julho 11, 2009
Secretaria de Saúde de SP avisou a imprensa, antes de comunicar aos pais sobre o contágio da menina de Osaco!!
maio 20, 2009
"A ‘indústria da crise’ contamina a mídia nacional", por Carlos Castilho
15/5/2009
A gripe H1N1 (ex-gripe suina) está sumindo do noticiário deixando no ar uma série de perguntas não respondidas e principalmente a sensação de que foi mais um de uma sucessão de eventos midiáticos onde nós todos somos espectadores e protagonistas involuntários.
A gripe foi apresentada durante várias semanas como uma gravíssima ameaça à humanidade, provocando a adoção de medidas que beiravam a histeria coletiva. De repente,as notícias minguaram, foram se tornando escassas, num processo muito similar ao que aconteceu com a chamada turbulência econômica global.
Tanto num como noutro caso houve um impacto inicial provocado por declarações alarmistas de autoridades diversas, seguidas por um bombardeio noticioso por parte da mídia gerando temor, preocupação e reações de todos os tipos entre os consumidores de informação.
Mas o que mais surpreende foi a forma como ambos os temas sumiram da agenda da imprensa, deixando no ar uma dúvida básica: será que eles eram tão relevantes como pareciam inicialmente?
Se não foram, faltou serenidade da imprensa e das autoridades para dar tanto à crise econômica mundial como à “epidemia” de gripe a sua dimensão real, poupando a população de um estresse desnecessário.
Mas se ambos os processos são tão graves quanto o quadro pintado inicialmente pela mídia e pelos governos, então os nossos com comunicadores e autoridades estão agora agindo irresponsavelmente ao deixarem a população sem o necessário seguimento informativo.
A sucessão recente de grandes eventos mundiais e nacionais segue uma mesma rotina efêmera e indica que a mídia e as autoridades, tanto políticas como corporativas, criaram o que poderíamos chamar de “indústria da crise”, ou seja, uma estratégia para buscar objetivos, nem sempre claros, usando como ferramenta principal os temores e inseguranças das pessoas comuns.
Outra característica comum de toda excitação informativa provocada pela combinação de interesses entre autoridades e imprensa é a despreocupação generalizada com as soluções. Grandes escândalos como o mensalão e outros sumiram da mídia e o que se vê são os principais acusados recuperando gradualmente o antigo status.
Mais uma vez fica a dúvida. Ou a acusação e os escândalos eram infundados e a mídia foi cúmplice em jogadas políticas escusas, ou tudo era verdadeiro e agora assistimos a uma irresponsável absolvição branca dos culpados. Onde está a função fiscalizadora da imprensa?
De dúvida em dúvida vamos começando a construir uma certeza: a de que a mídia e as autoridades estão chegando perigosamente perto do descrédito generalizado. A busca frenética por situações capazes de garantir visibilidade para os tomadores de decisões — e novas receitas para os formadores de opiniões — começa a tornar nítido o divórcio entre os interesses dos que têm poder e os desejos ou necessidades da população.
A ampliação da indústria da crise movida por interesses oficiais e corporativos pode, no médio prazo, contribuir para o desenvolvimento de uma paranóia coletiva, do tipo da surgida logo depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Sem confiar nas informações da imprensa e das autoridades, a população sente-se órfã e pode repetir comportamentos irrefletidos como no fatídico dia 15 de maio de 2006, em São Paulo. Naquela segunda-feira, milhões de paulistas, assustados por uma onda de boatos e pelo sensacionalismo midiático sobre ações do crime organizado, simplesmente entraram em pânico e correram para suas casas, num toque de recolher não declarado.
O antídoto pode ser o sistema horizontal e descentralizado de informações criado pela internet. Mas como ele ainda é incipiente no Brasil, tanto pode funcionar a favor como contra. No caso do toque de recolher em São Paulo, o email e o MSN foram um ativador da insegurança ao propagar boatos. Mas no caso da gripe, os mexicanos deram uma lição de como usar a Web para evitar o pânico coletivo.
maio 12, 2009
"Gripe suína é tão grave quanto gripe comum", diz infectologista do Emílio Ribas
“A Smithfield é a maior empresa processadora de suínos do mundo. Durante 2008 sacrificou mais de 31 milhões de porcos e empacotou cerca de 3 milhões de quilogramas de carne desse mamífero. Seu fatura-mento superou 11,3 bilhões de dólares. Controla 31% do mercado dos Estados Unidos”, assinala Luis Hernández Na-varro, colunista La Jornada, diário da Universidade Autônoma do México, em artigo que denuncia os crimes contra os trabalhadores, o meio ambiente e as condições doentias dos criatórios da multinacional, que teve uma subsidiária sua apontada como o primeiro foco do A/H1N1 no México.
“No México esta empresa é proprietária de 50% das ações da Granjas Carroll, em Puebla e Veracruz, e da Agro-industrial do Noroeste (Norson) em Sonora. Durante o ano de 2008, a Granjas Carroll, que têm 56 mil matrizes, produziu 950 mil animais, enquanto a Norton, com 35 mil matrizes, criou 467 mil porcos”, informa a matéria publicada em 5 de maio.
Navarro mostra que a empresa é também uma máquina de contaminação: “Cada ano gera toneladas de lixo que destrói rios, mata milhões de peixes e adoece pessoas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, “amontoados em gaiolas pequenas e estreitas que impedem sua mobilidade, alimentados com resíduos de aves, respirando ar saturado em gases, sem ver a luz do sol, expostos a todo tipo de doenças e fungos, com seu sistema imunológico machucado, os porcos-industriais achariam qualquer chiqueiro de uma granja familiar um paraíso. Em algumas ocasiões se asfixiam pisoteando-se uns aos outros. Um animal doente contagia os demais facilmente.
“Em 1997, na Virginia, Estados Unidos, foi multada por 12,6 milhões de dólares por cometer 6 mil 900 violações à legislação federal de proteção à água (Clean Water Act). A sanção ambiental foi uma das mais elevadas na história desse país.
“Em três ocasiões (1997, 2000 e 2006) apareceu na lista que a revista Multi-national Monitor elabora para designar as piores empresas do ano. A primeira foi em 1997: pela contaminação ambi-ental. A segunda pelas práticas que utiliza para monopolizar a criação de porcos, deixando fora do mercado os pequenos produtores. A terceira por suas práticas trabalhistas, anti-sindicais.
“A empresa foi considerada culpada de violar a lei federal do trabalho, de fazer tramóias para baixar salários, fechando sucursais, espiando os filiados ao sindicato e agredindo a funcionários. Dos 58 mil 100 empregados que trabalham para a multinacional no mundo, só 28 mil 800 contam com contrato coletivo.
“A Smithfield cresceu mais de mil por cento entre 1990 e 2005. Seu processo de concentração foi possível graças a uma estratégia empresarial em que controla cada elo da cadeia de produção, desde o momento em que o porco nasce até que vai para o açougue. Monopolizando os mercados e quebrando todos os pequenos pecuaristas a sua volta.
“Os porcos geram, em média, três vezes mais matéria fecal que os seres humanos. O volume de excrementos que evacuam os animais da Granjas Carroll é superior ao produzido pelos habitantes das cidades de Guadalajara e Monterrey em conjunto. A diferença é que enquanto essas duas cidades possuem sistemas de drenagem e esgoto para o tratamento dos detritos, essas empresas não contam com nada disso.“Os detritos fecais provenientes das granjas-fábricas de porco estão cheios de substancias tóxicas.
“No caso da Granjas Carroll, as fezes dos porcos são depositadas em lagoas de oxidação a céu aberto distribuídas pelo vale de Perote. Muitos cientistas assinalam que são um foco de contaminação de água, solo e ar.
“A Smithfield fez nos EUA generosas doações às campanhas eleitorais de políticos buscando evitar que se regule a atividade. Segundo informa Jeff Tietz, em 1998 a associação de fazendas de porco de Carolina do Norte (onde a empresa tem um de seus principais bastiões) destinou um milhão de dólares para derrotar legisladores locais que queriam sanear as lagoas de oxidação a céu aberto.
“Parte dos trabalhadores das fazendas de porcos da Smithfield nos Estados Unidos são mexicanos. Em janeiro de 2007, 21 trabalhadores da subsidiária na Carolina do Norte foram tirados da linha de produção e presos por agentes migratórios. Os dirigentes sindicais denunciaram que se tratava de uma manobra para impedir a sindi-calização dos trabalhadores. Não seria raro que muitos desses trabalhadores ilegais tenham regressado ao México.
“A Smithfield está hoje no centro da tormenta. Cientistas e analistas têm determinado a probabilidade de que o recente surgimento de influenza suína se relacione com a Granjas Carroll”. ( HORA DO POVO, ed. 2763, 08.05.09 )
"Gripe suína é tão grave quanto gripe comum", diz infectologista do Emílio Ribas
“A Smithfield é a maior empresa processadora de suínos do mundo. Durante 2008 sacrificou mais de 31 milhões de porcos e empacotou cerca de 3 milhões de quilogramas de carne desse mamífero. Seu fatura-mento superou 11,3 bilhões de dólares. Controla 31% do mercado dos Estados Unidos”, assinala Luis Hernández Na-varro, colunista La Jornada, diário da Universidade Autônoma do México, em artigo que denuncia os crimes contra os trabalhadores, o meio ambiente e as condições doentias dos criatórios da multinacional, que teve uma subsidiária sua apontada como o primeiro foco do A/H1N1 no México.
“No México esta empresa é proprietária de 50% das ações da Granjas Carroll, em Puebla e Veracruz, e da Agro-industrial do Noroeste (Norson) em Sonora. Durante o ano de 2008, a Granjas Carroll, que têm 56 mil matrizes, produziu 950 mil animais, enquanto a Norton, com 35 mil matrizes, criou 467 mil porcos”, informa a matéria publicada em 5 de maio.
Navarro mostra que a empresa é também uma máquina de contaminação: “Cada ano gera toneladas de lixo que destrói rios, mata milhões de peixes e adoece pessoas. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, “amontoados em gaiolas pequenas e estreitas que impedem sua mobilidade, alimentados com resíduos de aves, respirando ar saturado em gases, sem ver a luz do sol, expostos a todo tipo de doenças e fungos, com seu sistema imunológico machucado, os porcos-industriais achariam qualquer chiqueiro de uma granja familiar um paraíso. Em algumas ocasiões se asfixiam pisoteando-se uns aos outros. Um animal doente contagia os demais facilmente.
“Em 1997, na Virginia, Estados Unidos, foi multada por 12,6 milhões de dólares por cometer 6 mil 900 violações à legislação federal de proteção à água (Clean Water Act). A sanção ambiental foi uma das mais elevadas na história desse país.
“Em três ocasiões (1997, 2000 e 2006) apareceu na lista que a revista Multi-national Monitor elabora para designar as piores empresas do ano. A primeira foi em 1997: pela contaminação ambi-ental. A segunda pelas práticas que utiliza para monopolizar a criação de porcos, deixando fora do mercado os pequenos produtores. A terceira por suas práticas trabalhistas, anti-sindicais.
“A empresa foi considerada culpada de violar a lei federal do trabalho, de fazer tramóias para baixar salários, fechando sucursais, espiando os filiados ao sindicato e agredindo a funcionários. Dos 58 mil 100 empregados que trabalham para a multinacional no mundo, só 28 mil 800 contam com contrato coletivo.
“A Smithfield cresceu mais de mil por cento entre 1990 e 2005. Seu processo de concentração foi possível graças a uma estratégia empresarial em que controla cada elo da cadeia de produção, desde o momento em que o porco nasce até que vai para o açougue. Monopolizando os mercados e quebrando todos os pequenos pecuaristas a sua volta.
“Os porcos geram, em média, três vezes mais matéria fecal que os seres humanos. O volume de excrementos que evacuam os animais da Granjas Carroll é superior ao produzido pelos habitantes das cidades de Guadalajara e Monterrey em conjunto. A diferença é que enquanto essas duas cidades possuem sistemas de drenagem e esgoto para o tratamento dos detritos, essas empresas não contam com nada disso.“Os detritos fecais provenientes das granjas-fábricas de porco estão cheios de substancias tóxicas.
“No caso da Granjas Carroll, as fezes dos porcos são depositadas em lagoas de oxidação a céu aberto distribuídas pelo vale de Perote. Muitos cientistas assinalam que são um foco de contaminação de água, solo e ar.
“A Smithfield fez nos EUA generosas doações às campanhas eleitorais de políticos buscando evitar que se regule a atividade. Segundo informa Jeff Tietz, em 1998 a associação de fazendas de porco de Carolina do Norte (onde a empresa tem um de seus principais bastiões) destinou um milhão de dólares para derrotar legisladores locais que queriam sanear as lagoas de oxidação a céu aberto.
“Parte dos trabalhadores das fazendas de porcos da Smithfield nos Estados Unidos são mexicanos. Em janeiro de 2007, 21 trabalhadores da subsidiária na Carolina do Norte foram tirados da linha de produção e presos por agentes migratórios. Os dirigentes sindicais denunciaram que se tratava de uma manobra para impedir a sindi-calização dos trabalhadores. Não seria raro que muitos desses trabalhadores ilegais tenham regressado ao México.
“A Smithfield está hoje no centro da tormenta. Cientistas e analistas têm determinado a probabilidade de que o recente surgimento de influenza suína se relacione com a Granjas Carroll”. ( HORA DO POVO, ed. 2763, 08.05.09 )
Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois
Casos suspeitos de Influenza A no Estado do Paraná caem para dois
maio 7, 2009
CANAL SAÚDE / FIOCRUZ debate gripe suína ao vivo na WEB e TV. População pode participar.
O que gestores e profissionais de saúde devem saber e fazer para esclarecer as dúvidas da população. Envie perguntas para canal@fiocruz.br ou ligue 0800 701 8122
O Sala de Convidados, do Canal Saúde/Fiocruz, do dia 08/05 (sexta-feira), às 13h, vai debater ao vivo a gripe suína ou gripe A (H1N1). A preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma possível pandemia, como gestores da saúde estão lidando com a situação, a articulação entre governos federal, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério da Saúde para os passageiros de vôos internacionais, protocolos e ações de autoridades para evitar a entrada da doença no país. Essas e outras questões estarão em pauta.
O público poderá esclarecer dúvidas ao vivo pela WEB , no chat, ou assistindo pela NBR e ligando 0800 701 8122. Se preferir, pode antecipar a pergunta pelo e-mail
Convidados: para esclarecer dúvidas da população e debater o tema, estarão no estúdio o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares; o secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna; e o infectologista, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski.
Sala de Convidados – Na internet, acesse , clique na TV com a inscrição “ao vivo” e participe a partir do chat associado à transmissão. Se preferir, antecipe suas perguntas: canal@fiocruz.br. No caso da televisão, é necessária uma antena parabólica conectada ao aparelho. Para saber como sintonizar a NBR em sua cidade, acesse http://www.radiobras.gov.br/nbr/cidadesn-br_2004.htm ou http://www.radiobras.gov.br/estatico/tv_nbr_sintonize.htm. O Sala de Convidados é apre-sentado por Renato Farias.
Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz
Marcelo de Castro Neves
(21) 3194-7700 / 3194-7704 / 0800-701-8122 / ascom@fiocruz.br
Levando educação em saúde e cidadania para todo o Brasil
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O Sala de Convidados, do Canal Saúde/Fiocruz, do dia 08/05 (sexta-feira), às 13h, vai debater ao vivo a gripe suína ou gripe A (H1N1). A preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma possível pandemia, como gestores da saúde estão lidando com a situação, a articulação entre governos federal, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério da Saúde para os passageiros de vôos internacionais, protocolos e ações de autoridades para evitar a entrada da doença no país. Essas e outras questões estarão em pauta.
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Convidados: para esclarecer dúvidas da população e debater o tema, estarão no estúdio o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares; o secretário de Vigilância e Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna; e o infectologista, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski.
Sala de Convidados – Na internet, acesse , clique na TV com a inscrição “ao vivo” e participe a partir do chat associado à transmissão. Se preferir, antecipe suas perguntas: canal@fiocruz.br. No caso da televisão, é necessária uma antena parabólica conectada ao aparelho. Para saber como sintonizar a NBR em sua cidade, acesse http://www.radiobras.gov.br/nbr/cidadesn-br_2004.htm ou http://www.radiobras.gov.br/estatico/tv_nbr_sintonize.htm. O Sala de Convidados é apre-sentado por Renato Farias.
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Levando educação em saúde e cidadania para todo o Brasil
abril 29, 2009
Supostos casos de "gripe suína" são descartados pelo Fiocruz ( referência no assunto, ao contrário dos jornais, que estão disseminando o pânico )
MS esclarece dúvidas sobre a gripe suína
Supostos casos de "gripe suína" são descartados pelo Fiocruz ( referência no assunto, ao contrário dos jornais, que estão disseminando o pânico )
MS esclarece dúvidas sobre a gripe suína
Supostos casos de "gripe suína" são descartados pelo Fiocruz ( referência no assunto, ao contrário dos jornais, que estão disseminando o pânico )
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