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outubro 9, 2008

Mauá ( SP ): Em momento histórico, tucano Diniz Lopes apóia petista Oswaldo Dias

Reporter Diário, 08.10.08
Diniz Lopes declarou apoio irrestrito ao petista Oswaldo Dias
A declaração de apoio feita nesta quarta-feira (8) pelo ex-prefeiturável Diniz Lopes (PSDB), ao candidato Oswaldo Dias (PT), no segundo turno em Mauá, vai além do momento da disputa sucessória e entra para o registro da história do ABC. É a primeira vez que um tucano anuncia, publicamente, adesão a um pleiteante petista.
Isso porque desde a fundação dos partidos políticos no início da década de 80, as duas legendas – PT e PSDB – sempre estiveram em lados opostos com propostas governamentais divergentes. O único momento de convergência ideológica entre as duas siglas foi na luta pelo fim do regime militar. [ Nota do blog: !?!?! ]
No ABC, o cenário de rivalidade entre petistas e tucanos repete o cenário nacional. Hoje, o PSDB é a maior oposição ao governo Lula. Na região os dois partidos sempre estiveram e estão em lados opostos.
Mesmo em Mauá, no primeiro turno, Diniz foi candidato a prefeito. Focando suas críticas no prefeiturável governista Chiquinho do Zaíra (PSB), o tucano nunca deixou de cutucar as gestões de Oswaldo Dias.
Porém, todo esse histórico parece ter sido superado e as divergências se tornaram pontos de entrosamento. “Tomei essa decisão, pois já conheço o professor Oswaldo desde o meu 1º mandato em 1997 e durante oito anos dei sustentação a ele. Em 2000, subi no palanque para apoiá-lo à reeleição. Além de tudo isso, fui o único a favor das contas da administração petista em 2004, quando todos foram contra. Por isso digo que minhas ações são com coerência”, argumentou Diniz, em entrevista coletiva no escritório do prefeiturável do PT.
O tucano relembrou, inclusive, a época em que chefiou interinamente – 11 meses – a prefeitura em 2005. “Eles (PT) fizeram uma oposição consciente. Nunca tivemos problemas mais graves, até as críticas quando feitas eram construtivas”, observou.
Na tarde desta quarta, horas antes do anúncio, o PSDB de Mauá enviou uma nota à imprensa, a qual liberava a militância para fazer a escolha que quisesse entre Oswaldo e Chiquinho, alegando que nenhuma das candidaturas “atendia o compromisso programático”.
Durante o discurso, Diniz ressaltou que estava como cidadão e não como militante tucano. No entanto, o vereador frisou que contou com o crivo dos correligionários. “Tive apoio dos candidatos a vereador e foi quase por unanimidade. Esse governo que está aí não pode ter continuidade porque é um caos”, afirmou.
O tucano afirmou que não pensa, neste momento, em “cargos” e que está focado na “vitória de Oswaldo”. Diniz também mencionou que foi procurado pelo adversário socialista, mas recusou o pedido de apoio. “Eu fui procurado e recebi muitas ligações do Leonel Damo (PV, prefeito). Quando ele me ligou tive mais certeza ainda em apoiar o Oswaldo, pois não quero apoiar o candidato do Leonel”, disse. “É muito barulho e o bicho é muito pequeno e nós vamos colocar esse bicho para correr”, alfinetou Diniz referindo-se a Chiquinho do Zaíra. O tucano fez questão de ressaltar que o apoio ao petista é irrestrito. “Vou subir no palanque e ir onde for preciso para fazer o Oswaldo prefeito”, concluiu.
Oswaldo Dias seguiu o mesmo tom do discurso e destacou a afinidade com Diniz Lopes. “Nós nos relacionamos muito bem. Não temos problema nenhum de apoio. Nosso problema é com esse grupo que administra a cidade e que está voltando com o clientelismo”, afirmou o prefeiturável.
E MAIS:
Diniz anuncia apoio a Oswaldo Dias em Mauá
ABCDMaior, 08/10/08
Diniz declarou apoio a Oswaldo para segundo turno.
Terceiro candidato das eleições, disse que parceria entre políticos é para evitar continuidade do “desgoverno”.
A diferença ideológica entre PT e PSDB não foi empecilho para que o terceiro colocado na disputa pela Prefeitura de Mauá, com 22% dos votos, Diniz Lopes (PSDB), anunciasse o apoio ao petista Oswaldo Dias no segundo turno da eleição municipal. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (08/10), durante coletiva no comitê do PT.
O tucano informou que, após os resultados das eleições no último domingo (05/10), a executiva do PSDB liberou os filiados para que escolhessem seus candidatos. Desta forma, Diniz declarou o seu apoio ao petista como cidadão e morador de Mauá. Segundo o tucano a decisão foi tomada junto com os candidatos a vereador do partido, aliados e sua família.
“Em toda a minha vida tento usar a coerência. E há três anos critico a atual administração e não poderia apoiá-los. O governo que está aí não pode ter continuidade e optei pela candidatura do professor Oswaldo sem exigir nada em troca”, enfatizou Diniz.
O candidato a prefeito petista obteve 48,15% dos votos e foi o primeiro colocado. O seu adversário na disputa pelo Executivo, Chiquinho do Zaíra (PSB) obteve 27,50%, pouca diferença de Diniz, que teve 22%.
Para o candidato petista, pela pouca diferença entre o tucano e Chiquinho, é importante para o PT garantir o apoio de Diniz. “Além disso, os nossos programas de governo têm vários pontos em comum e não existem conflitos de objetivos e propostas para Mauá”, declarou Oswaldo.
Sobre a participação de Diniz no futuro governo, caso seja eleito, o petista afirmou que primeiro é preciso ganhar as eleições e depois discutir a colaboração de todos os aliados. A mesma opinião foi compartilhada por Diniz. “Não discutimos secretarias e nem cargos, nem acho que apoiar um governo passe necessariamente por isso. A meta agora é vencer a eleição”, garantiu Diniz.
Entretanto, questionado se deixaria o partido para integrar o governo no PT , caso eleito, Diniz disse que PT e PSDB são adversários apenas nas eleições. “Não pensei nisso. Volto a repetir que não trago comigo o PSDB e sim, o meu apoio como político e cidadão”, disse Diniz ao destacar que todos os candidatos da sua legenda e muitos eleitores já disseram que seguirão o seu conselho político.
O tucano disse ainda que foi procurado pelo atual prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV). O chefe do Executivo teria pedido apoio para Chiquinho no segundo turno. “Damo fez várias ligações para pedir meu apoio ao Chiquinho. Mas por meio dessas ligações, tive a certeza de que eles (Chiquinho e Leonel) realmente estão juntos e que representam a continuidade do desgoverno que aí está”, constatou Diniz.

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