ENCALHE

abril 7, 2008

Cartilhas de Serra induzem a erros grotescos. Professores ( anônimos, claro ) apontam as diversas falhas!!

A apresentação é tosca: “Cartilha que ensina ( sic ) professor a lecionar está cheia de erros”, e saiu no Diário de São Paulo em 05 de Abril.
Mas tosca, mesmo, de verdade, é a cartilha – ou caderno – que o governo estadual desenvolveu para botar o professor na linha e forçá-lo a dar aulas decentes. Já que, como todo mundo sabe ( e os jornais tipo O Estado de São Paulo são testemunhas e não cansam de dedicar editoriais para isso, sem contar que se tornaram verdadeiras e confiáveis testemunhas disto ) os professores são os verdadeiros e maquiavélicos sabotadores e responsáveis pelo Apagão Educacional Continuado, que completará 15 anos em Janeiro próximo, do Estado de São Paulo.
Na verdade, as cartilhas teriam, por finalidade, unificar o currículo escolar, de modo que todas as escolas tenham o mesmo início e fim das atividades.
Pois então. Para corrigir, revolucionariamente, a educação em SP, o governo mandou confeccionar as tais cartilhas, que deverão ser adotados pelos docentes.
Só que as tais “Caminho çuave” contém erros. Que, se aprendidos pelos alunos, poderão causar graves conseqüências. E até mesmo crises diplomáticas, já que dizem respeito ao que se ensinará sobre os países. Um exemplo, mostrado pela reportagem: a Rússia, de acordo com o livro de Geografia do primeiro bimestre da 8a. Série, estaria localizada no continente asiático. A porção européia do país é deixada de lado, ignorada.
Já a cartilha de História da 5a. Série troca as bolas e confunde “século” com “milênio”. A reportagem do Diário reproduz as ilustrações e trechos em questão.
A Secretaria de Educação anunciou que fará as retificações necessárias. Para isso , disponibilizará ao professor as informações certas no site “São Paulo faz Escola”. Não há, porém, informações sobre se o professor deverá corrigir a cartilha durante a jornada de trabalho, na própria escola ou se o fará em casa, fora do horário de expediente. Alguns cybercafés cobram até R$ 3 por hora de Internet.
A secretária aproveitou para explicar que “os materiais foram revisados por leitores críticos plenamente capacitados, educadores da secretaria e de universidades”.
A típica carteirada tucana: “Nós chamamos os maiores PHDs, especialistas, CEOS e MBAs, as maiores mentes de nosso século, para fazer blablabla para vocês, seus botocudos ingratos e dispendiosos”. O que apenas piora as coisas, ver essa mobilização de cérebros.
Ou seja, o erro é culpa de quem o encontra.
O jornal também indagou, à Secretaria, dos valores gastos na preparação do material, mas não obteve resposta.
Lembro que não é a primeira cartilha, apostila, livro, que tucanos e demos desenvolvem e que apresenta erros grosseiros.
O que me leva a perguntar por onde anda aquela mulher que acusou as apostilas do COC de serem um instreumento de perigosa doutrinação comunista, um verdadeiro manual de propaganda revolucionária.
Bom, parece então que, melhor um cidadão que desconheça a geografia da Rússia, do que um outro que a conheça muito bem. E sua História.

fevereiro 26, 2008

Prefeito do DEMO, investigado por abuso econômicos e políticos em eleição de 2004, quer engavetar denúncias

Abuso nas eleições
Prefeito de município paulista tenta suspender ação
O prefeito de Santana de Parnaíba (SP), José Benedito Pereira Fernandes (DEM), está tentando suspender a investigação contra ele por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2004. A investigação foi liberada pelo ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior Eleitoral. No recurso ao próprio tribunal, Fernandes pede que o Plenário do TSE reconsidere a decisão de Caputo Bastos.
José Benedito Pereira Fernandes foi denunciado por Aristides Oliveira Ribas de Andrade, candidato do PT derrotado nas eleições, e pelo Diretório Municipal do PT em Santana de Parnaíba. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo extinguiu o processo sem julgamento do mérito.
Ao julgar recuso do Ministério Público Eleitoral, o ministro Caputo Bastos assinalou que o julgamento da corte regional merece reforma. O processo requer, ainda, produção de provas das acusações feitas pelo candidato derrotado e pelo Diretório do PT, disse o ministro.
Caputo Bastos anulou as decisões das instâncias inferiores e determinou o retorno dos autos ao juízo de primeiro grau, “a fim de que o feito tenha processamento, com a produção de provas requeridas pelas partes, e ulterior julgamento”.
Além do prefeito, foram denunciados o vice-prefeito, Antônio da Rocha Marmo, e Agnaldo Benites Moreno, vereador eleito no município.
Revista
Consultor Jurídico
25 de fevereiro de 2008

fevereiro 11, 2008

Transporte público aumenta em São Paulo!! Mas Prada planeja abrir a 28a. loja nos Jardins. Quem ganha é São Paulo!!!

Preço da tarifa do transporte aumenta de novo em São Paulo
Movimento Passe Livre e Sindicato dos Metroviários afirmam que reajustes são injustificáveis, não trazem melhorias ao serviço e acusam que governo tucano beneficia os empresários dos transportes
Brasil de Fato
11/02/08
Em meio ao período festivo e de férias escolares, o governo de José Serra (PSDB) decidiu anunciar um aumento na tarifa do transporte coletivo de São Paulo. Na quarta-feira, 30 de janeiro, os tucanos informaram que o valor do bilhete unitário do Metrô e do Trem passará de R$ 2,30 para R$ 2,40, um reajuste de 4,35%. O Bilhete Único integrado (que faz a conexão dos ônibus com o Metrô ou os trens) terá reajuste de 4,29%, passando de R$ 3,50 para R$ 3,65.
O trabalhador também pagará mais caro pelos ônibus. Nos metropolitanos, os reajustes vão variar de 3,42% a 3,64%, dependendo do percurso do veículo. No corredor metropolitano de trólebus, o reajuste será exatamente o mesmo dos bilhetes do Metrô e da CPTM: 4,35%. Assim, o valor também passará de R$ 2,30 para R$ 2,40. Na região metropolitana da Baixada Santista, o reajuste será de 3,62% para os ônibus comuns e de 2,79%, para os seletivos. Na região metropolitana de Campinas, a 95 km de São Paulo, o aumento será de 3,96% (comuns) e 3,25% (seletivos).
De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura de São Paulo, ainda não há previsão de aumento nos ônibus municipais. A tarifa atual é de R$ 2,30. A assessoria do Metrô argumentou que o ajuste nos preços das passagens anunciado ficou abaixo da inflação registrada no ano de 2007 – 4,46%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O Movimento Passe Livre (MPL) contesta essa afirmação e responde que o poder de compra dos trabalhadores não aumentou, pois o salário dos usuários do transporte público não teve esse mesmo ganho real. O movimento critica a medida também sobretudo porque os trens metropolitanos servem, sobretudo, “para as parcelas mais pobres da população”.
Tarifas em disparada
“Somados os últimos aumentos, a tarifa foi reajustada bem acima do índice de inflação do período”, aponta Lucas Monteiro, conhecido como Legume, membro do Movimento Passe Livre (MPL). Só em 2006, o aumento do preço das tarifas de ônibus e trens subiu 15%, quase cinco vezes mais que a inflação do período, acumulada em 3,14%.
O governo do Estado de São Paulo afirma também que o objetivo do aumento é “contribuir para a estabilidade fiscal e para a auto-suficiência do financiamento da operação” dos sistemas de transporte. No entanto, segundo o MPL, por trás desse argumento de ordem técnica, há uma concepção de transporte público pela qual quem custeia quase integralmente a tarifa são aqueles que utilizam o serviço, e não aqueles que dele se beneficiam – ou seja, os empresários em geral, que lucram com a força de trabalho dos empregados.
Transporte: serviço público ou negócio?
Na visão de Wagner Fajardo Pereira, secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, o governo de José Serra possui uma visão limitada do serviço público de transporte. “Para o governo paulista, o usuário é considerado um simples cliente e o Estado, um grande administrador empresarial”, analisa. Segundo ele, predominam as estratégicas políticas e ideológicas que beneficiam os grandes empresários de transportes e oneram a população. “O transporte público no mundo todo, principalmente o metroviário, é subsidiado pelo governo. Aqui, no Brasil, os sistemas de ônibus são bem mais subsidiados que o metrô, o que beneficia os empresários, não os usuários”, pondera Pereira.
O sindicalista aponta que o grande problema do sistema de transporte público paulista e brasileiro, em geral, nunca foi a falta de recursos como dizem certos governos. “Trata-se de um problema de política, pois não onera quem deveria onerar”, diz. Para ele, quem deveria pagar o preço do transporte público são os empresários de diversos setores, como os banqueiros, os industriais, ou seja, aqueles que lucram com os trabalhadores que moram nos bairros mais afastados do trabalho e necessitam do transporte público de qualidade.
Mesmo sob a ótica da “clientela”, porém, os seqüentes reajustes implementados pelos tucanos não satisfazem a população quanto à melhoria dos serviços. Segundo o MPL, no início deste ano, os trens do metrô sofreram quatro panes técnicas em menos de quinze dias, provocadas por falta de manutenção. “O aumento do número de usuários de trens e do metrô não foi acompanhado por uma ampliação da frota, provocando superlotação crescente. O argumento de que o aumento do preço das tarifas seja necessário para melhorar a qualidade do serviço oferecido não tem base diante do histórico da Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo”, afirma o MPL, em nota.
Lucas Monteiro, do MPL, lembra ainda que, a partir do sistema de integração entre ônibus e trens, o número de passageiros cresceu, mas a frota permaneceu a mesma. “Apenas a linha C, que liga Grajaú a Osasco, administrada pela CPTM, teve um aumento de 60% na quantidade de passageiros”, informa.

janeiro 16, 2008

Da Série "A inveja que a classe média tem de Lula não tá escrito"…

Estava, como de praxe, a filar um jornalzinho de esportes numa banca de revistas, quando ela apareceu. Sabe a Dona Ingrid? Se não era ela, era parente ou um clone mais maldito que a matriz.
E começou a fuçar as revistas semanais sob a observação atenta e gulosa do jornaleiro, que deixou de prestar atenção em mim. Foi aí que eu soube que o Vampeta foi contratado pelo Juventus ( acho que um bom reforço para o Moleque seria o folclórico Túlio Maravilha, que faz gol até hoje ).
Bem, este exemplar da classe-( co )média dá uma olhada na capa de uma ISTOÉ que ( à época que presenciei isso, foi no fim do ano passado, começo deste ) trazia a chamada “OS 100 brasileiros mais influentes”. Não sei se de 2007 ou prevendo 2008. A habitual listinha esdrúxula para consumo líquido e certo da classe média ignara, sobretudo a paulistana.
Aí ela tascou, num tom entre surprêso, frustrado e puto da vida. Ou invejoso:
” O Lula tá aí !?” ( Sabem, tipo “quem deixou?” ou “Fazendo o quê aqui?” ou, ainda” quem convidou o apedeuta?” ).
Comprou alguma coisa e foi embora.
Não, meu amigo. O fato irrelevante de Lula ser o presidente ( goste ou não ) do Brasil ( aliás, para nossa sorte, conseguiu chegar antes de Serra, que deseja ardorosamente o cargo, mas perdeu a corrida para o torneiro-mecânico, hahaha ) não o torna nem um pouco influente, né? Bestona invejosa.
Contive o engulho e fui dar uma olhada no que trazia a ISTOÉ. As fotos das personalidades influentes, obviamente de acordo com o universo em que atuam.
Ivete Sangalo…
Daniel Dantas…
Nizan Guanaes…
Aécio Neves…
Ana Paula Junqueira ( Sabem quem é? Uma…JET-SETTER!!! )
E MAIS:
Arthur “Golpista” Virgílio, Antonio Palocci, Eliane Tranchesi, Eike Batista, FHC, Galvão Bueno, um tal de Francisco Costa ( da Calvin Klein ), Alckmin, Kassab, Henrique “PSDB” Meirelles, José Márcio Camargo ( Tendências Consultoria ), José Serra, a ultra-gostosa Natália Guimarães, Ricardo Teixeira, Roberto Justus,…
O que as torna “influentes”? Eu não faço idéia. Fica-se na dependência de se descobrir o real significado de “influente”.
Vou tirar, como exemplo, o bafáfá que se faz, a cada declaração de Stédile. Ele não tem influência? Mas, então, por quê se faz tanta história quando ele diz que vai “apertar” o governo, ainda mais sabendo nós que outros países já superaram a estrutura agrária medieval como a que insiste em permanecer neste país. Talvez os senhores de engenho, que têm herdado as terras brasileiras desde que o primeiro bandeirante paulista sentou o bacamarte na cara de um índio, são muito influentes e pautam o imprensalão. Mas, se são influentes a um ponto que não consigo imaginar o limite, por quê não saíram na capa da revista, pelo menos para felicitar os cidadãos zé-ruelas como D. Ingrid e seus clones nefastos?
Stédile fala uma vírgula, e parece que o mundo vai acabar. E tome editoriais que parecem ter saído da Guerra Fria, redigidos por um membro da TFP.
Aliás, a obscuridade de certos personagens presentes na lista ( ou, talvez, uma cuidadosa discrição ) faz com que eu me pergunte o porquê da ausência de gente como Roberto Civita, Ali Kamel, Frias e outros que têm sua audiência cativa ( que sempre escuta e lê, atentamente seus minutos de sabedoria, para depois sair repetindo; em geral, sem reflexão) e são considerados “formadores de opinião”.
Na lista faltou, também, Zé Dirceu, que assombra os pesadelos trevosos de boa parte de nossos zelosos cidadãos de bem e defensores da democracia, sentinelas atentas e incansáveis contra o inimigo comunista. Zé Dirceu abre a boca e o mundo cai num craterão igual o do Metrô tucano. Polêmica. Medo. Pavor. Mas isso não o torna, de maneira alguma, um brasileiro influente, no entender da ISTOÉ. Mesmo sendo o ex-ministro o Anti-Cristo, um Satanás, expresso em editoriais desesperados.
Quem poderia ser influente, em termos não subjetivos? MMmm…
Paulo Nogueira Batista Jr, nosso representante junto ao FMI, merecedor de possantes ataques editoriais, e retratado como um negociados intransigente?
Márcio Pochmann, também recebedor de tal distinção, ainda meis quando deu um jeito de dedetizar o IPEA, cuja ninhada de tucanos hematófagos já começava a feder?
O prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo, que doou US$ 3 milhões para a campanha de FHC em 1998?
Ricardo Sérgio de Oliveira?
Andrea Calabi?
O Chorão?
Luciano Huck? Que tal? Conseguiu toda a atenção da Secretaria de Segurança de São Paulo, naquele episódio do Rolex, é alguém influente, né?
AHHHHH! João Dória Jr. Que tal? Anda sumido. Temos que dar um upgrade em sua imagem.
Aquele Zolotto, o persona non-grata no Piauí. Olha o que ele conseguiu, depois de uma mera declaração irrefletida. A Hebe. A Regininha “Poltergeist” Duarte.
E a Luana Piovani, a iconoclasta blogueira?
Enfim, acabo concordando, de certa maneira, com a D. Ingrid. Para quê Lula deveria estar nesta lista?
E, afinal, emulando aquele desenho animado: quando é que a inveja que a lodosa classe-média sente de Lula vai acabar?

Malha furada: Isenção parcial de IR para aposentados e pensionistas, projeto de senador do DEM ( só podia…). Claro. Muito aposentado paga IR aqui…

…devem ser aqueles velhos que lêem o Estadão e cujos sobrenomes adornam as placas de ruas em São Paulo. Valeu, senador Salafrim Imorais, firmeza mesmo. O povo – povão, mesmo – agradece, viu? Que tal isentá-los também dos impostos sobre propriedades, automóveis, imóveis, renda sobre alugueres, etc.?
Imposto de Renda: Isenção: Projeto garante isenção de imposto de renda a aposentados e pensionistas
16/1/2008
A isenção gradativa de aposentados e pensionistas na faixa etária de 66 a 70 anos da cobrança do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) aguarda exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O benefício é estabelecido por projeto de lei (PLS 421/07) do senador Efraim Morais (DEM-PB) e já tem parecer favorável do relator, senador Jayme Campos (DEM-MT). A proposta altera a Lei nº 7.713/88, que disciplina essas obrigações e concede pequenas isenções do IRPF a aposentados e pensionistas, a partir dos 65 anos de idade, com rendimentos tributáveis.
A isenção total é prevista apenas em caso de doenças graves. Segundo o PLS 421/07, o aposentado ou a pensionista terá isenção de 20% do IRPF sobre seus rendimentos a partir do mês em que completar 66 anos; 40% a partir do mês em que completar 67 anos; 60% a partir do mês em que completar 68 anos; 80% a partir do mês em que completar 69 anos; e 100% a partir do mês em que completar 70 anos. A isenção só passará a valer a partir do primeiro dia do exercício financeiro imediatamente posterior àquele em que a lei for aprovada. Ao justificar a proposição, Efraim Morais ressaltou que o sistema previdenciário brasileiro está “constitucionalmente caracterizado a partir de um modelo baseado no limite máximo de benefício bastante reduzido”. Assim, caberia ao próprio segurado prover os meios de complementação do benefício mínimo, mediante o pagamento de um sistema de previdência complementar ou a formação de poupanças privadas.
A novidade desta proposta é justamente a gradação das isenções. Com o avançar da idade, sabemos que o contribuinte ( sic!!! ) perde parte da capacidade laborativa e tem seus gastos com saúde aumentados em razão de doenças. Por outro lado, as tabelas dos planos de saúde demandam prestações altíssimas, proibitivas para a “maioria da população” ( sic!!! ) – enfatizou o senador na justificação do projeto.
Domingos Mourão Neto / Agência Senado

Agência Senado CFC

Coprófagos Anônimos: comunidade do ORKUT, um grupo de apoio aos consumidores do IMPRENSALÂO que desejam abandonar estas leituras nefandas! Participem.

Grupo de Apoio aos dependentes de jornais e revistas brasileiros, mas que se encontram, a esta altura de suas vidas, compelidos a deixar de consumir tais produtos de MORTE.
Destes veículos tiram suas informações e, a partir daí, estabelecem sua visão – geralmente equivocada mas, na maior parte das vezes, completamente idiota – do mundo. O consumo indiscriminado destes produtos causa estupidez crônica e danos mentais e morais, como o cabotinismo e a soberba cega. Traz grandes prejuízos aos familiares dos dependentes, e da sociedade onde vivem, pois se tornam incapazes se interagir de forma minimamente decente com o próximo.
O leitor da vEJA, por exemplo, é capaz de matar o próprio filho, se isso garantir-lhe que consiga seu primeiro milhão de dólares antes dos trinta anos. Outros efeitos da leitura de tal nefanda publicação, é a paranóia ( anti-esquerdista ), o já mencionado cabotinismo, o egoísmo e o self voraz, o individualismo, a mentira, a ganância, um inexplicado e irracional Complexo de Superioridade.

janeiro 1, 2008

Manchetes de Folha e Estadão mostram que estão sempre ao lado dos sonegadores!! Quem pensou o contrário, hein?

“Sem CPMF, governo anuncia regra para fiscalizar cheques” – Estadão, 29/12
“Sem CPMF, receita aperta a fiscalização nos bancos” – Folha, 29/12
Essas manchetes mostram que o Governo e alguns dos favoráveis à manutenção da CPMF não exageraram, quando insistiam em afirmar que a contribuição ajudava a coibir a sonegação. Prova disso é que, antes mesmo de criar ou aumentar impostos para cobrir o tal rombo de 40 bi, o Governo tomou a decisão no sentido de reforçar a fiscalização sobre as operações bancárias acima de R$ 5.000 ou R$ 833 por mês ( em média ).
Azar dos sonegadores e dos papagaios que achavam ter feito um bom negócio, quando a vEJA falou que sobraria R$ 18,00 no bolso do brasileiro no fim do ano. Nem sei se o valor que a revista mostrou na capa era esse mesmo, ou algum outro igualmente irrisório.

dezembro 30, 2007

D. Ingrid volta com seu estilo inconfundível!! Apedeutas e beneficiários de Bolsa-Família, tremei!!!

Ela é uma graça. Uma legítima e irretocável imagem de uma “cidadã de bem” da classe-média paulistana. A garota-propaganda da causa.
Eu estava filando um jornalzinho numa banca, quando o dono, vendo que não tinha outra alternativa, pediu-me que tomasse conta para ele, pois estava apurado. Eu disse que sim. Na saída, ele disse que não era para eu ficar pegando chicletes. Pão-duro.
Mal havia postado, diante de meus olhos, a última edição da indispensável revista vEJA, eis que aparece D. Ingrid ( lembram dela? ), e começa a procurar umas palavras cruzadas.
Veio ao balcão com dois “COQUETEL ULTRA FACÍLIMO ( indicado para alunos da rede estadual de São Paulo, pois já vem preenchido ). E abre a latrina:
“Nossa, viu, todas as outras bancas já estão fechadas por aí. Aí eu disse para a minha mãe que eu ia vir aqui, pois sabia que vocês não fecham nunca. Estão sempre trabalhando.”
Eu respondi:
“É, né? Não critico os outros, porque sei que este ramo é muito sacrificado. Funciona quase todos os dias, é natural que alguns entreguem-se a uns dias de folga, num feriado desses.”
E ela:
“Ah, é. Viu, um bom ano, tudodibom…!…se esse governo deixar, né?”
E ela continuou, sem que eu tenha sinalizado positivemente à sua “crítica” a “esse governo”:
“Ai. Eu não sei que tanto que esse povo diz que tá tudo bem. Tá bom nada. Eles é que não sabem. Quando tem alguém que tenta ‘consertar’ [ imaginei que ela se referia ao Farol de Alexandria, o que veio se mostrar correto ] isso ( fala inaudível ) …! “
Tentei me desvencilhar do proselitismo igaro da bestona, mas estava em posição desfavorável: cliente sempre tem razão, e ele sempre recorre a esse axioma quando não tem razão nenhuma.
Ela continuou:
“Vê só isso tudo. Aquele ladrão analfabeto vive viajando por aí, tá lá em cima, faz o que quer, e ganhando o quanto quer ( sic! ) [ Parêntese: eu sempre desejei que o FHC ganhasse justamente aquilo que ele não queria, mas o Brasil carece de bons atiradores ] e nós aqui, pagando tudo!! E aquele negócio do Lulinha…”
Aí eu franzi a sombrancelha, tipo interrogação, fingindo não saber do que se tratava, para que a mulona me julgasse desinformado, e parasse com a tortura. E caí na besteira de perguntar:
“Que negócio?”
Ela, triunfante:
“Aquele, de jogos, sei lá. Da Telemar.”
Franzi a sombrancelha novamente, fingindo estar diante de uma nova descoberta da Física ( o que, dada a complexidade do assunto, me daria o direito de não saber nada a respeito ) e achando que, com isso, ela me deixaria em paz. Ela continuou:
“A Telemar. Sei lá. Do Maranhão, acho. Empresa pública que ‘dava’ dinheiro pro Lulinha. Nosso dinheiro.”
PERAÍ!!! Maranhão? Telemar? A Sede não é no Rio de Janeiro? Não tem como sócio o irmão do ex-governador tucano do Ceará Tasso Jereissati? Não é ( ou foi ) dirigida pelo fundo Opportunity do Daniel Dantas, fundo esse que também dirigiu a rival da própria Telemar, a Brasil Telecom, graças a uma complexa engenharia societária? E a propina do Ricardo Sérgio? Deus do Céu!! Essa Dona Ingrid é burra mesmo! E preconceituosa também:
“Também, né? Eu sou a favor de que as pessoas ganhem a partir do trabalho, mas essa gente aí, que vota no Lula, só quer saber de ganhar Bolsa Família, Bolsa sei-lá-o-quê…”
O bom e velho arsenal de lugares-comuns, temperado com alguns anos de leitura da revista vEJA. E eu lá, escutando tudo.
Mas aí, mudei de tática. Simpático, comecei a concordar, e completei o raciocínio de D. Ingrid sobre a composição do povo brasileiro:
“Pois é ( expressão que não quer dizer nada, como nos melhores manuais de ‘gestão’ ). E, pior, com esse monte de analfabeto, a tendência é piorar…
Eu estava conversando com uma professora num dia desses, e ela reclamou que ‘o governo’ ( entenda-se aí: “o estadual”, para não haver dúvidas ) fica dizendo que melhora as condições, os salários dos professores, mas a verdade é que ele apenas remaneja os ‘bônus’ salariais, que não entram na contagem das aposentadorias. E ‘o governo’ vem dizer que há ‘indústria das faltas’, mas acontece que os professores ‘tão’ tudo doentes, tudo enlouquecendo, onde já se viu? Vê aí o Hospital do Servidor Público, o cara chega e tá tudo caindo aos pedaços. E não ficam dando atestado médico do jeito que ‘tão’ dizendo. E os professores pagam à parte.”
D. Ingrid meio que concordou:
“É, eu sei. O IPESP.”
Errado. O IPESP é o fundo de previdência, que garfa 11% dos rendimentos dos servidores estaduais. O Hospital do Servidor Público Estadual é um desconto à parte ( 2% ). Para ser atendido no meio de escombros. Bom, não importa.
Continuei, mas tentando cortar logo aquela conversa cacete:
“E a senhora vê…com esse monte de analfabeto por aí, é ruim prá gente aqui [ na banca ].”
Aí, ELA franziu a sombrancelha, indagadora:
“HÃ?”
Eu respondi:
“É que se eles não sabem ler, a gente não vende jornal, revista [ deitei a mão na pilha de vEJA ] …”.
Ela riu, concordando. E emendou:
“É…com esse analfabeto aí no Governo…minha filha, eu falo prá ela que tem que estudar, mas ela ‘diz que o presidente não estudou’.”
Besteira, D. Ingrid. Se é que você tem filha, ela não falou nada disso. Você ouviu isso por aí, já que não teria dado tudo a ela, durante todo esse tempo, e exigido a contrapartida para que, depois de anos, sua filha tirasse da própria cabeça esta baboseira. A conversa de que estudantes não querem dar duro por causa do Lula é mais uma dessas coisas que se repetem, sem que se saiba a origem. Por quê, justamente, a filha de alguém que demonstra odiar o Lula, diria isso para a mãe? Só para que a mãe tivesse mais alguma coisa para botar na conta do Lula? D. Ingrid, chega de frases-feitas, preconceitos e lugares comuns.
Só que eu “concordei”:
“Fazer o quê, né? Tá na Constituição…”
D. Ingrid balançou a cabeça, em sinal de concordância, falou alguma coisa, sorriu, desejou-me Feliz Ano Novo, pegou o troco, agradeceu, falou alguma outra coisa, e foi embora, crente de que tinha conhecido um igual a ela.
Analfabeto, mesmo, não pode ser candidato. ISSO é o que está na Constituição, esperta D. Ingrid.
O Lula não é analfabeto. E ele se tornou presidente ANTES de José Serra, sua vaca.
Feliz Ano Novo o cara**lho!!

novembro 22, 2007

Estados do Sul se mobilizam contra os pedágios. A história absolve e dá plena razão a Requião e esbofeteia os paulistas, que ainda não sabem votar.

Movimento contra pedágio ganha força nos Estados do Sul do Brasil
AEN/ PR
21/11/2007
A luta da Frente Ampla pelos Avanços Sociais pela redução imediata das tarifas de pedágio no Paraná vem ganhando destaque entre as forças políticas e sociais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O Fórum Nacional de Usuários de Rodovias Pedagiadas – entidade que reúne o Fórum Popular Contra o Pedágio do Paraná, Associação dos Usuários das Rodovias do Rio Grande do Sul e a Frente Gaúcha de Vereadores Contra a Prorrogação dos Contratos de Pedágios – adiantou que as reuniões e os atos realizados no Paraná dão força política e exemplo para toda sociedade civil organizada.
“Tenho recebido ligações e e-mails de parlamentares dos dois estados interessados nas ações da Frente Ampla. Apesar de termos quem ainda defenda as concessionárias de pedágio no Paraná, o movimento vem ganhando força além de nossas fronteiras, mostrando que a população quer uma solução justa para esta questão, que está na pauta de toda a região sul do Brasil”, disse o líder do Governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB).
CPI DO PEDÁGIO - No Rio Grande do Sul, os deputados instalaram uma CPI ( Comissão Parlamentar de Inquérito ) que investigou as irregularidades no modelo do pedágio implantado no Estado. A CPI chegou ao fim, obrigando as concessionárias a seguir alguns termos do contrato que não estavam sendo cumpridos e que vinham lesando os motoristas. O fim da comissão não desmotivou os deputados gaúchos que brigam por melhorias no modelo de concessões rodoviárias do Estado. A frente parlamentar contra a Prorrogação dos Pedágios tem se reunido todas as semanas, a exemplo da Frente Ampla no Paraná. Na reunião desta semana, os deputados gaúchos conseguiram uma vitória contra as concessionárias de pedágio, com uma decisão judicial que impediu o fechamento de rotas alternativas. A assembléia gaúcha também aprovou um projeto de lei que implanta um sistema de controle on-line do movimento de veículos nas praças de pedágio por meio da instalação de um sensor. O mesmo projeto, do deputado Péricles Melo (PT), já foi aprovado no Paraná.
Os dois projetos permitem o acompanhamento em tempo real o fluxo de veículos que circulam nas estradas concedidas, discrimine o número e o tipo de veículos que trafegam nas rodovias e confronte a receita arrecadada pelas concessionárias com os valores cobrados nas praças. FRENTE CATARINA – Em Santa Catarina, a CUT (Central Única dos Trabalhadores), mobiliza a população contra a futura cobrança de pedágio na BR-101, leiloada recentemente pelo governo federal e que serviu de estopim popular contra os preços abusivos praticados nas rodovias que já foram pedagiadas na região sul. Mesmo com o preço anunciado, a sociedade catarinense não quer ouvir falar em privatização de estradas públicas. A possibilidade de postos de pedágios serem instalados na rodovia catarinense e gaúcha, após a conclusão da duplicação, que levou mais de 10 anos, com recursos públicos. “Os catarinenses sabem o que estão entregando: uma obra que consumiu milhões de reais do dinheiro público e que custou a vida de muitas pessoas até ser concluída, agora será entregue para a iniciativa privada explorar. Isso desperta a indignação de qualquer um”, lembra Romanelli. Nesta quinta-feira (22), sindicalistas catarinenses se encontram em Tubarão, no trevo de acesso Termas de Gravatal, para pedir apoio dos motoristas e alertar a população sobre a futura cobrança de pedágio neste trecho. “Ainda existe espaço político para evitar que isso seja ampliado no Sul de Santa Catarina e Norte do Rio Grande do Sul. Se todos forem unidos, pudemos evitar que esta prática seja realizada aqui também”, alerta Edgar Generoso, coordenador da CUT Regional de Santa Catarina.
PLEBISCITO – No Paraná, lideranças políticas, dos movimentos sociais e do setor produtivo propuseram a realização de plebiscito popular para redução imediata das tarifas de pedágios praticadas pelas seis concessionárias nas rodovias federais que cruzam o Paraná. A intenção é coletar mais de 10 mil assinaturas e protocolar o pedido de plebiscito ainda no início de dezembro na Assembléia Legislativa. As assinaturas serão coletadas até o dia 5 de dezembro quando a Frente Ampla pelos Avanços Sociais realizará cinco minutos de protestos nas 27 praças das rodovias pedagiadas.

outubro 27, 2007

QUEM NÃO QUER A CPMF

Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada
24/10/07
Máximas e Mínimas 704
. Quem não quer a CPMF já quis: os tucanos inventaram a CPMF.
. Quem não quer a CPMF são aqueles que querem fazer o “desmanche” do Estado (*) e de suas políticas sociais.
. Quem não quer a CPMF é quem não aceita que a saúde do brasileiro melhorou – por causa do dinheiro da CPMF.
. Quem não quer a CPMF não se conforma com a última Pesquisa de Amostra Domiciliar, PNAD, do IBGE, que mostrou que a renda da metade inferior da pirâmide de renda cresce mais que a metade superior.
. Quem não quer a CPMF é quem não se conforma com a idéia de que, segundo a PNAD, a desigualdade de renda – o índice de Gini – melhorou.
. Quem não quer a CPMF é quem acha que o mercado é mais eficiente para dar hospital e escola.
. Quem não quer a CPMF quer o “Caixa Dois”, porque a CPMF é o melhor imposto para “flagrar” o “Caixa Dois”.
. Quem não quer a CPMF quer matar o Governo Lula de fome e impedir que ele faça o sucessor.
. Quem não quer a CPMF não quer que o PAC vá para a frente, porque, para manter os investimentos sociais, sem a CPMF, será preciso cancelar obras do PAC.
. Quem não quer a CPMF quer “starve the beast” – “fazer a besta morrer de fome” (*2)–, o grito de guerra dos neoliberais: tirar recursos do Estado até ele morrer de inanição.
. Quem não quer a CPMF é o pessoal que quer ficar rico com “other people’s money” – o dinheiro dos outros –, a forma clássica de a elite branca (e separatista, no caso de São Paulo) brasileira “administrar” o Estado.
. Quem não quer a CPMF quer que as favelas do Rio desapareçam do mapa, jogadas no Rio da Guarda, e não aceitam que, sob inspiração de Leonel Brizola, as favelas se transformem em bairros – sem violência, sem tráfico, e com serviços sociais.
. Quem não quer a CPMF gostaria de nomear o Coronel Ustra diretor-geral da Polícia Federal, para só prender “preto, pobre e p…”
. Quem não quer a CPMF toma café da manhã na pracinha e lê a revista Veja, todo domingo.
(*) Sobre o “desmanche” do Estado, recomendo a leitura de “O Ex-Leviatã Brasileiro”, de Wanderley Guilherme dos Santos, Editora Civilização Brasileira, 2006: “Em nome de sua modernização e de melhor desempenho na economia globalizada, o poder executivo teve 30% de seus quadros eliminados em sete anos (de 1995 a 2002), talvez a maior leva de demissões da história da administração pública em nação sem passado socialista.”
(*2) Sobre a Teologia do Neoliberalismo, aqui imposta pelo Governo do Farol de Alexandria, à semelhança de Salinas no México; Fujimori no Peru; e Menem na Argentina, recomendo a leitura de “A Brief History of Neoliberalism”, de David Harvey, Oxford University Press, 2005. Harvey lembra que a Teologia do Neoliberalismo começou no Chile de Pinochet dos “Chicago Boys”, e depois se “globalizou” com a aliança Thatcher-Reagan. Harvey demonstra que a Teologia Neoliberal nasceu como resposta ao aumento da renda da metade inferior da pirâmide de renda, com as políticas sociais do Pós Guerra. Portanto, o santo padroeiro de quem não quer a CPMF é Augusto Pinochet.
MAIS SOBRE PINOCHET E A POLÍTICA TUCANA:
“Pinochet levou o Chile à falência e à depressão”
GREG PALAST *

A implantação do chamado ‘neoliberalismo’ no Chile aconteceu em meio à mais sanguinária das ditaduras que assolaram a América do Sul e só foi possível através dela e do morticínio que Pinochet perpretrou para suprimir todas as liberdades democráticas.
Ao contrário do que seguem propalando – com a morte do ditador assassino – os arautos mais servis do receituário de entrega do patrimônio público a assaltantes dentro e fora do Chile, as medidas aplicadas por Pinochet sob a supervisão de Milton Friedman e seus Chicago Boys, levaram o país ao desastre econômico. É isto que comprova o articulista norte-americano, Greg Palast na matéria que segue, intitulada ‘Sininho, Pinochet e o conto de fadas do milagre do Chile’. N. B, Hora do Povo, 13/12/06.
O ex-ditador militar do Chile, general Augusto Pinochet morreu hoje com a idade de 91 anos.
A fada madrinha de Cinderela, Sininho e Augusto Pinochet tinham muito em comum.
Todos os três produziam boas ações mágicas. No caso de Pinochet, ele era universalmente creditado com o Milagre do Chile, o amplamente exitoso experimento de livre mercado, privatização, desregulamentação e expansão econômica livre dos sindicatos cujas sementes econômicas do ‘laissez-faire’ se espraiaram de Valparaiso até a Virgínia.
Mas a abóbora de Cinderela não se converteu realmente numa carruagem. O milagre do Chile, é também simplesmente outro conto de fadas. A afirmação de que o general Pinochet concebeu uma potência econômica, é uma dessas asser-tivas cuja verdade reside apenas em sua repetição.
O Chile pode se orgulhar de algum sucesso econômico. Mas foi o trabalho de Salvador Allende – que salvou sua nação milagrosamente uma década depois de sua morte.
Em 1973, no ano em que o general Pinochet tomou brutalmente o governo, a taxa de desemprego no Chile era de 4.3%. Em 1983, depois de dez anos de modernização do livre mercado, o desemprego atingiu os 22%. O salário real declinou em 40% sob o regime militar.
Em 1970, 20% da população do Chile vivia na pobreza. Durante os ano de 1990, ano que o ‘presidente’ Pinochet deixou o governo, o número de desempregados havia duplicado, chegando aos 40%. Realmente um milagre.
Pinochet não destruiu a economia do Chile sozinho. Foram precisos nove anos de trabalho duro das mentes mais brilhantes entre os acadêmicos do mundo, uma manada de gansos, estagiários de Milton Friedman, os Chicago Boys. Sob a influência de suas teorias o general aboliu o salário mínimo, colocou os sindicatos que defendiam os direitos trabalhistas na ilegalidade, privatizou o sistema previdenciário, aboliu todos os impostos sobre as riquezas e os lucros, cortou os empregos públicos, priva-tizou 212 indústrias e 66 bancos do Estado e executou um ajuste fiscal.
Livre da mão morta da burocracia, dos impostos e das regulamentações sindicais, o país deu um salto gigante para a frente… em direção à falência e à depressão. Depois de nove anos de economia no estilo de Chicago, a indústria do Chile naufragou e morreu. Em 1982 e 1983, o PIB caiu 19%. O experimento do livre mercado capotou e os tubos de ensaio se estilhaçaram. Sangue e vidro se espalharam pelo chão do laboratório. Ainda assim com notável descaso, os cientistas malucos de Chicago o declararam um sucesso. Nos Estados Unidos, o Departamento de Estado do presidente Ronald Reagan emitiu um informe concluindo: “o Chile é caso para estudo de uma boa consultoria sobre administração econômica”. Milton Friedman cunhou a expressão, “O Milagre do Chile”. O comparsa de Friedman, o economista Art Laffer, se jactava de que o Chile de Pinochet era “uma vitrine capaz de mostrar o que a economia é capaz de ministrar”.
E certamente era. O Chile era uma vitrine da desregulamentação frenética.
Os Chicago Boys persuadiram a junta de que, removendo as restrições aos bancos nacionais os liberaria para atrair capital estrangeiro para financiar a expansão industrial.
Pinochet vendeu os bancos estatais – com 40% de desconto do seu valor contábil – e eles rapidamente caíram nas mãos de dois impérios conglomerados controlados pelos especuladores, Javier Vial e Manuel Cruzat. Desde seus bancos cativos, Vial e Cruzat sifonaram dinheiro para comprar indústrias – depois alavancaram estes recursos com empréstimos tomados a investidores estrangeiros que queriam obter seu quinhão do que estava sendo entregue pelo Estado.
As reservas dos bancos, se encheram com títulos vazios de empresas coligadas. Pinochet permitiu que os bons tempos transcorressem em favor dos especuladores. Foi convencido de que os governos não devem se contrapor à lógica do mercado.
ALLENDE
Em 1982, o jogo da pirâmide financeira estava em alta. Os “grupos” Vial e Cruzat entraram em concordata. As indústrias fechavam, as empresas de previdência privada estavam totalmente desvalorizadas, o valor da moeda se desvanecia. Os distúrbios e as greves de uma população faminta e desesperada, não temiam balas de Pinochet, forçado a mudar o curso. Ele chutou seus amados experimen-talistas de Chicago. De forma relutante o general restaurou o salário mínimo e direitos à negociação coletiva dos sindicatos de trabalhadores. Pinochet, que havia dizimado anteriormente os quadros governamentais, autorizou um programa para criar 500,000 empregos. Em outras palavras, o Chile foi tirado da depressão pelos velhos e torpes remédios keynesianos, todos do tipo Franklin Roosevelt, nada de Reagan/Thatcher. Táticas do New Deal resgataram o Chile do pânico em 1983, mas a recuperação de longo prazo e o crescimento desde então é resultado de – tapem os ouvidos das crianças – uma grande dose de socialismo.
Para salvar o sistema nacional de aposentadorias, Pinochet nacionalizou bancos e indústrias em uma escala não imaginada pelo comunista Allende. O general expropriou à vontade, oferecendo pouca ou nenhuma compensação. Quando eventualmente a maioria destes negócios foi repriva-tizada o Estado reteve a propriedade de uma indústria: a do cobre.
Durante quase um século, o cobre significava Chile, e Chile, cobre. O especialista em metais da universidade de Montana o Dr. Janet Finn destaca: “É absurdo descrever uma nação como um milagre da livre empresa, quando o motor da economia permanece nas mãos do governo”. O cobre proporcionou de 30% a 70% dos ingressos em exportação do país. Esta é a moeda forte que construiu o Chile de hoje, os benefícios das minas confiscadas à Anaconda e Kenne-cott em 1973 – o presente póstumo de Salvador Allende a sua nação.
A agroindústria é a segunda locomotiva do crescimento econômico do Chile. Isto também é um legado de Allende. De acordo com o professor Arturo Vasquez da Universidade de Georgetown, Washington DC, a Reforma Agrária de Allende, a quebra dos latifúndios feudais (os quais Pinochet não pode reverter totalmente), criou um nova classe de lavradores produtivos, junto operadores cooperativados, que agora trazem um fluxo de ganhos de exportação que rivaliza com o cobre. “Para ter um milagre econômico”, afirma o Dr. Vasquez, “talvez seja necessário primeiramente um governo socialista que se comprometa com uma Reforma Agrária”.
Então eis o que temos. Um Chile salvo por Keynes e Marx, não por Friedman.
Mas o mito do Milagre do livre mercado persiste porque isto serve a uma finalidade quase religiosa. Dentro da fé dos Reaganautas e dos Thatcheristas, Chile proporciona a fábula da gênese necessária, o sucedâneo do Éden do qual o laissez-faire saltou bem sucedido e brilhante.
Em 1998, a gangue dos quatro das finanças internacionais – o Banco Mundial, o FMI, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Banco Internacional de Compensações – ofereceram US$ 41.5 milhões em crédito ao Brasil. Mas antes das agências darem a mão salvadora à nação que se afogava, exigiram do Brasil que se comprometesse a tragar o remédio econômico que quase matou o Chile. Vocês conhecem a lista: privatizações, flexibilização do mercado de trabalho (ou seja demolição dos sindicatos) e redução do déficit através de cortes selvagens nos serviços governamentais e na previdência.
Em São Paulo, a população foi assegurada de que estas medidas cruéis iriam, ao final, beneficiar ao brasileiro médio. Aquilo que era similar a um colonialismo financeiro, era vendido como a cura de tudo testada no Chile com resultados milagrosos.
*Articulista norte-americano

outubro 16, 2007

Rodovias. Concessão ou Privatização?

Cesar Sanson*
“Espetacular Dilma”! Foi a reação do presidente Lula ao ser informado pela ministra Dilma Roussef do resultado do leilão de sete lotes de rodovias federais. O telefonema da ministra dava conta do desfecho de um processo – o da privatização das rodovias federais – iniciado dez anos atrás, ainda no governo Fernando Henrique. Em um primeiro lote, o governo federal concedeu a empresas o direito de explorar 36 postos de pedágio em vias importantes como a Fernão Dias – que conecta São Paulo a Belo Horizonte – e a Régis Bittencourt – São Paulo a Curitiba. As concessões têm duração prevista de 25 anos. “Pelo menos dois mitos foram quebrados: o de que seria impossível, no Brasil, cobrar pedágio barato em estradas sob administração privada; e o de que, em um governo do Partido dos PT, não haveria desestatização”. O comentário faz parte do editorial de um grande jornal nacional destacando o resultado final do leilão de privatização das rodovias. O ‘primeiro mito’, colocou na berlinda o PSDB, até então o maior responsável pelas privatizações de rodovias. O valor alcançado no leilão do governo federal colocou em evidência algo que todos já desconfiavam: “O pedágio pode ser mais barato”. Usuários das rodovias privatizadas de São Paulo pagam até R$ 0,12 centavos por quilômetro rodado, já a privatização do governo Lula definiu preços de até R$ 0,02 centavos por quilômetro para as rodovias federais. Finalmente, quando o PSDB pensou que poderia dar o troco no PT por acusá-lo de privatista como o fez na campanha de 2006, teve que sair a público para justificar o porque de diferença tão gritante. O PSDB sentiu-se novamente ‘passado para trás’. Foi assim com o discurso da estabilidade econômica e agora com as privatizações. Em 2006, o PSDB negou ideologicamente as privatizações. Quem não lembra de Geraldo Alckmin (PSDB) uniformizado com marcas das estatais? Agora, o discurso da eficiência gerencial tão caro ao PSDB é usurpado pelo PT ao sinalizar para a população que é possível privatizar com pedágios mais baratos. A verdade é que o modus operandi do governo Lula e, por extensão do PT, cada vez mais se assemelha ao PSDB. Como destaca o sociólogo Francisco de Oliveira, ideologicamente e nos programas as diferenças são irrelevantes. “O PSDB e o PT são as duas metades da laranja”, diz ele. Na realidade a privatização das rodovias nada mais é do que a versão privatista substanciada nas Parcerias Públicas Privadas (PPPs) defendidas já há muito tempo pelo PT. Não há dúvidas que o governo Lula preconiza um Estado forte. Porém a questão que se coloca é: Estado forte para quem? As obras do PAC beneficiam a quem? Os volumosos recursos do Estado a quem se destinam? Nessa mesma semana o governo anunciou um pacote de incentivo à indústria automobilística para facilitar investimentos na ampliação da produção de carros. Fala-se em algo na ordem de R$ 15 bilhões por meio de uma linha especial de financiamento para a indústria, a custos competitivos, oferecida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O mesmo BNDES financiará até 70% dos gastos da OHL em manutenção e conservação dos cinco trechos arrematados pela empresa espanhola. A lógica tem sido esta. O Estado entra com recursos públicos para alavancar negócios privados. As grandes obras de infraestrutura do governo como as usinas hidrelétricas e a transposição do Rio S.Francisco, para ficar em dois exemplos, beneficiarão sobretudo grandes empresas exportadoras. A privatização de rodovias é apenas o começo. De acordo com o cronograma do PAC, cerca de R$ 30 bilhões em negócios serão oferecidos ao setor privado até dezembro de 2008. Há previsão de leilões de ferrovias, de geração de energia elétrica e linhas de transmissão, licitações em portos, aeroportos e projetos de irrigação.
(*) Pesquisador do Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores e doutorando de Ciencias Sociais na UFPR. Esta análise foi feita em um trabalho conjunto com a equipe do Instituto Humanitas Unisinos (IHU).
Radioagência NP
16/10/07

outubro 4, 2007

Vila Zelina: eu sou CONTRA a instalação de um posto policial

É o seguinte: tem uma dama do Partido Verde que, até onde sei, tem ( ou teve ) seu curral eleitoral em Mauá. Amiguinha do PSDB, ela e mais um outro que nunca esteve morando aqui estão, aos poucos, tentando criar uma área de influência no bairro de Vila Prudente, e eu não entendo porquê, já que papai da dama é prefeito de Mauá e, até onde eu saiba, este município apresenta carências e desafios muito mais a ser enfrentados que o bairro de Vila Zelina.
Aqui, um bairro que, aos poucos e progressivamente vem sendo pilhado e saqueado pela especulação imobiliária.
Faz tempo que estou para escrever sobre isso, mas sempre acho que não sei o suficiente. Vai na raça, com o coração e com o fígado.
Este bairro ( leiam os posts anteriores ) já foi o bairro mais sossegado desta cidade, e não há muito. Residencial e sem prédios ( um ou dois ). Casas antigas, em bom estado, do tipo que tem mutos e portões baixos e jardins na frente do imóvel. Chegava a ser chato, até. Muitos idosos. Poucas casas comerciais.
E, de repente ( eu não sei como nem quando ) veio o progresso. Esqueci das aspas.
As ruas ficaram estreitas para tantos carros. Os jardins foram cimentados. As casas colocadas abaixo e em seus terrenos construídos dois ou três residências – extremamente apertadas, claro – e vagas para automóveis. Os muros cresceram. As belíssimas escolas modernas de arquitetura deram as caras e fizeram uma plástica no bairro.
Eu sei bem que está resumido, mas este é o aspecto mais aparente. Eu não faço idéia de quantas casas antigas foram derrubadas e nem quantos prédios apareceram, mas uma coisa é certa: isso aqui não é mais tão sossegado.
Vê só: um dos principais atrativos deste bairro é justamente o que está levando-o a perdê-lo: a tranquilidade ( inclua-se aí a tão procurada “segurança” ).
Já fui assaltado. Cerca de 5 ou 6 vezes, num comércio ( na região de Pinheiros/ Jd. América ) em que trabalhava ( sozinho, por sinal, e à noite ). Sempre à mão armada. Num destes eu reagi e, não fossem os dois sujeitos em nada parecidos com o que o Marcelo Rezende ou o Datena mostra toda noite, teriam me matado, só que não o fizeram. Acho que um pouco das crises de pânico que eu tive vieram daí. Bastaria terem me matado. Ponto final. Vivinho da Silva.
Conclusão: não tenho o perfil de “defensor dos direitos humanos para bandidos” ( se é que isso existe ) e, em tese, não teria motivos para isso. Pelo contrário, eu deveria ser o tipo paranóico e metido a valente, daqueles que chegam no lugar – tipo, na padaria – com seu jeito expansivo, falando alto e forte, sempre com uma notícia policial na ponta da língua e dando a entender que, quando tiver concurso público para isso, vai dormir na porta para pegar o melhor lugar na fila de admissão para carrasco. Vai assistir o “Tropa de Elite” umas dez vezes. Manja, aquele sujeito que tá sempre com um cano na cintura ou no porta-luvas, sempre exibindo pros amigos, com a desculpa de que tem que “se proteger de vagabundos”, mas acaba usando em briga de trânsito ou de bar, por causa de mulher. Entendeu, né? O cara que diz ser macho, só que precisa provar isso o tempo todo. O tal que é contra a restrição ao porte e uso de armas. Não se garante contra as ameaças que, na maioria das vezes, tá em sua cabeça.
Não é policial. Eu os chamo de paga-pau de polícia – apesar de que, curiosamente, têm o maior preconceito contra os caras ( os policiais ) que arriscam a vida para proteger seu patrimônio maior ( o carro, não é a vida, não ) – e mantém um discurso meio ambíguo, de acordo com a audiência e conveniência.
Muito parecidos com o camarada de classe-média que reclama do menor de rua mas não tá nem aí quando surgem denúncias que a Nestlé ou a Coca-Cola envenenam ou exaurem fontes de água potável, o típico paga-pau de patrão. Reclama do chefe mas quer, ardentemente virar chefe, e é capaz de quase tudo para atingir seu objetivo ambicioso. Grana manda.
Ambiciosos e extremamente apegados aos bens materiais, desejam que a roda do Estado gire sempre a seu favor e de sua mesquinhez. Votam por interesse, mas se queixam de que outro faça igual. Gastam 300 reais de conta do celular – que a filha usa durante as aulas ( eu disse DURANTE ) – desperdiçam água lavando o asfalto e o carro, fazem o diabo para sonegar e passar os outros para trás, mas são os primeiros a apontar o dedo acusador para o Governo, quando este se dispõe a suprir, minimamente, as necessidades de outros.
Ganhar e roubar, para eles têm o mesmo significado. Um Bolsa-Família, por exemplo, para este sujeito que descrevo, é um roubo.
Mas não só: receber uma multa merecida de trânsito é um roubo. Rodízio de automóveis é um roubo.
O Governo, os sem-terra, a CET e o PCC estão na esquina, escondidos, prestes a dar o bote. Vão tirar tudo o que ele tem de importante: carro, relógio, celular. Às vezes ele é morto pelos delinqüentes, e isso é notícia e deverá ser foco de todas as atenções do aparelho repressivo, já que quem morreu era um sujeito honesto, inteligente, trabalhador, pagador de impostos e tinha um futuro pela frente, uma família bonita.
Seus semelhantes vão cuidar de manter o assunto na pauta. Vão cobrar providências. Vão pressionar. Os bodes expiatórios que se cuidem – uma pessoa ou um monte delas – pois, ao contrário do sujeito acima, não têm nome, sobrenome, diploma superior ou Cursinho Universitário caro, família considerada, carreira profissional a ser mencionada como “prova” de inquestionável superioridade moral, estes destaques sociais todos que fazem a vítima merecer atenção especial do Governo. Já uma chacina, esta é espetacular ( no sentido de “espetáculo” ) mas só. Gado tem sempre a mesma cara e cai logo no esquecimento. A gente acostuma, tão comum se torna a morte no atacado de pessoas que moram na multidão. Mais um Silva morreu, mas qual? Tem tantos. Mas se um membro – ou a família inteira – Rodovalho de Mesquita Vergueiro – na ( mais que improvável ) hipótese de que seja vítima de uma chacina policial, a Cidade “ganhará” um Memorial em sua homenagem. Destaque. Lágrimas e editoriais.
Eu me distraio…
Pois bem, depois de tantas voltas, chego ao ponto: qual a razão de um posto policial no bairro ( Vila Zelina ) ? Moro aqui há mais de 30 anos. A região – majoritariamente a Vila Prudente, como Subdistrito – teve vários candidatos a diversos cargos eletivos. Cito, de memória: Anercides Valente, Manoel Sala, João Prando, Brasil Vita ( este acho que não morou aqui, mas aqui é seu curral eleitoral ), Adriano Diogo, mas jamais vi alguém se colocar à frente dos supostos interesses da Vila Zelina, como a Dama do PV. Um senhor que não está “morando” aqui também gosta de tirar uma casquinha do bairro. Não sei dizer ainda o porquê, mas meu palpite é que ( eu ainda não mencionei ) o perfil sócio-econômico do bairro e dos adjacentes teve uma mudança – para cima -, em termos aquisitivos e veio gente de “fora”, talvez fugindo da falta de “segurança” e excesso de trânsito de outros bairros da Capital e buscando, também, bons lugares, só que um pouco mais baratos. Quando encontram, tratam de transformá-lo naquilo que deixaram para trás… É o tipo de público que tem suas demandas e reclamações de classe-média alta prontamente acolhidos pelo poder público, ainda mais considerando que é o eleitor alvo do PSDB, o perfil padrão e entre suas demandas, a segurança ocupa lugar privilegiado, já que ( em sua própria opinião ), eles têm mais coisas importantes a perder que nós, proletas.
Mas eles não têm motivos, coitados? Esse lugar, a Vila Zelina, não é um local idílico?
Não, não é. Tá cheio de assalto. É direto.
Mas adivinha quem trouxe junto.
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