ENCALHE

dezembro 11, 2008

Ciência ou Astrologia? O Efeito-Surpresa da crise.

Esses jornais…
Abaixo, a capa do Estadão de 4ª. Feira, e a manchete: “PIB surpreende [ grifo meu ] e cresce 6,8%”. Sub-título: “Construção lidera a maior expansão trimestral em 4 anos; analistas [ grifo meu ] prevêem [ sic ] agora [ sic, sic ] forte [ sic, sic, sic - não é soluço, não... ] retração”.
Olha, não quero julgar a matéria pela manchete [ Morou? Uma variação de "julgar um livro pela capa... ], mas – meu! – essas po***rras de jornais e revistas só fazem prever desgraças, ERRAM ADOIDADO, e culpam a própria crise por esta não estar se comportando COMO ELES ( jornais e revistas ) DESEJAM! Mas – para ajudar a compor o quadro surreal – dizem que a crise é “ruim”, “péssima”, “a pior das piores”, só que, a despeito das definições que lhe dão ela é, também: IMPREVISÍVEL…
No Jogo do Bicho, a gente chama isso de “cercar” e é o que o PIG está fazendo.
Continuando: o PIB surpreendeu quem? Talvez todo mundo, até o Lula, sabe-se lá.
E também devem estar incluídos aí, os tais ANALISTAS e CONSULTORES do mercado. Eles foram surpreendidos! E continuam a fazer suas previsões! E ainda há quem as ouça com bastante atenção e reverência – ainda que as que já fizeram não tenham dado certo, mas a vida é assim: continua-se tentando. Parece a música do Raul ( “Tente outra vez.” ). Desculpem a heresia.
O”Efeito-Surpresa” da crise não pode ser previsto ( é óbvio: senão, não seria surpresa… ). Mas eles continuam tentando: “agora” virá a “forte retração”, e nóis – que confia no Lula – sifú! É o que dá, a patuleía não acredita nos dotô Bwana, os dotô Bwana avisa, avisa, avisa ( e erra, erra, erra ) mas, quando acertarem, não tem Lula que nos salve. É o que dizem os oráculos-analistas.
Eu posso não ser o maior defensor do governo do Lula, mas que está muito – MUITO! MUITO! – divertido ver essa tucanalha, os “cidadãos de bem”, os analistas e consultores, o “Mercado”, os DEMOS, e um monte de gente importante, fina, inteligente e cabotina, zurrar silenciosamente de raiva, pelo fato das coisas não estarem saido do jeito que pretendem, meu!, tá muito legal!! Vai, lá Lula!! Eles que sifú!

janeiro 23, 2008

Os "Mercados" podem se matar que não dou a mínima! Estadão admitiu que "economistas" erraram praticamente todos os chutes em 2007. 2008 será idem.

Aliás, “economista” é o Belluzzo e o PNBJr. Os caras que o Estadão mostrou são os tais “consultores” de Finanças.
Esses dias foram de “terror” para muitos: crise nos EUA ( “Viva a Crise” disse o Hora do Povo ), inflação no Brasil, aumento do feijão, um monte de mensagens apocalípticas desencontradas. E estes jornais têm capacidade de dizer que a equipe do Lula bate cabeça, quando dois ministros divergem sobre qualquer migalha que seja.
O camarada comum ( entre os quais me incluo ) fica realmente sem saber o que ocorre. Excesso de informação leva a total desconhecimento. Que paradoxo, não? Qual é a informação que presta, afinal de contas?
Vejam só isso que saiu publicado no caderno de Economia do Estadão, em 12 de Janeiro: o título da matéria é “Inflação de 4,46% encosta na meta”.
Tipo “meio-gol”.
A certa altura do texto, lê-se o seguinte: “(…) Eulina [ Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE ] listou como principais motivos para o bom comportamento do grupo [ os "não-alimentícios"que, segundo consta, "contribuíram para que a taxa { de inflação de 2007 } não fosse maior" ] a influência do dólar sobre preços de eletrodomésticos, vestuário e energia elétrica (…), e a ausência de reajuste nos preços da gasolina [ o último foi em janeiro de 2006 ] (…)”.
PERALÁ! A gasolina não aumenta há quase 2 anos??
Eu não entendo nada de gasolina, combustíveis e detesto carros. Mas qualquer zé ruela sabe que, quando a gasosa aumenta de preço, é a maior chiadeira por aqui. Geralmente mais preocupados com o BBB, futebol, celular no ônibus ou com seus interesses mesquinhos, os consumidores – mais notadamente os paulistanos, de todas as classes – não querem saber se o petróleo está custando US$ 200 o dedal. Quer porque quer, a R$ 1,99 o navio tanque e pronto.
Uma pesquisa rápida na Internet e pronto: fico sabendo que, em janeiro de 2006 o barril chegou a mais de US$ 69,00.
Mais uma pesquisa e tenho com o que comparar: um barril de um determinado tipo de petróleo está na casa de 86 dólares e uns trocados ; em Novembro de 2007, um outro tipo do produto chegou a mais de 95 dólares.
Mérito de quem? Isso não vem ao caso. A impressão que eu tenho é a de que estou subsidiando os poluidores, mimados e assassinos motoristas de automóveis para que eles prossigam poluindo o ar que eu respiro.
E foda é que, se num dia desses o preço da gasolina aumentar, vai ser aquela puta encheção, e como sempre, sem base e nem motivo, só preconceito e ignorância.
Aliás, também o Bigstate trouxe uma entrevista com um economista em que este diz que é bobagem culpar as condições sociais pelo verdadeiro massacre que ocorre, diariamente, no Brasil. Eu ia começar a levar a sério, mas como o próprio jornal já decretou que os economistas erraram tudo, em 2207, conforme já dito acima, então deixa prá lá ( será que ao menos o rebaixamento do Corínthians eles acertaram? ).
Falando em polução. Um dia eu li umas linha em tom triunfante, acho que foi no Celso Ming, que Bush lançaria algumas medidas para aumentar o nada modesto consumo dos americanos, visando sair da recessão. Veja que coisa: os americanos não assinaram o Protocolo de Kiyoto, com a desculpa que o seu desenvolvimento não podia ser cerceado. A papelada das hipotécas escafedeu-se, o mundo vai virar pó ( de acordo com o imprensalão, é isso ) e nós dependemos, então, do aumento do consumo – logo, da poluição – pelos americanos para sair do buraco em que eles mesmos nos meteram. E ainda vem o Estadão, num editorial, chorar as pitangas que o Brasil está deixando “nosso principal mercado e parceiro” de lado. Parece que o jornal dos cafeeiros está se condoendo pelo Império. Vão dar pro cavalo!!

agosto 17, 2007

Não é turbulência, é crise!

Filed under: crise, Economia Mundial, economistas, EUA, Paulo Nogueira Batista Jr — Humberto @ 12:12 am
Não é turbulência, é crise!
O representante do Brasil no FMI, Paulo Nogueira Batista Júnior, advertiu que o problema nos mercados financeiros internacionais se constitui numa nova crise externa e não em mera turbulência, como têm tentado minimizar alguns analistas:
“O problema não está mais limitado às hipotecas, mas se espalhando por outros setores e gerando dificuldades para instituições financeiras grandes”, salientou.
Reforçando a posição de Batista Jr, a Fitch reduziu o rating da Nestle e decretou o fim da era do investimento pleno – cotação mais positiva usada pelas agências de risco – para as corporações.
Segundo Batista Jr., um risco importante é a eventual atuação atrasada dos bancos centrais, como ocorreu no Japão nos anos 80 e levou o país a longa recessão. Mas avalia que os BCs estão agindo corretamente ao garantir liquidez ao mercado.
Ele afirmou que a vulnerabilidade principal da economia brasileira é a estrutura da dívida pública, de curto prazo e com muita liquidez: “Em um momento de saída de capital, os investidores trocariam facilmente títulos públicos por dólar, o que traria pressão enorme sobre o câmbio levando ao uso das reservas internacionais em uma situação semelhante à de 2002″, disse, defendendo um esquema regional de acumulação e compartilhamento de reservas (FMIs regionais).
Já o economista Dércio Garcia Munhoz, da Universidade de Brasília (UnB), frisa que a crise torna evidente que os BCs foram feitos para regular e não agir passivamente, como no Brasil: “No que importa, o BC brasileiro se omite, mas age no que interessa ao capital especulativo: tabela juros sobre títulos públicos e deixa o câmbio livre”, critica.
Para Munhoz, também é absurdo que, apesar do superávit comercial, o governo estimule a entrada de dólares especulativos com isenção de impostos e juros altos.
Já Adriano Benayon, economista da UnB, pondera que a subida do dólar, em contraste com o que acontece no resto do mundo, mostra que a vulnerabilidade externa do país continua grande. MONITOR MERCANTIL
15/08/2007

março 11, 2007

É didático !! IstoÉ Dinheiro Online disponibiliza glossário.

Chega de não saber onde investir seu dinheiro !!
Quando você ouve esses especialistas do mercado financeiro falando em “Hedge” ou “Oscilação”, ou os geniais economistas que passaram pelos governos e agora prestam “consultoria” em gestão empresarial ( com foco em competitividade ) gastando em seus jargões ( que mais parecem conversa cifrada de significado hermenêutico – somente para iniciados nas artes esotérico-divinatórias ) que nada dizem a você, não dá vontade de se esconder em uma caverna?
Pois clique aqui nesse ponto, consulte o dicionário online da IstoÉ Dinheiro, e fale de igual para igual com o Gustavo Franco e o Luiz Carlos Mendonça de Barros.

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