ENCALHE

abril 11, 2009

Números da crise ( 8 )

Filed under: Brasil, China, crise econômica mundial, Economia, números da crise — Humberto @ 7:21 am
Executivo prevê que Brasil e China “puxarão” os emergentes
DCI
Qui, 09 de Abril de 2009
Mohamed El-Erian, principal executivo da Pacific Investment Management Co. (Pimco), disse que os países emergentes que estão registrando superávits e estão dispostos a lançar planos de incentivo fiscal “enormes” são os que têm a maior capacidade de se recuperar da recessão mundial.
“China e Brasil são dois dos que estão encabeçando esse processo”, disse El-Erian, na sede da Pimco em Newport Beach, no estado norte-americano da Califórnia, em entrevista à Bloomberg Radio, concedida na última quinta-feira. “O fundamental para um investidor em mercados emergentes é fazer diferenciação. Esta não é hora de tratar a categoria de ativos como homogênea.”
A Pimco, a maior gestora mundial de fundos de bônus, com cerca de US$ 747 bilhões em ativos, prevê que os índices mundiais de crescimento se desacelerarão em relação aos níveis históricos, uma vez que as contas dos consumidores e os balanços corporativos encolhem e se reduz a ênfase em tomar empréstimos para aumentar os retornos. As economias ocidentais, como a dos EUA, vão se recuperar mais devagar devido aos custos da revitalização do crescimento e da adoção de nova regulamentação para o sistema financeiro, disse El-Erian.
“A gente quer investir em países que têm uma situação de credor, que estão administrando superávits e têm enorme espaço para incentivos fiscais”, disse El-Erian, que também atua como co-diretor de investimentos ao lado do fundador da Pimco, William Gross. “Esses são os países que vão se levantar mais depressa e esses são os paises em que os preços dos ativos terão desempenho superior à média.”
El-Erian, 50, trabalhou 14 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), chegando ao cargo de vice-diretor. Ele ingressou na Salomon Smith Barney como diretor executivo, em Londres, em 1997, antes de entrar na Pimco, dois anos depois.
A reunião de cúpula do G-20, da semana passada, ficará aquém das expectativas em termos de resultados devido à falta de liderança, disse ele. “Todos acham que têm uma estratégia hegemônica, mas, se não cooperarem, o resultado ficará abaixo do esperado”, disse El-Erian.

Recuperação de emergentes é mais ágil
09/04/2009

Gazeta Mercantil
9 de Abril de 2009 - Mohamed El-Erian, principal executivo da Pacific Investment Management (Pimco), disse que os países emergentes que estão registrando superávits e estão dispostos a lançar planos de incentivo fiscal “enormes” são os que têm a maior capacidade de se recuperar da recessão mundial.
“China e Brasil são dois dos que estão encabeçando esse processo”, disse El-Erian na sede da Pimco em Newport Beach, na Califórnia, em entrevista à Bloomberg Radio. “O fundamental, para um investidor em mercados emergentes, é fazer diferenciação. Esta não é hora de tratar a categoria de ativos como homogênea.”
Índices globais
A Pimco, a maior gestora mundial de fundos de bônus, com cerca de US$ 747 bilhões em ativos, prevê que os índices mundiais de crescimento se desacelerarão em relação aos níveis históricos, uma vez que as contas dos consumidores e os balanços corporativos encolhem e se reduz a ênfase em tomar empréstimos para aumentar os retornos. As economias ocidentais como a dos EUA vão se recuperar mais devagar devido aos custos da revitalização do crescimento e da adoção de nova regulamentação para o sistema financeiro, disse El-Erian.
Onde investir
“A gente quer investir em países que têm uma situação de credor, que estão administrando superávits e têm enorme espaço para incentivos fiscais”, disse El-Erian, que também atua como co-diretor de investimentos ao lado do fundador da Pimco, William Gross. “Esses são os países que vão se levantar mais depressa e esses são os países em que os preços dos ativos terão desempenho superior à média.”
Expectativa pelo G20
El-Erian, 50, trabalhou 14 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), chegando ao cargo de vice-diretor. Ele ingressou na Salomon Smith Barney como diretor executivo em Londres em 1997 antes de entrar na Pimco, dois anos depois.
A reunião de cúpula do G-20, da semana passada, ficará aquém das expectativas em termos de resultados devido à falta de liderança, disse ele.
“Estados Unidos, Europa e mercados emergentes acham que têm uma estratégia hegemônica, mas, se não cooperarem, o resultado ficará abaixo do esperado”, disse El-Erian. “Precisamos de liderança.”
(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 15)
(Thomas R. Keene e Daniel Kruger Bloomberg News)

“O mundo aposta no Brasil”
No ano passado, a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha recebeu cinco mil consultas de empresas alemãs interessadas em investir no mercado brasileiro. Nos três primeiros meses de 2009, foram duas mil sondagens. A continuar nesse ritmo, o número de negócios fechados deve disparar. A explicação está na economia mundial. Segundo o presidente da entidade, Weber Porto, o Brasil se tornou uma saída viável para a crise. Weber conversou com o repórter Hugo Cilo.
Não parece contraditório o interesse pelo Brasil crescer neste momento de crise?

Não. Hoje o Brasil é reconhecido como um local seguro para investimentos. Isso faz do País uma saída para a crise. Diante da aversão maior ao risco, economias mais maduras como a brasileira são destino certo de investimentos.
As empresas alemãs apostam no Brasil?
As montadoras mantiveram os planos porque miram o longo prazo. A Bayer desembolsou recentemente R$ 140 milhões apenas em projetos de modernização. A Thyssen, do setor de mineração, vai investir a partir deste ano cerca de 4,5 bilhões de euros. Ou seja, os investimentos continuam em alta.
Já existem negócios concretos?
Fomos consultados por três empresas como a Cartier, a Louis Vuitton e a H.Stern.
Quais são os setores mais atraentes para os alemães? Existem muitos. Mas agricultura, mineração e energia receberão os maiores volumes de investimentos. ( IstoÉ Dinheiro, edição 601 )

dezembro 5, 2008

Economistas do Brasil e do exterior vão debater em Curitiba soluções para a crise

AEN/ PR
04/12/2008
Propostas e idéias para superar a crise financeira internacional serão apresentadas por cerca de 30 economistas do Brasil e do exterior durante o seminário “Crise – Rumos e Verdades”, que o Governo do Paraná promove de 7 a 11 de dezembro, no Canal da Música, em Curitiba. O seminário tem participações confirmadas de palestrantes do Brasil e de vários países, como economistas, professores e administradores da Itália, Inglaterra, Alemanha, China, Argentina, Venezuela, México, Rússia, Equador e Estados Unidos.
Os debates terão palestrantes brasileiros como Aloizio Mercadante, Márcio Henrique M. Castro, Franklin Serrano, Carlos Medeiros, Márcio Pochmann, Reinaldo Gonçalves, João Sicsú, Carlos Lessa, Ricardo Carneiro, César Benjamin , José Carlos Assis, Francisco Carlos Teixeira e Ildo Sauer. Economistas paranaenses também participam do seminário: Enio Verri, secretário do Planejamento; Maurílio Leopoldo Schmitt e Francisco de Assis Inocêncio.
A organização do seminário confirmou a participação de Alex Izurieta (Senior Economic Affairs Officer, da ONU); Franklin Serrano (Brasil), Gromyko Yury (integrante da Academia de Ciências da Rússia e diretor do Instituto de Estudos Avançados da Academia); Kobyakov, Andrey (economista e especialista em finanças da Universidade Estatal de Moscou, editor-chefe do jornal “Russian Entrepreneur” e autor de um livro sobre a decadência do dólar); Mario Lettieri, economista, ex-subsecretário de Economia e Finanças no Governo Romano Prodi (2006-08), apresentou a moção por uma “Nova Bretton Woods”, aprovada na Câmara dos Deputados da Itália em 2005; Paolo Raimondi, economista e jornalista italiano, iniciador da campanha por uma “Nova Bretton Woods” no Parlamento italiano; Michael Liebig (analista de assuntos estratégicos e editor do sítio Solon-line, na Alemanha); Mario di Constanzo (economista, México); Thomas Palley (Ph.D em Economia, trabalha na Economics for Democratic and Open Societies, nos EUA); Andong Zhu, (economista (PhD professor do Departamento de Economia da Universidade Tsinghua, na China); Magnus Ryner, (Phd. em Ciência Política, professor de relações internacionais na Universidade Oxford, na Inglaterra); José Felix Rivas (diretor do Banco Central da Venezuela); Aldo Ferrer (economista argentino, diretor da empresa estatal Energia Argentina e ex-ministro da Economia da Argentina.
O evento tem patrocínio do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Copel, Sanepar, Siscoob e BRDE, além do apoio de entidades de classe e fundações. A TV Paraná Educativa e a Rádio Educativa AM 630 vão transmitir todas as sessões, com palestras, debates e entrevistas com os palestrantes brasileiros e estrangeiros. Mais informações no site www.crise.pr.gov.br .
O seminário será aberto no domingo (7), às 19h, com a participação de dirigentes de entidades de classe empresarial. O encerramento do evento vai ocorrer no dia 11, às 14h30m, com a presença de autoridades federais e de governadores. Será aberto espaço para que professores e estudantes de economia, economistas, administradores, empresários e a população possam participar do encontro também pela internet ou por telefone.

novembro 18, 2008

"Espírito do desenvolvimento", por Delfim Netto

Finalmente nesta quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA anunciou que o governo vai comprar participação no capital de instituições financeiras para influir diretamente no restabelecimento da fluidez do crédito interbancário. Paulson reconheceu que, mesmo fornecendo liquidez à vontade, não estava conseguindo que as linhas se recompusessem voluntariamente, diante da desconfiança generalizada. Temos uma corrida contra o tempo para que o sistema financeiro mundial volte a funcionar e aos poucos consiga reduzir os efeitos que a constrição do crédito está causando na economia real dos países desenvolvidos. O rescaldo da patifaria financeira já está fazendo grandes estragos nos níveis da atividade industrial, no comércio, com a conseqüente redução da oferta de empregos e a reação defensiva dos consumidores. A questão, para o Brasil, é agir em tempo hábil para criar condições de neutralizar os efeitos da retração econômica dos países desenvolvidos sobre a nossa economia real, procurando manter a oferta de emprego na maior amplitude em todos os setores da atividade produtiva e dar sustentação aos níveis de consumo que a sociedade brasileira alcançou nos últimos dois ou três anos. Nos comentários que tenho feito sobre essa crise, venho insistindo que se tivermos inteligência e um pouco de ousadia, isto é perfeitamente atingível. O governo Lula demonstrou agilidade e competência ao enfrentar (e neutralizar em boa parte) os efeitos da tormenta nos mercados externos sobre as nossas instituições financeiras. Para surpresa de muitos, elas comprovaram uma higidez às vezes insuspeitada.
Se olharmos a economia real brasileira, aquela que tem a ver com o cidadão que ganha a vida com o seu trabalho e que depende da produção e do emprego, vemos que hoje ela apresenta condições de resistência à turbulências como não se verificavam há pelo menos 25 anos. Temos estabilidade monetária, inflação baixa, crescimento robusto do PIB e das exportações acima da média mundial, reservas superiores a US$ 200 bilhões e nossa dívida externa tornou-se desprezível. Se olharmos o longo prazo, as condições para o desenvolvimento sustentado estão dadas para os próximos 25 anos pelo menos, na medida em que nos libertamos de duas limitações fundamentais:
a) a ameaça de crises de energia, afastada com a descoberta do pré-sal, com a auto-suficiência a vista em petróleo e a retomada da construção das hidrelétricas;
b) das crises de financiamento dos déficits em conta-corrente. Nessas condições, não há razão para que o setor privado suspenda seus planos de investimentos, pois a constrição do crédito terá que ser eliminada em curto prazo pela ação conjunta do Estado e do setor bancário. O governo Lula tem demonstrado grande empenho em preservar o espírito do desenvolvimento dos empresários, recuperado nos últimos três anos a partir dos projetos do PAC. Desde o início da crise tem reiterado que não cortará o investimento público; que manterá todas as obras prioritárias de ampliação da infra-estrutura e os programas sociais, pois não aceita a idéia que é preciso parar o crescimento ou reduzir o consumo dos brasileiros para pagar as patifarias financeiras do primeiro mundo.
É preciso apoiar esta política anti-cíclica ( como a definiu a ministra-chefe da Casa Civil ) pois é a forma correta e inteligente de enfrentar os efeitos da importação da crise financeira.

"Espírito do desenvolvimento", por Delfim Netto

Filed under: crise econômica americana, crise econômica mundial, Delfim Netto, Dilma Rousseff, Economia, governo Lula, PAC — Servílio Gentil Lavapés @ 12:33 am
Finalmente nesta quarta-feira o secretário do Tesouro dos EUA anunciou que o governo vai comprar participação no capital de instituições financeiras para influir diretamente no restabelecimento da fluidez do crédito interbancário. Paulson reconheceu que, mesmo fornecendo liquidez à vontade, não estava conseguindo que as linhas se recompusessem voluntariamente, diante da desconfiança generalizada. Temos uma corrida contra o tempo para que o sistema financeiro mundial volte a funcionar e aos poucos consiga reduzir os efeitos que a constrição do crédito está causando na economia real dos países desenvolvidos. O rescaldo da patifaria financeira já está fazendo grandes estragos nos níveis da atividade industrial, no comércio, com a conseqüente redução da oferta de empregos e a reação defensiva dos consumidores. A questão, para o Brasil, é agir em tempo hábil para criar condições de neutralizar os efeitos da retração econômica dos países desenvolvidos sobre a nossa economia real, procurando manter a oferta de emprego na maior amplitude em todos os setores da atividade produtiva e dar sustentação aos níveis de consumo que a sociedade brasileira alcançou nos últimos dois ou três anos. Nos comentários que tenho feito sobre essa crise, venho insistindo que se tivermos inteligência e um pouco de ousadia, isto é perfeitamente atingível. O governo Lula demonstrou agilidade e competência ao enfrentar (e neutralizar em boa parte) os efeitos da tormenta nos mercados externos sobre as nossas instituições financeiras. Para surpresa de muitos, elas comprovaram uma higidez às vezes insuspeitada.
Se olharmos a economia real brasileira, aquela que tem a ver com o cidadão que ganha a vida com o seu trabalho e que depende da produção e do emprego, vemos que hoje ela apresenta condições de resistência à turbulências como não se verificavam há pelo menos 25 anos. Temos estabilidade monetária, inflação baixa, crescimento robusto do PIB e das exportações acima da média mundial, reservas superiores a US$ 200 bilhões e nossa dívida externa tornou-se desprezível. Se olharmos o longo prazo, as condições para o desenvolvimento sustentado estão dadas para os próximos 25 anos pelo menos, na medida em que nos libertamos de duas limitações fundamentais:
a) a ameaça de crises de energia, afastada com a descoberta do pré-sal, com a auto-suficiência a vista em petróleo e a retomada da construção das hidrelétricas;
b) das crises de financiamento dos déficits em conta-corrente. Nessas condições, não há razão para que o setor privado suspenda seus planos de investimentos, pois a constrição do crédito terá que ser eliminada em curto prazo pela ação conjunta do Estado e do setor bancário. O governo Lula tem demonstrado grande empenho em preservar o espírito do desenvolvimento dos empresários, recuperado nos últimos três anos a partir dos projetos do PAC. Desde o início da crise tem reiterado que não cortará o investimento público; que manterá todas as obras prioritárias de ampliação da infra-estrutura e os programas sociais, pois não aceita a idéia que é preciso parar o crescimento ou reduzir o consumo dos brasileiros para pagar as patifarias financeiras do primeiro mundo.
É preciso apoiar esta política anti-cíclica ( como a definiu a ministra-chefe da Casa Civil ) pois é a forma correta e inteligente de enfrentar os efeitos da importação da crise financeira.

novembro 15, 2008

PIB venezuelano cresceu 4,6% no terceiro trimestre

O Outro Lado da Notícia
Novembro 14, 2008 ·
A economia venezuelana cresceu 4,6% no terceiro trimestre de 2008 e acumula 5,6% no ano, divulgou o Banco Central da Venezuela (BCV).
Segundo o BCV, esses resultados indicam que a economia do país completou 20 trimestres consecutivos de crescimento.
A instituição ressaltou que o crescimento foi registrado em meio a tendências opostas em nível internacional e foi impulsionado por um aumento de 6% na atividade petroleira e de 4,5% na atividade não-petroleira.
A atividade petroleira registrou um crescimento de 4,1% nos três primeiros trimestres do ano, a variação “mais alta observada desde 2004″, acrescenta o relatório.
O BCV explicou que a expansão do setor não-petroleiro foi estimulada por um aumento da demanda interna, “favorecida pelo aumento progressivo da renda familiar, o maior nível de emprego e a expansão dos principais programas sociais do governo”.
Dentre os setores que registraram crescimento acentuado, segundo o BCV, estão comunicações (19,7%), serviços comunitários (8,5%), construção (7,2%), eletricidade e água (6,9%) e agricultura (2,7%).
Na indústria manufatureira, tiveram destaque a fabricação de papel (23%), maquinários e equipamentos (14,2%), couro e calçados (11,5%), minerais não-metálicos (4,4%), e alimentos (2,5%).
Com agências

E TAMBÉM:

Venezuela vê preço a US$ 60
O orçamento para 2009 na Venezuela toma como base um preço do barril de petróleo entre US$ 55 e US$ 60, informou ontem o presidente da Comissão de Energia e Minas, Ángel Rodríguez.
Embora o orçamento para o ano que vem não tenha sido divulgado oficialmente, o responsável garantiu que a queda dos preços do óleo não terá um impacto negativo nos planos sociais do governo e também não provocará aumentos de impostos.
Rodríguez lembrou que o orçamento de 2008 foi estimado com base de um preço de US$ 35 por barril e o nível de receitas petrolíferas previsto foi garantido. “O orçamento deste ano foi calculado sobre os US$ 35 por barril e, para 2009, poderá aumentar devido às condições observadas no comportamental dos preços do petróleo”, disse Rodríguez, apontando para US$ 55. “Isso cobrirá o que foi planejado para 2009″, ratificou.

(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 8)(AFP)

Gazeta Mercantil
Data: 16/10/2008

PIB venezuelano cresceu 4,6% no terceiro trimestre

O Outro Lado da Notícia
Novembro 14, 2008 ·
A economia venezuelana cresceu 4,6% no terceiro trimestre de 2008 e acumula 5,6% no ano, divulgou o Banco Central da Venezuela (BCV).
Segundo o BCV, esses resultados indicam que a economia do país completou 20 trimestres consecutivos de crescimento.
A instituição ressaltou que o crescimento foi registrado em meio a tendências opostas em nível internacional e foi impulsionado por um aumento de 6% na atividade petroleira e de 4,5% na atividade não-petroleira.
A atividade petroleira registrou um crescimento de 4,1% nos três primeiros trimestres do ano, a variação “mais alta observada desde 2004″, acrescenta o relatório.
O BCV explicou que a expansão do setor não-petroleiro foi estimulada por um aumento da demanda interna, “favorecida pelo aumento progressivo da renda familiar, o maior nível de emprego e a expansão dos principais programas sociais do governo”.
Dentre os setores que registraram crescimento acentuado, segundo o BCV, estão comunicações (19,7%), serviços comunitários (8,5%), construção (7,2%), eletricidade e água (6,9%) e agricultura (2,7%).
Na indústria manufatureira, tiveram destaque a fabricação de papel (23%), maquinários e equipamentos (14,2%), couro e calçados (11,5%), minerais não-metálicos (4,4%), e alimentos (2,5%).
Com agências

E TAMBÉM:

Venezuela vê preço a US$ 60
O orçamento para 2009 na Venezuela toma como base um preço do barril de petróleo entre US$ 55 e US$ 60, informou ontem o presidente da Comissão de Energia e Minas, Ángel Rodríguez.
Embora o orçamento para o ano que vem não tenha sido divulgado oficialmente, o responsável garantiu que a queda dos preços do óleo não terá um impacto negativo nos planos sociais do governo e também não provocará aumentos de impostos.
Rodríguez lembrou que o orçamento de 2008 foi estimado com base de um preço de US$ 35 por barril e o nível de receitas petrolíferas previsto foi garantido. “O orçamento deste ano foi calculado sobre os US$ 35 por barril e, para 2009, poderá aumentar devido às condições observadas no comportamental dos preços do petróleo”, disse Rodríguez, apontando para US$ 55. “Isso cobrirá o que foi planejado para 2009″, ratificou.

(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 8)(AFP)

Gazeta Mercantil
Data: 16/10/2008

novembro 14, 2008

"Políticas anti-recessivas", por PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

Filed under: crise econômica americana, crise econômica mundial, Economia, G-20, G-7, Paulo Nogueira Batista Jr — Servílio Gentil Lavapés @ 12:44 am
A reunião do G20 talvez seja a oportunidade para dar início a uma ação anti-recessiva de âmbito internacional
O MUNDO caminha para a recessão? Infelizmente, o risco parece ser muito real. A crise financeira iniciada nos Estados Unidos está provocando uma deterioração acentuada das perspectivas de crescimento e de geração de empregos em escala internacional. As últimas projeções do FMI, divulgadas há uma semana, não deixam dúvidas quanto a esse risco. Em 2009, todos os países do G7, exceto o Canadá, registrarão queda do PIB, segundo o FMI. Os países desenvolvidos, em seu conjunto, terão queda de 0,3% no PIB -a primeira contração anual desde a Segunda Guerra Mundial. As projeções do Fundo para os países em desenvolvimento são mais favoráveis. Nossos países serão praticamente a única fonte de crescimento na economia mundial em 2009. Mas a redução no ritmo de expansão é muito expressiva. O conjunto dos países em desenvolvimento crescerá 6,6% em 2008 e 5,1% em 2009, de acordo com o Fundo, depois de ter crescido 8% em 2007. Note-se que essas projeções pendem para o lado favorável, como indica o próprio FMI. É bem possível que a recessão seja mais profunda nos países desenvolvidos e se generalize ainda mais em 2009. As medidas tomadas nos EUA e na Europa evitaram um colapso do sistema financeiro, mas a crise ainda não foi resolvida. A recessão nos países desenvolvidos pode exacerbar a fragilidade dos bancos e outros intermediários, realimentando a instabilidade. E, nos meses recentes, os países em desenvolvimento sentiram com mais força o impacto da desordem financeira nos EUA e na Europa. O que fazer? Cresce a percepção, mesmo em meios mais apegados à ortodoxia econômica, de que os governos terão de agir para afastar o risco de uma recessão mundial. Isso significaria adotar políticas monetárias e fiscais anti-recessivas. Essa é, por exemplo, a posição do FMI, expressa publicamente em mais de uma ocasião ( ver, por exemplo, “World Economic Outlook Update”, dia 6 deste mês, http://www.imf.org/ ). Na avaliação do FMI, o estímulo proporcionado pelas políticas macroeconômicas ainda é insuficiente. É claro que as circunstâncias variam de país para país. Nem todos os governos têm condições de recorrer a políticas expansivas. Mas há espaço, em muitas economias, para atuar de forma anticíclica. No momento, o instrumento mais relevante talvez seja a política fiscal. A política monetária parece ter alcançado seu limite em vários países -seja porque as taxas de juro básicas já estão muito próximas de zero, seja porque a crise financeira obstrui a eficácia do instrumento monetário. Diversos países, alguns deles de importância sistêmica como os Estados Unidos e o Japão, chegaram a uma situação keynesiana em que a política fiscal expansionista é o instrumento mais eficaz contra uma contração nos níveis de atividade e de emprego. Essa política fiscal anti-recessiva pode tomar várias formas, incluindo expansão do investimento público em infra-estrutura, ampliação do seguro-desemprego, diminuição de impostos etc. Melhor seria se os governos pudessem atuar de forma mais ou menos simultânea e coordenada. A experiência mostra que medidas conjuntas têm impacto maior do que iniciativas nacionais isoladas. A reunião dos chefes de Estado do G20, que se realizará aqui em Washington no sábado, talvez seja a oportunidade para dar início a uma ação anti-recessiva de âmbito internacional.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 53, Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países ( Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago ), foi reeleito recentemente.

"Políticas anti-recessivas", por PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

A reunião do G20 talvez seja a oportunidade para dar início a uma ação anti-recessiva de âmbito internacional
O MUNDO caminha para a recessão? Infelizmente, o risco parece ser muito real. A crise financeira iniciada nos Estados Unidos está provocando uma deterioração acentuada das perspectivas de crescimento e de geração de empregos em escala internacional. As últimas projeções do FMI, divulgadas há uma semana, não deixam dúvidas quanto a esse risco. Em 2009, todos os países do G7, exceto o Canadá, registrarão queda do PIB, segundo o FMI. Os países desenvolvidos, em seu conjunto, terão queda de 0,3% no PIB -a primeira contração anual desde a Segunda Guerra Mundial. As projeções do Fundo para os países em desenvolvimento são mais favoráveis. Nossos países serão praticamente a única fonte de crescimento na economia mundial em 2009. Mas a redução no ritmo de expansão é muito expressiva. O conjunto dos países em desenvolvimento crescerá 6,6% em 2008 e 5,1% em 2009, de acordo com o Fundo, depois de ter crescido 8% em 2007. Note-se que essas projeções pendem para o lado favorável, como indica o próprio FMI. É bem possível que a recessão seja mais profunda nos países desenvolvidos e se generalize ainda mais em 2009. As medidas tomadas nos EUA e na Europa evitaram um colapso do sistema financeiro, mas a crise ainda não foi resolvida. A recessão nos países desenvolvidos pode exacerbar a fragilidade dos bancos e outros intermediários, realimentando a instabilidade. E, nos meses recentes, os países em desenvolvimento sentiram com mais força o impacto da desordem financeira nos EUA e na Europa. O que fazer? Cresce a percepção, mesmo em meios mais apegados à ortodoxia econômica, de que os governos terão de agir para afastar o risco de uma recessão mundial. Isso significaria adotar políticas monetárias e fiscais anti-recessivas. Essa é, por exemplo, a posição do FMI, expressa publicamente em mais de uma ocasião ( ver, por exemplo, “World Economic Outlook Update”, dia 6 deste mês, http://www.imf.org/ ). Na avaliação do FMI, o estímulo proporcionado pelas políticas macroeconômicas ainda é insuficiente. É claro que as circunstâncias variam de país para país. Nem todos os governos têm condições de recorrer a políticas expansivas. Mas há espaço, em muitas economias, para atuar de forma anticíclica. No momento, o instrumento mais relevante talvez seja a política fiscal. A política monetária parece ter alcançado seu limite em vários países -seja porque as taxas de juro básicas já estão muito próximas de zero, seja porque a crise financeira obstrui a eficácia do instrumento monetário. Diversos países, alguns deles de importância sistêmica como os Estados Unidos e o Japão, chegaram a uma situação keynesiana em que a política fiscal expansionista é o instrumento mais eficaz contra uma contração nos níveis de atividade e de emprego. Essa política fiscal anti-recessiva pode tomar várias formas, incluindo expansão do investimento público em infra-estrutura, ampliação do seguro-desemprego, diminuição de impostos etc. Melhor seria se os governos pudessem atuar de forma mais ou menos simultânea e coordenada. A experiência mostra que medidas conjuntas têm impacto maior do que iniciativas nacionais isoladas. A reunião dos chefes de Estado do G20, que se realizará aqui em Washington no sábado, talvez seja a oportunidade para dar início a uma ação anti-recessiva de âmbito internacional.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR. , 53, Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países ( Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago ), foi reeleito recentemente.

novembro 13, 2008

Requião anuncia seminário internacional para discutir “caminho para sairmos da crise”

AEN/ PR
11/11/2008
O governador Roberto Requião disse nesta terça-feira (11) que deverá ser em dezembro o seminário internacional que o Estado promoverá para discutir a crise do sistema financeiro. “A idéia é trazermos as melhores cabeças do mundo para uma discussão que indique um caminho para sairmos da crise”, falou, na abertura da reunião semanal da Escola de Governo. O Governo do Paraná, a Copel, a Sanepar e a ParanaPrevidência devem patrocinar e organizar o evento, anunciado no último domingo (9) por Requião a partir de sugestão dos economistas Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Darc Costa, ex-vice presidente do BNDES.
“O que os arautos do neoliberalismo querem é simplesmente resolver o problema do capital financeiro. No Brasil, vemos um privilégio muito claro aos exportadores, às commodities, que foram internacionalizadas, às trades internacionais”, disse o governador. Ele criticou a condução da política econômica pelo Banco Central. “O BC está jogando dinheiro no mercado sem que haja uma preocupação concreta com a mudança no modelo econômico, com investimentos públicos.”
“Nossa preocupação é analisar a crise sob a perspectiva das pessoas, da nação, e não sob a perspectiva do mercado, porque os arautos do mercado resolveram agora ser os médicos que vão apresentar a a solução para aquilo que eles mesmos causaram, com a sua incorreta condução da política econômica”, explicou o governador. “Queremos uma sugestão concreta e viável para uma mudança definitiva, já que o deus mercado provou-se absolutamente ineficaz, criando uma crise de proporções enormes”, argumentou o governador.
“A idéia do seminário surgiu porque vemos hoje a crise sendo analisada pelos arautos do neoliberalismo, pelas pessoas cuja maneira de entender a economia provocou a crise. Mas eles querem aviar os remédios para o problema, querem uma solução lampedusiana, gattopardiana, querem mudar tudo para que tudo fique exatamente como está”, criticou Requião, citando o escritor siciliano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor do clássico Il Gattopardo

Requião anuncia seminário internacional para discutir “caminho para sairmos da crise”

AEN/ PR
11/11/2008
O governador Roberto Requião disse nesta terça-feira (11) que deverá ser em dezembro o seminário internacional que o Estado promoverá para discutir a crise do sistema financeiro. “A idéia é trazermos as melhores cabeças do mundo para uma discussão que indique um caminho para sairmos da crise”, falou, na abertura da reunião semanal da Escola de Governo. O Governo do Paraná, a Copel, a Sanepar e a ParanaPrevidência devem patrocinar e organizar o evento, anunciado no último domingo (9) por Requião a partir de sugestão dos economistas Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Darc Costa, ex-vice presidente do BNDES.
“O que os arautos do neoliberalismo querem é simplesmente resolver o problema do capital financeiro. No Brasil, vemos um privilégio muito claro aos exportadores, às commodities, que foram internacionalizadas, às trades internacionais”, disse o governador. Ele criticou a condução da política econômica pelo Banco Central. “O BC está jogando dinheiro no mercado sem que haja uma preocupação concreta com a mudança no modelo econômico, com investimentos públicos.”
“Nossa preocupação é analisar a crise sob a perspectiva das pessoas, da nação, e não sob a perspectiva do mercado, porque os arautos do mercado resolveram agora ser os médicos que vão apresentar a a solução para aquilo que eles mesmos causaram, com a sua incorreta condução da política econômica”, explicou o governador. “Queremos uma sugestão concreta e viável para uma mudança definitiva, já que o deus mercado provou-se absolutamente ineficaz, criando uma crise de proporções enormes”, argumentou o governador.
“A idéia do seminário surgiu porque vemos hoje a crise sendo analisada pelos arautos do neoliberalismo, pelas pessoas cuja maneira de entender a economia provocou a crise. Mas eles querem aviar os remédios para o problema, querem uma solução lampedusiana, gattopardiana, querem mudar tudo para que tudo fique exatamente como está”, criticou Requião, citando o escritor siciliano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor do clássico Il Gattopardo

Requião anuncia seminário internacional para discutir “caminho para sairmos da crise”

AEN/ PR
11/11/2008
O governador Roberto Requião disse nesta terça-feira (11) que deverá ser em dezembro o seminário internacional que o Estado promoverá para discutir a crise do sistema financeiro. “A idéia é trazermos as melhores cabeças do mundo para uma discussão que indique um caminho para sairmos da crise”, falou, na abertura da reunião semanal da Escola de Governo. O Governo do Paraná, a Copel, a Sanepar e a ParanaPrevidência devem patrocinar e organizar o evento, anunciado no último domingo (9) por Requião a partir de sugestão dos economistas Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Darc Costa, ex-vice presidente do BNDES.
“O que os arautos do neoliberalismo querem é simplesmente resolver o problema do capital financeiro. No Brasil, vemos um privilégio muito claro aos exportadores, às commodities, que foram internacionalizadas, às trades internacionais”, disse o governador. Ele criticou a condução da política econômica pelo Banco Central. “O BC está jogando dinheiro no mercado sem que haja uma preocupação concreta com a mudança no modelo econômico, com investimentos públicos.”
“Nossa preocupação é analisar a crise sob a perspectiva das pessoas, da nação, e não sob a perspectiva do mercado, porque os arautos do mercado resolveram agora ser os médicos que vão apresentar a a solução para aquilo que eles mesmos causaram, com a sua incorreta condução da política econômica”, explicou o governador. “Queremos uma sugestão concreta e viável para uma mudança definitiva, já que o deus mercado provou-se absolutamente ineficaz, criando uma crise de proporções enormes”, argumentou o governador.
“A idéia do seminário surgiu porque vemos hoje a crise sendo analisada pelos arautos do neoliberalismo, pelas pessoas cuja maneira de entender a economia provocou a crise. Mas eles querem aviar os remédios para o problema, querem uma solução lampedusiana, gattopardiana, querem mudar tudo para que tudo fique exatamente como está”, criticou Requião, citando o escritor siciliano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor do clássico Il Gattopardo

outubro 17, 2008

"Recessão mundial?", por PAULO NOGUEIRA BATISTA JR.

Garantir o crescimento dos países em desenvolvimento talvez seja a única forma de evitar uma recessão global
O ÚLTIMO artigo que publiquei nesta coluna, há 15 dias, terminava assim: “É provável que grande parte do sistema financeiro acabe nas mãos do Estado”.
Desde então, os países no epicentro da crise deram passos largos nessa direção. Os europeus foram mais longe do que os americanos. As intervenções anunciadas na Europa e nos EUA nos últimos dias marcam uma mudança radical de atitude dos governos. Elas variam de país para país, mas apresentam três elementos centrais: a) a nacionalização de bancos ou o investimento do Estado em ações preferenciais de instituições financeiras; b) a ampliação drástica das garantias governamentais aos passivos do sistema financeiro (depósitos, linhas interbancárias etc.); e c) provisão ainda maior de liquidez aos mercados pelos bancos centrais (por exemplo, as linhas de “swap” entre o Federal Reserve, o Banco Central Europeu, o Banco do Japão, o Banco da Inglaterra e o Banco Nacional da Suíça, que vinham sendo sucessivamente ampliadas, agora não têm mais qualquer limite e serão fornecidas conforme a demanda). Essa nova onda de medidas talvez marque o ponto de inflexão no desenrolar da crise. Com grande relutância, os governos dos países desenvolvidos resolveram tomar medidas extremas para domar a crise e evitar o colapso do sistema financeiro. Mas é cedo para cantar vitória, como ficou evidente pelo comportamento dos mercados ontem. O estrago provocado pelo surto especulativo dos últimos anos ainda demorará a ser digerido. É provável que os problemas no sistema financeiro venham a exigir medidas adicionais por parte dos governos. A economia real já começou a ser fortemente afetada pela “débâcle” financeira. A maioria dos indicadores está apontando para baixo. A presidente da Reserva Federal de San Francisco, Janet Yellen, observou que praticamente todos os principais setores da economia dos EUA foram atingidos pelo choque financeiro e previu que o PIB sofrerá uma contração no último trimestre do ano. A União Européia e o Japão também correm o risco de recessão. O perigo é que a recessão, ou uma desaceleração acentuada das principais economias, tende a provocar um apodrecimento adicional da carteira das instituições financeiras, realimentando a fragilidade dos bancos e de outros intermediários. A principal fonte de crescimento da economia mundial -a essa altura praticamente a única- são os países em desenvolvimento. As últimas projeções do FMI ainda indicam crescimento expressivo desses países em 2009. Lamentavelmente, a crise se espalhou para a periferia do sistema internacional. Diversos países, inclusive alguns que têm fundamentos macroeconômicos bastante fortes, vêm sofrendo as repercussões da desordem financeira nos Estados Unidos e na Europa. Alguns governos estão iniciando negociações aqui no FMI, em busca de apoio financeiro para fazer face a situações emergenciais. Em aliança com outras cadeiras da diretoria do FMI, a cadeira brasileira vem fazendo o possível para que a instituição responda com flexibilidade às demandas dos países-membros em dificuldade. Isso significa, por um lado, utilizar de maneira ágil os instrumentos existentes e, por outro, criar uma nova linha de liquidez que permita desembolsos volumosos e rápidos, com condicionalidade limitada. Garantir o crescimento econômico dos países em desenvolvimento talvez seja a única forma de evitar uma recessão mundial.
PAULO NOGUEIRA BATISTA JR., 53, escreve às quintas-feiras nesta coluna. Diretor-executivo no FMI, representa um grupo de nove países (Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Haiti, Panamá, República Dominicana, Suriname e Trinidad e Tobago).
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