ENCALHE

outubro 15, 2008

"Sorria"?!? Desculpe, mas eu vou chorar!!

Bem, se dá para tentar reverter, vamos lá. Abaixo, vai a cartilha das 8 regras das pessoas que querem o Kassab fora:
1 – Imprenslão: se o PIG quiser, até Jesus Cristo pode levar a pecha de antipático ( basta mostrar ele botando abaixo os empreendimentos dos investidores, ou seja, dos vendilhões do templo, e dizer que isso faz cair o índice de confiança entre os investidores e, por isso, o investiment grade não virá e nem os milhões de empregos prometidos; isso lhe colará a imagem de “inimigo da iniciativa privada”. Narração: Arnaldo Jabor ).
Mas o pior é que antipatia não é algo desabonador ou um defeito de caráter. Só mesmo prum público “metido a feliz”, acostumado ( instruído a acreditar nisso, pelas propagandas ) a acreditar que a vida é como o Muppet Show da TIM e da Sol, onde basta ter um copo de cerveja na mão, um carro e um celular com MP3, e dançar e pular à vontade. ‘Miss Simpatia” é outro filme.
Tem uma história – é mais ou menos assim – de um ex-presidente dos EUA, Calvin Coolidge, cuja reputação era a de um homem de poucas palavras ( bom, isso é eufemismo; parece que a boca do cidadão era mais fechada que a caixa-forte do Tio Patinhas ). Um dia uma mulher chegou junto, tentando fazê-lo falar, tentou, tentou, e nada. Depois contou ao homem que havia feito uma aposta a qual ela ganharia se o fizesse dizer três palavras. “Você perdeu”, ele lhe retrucou. Genial. Admirável. Claro que, com essa personalidade, se fosse um prefeito petista, ele tava fudido. Se Marta ganhar, esse imprensalão não poderá ver um centavo de verba da Prefeitura para a publicidade.
2 – Burguesia: Não ser burguês não é garantia de voto. Haja vista a votação da candidata do PCO.
3 – “Martaxa”: essa é difícil, mas não é impossível. Em parte, porque significaria retomar um assunto desagradabilíssimo, ou seja, os intermináveis 8 anos de FHC e o que foi feito do caixa das prefeituras. Com a privatização de estatais pelos Estados, as prefeituras passaram a ter de levar a energia elétrica aos bairros mais distantes, onde não era “lucrativo” para os – vocês sabem – “investidores”. Tem um texto do Aloysio Biondi que relata isso. Uma hora eu descolo.
Mas políticos do PSDB não deixaram de vislumbrar altas arrecadações com esse filão, o das taxas:
Prefeitura cobra ‘taxa do poste’ da Telefônica
Jornal A Cidade, 26.07.08
A Telefônica é a primeira empresa a pagar a mais nova tarifa criada pela prefeitura de Ribeirão Preto. Trata-se da taxa do poste, que começou a ser cobrada na cidade na última sexta-feira. Para cada poste de concreto de sua propriedade instalado no município, a empresa terá que pagar aos cofres públicos R$ 0,33 por mês.
A nova taxa foi criada na quinta-feira através de um decreto do prefeito Welson Gasparini (PSDB) publicado no Diário Oficial. Se não pagar, a empresa pode sofrer multas – o valor ainda não foi definido – ou mesmo ter novos negócios na cidade impedidos de funcionar pela administração municipal.A norma vale tanto para os postes já instalados quanto para os que vierem a ser fixados na cidade. A empresa tem um ano para acertar a situação dos postes instalados.Segundo Maria Helena Cividanes, procuradora da secretaria dos Negócios Jurídicos, a cobrança segue norma da atual administração. “Outras cidades realizam a cobrança e, em Ribeirão, estamos implementando a taxa, que pode ser aplicada para outros prestadores de serviço no futuro”, disse.
A empresa
Através de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma que não irá contestar judicialmente a cobrança. Nem a prefeitura nem a empresa informaram, no entanto, quantos postes a empresa tem na cidade, portanto não é possível saber quanto a prefeitura vai receber com a taxa.
Segundo José Aníbal Laguna, secretário de Obras, a cidade tem pelo menos cem mil postes, mas ele disse não saber quantos seriam da Telefônica. Se todos fossem da empresa, a receita gerada mensalmente seria de R$ 33 mil. “Devemos ter os dados concretos nos próximos meses”, disse Laguna.
A empresa informou, no entanto, que não crê em um pagamento expressivo, já que a maior parte de fios utilizados por ela é fixado em postes da rede elétrica. Pelo serviço, a empresa paga o aluguel à concessionária de energia. A Telefônica não informou de quanto é essa taxa.
Mais uma
É a segunda cobrança do tipo que a empresa de telefonia deve pagar na cidade. Hoje, a Telefônica já é obrigada a repassar aos cofres públicos R$ 28,4 mil pela utilização de área pública na colocação de sua rede subterrânea de cabos. São mais de 195 quilômetros de dutos, a um custo de R$ 145,71 o quilômetro.
OU:
Taxação de postes
O vereador Antônio Marcos Zanetti (PSDB) sugeriu ao prefeito [ São José do Rio Pardo/ SP ] na última sessão da Câmara, dia 25, que se crie uma lei dispondo sobre a cobrança pela ocupação do espaço de solo em áreas públicas, pelo sistema de posteamento de rede de energia elétrica.
5 – “Marta arrombou os cofres da Prefeitura”: bastaria ela pegar um desses horários eleitorais para tentar explicar. O leigo – a grande maioria, óbvio – não irá entender, e aí ela poderá conseguir o benefício da dúvida; e mais: dispondo-se, humildemente, a explicar à polpulação essa questão, ela pode limpar um pouco a barra de ser vista com uma pessoa “antipática”.
Sobre a contabilidade, difícil ao cidadão comum, ela pode contragolpear o que disseram dela, mostrando o caso – de explicação fácil – do rombo artificial fabricado pelos tucanos, para justificar a “venda” do Banespa. Mostrando que a tucanalha é mestra em prestidigitação contábil para fins excusos, ela poderá mostrar ao eleitor que esse “rombo” pode muito bem se tratar, na verdade, de superávit, sobra, fartura, azul e sei-la-mais-o-quê.
6 – Vida pessoal: essa já está em discussão. Nada tenho a acrescentar, bofe…
7 – MEDO: Simples e sacana. Jogue a parte pobre da cidade contra a mais rica e a classe-média caixa de ressonância. Grave tomadas das ruas dos Jardins, parodie um desses programas tipo Amaury Júnior, mostre a gente paulistana que pensa estar vivendo em Beverly Hills. Mostre os condomínios fechados e isolados, os helicópteros, a segregação. Use e abuse desse recurso. Não alimente os ursos. Deixe-os cada vez mais famintos. Por melhores que estejam as condições econômicas do país, depois que o FHC saiu, ainda a desigualdade sudanesa persiste. Leia, no programa eleitoral, trechos de obras de sociólogos, como Raymundo Faoro, e ensine ao povo quem são, e como fizeram para serem os donos do poder.
Depois, quando o 1% rico não puder mandar seus filhos à escola, por medo de sequestros, negocie um armstício. Contando com o brilhante sucateamento do Estado de SP, empreendido pelos tucanos, a Segurança Pública estará em frangalhos e até os senhores feudais da cidade sentir-se-ão ameaçados pelas hordas de camponeses famintos das periferias ( “petistas” ).
8 – Relaxe e goze: Se perder, dê de ombros, faça as malas, tire umas férias, viaje à França, curta a vida. E deixe este eleitorado chucro se virar com a continuação da administração tucana do Demo.

outubro 13, 2008

São Bernardo do Campo: Pesquisa dá 64% a Luiz Marinho ( PT ); Orlando Morando ( PSDB ) pode ter candidatura cassada

Marinho é o próximo prefeito de São Bernardo, diz pesquisa
ABCDMaior, 12/10/08
Instituto Brasmarket aponta petista com 64 por cento dos votos válidos; Morando tem 36
O candidato petista à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, seria eleito prefeito caso a eleição fosse hoje, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket. A sondagem, feita entre os dias 9 e 10 de outubro, aponta Marinho com 64% dos votos válidos e o tucano Orlando Morando com 36%. O resultado não se modificaria nem se a margem de erro de 3% fosse aplicada para mais ou para menos
O quadro favorável ao ex-ministro da Previdência reflete a vontade expressa nas urnas pela população da cidade no primeiro turno, quando Marinho obteve 48,27% e Morando, 37,55%. Além disso, é provável que a preferência do eleitorado que votou no popular-socialista Alex Manente (12,24%) e no candidato do PT do B, Evandro de Lima (0,99%), ambos apoiadores de Marinho na campanha do segundo turno, já tenha sido transferida ao petista.
Ao serem questionados se já haviam decidido em quem votar no segundo turno em São Bernardo, 55,2% responderam Luiz Marinho; 31%, Orlando Morando; 2,2% disseram ‘nenhum deles’ e 11,7% afirmaram não saber ou disseram que irão anular o voto. Do total de entrevistados, 79,6% disseram estar absolutamente certos do voto em favor do candidato que escolheram; 6,6% praticamente certos; 1,5% com razoável possibilidade de mudança; 0,9% com ampla possibilidade de mudança e 11,4% afirmaram não saberem.
Ao todo, foram entrevistados 1.075 eleitores. A pesquisa está registrada sob o número 20/2008 na 174ª Zona Eleitoral.
12/10/2008 – ELEIÇÕES 2008
Alex Manente pede cassação de Morando na Justiça Eleitoral
Candidato do PPS no primeiro turno acusa tucano de espalhar boatos falsos na véspera da eleição
O candidato tucano à Prefeitura de São Bernardo, Orlando Morando, pode ter seu registro cassado e tornar-se inelegível por três anos. Isso porque o deputado Alex Manente (PPS) que foi candidato no primeiro turno, entrou com um pedido na Justiça Eleitoral para que o tucano seja investigado por supostamente ser o autor dos boatos de que Manente teria renunciado para apoiá-lo ainda no primeiro turno.
Mensagens em celulares, e-mails e telefonemas com a aparente voz de Morando circularam pela cidade no sábado (04/10) anterior à eleição com a informação, o que levou Manente a protestar no momento em que foi votar na Escola Estadual Wallace Simonsen, no Jardim do Mar. “Repudio esse comportamento de Morando. É uma atitude cafajeste, própria de uma pessoa que não tem compromisso com São Bernardo”, afirmou Manente.
A assessoria jurídica de Manente informou que a Justiça, agora, vai dar ciência às partes, ouvir testemunhas e fazer perícias nas provas. “Após esses fatos, a juíza vai formar sua opinião para chegar à conclusão se houve abuso de poder. Estamos solicitando a investigação e pedindo a cassação dos registros de candidatura e inelegibilidade de todos os envolvidos por três anos”, disse o advogado Caio Costa e Paula. O advogado acredita que nenhuma decisão deva ser tomada pela Justiça antes do segundo turno.
De acordo com Manente, o tucano, além de enviar mensagens por internet e telefone, ainda percorreu as ruas da periferia com caminhões e carros de som avisando falsamente sobre a renúncia. Perfis de assessores de Morando no Orkut, site de relacionamentos na internet, também informavam sobre o falso fato. “Temos testemunhas que ouviram essa mensagem do próprio candidato tucano em cima de um caminhão. Foi uma ação antiética e nem tivemos tempo de desmentir. Agora, a Justiça terá de agir”, disse.
Segundo turno – Manente, que decidiu apoiar Luiz Marinho (PT) no segundo turno, tem lembrado a população sobre o ocorrido durante as atividades de campanha das quais participa ao lado de Marinho. Na última quarta-feira (08/10), subiu no palanque da Vila São Pedro com o petista e fez questão de comentar o caso. “Vamos mandar embora esse grupo do mal no dia 26 de outubro. E, diferente do que o candidatinho do Dib falou, que eu tinha renunciado para apóia-lo, estou aqui com Luiz Marinho 13, nosso prefeito”, disse.
Do primeiro turno, Marinho saiu em primeiro lugar com 48,27% dos votos válidos. Manente ficou em terceiro, com 12,24%. O pleiteante do PT do B, Evandro de Lima, que também apóia Marinho, ficou com 0,99%.
O candidato Orlando Morando não concede entrevistas ao ABCD MAIOR.

outubro 9, 2008

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PSDB perde 36% de seu eleitorado no RS; DEMOs perdem 29% e PPS 75%

RS Urgente, 07.10.08
O partido da governadora Yeda Crusius perdeu 36% de seu eleitorado no Rio Grande do Sul, considerando votos dados para candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 5 de outubro. O PSDB, o DEM e o PPS foram os partidos que mais perderam votos em comparação com a última eleição, em 2004. Os tucanos fizeram apenas 4,5% do total da votação para vereadores. O DEM caiu 29% e o PPS diminuiu sua participação eleitoral em 75%. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela assessoria técnica da bancada do PT na Assembléia Legislativa, com base nos resultados eleitorais do último domingo.
Segundo esse levantamento, o PT cresceu 40% em número de prefeituras no estado e aumentou em 13% sua votação proporcional em relação à última eleição municipal. Com esse resultado, o PT conquistou 23,5% de todos os votos conferidos a vereadores, o que equivale a 1.500.111 votos, ficando atrás apenas do PMDB, que conquistou 27,2% dos votos para parlamentares municipais. Em terceiro lugar vem o PP, com 16,2% dos votos e em quarto o PDT, com 10,1%.
Em termos de números de prefeituras, o PP continua em primeiro lugar no Estado, com 146 prefeituras, um crescimento de 9% em relação à última eleição. O PMDB vem em segundo, com 143 e o PDT em terceiro, com 64. O PT, que está agora em quarto lugar, com 60 prefeituras, foi o partido que mais cresceu, com um índice de 40% de aumento. Isso sem contar as três cidades que devem decidir a eleição apenas em segundo turno, onde o partido está na disputa (Porto Alegre, Canoas e Pelotas). Dos 50 maiores municípios do interior, o PT conquistou, até agora, 14 prefeituras. Logo atrás, vem o PMDB, que vai dirigir 10 das maiores cidades gaúchas.

PSDB perde 36% de seu eleitorado no RS; DEMOs perdem 29% e PPS 75%

RS Urgente, 07.10.08
O partido da governadora Yeda Crusius perdeu 36% de seu eleitorado no Rio Grande do Sul, considerando votos dados para candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 5 de outubro. O PSDB, o DEM e o PPS foram os partidos que mais perderam votos em comparação com a última eleição, em 2004. Os tucanos fizeram apenas 4,5% do total da votação para vereadores. O DEM caiu 29% e o PPS diminuiu sua participação eleitoral em 75%. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela assessoria técnica da bancada do PT na Assembléia Legislativa, com base nos resultados eleitorais do último domingo.
Segundo esse levantamento, o PT cresceu 40% em número de prefeituras no estado e aumentou em 13% sua votação proporcional em relação à última eleição municipal. Com esse resultado, o PT conquistou 23,5% de todos os votos conferidos a vereadores, o que equivale a 1.500.111 votos, ficando atrás apenas do PMDB, que conquistou 27,2% dos votos para parlamentares municipais. Em terceiro lugar vem o PP, com 16,2% dos votos e em quarto o PDT, com 10,1%.
Em termos de números de prefeituras, o PP continua em primeiro lugar no Estado, com 146 prefeituras, um crescimento de 9% em relação à última eleição. O PMDB vem em segundo, com 143 e o PDT em terceiro, com 64. O PT, que está agora em quarto lugar, com 60 prefeituras, foi o partido que mais cresceu, com um índice de 40% de aumento. Isso sem contar as três cidades que devem decidir a eleição apenas em segundo turno, onde o partido está na disputa (Porto Alegre, Canoas e Pelotas). Dos 50 maiores municípios do interior, o PT conquistou, até agora, 14 prefeituras. Logo atrás, vem o PMDB, que vai dirigir 10 das maiores cidades gaúchas.

PSDB perde 36% de seu eleitorado no RS; DEMOs perdem 29% e PPS 75%

RS Urgente, 07.10.08
O partido da governadora Yeda Crusius perdeu 36% de seu eleitorado no Rio Grande do Sul, considerando votos dados para candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 5 de outubro. O PSDB, o DEM e o PPS foram os partidos que mais perderam votos em comparação com a última eleição, em 2004. Os tucanos fizeram apenas 4,5% do total da votação para vereadores. O DEM caiu 29% e o PPS diminuiu sua participação eleitoral em 75%. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela assessoria técnica da bancada do PT na Assembléia Legislativa, com base nos resultados eleitorais do último domingo.
Segundo esse levantamento, o PT cresceu 40% em número de prefeituras no estado e aumentou em 13% sua votação proporcional em relação à última eleição municipal. Com esse resultado, o PT conquistou 23,5% de todos os votos conferidos a vereadores, o que equivale a 1.500.111 votos, ficando atrás apenas do PMDB, que conquistou 27,2% dos votos para parlamentares municipais. Em terceiro lugar vem o PP, com 16,2% dos votos e em quarto o PDT, com 10,1%.
Em termos de números de prefeituras, o PP continua em primeiro lugar no Estado, com 146 prefeituras, um crescimento de 9% em relação à última eleição. O PMDB vem em segundo, com 143 e o PDT em terceiro, com 64. O PT, que está agora em quarto lugar, com 60 prefeituras, foi o partido que mais cresceu, com um índice de 40% de aumento. Isso sem contar as três cidades que devem decidir a eleição apenas em segundo turno, onde o partido está na disputa (Porto Alegre, Canoas e Pelotas). Dos 50 maiores municípios do interior, o PT conquistou, até agora, 14 prefeituras. Logo atrás, vem o PMDB, que vai dirigir 10 das maiores cidades gaúchas.

outubro 5, 2008

São Bernardo do Campo ( SP ): após visita de Marinho ( PT ), família inteira desiste de votar em Orlando Morando ( PSDB )

Mesmo debaixo de chuva, o candidato petista à Prefeitura de São Bernardo, Luiz Marinho, não deixou de começar o sábado (04/10) com mais uma atividade de campanha. Centro, Selecta, Paulicéia, Área Verde, Sítio Bom Jesus e Orquídeas foram os bairros escolhidos para a última caminhada de campanha antes do primeiro turno. Por estes locais também passaram, separadamente, o candidato a vice Frank Aguiar (PTB) e o ex-prefeito Maurício Soares (PT), um dos coordenadores da campanha de Marinho.

Marinho no Sítio Bom Jesus, debaixo de chuva. Foto: Luciano Vicioni

Marinho no Sítio Bom Jesus, debaixo de chuva. Foto: Luciano Vicioni

Foi na última caminhada, também, que Marinho conseguiu conquistar votos de uma família que pretendia votar no adversário Orlando Morando (PSDB). “Aquela família que eu cumprimentei disse que decidiu o voto de ontem para hoje. Ela, conversando com o marido ontem à noite, disse a ele: ‘Vamos de PT’. Ela disse que ia votar no Orlando , era fã dele, mas andou descobrindo o que representaria a gestão do Orlando, sendo a continuidade do Dib, e decidiu votar em mim amanhã. Pediu que Deus nos proteja, nos ajude, e pediu atenção para os problemas concretos, reais do bairro, nada demais”, disse Marinho.
Questionado sobre o sentimento e a expectativa para o domingo da eleição, Marinho afirmou: “Tenho conseguido manter um equilíbrio bastante razoável, mas hoje estou mais tranquilo que ontem. Confesso que ontem estava com mais ansiedade, mas hoje estou mais tranquilo, com o sentimento do tamanho da responsabildiade e da esperança que eu vejo no olhar do povo.”
Sobre algum ritual ou superstição para a hora da votação, o petista afirmou que vai manter um costume herdado dos pais: fazer uma oração todos os dias. ABCDMaior, 04.10.08

agosto 29, 2008

"Briga de tucanos favorece Marta", por Jasson de Oliveira Andrade

Na sexta feira (22 de agosto), Alckmin apresentou suas propostas de governo como candidato a prefeito de São Paulo (Capital). Segundo o Estadão (23/8), o ponto alto da apresentação “foram os elogios ao governador José Serra e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, um pronunciamento surpreendente. Dois dias depois, no domingo, 24 de agosto, a Folha, em manchete de primeira página, revelou o resultado da pesquisa Datafolha: “Diferença Alckmin/Kassab cai à metade – Tucano recua 8 pontos, e prefeito, com sua melhor avaliação, oscila para cima; Marta cresce e se isola em 1º”. Noticia o jornal: “A diferença [entre o tucano e o prefeito], que era há um mês de 21 pontos, diminuiu agora para 10”. O jornalista Luiz Antonio Magalhães fez reparo à manchete da Folha: “Ora, o fato mais importante da pesquisa não foi este, mas o crescimento da candidata Marta Suplicy [de 36% em julho para 41%, sendo que Alckmin caiu de 32% para 24%], que agora está a 3 ou 4 pontos de fechar a eleição no primeiro turno”. Outro jornal que também despreza a vantagem de Marta é o Estadão, que preferiu essa manchete: “Pesquisa mostra Kassab mais próximo de Alckmin”. No entanto, na reportagem, o jornal constata: “Os dados confirmam o crescimento de Marta Suplicy (PT), com 17 pontos à frente de Alckmin”.
Depois desse resultado do Datafolha, o tucano, que apresentou um estilo “Paz e Amor” na apresentação de suas propostas, elogiando Serra e Lula, agora mudou sua estratégia. A Folha noticia na segunda feira, um dia após a pesquisa: “Em queda, Alckmin tenta desmontar gestão Kassab – Líder na pesquisa Datafolha, Marta Suplicy (PT) apostará na divisão dos ex-aliados”. O Estadão publica, no mesmo sentido, essa manchete: “Pesquisa eleva tensão entre Kassab e Alckmin – Aproximação entre candidatos eleva risco de escalada de ataques”. Outra manchete do Estado: “Tucanos prestigiam inauguração de comitê de Kassab na zona leste – Divisão do PSDB fica evidenciada em ato de campanha, realizado um dia depois da divulgação de pesquisa que mostrou a redução da vantagem de Geraldo Alckmin sobre o atual prefeito na disputa por vaga no segundo turno”. Na Folha, essa manchete: “Serra critica estratégia tucana de atacar Kassab”. O governador, que foi prefeito antes e deixou o cargo em favor do candidato do DEM, também se sente criticado, visto que o governo municipal pode ser considerado tucano: muitos serristas fazem parte dele! Dora Kramer, no artigo “Virado à paulista” (Estado 26/8), analisa o reflexo futuro dessa crítica ao governador paulista: “Quando [Alckmin] diz ao eleitor de 2008 que a Prefeitura de São Paulo é mal gerida, esta informando ao eleitorado de 2010 no Brasil todo que o principal candidato de seu partido à Presidência da República é um mau gestor. (…) Um caminho que nem o PT nacional, adversário oficial na sucessão de Lula, havia ousado trilhar”.
A briga entre os tucanos (Alckmin x Serra) só favorece Marta. O final dessa luta fratricida, com suas conseqüências, saberemos nas próximas pesquisas. Vamos aguardar.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Agosto de 2008
27/08/2008
Publicado em Portal Mogi Guaçu

julho 26, 2008

Jô Moraes, um fenômeno político

Jasson de Oliveira Andrade
É comum dizer, em política, que prestígio não se transfere. Em Minas Gerais isto está acontecendo. Aécio Neves, do PSDB, é um governador popular. Ele se reelegeu com uma votação consagradora. Sua administração é aprovada por cerca de 70%. O mesmo acontece com o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT. Há sete anos no Poder, ele é muito popular. Agora ambos se uniram para apoiar um candidato comum, Márcio Lacerda, do PSB. Tudo indicava que o candidato deles venceria as eleições da capital mineira, com mais de 70% dos votos. No entanto, para surpresa geral, a popularidade dos dois governantes não transferiu para o seu candidato. Pelo menos por enquanto, Márcio Lacerda, segundo pesquisa do Ibope, está sendo derrotado por um fenômeno político: Jô Moraes, do PC do B. Pior. O candidato do PSB está em terceiro lugar!
A jornalista Eliane Cantanhêde, em artigo na Folha, revela o que está acontecendo na eleição de Belo Horizonte: “Você já ouviu falar em Jô Moraes? Nem eu. Mas ela é deputada federal e está em primeiro lugar nas pesquisas para a Prefeitura de Belo Horizonte, contra tudo, contra todos e muito particularmente contra o governador Aécio Neves, do PSDB, e o prefeito da capital, Fernando Pimentel, do PT. (…) Jô Moraes parece ter tudo contra. Mulher e paraibana num Estado machista e bairrista, é filiada ao PC do B, partido pequeno e um tanto extemporâneo, e enfrenta dois Golias. Mesmo que acabe perdendo a eleição – o que parece muito mais natural até onde a vista alcança -, ela já fez uma proeza”. A jornalista conclui o seu artigo com essa observação: “É difícil Aécio e Pimentel perderem essa. Mas, se perderem, vai ser um vexame histórico”. Luiz Antonio Magalhães, no Blog Entrelinhas, comenta: “Em Belo Horizonte (…) a aliança que dá suporte ao candidato do PSB, Márcio Lacerda, apoiado pelo prefeito Fernando Pimentel, pelo governador Aécio Neves e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garante que a campanha na TV será suficiente para dar a ele uma vitória tranqüila em outubro. Pode até ser, mas o fato é que até agora Marcio não decolou, está em terceiro lugar, atrás da comunista Jô Moraes (PCdoB) e do candidato do PMDB, Leonardo Quintão. No caso de BH, a líder tem apenas 17% das intenções de voto, o que também revela um cenário aberto para o pleito de Minas Gerais. Mas nunca é demais lembrar que faltam menos de dois meses e meio para a eleição e o tempo começa a correr contra os candidatos que estão atrás”. Deve-se lembrar que Alckmin, quando candidato a presidente da República, tinha esperança na campanha na TV. Resultado: Lula se reelegeu, principalmente pela campanha na TV!
Ganhando ou perdendo, Jô Moraes tornou-se um fenômeno eleitoral. O maior dessas eleições municipais de 2008. Vamos aguardar se ela realmente vai confirmar ou não o seu favoritismo atual. A conferir!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor de “64 em São João da Boa Vista”
23/07/2008
Portal Mogi Guaçu




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