Por que tantos jovens morrem no trânsito? Compulsão pode ser sintoma de ansiedade, angústia e carência afetiva
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior
Por que tantos jovens morrem no trânsito?
Compulsão pode ser sintoma de ansiedade, angústia e carência afetiva.
Precisamos analisar com detalhes a compulsão para velocidade. As estatísticas mostram que a maior incidência de acidentes, em que a velocidade foi fator de risco principal, acontecem com jovens entre 18 e 25 anos.
Será que esses jovens são portadores de “Compulsão para Velocidade”?
E o que é “Compulsão”?
É fazer alguma coisa de maneira exagerada e repetidas vezes como é comer demais, fumar de mais, exagerar na atividade física, jogar muito, dirigir em alta velocidade o que pode ser uma maneira de se expressar ansiedade, tensão. A compulsão é isso, o indivíduo sente-se compelido, atraído para determinada coisa mesmo sabendo que não deve, que não pode, que não quer. Parece que tudo surge devido a conflitos, dificuldade para resolver problemas, dúvidas na definição de rumos a tomar, falta de decisões, medo, ansiedade, carência. Muitas vezes está ligado a fatores do âmbito familiar. Não se trata de uma doença, mas de um sinal e sintoma que necessita de atenção. Em consequência a compulsão nada mais é que a exteriorização inconsciente de conflitos que gera comportamento irregular. Ocorre uma autoagressão de maneira não percebida de imediato. Só é vista pelo indivíduo posteriormente quando até faz censura ao seu ato, mas na evolução do seu dia a dia volta a cometer as autoagressões e quase sempre agredindo também à sociedade como um todo.
Observe que o jovem é um estreante, um debutante na vida. Tudo é surpreendente, magnífico, tudo é emoção, tudo quer experimentar. A liberdade para executar o que quer tem que estar sempre presente. Qualquer obstáculo diante de objetivos é atropelado quase sempre com fúria, represália e muitas vezes com violência. Saber entender e conduzir esse jovem faz-se necessário.
Aos dezoito anos parte para uma nova emoção, ter a carteira de motorista. Sem ainda saber dirigir já pensa em correr, desenvolver velocidade e sentir o prazer da direção. Quando os conflitos existem, o novo portador da carta de habilitação evoluirá para os excessos de velocidade demonstrando claramente a compulsão.
A todo o momento nas ruas vemos esses jovens, sentem a necessidade de despertar a atenção de todos através da velocidade, de uma frenagem abrupta, um arranque rápido, um ronco do motor barulhento. Um som exagerado, para viver momentos de grande emoção. São esses que nos fins de semana enchem as manchetes com acidentes absurdos.
Você se identifica como portador desse sinal e sintoma?
Isso não é nenhum absurdo. O que é preciso é ter consciência de que se está tendo um distúrbio de comportamento que muitas vezes não identificamos o motivo e o agente causal pode ser aquele algo mal resolvido esquecido no inconsciente.
Existe alguma coisa que se possa fazer?
Claro que existe. Dissemos que a compulsão é um sinal e não uma doença, mas que necessita cuidados, orientação, para que o portador identifique seus conflitos e corrija seu comportamento. Ele necessita de um profissional da área de psicologia para fazer uma avaliação e consequente orientação.
É preocupante ver os “Compulsivos” desenvolvendo excesso de velocidade podendo causar danos a si mesmo e danos materiais e corporais a terceiros. Qualquer veículo, leve ou pesado, considera-se como máquina extremamente perigosa e daí estarmos permanentemente atuando na prevenção de acidentes quando pilotando uma motocicleta, dirigindo um automóvel, caminhão, carreta ou ônibus. Para qualquer máquina sobre rodas o risco de acidente está sempre presente.
Dr. Dirceu Rodrigues Alves Júnior, médico, diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego)

Só que alguém chegou antes e convenceu-a de que sua vida poderia melhorar se procurasse a aprovação alheia, algum amor e respeito, não importando as exigências que seriam feitas, mesmo à custa de sua dignidade. Só que, não importa o que pareça e qual discurso seja proferido ( da defesa dos direitos, defesa do prazer, da auto-ajuda ) por aqueles que irão se aproveitar de você, no fundo é o de sempre: dinheiro. Para eles. Você até pode levar algum. Essa é a isca. Bom, o desfecho dessas carreiras não precisa ser tão trágico. Há umas pioneiras que, já tendo atuado em certos papéis, ajudado a quebrar tabus ( tem uma agora coroa, famosa pelo rabão, que causou escândalo nos EUA, ao protagonizar o primeiro pornô interracial ainda nos anos 70 [ ou 60? ] e que prossegue nesse universo, mas tem um discutível discurso sociológico-feminista ), continuam na ativa, produzindo, dirigindo. Outras se tornaram religiosas combativas.
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