ENCALHE

setembro 20, 2008

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

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