ENCALHE

agosto 4, 2009

Onde está você, Márcio Fortes ( PSDB-RJ )? Onde está você, Zulaiê Cobra?

O título do post é inspirado no bordão do inimitável Rivailde Ovídio, lembram?

ONTEM E HOJE

- MÁRCIO FORTES ( PSDB-RJ )
ONTEM:

TSE recomenda perda de fundo partidário ao PSDB por notas frias
PoliticAética, 22/09/2008

HOJE:
Marcio Fortes está em SP para ajudar Serra. A democracia corre perigo
CONVERSA AFIADA, 16/maio/2009
Forte reforço
GAZETANEW, 17.05.09
Engenheiro, três vezes deputado federal (PSDB-RJ), ex-ministro da Fazenda nos anos duros (entre Mário Henrique Simonsen e Ernane Galvêas), ex-presidente do BNDES (1987), Márcio Fortes (não confundir com o ministro das Cidades do governo Lula) é o novo presidente da Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano – que atua nas regiões da Grande São Paulo, Baixada Santista e Campinas. A Emplasa é um órgão ligado à Secretaria do Planejamento do governo de São Paulo e o convite partiu do próprio José Serra. São companheiros de partido há muitos anos e, quando Serra disputou a Presidência, em 2002, perdendo para Lula, Fortes era secretário-geral do PSDB nacional (de 1999 a 2003).

- ZULAIÊ COBRA RIBEIRO
ONTEM:

Os olhos azuis do Kassab conseguiram amolecer até o coração de Zulaiê Cobra, até então adversária assumida do Democrata ( Essencial! )
ENCALHE, 16/ Outubro/ 2008
HOJE:
UMA NOVA ALIADA DE KASSAB
Coluna Diário Paulista, Diário de São Paulo, 31/ Julho/ 2009
O partido do prefeito Gilberto Kassab acaba de conquistar uma ex-tucana. A advogada Zulaiê Cobra Ribeiro assina, na próxima quarta-feira, ficha de filiação ao DEM e pode saira candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2010. Zulaiê foi vereadora e deputada federal pelo PSDB, mas deixou o partido há cerca de dois anos. Como tinha intenção de disputar a Prefeitura em 2008 e a candidatura tucana já estava reservada para Gerado Alckmin, Zulaiê migrou para o PHS, mas se deu mal. A legenda não lançou concorrente ao cargo e apoiou Alckmin para prefeito. Foi aí que a ex-tucana iniciou o processo de aproximação com Gilberto Kassab e o DEM.

dezembro 2, 2008

Candidato do PSDB à prefeitura de São Bernardo do Campo ( SP ), Orlando Morando, NÃO PRESTA…

…contas e pode ficar inelegível!!!
Morando não presta contas e pode ficar inelegivel
O prazo limite para justificar gastos de campanha venceu no último dia 26/11
ABCDMaior, 01.12.08

Morando: candidato foi derrotapo por Luiz Marinho. Foto: Luciano Vicioni

Candidato derrotado do PSDB à Prefeitura de São Bernardo, deputado estadual Orlando Morando, não prestou contas dos gastos na campanha e, caso seja candidato nas próximas duas eleições, pode ficar inelegível (ter o registro de candidatura negado). O prazo limite para justificar os gastos venceu no último dia 25/11. Adversário de Morando no segundo turno, o prefeito eleito Luiz Marinho (PT), já prestou contas ao cartório eleitoral da cidade, zona 174.
A punição aplicada ao candidato que tem a prestação de contas negada, ou, simplesmente, não justificou gastos, é feita por jurisprudência, de acordo com o especialista em direito político Artur Rolo. O descumprimento da lei praticado por Morando, não prejudica o mandato que exerce como deputado estadual, mas apenas para as próximas candidaturas. “Ele não perde o mandato, mas se tentar se reeleger terá o registro de candidatura negado”, explicou Rolo.
No entanto, de acordo com o especialista, se Morando tiver uma boa justificativa para o atraso na prestação de contas poderá resolver o problema, sem prejudicar próximas eleições. “Depende do contexto Ele pode alegar problemas com disquetes e entregar tudo certinho com atraso e ter a prestação de contas aprovadas”, completou.
Mas o tucano, conta, ainda, com outro inimigo: o tempo. Caso o atraso se estenda muito além do permitido, a desculpa pode não ser aceita. “Se ele demorar um ou dois meses para entregar toda a documentação, não tem como alegar problemas com disquetes”, disse Rolo.
A reportagem do ABCD MAIOR questionou o candidato por meio de assessoria de imprensa, que se comprometeu a checar o atraso e informar o motivo.

novembro 11, 2008

Kinder-ovo pós eleitoral: candidatos a prefeito ignoraram maior crise econômica da História e agora vêm com tesourão

Uma crise é uma crise, beleza. Mas a desculpa me parece muito furada: de acordo com o presidente da Associação Brasileira de Municípios, José do Carmo Garcia, os prefeitos eleitos não poderão cumprir suas promessas de campanha. Isso porque “durante o período eleitoral, o cenário não era de crise. Ela foi se instalando quando as estratégias já tinham sido feitas”. É mesmo? Supõe-se, então que, ao invés de adaptarem seu discurso à crise, sim, já detectada ( vejam artigo abaixo e, caso não tenham saco para lê-lo por inteiro, apenas atentem à data de sua publicação, Abril ), foi a crise que não quis se adaptar às promessas de nossos candidatos. Além disso, um pequeno equívoco “semântico” ( putz, gastei!! ) nesse papo: “Campanha” é a publicidade, mas o “plano de governo”, que é o que importa, é que deveria ter previsto as implicações da crise sob as contas dos governos municipais. Em resumo, se eu entendi : os candidatos já haviam considerado o cenário econômico sombrio, refizeram suas plataformas, pintaram de preto o que era cor-de-rosa, mas esqueceram de avisar os marqueteiros, e estes seguiram em frente com o conto de fadas?
A Crise Americana e os Emergentes
Por: Caio Megale
23/04/08 – InfoMoney
Os mercados financeiros americanos vêm passando por uma profunda crise de liquidez e confiança. O fato gerador da crise é difícil precisar, mas passa por uma combinação de um período prolongado de juros muito baixos (entre 2003 e 2005); preços de imóveis que subiam muito mais do que sugeriam seus fundamentos; criatividade em montar cestas de ativos de baixa qualidade com “rótulo” de investment grade; e um arcabouço regulatório e de supervisão bancária falhos, que permitiu que estas cestas fossem contabilizadas fora dos balanços das instituições financeiras.
As respostas agressivas de política econômica do Tesouro, FED, e da SEC (agência reguladora) – que incluíram até o uso dos recursos públicos do balanço do FED para garantir os ativos podres da Bear Sterns – têm trazido gradualmente os mercados ao normal. No entanto, dado o alto grau de incerteza sobre o impacto da crise sobre os balanços de instituições financeiras e das famílias, é cedo para dizer que a crise acabou e que as tendências positivas voltarão definitivamente aos mercados. Ademais, mesmo com a melhora dos indicadores financeiros, os dados referentes ao consumo e a produção ainda continuarão fracos, mantendo incerta a capacidade das empresas voltarem a apresentar lucros relevantes nos próximos trimestres.
A crise interrompeu um período bastante benigno de ampla liquidez e forte crescimento econômico pelo qual o mundo passou nos últimos 4 anos. A volatilidade dos mercados, que parecia ter mudado de patamar, voltou aos níveis do final da década de 90 e início dos anos 2000, período em que o mundo enfrentava uma crise atrás da outra.
“Commodities e EM passaram de vilões das crises passadas aos preferidos dos investidores”Por outro lado, as chamadas economias emergentes (EM) apresentaram um comportamento bastante diferente das crises passadas. Tradicionalmente, quando aparece uma crise nos mercados mundiais como a da Ásia em 1997, Rússia em 1998, Argentina em 2001 e Nasdaq e World Com. nos EUA em 2000/1, a aversão a risco dos investidores internacionais sobe e conseqüentemente os spreads dos títulos das diversas categorias de crédito mais arriscados, entre eles os dos EM, sobem juntos.
Desta vez, a aversão a risco parece não ter contaminado esses títulos. Comparando-se a evolução dos spreads do EMBI (índice de títulos soberanos dos EM) e de um índice de títulos corporativos americanos não investment grade (os chamados high yield bonds), os spreads dos EM sofreram muito menos nesta crise do que a correlação histórica sugere.
Mesmo quando olhamos para as taxas de câmbio, a quebra de padrão também chama a atenção. Nós brasileiros lembramos bem dos fortes movimentos de depreciação cambial do início desta década, em resposta às diversas crises globais. Desta vez, enquanto o sistema financeiro americano rumava para o caos, a nossa moeda… apreciava!
O que está por trás desta quebra de padrão? Fundamentalmente, 3 razões.
Em primeiro, a crise foi muito específica e forte sobre o sistema financeiro americano, e não sobre um país emergente. Com a confiança abalada, muitos ativos americanos de renda fixa, tradicionais “porto-seguros” nas crises anteriores, passaram a ser a última coisa que os investidores queriam ter em suas carteiras. O dólar, que tende a se fortalecer contra o resto do mundo em momentos de aversão ao risco, acabou se depreciando contra a maioria das moedas relevantes, tanto do G7 como de EM.
No entanto, o fato da qualidade dos ativos americanos piorar não assegura, isoladamente, que os demais ativos, como EM e commodities, serão atraentes. EM, como dissemos, também costumam sofrer em crises, assim como os preços das matérias primas, uma vez que a perspectiva de crescimento mundial cai. Mas aí entram as duas outras razões para a quebra de padrões: a presença da China no mercado internacional de comércio, que vem mantendo um forte crescimento baseado em demanda interna e conseqüentemente ainda demandando agressivamente commodities; e as contas externas da maioria dos EM, com destaque para o Brasil, que estão em posição muito mais saudável do que estavam há alguns anos.
Commodities e EM, portanto, passaram de vilões das crises passadas aos preferidos dos investidores mundiais. E, neste sentido, o Brasil – que é um emergente exportador de commodities – ganhou especial destaque. No primeiro trimestre, enquanto a bolsa americana sofria, o Ibovespa resistiu, liderado pelo movimento das commodities.
Desta forma, hedges tradicionais para períodos de crise acabaram não funcionando, simplesmente porque o mundo é muito diferente daquele das crises passadas.
O que esperar para frente? Com a gradual retomada da confiança nos EUA, é razoável que o dólar volte a ganhar terreno e as commodities, conseqüentemente, corrijam um pedaço da forte alta observada no início do ano. No entanto, é importante destacar que a recuperação da economia americana deverá ser lenta e que a Europa provavelmente irá apresentar sinais mais claros de desaceleração no segundo semestre, de modo que é plausível esperar um ambiente ainda volátil, com potencial de ganhos menores.
Por outro lado, como a China ( e outros ‘Brics’ ) continua com um bom crescimento de demanda doméstica e as contas externas dos EM se mantêm saudáveis – as resevas internacionais do Brasil continuaram a subir, mesmo durante os piores momentos da crise – não parece razoável antecipar quedas mais abruptas dos preços de seus ativos financeiros nos próximos meses.
Caio Megale é sócio da Mauá Investimentos e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras.

novembro 2, 2008

Ainda as eleições paulistanas: Lula e o poste

“Tem medo?? Está ‘Cansadinho’? Eu sou seu candidato. Vote em mim para Prefeito ou Governador de São Paulo. Meu número é 25…”

Corria a história ( combatida por muitos, é verdade ) de que Lula, cacifado por sua aprovação beirando os 70% ( dependendo da fonte ), seria capaz de, com seu apoio, eleger até um poste, se este fosse candidato. A realidade é sempre pior, creiam.
Em São Paulo, por exemplo, essa idéia provou ser ridiculamente falível: aqui se preferiu eleger um Bonecão, apoiado por Serra.
Isso significa que o eleitorado paulistano elegeria um poste, contanto que este fosse Anti-PT e alinhado com Maluf, Pitta, FHC, Serra, Jânio, Collor, etc.

“Chega de taxas!! Chega de ‘esmolas para os pobres’!! Seja moderno, vote em mim, o candidato do cidadão de bem paulistano!! Meu número é 45…”

outubro 29, 2008

Repulsa ao nexo: Kassab conseguiu a proeza de, com 49% dos votos de certa zona eleitoral, vencer Marta que teve 51%!!

Não subestimem o alcance dos pequenos jornais. Há um aqui em São Paulo, chamado Agora, que é o “Mini-Me” do Grupo Folha. Ele foi criado a partir do cancelamento dos antigos Notícias Populares e Folha da Tarde. Diz meu amigo, o jornaleiro onde vou filar as notícias sem pagar, que quem costuma comprar este jornal são, em sua esmagadora maioria, aposentados e taxistas. E que esse é o jornal que ele mais vende em sua banca. Esse jornal suplantou o Diário de São Paulo ( antigo Diário Popular, o então “Rei das Bancas” ) na preferência popular ( bom, provavelmente ele não considerou o Lance! e aqueles jornais que são distibuídos de graça no Metrô ).
Logo, ao nível do populacho, essa é a leitura e fonte de notícias/ informações mais consultada, que não seja televisão e rádio.
Em matéria publicada no dia seguinte ao 2º. turno municipal, o Agora veio triunfante: “Em 21 dias, Kassab toma 8 redutos de Marta”.
Quais são esses “redutos”? Minha opinião é a seguinte: a apresentação dos números é que é o importante, a forma como eles são mostrados ao público, e os efeitos gerados no estado de espírito da população para, aí sim, abrir o jogo. Os redutos seriam:
Capela do Socorro, Cidade Ademar, Pirituba, Vila Jacuí, Itaquera, Conjunto José Bonifácio São Miguel Itaim Paulista. Essa é a lista apresentada pelo Agora. E os números:
Não quero me estender. Começa assim:
“A fama de rainha dos extremos da candidata Marta Suplicy ( PT ) encolheu ontem. Desde 2004*, quando perdeu para José Serra ( PSDB ), e no primeiro turno contra Gilberto Kassab ( DEM ), ela registrava vitórias nas periferias das zonas sul, leste e norte. No segundo turno foi diferente. Em 21 dias – intervalo entre o primeiro e segundo turnos – Kassab conseguiu engolir oito zonas eleitorais que pertenciam a Marta.”
“O cinturão vermelho recuou com a perda de tradicionais redutos petistas, como Itaquera, na zona este, e Capela do Socorro, na zona sul (…)”.
De acordo com O Globo, o primeiro turno ficou assim:
“Com 100% das urnas apuradas, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) obteve 33,61% dos votos e vai disputar o segundo turno com Marta Suplicy (PT), que somou 32,79%. Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em terceiro lugar com 22,48%.”
Capela do Socorro – 1º. Turno – 2º. Turno
Kassab 32,30% 50,57%
Marta 42,43% 49,43%
Somando os dois candidatos Anti-Marta ou Anti-PT, o segundo turno deu quase um empate técnico. Mas, como no primeiro turno, Marta obteve 10% a mais que o prefeito, e não aparece o percentual conseguido por Alckmin, fica parecendo uma lavada martista e uma reviravolta colossal de Kassab no segundo. Beleza, deu Kassab. Vamos aos outros:
Cidade Ademar
Kassab 32,16% 56,17%
Marta 36,93% 43,83%
Aqui também um primeiro turno equilibrado. Dá mesmo para considerar a Cidade Ademar um “reduto” petista?

Pirituba

Kassab 30,91% 60,3%
Marta 31,86% 39,7%
Outro primeiro turno equilibrado. Que redutos irredutíveis. O segundo, o Kassab levou de lavada.
Vila Jacuí
Kassab 30,16% 57,41%
Marta 37,07% 42,59%
Aqui a Marta teve uma vantagem sobre Kassab um pouco maior no primeiro turno. No segundo, ele se recuperou bem.
Itaquera
Kassab 31,95% 58,25%
Marta 35,38% 41,75%
Primeiro turno disputado, uma leve vantagem para Marta. No segundo turno, vitória fácil do Kassab.
Conjunto José Bonifácio
Kassab 31,32% 55,23%
Marta 36,75% 44,77%
A tônica dos “redutos” petistas: dão cerca de “astronômicos 1/3 de seus votos à petista no primeiro turno, quase a mesma coisa para os outros dois mais fortes pleiteantes ( talvez uma votação nostálgica, mas não forte, a Maluf ou Erundina ) e depois, no segundo turno, os 2/3 se fundem em um candidato só, e não é do PT.
São Miguel
Kassab 32,64% 58,36%
Marta 35,47% 41,64%
Primeiro turno também parelho ( não como foi no Rio, é evidente ), e “unidos venceremos” Marta, no segundo. Finalmente:
Itaim Paulista
Kassab 27,59% 49%
Marta 46,53% 51%
Exato, ao contrário do que apregoou o jornal, com manchete e tudo, no Itaim Paulista a Marta ganhou nos dois turnos, apesar de, ao contrário dos demais exemplos, o segundo turno ter sido pau-a-pau. O afã em criar os tais “redutos” petistas – que estariam “cristalizados”, e devem ser conquistados – fez com que o jornal tirasse um desses “redutos” de Marta na marra.
E aí é que chega onde eu quero: da mesma maneira que a tucanalha do Demo e seus jornais e revistas conseguiram fazer colar diversas pechas em Marta ( como, por exemplo, a de quem cria – pior, a única pessoa que faz isso - impostos a seu bel prazer, o que está astronômicamente distante da verdade ) que acabaram pegando mesmo, não há dúvida, trabalhar a imagem do oponente é o que mais lhes dá esperança de conseguir alguma chance.
Pois antipático Serra também é. Arrogantes o PSDB tem para encher uma sacola. Impostos, aliás, é com eles mesmos. Obras ruins? Alguém falou em Fura-Fila que cai, ou Metrô que vira cratera? E por quê silenciaram quando naquela chuva que inundou São Paulo ( não lembro se foi em novembro do ano passado ou em março deste; só sei que inundou o Ipiranga, Vila Prudente, São Caetano, a água invadiu o Shopping Central Plaza, e eu cheguei em casa às 3 da manha estando às 22:40 no terminal Ana Rosa ) o túnel Rebouças não alagou?
Frases desastrosas? Oras, se a Marta tivesse dito que em São Paulo não tinha jeito de evitar enchente, só remediar, e isso desde José de Anchieta, ela não ia mais poder sair na rua, coisa que não ocorreria – e de fato não ocorreu – com o autor dessa frase ( da qual eu, sinceramente, não discordo ), o prefeito Kassab, em Novembro de 2007.
O problema é que, sendo verdade ou não, conseguiram pegar essas qualidades isoladas dos tucanos e vincularm-nos, todos juntos, numa única pessoa, Marta Suplicy. Mas é fundamentar entender que, sem o imprensalão golpista isso jamais teria sido possível.
É a explicação que eu tenho. Pois me dá o gancho para a outra teoria: sim, os preparativos PSICOLÓGICOS para 2010 já começaram.
Por isso, a exploração de supostas derrotas acachapantes tem que vir na forma de um blitzkrieg. É o que eu acho que mostrei aqui. Pois no dia seguinte, as Relações Públicas tucanodemos jornalísticas já vieram rapidamente com o papo de que a “nova” Administração vai governar voltada à periferia, ou seja, os “redutos” petistas. Não se deve aceitar essa visão. Aceitá-la significa aceitar uma idéia falsa: a de que, um dia, o PT obteve os corações e mentes paulisatnos de fato, e isso jamis ocorreu. Marta só foi eleita em 2000 porque o Covas deu-lhe seu apoio. Com isso, a classe-média que pretendia esquecer seu passado malufista e posar de moderninha ( ou seja, “tucana” ) se viu obrigada a votar contra seus próprios princípios, contra o velho ídolo Maluf.:
Kassab prepara governo voltado à periferia para tirar redutos do PT
Prefeito interpreta baixa votação que recebeu nos extremos da cidade como sinal de reprovação à sua gestão
Estado, 28.10
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai atacar a força do PT em seus derradeiros redutos no município de São Paulo. Ele interpretou que a baixa votação que recebeu nos extremos das zonas sul, leste e noroeste deve ser encarada como uma reprovação daquelas populações a sua primeira gestão, aprovada no resto do município. E essa reprovação terá uma resposta no segundo mandato: a nova administração Kassab vai investir pesado nessas três regiões, as mais pobres do município.
“Nunca mais perderemos lá”, profetizou Kassab a três dezenas de aliados, parentes e amigos no domingo, na sala de seu apartamento, nos Jardins, logo após o anúncio da pesquisa de boca-de-urna que lhe dava ampla vitória sobre a rival Marta Suplicy (PT). Enquanto os amigos festejavam, o prefeito revelou sua preocupação com a sombra que a ampla vitória, por mais de 21 pontos porcentuais de diferença, projeta na extrema periferia da cidade.
Ali o PT voltou a ganhar em alguns bairros com grande vantagem, embora com menos força do que em 2004. Kassab decidiu que, em sua segunda gestão, vai ampliar investimentos nessas regiões de baixo sucesso para PSDB e DEM – ainda que a aliança tenha, em 2008, “empurrado” Marta e o PT mais para a periferia. Kassab quer amplificar esse efeito, de forma que, em 2012, a coligação consiga virar o jogo contra o tradicional adversário também nos extremos onde o PT ainda reina.
ELEIÇÃO DIFERENTE
Lugares como Sapopemba ou São Miguel Paulista, em que o então candidato José Serra perdeu feio para Marta em 2004, agora deram a vitória a Kassab. Nas regiões mais extremas, no entanto, houve uma eleição com características inversas às da média da cidade, como se fosse outro pleito, embora com os mesmos candidatos.
Em Parelheiros, no extremo sul, por exemplo, Marta venceu o segundo turno com 75,77% dos votos válidos, contra apenas 23,23%; no Grajaú, também na região sul, a vitória da petista deu-se por 74,94% a 25,06%. Na zona leste, a Cidade Tiradentes, que impôs uma derrota ao candidato José Serra, em 2004, agora voltou a derrotar Kassab por 68,82% a 31,18% – e lá o prefeito tinha esperanças de obter um resultado melhor.
Kassab quer acabar com a tese de que o PT é “o partido que combate a miséria”, que Marta tanto apregoou na campanha, apresentando-se como “candidata dos pobres”. Para o prefeito, essas regiões votam no PT nem tanto pelo que a gestão do partido na prefeitura fez por elas, mas porque são iludidas pelo discurso populista que emoldura a pobreza. “Eu tenho compreensão do papel do governante moderno”, disse Kassab. “E esse papel me incentiva a investir cada vez mais em saúde, educação e segurança. E a investir tanto mais quanto mais pobre seja a região”, finalizou.
O cara admite, na caradura, que vai investir na periferia apenas para derrubar o PT. Já que, também admite, não fez isso até agora. E a classe-média cabotina e ignara paulistana, vai permitir que Kassab gaste o dinheiro dos impostos com essa “pobraiada que só sabe fazer filhos” ou esse discurso mesquinho é só quando a Marta, Erundina ou Lula estão no governo? Isso não é populismo? Claro que não: é a habitual hipocrisia paulistana. E vejam como são as coisas: a periferia, para essa gente, é “LÁ”. Ali se disputam “outras eleições”, diferentes da “nossa”, que é democrática, racional, cidadã, iluminista e com dentes bonitos.
A Marta conseguiu, no primeiro turno, vitórias apertadas em locais que o imprensalão já denominou “redutos”. Ora, seria terrível para o PT se ela perdesse no Grajaú no primeiro turno. Alí, sim, temos um reduto petista. Da mesma forma, na Rebouças o PT não entra. Pois é um reduto da classe-média paulistana, eleitora de Jânio, Maluf, Pitta, Serra, FHC, Collor, e ninguém tasca.
Ou locais como os que deram a vitória para gente do naipe de Wadih Mutran, o rei da Vila Maria: isso são redutos. E Kassab herdou para si esses redutos malufistas.
O resto pode ser discutido caso a caso, e considerando-se um bocado de coisas, como o uso da máquina da prefeitura e do Estado, a simpatia jornalística, o crescimento econômico do país.
E devemos agradecer aos demais estados do país ( EM ESPECIAL OS DO NORDESTE, MUITO OBRIGADO! ) que mantiveram e mantém as votações excepcionais ao Lula, e que garantiram que o Brasil não caísse nas garras de pessoas muito bem estimadas aqui em “Sampa”, sempre muito elogiadas pelo imprensalão, pois vocês já sabem do que a classe-média paulistana é capaz e como ela vota. O Nordeste não permitiu, em 2002 e 2004, que os “cidadãos de bem competentes” de São Paulo continuassem governando ( entregando ) o país. Saibam vocês que o preconceito contra sua região ainda prossegue aqui: paulistanos – não todos, claro – não escondem a opinião de que vocês são ignorantes e que nós, sim, sabemos votar.

outubro 28, 2008

Cabotina classe média paulistana já bota as manguinhas de fora… TSC! TSC!!

Eu não sei de onde alguns encontram tempo e paciência para ler os jornais diariamente. Eu não sou um deles. Ja fui um leitor mais freqüente. Hoje, por curiosidade masoquista fui dar uma filada nos jornais, dar uma bisoiada sobre as eleições. Mais precisamente, fui às seções de cartas dos leitores. Claro que eu já sabia o que me esperava: os fãs e eleitores do Boneco estão extasiados. Um desses leitores/ eleitores diz, esfuziante ( prestem atenção nisso ), que a derrota de Marta se deu porque ( com as minhas palavras, hein? ) “a classe média se decepcionou com o PT, que se dizia ético e coisa e tal”. Sim, a classe média paulistana que deu e dá sustento ao “Rouba mas faz” de Maluf e Pitta. Creio eu que Maluf só não levou dessa vez, devido a sua idade. Fosse Maluf mais novo, a classe-média “que se decepcionou com o PT” ( mas não com Collor, Jânio, Enéias, FHC, Pitta, etc ) votaria em peso no cara. Kassab foi para o PFL a convite de Bornhausen. Wadih Mutran foi para o PFL a convite de Kassab.Certo tá o Lula: hipocrisia.
Os habituès lá estavam, pangloriando-se, ops, vangloriando-se e celebrando o “bravo povo paulistano” que enxotou a Marta Suplicy e o PT ( “bravo povo paulistano”, percebe-se, excluídos os que votaram em Marta; Mas: quem faz questão de “ser paulistano”? ).
Os focos de resistência se encontram ainda nos extremos da periferia, mas estes não adquiriram, ainda, o direito de se considerarem paulistanos. Coisa de sangue, sabe?
Parece que, depois da eleição, vem a secessão. “Eu te amo, São Paulo”…
Eu ainda estou com uns números e gráficos, mas não dei aquela olhada detalhada, então não vou ainda duvidar de uma das informações, a de que o PT perdeu até em alguns de seus “domínios”, estabelecidos no “Cinturão da Miséria” ( Poverty Belt ) da cidade.
Também seria bom se eu tivesse aqui em mãos alguns dados de eleições anteriores, então vou ter de puxar pela memória.
Ouvi isso hoje, duma dona:
- Estranho, o povo tá quietinho hoje… Apesar de ter ganho o Kassab…
E continuou:
-…Se fosse a Marta, o povo ia tá fazendo festa.
Não entendi muito bem. O Kassab foi eleito, mas não é merecedor de uma festa? Vai entender.
Mas faz sentido, viu? Quando o Kassab assumiu ( o cargo ) e ainda patinava, nêgo dizia que tinha votado era no Serra. Curiosamente, tal eleitor ilustrado e versado nas Ciências Políticas e que deseja agora botar banca, não parecia ter se dado conta de que, quando se vota em alguém para um cargo no Executivo, esse alguém terá um vice, compondo a chapa.
Bom, é bem assim: quando o Collor deu naquilo que nós vimos, São Paulo tinha votado em peso nele, mas depois, não se achava um filho da mãe com peito e que dissesse ter votado no safado. Certo tá o Lula: hipocrisia.
No caso da Marta, meu palpite é que estamos diante de um flagrante caso de antipatia fabricada, da qual Marta dificilmente se desvencilhará. Ou alguém acha o Serra simpático? Só se for com uma estaca enfiada no coração.
Tem quem ache a Marta arrogante. E o FHC, não era? Além de vaidoso, extremamente vaidoso?
Má administradora? Depende o que, por exemplo, para os eleitores de Serra, Alckmin, FHC, Maluf e Kassab, seja um bom administrador. Esses eleitores, para eles, é só deixar que os jornais e revistas falem por eles. Esses eleitores – e, também, leitores – devem dominar o assunto “Finanças Públicas” tanto quanto eu sei sobre automóveis ( não sei e nunca quis saber dirigir ). Ora, se eu conseguisse, digamos, uns números, tabelas e outras informações que provassem que Marta pode ter gasto a maior grana durante seu mandato, mas que “quebrar” a cidade ela não quebrou, que importância isso teria tido, qual efeito? Vejam só que coisa perversa: é bem possível que a imagem de uma suposta “devastação econômica” causada pela ex-prefeita já tenha se cristalizado na cabeça do paulistano. E aí, meu, fica difícil. Imaginem a frustração ( pois seres humanos, uma vez ou outra, por mais fortes que sejam, são acometidos de sensações desesperadoras ), por exemplo, do mestre Aloysio Biondi, em sua coluna no Diário de São Paulo, explicando de uma forma tão leve e clara as falcatruas de FHC e Covas, que terminariam na contabilidade fraudulenta usada pelos tucanos para, depois, usar tais resultados como prova de que o Banespa estava quebrado e devia ser privatizado. Eu, um ignorante, lia Aloysio e entendia tudo. Pois ele fazia aquilo para gente como eu. O que não impediu a tucanalha de privadoar o Banespa para o Santander.
Agora, peguem ( imaginem ) os números da gestão Marta. Ela quebrou ou não a cidade? Nem nós que votamos nela, e nem os que votaram em Maluf-Serra-Pitta-Kassab sabemos bem ao certo, a ponto de convencer o lado oponente.
É aí que entra o imprensalão. Forjaram-se aqueles factóides. Filas. Três meses depois de assumir o cargo, Serra havia “salvado” o cofre da Prefeitura. Ele, Serra que, enquanto ministro, não conseguiu resolver o problema da dengue. E, como disse recentemente um deputado petista, mal consegue resolver o problema da Polícia Civil ( ops! Eu disse “problema”? Esqueci que o imprensalão blinda de tal forma o Conde Governador, que a população de zumbis – que reclama para burro da Segurança – não parece ter se dado conta ainda de que enfrentamos uma greve de policiais civis ) e quer palpitar sobre câmbio, juros.
E aí, eu pergunto aos eleitores destes tucanos do Demo: detalhem-me, com suas palavras, do alto de vosso conhecimento, o que Serra fez para “salvar” a cidade de São Paulo em tão pouco tempo? Venham, convençam-me.
Pegou um caixa falido, num país quebrado, e tocou adiante.
O ESTADO DAS COISAS:
CPI “culpa” Maluf, Pitta e FHC por explosão da dívida pública em SP, Folha Online, 21.10.01
Acordo entre FHC, ACM e Maluf agravou situação de São Paulo, Folha de São Paulo, 01.07.1999
Lembro-me que, em 2002, eu trabalhava na longínqua São Miguel Paulista ( antes disso trabalhara na região da Rebouças, olha a mudança de dimensões ). Marta chegou em 2001. Pois, havia um córrego ladeando uma favela, próximo a uma famosa fábrica, de cimento acho, muito antiga no bairro, só que não lembro o nome, que merda. ( Opa, lembrei!! É a Nitroquímica! )Parece que as coisas iam melhorando, só que a classe média e os jornais já criticando a Marta, “Belezura vai mal”, e blablabla. E o córrego começava a ser canalizado, pistas asfaltadas permitindo tráfego de pessoas, bicicletas e até carros. Também uma ponte, acho que cruzava o córrego. Entendem? Deve ter sido um dos primeiros lugares a serem atendidos, tão logo a grana passou a pingar. E o pessoal, que ia de porta em porta, nos comércios, oferecendo aquele microcrédito, acho que era o São Paulo Confia.
Eu via isso, aquele cuidado – ainda insuficiente, lógico -, um corrego que passou décadas ali, veio alguém que pegou, sim, um caixa quebrado, e tentou começar a melhorar, dando primazia àquele lugar.
Quebrado ou não, o Kinder Ovo pós-eleitoral já nos traz surpresas ( nem tanto ): Kassab “admite” ( ou já planejara? ) fazer cortes no Orçamento. Bem de acordo com a pauta serrista que tem corrido as páginas do imprensalão nos últimos dias: a “crise”, dizem os jornais, não permite que o governo do Estado melhore a proposta aos policiais civis.
Volto ao assunto.

outubro 27, 2008

Eleições 2008: Paulistano não decepciona, e mantém escrita: depois de Jânio, Collor, Maluf, Pitta, FHC, Serra, agora crava Kassab!!

E lembrar que no início, quando Kassab recém-empossado patinava, o que tinha de nêgo que falava: “Nem vem, eu votei no Serra, não nele [ Kassab ]“. Aliás, como se isso fosse limpar sua barra.
Agora, falando sério: com essa difrença, beirando ( ou passando, nem sei ) o 1 milhão de votos a favor do “Boneco”, fica muito claro que os gatos-pingados do “Cansei” podem até ter obrigado suas domésticas e parentes delas a votar no Demo, sob a ameaça de demissão, mas quem votou no cara mesmo, e maciçamente foi a classe-média baixa, os remediados, os que vivem na gangorra do mercado de consumo.
Como sempre foi, aliás.
E Kassab – mais o PIG e outros que estiveram na rede de sustentação do candidato – um “desconhecido”, como também foi o caso de Celso Pitta, levou, e bem.
Esse neo-malufista, que angariou os votos geralmente dados ao ex-prefeito e MAIS os que geralmente são dados aos tucanos, consegue sobretudo algo que o Maluf, o Mestre, jamais sonhou em ter: uma imprensa clamorosamente a seu favor.
À CARGA
A vida, como diz o clichê, segue. E, para quem quiser, tem muito trabalho pela frente. Nos próximos 1 ano e meio, a tucanalha do Demo não poderá lançar mão do expediente de acusar o “período eleitoral” para justificar seus mal-feitos.
Nesse ínterim, poderá se voltar a atenção ao caso Alstom, ao Daniel Dantas, às novíssimas Máfias do Fiscais renascidas e, até mesmo, ao cidadão de bem.
Não entendeu? Já havia deixado clara a minha idéia, quando resolvi – está postado, vejam - que não ia votar em ninguém no primeiro turno ( como de fato, foi o que fiz ): eu havia previsto que o paulistano tem se classe-mediocrizado, e há tempos. Não me surpreendeu Kassab ter vencido. Saíssem às ruas e olhassem melhor, veriam que o caldo de cultura estava já temperado e servido: é o “cada um, cada um, segundo suas possibilidades”…
Não basta falar mal da classe-média em tempos eleitorais. Eles existem. Eu os vejo. O tempo todo. em quem vocês acham que eu me inspiro, quando relato as aventuras do Homenzinho Amarelo? No Homer Simpson ou Yellow Kid? Nada disso. São as pessoas com quem eu trombo diariamente. Não sou de frequentar todas as áreas da Capital, mas acho que vejo o suficiente em meu cotidiano. Não adianta idealizar. Os diferentes estratos que compõem aquilo que – nem que seja para facilitar a compreensão – chamamos “classe-média”, tem muitas moradas. Não dá apenas para enxergar o “lúmpen” e o excluídos. Tem gente, remediada, que se tivesse uma grana, passava por cima de qualquer um. Acho que tem a ver com estímulos consumistas via cultura de massa onipresente e onipotente, somado a anos de sucateamento do Estado ( que teria por princípio amenizar as diferenças entre as classes, socorrendo e amparando que precisasse ) que fez com que o pouco que unia – pelo menos em tese – os cidadãos, dando-lhes uma identificação em comum, e sustentando uma suposta – pois não sei se realmente houve, é um palpite meu – sociabilidade, com os indivíduos tendo um mínimo de objetivos em comum, e que não previam o extermínio do próximo para conseguí-los, acho que isso desapareceu de vez do manual de conduta social do paulistano, e aí, mano, cada um com seus poblema. Mas isso é assunto para outra hora.
Apenas adianto umas minhocas que estão caminhando em meu cerebelo: o “cidadão de bem” elegeu Kassab. E o “cidadão de bem” que cuide de não estacionar na calçada; se tiver um bar ou lanchonete, não deverá mais colocar mesas e cadeiras também no passeio público. É prestar atenção ao desenrolar do caso que envolve o Shopping Capital, na Moóca, cuja área construída é quase o dobro daquilo que foi apresentado na planta. Pode ser indício de falcatrua da grossa. Uma Máfia dos Fiscais recebendo propina de donos de Shoppings ou de simples lojistas de bairro? Tanto faz. O que der para ficar de olho, o que estiver ao alcance. Pois estaremos de olho e denunciaremos ( pelo menos, é isso que eu pretendo fazer ), tornar público pelo menos. O buraco é mais embaixo, mesmo. É no dia-a-dia. O “cidadão de bem” é o alvo. Do lugar de São Paulo que for. Chega de ficar apontando o dedo para a Oscar Freire. Os neo-malufistas moram na Moóca, Vila Maria, Vila Mariana, Ipiranga…
Volto ao assunto. Vão pensando. Eu quero fazer valer meu imposto. Eu quero dar trabalho a essa nova Administração. Se não dá para cassar obras da Cyrela, que casse o habite-se dum estabelecimento qualquer, ou a TPU duma banca de jornal que vende produtos que não estejam de acordo com a legislação municipal.
Ah, a propósito: o Lula disse, brincando, que um dia iria instituir o Dia da Hipocrisia. Poderíamos, ao menos informalmente, adotar o 26 de Outubro, dia em que Kassab venceu. Pode ser uma data exclusiva e genuinamente paulistana, meu!!

outubro 26, 2008

Crime eleitoral: Prefeitura de Porto Alegre distribui bônus-moradia a 48 horas da eleição

RS Urgente – Sábado, 25 de Outubro de 2008

A menos de 48 horas da votação, a Prefeitura de Porto Alegre distribuiu bônus para a compra de casas a moradores afetados por um obra na periferia da cidade, afirma matéria publicada neste sábado na Folha de São Paulo. A reportagem afirma:”A Folha obteve cópia de e-mails em que assessores da prefeitura dizem que interromper as indenizações teria impacto na eleição. O prefeito José Fogaça (PMDB) concorre à reeleição. As indenizações começaram a ser pagas em 4 de setembro e pelo menos 34 famílias -8 delas ontem- receberam bônus para a compra de imóveis (de R$ 35 mil a R$ 40 mil).

Os pagamentos fazem parte de um programa -bancado pela prefeitura, pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e pela União- que prevê o reassentamento de 1.680 famílias que vivem em áreas de risco .Para deixar o local, as primeiras 225 famílias removidas puderam optar entre receber casas (74) em um novo conjunto habitacional ou indicar imóveis a serem pagos com o bônus (151).

Em setembro, gestores do programa perceberam que ao menos 12 casas indicadas pelos indenizados tinham problemas burocráticos. “Parar as indenizações será desastroso para a campanha”, escreveu Rodrigo Kunde Maldini, assessor jurídico da Secretaria de Gestão, num e-mail, em 24 de setembro, para o secretário interino de Gestão, Virgílio Costa (PTB), e para o chefe da assessoria jurídica da pasta, Maurício Gomes da Cunha.

A campanha do PMDB diz tratar “de um assunto do município sem relação com a eleição”. A Secretaria de Gestão afirma que “a prefeitura não avaliza este tipo de procedimento”. Costa e Maldini não se manifestaram. Cunha negou que as indenizações tenham sido usadas eleitoralmente”.

E MAIS:

Kassab diz que vai recorrer de multa por cheque do Metrô ( e vem a vEJA acusar Marta e Paes de “uso ostensivo da máquina pública” )

Militantes do PT são atropeladas em Santo André

Rosemeire viu o atropelamento e escapou por pouco. Foto: Antonio Ledes
ABCDMaior, 25.10.08
Motorista seguia carreata na Vila Rica e fugiu sem prestar socorro
Duas mulheres foram atropeladas na manhã deste sábado (25/10) por um Corsa preto que estava acompanhando a carreata de Aidan Ravin (PTB) pela Vila Rica, em Santo André. De acordo com uma das testemunhas, Rosemeire de Rocha Rochette, o caminhão de som encostou no carro de trás, o Corsa; o motorista do veículo, nervoso, tentou se esquivar do caminhão e atropelou as vítimas, além de quase derrubar mais quatro pessoas. “Escapei por pouco”, contou Rosimeire. O motorista não parou para prestar socorro. No carro, havia bandeiras e adesivos do candidato do PTB.
As vítimas, que na hora do atropelamento entregavam panfletos do candidato Vanderlei Siraque (PT), foram levadas à Santa Casa de Santo André, onde fizeram exames de tomografia. Maria Núzia da Silva foi liberada do hospital com escoriações leves; Maria Luiza de Monteiro Canale teve ferimentos na cabeça e nos cotovelos, e ainda aguardava liberação da equipe médica.
Algumas testemunhas conseguiram anotar a placa do carro e foram encaminhadas para fazer o boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial.
E MAIS:

Jaz São Paulo busão: ônibus entra em buraco e caminhão da SPTrans que iria rebocá-lo não tinha óleo. Precisou tirar do busão!!

Essa é sensacional!! Os grifos e destaques, como de praxe, são meus!!
Susto, confusão e trapalhadas: Ônibus cai em buraco na Vila Alpina
Gerson Rodrigues
FOLHA DE VILA PRUDENTE, ED. 856
Na manhã de ontem, por volta das 10h30, um ônibus da linha 476G Metrô Ana Rosa – Vila Industrial ficou entalado em um buraco na esquina da rua José Jeraissati com a rua Iguará, na Vila Alpina. O veículo permaneceu no local por cerca de duas horas e parte das duas vias foram interditadas atrapalhando o trânsito na redondeza. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) foi acionada para coordenar o trânsito, mas a equipe de apoio chegou após duas horas do acidente, quando o ônibus já estava sendo rebocado.
No momento da queda, segundo o motorista José Lopes, cerca de 20 passageiros estavam sendo transportados. “Todas as pessoas saíram tranqüilamente. Graças a Deus que não aconteceu na minha primeira viagem do dia, quando o veículo levava cerca de 100 pessoas. [ Vocês viram? Um ônibus transportando 100 pessoas!! ] Nesse horário poderia ter ocorrido algo pior”, declara Lopes, que passa pelo local diariamente há quase quatro anos. “Quando parei na esquina o buraco não existia. Ele se abriu quando eu passei devido ao peso do ônibus”, acredita.

Veículo permaneceu “entalado” por cerca de duas horas

Caminhão rebocador, sem óleo diesel, precisou ser “ajudado” pelo ônibus acidentado
Por volta das 12h um caminhão rebocador ligado a São Paulo Transportes (SPTrans) chegou para retirar o veículo do buraco, mas o mesmo apresentou problemas e precisou ser “ajudado” pelo ônibus entalado. Funcionários da SPTrans tiveram que retirar óleo diesel do ônibus para o funcionamento do rebocador.

Após remoção do veículo, funcionários da Sabesp iniciaram os trabalhos de reparo no local

Com a retirada do veículo, equipes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) iniciaram os trabalhos para o conserto do buraco. Segundo funcionários da Companhia, a cratera se formou devido ao rompimento de uma tubulação da rede de água. A previsão é que o problema seja sanado até hoje. Também duas horas após o incidente, um funcionário da Subprefeitura de Vila Prudente / Sapopemba (SUB-VP) compareceu ao local. Ao tomar conhecimento que o problema não era de responsabilidade da SUB-VP, o funcionário foi embora.

SBC: Marinho mantém liderança com 30 pontos de vantagem, diz Scenso

Reporter Diário, 24.10.08
O segundo levantamento feito pelo Instituto Scenso confirma a ampla vantagem em São Bernardo para Luiz Marinho (PT). Na estimulada – quando o eleitor recebe um cartão com os nomes dos prefeituráveis – o petista registra 54% ante 58,2% anteriormente, contra 27,6% (ante 26,2%) obtidos por Orlando Morando (PSDB). Brancos e nulos somam 7,3% (ante 4,9%) e 11,1% (ante 10,7%) não sabem ou não quiseram opinar. Levando em consideração os votos válidos (retira-se os brancos nulos), o petista tem 66,2% (ante 68,9%) contra 33,8% (ante 31,1%) do tucano. A pesquisa foi feita entre os dias 22 e 23 de outubro com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4 pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada na Zona 174ª sob o número 030/2008. O levantamento foi feito com base em cinco variantes: sexo, idade, escolaridade, renda e religião.
O petista tem a maior certeza do voto: 93,8% do eleitorado de Marinho afirmou ter certeza da decisão contra 86,3% de Orlando Morando. O prefeiturável do PT também leva a vantagem em outro aspecto. Quando o eleitor é indagado sobre quem será o próximo prefeito, 70,2% admitiram que Marinho sentará na cadeira a partir do ano que vem. Morando obteve a confiança de 14,7%.
Estimulada
Em relação ao sexo, o cenário permanece fiel à média geral. Entre os homens, o petista obtém 63,5% contra 24,1% do tucano. Entre as mulheres, os índices são de 45,2% contra 30,8% respectivamente.Na avaliação levando-se em conta a idade, Marinho conquista o melhor desempenho entre os que possuem de 35 a 44 anos (59,4%). No sentido contrário, o índice mais baixo do prefeiturável é na faixa entre 45 e 59 anos (45,8%). Orlando Morando garante a melhor análise na faixa compreendida entre aqueles com mais de 60 anos (34,4%). Por outro lado, o pior desempenho do tucano é registrado entre os eleitores de 35 a 44 anos (17,9%).
Quanto à escolaridade, Marinho lidera entre os que estudaram até o ensino fundamental (57,3%). Morando toma a ponta no segmento daqueles que possuem ensino superior com 45,5%.Na renda, o petista também lidera em todas as faixas. A melhor performance é registrada entre quem recebe até dois salários mínimos (60,4%). Já Orlando consegue obter a menor desvantagem na faixa entre os que recebem mais de cinco salários. Ele atinge 41,8% e diminui a dianteira petista para 6,6 pontos percentuais.
Quando a variante é religião, entre os católicos, a diferença entre os prefeituráveis é maior. Neste caso, Marinho registra 56,5% contra 25,2% de Orlando. Entre os evangélicos, o petista tem 52,9% contra 27,9% de Morando.
Estimulada
No levantamento espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, a diferença entre os prefeituráveis diminui, mas supera os 20 pontos. Luiz Marinho tem 51,2% contra 25,2% de Orlando Morando. Os votos brancos e nulos registram 7,5% e 16,1% não souberam ou não quiseram responder.
Nesta sondagem, o cenário é o mesmo da estimulada, pois o ex-ministro mantém a ponta em todas as cinco vertentes.
ANTERIOR:
Pesquisas apontam vitória de Siraque, Marinho e Oswaldo
Da Redação Reporter Diário, 23.10.08
Os candidatos do PT, Vanderlei Siraque (Santo André), Luiz Marinho (São Bernardo) e Oswaldo Dias (Mauá) seguem à frente nas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (23) pelos institutos Brasmarket e Scenso. Em São Bernardo, em levantamento realizado pela Brasmarket, Luiz Marinho registra 68,9% dos votos válidos contra 31,1% do tucano Orlando Morando, abrindo uma vantagem de 37,8 pontos. A pesquisa foi realizada nesta quinta-feira e ouviu 844 pessoas. A margem de erro é de 3,5% pontos para mais ou para menos.
No município de Mauá, Oswaldo Dias aparece com 22,2 pontos percentuais na dianteira sobre o seu rival, Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB). Oswaldo está com 61,1% dos votos válidos, enquanto o socialista atinge 38,9% das intenções de votos. Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso. A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.
Em Santo André, Vanderlei Siraque permanece na liderança com 54,9% dos votos válidos contra 45,1% de Aidan Ravin (PTB). Os dados foram obtidos pelo Instituto Scenso, entre os dias 21 e 22 de outubro, com 504 pessoas. A margem de erro é de 4,4% para mais ou para menos.
Leia também:
- Oswaldo amplia vantagem sobre Chiquinho, diz Scenso
- Marinho amplia vantagem sobre Morando, aponta Brasmarket
- Vanderlei Siraque mantém liderança, confirma Scenso
- Marinho mantém liderança com 30 pontos de vantagem, diz Scenso

SBC: Morando perde na Justiça mais uma vez

Tucano tenta impedir trabalho do ABCD Maior, mas não consegue

ABCDMaior, 24.10.08

Panfleto de Morando contra o ABCD MAIOR: informações pela metade. Foto: Reprodução
O deputado Orlando Morando tentou mais uma vez impedir a divulgação de informações e se recusou a ser entrevistado pelo jornal ABCD MAIOR. Na semana passada, conseguiu impedir na Justiça que o jornal realizasse duas entrevistas, uma com o candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, e outra com ele próprio. O jornal ABCD Maior realizou uma série de entrevistas com os candidatos que disputam o segundo turno na Região. No dia 10 de outubro, foram publicadas as de Mauá, com os candidatos Oswaldo Dias (PT) e Francisco Carneiro (PSB), o Chiquinho do Zaíra; no dia 17, foi a vez de Santo André e o jornal abriu espaço para Vanderlei Siraque (PT) e Aidan Ravin (PTB).
Na semana seguinte, quando os eleitores de São Bernardo teriam contato com as propostas dos dois candidatos da cidade, Luiz Marinho (PT) e Orlando Morando (PSDB), aconteceu uma sucessão de tentativas feitas pelo tucano para impedir o trabalho do jornal. Nesta quarta-feira (22/10), o juiz Wagner Gídaro permitiru a entrevista, que seria veiculada na TV e no jornal impresso. Por razões técnicas a entevista não irá ao ar porque falta tempo para produção do programa de TV. Com isso, os eleitores perdem a chance de conhecer as propostas de Morando e Marinho.
Morando, durante toda a campanha, foi procurado pela equipe de reportagem do jornal para que expusesse seus pensamentos e propostas para a cidade. Em todas as tentativas do ABCD MAIOR, porém, o tucano esquivou-se de conversar com os jornalistas tendo inclusive, se negado, em uma coletiva na rua, a falar com os repórteres de outros veículos na presença do jornalista do ABCD Maior.
Na representação contra as entrevistas, o tucano lista uma série de reportagens publicadas pelo jornal “contrárias” a ele e “favoráveis” a Marinho. Mesmo com esse tipo de pensamento, o candidato nunca mudou sua postura e manteve-se, até o último momento da campanha, recusando-se a utilizar o espaço disponibilizado pelo jornal.
No fim desta semana, sua campanha distribuiu panfletos pela cidade informando equivocadamente os eleitores a respeito do caso da entrevista e afirmando que processou o jornal em inúmeras ocasiões. Em nenhuma das vezes, porém, Morando saiu vencedor. No panfleto, se afirma que a Justiça impediu a entrevista. Na verdade, os tucanos não esperaram a sentença final, do dia 23, onde o juiz autoriza o programa de entrevistas com gravação com o mesmo tempo para os dois candidatos, proposta que foi feita desde o início dos convites a Morando e Marinho. Os dois candidatos foram mais uma vez convidados. Marinho atendeu ao convite e deu a entrevista. Morando ignorou o convite e fugiu da discussão a ser feita pelo jornal.
Morando prossegue com sua postura de não atender o jornal, privando seus leitores de informações importantes em uma campanha eleitoral. No panfleto que sua coligação veiculou esta semana, afirma que processou várias vezes o jornal. Só não informou que em nenhuma vez o jornal foi condenado. O ABCD MAIOR, em todas as tentativas do tucano, conseguiu prevalecer o direito de informar seus leitores.

Marinho pede que eleitores compareçam às urnas

Candidato petista também recomendou que a militância evite provocações
No penúltimo dia de campanha antes do segundo turno, nesta sexta-feira (24/10), o candidato a prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) pediu que os eleitores da cidade compareçam às urnas. “Nada de já ganhou. É importante que todos votem”, disse.
Na expectativa para que o domingo de votações (26/10) chegue logo, o petista também recomendou que a militância evite provocações. “Que ignorem mentiras e propostas mirabolantes porque isso tudo que o adversário está fazendo é conversa fiada de última hora, desespero eleitoral.”
Marinho refere-se à proposta de Orlando Morando (PSDB) de reduzir as tarifas de ônibus dos atuais R$ 2,30 para R$ 2, discurso adotado apenas na reta final de campanha e que não consta no plano de governo do candidato tucano.
Na tarde desta sexta-feira, o petista caminhou pelo Bairro Ferrazópolis na companhia da deputada estadual Ana do Carmo (PT), pediu votos e conversou com a população. Mesmo com os elogios de que teve uma boa atuação no debate da TV Mais, na noite desta quinta-feira (23/10), Marinho diz que foi só “mais um debate”.

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