ENCALHE

maio 31, 2009

Greve: professores aprovam calendário de mobilização contra os PLCs 19 e 20

Nova assembleia acontecerá às 14 horas da próxima quarta-feira, 3, no estacionamento da Assembleia Legislativa (Alesp); professores também participarão da Audiência Pública que discutirá os projetos de lei.
Reunidos em assembleia na Praça da República, cerca de cinco mil professores aprovaram por unanimidade a discordância em relação aos Projetos de Lei Complementar 19 e 20 e o calendário de mobilização contra mais estas medidas autoritárias do governo José Serra. Como havia dois encaminhamento parecidos, a mesa diretora propôs um acordo e os professores aprovaram greve a partir da próxima quarta-feira, 3, com a realização de nova assembleia no estacionamento da Assembleia Legislativa, a partir das 14 horas; na mesma data, a partir das 14h30, haverá audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek da Alesp justamente para discutir os projetos de lei.
Diante da importância do momento, a unificação das propostas visou garantir que saíssemos da assembleia com a aprovação de uma decisão majoritária. Todas nossas assembleias até agora têm sido disciplinadas e obedecendo a vontade da maioria, que tem fortalecido nossa luta contra o governo.
O trabalho de mobilização dos professores neste momento é de extrema importância para derrotarmos o governo e garantirmos a retirada dos projetos da Alesp. Assim temos que assegurar um grande ato na próxima quarta-feira.
Durante a reunião com o secretário da Educação, no dia 12 de maio, a diretoria apresentou todas as discordâncias em relação aos projetos, como a contratação de ACTs por tempo determinado com um prazo de 200 dias para nova contratação. A APEOESP deixou claro que a precariedade para novos temporários é inaceitável, pois vai na contramão de qualquer discurso de melhoria da qualidade da educação, institucionalizando, na prática, a rotatividade dos docentes. E avisou que a categoria poderia aprovar greve. O governo não quer discutir os projetos, e como tem a maioria dos deputados na base governista, manobra para nos impor as novas regras goela abaixo.
Devemos lembrar que 80 mil ACTs conquistaram a estabilidade a partir da Lei 1010/2007, que criou a SPPrev, mas defendemos a estabilidade de todos os professores admitidos em caráter temporário com a realização de concursos públicos classificatórios. Além disso, requeremos a realização da formação continuada em local de trabalho, por isto reivindicamos a jornada prevista na Lei do Piso, ou seja a reserva de 33% da jornada para atividades extraclasse.
Exigimos ainda 27,5% de reajuste salarial para repor as perdas desde 1998, quando entrou em vigor o atual Plano de Carreira, além da incorporação das gratificações – GAM e Gratificação Geral. Estudos do Dieese apontam existir R$ 7 bilhões no caixa do governo. Portanto, há dinheiro para conceder reajuste para a categoria.
Buscando ampliar a mobilização em defesa dos direitos dos professores, a APEOESP veiculará matéria paga nesta segunda-feira, 1º de junho, no intervalo do Jornal da Globo.
Calendário de mobilização
Dia 1º (segunda-feira): Reunião com alunos
Dia 2 (terça-feira): Reunião com pais
Dia 3 (quarta-feira): 14 horas: Assembleia Estadual, no estacionamento da Assembleia Legislativa; 14h30: audiência pública no auditório Juscelino Kubitschek para discutir os Projetos de Lei Complementar 19 e 20
APEOESP, FAX URGENTE nº. 30
30.05.09

"Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente", por Chicão Dois Passos

Sábado, 30 de Maio de 2009
Serra é vaiado por professores em Presidente Prudente
Preste atenção nesta notícia da Agência Estado:
“O governador de São Paulo, José Serra, foi vaiado nesta sexta-feira (29) por professores e servidores da saúde durante uma visita a Presidente Prudente, no interior paulista, para inaugurar obras”. “Durante o discurso, o governador chegou a ser chamado de “ditador” pelos manifestantes. Em resposta aos gritos – de “ditador, ditador” -, Serra ironizava: “Eles são contra a saúde, são contra até os deficientes (referindo-se a projetos que beneficiam deficientes). São de seitas e ‘partidecos’. Nós governamos para toda a população de São Paulo. Não somos de ‘trololó’”, disse Serra”.
“Ele não negocia nem paga o dissídio dos professores desde 2006. Não repassa nem a inflação acumulada e não discute o reajuste salarial com os professores”, acusou Agripino Miguel Costa, conselheiro regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp)”. “Os professores querem reajuste salarial de 27,5%, enquanto os servidores da Saúde pedem reposição salarial de 47%. No começo da noite de hoje os professores estaduais decidiram entrar em greve a partir de quarta-feira”.
Desde 2006 os professores estaduais não recebem nem o “aumento” referente a inflação acumulada. É muito tempo.
Imagine se fosse você?
Isto significa que o salário dos professores de São Paulo está ficando cada dia mais DEFASADO.
A diferença entre o que o governo do estado paga e a cidade de Valinhos, SP, paga chega a ser MAIS QUE O DOBRO. Alguns anos atrás não chegava a tanto.
A questão é política: quanto mais economiza com a NÃO educação, mais sobra para obras. Nesta visão política mesquinha nada vale manter ou reformar escolas, nem vale nada pagar condignamente os professores. O que vale é fazer uma ponte, com muita propaganda. Na saúde é a mesma coisa. Os hospitais estaduais que JÁ EXISTEM estão sendo sucateados MAIS AINDA. Há pouquíssimo investimento no que já existe. Equipamento médicos destes hospitais ou estão quebrados ou demoram uma eternidade para serem consertados. Bons e experientes profissionais pedem demissão e são contratados recém-formados, com isto o nível cai.
Voltando para a educação: quando o governo do estado NÃO contrata professores (dizem: vamos, contratar – sempre no futuro, esperando chegar o finalzinho da gestão) ele ECONOMIZA muito dinheiro. Um professor é barato. Dezenas de milhares de professores É CARO. Além de caros, contratar dezenas de milhares de professores impacta as estatísticas conservadoras que apregoam que deve haver poucos funcionários públicos. Eles, os conservadores, até elogiam o FHC por ter deixado milhões de adolescentes e universitários sem aulas POR ANOS. Esta situação política péssima é avalizada por grandes parcelas da classe média. São pessoas que repetem o discurso conservador e jogam pedras em quem contrata professores e tecem loas a que tem uma “ótima estatística”.Portanto, o dinheiro economizado da NÃO contratação de professores e NÃO reajuste de salário dos professores pelo governo do estado, servem para colocar um pouco mais de concreto no nosso estado. ( Economizando com a NÃO educação ) Enquanto isto a educação de São Paulo, que é o ESSENCIAL, fica relegada à um conjunto de ESCÂNDALOS que parece não ter fim.
E o futuro do Brasil se dissolve na sacanagens de políticos e na falta de consciência da população.
PS: Estive pensando: se os professores não tiveram nem a reposição da inflação e os médicos e enfermeiros tiveram aumentos medíocre, quais categorias tiveram grandes aumentos salariais para a folha de pagamento do governo ter subido 25%.
Da Folha de SP: “Candidato mais bem colocado nas pesquisas à sucessão de Lula, o tucano José Serra responde por um aumento de 25% da folha paulista até o ano passado, praticamente empatado com os 26,2% do petista. No governo mineiro, do também potencial candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves, a alta é de 33,2%

Livro de sacanagem é o de menos: escolas estaduais do governo Serra são "faxinadas" por alunos, e até por merendeiras!! Que lixo!

Escolas do estado sem faxina: Entre uma aula e outra, uma “varridinha no chão”
Pais de alunos da rede estadual de ensino estão indignados com a falta de equipes de limpeza nas escolas. Conforme a Folha apurou, o problema persiste há meses e a Secretaria de Estado da Educação não resolve o impasse. Não faltam denúncias de que os alunos estão ‘colaborando’ com a faxina nas salas de aula e que as merendeiras também se revezam entre o preparo da comida e a limpeza.
“Não mando minha filha para a escola para ‘aprender’ a limpar a carteira, varrer o chão da classe e sabe mais o quê estão tendo que fazer. Ouvi dizer que os alunos tiveram que lavar o ginásio para conseguir ter aula. Um absurdo”, comenta o pai de uma aluna da EE República do Paraguay, na Vila Prudente. Na última quarta-feira, dia 27, a reportagem da Folha foi até a porta da escola e ouviu de funcionários que depois de muito tempo sem uma equipe de limpeza (“meses“, conforme algumas mães), ‘naquele dia, haviam aparecido três moças’. Número que até as crianças consideram insuficiente. “A escola é muito grande e está suja.
“Vai precisar de mais”, comenta uma garota que deixava o turno da manhã. A colega dela assumiu que limpa a classe: “A professora pede para a gente varrer o chão e passar pano nas mesas para deixar tudo limpinho para a turma que vai entrar depois”. [ Nota deste blog: esta última sentença "A professora pede..." será a deixa para a Secretaria desviar o assunto; apesar das descrições sobre as condições ruins serem várias, é fácil prever que a nota lacônica da Secretaria - caso venha alguma, claro - dirá que "professor não tem autorização e nem prerrogativa para mandar alunos fazerem faxina ]
Em outra grande escola da Vila Prudente, a EE Julia Macedo Pantoja, o número de funcionários voltados à limpeza da ampla unidade não passa de três, segundo professores. “Os contratados foram mandados embora, tinha uma cooperativa que também parou e as pessoas não foram recolocadas em número suficiente.
As condições de limpeza são críticas mesmo”, assume um deles. “Como fica a questão da higiene, principalmente nos banheiros?”, indaga uma mãe. Na Mooca, a Folha já começou a receber queixas de pais de alunos da EE Profº José Heitor Carusi. De acordo com eles, o contrato dos inspetores de alunos e dos faxineiros terminava ontem e não havia notícia da contratação de outras equipes. “Como vão manter uma escola sem limpeza? E os inspetores que ficam nos portões nos horários de entrada e saída, não vão fazer falta também? Engraçado que os governantes [ sic ] adoram aparecer na TV falando que está tudo funcionando bem, a realidade é muito diferente”, comenta um pai.
[ Nota deste blog: "Governantes" o cacete! Quem tá gastando os tubos em propaganda para dizer que tudo vai bem - além de ser o responsável direto pelas escolas estaduais - é o sr. José Serra ( e a sua bancada na ALESP ). Que, aliás, foi muito bem votado na região. Ele e o Kassab. Antes deles, quem dava de lavada aqui era o Maluf, o Jânio também. Pensando melhor... quer saber? Aprendam a votar, porra!! ]
A reportagem procurou, por telefone e e-mail, a Secretaria de Estado da Educação, mas, não obteve explicações até o fechamento desta matéria. ( Publicado no jornal Folha de Vila Prudente, 29.05.09 )

maio 15, 2009

Os professores levam mais uma paulada do Governo de São Paulo

Do site e-ducador
14 de Maio de 2009
No dia 6 de maio ficamos sabendo que o Estado de São Paulo abrirá 50.000 cargos efetivos para professores da rede estadual e criará a jornada de trabalho de 40 horas, permitindo ao professor cumprir toda a sua carga horária numa mesma unidade escolar
Fonte: Revista Fórum (13.05.2009)
Nora Krawczyk (*)
Sem dúvida, duas medidas que deixam a nós, os educadores, muito contentes, já que tendem a acabar com o professor temporário e possibilitar que as escolas consolidem uma equipe de trabalho cooperativo de longo prazo e maior envolvimento docente com o projeto pedagógico da escola. Certamente são decisões que propiciam a melhora da qualidade do trabalho escolar. No entanto, as notícias não terminam aí. Para nossa surpresa será criada uma Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo para ‘formar’ os docentes que forem aprovados no concurso. Isto é, só terá direito a dar aulas quem passar no curso de 4 meses na Escola. Portanto, não será suficiente ter sido aprovado no concurso. Estamos frente a uma situação no mínimo esquisita, porque parece que o governo do Estado de São Paulo está abrindo um concurso para selecionar os melhores candidatos no qual nem ele acredita. Ou será que o governo parte do pressuposto de que a formação docente no Brasil é ruim? Ou, ainda, de que os futuros professores da rede paulista precisam de um doutrinamento para poder utilizar ‘corretamente’ as cartilhas no lugar de exercer responsável e criativamente a sua profissão? Não seria mais adequado implementar ações que tornem a profissão docente bem mais atraente o que, sem dúvida, qualificaria a demanda? O que aconteceria se no lugar de inventar mais instâncias de seleção e de enquadramento se pensasse em melhorar os salários e em oferecer condições de trabalho dignas para um profissional que é responsável pela educação de nossas crianças e jovens? Se a motivação real de todas estas mudanças é oferecer melhores condições institucionais para a aprendizagem dos alunos, sem dúvida a implementação de políticas de melhora real das condições de trabalho dos professores permitiriam também a reflexão coletiva sobre alguns aspectos bastante espinhosos, mas necessários para discutir a qualidade do ensino na escola pública. Um deles são os critérios de alocação dos docentes que, frente à necessidade de não dificultar ainda mais a vida do professor, não levam suficientemente em conta as necessidades institucionais e do público alvo. Outra questão é a necessidade de repensar o formato do concurso público para professor de ensino básico. O argumento do governo de São Paulo para a implantação de uma segunda prova de seleção após o curso de qualificação é que a prova administrada no concurso é muito teórica. Nesse caso, pensar na reformulação do concurso para professor de ensino básico de forma que contemple a diversidade de competências necessárias para o bom desempenho docente, tais como conhecimento na área especifica de ensino, dos fundamentos educacionais, competência didática, etc., pode ser um começo de uma tentativa de melhorar as condições de seleção. Por último e mais uma vez a formação continuada volta à tona. A Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo pretende focar a prática num curso massivo de 360 hs. para 10.000 professores no começo e posteriormente 50.000, o que implica que uma parte considerável de carga horária seja oferecida a distância. O debate sobre a deficiente qualidade da educação tem enfatizado a importância da melhora da formação básica e continuada dos docentes de todos os níveis de ensino. Ainda que o êxito da educação escolar é resultado de um processo de múltiplas variáveis e que não pode ser reduzido de forma leviana à responsabilidade do professor, sem dúvida a formação de ‘formadores’ se enfrenta hoje a múltiplos desafios. Mas, também não se pode reduzir de forma leviana estes desafios à necessidade de um mero treinamento que, além de bastante custoso, nada indica que possa chegar a ter um efeito significativo na sua atuação profissional. Além disso, o governo de São Paulo retoma a proposta de submeter os professores temporários, que hoje representam 40% da rede, a uma prova anual. E os que não forem aprovados serão encostados em algum lugar dos estabelecimentos escolares, para não descumprir a lei. Se for verdade que o exemplo educa, sem dúvida a atitude do governo do Estado está dando às novas gerações um péssimo exemplo de respeito aos outros. Mais uma vez os trabalhadores vão carregar nos ombros as conseqüências de políticas públicas antidemocráticas implementadas no Estado de São Paulo nas últimas décadas. Novamente, não seria mais adequado acabar de uma vez com a figura do docente temporário e implementar políticas sistemáticas de aperfeiçoamento profissional no lugar de contaminar o clima escolar com atitudes pouco respeitosas e discriminatórias? Estas e outras medidas compõem o Programa + Qualidade na Escola do Estado de São Paulo que, lamentavelmente, mais uma vez desqualifica a imagem do professor. Como pretender assim que os jovens nos respeitem?
(*) Nora Krawczyk
Professora Doutora da Faculdade de Educação/Unicamp, coordenadora do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Educação (GPPE) na Pós-Graduação da Faculdade de Educação/Unicamp, Pesquisadora do CNPq, co-autora, entre outros livros de “A Reforma Educacional na América Latina nos anos 90: Argentina, Brasil, Chile e México”, editora Xamã, 2008.

maio 10, 2009

Propaganda subliminar tucana em apostila dos professores? Aí já é demais, heim?

Propaganda subliminar tucana
Na Imprensa
IG – Educação e Vestibular
Bandeira de São Paulo vira um tucano em apostilha de professores
Ao apresentar diversos “erros” em sua composição gráfica, o Caderno do Aluno das escolas de São Paulo têm provocado severas críticas ao governo local, porém, os erros vão além.
Entregue anteriormente, o Caderno do Professor, entre outros estranhamentos, traz na capa um detalhe no mínimo curioso, que chamou a atenção de vários professores da rede: em forma de origami, a bandeira do estado – logomarca do governo paulista – ganha um contorno que se assemelha em muito a um tucano. Até aí, nada demais, não fosse o fato de esse famoso pássaro da flora brasileira representar simbolicamente um partido político brasileiro.
Extraído do site da Apeoesp.

( Enviado a este blog por uma pessoa que se identificou como “Gizella Quadros Negrão, Professora”. Eu não consegui descolar a tal imagem para conferir se é verdade ou paranóia – salutarmente justificável, diga-se de passagem… )

abril 22, 2009

Para eDITORA aBRIL, professor bom é aquele que leva FUNK CARIOCA para a sala de aula!

Bom, essa história eu li numa revista estilo “Eu casei com o namorado da minha filha”, chamada Sou+Eu, da editora aBRIL. Essa revista, de apelo popular-feminino tem o costume de pagar pelas histórias que as pessoas enviam, desde algo curioso, até algo como uma simples receita, além de casos “picantes” de suas leitoras. E essa história “Ensino matemática como funk” parece que ganhou R$ 200 pilas, sendo publicada nas páginas desta publicação, mas com a menção ao “Educar para crescer”, uma “iniciativa educacional” da editora aBRIL. E, afim de não ter de copiar da revista, descobri que o site do “Educar…” tem o tal texto. Só que não está como na revista. Foi limada a parte, por exemplo, em que a mestra narra o seguinte:
” ( … ) Subi nas cadeiras e cantei com eles. A animação foi tanta que esqueci que a sala da coordenadora pedagógica ficava embaixo da nossa! De repente, ouço a coordenadora: ‘Cadê a professora desta classe?’. E eu EM CIMA DA CADEIRA COM AS MÃOS NOS JOELHOS…Depois, ela disse que tinha adorado! ( … )”
Entendam o que quiserem. Esse tipo de “iniciativa” é boa, por parte da professora? Se uma professora quiser ensinar, Ciências, por exemplo, o “buraco negro”, talvez já tenha encontrado a fórmula para fazer a “galera” ficar ligada nos ensinamentos. Os alunos poderão fazer aulas em casa sobre isso e aprenderão até Biologia, por tabela.

PEDAGOGIA
Ensino matemática com funk
Rute percebeu que os alunos gostavam do ritmo e, então, passou a criar músicas para ajudá-los a decorar fórmulas
A professora de matemática tentou várias técnicas para ajudar os alunos com fórmulas, inclusive a de colar cartazes na sala, antes de finalmente inventar o funk
A professora Rute Correa Cardua, 30 anos, sempre tentou criar novas técnicas para ajudar os alunos da 8ª série a decorarem fórmulas matemáticas. Ela fazia cartazes, prova oral e até poesia, mas todo esse esforço era em vão. Então, passou a prestar atenção no comportamento dos adolescentes e percebeu que eles se interessavam por música. Mas não era qualquer música: andavam com walkman ou tocadores de MP3 ouvindo funk pela escola. Rute não pensou duas vezes e criou o Funk da Equação do Segundo Grau – mais conhecido como Bhaskara – usando o ritmo da música Glamurosa, do MC Marcinho. “Tomei coragem e cantei para a classe. Foi aquela decepção… Perguntei se eles tinham gostado e responderam: ‘Ah, professora, só o refrão é bom’. Eu pensei: ótimo! O refrão era exatamente a fórmula!”, conta Rute. Ela fez da aula uma verdadeira oficina de música, onde uns cantavam e outros faziam os batuques. Quem passava pela porta, como foi o caso da coordenadora pedagógica, não entendia nada. Mas depois que ficou sabendo do que se tratava, adorou a ideia. Nos outros dias, Rute via os alunos cantando baixinho a música pra lembrar. A coisa se espalhou pela escola, e os alunos da 7ª série iam perguntar se ela ia dar aula para eles no ano seguinte. A professora percebeu que aquilo tinha dado certo e repetiu a dose. “Ver a meninada cantando as músicas me deixava realizada. O mais gratificante aconteceu ano passado, na formatura da turma. Quando me chamaram, todas as 8ªs séries cantaram, ao mesmo tempo, o funk que inventei, como homenagem. Vou levar essa experiência para todas as escolas por onde eu passar!”, completou.
Fórmula de Bhaskara (Em ritmo de Glamurosa, do MC Marcinho)
Matemática pode ser legal
Equações do segundo grau
Também podem ser legais
Se você decorar essa fórmula
Tã… tãrã… tãtã… (3 X)
Xis é igual a menos B
Raiz de delta sobre 2A (Refrão) Everybody! Xis é igual a menos B Raiz de delta sobre 2A (Refrão) E o delta? Como é?
Delta é igual a B ao quadrado Menos quatro AC
Vamos no refrão, galera!

abril 20, 2009

Fundação Victor Civita e o Governo do Estado de SP sempre em parcerias muito proveitosas

MAIS ESPAÇO PARA A EDUCAÇÃO NO RÁDIO
As parcerias entre a FVC e as rádios Bandeirantes e Cultura, iniciadas no ano passado, terão continuidade em 2009. Os contratos com as duas emissoras já foram renovados e os boletins com notícias sobre o mundo da educação podem ser ouvidos no rádio ou via Internet.
NOVO “PROFISSÃO PROFESSOR” ESTRÉIA EM AGOSTO
A série de programas “Profissão Professor” ganha mais uma temporada na TV Cultura [ OBS: Claaaaro...Que surpresa!... ] de São Paulo, com exibição em emissoras de outros estados: Ceará, Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul. Os 13 episódios estão em fase de roteirização e começam a ser gravados em maio, com estréia prevista para agosto.
Em 11 deles, o foco é o trabalho dos vencedores do prêmio Victor Civita – Educador Nota 10 de 2008. Enquanto isso você pode acompanhar a reprise dos programas já exibidos na TV Cultura, todos os sábados às 11 horas. ( Informativo publicado em Nova Escola Gestão Escolar Abril/ Maio, pág. 15 )

Serra compra 220 mil assinaturas da Editora Abril
*ALTAMIRO BORGES
A cumplicidade entre os “barões da mídia” é algo impressionante. Primeiro, as blogs de Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif, entre outros, revelaram que o governo de São Paulo comprou 220 mil assinaturas anuais da Revista Nova Escola, publicada pela Editora Abril – a mesma que produz a Veja, porta-voz dos tucanos e do “império do mal”. Na seqüência, a denúncia chegou ao Congresso Nacional num pronunciamento contundente do deputado Ivan Valente ( PSOL-SP ). Apesar da gravidade do assunto, que pode confirmar o conluio entre o presidenciável tucano e a revista de maior circulação no país, os jornalões e emissoras da televisão evitam abordar o caso.
No seu discurso, o deputado Ivan Valente informou que protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação e a Fundação Victor Civita do Grupo Abril para a distribuição da revista Nova Escola aos docentes da rede oficial. Ele questiona o fato da milionária aquisição ter sido realizada sem licitação pública e do governo estadual ainda ter
repassado à empresa privada os endereços dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, o que é ilegal.
CONTRATO DE R$ 5,7 MILHÕES
“Nenhuma consulta a respeito de qual publicação melhor atenderia às necessidades pedagógicas para o exercício de sua atividade profissional foi feita aos professores. Parece mais razoável que haja assinaturas de vários títulos de revistas, assegurando a maior pluralidade possível de pontos de vista no debate educacional e a livre escolha do professor… Cabe questionar também o porquê do fornecimento do mesmo título para professores de diferentes séries e modalidades, que variam da primeira série do ensino fundamental à terceira do ensino médio. Esta opção deliberada desconsidera as particularidades dos profissionais de educação”, acrescentou o parlamentar.
Segundo a denúncia, o contrato representa quase 25% da tiragem total desta revista e garantiu à empresa R$ 3,7 milhões. “Este, porém, não é o único compromisso existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril. Outro absurdo, que merece ação urgente, é a proposta curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do ensino médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, também da Abril. Cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo, tendo até mesmo publicações adotadas como material didático. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008″.
Para Ivan Valente, o governo tucano tem uma “preferência deliberada pela editora contratada… São claros os indícios de crime contra a administração pública. A assinatura do contrato feriu os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, além do que feriu o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, na medida em que há benefícios para a Fundação Victor Civita e prejuízos aos cofres públicos. É isto que esperamos que o Ministério Público investigue, assim como solicitamos que tome as providências legais cabíveis para fazer cessar imediatamente o pagamento das próximas parcelas do contrato”.
*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e editor da revista Debate Sindical ( Hora do Povo, 17.04.09 )

BÕNUS I: Dados-comoddities

Governo quer vender dados dos paulistas – Folha Online, 04/06/2006
PSDB tem uma forma muito esquisita de lidar com os dados e informações das pessoas. Essa foi na época do “Tiranossaulo”, que não deixou saudades, assim como o então chefe dele.

BÔNUS II: A propaganda é a marca do negócio
Três das quatro revistas semanais ( vEJA, IstoÉ e Época, pois a CARTA CAPITAL ficou de fora ) trazem propaganda do Governo do Estado de SP dizendo maravilhas sobre o “Bônus” ops, perdão, “Embrômus da Educação”. Os valores, segundo o texto, ficariam entre R$ 500 e R$ 15.000. Eles insistem em divulgar estes valores “nababescos”, casando a informação com a imagem de uma professora e uma lousa, visando reforçar ao público a idéia de que os professores ( e somente eles ) recebem o tal “embrômus” e, logo, se alguém recebeu quinze pilas, esse alguém só pode ser um professor. Não fala-se nada sobre dirigentes, diretores, e outros serventes das unidades. Pura manipulação. A peça publicitária ( que, no caso da revista vEJA, aparece no suplemento local vEJA São Paulo, e não no título principal ) não informa qual a agência de propaganda foi responsável por ela.

abril 17, 2009

"A educação na época do ex-ministro Paulo Renato", por Chicão Dois Passos

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato
Discurso do deputado Paulo Renato, “o ético”:
“A banalização da esperteza, do compadrio, do loteamento político é assustadora nos últimos anos. Os episódios se repetem envolvendo desde o aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia para intimidar e constranger adversários políticos”.
Entederam!? “O loteamento político é assutador nos ÚLTIMOS ANOS…”
Quando este elemento foi ministro da educação não realizou NENHUM CONCURSO PÚBLICO para professores de escolas técnicas. Você pode perguntar: e o que acontecia quando um professor pedia demissão, aposentava ou morria?
A resposta é simples: ou ficava sem professor ou CONTRATAVA ALGUM CABO ELEITORAL PARA DAR AULA (OU ALGUM “PROFESSOR” INDICADO POR POLÍTICO).
Ele, Paulo Renato, sucateou as escolas técnicas e deixou um rastro de loteamento político destas escolas como só acontecia na época da ditadura. Nem o governo Sarney ousou fazer o que eles fizeram.
Havia a certeza da impunidade. O ministério público federal estava amordaçado por uma chefia que era chamada de “engavetador geral da nação”. A imprensa conservadora estava preocupada com os seus próprios e bons negócios, o que incluía a proteção a quem é “amigo”. A FHC, o Serra, o Alckmin, o Aécio e o Paulo Renato são “amigos”, portanto devem ser protegidos da verdade.
Outro dia a Miriam Leitão disse que o governo FHC diminuiu em 100 mil o número de funcionários públicos. Falou maravilhas da gestão FHC. Só não disse em quais setores ele diminuiu e de que forma. Ruim, segundo ela, é o Lula que aumentou o número de funcionários públicos.
Este é o discurso conservador. É o discurso da grande aliança conservadora.
Uma parcela signifcativa (dezenas de milhares de cargos) desta redução de funcionários do governo FHC deveu-se a NÃO contratação de professores e técnicos para as escolas técnicas e universidades.
Isto mesmo: o que a Miriam Leitão louva são adolescentes sem aula por falta de professores. Ou adolescentes tendo aulas com “professores” cabo eleitorais; pois como são contratados, NÃO entram no computo geral do número de funcionários públicos.
Tomem muito cuidado! Pessoas anti-éticas como esta senhora e a empresa para a qual trabalha costumam tentar enganar e dominar a mente das pessoas.
Pela sua [ dela, Míriam ] lógica o atual ministro da educação, Ferando Haddad é péssimo, pois está inchando a máquina pública. O pecado: fazer concurso público para preenchimento de vagas de profesores.
Pecado maior: criar dezenas de novas escolas técnicas e novas universidades, com milhares de novas vagas de professores e de gente de apoio. Consequência de tamanha ousadia: aumentar o número de funcionários públicos e aumentar os gastos de custeio. Meus amigos: manter uma escola funcionando, com professores qualificados, material didáticos, laboratórios equipados, etc, é caro e é um ENORME GASTO DE CUSTEIO.
Por isto, a imprensa conservadora louva o governo FHC (que diminuiu o número de funcionários públicos – agora você sabe a que preço). Por isto, a imprensa detona o atual governo do Brasil que teve a petulância de contratar por concurso público mais de 50 mil professores, técnicos e pessoal de apoio para as escolas e universidades.
Com o concurso público foram para a rua muitos milhares de cabos eleitorais do PSDB/DEM/PPS/PMDB que estavam empregados como professores. Você consegue imaginar uma forma pior de loteamento político?
Este é a forma de agir do Paulo Renato, ex-minstro da educação e atual secretário da educação de São Paulo.
Leia também:
Economizando com a NÃO educação
Governo “bão” é governo pão duro
Investimento, cuidado com os números
Educação: saiba como os conservadores lidam com ela
Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo
PS: agradeço às pessoas que me mandaram emails e me ajudaram a redigir este texto.

abril 16, 2009

REVISTAS QUE O GOVERNO DE SÃO PAULO PODERIA ASSINAR PARA DISTRIBUIR AOS PROFESSORES NO LUGAR DA "NOVA ESCOLA" DA EDITORA ABRIL

CARTA NA ESCOLA – EDITORA CONFIANÇA

CARTA FUNDAMENTAL – EDITORA CONFIANÇA
REVISTA EDUCATIVA – EDITORA MINUANO

REVISTA EDUCAÇÃO – EDITORA SEGMENTO

abril 15, 2009

"Serra compra 220 mil assinaturas da Abril ", por Altamiro Borges

BLOG DO MIRO, 14.04.09
A cumplicidade entre os “barões da mídia” é algo impressionante. Primeiro, as blogs de Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif, entre outros, revelaram que o governo de São Paulo comprou 220 mil assinaturas anuais da Revista Nova Escola, publicada pela Editora Abril – a mesma que produz a Veja, porta-voz dos tucanos e do “império do mal”. Na seqüência, a denúncia chegou ao Congresso Nacional num pronunciamento contundente do deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Apesar da gravidade do assunto, que pode confirmar o conluio entre o presidenciável tucano e a revista de maior circulação no país, os jornalões e emissoras da televisão evitam abordar o caso.
No seu discurso, o deputado Ivan Valente informou que protocolou uma representação junto ao Ministério Público de São Paulo questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação e a Fundação Victor Civita do Grupo Abril para a distribuição da revista Nova Escola aos docentes da rede oficial. Ele questiona o fato da milionária aquisição ter sido realizada sem licitação pública e do governo estadual ainda ter repassado à empresa privada os endereços dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, o que é ilegal.
Contrato de R$ 3,7 milhões
“Nenhuma consulta a respeito de qual publicação melhor atenderia às necessidades pedagógicas para o exercício de sua atividade profissional foi feita aos professores. Parece mais razoável que haja assinaturas de vários títulos de revistas, assegurando a maior pluralidade possível de pontos de vista no debate educacional e a livre escolha do professor… Cabe questionar também o porque do fornecimento do mesmo título para professores de diferentes séries e modalidades, que variam da primeira série do ensino fundamental à terceira do ensino médio. Esta opção deliberada desconsidera as particularidades dos profissionais de educação”, acrescentou o parlamentar. Segundo a denúncia, o contrato representa quase 25% da tiragem total desta revista e garantiu à empresa R$ 3,7 milhões.
“Este, porém, não é o único compromisso existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril. Outro absurdo, que merece ação urgente, é a proposta curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do ensino médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, também da Abril. Cada vez mais, a editora ocupa espaço nas escolas de São Paulo, tendo até mesmo publicações adotadas como material didático. Isso totaliza, hoje, cerca de R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada, considerado apenas o segundo semestre de 2008”. Para Ivan Valente, o governo tucano tem uma “preferência deliberada pela editora contratada… São claros os indícios de crime contra a administração pública.
A assinatura do contrato feriu os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, além do que feriu o princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, na medida em que há benefícios para a Fundação Victor Civita e prejuízos aos cofres públicos. É isto que esperamos que o Ministério Público investigue, assim como solicitamos que tome as providências legais cabíveis para fazer cessar imediatamente o pagamento das próximas parcelas do contrato”.
BÔNUS:
Outras publicações dessa mesma natureza.
- http://www.editorasegmento.com.br/topeducacao2005_offline/index.html
- http://www.cartanaescola.com.br/
-http://www.editoralua.com.br/store/produtos.asp?lang=pt_BR&tipo_busca=subcategoria&codigo_categoria=3&codigo_subcategoria=7

abril 12, 2009

Esse lance dos jornais ficarem repetidamente celebrando o "embrômus da Inducassão" de SP para induzir as pessoas parece que dá algum ( mau ) resultado

Olha o teor da carta de uma mula, publicada na seção de leitores do inefável jornal Agora ( 10.04 ) . Como diria aquele famoso bordão: “ELE ACREDITOU!”.
Vejam:
“COMPARAÇÃO
LEIO todo ano ( sic ) que os funcionários públicos da educação recebem um bônus “por serem assíduos” ( sic, sick ). Por quê só esses profissionais recebem? Por quê os funcionários da saúde e da segurança também não recebem? Gostaria de saber essa resposta.
F.S.S – Santos – SP”
ABBY Responde: Meu caro Ostra ( posso chamá-lo assim? ), nem queira saber essa resposta. Eu aqui, particularmente, acho que, o sujeito que conseguir decifrar as fórmulas de cálculo do “embrômus” já mereceria, apenas por esta proeza, um bônus. Em tempo: você, por um acaso, não está achando que os professores recebem todos o valor de R$ 15 mil, como sugeriram os jornais, né? Pois bem, isso é a guerrilha de propaganda do candidato Serra. Prepare-se para uma enorme decepção. E pare de ler jornais.
“Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”
D. Pedro II
“No Japão, todos se curvam para o Imperador, mas o Imperador só se curva diante de um professor.”
Essa o blog não sabe de quem é…
E você, caro visitante do blog? Já votou em nossa enquete? Queremos saber “onde está Óli ( Oliveira )”, o professor que conseguiu a proeza de receber o famoso “bônus de quinze mil reais”. Ele parece ser o único que conseguiu isso, só que ninguém acha o cara, parece filhote de pombo ciscando em enterro de anão…

abril 7, 2009

"EMBRÔMUS DE R$ 15 MIL" DO PROFESSOR: EXERÇA SUA CIDADANIA E RESPONDA A SENSACIONAL ENQUETE

ONDE PODEMOS ENCONTRAR O PROFESSOR QUE RECEBEU O ALEGADO [ E MUITO DIVULGADO ] “BÔNUS DE R$ 15 MIL” DO GOVERNO PAULISTA?
Vamos lá, pessoal!!!
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