ENCALHE

março 24, 2008

Suposto esquema de fraudes em licitações em município do Grande ABC.

O caso – O empresário Antônio José Cressoni, do ramo de construção civil, denunciou falhas nos processos de licitações públicas abertos pela Prefeitura de São Caetano, entre obras impossíveis de serem realizadas, pagas e não feitas e outras que nem constaram no cronograma das Administrações Dall´Anese e Tortorello.
Cressoni começou a receber obras da Administração desde que cedesse 10% do valor a um fundo de reserva (25% em obras da Secretaria da Saúde), uma espécie de garantia. Ficou acertado que depois de dois anos o montante seria devolvido, o que, segundo Cressoni, não aconteceu.
José Gaino é acusado de ser o responsável por gerenciar esse fundo de reserva, enquanto Cláudio Demambro foi ouvido por ser um dos homens de confiança da Prefeitura na época. Já o padre Geraldo Voltolini, que teria apresentado Cressoni à pessoas da Prefeitura, disse, em depoimento, não conhecer o empresário.
Máquina favorável freia qualquer CPI, diz Cressoni
22/03/08
Empreiteiro garante que tem de receber cerca de R$ 16 milhões de pagamentos
Empresário do ramo da construção civil, Antonio José Cressoni, 51 anos, diz que a partir de 1996 foi obrigado a depositar 15% do valor de obras que executava para a Prefeitura de São Caetano a um fundo de reserva da Administração, sob o argumento de que teria o dinheiro devolvido. Naquela época, a Diretoria de Saúde, que tinha como titular o atual prefeito José Auricchio Júnior (PTB), aumentava o valor para 25%. Recentemente, ao assistir a falência de sua empresa, Cressoni denunciar um esquema fraudulento de licitações na Prefeitura, que também inclui outros nomes como o ex-prefeitos daquele período, José Dall´Anese e Luiz Tortorello.
ABCD MAIOR – De onde surgiram as denúncias?
José Cressoni – O José Gaino me deu um apartamento no Guarujá como garantia de que eu receberia o dinheiro que deveria estar no Fundo de Reserva, mas como não foi feito um contrato sério, ele tentou a reintegração de posse do imóvel. Na época, eu entrei com uma interpelação na Justiça para impedir que me tomassem o apartamento, e nesse documento o promotor da Justiça encontrou o caminho da corrupção.
ABCD MAIOR – O senhor realizou obras particulares para funcionários da Prefeitura?
Cressoni – Sim. Eu tinha que fazer, se eu não fizesse eu perdia as licitações. E na época já não podia abandonar as obras, eles me deviam – e devem – muito dinheiro. Cheguei a fazer obras nas lojas da esposa do José Gaino, que era responsável pelo fundo de reserva, e várias reformas na casa do Pádua ( assessor especial da Prefeitura na gestão Tortorello ).
ABCD MAIOR - O senhor era responsável por obras em quase todas as diretorias de São Caetano, inclusive na de saúde, que na gestão do ex-prefeito Luiz Tortorello, o diretor era o atual prefeito, José Auricchio Júnior. Como era a relação dos diretores com o esquema?
Cressoni – Eles não deliberavam nenhuma obra, nem faziam o pedido de uma construção específica. Mas todos sabiam o que estava se passando, eles assinavam os projetos. Qual é o secretário ou diretor que não sabe para onde vai a verba liberada para a sua área? Todos sabiam.
ABCD MAIOR – Como funcionava o Fundo de Reserva?
Cressoni – Fiz um acordo com a Administração, de que entre 10% e 15% da verba de cada obra iriam para um fundo. Caso ocorresse algum acidente de trabalho ou problema com as obras, o dinheiro seria usado. Ou então, seria devolvida a mim na conclusão das construções. No entanto, esse dinheiro nunca voltou para mim. Dá em torno de R$ 16 milhões o que teria ido para o Fundo.
ABCD MAIOR – Os vereadores oposicionistas Edgar Nóbrega (PT) e Horácio Neto (P-Sol) têm o interesse de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito na casa. O que o senhor pensa sobre esse tipo de apuração?
Cressoni – Não acho que ninguém dentro da Prefeitura, inclusive o nosso prefeito, esteja acima do bem e o do mal. Se o Ministério Público não tem propriedade para pegar esse pessoal, alguém tem que ter. Eu estive na câmara a favor de uma CPI, não só para responder à sociedade, mas para se esgotar as possibilidades de apuração. A pessoa com a máquina a seu favor, cada vez mais segura esse tipo de apuração. O que vemos hoje em São Caetano é um continuísmo da política do Luiz Tortorello.
Oposição está indiferente a depoimentos no caso Cressoni
19/03/08
Edgar Nóbrega e Horácio Neto aguardam Ministério Público no caso Cressoni
Após o ex-diretor de Obras de São Caetano, José Gaino, negar as próprias assinaturas e a contratação direta do empresário Antônio José Cressoni, outro investigado, o ex-homem forte da Prefeitura na gestão Dalla´Anese (1993/96), Cláudio Demambro, preferiu nada falar no tribunal. A “lei do silêncio” dos depoentes causa indiferença entre os vereadores de oposição na cidade.
Atual presidente do PSDB em São Caetano, Demambro está envolvido nas acusações de dispensa de licitação e falsificação de documentos do Caso Cressoni, que investiga fraudes na contratação de empresas para realização de obras públicas na cidade.
Para a oposição na Câmara dos Vereadores, que pede, em vão, a abertura de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na casa, tais posturas nos depoimentos ao Ministério Público já eram esperadas.
“Gaino está em contradição. Mas a apuração está na reta final, estamos acompanhando como vereador e esperamos que algo seja concretizado em breve”, afirmou Horácio Neto (Psol).
Já Edgar Nóbrega preferiu mostrar indiferença às palavras de Gaino ou ao silêncio de Demambro. “Pouco me importa o que diz um ou outro. Tem gente aí que já deveria estar presa. Me importa a sociedade.”, disse.
ABCD Maior

setembro 14, 2007

Alvo não era Renan, mas empreiteira, diz assessor parlamentar. O imprensalão saberia disso?

Durante as décadas de 70 e 80, um dos trabalhos básicos das Comunidades Eclesiais de Base era a educação política. No contexto dessa reflexão, um dos temas mais recorrentes era “ética e política”. Gastamos muito cérebro, muito papel, muito tempo na tentativa de construir uma outra qualidade na política brasileira.
Naquele momento da história, diante da receptividade de certos partidos e lideranças ao tema, nos parecia que realmente estávamos avançando. Quando hoje vemos “velhos companheiros” perdidos nas velhas práticas da corrupção, a tentação é dizer que novamente fracassamos. Para falar a verdade, em grande parte realmente fracassamos.
Por que Renan? Um assessor parlamentar nos dizia que o caso era obscuro, mas que realmente o objeto da destruição não era Renan, mas a empreiteira que o financiava. Portanto, na guerra das empreiteiras disputando o PAC, alguém resolveu combater sua concorrente expondo suas maracutaias. Sobrou para Renan.
É provável que haja outros motivos, mas não é possível visualizar nesse fato nenhuma intenção real de melhorar a ética da política brasileira. Em que ele é diferente de tantos outros? Talvez no corte do cabelo. E, por hora, escapou, embora politicamente ferido de morte.
A questão fundamental é que se tornou conveniente atacar os corruptos. Os corruptores, aqueles que detêm o poder da grana, que almoçam e jantam a nação brasileira, apenas aguardam o desfecho para ver quem será o próximo subornável. Será facilmente encontrável.
Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.
Correio da Cidadania
13/09/07

julho 19, 2007

Gautama: só para registro

Filed under: empreiteiras, Gautama — Humberto @ 12:28 am
No DIA ( não tenho a data ) saiu que, de acordo com o Contas Abertas, obras com participação da Construtora receberam R$ 510 milhões, de 1998 a 2006.
Na Folha de 16 de Julho, com dados da CGU, um levantamento contabiliza as empreiteiras que mais receberam verbas da União, em obras licitadas, no ano de 2006. A Gautama ficou em 46º. lugar, com R$ 19,9 milhões. A primeira colocada foi a SPA Engenharia, com 249 milhões.

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