ENCALHE

novembro 26, 2008

Êita, agora lascou: em encontro internacional de comunistas realizado em SP, propostas para salvar o capitalismo. Se nem os capitalistas conseguem…

Comunistas discutem propostas para “salvar” países da crise do capitalismo
DCI, 25.11.08
SÃO PAULO – A atual crise financeira mundial foi o tema central do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. Ao final do Encontro foi redigida a “Proclamação de São Paulo” [ OPS!! Cuidado! Muita atenção aqui: não é "Foro de São Paulo", heim? ], na qual ficaram estabelecidas propostas que serão encaminhadas aos 55 governos dos países representados pelos 65 partidos comunistas participantes. Dentre as principais medidas, destacam-se: o estabelecimento de que o ônus da crise não deve recair sobre trabalhadores e países pobres; o dinheiro público não deve ser usado para salvar bancos da bancarrota, mas para manter os mercados que geram empregos e renda; a defesa da soberania internacional e a não-permissão de favorecimento de países desenvolvidos com a alienação de recursos de países emergentes; e o combate ao protecionismo econômico [ !?! ].
O representante do Partido Comunista Americano, Libero Della Piana, afirmou que o Encontro foi muito importante pois, segundo ele, o socialismo é uma forte alternativa para solucionar a crise que “o capitalismo criou e não consegue encerrar”. Questionado sobre a influencia da eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, para o movimento comunista, o norte-americano respondeu: “Ele representa duas coisas: primeiro, um reflexo do povo contra o racismo; segundo, a mudança da luta de massas pelo mundo e novas oportunidades. A vitória do Obama traz também novos desafios a que nós teremos de aprender a responder, pois ele não conseguirá fazer nada sozinho. Mas só a vitória dele já representa o fim da política de Bush e novas oportunidades”.
O boliviano Marcos Domit, representante do Partido Comunista da Bolívia, ressaltou, por sua vez, que a integração cada vez maior entre os governos da América Latina é essencial para promover políticas de esquerda em todo o mundo. Segundo ele, a boa relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidentes do Brasil e da Bolívia respectivamente, é muito importante porque mostra que há interesses comuns em todo o continente. “Lula teve uma atitude muito boa porque se opôs às atitudes que os partidos de direita queriam que ele tomasse, por exemplo, quando parte dos bens da Petrobras foram nacionalizados”, afirmou Domit. Os reflexos da crise em países desenvolvidos também foi um dos temas amplamente discutidos durante o evento. Ângelo Alves, membro do Partido Comunista Português, acredita que “a Europa vai sofrer exatamente aquilo que os Estados Unidos estão a sofrer. Aliás, os mercados financeiros estão em guerra não só nos Estados Unidos, como nos outros países capitalistas. Há uma situação de recessão mundial.” O português alega que a crise já começa a afetar o setor produtivo, como na indústria automobilística. Ele propôs soluções como a priorização de alternativas sociais e a injeção de capitais em áreas que gerem empregos, combatendo uma grave onda de demissões.
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), definiu em poucas palavras o Encontro: “luta por justiça”. O deputado fez uma análise diferente das alternativas que os socialistas podem propor como solução à crise:”Entre os comunistas e o que é possível fazer na crise, agora o mundo inteiro sabe que essa crise é uma das crises cíclicas do capitalismo. Existe organização para colocar o socialismo no lugar? Não, não existe. Então, os partidos, digamos, ou os governos de esquerda ou de centro-esquerda, atuem nos parâmetros dessa realidade”, disse.
América Latina
Pela primeira vez na história do comunismo um evento internacional é sediado na América Latina, José Reinaldo, secretário-geral do PCdoB, partido responsável pela realização do encontro, disse que o local foi escolhido devido “à grande organização e expressão do PCdoB internacionalmente e à ascensão de governos progressistas na América Latina”. A influência dos governos latino-americanos no panorama político mundial foi ressaltada pelos representantes de diversos partidos.
Della Piana mencionou a importância que o Brasil, e principalmente o presidente Lula tem para o movimento comunista. Segundo ele, o Brasil é um país “que superou a escravidão e a ditadura e hoje vem crescendo muito. A influência política do presidente Lula, do PT e também do PC do B, permitiu que o País obtivesse vitórias e mudasse sua dinâmica diante do cenário mundial”.

Êita, agora lascou: em encontro internacional de comunistas realizado em SP, propostas para salvar o capitalismo. Se nem os capitalistas conseguem…

Comunistas discutem propostas para “salvar” países da crise do capitalismo
DCI, 25.11.08
SÃO PAULO – A atual crise financeira mundial foi o tema central do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. Ao final do Encontro foi redigida a “Proclamação de São Paulo” [ OPS!! Cuidado! Muita atenção aqui: não é "Foro de São Paulo", heim? ], na qual ficaram estabelecidas propostas que serão encaminhadas aos 55 governos dos países representados pelos 65 partidos comunistas participantes. Dentre as principais medidas, destacam-se: o estabelecimento de que o ônus da crise não deve recair sobre trabalhadores e países pobres; o dinheiro público não deve ser usado para salvar bancos da bancarrota, mas para manter os mercados que geram empregos e renda; a defesa da soberania internacional e a não-permissão de favorecimento de países desenvolvidos com a alienação de recursos de países emergentes; e o combate ao protecionismo econômico [ !?! ].
O representante do Partido Comunista Americano, Libero Della Piana, afirmou que o Encontro foi muito importante pois, segundo ele, o socialismo é uma forte alternativa para solucionar a crise que “o capitalismo criou e não consegue encerrar”. Questionado sobre a influencia da eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, para o movimento comunista, o norte-americano respondeu: “Ele representa duas coisas: primeiro, um reflexo do povo contra o racismo; segundo, a mudança da luta de massas pelo mundo e novas oportunidades. A vitória do Obama traz também novos desafios a que nós teremos de aprender a responder, pois ele não conseguirá fazer nada sozinho. Mas só a vitória dele já representa o fim da política de Bush e novas oportunidades”.
O boliviano Marcos Domit, representante do Partido Comunista da Bolívia, ressaltou, por sua vez, que a integração cada vez maior entre os governos da América Latina é essencial para promover políticas de esquerda em todo o mundo. Segundo ele, a boa relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidentes do Brasil e da Bolívia respectivamente, é muito importante porque mostra que há interesses comuns em todo o continente. “Lula teve uma atitude muito boa porque se opôs às atitudes que os partidos de direita queriam que ele tomasse, por exemplo, quando parte dos bens da Petrobras foram nacionalizados”, afirmou Domit. Os reflexos da crise em países desenvolvidos também foi um dos temas amplamente discutidos durante o evento. Ângelo Alves, membro do Partido Comunista Português, acredita que “a Europa vai sofrer exatamente aquilo que os Estados Unidos estão a sofrer. Aliás, os mercados financeiros estão em guerra não só nos Estados Unidos, como nos outros países capitalistas. Há uma situação de recessão mundial.” O português alega que a crise já começa a afetar o setor produtivo, como na indústria automobilística. Ele propôs soluções como a priorização de alternativas sociais e a injeção de capitais em áreas que gerem empregos, combatendo uma grave onda de demissões.
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), definiu em poucas palavras o Encontro: “luta por justiça”. O deputado fez uma análise diferente das alternativas que os socialistas podem propor como solução à crise:”Entre os comunistas e o que é possível fazer na crise, agora o mundo inteiro sabe que essa crise é uma das crises cíclicas do capitalismo. Existe organização para colocar o socialismo no lugar? Não, não existe. Então, os partidos, digamos, ou os governos de esquerda ou de centro-esquerda, atuem nos parâmetros dessa realidade”, disse.
América Latina
Pela primeira vez na história do comunismo um evento internacional é sediado na América Latina, José Reinaldo, secretário-geral do PCdoB, partido responsável pela realização do encontro, disse que o local foi escolhido devido “à grande organização e expressão do PCdoB internacionalmente e à ascensão de governos progressistas na América Latina”. A influência dos governos latino-americanos no panorama político mundial foi ressaltada pelos representantes de diversos partidos.
Della Piana mencionou a importância que o Brasil, e principalmente o presidente Lula tem para o movimento comunista. Segundo ele, o Brasil é um país “que superou a escravidão e a ditadura e hoje vem crescendo muito. A influência política do presidente Lula, do PT e também do PC do B, permitiu que o País obtivesse vitórias e mudasse sua dinâmica diante do cenário mundial”.

Êita, agora lascou: em encontro internacional de comunistas realizado em SP, propostas para salvar o capitalismo. Se nem os capitalistas conseguem…

Comunistas discutem propostas para “salvar” países da crise do capitalismo
DCI, 25.11.08
SÃO PAULO – A atual crise financeira mundial foi o tema central do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. Ao final do Encontro foi redigida a “Proclamação de São Paulo” [ OPS!! Cuidado! Muita atenção aqui: não é "Foro de São Paulo", heim? ], na qual ficaram estabelecidas propostas que serão encaminhadas aos 55 governos dos países representados pelos 65 partidos comunistas participantes. Dentre as principais medidas, destacam-se: o estabelecimento de que o ônus da crise não deve recair sobre trabalhadores e países pobres; o dinheiro público não deve ser usado para salvar bancos da bancarrota, mas para manter os mercados que geram empregos e renda; a defesa da soberania internacional e a não-permissão de favorecimento de países desenvolvidos com a alienação de recursos de países emergentes; e o combate ao protecionismo econômico [ !?! ].
O representante do Partido Comunista Americano, Libero Della Piana, afirmou que o Encontro foi muito importante pois, segundo ele, o socialismo é uma forte alternativa para solucionar a crise que “o capitalismo criou e não consegue encerrar”. Questionado sobre a influencia da eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, para o movimento comunista, o norte-americano respondeu: “Ele representa duas coisas: primeiro, um reflexo do povo contra o racismo; segundo, a mudança da luta de massas pelo mundo e novas oportunidades. A vitória do Obama traz também novos desafios a que nós teremos de aprender a responder, pois ele não conseguirá fazer nada sozinho. Mas só a vitória dele já representa o fim da política de Bush e novas oportunidades”.
O boliviano Marcos Domit, representante do Partido Comunista da Bolívia, ressaltou, por sua vez, que a integração cada vez maior entre os governos da América Latina é essencial para promover políticas de esquerda em todo o mundo. Segundo ele, a boa relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidentes do Brasil e da Bolívia respectivamente, é muito importante porque mostra que há interesses comuns em todo o continente. “Lula teve uma atitude muito boa porque se opôs às atitudes que os partidos de direita queriam que ele tomasse, por exemplo, quando parte dos bens da Petrobras foram nacionalizados”, afirmou Domit. Os reflexos da crise em países desenvolvidos também foi um dos temas amplamente discutidos durante o evento. Ângelo Alves, membro do Partido Comunista Português, acredita que “a Europa vai sofrer exatamente aquilo que os Estados Unidos estão a sofrer. Aliás, os mercados financeiros estão em guerra não só nos Estados Unidos, como nos outros países capitalistas. Há uma situação de recessão mundial.” O português alega que a crise já começa a afetar o setor produtivo, como na indústria automobilística. Ele propôs soluções como a priorização de alternativas sociais e a injeção de capitais em áreas que gerem empregos, combatendo uma grave onda de demissões.
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), definiu em poucas palavras o Encontro: “luta por justiça”. O deputado fez uma análise diferente das alternativas que os socialistas podem propor como solução à crise:”Entre os comunistas e o que é possível fazer na crise, agora o mundo inteiro sabe que essa crise é uma das crises cíclicas do capitalismo. Existe organização para colocar o socialismo no lugar? Não, não existe. Então, os partidos, digamos, ou os governos de esquerda ou de centro-esquerda, atuem nos parâmetros dessa realidade”, disse.
América Latina
Pela primeira vez na história do comunismo um evento internacional é sediado na América Latina, José Reinaldo, secretário-geral do PCdoB, partido responsável pela realização do encontro, disse que o local foi escolhido devido “à grande organização e expressão do PCdoB internacionalmente e à ascensão de governos progressistas na América Latina”. A influência dos governos latino-americanos no panorama político mundial foi ressaltada pelos representantes de diversos partidos.
Della Piana mencionou a importância que o Brasil, e principalmente o presidente Lula tem para o movimento comunista. Segundo ele, o Brasil é um país “que superou a escravidão e a ditadura e hoje vem crescendo muito. A influência política do presidente Lula, do PT e também do PC do B, permitiu que o País obtivesse vitórias e mudasse sua dinâmica diante do cenário mundial”.

Êita, agora lascou: em encontro internacional de comunistas realizado em SP, propostas para salvar o capitalismo. Se nem os capitalistas conseguem…

Comunistas discutem propostas para “salvar” países da crise do capitalismo
DCI, 25.11.08
SÃO PAULO – A atual crise financeira mundial foi o tema central do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. Ao final do Encontro foi redigida a “Proclamação de São Paulo” [ OPS!! Cuidado! Muita atenção aqui: não é "Foro de São Paulo", heim? ], na qual ficaram estabelecidas propostas que serão encaminhadas aos 55 governos dos países representados pelos 65 partidos comunistas participantes. Dentre as principais medidas, destacam-se: o estabelecimento de que o ônus da crise não deve recair sobre trabalhadores e países pobres; o dinheiro público não deve ser usado para salvar bancos da bancarrota, mas para manter os mercados que geram empregos e renda; a defesa da soberania internacional e a não-permissão de favorecimento de países desenvolvidos com a alienação de recursos de países emergentes; e o combate ao protecionismo econômico [ !?! ].
O representante do Partido Comunista Americano, Libero Della Piana, afirmou que o Encontro foi muito importante pois, segundo ele, o socialismo é uma forte alternativa para solucionar a crise que “o capitalismo criou e não consegue encerrar”. Questionado sobre a influencia da eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, para o movimento comunista, o norte-americano respondeu: “Ele representa duas coisas: primeiro, um reflexo do povo contra o racismo; segundo, a mudança da luta de massas pelo mundo e novas oportunidades. A vitória do Obama traz também novos desafios a que nós teremos de aprender a responder, pois ele não conseguirá fazer nada sozinho. Mas só a vitória dele já representa o fim da política de Bush e novas oportunidades”.
O boliviano Marcos Domit, representante do Partido Comunista da Bolívia, ressaltou, por sua vez, que a integração cada vez maior entre os governos da América Latina é essencial para promover políticas de esquerda em todo o mundo. Segundo ele, a boa relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidentes do Brasil e da Bolívia respectivamente, é muito importante porque mostra que há interesses comuns em todo o continente. “Lula teve uma atitude muito boa porque se opôs às atitudes que os partidos de direita queriam que ele tomasse, por exemplo, quando parte dos bens da Petrobras foram nacionalizados”, afirmou Domit. Os reflexos da crise em países desenvolvidos também foi um dos temas amplamente discutidos durante o evento. Ângelo Alves, membro do Partido Comunista Português, acredita que “a Europa vai sofrer exatamente aquilo que os Estados Unidos estão a sofrer. Aliás, os mercados financeiros estão em guerra não só nos Estados Unidos, como nos outros países capitalistas. Há uma situação de recessão mundial.” O português alega que a crise já começa a afetar o setor produtivo, como na indústria automobilística. Ele propôs soluções como a priorização de alternativas sociais e a injeção de capitais em áreas que gerem empregos, combatendo uma grave onda de demissões.
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), definiu em poucas palavras o Encontro: “luta por justiça”. O deputado fez uma análise diferente das alternativas que os socialistas podem propor como solução à crise:”Entre os comunistas e o que é possível fazer na crise, agora o mundo inteiro sabe que essa crise é uma das crises cíclicas do capitalismo. Existe organização para colocar o socialismo no lugar? Não, não existe. Então, os partidos, digamos, ou os governos de esquerda ou de centro-esquerda, atuem nos parâmetros dessa realidade”, disse.
América Latina
Pela primeira vez na história do comunismo um evento internacional é sediado na América Latina, José Reinaldo, secretário-geral do PCdoB, partido responsável pela realização do encontro, disse que o local foi escolhido devido “à grande organização e expressão do PCdoB internacionalmente e à ascensão de governos progressistas na América Latina”. A influência dos governos latino-americanos no panorama político mundial foi ressaltada pelos representantes de diversos partidos.
Della Piana mencionou a importância que o Brasil, e principalmente o presidente Lula tem para o movimento comunista. Segundo ele, o Brasil é um país “que superou a escravidão e a ditadura e hoje vem crescendo muito. A influência política do presidente Lula, do PT e também do PC do B, permitiu que o País obtivesse vitórias e mudasse sua dinâmica diante do cenário mundial”.

Êita, agora lascou: em encontro internacional de comunistas realizado em SP, propostas para salvar o capitalismo. Se nem os capitalistas conseguem…

Comunistas discutem propostas para “salvar” países da crise do capitalismo
DCI, 25.11.08
SÃO PAULO – A atual crise financeira mundial foi o tema central do 10º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, realizado entre os dias 21 e 23 de novembro, em São Paulo. Ao final do Encontro foi redigida a “Proclamação de São Paulo” [ OPS!! Cuidado! Muita atenção aqui: não é "Foro de São Paulo", heim? ], na qual ficaram estabelecidas propostas que serão encaminhadas aos 55 governos dos países representados pelos 65 partidos comunistas participantes. Dentre as principais medidas, destacam-se: o estabelecimento de que o ônus da crise não deve recair sobre trabalhadores e países pobres; o dinheiro público não deve ser usado para salvar bancos da bancarrota, mas para manter os mercados que geram empregos e renda; a defesa da soberania internacional e a não-permissão de favorecimento de países desenvolvidos com a alienação de recursos de países emergentes; e o combate ao protecionismo econômico [ !?! ].
O representante do Partido Comunista Americano, Libero Della Piana, afirmou que o Encontro foi muito importante pois, segundo ele, o socialismo é uma forte alternativa para solucionar a crise que “o capitalismo criou e não consegue encerrar”. Questionado sobre a influencia da eleição do novo presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama, para o movimento comunista, o norte-americano respondeu: “Ele representa duas coisas: primeiro, um reflexo do povo contra o racismo; segundo, a mudança da luta de massas pelo mundo e novas oportunidades. A vitória do Obama traz também novos desafios a que nós teremos de aprender a responder, pois ele não conseguirá fazer nada sozinho. Mas só a vitória dele já representa o fim da política de Bush e novas oportunidades”.
O boliviano Marcos Domit, representante do Partido Comunista da Bolívia, ressaltou, por sua vez, que a integração cada vez maior entre os governos da América Latina é essencial para promover políticas de esquerda em todo o mundo. Segundo ele, a boa relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, presidentes do Brasil e da Bolívia respectivamente, é muito importante porque mostra que há interesses comuns em todo o continente. “Lula teve uma atitude muito boa porque se opôs às atitudes que os partidos de direita queriam que ele tomasse, por exemplo, quando parte dos bens da Petrobras foram nacionalizados”, afirmou Domit. Os reflexos da crise em países desenvolvidos também foi um dos temas amplamente discutidos durante o evento. Ângelo Alves, membro do Partido Comunista Português, acredita que “a Europa vai sofrer exatamente aquilo que os Estados Unidos estão a sofrer. Aliás, os mercados financeiros estão em guerra não só nos Estados Unidos, como nos outros países capitalistas. Há uma situação de recessão mundial.” O português alega que a crise já começa a afetar o setor produtivo, como na indústria automobilística. Ele propôs soluções como a priorização de alternativas sociais e a injeção de capitais em áreas que gerem empregos, combatendo uma grave onda de demissões.
O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), definiu em poucas palavras o Encontro: “luta por justiça”. O deputado fez uma análise diferente das alternativas que os socialistas podem propor como solução à crise:”Entre os comunistas e o que é possível fazer na crise, agora o mundo inteiro sabe que essa crise é uma das crises cíclicas do capitalismo. Existe organização para colocar o socialismo no lugar? Não, não existe. Então, os partidos, digamos, ou os governos de esquerda ou de centro-esquerda, atuem nos parâmetros dessa realidade”, disse.
América Latina
Pela primeira vez na história do comunismo um evento internacional é sediado na América Latina, José Reinaldo, secretário-geral do PCdoB, partido responsável pela realização do encontro, disse que o local foi escolhido devido “à grande organização e expressão do PCdoB internacionalmente e à ascensão de governos progressistas na América Latina”. A influência dos governos latino-americanos no panorama político mundial foi ressaltada pelos representantes de diversos partidos.
Della Piana mencionou a importância que o Brasil, e principalmente o presidente Lula tem para o movimento comunista. Segundo ele, o Brasil é um país “que superou a escravidão e a ditadura e hoje vem crescendo muito. A influência política do presidente Lula, do PT e também do PC do B, permitiu que o País obtivesse vitórias e mudasse sua dinâmica diante do cenário mundial”.

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