ENCALHE

setembro 3, 2009

"Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada", por Diário Gauche

Como a TV Globo vê o “ditador” Álvaro Uribe
Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada
Uma graça o noticiário do Bom Dia Brasil, de hoje. Telegraficamente foi informado sobre a votação no Congresso colombiano, onde o direitista Uribe conquista a possibilidade de disputar pela terceira vez a presidência do país. Mais não foi dito. Nada de “comentaristas” reclamando das aspirações continuístas do “ditador” Uribe, nada de “especialistas” prevendo o caos institucional para a Colômbia e para o resto da América do Sul, nada dos democratas de plantão de alertarem para o grave precedente colombiano, nada… Acho que esqueceram de falar. Sei lá.


Veja o vídeo em DIARIO GAUCHE

maio 14, 2008

Luxo só em Myanmar

Filed under: ditaduras, fome e miséria, Myanmar — Humberto @ 12:27 am
Li em algum lugar, ontem, que o casamento da filha do presidente de Myanmar, Than Shwe, ocorrido em 2006, consumiu o equivalente a 3 vezes o valor do orçamento nacional destinado à Saúde. Que festão, hein?

fevereiro 5, 2008

"Votar não garante a democracia" , Jim Lobe

Washington, 01/02/2008 (IPS) – O Ocidente, na perseguição de seus objetivos políticos e econômicos, recompensa com freqüência autoproclamadas “democracias” que violam as liberdades civis e políticas, segundo a organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
Só o fato de realizar eleições não torna democrático um país, alerta a última edição do Informe Mundial da HRW, divulgado ontem na sede dessa organização em Nova York. Mas, tanto Estados Unidos quanto a União Européia usam a existência de eleições para justificar a ajuda e o estreitamento dos vínculos com governos amigos e potencialmente úteis, acrescenta o estudo anual.
“Parece que Washington e os governos europeus aceitam inclusive as mais duvidosas eleições se o vencedor é um aliado estratégico ou comercial”, disse o diretor da HRW, Kenneth Roth, autor da introdução do informe.
“Se os ditadores podem chamar-se a si mesmos de democratas terão adquirido uma poderosa ferramenta para evitar as pressões destinadas a fazer os direitos humanos serem respeitados”, escreveu Roth.
“É hora de adotar uma visão mais ampla da democracia, que incorpore os direitos humanos”, acrescentou.
Um claro exemplo foi o apoio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em 2007, ao seu colega paquistanês, Pervez Musharraf, a quem definiu como “alguém que acredita na democracia” e reconheceu seu governo por ter colocado o país “no caminho” para esse sistema de governo. Pouco antes, Musharraf havia decretado o estado de emergência, removido os juízes da Suprema Corte e prendido milhares de ativistas da oposição.
“Os líderes do Egito, Etiópia, Cazaquistão e Nigéria se envolvem com o manto da democracia sem que quase exista objeção internacional. Assim, se joga ao chão o conceito de democracia, deixando de lado seu componente de direitos humanos”, afirmou Roth.
O informe analisa a situação em 75 países. Chama particularmente a atenção sobre o agravamento da crise humanitária na Somália e na região de Ogaden, na Etiópia. Também centra sua atenção na contínua violência na ocidental região sudanesa de Darfur, pela qual se responsabiliza o governo de Cartum. O estudo de HRW também analisa a repressão da junta militar da Birmânia contra manifestantes encabeçados por monges budistas, bem como o crescente número de vítimas civis em razão do conflito interno no Sri Lanka.
Segundo a HRW, os jogos olímpicos deste ano, em Pequim, oferecem uma oportunidade ideal para que a comunidade internacional pressione as autoridades chinesas para que melhorem seu histórico em matéria de diritos humanos.
A introdução de Roth reaviva o longo debate entre os defensores dos direitos humanos, que acreditam que seu respeito levará à criação de instituições democráticas e os que afirmam que a realização de eleições é um pré-requisito para conseguir reformas democráticas.
A polêmica começou no início dos anos 80, quando as eleições em El Salvador, afetada por uma guerra civil, foram utilizadas pelo ex-presidente norte-americano Ronald Reagan (1981-1989) como justificativa para as centenas de milhões de dólares, majoritariamente em ajuda militar, que concedeu ao governo desse país. Enquanto isso, as forças de segurança assassinavam opositores, ao ritmo de centenas cadames. Elliott Abrams, que nessa época era subsecretário de Estado para os Direitos Humanos do governo Reagan, atualmente é conselheiro-adjunto de Segurança Nacional para a Democracia Global.
Roth retoma implicitamente o velho debate. Diz que, enquanto o direito internacional conta com códigos que garantem princípios básicos em matéria de direitos humanos como o voto universal, a liberdade de imprensa e de reunião e os direitos das minorias, não existem tratados que estabeleçam as condições para a democracia.
“Os autocratas podem se dar bem montando uma farsa de democracia, porque muitos governos ocidentais se limitam a insistir na realização de eleições, e somente com isso”, destacou Roth.
“Não pressionam os governos em temas fundamentais que fazem a democracia funcionar: uma imprensa livre, o direito de associação e reunião ou a existência de uma sociedade civil que possa realmente desafiar o poder”, acrescentou Roth.
O governo Bush “abraçou a promoção da democracia como uma alternativa mais tímida à defesa dos direitos humanos”, o que tem sua contra-cara em seus próprios antecedentes na matéria, que incluem tortura de presos, negação de hábeas corpus e detenções secretas.Entretanto, os Estados Unidos mantêm, em geral, seus processos democráticos.
Segundo HRW, a justificativa da invasão do Iraque em termos de promoção da democracia deu aos ditadores um novo arsenal de argumentos para resistir diante das pressões das reformas, entre os quais figura o caos desatado pela ocupação militar desse país. De todo modo, a maioria dos autocratas prefere usar o manto democrático através de eleições, cujo caráter fraudulento é fácilmente ignorado pelos governos ocidentais.
O informe menciona os casos de fraude no Chade, na Jordânia, Cazaquistão, Nigéria, Uzbequistão e Zimbábue; controle do aparelho eleitoral no Azerbaijão, Bahrein, Malásia e Tailândia, e travas aos candidatos opositores em Cuba, Bielorússia, Egito, Irã, os territórios ocupados por Israel, Libia, Turcomnistão e Uganda. Outros governos recorreram à violência política (Camboja, Etiópia, Líbano, República Democrática do Congo e Zimbábue), limitaram a liberdade de imprensa e da sociedade civil (Rússia e Túniz) ou prejudicaram o estado de direito para garantir triunfos eleitorais (China e Paquistão).
A reação dos países ocidentais, ou a falta dela, diante destes abusos gerou acusações sobre uma dupla moral. “Os Estados Unidos criticam vigorosamente seus velhos adversários, como Birmânia, Cuba ou Síria, mas eximiram disso aliados como Arábia Saudita, Etiópia ou Túniz, enquanto sua efêmera pressão sobre outros, como Egito ou Jordânia, se desfez”, disse Roth. (IPS/Envolverde) (FIN/2008)

janeiro 23, 2008

Documentos da CIA tornados públicos mostram que agentes da inteligência argentina atuaram clandestinamente no México nos anos 70 ( em espanhol )

1978: Operación Clandestina de la Inteligencia Militar Argentina en México.
Washington D.C., Enero 20, 2008 U.S. Secretary of State Henry Kissinger meets with Argentine foreign minister, Admiral Cesar Augusto Guzzetti, on October 7, 1976 (Photo courtesy of Clarín.com (Argentina), http://old.clarin.com/diario/2003/12/04/p-01001.htm)

Documentos hechos públicos hoy por el National Security Archive revelan como agentes de un escuadrón de inteligencia argentino fueron capturados por el servicio secreto mexicano y expulsados por espionaje a los [exilados] Montoneros radicados en México, en enero de 1978.

La prensa de la época denunció las operaciones encubiertas de los argentinos para asesinar a la dirigencia Montonera
Hoy los documentos oficiales de lo que fuera la Dirección Federal de Seguridad (DFS) de México, confirman que agentes del Área de Operaciones 121 de Rosario, Argentina, fueron enviados por las autoridades militares de su país.

National Security Archives

dezembro 31, 2007

"The August Sale" – PÔSTER

Esse aqui era para ter sido postado em “homenagem” ao 11 de Setembro. Mas, com essa história de Operação Condor vindo à tona, acho que este aqui é pertinente. Infelizmente.

outubro 21, 2007

Pinochet, o ditador corrupto

Jasson de Oliveira Andrade
Em vista da corrupção que campeia no Brasil, um conhecido me disse: “Precisamos de um Pinochet”. Ele desconhecia que o ditador chileno, no poder de setembro 1973 a 1990, era um corrupto como se pode verificar com essa manchete do Estadão (5/10/2007): “Família Pinochet é presa por desfalque – Viúva do ex-ditador, os cinco filhos e outros 17 aliados são detidos pelo suposto desvio de US$ 27 milhões”. Ele, portanto, não serve de exemplo para combater os nossos corruptos. Pinochet é pior. Antes de morrer, em dezembro de 2005, aos 91 anos, esteve preso. Como estava doente, ficou em prisão domiciliar. Além de torturar e matar, o ditador chileno era ainda acusado de suposto desvio de dinheiro.
O analista chileno Robert Funk declarou ao Estadão que a investigação foi um duro golpe para as pessoas que ainda apoiavam o ex-ditador. “A revelação das contas secretas no exterior fez com que muitos chilenos, até mesmo os que foram partidários da ditadura, ficassem ainda mais decepcionados com as ações do regime Pinochet”. Já o juiz chileno Carlos Cerda, ao divulgar sua decisão, disse: “Há presunções fundamentadas, também justificadas na resolução, no sentido de que essas pessoas, que são parentes de Augusto Pinochet Ugarte, que em paz descanse, tiveram participação neste delito [desvio de dinheiro público]”.
Outro analista chileno, Patrício Navia, em declaração à Folha (5/10), afirmou que o desdobrar do caso demonstra que “a Justiça avança mais fácil em temas de corrupção e enriquecimento ilícito de ex-ditadores do que em violação de direitos humanos [ torturas, mortes, etc.]. Adiante Navia comenta: “A imagem pública que ficará de Pinochet é uma questão para os historiadores, mas a transformação de sua família em ré contribui para destruir a imagem de ditador bem-intencionado. (…) As violações de direitos humanos muitas vezes são justificados como “excessos”, mas corrupção é mais difícil de justificar, porque, além de tudo, leva tempo para planejar”. Em artigo à Folha (8/10), sob o título “A direita chilena em choque”, Newton Carlos, analista de questões internacionais, um dos maiores do Brasil, faz essa revelação: “Já são três os suicídios de envolvidos em processos contra crimes do pinochetismo. A fuga do ex-general Iturriaga é o episódio que melhor ilustra a sensação de abandono dos que se julgavam sob o manto de impunidade”. Adiante o jornalista brasileiro comenta: “A direita chilena, ou parte considerável dela, ficou chocada quando foi descoberto que Pinochet e sua família tinham contas secretas em bancos americanos. Um de seus argumentos considerados mais sólidos, em defesa do regime militar, era o de um poder que havia entronizado a probidade num continente com história de déspotas bilionários. VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS TALVEZ, CORRUPÇÃO NUNCA (destaque meu). Com o véu em queda, ela se retraiu, continua sendo direita, mas sem muito pinochenismo”.
Ditadura não serve de exemplo para nenhum país. Com a censura, os ditadores de plantão impedem que a população tome conhecimento da verdade. Na democracia, conhecemos a corrupção através da imprensa escrita e falada. Podem-se haver exageros, mas é melhor assim do que se esconder as mazelas.
Nunca é demais repetir o que já escrevi: “As ditaduras, sejam de direita ou de esquerda, levam à tortura [e também à corrupção, acrescento agora]. A democracia, por pior que seja, é bem melhor e preferível à ditadura.” O exemplo Pinochet é muito ilustrativo!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Outubro 2007
Postado por Redação Portal Mogi Guaçu
LEIA TAMBÉM:
Por medo de golpe de Estado, Diabo reluta em conceder asilo político a Pinochet

setembro 14, 2007

O dedo dos EUA no golpe

Enquanto ações norte-americanas contra a democracia do Brasil vão-se revelando – graças a leis que garantem aos cidadãos americanos acesso a informações de interesse público –, o lado brasileiro continua obscurecido nos arquivos do regime militarO inútil e o desagradável: A classe média católica vai à rua dar aos militares a bênção para o golpe apoiado pela CIA
Igor Fuser

Revista do Brasil
Ed.16 – Setembro/07


O embaixador norte-americano no Brasil em 1964, Lincoln Gordon, passou os últimos 43 anos de sua vida (ele tem 93 e, ainda lúcido, mora numa casa de repouso nos arredores de Washington) negando o envolvimento dos Estados Unidos no golpe que levou os militares brasileiros ao poder. Em 1966, dois anos depois da quartelada de 31 de março, ele declarou em depoimento ao Senado dos EUA: “O presidente (João) Goulart foi derrubado por um movimento puramente, 100%, não 99,44%, mas 100% brasileiro”. Hoje é possível confirmar, com absoluta certeza, aquilo que sempre se suspeitou. A solene negativa de Gordon era uma afirmação – não 99,44%, mas 100% – mentirosa.
As provas de que os EUA conspiraram contra a democracia brasileira tornaram-se conhecidas quando Philip Agee, ex-agente da CIA, contou o que sabia num livro de 1975. Desde a posse de Goulart, em 1962, os dólares de Washington financiavam políticos e jornais de oposição no Brasil, entre os quais o grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand – quase tão poderoso, na época, quanto a Rede Globo na atualidade. Para o presidente John Kennedy, o reformista Goulart era mais perigoso que Fidel Castro. Mais tarde, num “furo” de reportagem em 1977, o jornalista Marcos Sá Correa trouxe a público a Operação Brother Sam, intervenção militar que o sucessor de Kennedy, Lyndon Johnson, pôs em movimento ao ser informado de que tropas brasileiras estavam em marcha contra o governo. O porta-aviões Forrestal e outros 11 navios foram despachados rumo às costas brasileiras, mas deram meia-volta diante da notícia de que os golpistas já controlavam a situação.
A presença do dedo americano no golpe se tornou mais clara a partir de 2004, quando documentos confidenciais começaram a vir a público devido ao fim do prazo legal de sigilo. Telegramas enviados pelo embaixador Gordon insistiam pelo apoio direto aos golpistas liderados pelo general Castello Branco. Quatro dias antes, em 27 de março, Gordon recomendou a seus superiores em Washington que despachassem um submarino com “armas não americanas” destinadas aos militares sublevados. Entre as sugestões do embaixador estava o envio de combustíveis para ajudar no golpe – exatamente de acordo com o pedido feito ao governo norte-americano, segundo se revelou mais tarde, pelo empresário paulista Alberto Byington, em 15 de março. O general Cordeiro de Farias fez o mesmo pedido ao adido militar dos EUA, Vernon Walters.
Segundo o correspondente de O Globo em Washington, João Meirelles Passos, que teve acesso à papelada, Gordon notificou a Casa Branca de que, enquanto as armas não chegavam, adotou “medidas complementares com os recursos disponíveis para ajudar as forças de resistência”. As medidas “incluem apoio encoberto para manifestações de rua (ou seja, as famigeradas marchas das donas-de-casa católicas) e incentivo ao sentimento democrático e anticomunista no Congresso, nas Forças Armadas, nos sindicatos amigos, na Igreja e entre empresários”.
A intervenção direta dos EUA, como se sabe, tornou-se desnecessária. O presidente Goulart abandonou o cargo sem resistir. Mas os documentos mostram que o presidente Johnson estava disposto a ir até as últimas conseqüências para garantir um governo pró-americano no Brasil. Uma fita de cinco minutos, obtida na Biblioteca Lyndon Baines Johnson, registra uma conversa telefônica no dia 31 de março em que ele dá aos seus assessores o sinal verde para o apoio total ao golpe. “Nós simplesmente não podemos agüentá-lo”, enfatizou Johnson, numa referência a Goulart. Na mesma fita, afirma que mobilizou todos os integrantes da sua equipe dotados de “imaginação e esperteza” para garantir que o golpe fosse bem-sucedido. Entre eles, mencionou o secretário da Defesa, Robert McNamara.
Comunicado enviado a Washington pela unidade da CIA no Brasil no dia 30 de março, véspera do levante militar, indica claramente o contato de agentes com os golpistas. O relatório “Planos de conspiradores revolucionários em Minas Gerais” afirma que “uma revolução lançada pelas forças anti-Goulart certamente avançará nesta semana, provavelmente nos próximos dias”. Informa planos militares para uma “marcha em direção ao Rio” e prevê que a “revolução não será resolvida rapidamente e será sangrenta”.
A novela das revelações sobre o papel dos EUA no golpe de 1964 ainda está longe de acabar. O capítulo mais recente veio a público em 15 de julho deste ano, quando a Folha de S.Paulo noticiou a existência de um documento intitulado “Um plano de contingência para o Brasil”, elaborado por dois diplomatas norte-americanos em 11 de dezembro de 1963. Um dos autores é o então secretário executivo do Departamento de Estado, Benjamin Head. O outro é Lincoln Gordon.
As peças do quebra-cabeça vão, aos poucos, se encaixando. Um detalhe triste é que todos os fatos que vêm a público têm origem em fontes dos EUA, onde uma lei garante o direito dos cidadãos às informações de interesse público. O lado brasileiro só será conhecido quando forem abertos, finalmente, os arquivos do regime militar. Um vespeiro? Talvez, mas essa é a nossa história – e temos o direito de conhecer.

setembro 12, 2007

Argentina entrega ao Uruguai documentação da Ditadura de 76

O secretário dos Direitos Humanos da Argentina, José Luis Duhalde, entregou ao Embaixador do Uruguai, Francisco Bustillo, cinco quilos de documentos relacionados aos agentes da Ditadura de 76, cujo envolvimento de cidadãos e cidadãs uruguaios ficou conhecido como Plano Cóndor. Este feito é uma das conseqüências do acordo dos presidentes Tabaré Vázquez e Néstor Kichner, relacionado à colaboração bilateral para o esclarecimento do ocorrido nessa época, violadora dos direitos humanos, e que confirma a ação conjunta que tiveram as Forças Armadas argentinas e uruguaias. Nas reuniões que aconteceram no último fim de semana, entre funcionários uruguaios e argentinos, se estabeleceram ações comuns para que fossem providenciados, gratuitamente, exames de DNA aos familiares das vítimas; compartilhar informação útil para a Justiça e o intercâmbio de documentos que, naquelas circunstâncias, eram enviados entre ambos governos. Ao mesmo tempo, no Uruguai, o Tribunal de Apelações, confirmou, por unanimidade, o processo do ex presidente Juan María Bordaberry por 10 mortes ocorridas durante seu governo ditatorial. A sentença ratifica o disposto pela juíza Penal, Graciela Gatti, em dezembro de 2006. Assim, o julgamento contra Bordaberry, por sua gestão homicida, foi iniciado. O interesse particular reflete uma afirmação do Tribunal de Apelações, ao expressar que a passividade de Bordaberry, diante das denuncias de violação aos Direitos Humanos “sugere, lógica e razoavelmente, uma promessa ou expressão de vontade de sua parte, ou sinal indiscutível a ponto de encobrir as ações militares, permitindo a estes agentes a certeza de sua impunidade”, segundo publicou o jornal La República.
Além do argumento de que ” à lógica do racional permite afirmar que a repressão aconteceu por virtude de um planejamento traçado com o máximo representante do Executivo, pessoa que não titubeava em afirmar sua forte convicção anti-comunista, colocando-se como principal sujeito na pretensa liberação da ditadura, imposta por tal ideologia, fazendo uso , para eles, de meios visivelmente antidemocráticos”.
ADITAL/ Ecupress
12.09.07

agosto 25, 2007

Ataque brutal às liberdades civis e à Democracia!!!

Filed under: Comunismo esquerdista, ditaduras, Lula, Professor Hariovaldo — Humberto @ 5:06 am

Faz dois dias que estou tentando visitar o Templo do Saber do Professor Hariovaldo, inutilmente. Nada. Nem um contato. Nem uma notícia. Desaparecido.O SITE ESTÁ FORA DO AR!!!

Isso só pode dizer uma coisa: trata-se da mais vergonhosa e nefasta ação do governo etílico-lulista contra a liberdade de expressão já ocorrida neste Paíz. Sorrateiramente, o inimigo maldito tenta instalar uma ditadura do proletariado, um Estado Policial neste pedaço de mundo.
Calaram um dos maiores defensores da sociedade brasileira, sã, sadia e de bem. Fascínoras.
Um ataque bem articulado, envolvendo hackers financiados pelo Foro de São Paulo; estudantes agressivos que enviam mensagens ameaçadoras, financiados pelos dólares de Cuba; blogueiros de esquerda sustentados pela Fundação Rockfeller e pelo George Soros e censores petralhas dedicados a transformar o Brasil numa nova prisão cubana!!!

É a rede subversiva denominada Agência KGB Lulista, brilhantemente denunciada por um dos mais lúcidos críticos das movimentações clandestinas do comunismo internacional!!!

A Censura agride um cidadão da mais alta estirpe, um representante da Consciência Cristã e da ética na política, um Colosso da Moral e Decência, cassando o seu direito de proferir as sábias lições e postulados de brilhantismo aquilatado aos que ainda se encontram na escuridão esquerdopatóide-apedeutista.

A Nação exige que seja devolvida, a seu legítimo dono, a Voz que não se cansa de clamar pela volta da Democracia, um dos maiores e mais elevados espíritos na intransigente defesa da liberdade, da decência, livre-iniciativa, cristandade e da propriedade-privada.

Democracia para os bons!!!

Ó Senhor, livrai-nos dos usurpadores!!!

agosto 2, 2007

Ex-agente da CIA e traficante internacional, viaja à América Central

Filed under: América Latina, CIA, ditaduras, EUA, Manuel Noriega, Panamá — Humberto @ 12:50 am
DROGA. Volta ao lar.
Wálter Fanganiello Maierovitch
1 de agosto de 2007.

Antes de falar sobre o antigo ditador e ex-general panamenho Manuel Antonio Noriega, condenado nos EUA à pena de 30 anos por narcotráfico internacional e lavagem de dinheiro, gostaria de registrar o e.mail que me trouxe essa notícia.
Uma amiga fraterna, Telva Barros, enviou o e.mail do Panamá, onde ela representa as Nações Unidas ( ONU ).
Se não me engano, a Telva entra no seu segundo ano de Panamá, depois de três na África, mais especificamente em Moçambique.
Trabalhei junto com Telva no Conselho Estadual de Entorpecentes de São Paulo nos anos 80. Em 1998, assumimos a Secretaria Nacional Antidrogas, junto ao gabinete do Presidente da República: um tucano que tinha medo da polícia federal e não quis implantar uma moderna política de drogas.
Por coincidência, nascemos no dia 10 de maio e no mesmo ano. Não vou dizer que foi no ano de 1947 porque as mulheres, dizem, não gostam de revelar a idade.
Certa vez, um general pediu-me a cabeça da Telva, subsecretária nacional, pois ela defendia políticas “avançadas” no campo da prevenção ao consumo de drogas.
Lógico, contei a ela, que me falou: o cargo fica à disposição, nossa amizade continuará a mesma. Essa é a Telva, num mundo de poucos com caráter.
Respondi a Telva que a decisão já estava tomada e anunciada. Ou seja, preferia a lucidez e o humanismo emanado da sua estrela do que o brilho das que ficam nos ombros de fardas.
Além disso, tínhamos as mesmas posições sobre não criminalização de usuários, a necessidade de políticas de redução de danos e trato duro com traficantes, a começar pelo desfalque do seu patrimônio.
Pois bem.
Os “sessentinha” comemoramos diferentemente. Ela, na Grécia, a incluir passeios pelas ilhas. Eu, no morro do Alemão num curso intensivo de como desviar de balas perdidas: terminei sem ferimentos: brincadeira, lógico.
Agora, ao que interessa, sem mais.
No e.mail, a Telva avisa que o país está agitado, pois noticiada e confirmada, para os próximos dias, a volta do ex-ditador e general Manuel Antonio Noriega.
Noriega está preso em Miami desde 3 de janeiro de 1990. Antigo agente da CIA ( agência de inteligência dos EUA ), a ditadura Noriega interessava, nos campos geopolíticos e geoestratégicos, ao governo de Bush, o pai.. Afinal de contas, o Canal do Panamá estava sob concessão norte-americana e Noriega adorava,–como “cucaracho” sabujo, a presença dos “gringos”. Em especial porque a capital panamenha era uma das maiores lavanderias do mundo e os “gringos” só pensavam no Canal.
No Panamá de Noriega, o sigilo bancário era absoluto e nem adiantava chegar carta-rogatória de país interessado em desvendar movimentos de traficantes de drogas ilícitas.
Só para lembar, o colombiano Pablo Escobar, chefão do cartel de Medellín, tinha contas nos bancos do Panamá. Mais, virou sócio do Noriega.
Como passou da conta do suportável, George Bush ( pai ) mandou prender Noriega. Uma operação militar, denominada “Justa Causa” apeou Noriega do poder e levou-o preso para Miami, em 3 de janeiro de 1990.
Segundo o Bush da época, Noriega comandava parte do tráfico de cocaína e maconha para os EUA.
Com dezessete anos da pena cumprida nos EUA, Noriega volta ao Panamá. Eterno retorno, ironiza a Telva no e.mail.
Hoje e quanto ao narcotráfico, Noriega é carta fora do baralho e Escobar foi morto pelo Bloque de Busqueda, orientado pela CIA e DEA, ou seja, as duas agências norte-americanas.
Fora o fato de ser carta fora do baralho, o Canal do Panamá já foi devolvido e Noriega tem que ter alguma vantagem, afinal já trabalhou para a CIA.
Walter Fanganiello Maierovitch
IBGF

julho 27, 2007

A indignação é uma impostura

Filed under: "cidadãos de bem", ditaduras, Golpe de 64, golpismo, imprensalão — Humberto @ 6:35 pm
Nei DuclósNei Duclós (*)
A tragédia é permanente e gera uma indignação surda, instável e sem nenhuma repercussão. Num país sem lei, tudo tem que ser negociado todos os dias. É a manobra no trânsito, a velocidade na estrada, a vaga no estacionamento, a visita do fiscal, a remuneração do trabalho, o prazo da dívida vencida, o calote, o arrocho, a informação negada, a viagem pela metade. Esse é o ambiente onde o ranger de dentes é fartamente distribuído a uma terceira idade furiosa, uma juventude em fuga, uma população em pânico.
Quando a tragédia extrapola seus limites cotidianos, e confirma as tendências esboçadas na rotina (a pista insuficiente abraçada à superlotação do aeroporto, por exemplo), a indignação abandona o foro íntimo, ganha corpo e chega a ocupar as atenções da mídia e de algumas autoridades, mas só por algum tempo. Logo depois, volta ao seu leito normal.
É o que se espera de uma indignação tornada inócua por se tratar sempre de uma impostura. Pois ela não é movida coletivamente por uma reação ao evento trágico e sim pela inércia individualizada de hábitos cristalizados. Pode até se agrupar, momentânea ou permanentemente, mas jamais consegue infletir sobre o que sempre escapa, os destinos. Ela não toma forma de uma representação conseqüente, antes se estilhaça no momento mesmo de se manifestar. Ou fica confinada a alguns testemunhos mais exaltados, ou se derrama em lágrimas das pessoas próximas às vítimas, exatamente as menos indicadas para expressar a indignação que deveria ser uma ação política.
Trata-se de uma impostura pois os mesmos poderes que guardam a revolta trancada em camadas espessas, canais obstruídos e mistificação em massa se apressam em selecionar as manifestações que vão desaguar na vala comum. Desagregada pela falta de um sistema democrático verdadeiro, que paire acima dos interesses que mudam o batismo de aeroportos para atender dores repentinas (como aconteceu com o Dois de Julho em Salvador), a indignação permanece atônita, diante da sua própria inoperância.
As fantasias costumam assenhorar-se do espaço vazio deixado pela revolta que roda sobre si mesma. Uma delas é o desejo latente da “volta” da ditadura, como se na ditadura não estivéssemos ainda. O mito de que nos libertamos dos opressores é talvez a verdadeira tragédia nacional. Entronizamos um simulacro de democracia para nos servir de álibi para a saudade do arbítrio, que teria o dom salvacionista para o desamparo. Que democracia é esta? costuma perguntar a indignação tornada uma impostura.
Num país onde são enterrados com honras nacionais os impostores que derrubaram um governo duas vezes consagrado nas urnas (o de João Goulart, nas eleições presidenciais e no plebiscito), sem que nesses funerais tardios nenhuma autoridade se manifeste contra a manipulação da opinião pública e a malversação dos poderes, convivemos com a ausência completa de oposição. E não temos oposição porque a indignação é um simulacro, é uma certeza de que é inócua, é apenas um desabafo da hora, um abraçar entre lágrimas, um dedo em riste, algumas palavras inspiradas na sabedoria de ocasião e no descrédito de que somos realmente uma nação.
Tudo o que realmente importa faz parte apenas de um sistema de perigosas superficialidades: disputa de butins, privatizações, corrupção, ineficiência, especialmente a teórica. Não estamos acostumados a pensar o Brasil com o espírito público que formou a grande nação e que poderia evitar o ambiente sinistro de tragédia permanente, pública ou privada, de responsabilidade ou não do governo. Costumamos culpar ou mitificar o passado para cristalizarmos o álibi do imobilismo.
Abrimos mão inclusive do épico, já que fomos reduzidos à tragicomédia. Não temos mais os gestos que fazem parar o tempo e redirecionar a História. Nossa cultura é a da migalha, do resto. Somos uma fagulha no chão abandonado e coberto de combustível.
(*) Autor de três livros de poesia: “Outubro” (1975), “No meio da rua” (1979) e “No mar, Veremos” (2001); de um romance: “Universo Baldio” (2004); e de um livro de conto e crônicas: “O Refúgio do Príncipe – Histórias Sopradas pelo Vento” (2006). Jornalista desde 1970 e formado em História.

Publicado no COMUNIQUE-SE

julho 12, 2007

Antiga escola de ditadores persisite

Filed under: CIA, ditaduras, Escola das Américas, EUA, Guerra Fria — Humberto @ 12:47 am
Newton Carlos
Disposto a preservar parcela da América Latina na guerra contra o terrorismo, o Pentágono trata de evitar o fechamento de uma relíquia dos anos de chumbo, a Escola das Américas. Até 1984 ela funcionou no Panamá, de onde se deslocou para Forte Benning, nos EUA, por imposição do tratado de 1977 acabando com a ocupação americana da zona do canal. Um deputado do clã dos Kennedy, com o nome de seu avô Joseph, assumiu o compromisso de sepultá-la e neste ano dois parlamentares, Jim McGovern e John Lewis, apresentaram emenda que significaria o seu fim, ainda não alcançado. Há manifestações hostis diante dos portões de Forte Benning. Uma das presenças constantes é a do ator Martin Sheen, famoso em boa parte pelo papel de presidente num seriado de televisão. ONGs como a School of the Americas Watch denunciam o que significou e pode significar a escola na transição da Guerra Fria para essa nova espécie de conflito sob suspeita de aplicar métodos brutais, inclusive tortura. A má fama da SOA fez com que o Pentágono pedisse e conseguisse do Congresso, em 2002, a mudança de nome. Agora é o Western Hemisphere Institute for Security Cooperation, ou Whinsec, a sigla em inglês cuja pronúncia, mais difícil, pode amenizar aparências. Em Washington, o Council of Hemispheric Affairs preparou um dossiê sobre origens, denúncias e constatações. A Escola das Américas foi criada em 1946, como instrumento da Guerra Fria. Não tardaram a surgir rumores de que em seus manuais havia técnicas de interrogatório que violavam direitos humanos, como tortura. Um jornal panamenho, o “La Prensa”, chamou-a de “escola de assassinos”. Um ex-presidente do Panamá, Jorge Llueca, considerou-a “a maior base de desestabilização da América Latina”. O apelido mais comum ficou sendo o de “escola de ditadores”. Mas não faltaram outros com apêndices de brutalidade, como “enfermaria de esquadrões da morte”. Em seus 59 anos, a ex-SOA treinou mais de 60 mil militares latino-americanos em práticas de contra-insurgência. No ano passado foram 670, a grande maioria da Colômbia, o que configura a transição para a guerra contra o terrorismo. Vários ex-ditadores latino-americanos, como o chileno Augusto Pinochet, foram treinados lá. Um de seus ex-alunos mais notórios foi o major Roberto D’Aubuisson, assassino do arcebispo Oscar Romero, de El Salvador. As impressões digitais da ex-SOA ficaram no massacre de El Mozote (900 homens, mulheres e crianças) e no esquadrão da morte do general hondurenho Humberto Regalado. Também há rumores de que os manuais tinham técnicas de gole de de Estado. O Pentágono enfrenta dificuldades em incorporar militarmente a América Latina na guerra contra o terror. Uma das peças-chave, a base de Manta, no Equador, está sob ameaça de fechamento em 2009, quando expira a concessão. O novo presidente equatoriano, um populista de esquerda, já disse que não vai renová-la. Tampouco andam bem as manobras navais conjuntas Unitas. Mas o Whinsec continua de pé.
O jornalista NEWTON CARLOS é analista de questões internacionais
Folha de São Paulo
Fonte: site do Ministério das Relações Exteriores

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