ENCALHE

novembro 27, 2007

Mensalão tucano atinge Aécio e beneficia Serra

Jasson de Oliveira Andrade

O grande acontecimento destes últimos dias foi assim narrado no texto de José de Souza Castro: “Estilingada em ninho tucano derruba ministro” O autor se refere ao mensalão tucano. A Folha prefere “Valerioduto Tucano”. O jornal descreve o fato: “O procurador-geral da República, denunciou [dia 22/11/2007] criminalmente ao Supremo Tribunal Federal o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e outras 13 pessoas por desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões de RECURSOS PÚBLICOS (destaque meu) para a campanha de Azeredo à reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.”

Em vista dessa denúncia de peculato e lavagem de dinheiro, Mares Guia, que na época era vice-governador de Azeredo e candidato a deputado federal pelo PTB, caiu e foi substituído pelo deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE). A Folha (23/11), em manchete de primeira página, noticiou: “Procurador denuncia esquema de corrupção tucano; Mares Guia cai”. Em vista desse escândalo tucano, Clóvis Rossi sugere: “Minha sugestão para “spot” publicitário do PSDB, no bojo da campanha em curso [na televisão e no rádio]: “O PSDB inventou o mensalão, o PT copiou. Isso não é bom para o Brasil”.
A mídia, principalmente o Jornal Nacional, da TV Globo, tentou amenizar a denúncia, escondendo o mensalão tucano, mas corrigiu, como revelou Nelson de Sá, na sua coluna Toda Média (23/11): “O esquema conhecido como valerioduto mineiro”, arriscou a Globo. Depois se corrigiu, na escalada do “JN” [Jornal Nacional], para “o valerioduto do PSDB mineiro”. Já o jornalista da Folha, Josias de Souza, na Folha Online, preferiu “tucanoduto”. Hélio Fernandes, em artigo na Tribuna da Imprensa, foi mais direto: “(Eduardo Azeredo) Em 2002 foi eleito senador. Um dos marechais do PSDB, feito presidente do partido [por unanimidade]. Quando explodiu o escândalo do projeto Sergio Motta (muito mais tarde chamado mensalão), o PSDB tratou de afastá-lo da presidência, mas “jurando que era inocente”. Então por que o afastamento?”. Adiante assinalou: “Falta alguém em Nuremberg [cidade onde os nazistas foram condenados à morte], é o próprio FHC [Fernando Henrique], reeleito com o mensalão (que era pago à vista) do amigo Sérgio Motta [já falecido]”. A compra de voto pela reeleição foi analisada, em artigo à Folha (25/11), por Carlos Heitor Cony: “Durante os oito anos de reinado tucano, o que houve de corrupção não foi mole, sobretudo no caso da emenda constitucional que possibilitou a reeleição do grande soba partidário. (…) O esquema da corrupção usado para a campanha do ex-governador Azeredo e de seu vice, o ex-ministro Mares Guia, foi o mesmo que ajudou substancialmente a reeleição de um tucano [FHC] para a Presidência da República”.

A denúncia coincidiu com o Congresso Nacional do PSDB. Com o escândalo, o discurso do PSDB mudou, como constatou Eliane Cantanhêde: “O próprio encontro tucano de ontem [22/11] deixou claro que o DISCURSO ÉTICO (destaque meu) está fora de moda, na base do “vamos deixar isso pra lá”. Dez entre dez discursos ficaram na ameaça golpista, real ou não, de terceiro mandato para Lula”. Manchete da Folha:”Denúncia contra Azeredo constrange e divide PSDB – Enquanto FHC pede punição, outros líderes da sigla defendem honestidade de senador”. A posição de Fernando Henrique Cardoso pode ser explicada por essa revelação do jornal: “Reservadamente, parte da cúpula do partido avaliava rifar Azeredo temendo que as denúncias respingassem em Aécio. O freio só ocorreu quando o senador tucano afirmou, em entrevista à Folha, que FHC também fora beneficiado dos recursos do “valerioduto” na campanha presidencial de 1998. A afirmação foi interpretada como um aviso de que o senador [Azeredo] estava acuado e reagiria se fosse descartado. Desde então, a cúpula tucana não sabe como agir”. Azeredo não compareceu ao Congresso tucano, aconselhado por Aécio. A situação do governador mineiro não é boa, como se pode constatar dessa manchete do Estadão: “Secretário de Aécio será investigado no caso do mensalão tucano em MG – Danilo de Castro, titular de Governo, foi um dos avalistas de empréstimo de R$ 711 mil levantado pela SMPB [firma de Marcos Valério]”. O outro avalista foi o deputado estadual Mauri Torres (PSDB). Um fato me chamou a atenção. A VEJA, que deu enorme cobertura do mensalão petista, dedicando-lhe inclusive a capa, com o mensalão tucano noticiou com uma pequena nota interna: “Mensalão: A queda do ministro Mares Guia”. Na capa consta: Radiografia dos Militares. Outro destaque: “Troca de Comando: Os tucanos tentam reagir”. Quanto ao escândalo tucano, só aquela notinha! Dois pesos e duas medidas.O mensalão tucano, embora arranhando o PSDB, beneficiou, indiretamente, Serra, candidato em 2010. Outro candidato, Aécio Neves, provável adversário do governador paulista, foi diretamente atingido. Como esses acontecimentos vão influenciar as eleições daquele ano? A conferir!


JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu

outubro 19, 2007

Assessor empurra para Mourão caixa 2 de Azeredo feito com dinheiro público

Ocoordenador-geral da campanha à reeleição de Eduardo Azeredo, em 1998, o ex-deputado Carlos Eloy, assim como o candidato, também tentou jogar toda a responsabilidade do caixa 2 nas costas do tesoureiro Cláudio Mourão e deu uma explicação, no mínimo, inusitada.“O caixa dois de uma campanha é igualzinho ao que uma empresa privada faz: tesoureiro vai contar para alguém? Você já viu tesoureiro de empresa contar que fez caixa dois?”, afirmou. Será que existe algum tesoureiro que faz o caixa 2 da empresa em favor do interessado, o dono da empresa, sem ele saber?
Já para a Polícia Federal – que encontrou provas de que o caixa 2 de Azeredo foi financiado com dinheiro desviado do Estado de Minas Gerais – não há dúvidas de quem era o responsável central pelo esquema. “A estrutura político-eleitoral criada no ano de 1998 por Eduardo Brandão de Azeredo para disputar a reeleição ao governo do Estado de Minas Gerais precisava implementar um esquema que visasse a legitimar todo o capital reunido para custear a referida campanha. Assim, foi montada a estratégia para legitimar (lavar) os recursos que seriam empregados durante a dispendiosa campanha, tendo por base a utilização das empresas de publicidade de Marcos Valério”, afirma o relatório da Polícia Federal, destacando que “no caso analisado, tratavam-se de fundos públicos desviados das administrações direta e indireta do Estado de Minas Gerais e de valores repassados à coligação eleitoral por empresários, empreiteiros e banqueiros com interesses econômicos junto ao poder público daquela unidade da Federação”.
Até agora o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, não teve a mesma rapidez que teve com os outros para oferecer denúncia no STF. Mesmo reconhecendo que a PF reuniu muitas provas. Com viagem marcada para a Europa, ele prevê que só irá fazer alguma coisa no final do mês. “Tentei resolver tudo antes de viajar, mas não deu tempo”, tentou se explicar.
HORA DO POVO
ed. 2612
19 a 23 de Outubro de 2007

outubro 18, 2007

Orra, até que enfim: tucanoduto sai das sobras. Falta o listão de Furnas. E a privataria da Vale. E o golpe contra o Banespa.O CDHU, a Nossa Caixa…

Valerioduto: PSOL entra com representação contra tucano
O PSOL entregou, nesta quinta-feira (18), à Mesa Diretora do Senado, uma representação contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e mais uma – a sexta – contra o presidente licenciado do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Na ação contra Azeredo, este é acusado de ter se beneficiado de recursos do chamado valerioduto de Minas Gerais em 1998, quando tentou se reeleger governador do Estado.
Na sua primeira edição do ano, a revista Carta Capital destacou a autenticidade, pela Polícia Federal (PF), do documento que estima em R$ 100 milhões os gastos do ex-governador tucano de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, em 1998, no esquema conhecido como valerioduto.
O “resumo da movimentação financeira” está dividido em 11 tópicos. O primeiro deles relata que só a SMP&B e a DNA, agências do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, teriam movimentado R$ 53,8 milhões em favor do comitê de Azeredo. Uma parte substancial, quase R$ 11 milhões, teria sido desviada de empresas públicas ou recém-privatizadas à época, entre elas o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), a Cemig, a Copasa e a Loteria Mineira.
Renan
Já para a representação contra Renan, o PSOL utilizou o mesmo embasamento dos outros processos: reportagens da grande mídia. Desta vez foi uma matéria publicada pelo Estadão, que acusa o senador de ser autor de uma emenda parlamentar ao Orçamento que liberou R$ 280.000 para a construção de casas populares no município alagoano de Murici, cujo prefeito era seu filho, Renan Calheiros Filho (PMDB). A construção das casas teria sido de responsabilidade da KSI Consultoria e Construção, de propriedade de um ex-assessor de Calheiros.
Caberá à Mesa Diretora do Senado decidir se envia ou não as representações ao Conselho de Ética da Casa para que decida se é o caso de abrir processos contra os senadores. Calheiros já foi absolvido em um processo e responde a outros quatro.

Portal Vermelho

17/10/07

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.