ENCALHE

setembro 8, 2009

Ecce povo: Viu idosa de 81 anos esmagada sob as rodas de um ônibus e FILMOU COM CELULAR

NEM A CHEGADA E O DESESPERO DO FILHO DA IDOSA ESMAGADA FIZERAM OS POPULARES TER ALGUM RESPEITO E SENTIMENTO HUMANO! LIXOS DESPREZÍVEIS!
A tragédia ocorreu em Vila Alpina ( Zona Leste de São Paulo ), bairro de classe-média baixa ( tipo: C-*).
Segue-se trechos da matéria publicada pela Folha da Vila Prudente ( 04.09 ), sobre o horrendo acontecimento. A destacar: o horrendo, cruel e desalmado comportamento de certo zé-povinho, diante do infortúnio e profunda dor alheios.

“Mulher de 81 anos morre atropelada por ônibus no Largo de Vila Alpina
(…) M.K.C, de 81 anos (…) O corpo da senhora ficou preso embaixo dos pneus traseiros do veículo (…). O acidente atraiu dezenas de curiosos, que logo lotaram as calçadas do entorno. Apesar da cena desagradavel, a PM teve trabalho para conter os populares que queriam se aproximar do corpo da vitima. Algumas pessoas chegaram até a filmar e tirar fotos pelo celular. Nem a chegada do filho de M., desesperado pelo acontecimento, comoveu os presentes que continuaram dando trabalho à PM (…)”.

Chega. Melhor ficar por aqui. Essa sordidez enoja.
Assim registrou o jornal de bairro O Paulistano [ trechos selecionados ] de 04 de Setembro:

“Idosa morre em atropelamento
( … ) Por volta das 15h15, a aposentada M.K.C., de 81 anos, estava fazendo a travessia na faixa de pedestres do Largo de Vila Alpina, ao lado da Igreja Nossa Senhora do Carmo, sentido bairro-centro, quando foi atropelada por um ônibus fretado ( … ) No acidente, a vítima teve morte instantânea e seu corpo ficou encostado na roda traseira esquerda do veículo.

Policiais militares da base comunitária situada no largo e de outras viaturas foram acionados. Ao chegarem ao local, os policiais rapidamente cobriram o corpo com um lençol, além de isolar a área para aguardar a presença da perícia. A cena atraiu a curiosidade de populares. Mais de 300 pessoas se aglomeram no local. Os policiais afastavam os mais curiosos. Eles tentavam se aproximar do ônibus pra identificar a vítima.
“Não cheguei a ver o atropelamento. Somente escutei os gritos. Sei que o sinal estava verde para o motorista”, declarou o comerciante autônomo, Ademir Silva ( … ) “Pelo que soube de outras pessoas, ela tropeçou na faixa e caiu”.
O motorista J.L.C., de 47 anos, visivelmente abalado, foi se abrigar na base comunitária. Ele não quis comentar o acidente com a imprensa regional. Eram quase 16h30 quando um rapaz inconformado queria descobrir a todo custo o pano, para ter certeza de que era sua mãe, mas foi contido pelos policiais.
Uma senhora numa roda de amigas dizia que conhecia e tinha certeza de quem era a vítima. “Ela participava das atividades para os grupos da terceira idade como artesanato e pintura da paróquia e da Sociedade Amigos de Vila Alpina [SAVALP], e mora na Rua Justiniano”, disse, solicitando que não fosse identificada.
Na chegada da Polícia Científica, às 17h, os policiais tiveram mais trabalho para afastar os populares que estavam próximos da cena do acidente ( … )
MOTORISTA PRESENCIOU
( … ) No dia seguinte, sábado, dia 29, o motorista de caminhão C.J. relatou ( … ) “Estava esperando o sinal abrir para entrar à esquerda na Rua Barão de Tramandaí, quando o ônibus fretado seguia em frente para passar pelo largo. O sinal estava verde para ele. A senhora de idade já estava quase no fim da travessia na sua pista, quando tropeçou e caiu para trás”, contou. “Foi uma grande gritaria, pois a roda dianteira passou por cima e o seu corpo ficou grudado na roda traseira. Foi horrível e chocante. Não quis nem ficar olhando muito. O motorista não estava e nem tinha como estar em alta velocidade. Ele ficou tão abalado que correu em direção à igreja”.

* Certo perfil da população do local pode ser aquilatado pela moda que mais faz a cabeça da moçada, o uniforme do “crime”: BONÉ, CAMISETA REGATA ( pref. de futebol ), ÓCULOS ESCUROS ( pref. de camelô, já que não é para proteger a vista, mas para “fazer tipo”, pagar de “Vida Loka” – seja lá o que isso signifique! ). Esse uniforme é usado tanto faz se de dia ou à noite.

Para o perfil ficar mais completo, acrescente a preferência deste lúmpen por motos e carros “tunados”, som na caixa: rap [ aliás, a música do Sistema ], funk batidão / pancadão, pagode ruim e poperô.
Completando o quadro sociológico: são comuns a essa localidade: gravidez adolescente, rapazes ficarem jogando dominó na praça a tarde em vez de entrar na escola, compram breja e crédito da TIM de 6 reau com o dinheiro da aposentadoria da mãe; só leem o LANCE!. Ou compram celular de 800 paus, enquanto a mãe faz faxina prá fora.

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

Ecce povo: Relembrando o "Mike Maguí"

1 – Carta de um leitor publicada na seção Sexo, do encarte Revista da Hora, jornal Agora SP, de 23 de Agosto de 2009:
“Tenho 23 anos e sou casado. Faço sexo com a minha mulher normalmente, mas, quando tenho relações com outras, ejaculo muito rápido. Será que o meu problema é psicológico ou estou com ejaculação precoce? – T.F.P”
Não vou transcrever a resposta do especialista que assina a seção, um psiquiatra do HC. Vou, no entanto, dar a minha própria resposta.
Vejam bem: ele diz ser casado, e que transa legal com a mulher. Natural. Com as outras ( mmmm… ) ele “ejacula rápido”.
A falta de maiores informações a respeito de sua relação conjugal não nos permite visualizar o quadro todo. Por exemplo: sua mulher, ela sabe que você “é rápidinho” com “as outras”? Aliás, ela sabe, ao menos, que você tem outras, ou você nunca disse a ela? E quanto a sua esposa: ela tem outros? Ou você mete bala nela se descobrir que não é o único?
Será que você, seu liberal, não se sente culpado dessa vida dupla? Ou tem, por outro lado, medo dela descolar um cara que não seja tão rápido no gatilho, além do medo de que esse cara tenha um gatilho bem maior que o seu? Como se sabe, apesar do que parece, não temos padrões tão rígidos de moral, exceto quando as coisas nos incomodam.
Saca essa: parece que aquele CQC está – ou esteve – em um estresse com a atriz pornô conhecida pelo nome artístico de Pâmela Butt. Ela não gostou nada, nada, de ter sido chamada de “prostituta” e de “puta”.
Agora, garanhão, sabe por quê ela adentrou o ramo do “entretenimento adulto”? Escuta, então.
De acordo com uma carta que ela mandou para a famosa revista “mundo cão/ fofocas/ baixarias popularescas” da Editora Abril, intitulada SOU + EU, a moça [ antes de ter abraçado esta nobre carreira ] namorava – ou era casada – com um cara que, um dia, levou um filminho pornô para o casalzinho assistir. Dá prá imaginar o cara [ o marido ] babando, vendo o trabucão causando estragos na atriz em cena, certo? Pois bem. De repente a “Pamela” elogiou a performance do ator, ou sei lá, sua avantajada qualidade de atuação.
O maridão [ ou namorado, sei lá ], todo enciumado, diante da reviravolta que o caso tomou, fez o que qualquer cabra-macho liberal faria, ao ver sua mulher se engraçar com outro [ nem que fosse na base da fantasia erótica ]: ESPANCOU A GAROTA! MUITO!
Como a mocinha não deve ter, jamais, ouvido falar da Lei Maria da Penha, refugiou-se no mundo liberal, excitante e bem-remunerado dos filmes pornô. Como protesto, claro. E tá aí, seguindo carreira. Só que, justificadamente, ficou p* da vida de ter sido chamada de “puta” pelo CQC.
Brincadeira à parte, não ironizo a violência pela qual a moça passou, nas mãos de um homem, em tese, “liberal” e “sacana”, que viu toda a sua teoria ir por água abaixo quando percebeu que sua mina estava gostando de assisitir ao pornozinho.
Entende? É legal ver o “Tatuzão Arrombador” [ aliás, certos textos de histórinhas eróticas fazem mais lembrar uma sessão de extração de informações no SPA de Guantánamo, acha não? ] fazendo estragos, por exemplo, na região glútea das mulheres, contanto que não sejam nossas mães, filhas e namoradas. Estas, a gente tem que comer primeiro, sem deixar gavião vir bicar.
De volta ao leitor TFP, talvez você esteja preocupado com a possibilidade de que sua esposa, tadinha, esteja descolando um amante que não seja tão “precoce” como você é para as “outras mulheres de sua vida”. Essa tensão toda está fazendo você não render a performance desejada, campeão.
* MIKE MAGUÍ é o nome de um texto do glorioso L. F. Veríssimo, no qual um casal conversa sobre “um pornozinho” que assistiram na residência de um casal amigo. O clima fica meio esquisito quando algum dos dois menciona, ainda que de forma reticente, o “talento” do protagonista da película, o tal “Mike Maguí”.

novembro 16, 2008

Ecce Povo: Lugar de carro é qualquer lugar

Planeta: Terra.
Cidade: São Paulo.
Como várias outras metrópoles ao redor do globo, São Paulo também enfrenta o problema do lixo.

Hoje, quatro desses lixos estacionaram seus carros sobre a calçada, próximo a uma das entradas do Metrô Estação Ana Rosa. Era cerca de 2 da tarde.
Perfil estético dos tipos: gordos de breja, torrados de Sol, óculos de camelô, tatuagens e camisa preta-e-branca de um conhecido time paulistano de futebol. Provavelmente iam ao jogo, que iria ocorrer mais tarde no Pacaembú. Fizeram daquele local o ponto de encontro e das calçadas seu estacionamento.
CET? Amarelinho? Marronzinho?
Claro que não havia. A chamada “INDÚSTRIA DA MULTA” esta lenda urbana inventada por canalhas, mau-caráteres, e plenamente usada como desculpa por cafajestes, não existe, claro. Todos sabem disso.
Se jogassem na minha mão um talão de multas, e eu fosse preencher apenas durante meu percurso diário, precisaria de uns três por dia sem esforço: só de gente ( “gente” é força de expressão, claro ) falando no celular enquanto guia, e fdps que usam a calçada como se fosse a sala de suas casas, era um talão por dia no mínimo, sem risco de recursos ( “Ah, meu… Eu não sabia…” ).

Se você desse a chave dos cofres públicos pra esses que reclamam da suposta “Indústria da Multa”, era dois palitos e a grana ia sumir rapidinho.

É mais fácil de existir a “Conspiração Reptiliana” ou a “Iluminatti” que essa “Indústria da Multa”.

Fotos extraídas do Blog Foto Cidadão. Os veículos nas fotos não se referem ao post acima, estão aqui apenas para fins de ilustração.

http://fotocidadao.wordpress.com/2007/11/14/todo-dia-cansei/#comment-137

novembro 15, 2008

Ecce povo

Filed under: consumismo, Ecce povo, shopping-centers, vida em sociedade — Humberto @ 1:43 am
1 – Ia hoje, pela Ricardo Jaffet ( Z.Sul de São Paulo ), lá pelas 13:40 hs. Quando me encontrava lá pelo número 660 do citado logradouro, percebi que entrou na avenida,vinda duma travessa, uma perua van escolar, com umas 3 crianças. A motorista falava ao celular enquanto guiava. Infelizmente não deu tempo de pegar uma caneta para anotar mais dados. Só sei que o veículo era marrom meio claro, com a faixa amarela onde estava escrito “ESCOLAR”. A motorista parecia ter o cabelo curto – quase um Channel – e óculos de grau com grosso aro preto. A placa terminava, se enxerguei direito, “8880″.
2 – Essa me contaram: a mãe do cara de uns 18/ 19 anos faz limpeza na casa de outros pra ganhar a vida. Além disso, as pessoas ainda lhe dão algum mantimento, umas frutas, etc. Este filho dela ( não souberam me contar direito ) “acompanha” um grupo de pagode, ganhando uns 700 pilas. Agora, o cara vai ganhar uns 1200 contos. Mal pegou uma parte da bolada, foi correndo comprar… um celular de 700 REAIS!!! A mãe, contando todos os truques e badulaques do aparelhinho, acho que não se deu conta da merda. Questão de valores, né? O que é mais importante prá você?
3 -Ouvi no busão: passávamos no viaduto que liga Vila Prudente a Ipiranga, sentido Centro. Quando chegamos ao lado do local onde funcionava a FORD, duas passageiras olharam pra área, que irá abrigar um shopping center:
- Ai, um chópin, né?
- É… ainda bem, né?
Poderia ser um monte de coisas, um campus, escola profissionalizante. Elas ficam felizes com o centro de compras, é “lugar prá passiá”! Questão de valores, etc, etc…

Ecce povo

Filed under: consumismo, Ecce povo, shopping-centers, vida em sociedade — Humberto @ 1:43 am
1 – Ia hoje, pela Ricardo Jaffet ( Z.Sul de São Paulo ), lá pelas 13:40 hs. Quando me encontrava lá pelo número 660 do citado logradouro, percebi que entrou na avenida,vinda duma travessa, uma perua van escolar, com umas 3 crianças. A motorista falava ao celular enquanto guiava. Infelizmente não deu tempo de pegar uma caneta para anotar mais dados. Só sei que o veículo era marrom meio claro, com a faixa amarela onde estava escrito “ESCOLAR”. A motorista parecia ter o cabelo curto – quase um Channel – e óculos de grau com grosso aro preto. A placa terminava, se enxerguei direito, “8880″.
2 – Essa me contaram: a mãe do cara de uns 18/ 19 anos faz limpeza na casa de outros pra ganhar a vida. Além disso, as pessoas ainda lhe dão algum mantimento, umas frutas, etc. Este filho dela ( não souberam me contar direito ) “acompanha” um grupo de pagode, ganhando uns 700 pilas. Agora, o cara vai ganhar uns 1200 contos. Mal pegou uma parte da bolada, foi correndo comprar… um celular de 700 REAIS!!! A mãe, contando todos os truques e badulaques do aparelhinho, acho que não se deu conta da merda. Questão de valores, né? O que é mais importante prá você?
3 -Ouvi no busão: passávamos no viaduto que liga Vila Prudente a Ipiranga, sentido Centro. Quando chegamos ao lado do local onde funcionava a FORD, duas passageiras olharam pra área, que irá abrigar um shopping center:
- Ai, um chópin, né?
- É… ainda bem, né?
Poderia ser um monte de coisas, um campus, escola profissionalizante. Elas ficam felizes com o centro de compras, é “lugar prá passiá”! Questão de valores, etc, etc…

Ecce povo

Filed under: consumismo, Ecce povo, shopping-centers, vida em sociedade — Humberto @ 1:43 am
1 – Ia hoje, pela Ricardo Jaffet ( Z.Sul de São Paulo ), lá pelas 13:40 hs. Quando me encontrava lá pelo número 660 do citado logradouro, percebi que entrou na avenida,vinda duma travessa, uma perua van escolar, com umas 3 crianças. A motorista falava ao celular enquanto guiava. Infelizmente não deu tempo de pegar uma caneta para anotar mais dados. Só sei que o veículo era marrom meio claro, com a faixa amarela onde estava escrito “ESCOLAR”. A motorista parecia ter o cabelo curto – quase um Channel – e óculos de grau com grosso aro preto. A placa terminava, se enxerguei direito, “8880″.
2 – Essa me contaram: a mãe do cara de uns 18/ 19 anos faz limpeza na casa de outros pra ganhar a vida. Além disso, as pessoas ainda lhe dão algum mantimento, umas frutas, etc. Este filho dela ( não souberam me contar direito ) “acompanha” um grupo de pagode, ganhando uns 700 pilas. Agora, o cara vai ganhar uns 1200 contos. Mal pegou uma parte da bolada, foi correndo comprar… um celular de 700 REAIS!!! A mãe, contando todos os truques e badulaques do aparelhinho, acho que não se deu conta da merda. Questão de valores, né? O que é mais importante prá você?
3 -Ouvi no busão: passávamos no viaduto que liga Vila Prudente a Ipiranga, sentido Centro. Quando chegamos ao lado do local onde funcionava a FORD, duas passageiras olharam pra área, que irá abrigar um shopping center:
- Ai, um chópin, né?
- É… ainda bem, né?
Poderia ser um monte de coisas, um campus, escola profissionalizante. Elas ficam felizes com o centro de compras, é “lugar prá passiá”! Questão de valores, etc, etc…

Ecce povo

Filed under: consumismo, Ecce povo, shopping-centers, vida em sociedade — Humberto @ 1:43 am
1 – Ia hoje, pela Ricardo Jaffet ( Z.Sul de São Paulo ), lá pelas 13:40 hs. Quando me encontrava lá pelo número 660 do citado logradouro, percebi que entrou na avenida,vinda duma travessa, uma perua van escolar, com umas 3 crianças. A motorista falava ao celular enquanto guiava. Infelizmente não deu tempo de pegar uma caneta para anotar mais dados. Só sei que o veículo era marrom meio claro, com a faixa amarela onde estava escrito “ESCOLAR”. A motorista parecia ter o cabelo curto – quase um Channel – e óculos de grau com grosso aro preto. A placa terminava, se enxerguei direito, “8880″.
2 – Essa me contaram: a mãe do cara de uns 18/ 19 anos faz limpeza na casa de outros pra ganhar a vida. Além disso, as pessoas ainda lhe dão algum mantimento, umas frutas, etc. Este filho dela ( não souberam me contar direito ) “acompanha” um grupo de pagode, ganhando uns 700 pilas. Agora, o cara vai ganhar uns 1200 contos. Mal pegou uma parte da bolada, foi correndo comprar… um celular de 700 REAIS!!! A mãe, contando todos os truques e badulaques do aparelhinho, acho que não se deu conta da merda. Questão de valores, né? O que é mais importante prá você?
3 -Ouvi no busão: passávamos no viaduto que liga Vila Prudente a Ipiranga, sentido Centro. Quando chegamos ao lado do local onde funcionava a FORD, duas passageiras olharam pra área, que irá abrigar um shopping center:
- Ai, um chópin, né?
- É… ainda bem, né?
Poderia ser um monte de coisas, um campus, escola profissionalizante. Elas ficam felizes com o centro de compras, é “lugar prá passiá”! Questão de valores, etc, etc…

Ecce povo

Filed under: consumismo, Ecce povo, shopping-centers, vida em sociedade — Humberto @ 1:43 am
1 – Ia hoje, pela Ricardo Jaffet ( Z.Sul de São Paulo ), lá pelas 13:40 hs. Quando me encontrava lá pelo número 660 do citado logradouro, percebi que entrou na avenida,vinda duma travessa, uma perua van escolar, com umas 3 crianças. A motorista falava ao celular enquanto guiava. Infelizmente não deu tempo de pegar uma caneta para anotar mais dados. Só sei que o veículo era marrom meio claro, com a faixa amarela onde estava escrito “ESCOLAR”. A motorista parecia ter o cabelo curto – quase um Channel – e óculos de grau com grosso aro preto. A placa terminava, se enxerguei direito, “8880″.
2 – Essa me contaram: a mãe do cara de uns 18/ 19 anos faz limpeza na casa de outros pra ganhar a vida. Além disso, as pessoas ainda lhe dão algum mantimento, umas frutas, etc. Este filho dela ( não souberam me contar direito ) “acompanha” um grupo de pagode, ganhando uns 700 pilas. Agora, o cara vai ganhar uns 1200 contos. Mal pegou uma parte da bolada, foi correndo comprar… um celular de 700 REAIS!!! A mãe, contando todos os truques e badulaques do aparelhinho, acho que não se deu conta da merda. Questão de valores, né? O que é mais importante prá você?
3 -Ouvi no busão: passávamos no viaduto que liga Vila Prudente a Ipiranga, sentido Centro. Quando chegamos ao lado do local onde funcionava a FORD, duas passageiras olharam pra área, que irá abrigar um shopping center:
- Ai, um chópin, né?
- É… ainda bem, né?
Poderia ser um monte de coisas, um campus, escola profissionalizante. Elas ficam felizes com o centro de compras, é “lugar prá passiá”! Questão de valores, etc, etc…

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.