mapfre, não para o interesse público”, explica a diretora, que emenda: “se o banco trabalhar com a mesma perspectiva ( na venda da Nossa Caixa Capitalização ), pressupõe-se que incorrera nos mesmos vícios”.
O noticiário da época referenda suas preocupações. Em fevereiro do ano passado, o site do Sindicato noticiou que o contrato de compra e venda da Nossa Caixa Seguros e Previdência fora suspenso pela Justiça em reposta às irregularidades apontadas pelo Sindicato. Atualmente, o negócio está sub judice.
Pouco depois, em março, reportagem da Revista Carta Maior relatava que um ex-secretário do então governador Geraldo Alckmin era acionista da Mapfre.
O atual governo do Estado, na gestão Serra, já tentou repassar a própria Nossa Caixa Capitalização para a iniciativa privada. Entretanto, diante das irregularidades, o processo foi cancelado pela diretoria do banco. Uma nova tentativa, ao que parece, deve ser feita nos próximos meses. E o Sindicato segue de olho para preservar o banco público. “O problema é que a lei para a abertura de capital ainda não foi regulamentada. Então para nós não serve, pois como ela acaba regulada pelo edital, fica ao bel prazer dos interesses políticos. Se a lei tivesse sido regulamentada, poderíamos questionar na Assembléia”, explica Raquel.
André Rossi – 27/06/2007
Sindicato dos Bancários

Imprensa noticia ( ?!! ) denúncia de desvio de dinheiro público na Nossa Caixa

Reportagem da Folha de S.Paulo aponta esquema semelhante a desvendado no Distrito Federal, pela Operação Aquarela, da Polícia Federal

São Paulo – A Operação Aquarela, que no último dia 14 desvendou a existência de um esquema de desvio de verbas públicas no Distrito Federal, pode respingar sobre a direção da Nossa Caixa. De acordo com a edição desta quarta, dia 26, da Folha de S.Paulo, o Ministério Público e a Polícia Federal do DF dizem ter fortes indícios de que há uma fraude semelhante ao da capital federal em São Paulo.
O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, não deu maiores detalhes sobre o caso paulista por conta do segredo de Justiça. “O que posso dizer é que provavelmente a modalidade criminosa descoberta aqui ( DF )…foi copiada em outras unidades da federação”, disse Bandarra para à reportagem da Folha.
A falcatrua no Distrito Federal envolve o Banco Regional de Brasília ( BRB ), com sede no Distrito Federal, seu governador à época, Joaquim Roriz ( PMDB ), a ONG Caminhar e o presidente do conselho de administração da Gol Linhas Aéreas, Nenê Constantino. Neste caso, o valor da fraude seria de aproximadamente de R$ 3 milhões mensais, somando um total de R$ 50 milhões.
As suspeitas chegaram na Nossa Caixa, pois ao checar as empresas envolvidas na denúncia do Distrito Federal, os investigadores descobriram que elas têm contrato também com o banco paulista. O valor dos acordos em São Paulo, entretanto, é cinco vezes maior, ou R$ 15 milhões por mês, de acordo com a Folha de S.Paulo.
André Rossi – 27/06/2007
Sindicato dos Bancários

junho 1, 2007

FHC combate o crime de verdade

Filed under: Cândido Mendes, CEI, corrupção, escândalos, FHC, Itamar Franco, Lula — Humberto @ 2:55 pm
O insuspeito FHC, de acordo com os jornais de ontem, cobrou que o presidente Lula tome medidas que combatam decisivamente a corrupção.
É isso aí, Lula. Abaixo, um exemplo de como FHC combateu ferozmente a corrupção que não houve em seu saudoso governo de parcos 8 anos.
Para não se chatearem, pessoal, pulem direto para a parte destacada do texto.
O Fator Itamar
Márcio C. Coimbra
O governo federal está vivendo uma de suas mais graves crises. As denúncias de corrupção se avolumam a cada dia, especialmente aquelas denunciadas pelo ex-senador Antônio Carlos Magalhães, envolvendo órgãos federais como a Sudam e o DNER.
Além desta crise ética e moral, o Estado brasileiro está vivendo dias de tensão com o iminente risco do apagão, decorrente de uma política energética equivocada, resultante da falta de diretrizes claras para o investimento no setor, e da falta de chuvas. Logo, todas essas crises envolvendo o governo federal abrem feridas que dificilmente cicatrizarão até o pleito presidencial de 2002.
Tudo isso leva, desde já, os prováveis candidatos a sonhar com a possibilidade de ocupar a Presidência da República. Durante esta tempestade pela qual passa a administração de FHC, um nome desponta com grande força à sucessão presidencial: é o ex-presidente Itamar Franco. O atual ocupante do Palácio da Liberdade, sede do governo de Minas Gerais, aparece como um nome conciliador para a corrida presidencial, visto que para os eleitores estará ocupando uma posição situada entre os candidatos de situação e oposição, como se construísse uma “terceira-via”.
Primeiramente, o grande problema que Itamar terá que enfrentar está dentro de seu próprio partido. Para sair candidato, terá que contemporizar as diferentes forças que compõe a complexa estrutura do PMDB. Este partido, que hoje faz parte do governo, se continuar sendo conduzido pelo mesmo grupo, tem tudo para tentar emplacar o nome do vice na candidatura governista, especialmente se o candidato escolhido for o ministro José Serra.
Entretanto, se o governo FHC não conseguir sair do estado de crise, o PMDB mudará seu rumo, e este caminho tem o nome da candidatura de Itamar. De qualquer forma, vale lembrar que o grupo que apoia uma candidatura própria do PMDB ao Planalto tem o apoio do seu presidente, Maguito Vilela, e ganhou as eleições internas do partido em vários estados, como São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país.
O governador de Minas Gerais tem a seu favor os fatores mais importantes desta corrida presidencial: ética e honestidade. Itamar é um ex-presidente da República e sobre o seu nome não paira nenhuma denúncia ou suspeita de corrupção.
Ao contrário, sua gestão sempre foi pautada por valores éticos. Durante seu termo na presidência, foi instituída, por sua ordem, a Comissão Especial de Investigação (CEI), baseada em um órgão francês de combate à corrupção, que tinha o objetivo de mapear todos os indícios e práticas ilícitas cometidas no executivo. Foi realizada uma verdadeira radiografia dos diferentes tipos de corrupção nas diversas esferas da administração pública. Faziam parte do grupo, entre outros, o hoje Deputado Émerson Kapaz e o jurista Modesto Carvalhosa, contando com suporte do TCU e procuradores. O primeiro relatório da comissão foi entregue em dezembro de 1994. Já em final de mandato, Itamar Franco deixou para o presidente FHC a incumbência de dar seguimento às investigações e decidir o que fazer com o que já havia sido apurado. O material foi reunido em 40 caixas de papelão. Aos 20 dias de seu primeiro governo, o presidente FH extinguiu sumariamente a comissão e até hoje não se sabe ao certo onde está reunido este material. Hoje, o governo corre atrás do tempo perdido com a criação da Corregedoria-Geral da República, um órgão vinculado à Presidência.
As circunstâncias são favoráveis a Itamar. O Governador implementou um projeto elétrico audacioso em Minas Gerais e hoje o estado está preparado para a crise de energia, logo, Itamar não é apenas um homem de sorte. Hoje, sua candidatura oscila entre 8% e 13%, mas pode receber um gradativo aumento com importantes adesões, como significativos políticos nordestinos, paulistas e gaúchos.
Somando o potencial eleitoral destas alianças com os votos de Minas e uma possível aliança com Ciro Gomes, o Governador mineiro se torna um candidato em potencial. Como toda esta conjuntura tem grande chance de sucesso, o ex-presidente se apresenta com possibilidades reais de chegar novamente ao Palácio do Planalto. O fator Itamar não pode ser subestimado, pois já uma realidade.
Data de Publicação: 15/06/2001

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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