ENCALHE

setembro 3, 2007

Qualidade total: o uso de jargões corporativos e gerenciais redundam em produtividade vocabular com foco na apelação a termos inócuos.

Filed under: empreendedorismo, gestão, trabalho e labuta — Humberto @ 10:49 pm
Jogo dos 10 erros: Localize, no curto texto abaixo, quantas vezes aparece a palavra “produtividade” que, suponho, não queira dizer nada. É que nem “gestão”, “de qualidade”, “as empresas”, “os investidores” ou mesmo “investimento”. De tanto usarem a palavra ou expressões, elas acabam perdendo seu significado. Lembrem-se da moral da história da “Roupa nova no imperador”… Quanto a esse palavrear, só mesmo indicado para quem leva a sério a revista Exame.
Produtividade caiu no Brasil em 25 anos, diz OIT
A produtividade dos trabalhadores brasileiros caiu nos últimos 25 anos, e ficou ainda mais distante da registrada nos países desenvolvidos, atesta um relatório divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta segunda-feira.
Em 1980, um trabalhador no Brasil produzia em valor agregado o equivalente a US$ 15,1 mil por ano para a economia. Em 2005, esse valor caiu para US$ 14,7 mil.
Segundo os dados da OIT, a produtividade do país em 2005 ficou atrás da registrada em vizinhos sul-americanos, como o Chile (US$ 30,7 mil), a Venezuela (US$ 26,1 mil), o Uruguai (US$ 25,4 mil) e a Argentina (US$ 24,7 mil).
Além disso, distância entre a produtividade no Brasil e nos países desenvolvidos aumentou, especialmente na indústria: em 1980, a produtividade industrial equivalia a 19% da americana, tida como base para comparações.
Em 2005, essa relação havia caído para 5%, diz a OIT, dado que a produtividade do trabalhador brasileiro no setor industrial era de US$ 5,7 mil, contra US$ 104,6 mil do trabalhador americano.
Se considerados todos os setores da economia, a produtividade do trabalhador brasileiro (US$ 14,7 mil) também fica atrás da do trabalhador americano (US$ 63,9 mil em 2006).
EUA
Os americanos são referência para a OIT justamente porque lideram o ranking das economias mais produtivas. Ficaram bem à frente do segundo lugar, a Irlanda (US$ 55,9 mil), e do terceiro, Luxemburgo (US$ 55,6 mil).
A organização explicou que esta vantagem dos EUA em relação aos outros países se deve às longas jornadas trabalhadas no país.
Entretanto, a duração da jornada não é o principal fator a determinar a produtividade de uma economia, e sim uma combinação eficiente de capital, trabalho e tecnologia.
Se a medição da produtividade for por hora, a Noruega fica em primeiro lugar no ranking. Um trabalhador norueguês produz US$ 37,99 a cada hora trabalhada, à frente dos seus colegas americanos (US$ 35,63) e franceses (US$ 35,08).
Nos países em desenvolvimento, destacou a OIT, a falta de investimentos em formação e capacitação de pessoal, equipamentos e tecnologia acaba levando a uma “subutilização do potencial da mão-de-obra no mundo”.
“Centenas de milhões de mulheres e homens trabalham duro por longas horas, mas sem as condições que permitiriam a eles e a suas famílias superar a pobreza ou o risco de tornar-se cada vez mais pobres”, explicou o diretor da OIT, Juan Somavia.
“Uma agenda internacional de desenvolvimento precisa considerar como uma prioridade o aumento do potencial produtivo dessas pessoas, para liberar capacidades que hoje são subutilizadas.”
Ásia
Outro ponto destacado no documento foi o avanço dos países do Leste Asiático, que produzem hoje o dobro do que produziam há dez anos. A região foi a que registrou mais aumentos no mundo.
Na China, a produtividade da indústria em 1980 equivalia a 5% do nível americano. Em 2005, essa relação passou a 12%.
Há dois anos, um trabalhador chinês produzia por ano o equivalente a US$ 9,8 mil.
A Coréia do Sul, que vem elevando sua produtividade a uma taxa de 4,8% ao ano há 25 anos, viu este indicador em relação ao dos Estados Unidos passar de 28% para 68% entre 1980 e 2005.
O artigo é da BBC Brasil, mas eu li no Globo Online, que não deixa copiar. Tempo de sobra para forrar um texto de jargonismo de gestor em empresas, mas não informa muito quanto ao significado ou importância da informação dada, como chegaram nesses números, a questão do valor agregado e em que isso implica, o real sentido disso para o trabalhador e – principalmente – se é realmente de seu interesse.
Não que eu me importe muito com o “problema” da “produtividade” do trabalhador brasileiro – cortadores de cana, por exemplo? – mas, jargonismo reduntante à parte, por que será que, toda vez que eu escuto algo a respeito da propalada “produtividade”, o que mais me vem à mente, é aumento de horas de trabalho, direitos retirados e “corte de custos”? Bom, uma coisa eu tenho que reconhecer: não foi ignorado pelo autor do artigo o fato de que milhões de pessoas no mundo trabalham duro e em jornadas de muitas horas.
O problema é saber se o cara lamenta isso ou se está, na verdade, comemorando a otimização dos custos, o realinhamento de despesas e focalizando o retorno e a distribuição de lucros aos acionistas.

agosto 30, 2007

Cuidado quando a palavra "água" vem acompanhada de "importância estratégica" e "segmento industrial". Empreendedores focados em LUCROS discutem o tema

Filed under: água, danos ambientais, empreendedorismo, investidores, recursos hídricos — Humberto @ 5:33 pm
ÁGUA SUBTERRÂNEA TEM IMPORTANCIA ESTRATÉGICA NO SEGMENTO INDUSTRIAL
É fato que a água é um insumo básico à atividade industrial e seu custo pesa cada dia mais no resultado das empresas, do manejo ao uso final, pelos constantes ajustes na legislação ambiental. Por isso, empresas de todos os segmentos, em todas as regiões do país, fazem as contas e se mobilizam na busca de alternativas e soluções para reduzir custos e evitar impactos nas atividades com a falta ou escassez de água. Uma dessas alternativas são os mananciais subterrâneas, que a cada dia estão ganhando importância estratégica para o abastecimento industrial.
Entretanto, é preciso uma utilização adequada deste recurso alternativo, sempre seguindo os procedimentos e cuidados quando da perfuração de poços tubulares, os chamados poços artesianos. A indústria vem se conscientizando dessa necessidade de exploração racional dos mananciais subterrâneos, significativamente mais vulneráveis e de difícil recuperação quando contaminados.
A ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas –, buscando a proteção, controle e preservação desses mananciais, a partir de 2003, desenvolveu um programa de qualificação e credenciamento de empresas de perfuração de poços tubulares e serviços relacionados com esta atividade. Com essa iniciativa, as empresas de perfuração de poços, através de um selo de credenciamento, estão aptas a atuar e forma correta e idônea no atendimento dos usuários que demandam essa fonte de captação d’água.
ENCONTRO NACIONAL PROMOVIDO PELA ABAS
A utilização das águas subterrâneas no segmento industrial é um dos assuntos a serem discutidos no XV ENCONTRO NACIONAL DE PERFURADORES DE POÇOS e o I SIMPÓSIO DE HIDROGEOLOGIA DO SUL-SUDESTE, promovidos pela Associação Brasileira de Águas Subterrâneas – ABAS, que acontecerá em Gramado-RS, de 28 a 31 de outubro próximo. “Água Subterrânea – fonte segura de abastecimento” e “Tecnologia, comercialização e qualidade na construção de poços artesianos”, são temas a serem abordados no evento que pretende contribuir para que a atividade de construção de poços seja mais qualificada e mais dinamizada, tanto a atividade direta como todas as atividades de suporte. Nos debates, além dos aspectos técnico-científicos, serão abordadas todas as implicações da legislação sobre a gestão de águas subterrâneas.
XV Encontro Nacional de Perfuradores de Poços
I Simpósio de Hidrogeologia do Sul-Sudeste
Feira de Produtos e Serviços
28 a 31 de outubro de 2007 – 8h30min às 20 horas
Hotel Serrano – Av. das Hortências, 1480 – Gramado – RSA
Feira é aberta para visitação
Informações: Acqua Consultoria
Fone: (11) 3522.8164
E-mail: xvperfuradores@acquacon.com.br
Website: www.acquacon.com.br/xvperfuradores
COM MAIS COMUNICAÇÃO – Assessoria de Comunicação
Jornalistas Luís Afonso Rech (Reg.Prof. 5825) e Rita de Cássia Rocha Lopes (Reg.Prof. 8446)Fones: (51) 3341.2058 / (51) 9845.1573 / (51) 9648.1922– E-mail: commais.comunicacao@terra.com.br
Pauta postada em: 29/08/2007
do COMUNIQUE-SE

agosto 13, 2007

"Dava" emprego, pagava alta carga tributária e impostos sem haver contrapartida do Estado, mas não teve jeito!!!

Diretor de fábrica chinesa da Fisher-Price se suicida

PEQUIM (AFP) – O diretor da fábrica chinesa Lee Der Industrial, suspeita de ter produzido quase um milhão de brinquedos com tinta tóxica para a americana Fisher-Price, se suicidou no último sábado, informou nesta segunda-feira um jornal local.
Zhang Shuhong foi encontrado sem vida em um depósito da fábrica, informou o Southern Metropolis, citando um porta-voz da empresa.
A fábrica Lee Der Industrial, na província de Guangdong, fabricou recentemente os brinquedos retirados pela Fisher-Price ( grupo Mattel ) porque eram suspeitos de terem sido tingidos com uma pintura à base de chumbo, muito perigosa se ingerida.
O recall, que abrangeu 967.000 brinquedos, ganhou as primeiras páginas do mundo porque envolvia figuras muito populares como “Dora, a exploradora” e s personagem das série educativa infantil “Vila Sésamo”.
Na semana passada, as autoridades chinesas suspenderam as exportações da Lee Der, assim como de uma fábrica no sul, cujos brinquedos são suspeitos de ter o mesmo problema.
Segundo o jornal do Cantão, que cita funcionários, Zhang foi particularmente afetado pelo escândalo porque o provedor da pintura era amigo seu.
O homem, originário de Hong Kong, foi encontrado com marcas no pescoço, afirmou o jornal, sem dar mais detalhes sobre a morte.
13/08/2007

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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