ENCALHE

dezembro 1, 2007

Mortes por sarampo em África caem 91%

Filed under: África, doenças, fome e miséria, Ghana, mortalidade infantil, sarampo, vacinas — Humberto @ 2:13 am
BBC
29/11/07
Agências internacionais de saúde referem progressos significativos na redução do número de mortes em África causadas pelo sarampo.
A vacina contra o sarampo é segura, eficaz e barata
Segundo as agências, o número de fatalidades caíu em mais de 90% nos primeiros seis anos da presente década.
Em 2000 morreram cerca de 400 mil crianças em África devido ao sarampo. Em 2006 este número caíu para menos de 40 mil.
A Directora-Geral da Organização Mundial de Saúde, Margaret Chan, descreveu estes resultados como “um importante sucesso na área da saúde pública.”
Para a Doutora Chan, isso deveu-se a um compromisso dos governos africanos, assumido há sete anos, para começar a vacinar todas as crianças contra o sarampo. A taxa de mortalidade caíu agora em mais de 90%.
Em termos globais, o sarampo foi totalmente eliminado nos países mais ricos, mas nas regiões mais pobres, as crianças mal nutridas continuam vulneráveis e registam muitas mortes.
Em 2001, várias agências internacionais constituiram a Iniciativa Contra o Sarampo, para erradicar esta doença à escala mundial.
Gigantescas campanhas de vacinação tiveram um grande impacto na redução do número de mortes.
‘Realidade inaceitável’
De 2000 a 2006, cerca de 478 milhões de crianças entre os 9 e os 14 anos foram vacinadas contra o sarampo em 46 dos 47 países mais afectados por esta doença.
Em 2006, a vacinação rotineira global contra o sarampo atingia cerca de 80% pela primeira vez – dos 72% seis anos antes.
As melhorias mais assinaláveis registaram-se em África e na região leste do Mediterrâneo.
Mas ainda há muito por fazer, especialmente na Índia e no Paquistão, onde as mortes devido a esta doença atingem os índices mais elevados do mundo.
Segundo a Directora-Executiva da UNICEF, Ann Veneman, o sarampo continua a matar diariamente em todo o mundo cerca de 600 crianças com menos de 5 anos de idade.
“Trata-se de uma realidade inaceitável quando existe uma vacina segura, eficaz e barata que pode ser usada para evitar esta doença.”

Cerca de 600 crianças morrem todos os dias devido ao sarampo

Ghana, um exemplo
O Ghana é um dos países mais bem sucedidos na redução da incidência do sarampo.
O Doutor Kwadwo Antwi Ageyei, o director do Programa Ghanense de Vacinação Contra o Sarampo, disse à BBC que os dados alcançados no seu país foram extraordinários.
“Nos últimos quatro anos, no Ghana, não houve mortes causadas pelo sarampo. Há cerca de vinte anos estávamos a perder entre 5 e 10 crianças todos os dias.”
Para o Doutor Kwadwo Antwi Ageyei, uma das formas de medir o sucesso da campanha anti-sarampo no seu país foi que começou a tornar-se cada vez mais difícil encontrar crianças infectadas.
“Em termos do número de casos de sarampo, passámos de cerca de 12 mil casos anuais para 2 mil há algum tempo atrás e para menos de 500 há cinco anos. Mas agora os casos de sarampo são tão raros que se tornou difícil encontrar doentes para serem analisados pelos estudantes de medicina.”



novembro 30, 2007

Superando a mesquinharia: solução do suposto apagão aéreo é questão de Saúde em âmbito mundial. Viu, classe-média?!!!

Comissão aprova doação do Brasil ao combate de doenças
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na quarta-feira (28) autorização para que o Poder Executivo efetue doação de US$ 20 milhões (cerca de R$ 36 milhões) à Aliança Global para Vacinas e Imunização. O objetivo é contribuir com o Mecanismo de Financiamento Internacional para Imunização (IFFIm, na sigla em inglês), destinado a ações de vacinação e imunização em países de baixa renda. A doação será dividida em parcelas iguais e subseqüentes ao longo de 20 anos.
A autorização consta do Projeto de Lei 6751/06, do Poder Executivo. A comissão aprovou o projeto na forma de substitutivo do relator, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), que restringiu as doações previstas pelo governo. O projeto original autorizava, por exemplo, a doação de cerca de US$ 9,3 milhões (R$ 16,7 milhões) ao Mecanismo para Choques Exógenos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Taxa sobre passagem internacional
O substitutivo de Gadelha permite que o Poder Executivo faça doação anual, por tempo indeterminado, à Central Internacional para Compra de Medicamentos (Unitaid). Essa doação está prevista no projeto original. O valor doado será na proporção de US$ 2,00 (R$ 3,60 ao câmbio de hoje) por passageiro que embarque em aeronave, em território brasileiro, com destino ao exterior. Estão excluídos do cálculo os passageiros em trânsito no País.
O objetivo seria estabelecer uma taxa de US$ 2,00 para cada passagem internacional a partir do Brasil, mas isso não ficou explícito no texto aprovado. O relator informou que essa alteração deverá ser feita pela Comissão de Finanças e Tributação, a próxima a analisar a proposta.Benefícios internacionaisMarcondes Gadelha afirmou que essas doações vão beneficiar a comunidade internacional de um modo geral. Ele levou em consideração a posição e a importância do Brasil no cenário internacional e os interesses da política externa brasileira.
O IFFIm pretende estabelecer compromissos de ajuda futura para arrecadar fundos nos mercados internacionais de capitais. Esse mecanismo pode emitir bônus no mercado internacional, garantidos por compromissos legais assumidos pelos países doadores, na forma de aportes financeiros a fundo perdido.
Os fundos arrecadados serão usados de imediato em projetos de saúde e programas de imunização das populações carentes nos países em desenvolvimento mais vulneráveis.
Gadelha disse que o Brasil deve estar atento e preparado para, no futuro, autorizar a ampliação dessas doações, conforme as necessidades dos programas de vacinação e imunização em esfera mundial. “Isso em nosso próprio benefício, já que as doenças desconhecem fronteiras”, acrescenta.
Passagens aéreas
O relator lembrou que a taxa de US$ 2,00 se refere à contribuição solidária sobre passagens aéreas internacionais, uma iniciativa do Brasil e da França que foi discutida em reuniões sobre mecanismos inovadores de financiamento ao desenvolvimento. A proposta contou com o apoio do presidente brasileiro durante a cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada em 2005. A contribuição já conta com o apoio de países como o Chile, a Noruega e o Reino Unido, além do amparo da Organização Mundial de Saúde.”A Unitaid, destinatária da doação, deverá alcançar nos próximos anos importância crucial para minimizar a tragédia que doenças como a Aids, a malária e a tuberculose representam em países pobres e em desenvolvimento”, afirma o parlamentar.
Tramitação
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara
30/11/07

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