ENCALHE

junho 10, 2008

Entrevista de ex-presidente da Varig, publicada em site de aviação em JANEIRO de 2008, desmente vEJA e suas "falácias" ( a vEJA adora esse termo )!!!!

Os Amigos do Presidente Lula, 09.06.08
Aqui matamos a cobra e mostramos a cobra morta.
A revista Veja INVENTOU boa parte da reportagem que fez esta semana sobre a Varig.
Foi feita sem qualquer apuração maior, recheada de frases de efeito e meras zombarias.
É desmentida pela recente entrevista do ex-presidente da Varig ao jetsite (clique aqui para ver) em janeiro de 2008:
MENTIRA No. 1 da revista Veja:
A revista diz que a TAM tinha uma oferta para comprar a Varig maior (o dobro) do que a GOL e foi “preterida” ( acredito que a revista insinua que tenha sido preterida pelo governo federal, pois a matéria é muito mal escrita em termos de objetividade para entender claramente ).
Marco Antonio Audi – quem comprou e vendeu a Varig – desmente:
“A situação de caixa era tão apertada, que nós tínhamos que vender rápido, senão iríamos parar de voar. Na reta final, havia a TAM e da Gol [ interessadas em comprar ]. A da TAM era muito melhor, só que ela exigia mais tempo para fechar o negócio. E esse tempo nós não tínhamos. Afinal, no escritório dos advogados, assinamos o contrato com a GOL, à meia-noite de uma quarta-feira, de 28 para 29 de março de 2007.
Estávamos tão apertados que precisávamos de 4 milhões de reais somente para rodar o caixa da companhia até a segunda-feira seguinte, 2 de abril. Só que não tínhamos dinheiro para nada… Na segunda-feira, 2 de abril, a Gol assumiu a gestão do caixa da companhia. A Varig, em novas mãos, estava salva. Mais uma vez. Recebemos quase 100 milhões de dólares, em dinheiro e mais o equivalente a 177 milhões, em ações da Gol.”
A Veja mentiu duas vezes. A TAM não foi preterida e a venda foi por US$ 277 milhões e não US$ 320 milhões.
MENTIRA No. 2 da revista Veja:
A revista disse que a Varig foi comprada por apenas US$ 24 milhões.
Marco Antonio Audi, desmente:
“.. Assim iniciamos a captação dos empréstimos que seriam no valor de até 485 milhões de dólares como estabelecido no Business Plan [ Plano de investimentos necessários para comprar e reerguer a Varig ]… Até aquele dia, dos 485 milhões que necessitaríamos, havíamos obtido 211 milhões. Faltaram 270 milhões para captar, pois eles não cumpriram a parte deles e as empresas ficaram sem caixa. Naquele dia percebi que não teria escolha, a não ser vender a Varig. Caso contrário, iríamos quebrar. E ia levar tudo junto. Aí tivemos que vender a companhia.”
A Veja mentiu, pois a Varig foi ARREMATADA em leilão por US$ 24 milhões, e depois foram investidos na empresa pelo menos 211 milhões, antes da venda. Total: US$ 235 milhões.
Atualização: O Jornal Nacional entrevistou o representante do Fundo em Nova York, Lap Chan, e ele disse que foram cerca de US$ 250 milhões investidos antes da venda da Varig.
MENTIRA No. 3 da revista Veja e também do Estadão:
Diz que os sócios brasileiros eram “laranjas”. Marco Antonio Audi desmente:
“Jetsite: os recursos para a compra vinham dos sócios norte-americanos?
Marco Antonio Audi: Não. O fundo Mattlin Patterson não investiu um centavo na companhia. O fundo conseguiu empréstimos. Não era investimento deles. Está lá para quem quiser ver; Tudo registrado no Banco Central. Aquilo que se pode chamar de investimento foi feito por nós, pela Volo do Brasil. Eu e meus sócios brasileiros investimos 40%, e eles entraram com 60%.
O maior aporte de recursos vem de empréstimos. O nosso papel era arrumar a casa e tocar o negócio: o deles era arrumar os empréstimos. Com tudo isto entendido, começamos a vida assim em agosto de 2006.”
Além disso, o próprio fato de Marco Antonio Audi ter sido o presidente da Varig, é uma constatação inequívoca de que ele não era um “laranja”.
A CORRUPÇÃO TUCANA na ALSTOM deve ser maior de que pensamos, para publicarem QUALQUER COISA que faça cortina de fumaça ( até de charuto apagado serve )… a toque de caixa, sem qualquer apuração. Mesmo que seja este verdadeiro DEBOCHE DO LEITOR.
Continue lendo aqui…

junho 6, 2008

Dilma desmente Denise Abreu, a "Nova Musa do Golpe"

Dilma desmente ex-diretora da Anac que tinha relações ilícitas com aéreas
Hora do Povo, 06.06.08
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, rechaçou as declarações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação (Anac), Denise Abreu, que disse em entrevista que teria havido interferência da ministra no processo de venda da Varig.
“O governo não participou da venda da Varig”, afirmou na quarta-feira, depois de apresentar relatório sobre obras do PAC.
“Destaco que esse tema ( da falência da Varig ) foi tratado no âmbito da Anac. Nós consideramos falsas essas acusações, até porque o processo de falência era público e notório”, acrescentou. “O governo teve grande preocupação com a venda da Varig e a descontinuidade dos serviços, nos demais aspectos respondo dizendo que essas declarações são falsas”, completou Dilma.
A ex-diretora da Anac alegou na entrevista que foi pressionada pela ministra e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog e da Varig a um fundo americano e seus sócios brasileiros. Segundo ela, foi desestimulada a exigir documentos dos sócios da empresa, contrariando lei que proíbe estrangeiros de ter mais de 20% do capital de companhias aéreas.
Na entrevista, ela surge com um nada original e também sem fundamento conto do “dossiê” que teria sido enviado para ela após sair da Anac.
“Ao ler o dossiê, passei a entender uma série de questionamentos que recebi de deputados durante a CPI do Apagão Aéreo e que na hora eu não havia entendido. Também entendi por que, em 2006, a ministra Dilma afirmou que eu e o Velozo fazíamos lobby para a TAM e o Leur e o Zuanazzi fariam para a Gol”, disse, tentando arremedar o conto do “dossiê”, expediente que os tucanos e a mídia golpista utilizaram no caso dos dados com os gastos de FHC.
A passagem de Denise Abreu pela Anac foi catastrófica. Como exemplo, a ex-diretora foi criticada por familiares das vítimas da queda do avião da Gol, em setembro de 2006, por ter tratado mal e ignorado a dor de quem pedia detalhes da tragédia. “Vocês são inteligentes. O avião caiu de 11.000 metros de altura. O que vocês esperavam? Corpos?”, disse, durante reunião dois dias depois da tragédia.
Em março de 2006, ela assumiu a diretoria de serviços aéreos na então recém-criada Agência. As investigações do acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas em Congonhas, revelaram que ela mantinha relações suspeitas com as empresas que deveria fiscalizar, chegando a ludibriar a Justiça para favorecer as companhias aéreas. Seu irmão, o advogado Olten Abreu Júnior, prestava serviços à TAM.
Nesse período, uma peculiaridade da ex-diretora foi revelada: a de fumar charutos.
Denise Abreu entrou no PSDB em 1995, ocupando a chefia de gabinete de José Guedes, secretário de Saúde de Mário Covas. Passou pelo mesmo cargo na pasta da Assistência Social, onde acompanhava obras da antiga Febem. Em 2003, ganhou um cargo na Casa Civil.

junho 1, 2008

Oposição recua e diz que não houve crime na confecção de dossiê na Casa Civil

Consciência Política, 30/05/08
A oposição admitiu que não houve crime no ato da elaboração do banco de dados feito pela Casa Civil sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, porque o ilícito seria apenas o vazamento dessas informações pelo ex-secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Pires. A conclusão faz parte do sub-relatório elaborado pela oposição na CPI mista dos Cartões Corporativos, lido nesta quarta-feira e comemorado pelos governistas.
A leitura do sub-relatório dos deputados federais Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) fez parte dos procedimentos de encerramento da CPI, cujo relatório final será votado na próxima semana com as conclusões das investigações e possíveis encaminhamentos adicionais como pedidos de investigação ao Ministério Público (MP).
No texto apresentado nesta quarta, Carlos Sampaio e Índio da Costa demonstraram, na prática, um recuo no discurso adotado durante a os últimos meses na CPI, quando acusavam autoridades e servidores da Casa Civil de terem cometido crimes aos usarem dados públicos para montar um dossiê com objetivos políticos. O sub-relatório sequer citou os nomes da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço direito, Erenice Guerra, atacadas meses a fio como responsáveis e coordenadoras pelo dossiê.
“(…) Deixamos de propor o indiciamento daqueles que entendemos envolvidos, pois a própria Polícia Federal já indiciou o sr. José Aparecido Nunes Pires e, no tocante aos demais servidores envolvidos, suas condutas não caracteriza ilícito, mas sim atos de improbidade administrativa que já estão sendo analisados pela Procuradoria da República no Distrito Federal”, escreveram os sub-relatores.
Os deputados Carlos Sampaio e Índio da Costa também recomendaram que o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), remeta as conclusões sobre o caso dossiê para ajudar no inquérito aberto pela PF sobre o assunto.
Os parlamentares governistas consideraram uma vitória a omissão do nome de Dilma Rousseff e Erenice Guerra, além do texto ponderado, sem ataques ou pedidos de indiciamento.
“Neste momento eles afastaram todos os ‘fantasmas’ sobre a Presidência da República. É uma prova inquívoca de que o dossiê não existiu, e que a ministra Dilma e Erenice não tinham nada a ver com isso”, comemorou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos governistas mais combativos na CPI.
O relator da comissão, Luiz Sérgio, comentou que “os sub-relatores hoje reafirmaram minha convicção de que o dossiê serviu num período de disputa política, mas não há nenhum dado consistente para incriminar quem quer que seja na Casa Civil, a não ser José Aparecido Pires, porque foi do computador dele que saiu o dossiê”.
Questionado por que não havia citado o nome de autoridades após tantos meses de ataques da oposição, o sub-relator Índio da Costa demonstrou irritação. “Uma coisa é a vontade de bater no governo, e isso eu tenho muita, outra coisa é ser irresponsável, e isso não posso ser”, desconversou.

Pará: Lula une partidos no mesmo palanque

O Liberal, Pará, 31/05/08
EVENTO POLÍTICO
Presidente avisa que não vai viajar nos três meses de campanha
A programação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Belém foi uma agenda política, mais uma das visitas que ele vem fazendo por todas as capitais brasileiras antes do início das convenções partidárias e, propriamente, da campanhas eleitoral. Em Belém, Lula conseguiu reuniu num só palanque partidos como o PTB, PT, PMDB, PR, PDT e PSDB. Para alguns, quem esteve ontem lado a lado com o presidente terá o seu apoio nas próximas eleições municipais. Mas Lula avisou em seu discurso: não viajará para nenhuma cidade durante os três meses de campanha.
Nos bastidores, no entanto, as promessas do presidente foram muitas. Para o prefeito de Belém, Duciomar Costa, o presidente da República garantiu que virá à capital paraense para a inauguração da nova orla de Belém e da avenida Beira-Rio, obras que integram o Portal da Amazônia e tem recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a urbanização de favelas da área.
Duciomar, aliás, conseguiu durante a programação do presidente em Belém um peso político junto a Lula muito próximo do prestígio que goza a governadora com o companheiro de partido. A platéia no Hangar, por exemplo, esteve claramente dividida entre correligionários de Duciomar e de Ana Júlia, o que gerou até mesmo uma observação no discurso do presidente Lula: ‘Eu não seria honesto com vocês se não falasse isso: amanhã, a imprensa inteira não vai falar sobre os 17 bilhões de reais até 2010 de investimentos na região, mas vai falar que o pessoal do prefeito vaiou a governadora e o pessoal da governadora vaiou o prefeito’.
As ausências sentidas foram as dos governadores Ivo Cassol, de Rondônia, que não compareceu ao evento, em represália à Operação Arco de Fogo naquele Estado; e de Eduardo Braga, do Amazonas, que desde a quinta-feira, 29, tentava se recuperar de uma infecção intestinal.
A ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, foi novamente elogiada pelo presidente, chamada por ele de ‘uma grande mulher’ no governo – numa espécie de lançamento da pré-candidatura dela à sucessão presidencial para 2010.
Em seu pronunciamento, a ministra enumerou todas as ações e obras da União no Pará. Cerca de duas mil pessoas participaram da cerimônia de assinatura de ordens de serviço do PAC. Deputados estaduais, federais, vereadores, prefeitos, secretários estaduais e municipais de sete estados da Amazônia Legal estiveram presentes para fotos e imagens que podem valer votos, em outubro próximo.
AFINAÇÃO
Ainda não foi desta vez que o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez discurso conciliador e afinado com o presidente Lula. Durante o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, o ministro anunciou, sem autorização e conhecimento mais detalhado do presidente, a criação do Fundo de Proteção da Amazônia, com previsão de assinatura da portaria no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho próximo, e já com 100 milhões de dólares em caixa doados pela Dinamarca para projetos de preservação da floresta nos estados.
Em entrevista coletiva, o presidente da República deixou claro que precisa estudar melhor a medida e a portaria, para que nenhum ‘gringo’ ou país que contribua com ’10 dólares’ para o fundo se julgue ‘dono da floresta amazônica’. Apesar de anunciar a criação do fundo, Carlos Minc informou que os recursos só estarão disponíveis em setembro. A doação, generosa, foi resultado de uma viagem que o ministro do Meio Ambiente fez à Europa. Pela primeira vez na Amazônia depois de ser guindado à sucessão da ex-ministra Marina Silva, Carlos Minc confirmou que nesta sua primeira visita a Belém fez contatos com a Associação dos Exportadores de Madeira do Estado do Pará (Aimex), entidade que representa os madeireiros, e a de produtores de óleo vegetal.
Ainda durante o fórum, Minc disse que está estudando a possibilidade de implantação em todos os estados do Brasil do projeto do Guarda Parque para as reservas e parques ambientais, idealizado por ele quando era secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.
Carta de Belém sela compromisso
Ao final do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, foi elaborada uma uma carta aberta pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. No documento, os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantis – manifestaram a determinação de garantir o efetivo exercício da soberania nacional da Amazônia.
Para isso, eles se comprometeram a entrar em consenso sobre mecanismos estratégicos visando à operacionalização do desenvolvimento sustentável da floresta, da biodiversidade, dos recursos minerais e hídricos, vinculados ao crescimento econômico, geração e distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida da população.
Entre os pontos do acordo estão: o alinhamento estratégico a partir do Programa Amazônia Sustentável (PAS), do governo federal; o combate ao desmatamento ilegal; o estabelecimento, em caráter de urgência, do ordenamento territorial, através do Zoneamento Ecológico Econômico, a regularização fundiária e o fortalecimento institucional da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
A governadora Ana Júlia Carepa, que ciceroneou o evento, destacou a importância de se rediscutir o papel da Amazônia no cenário nacional. Para ela, a região sempre foi pensada de fora para dentro, uma logíca que sempre desconsiderou o povo da região. ‘A Amazônia tem um peso de décadas de equívocos que deixaram um rastro de violência e injustiça social. E a missão deste fórum é reverter esta lógica’, afirmou.
O governador do Acre, Binho Marques, disse que uma das grandes vantagens do Fórum foi a construção de um consenso. ‘Estes investimentos são importantes para construir o protagonismo dos governadores no desenvolvimento da Amazônia. Este encontro não é meramente protocolar. Hoje, a Amazônia está no centro das atenções. E o mais importante é que temos o consenso para discutir as mudanças’, disse. Segundo ele, o processo de desenvolvimento da região passa por três eixos principais: o reordenamento territorial e a regularização fundiária; o fomento às atividades sustentáveis e o monitoramento e controle. ‘A nossa preocupação é o tempo que temos para fazer estas mudanças. Já conseguimos avançar bastante na questão do monitoramento e controle, mas faltam os outros dois pontos . Precisamos fazer com que os eixos andem na mesma velocidade’, cobrou o governador acreano, citando que o seu Estado já avançou na elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico, o que poderia ser copiado pelos demais entes da região.
ESPECIFICIDADES
Já o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse que apesar dos interesses em comum, a política de desenvolvimento da Amazônia deve respeitar as especificidades de cada Estado que compõe a região.
‘A Amazônia é muito heterogênea, portanto as políticas também não podem ser iguais. As necessidades do Mato Grosso podem não ser as mesmas do Pará’, disse ele, reiterando seu posicionamento favorável a uma política desenvolvimentista mais arrojada para a região.
‘Não dá para aceitar que o santuário amazônico não será usado pelos brasileiros. Ninguém é contra o ‘cumpra-se a lei’, mas é preciso remover as 40 inseguranças jurídicas que nos impedem hoje de fazer qualquer tipo de licenciamento. Precisamos de tempo, recursos e regras mais claras para podermos nos ajustar’, afirmou Maggi.
Durante o Fórum dos Governadores, o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, voltou a defender a superação da polêmica entre desenvolvimento e preservação ambiental na Amazônia. ‘O maior problema é que estamos aquém tanto em medidas de preservação quanto em medidas de desenvolvimento’, afirmou.
Para ele, a população ‘anseia a reconciliação’ entre o crescimento econômico e a proteção da floresta. ‘Palavras não bastam. Agora precisamos de atos’.
Como resposta, o ministro listou as prioridades do PAS, que entre outros pontos prevê a regularização fundiária, a elaboração do Zoneamento Ecológico Econômico e a construção de vínculos entre a floresta e as indústrias. O projeto, assegura Unger, deve servir de matriz para as ações a serem elaboradas pelos estados que compõem a região.
Unger também defendeu a inserção da Amazônia no centro dos debates da política de planejamento nacional. ‘Este trabalho tem que ser coletivo. A causa do desenvolvimento sustentável não deve ser regional, é nacional. A Amazônia é um terreno privilegiado no mundo e, através dela, podemos repensar toda a noção de Estado. O desenvolvimento do Brasil depende da defesa da Amazônia’, destacou Unger, ressaltando que é preciso reafirmar a soberania e a sustentabilidade da região

maio 17, 2008

Dilma mente para Ditadura Militar

Jasson de Oliveira Andrade
Convocada a depor, a ministra Dilma Roussef esteve no Senado. Uma intervenção desastrosa do senador José Agripino (DEM-RN), que pensava em deixá-la em situação difícil, ao contrário, tornou-a uma heroína. É o que vamos ver a seguir.
A participação do senador do DEM mereceu críticas gerais. Dora Kramer, em artigo ao Estadão (9/5/2008), afirmou que “a oposição foi irretocavelmente incompetente”, dizendo ainda que “os senadores aliados sim, deram um show. De categoria e habilidade política.”

A Folha, em editorial sob o título “Revés da oposição”, comentou: “Na tarde de ontem [7/5], tudo começou com uma péssima idéia do senador José Agripino (DEM-RN): julgou pertinente trazer à baila uma entrevista em que a ministra contou ter mentido muito às forças da repressão. (…) “Eu fui barbaramente torturada, senador”, respondeu Dilma Rousseff. “Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na ditadura, senador”. (…)
A força emocional e política de uma resposta desse tipo só poderia marcar NEGATIVAMENTE (destaque meu) as acirradas disposições de ânimo com que a oposição iniciava seus questionamentos”.
O jornalista Luiz Antonio Magalhães, no seu Blog Entrelinhas, constatou: “PT vibrou com a atuação de Agripino Maia”. É verdade. Como a ministra foi convocada para falar do PAC, embora a oposição preferisse questionar sobre o Dossiê sobre os gastos do governo de Fernando Henrique Cardoso, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) ironizou: “Já que o assunto é PAC, podemos dizer que o senador José Agripino pavimentou a estrada para a ministra Dilma brilhar”.
Eliana Cantanhêde, em artigo à Folha, opinou: “Quem disparou primeiro contra ela [Dilma] e errou feio foi o
senador José Agripino Maia, do DEM, que tentou ser esperto ao dizer que a ministra “mentiu muito” na ditadura militar. (…) Disse que tinha orgulho de ter mentido, porque mentir significou suportar tortura para salvar a vida de companheiros. De quebra, foi ferina, apesar de elegante, ao fazer o confronto entre ela, que combatia a ditadura, e Agripino, ex-Arena e ex-PDS, que a defendia. “Estávamos em campo opostos.” Havia algum espaço para a tréplica?” Realmente, Agripino iniciou na política, segundo a Folha, com a nomeação dele pelo governo militar para a Prefeitura de Natal em 1979. Começou mal, como prefeito “biônico”!
Noblat, em seu Blog, comenta: “Ela [Dilma] entrou na sala da Comissão [do Senado] como suspeita de ter encomendado um dossiê sobre despesas sigilosas do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Saiu como a heroína que aos 19 anos de idade foi presa e torturada por agentes de ditadura militar de 1964, e mesmo assim NÃO DEDUROU NINGUÉM (destaque meu).” Noblat ainda revelou: “Outro dia, o governador de São Paulo José Serra (PSDB), aspirante à vaga de Lula, alertou seus companheiros de partido: “Se continuarem tratando Dilma dessa forma ela acabará emplacando como candidata. E com chances de vencer”. (…) Advertência de Serra, hoje, ganhou mais robustez”. Com razão. O próprio deputado Vic Pires Franco (DEM-PA), atuante parlamentar, reconheceu: “A expectativa era que a ministra seria detonada, mas ela é que nos detonou”.
Quanto aos Dossiês sigilosos, em minha opinião, deveriam ser realmente divulgados, sejam de Fernando Henrique ou de Lula!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu e autor do livro “
O GOLPE DE 64 EM SÃO JOÃO DA BOA VISTA
Maio de 2008

maio 16, 2008

As fontes e o suposto dossiê

Filed under: Álvaro Dias, Dilma Roussef, golpismo, imprensalão, suposto dossiê — Humberto @ 3:57 pm
Apenas uma mera especulação. O Álvaro Dias disse que foi uma das fontes, deve ter sido uma delas. E a ou as outra ( s )? Quem sabe, talvez tenha sido seu assessor, o tal de Fernandes. E o camarada disse que não tinha mais o email, que apagou a mensagem. Não sou expert, mas acho que há softwares que recuperam estas informações deletadas. Sei lá. Só prá registro.

maio 12, 2008

Alvaro Dias mentiu sobre vazamento de dados, diz Dr. Rosinha

Deputado do PT defende que senador tucano seja ouvido pela CPI dos Cartões e que sua postura seja investigada pelo Conselho de Ética do Senado.
Site do Dr. Rosinha
09/05/08
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), vice-presidente do Parlamento do Mercosul, defendeu nesta sexta-feira (9/5) a convocação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para prestar depoimento à CPI mista dos Cartões Corporativos.
“Álvaro Dias mentiu no plenário do Senado, no início de abril, ao dizer que não sabia de nada sobre o vazamento de informações da Casa Civil”, afirmou Dr. Rosinha.
“Não basta convocar os dois servidores que trocaram e-mails. A CPI precisa ouvir também o próprio senador Álvaro Dias, principal suspeito de ter tornado público o suposto dossiê.”
Conforme laudo do ITI (Instituto de Tecnologia da Informação), órgão vinculado à Casa Civil, os dados teriam sido passados por e-mail a André Eduardo da Silva Fernandes, assessor de Álvaro Dias. O autor da mensagem seria o servidor José Aparecido Nunes Pires, lotado na Casa Civil.
No último dia 2 de abril de 2008, no plenário do Senado, Alvaro Dias negou saber a autoria do vazamento de dados na Casa Civil. “Se eu soubesse, senadora Ideli, quem vazou a informação do Palácio do Planalto, eu diria, eu denunciaria. Ocorre que eu não sei”, afirmou o senador, num aparte concedido por Ideli Salvatti (PT-SC).
Na ocasião, o deputado Dr. Rosinha já havia defendido uma investigação do Conselho de Ética do Senado sobre Álvaro Dias por eventual quebra de decoro parlamentar.
“Se o próprio tucano reconhece que teve acesso a um documento ilegal, por que não acionou o Ministério Público e a Polícia Federal?”, questionou o parlamentar petista.
Já em entrevista concedida hoje (9/5) à rádio CBN, Dias disse que sabia quem tinha passado as informações para seu assessor, mas não revelou porque ele havia pedido sigilo da fonte.
“O importante é quem ordenou usando a máquina pública com o objetivo de fazer chantagem política. Quem vazou o dossiê já se sabe.”
Dr. Rosinha elogia análise publicada pelo jornalista Luis Nassif em seu blog. “O único senador que tomou contato com o tal dossiê – pelo que se sabe até agora – foi Álvaro Dias. E os dados vieram através da iniciativa de um funcionário da Casa Civil que tinha relações pessoais com seu assessor”, escreve Nassif.
O jornalista observa que não há nenhum indício de chantagem, como foi insinuado inicialmente pela revista “vEJA” [ OBS: O CATA-MILHO corrigiu e reescreveu a inicial da revista com minúscula, que é como ela merece ]. Para Nassif, não foi chantagem, foi uma armação para tentar “queimar” a ministra Dilma Roussef (Casa Civil).
“Só existe uma certeza: o senador Álvaro Dias atuou como cúmplice”, conclui Luis Nassif.

maio 9, 2008

DOSSIÊ DOS GASTOS DE FHC FOI ARMAÇÃO DO PSDB!!

Blog de coxipodaponte
08/05/08
*Do Blog do Nassif
As peças se encaixam
Ontem, FHC veio com a história de que o “dossiê” sobre seus gastos era factóide. Por que isso, se permitiu que essa bobagem alimentasse a imprensa durante semanas e semanas da mais pura catarse, com ameaças de CPI, uma orquestração infernal da mídia, um patrulhamento virulento em cima de quem apontava para a armação?
Porque justo ontem? Ontem poderia ser um dia qualquer, não fosse o fato de que foi na véspera da divulgação da informação de que os dados saíram de um funcionário da Casa Civil direto para um assessor do senador Álvaro Dias.
Não foi chantagem, foi armação.
FHC sabia disso, mas só se preocupou em minimizar o episódio quando percebeu que a armação estava sendo desmascarada.
Na qualidade de publicação que recebeu a “denúncia” das mãos do senador Álvaro Dias, Veja sabia disso desde o começo e sonegou a informação sobre a origem do documento. Não era o caso de entregar a fonte. Mas, fosse um veículo com um mínimo de preocupação com a honestidade jornalística, informaria que um senador da oposição recebeu o arquivo com o material. A partir daí ficaria claro o propósito da divulgação do material. Chantagem consiste em ameaçar divulgar um arquivo e segurar ou inventar informações. Se o arquivo foi entregue a um senador da oposição, a intenção não podia ser chantagear, mas queimar a Ministra Dilma Rousseff.
Era uma denúncia com a marca da falta de credibilidade da “Veja”. Acabou renascendo das cinzas com a decisão da “Folha” de, mais uma vez, ir a reboque da revista.
Faça-se um apanhado das declarações definitivas, das afirmações sobre o futuro político da Dilma, as indignações ensaiadas, a dramatização do evento, tudo em cima de uma armação. E confira-se com a repercussão amanhã.
Após as investigações fica claro uma operação com o claro intuito de queimar uma eventual candidatura à presidência da República. Qual a dose de indignação que será utilizada para definir essa armação?
Igor Romanov
* Até quando, Meu Deus, o Brasil irá tolerar essas armações do PSDB, sem dar um basta a tudo isso?
Escrito por coxipodaponte

abril 6, 2008

Conselho de Ética do Senado deve investigar Álvaro Dias, diz Dr. Rosinha

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu nesta quinta-feira (3/4) que o Conselho de Ética do Senado abra um processo de investigação por quebra de decoro contra o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que admitiu ter acesso ao “suposto dossiê” antes da revista “Veja”.
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu nesta quinta-feira (3/4) que o Conselho de Ética do Senado abra um processo de investigação por quebra de decoro contra o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).Dias admitiu que teve acesso ao suposto “dossiê” com gastos sigilosos do ex-presidente FHC e sua esposa, Ruth Cardoso, antes de sua publicação pela revista “Veja”. O tucano não confirmou —e nem negou— que tenha sido a fonte para a matéria da revista.
“O Conselho de Ética do Senado Federal precisa abrir um processo de investigação contra Álvaro Dias por quebra de decoro”, afirmou Dr. Rosinha. “Se o próprio tucano reconhece que teve acesso a um documento ilegal, por que não acionou o Ministério Público e a Polícia Federal?”, questiona o parlamentar petista.
O deputado afirma ter certeza de que foi Alvaro Dias quem municiou “Veja”.
“Como a revista tem uma linha editorial antipetista, e como o Álvaro adora um palanque midiático e é adepto da política da intriga, não tenho dúvidas que ele repassou o suposto dossiê”, afirma Dr. Rosinha.
“Esse não é um comportamento apropriado para um senador da República. Ele tem que se explicar.”
Dr. Rosinha aponta que a atitude do senador tucano desmoraliza ainda mais as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) no Brasil. “Deixei de acreditar na eficiência das CPIs, que hoje são mais um palanque eleitoral que investigações de fato”, afirma.
“Parece que Álvaro Dias, desde a violência contra os professores do Paraná em 1988, não aprendeu a lidar com a democracia”, afirma Dr. Rosinha, referindo-se a um episódio de violência policial na época em que Dias era governador. “Falta a ele estatura moral e ética para se apresentar, agora, como paladino da justiça.”
Dr. Rosinha

abril 3, 2008

Tucanos sabiam de banco de dados sobre gastos corporativos desde 2005

Filed under: cartões corporativos, CPIs, Dilma Roussef, Dossiês, PSDB/ DEM, SIAFI — Humberto @ 3:16 pm
A oposição já conhecia, desde 2005, a existência de um banco de dados sobre os gastos com cartões corporativos. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) divulgou nesta semana, na CPMI dos Cartões Corporativos, um ofício da Casa Civil informando sobre a existência do banco de dados em resposta ao requerimento do líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), em que solicitou informações sobre gastos efetuados por dois ex-ministros da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso, Clóvis Carvalho e Pedro Parente, no período de 1999 a 2002.
O requerimento 429/2005, apresentado pelo líder tucano em 9 de setembro de 2005, comprova, segundo Teixeira, que a oposição sabia, há três anos, da existência do banco de dados, colocando por terra a suposição de que seria o próprio governo o autor de um dossiê contra a oposição. “
A resposta dada ao senador confirma que a Casa Civil estava organizando um banco de dados. Existe um banco de dados e ele é público. Portanto, não aceitamos a suposição de que o governo teria construído um dossiê”, afirmou o petista.
A resposta ao requerimento, na ocasião, informava que “o levantamento dessas informações depende de análise de cada um dos processos, sendo necessário um prazo mais alongado para o atendimento da demanda por não estarem disponíveis no Sistema de Administração Financeira – SIAFI”. Além disso, o senador, no requerimento, solicitou a informação sobre qual havia sido o gasto com cartões de crédito corporativo dos dois ex-ministros entre 1995 e 2002. A resposta dada foi de que, com base em levantamentos feitos pelo SIAFI a partir de agosto de 2002, foram liquidados R$ 1 milhão 909 mil e pagos R$ 1 milhão, 418 mil com o Cartão de Pagamento do Governo Federal.
Na resposta ao requerimento, também é ressaltado que, de acordo com informações, a maioria dos suprimentos de fundos movimentados pela Secretaria de Administração, em 2002, permaneceu com movimentação com dinheiro (Contas Tipo B). Assim, o valor total por suprimento de fundos foi de R$ 4 milhões 312 mil, 243 e pagos R$ 3 milhões, 819 mil,740. “Refutamos, categoricamente, qualquer tentativa da oposição de desqualificar o trabalho que a Casa Civil está fazendo e que era de conhecimento da oposição. Além disso, a revista Veja e a Folha de S. Paulo já foram desmentidas sobre existência desse eventual dossiê”, afirmou o senador João Pedro (PT-AM).

março 30, 2008

Banco de dados foi montado por recomendação do TCU, diz ministra

Esta ilustração não tem nada a ver com o texto mas, como eu já disse, “dossiê é coisa mais velha que andar prá frente”. No caso desta capa de “Carta Capital”, tratava-se de uma matéria, acho que de Bob Fernandes, sobre um suposto dossiê preparado pelo Ministério da Saúde, então comandado por José Serra, sobre as atividades de Paulo Renato quando dirigente do BID. Acho que era isso, não lembro direito. Abaixo, o texto anunciado pelo título do post.
A ministra Dilma Rousseff afirmou hoje (29), em entrevista coletiva, que, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), a Casa Civil da Presidência da República montou um banco de dados para organizar os milhares de informações que circulam diariamente no órgão. Segundo a ministra, o banco de dados é uma ferramenta criada para armazenar o vultoso número de informações que passam pela Casa Civil, facilitar a prestação de contas e dar transparência aos gastos públicos.
Ela lembrou que foi aberta sindicância e reafirmou que o Palácio do Planalto vai investigar até o último minuto para descobrir quem foi responsável pelo vazamento de informações sigilosas sobre despesas do governo.
Na entrevista, a chefe da Casa Civil fez questão de esclarecer a diferença entre banco de dados e dossiê, palavra que, segundo ela, tem conotação pejorativa.
“A mim me espanta essa denominação. Dossiê e banco de dados não são sinônimos. O que a Casa Civil tem é um banco de dados, e não um dossiê – isso tem de ficar muito esclarecido, porque dossiê é uma prática que repudiamos no regime democrático.”
O mais grave, de acordo com a ministra, é o vazamento da informação. “É quem está utilizando situações – que não sabemos quais – quem formata esse tipo de documento de 13 páginas, que agora está com a Casa Civil, que abriu sindicância para investigar esse tipo de crime [ vazamento de informações sigilosas ].”
Quanto aos gastos da ex-primeira-dama Ruth Cardoso com transportes, citados em reportagem da revista Veja, a ministra disse que não há irregularidade. Ela explicou que, até setembro de 2005, todo o transporte da Presidência da República era contratado pelo sistema de contas tipo B (pronto pagamento) e que, depois disso, passou a ser por licitação.
“E é deplorável que não se reconheça que gastos com hospedagem, alimentação e transporte sejam considerados gastos usuais, que se tenha uma visão distorcida desses gastos. Por questões de segurança, esses gastos têm de ser sigilosos”, afirmou Dilma Rousseff.
Para ela, a grande pergunta que o Palácio do Planalto faz hoje é a quem interessa o vazamento dessas informações. “Ao Planalto é que não é”, disse a ministra. “São documentos auditados, corretos, sigilosos, que ganharam ares de escândalo político para comprometer Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth de forma fundamentada e tendo sido vazado por um órgão público. Não vamos admitir”, completou.
A ministra negou que seja candidata à sucessão presiencial, em 2010 e falou sobre sua convocação para esclarecimentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Cartões Corporativos, rejeitada nesta semana pela CPMI. Dilma disse que é direito do Parlamento investigar o que quiser, mas ressaltou os cartões corporativos foram analisados e não se encontrou nada relevante no que diz respeito às contas do Palácio do Planalto. “Das contas do governo, essa é a menor.” Das contas dos ministérios, esclareceu Dilma, quem cuida é o ministro do Planejamento.
“Se houvesse interesse em ajudar a melhorar, em dar boas sugestões, perfeitamente, mas, se for para perder tempo… Porque há muita coisa para ser analisada, no Palácio do Planalto, há muita coisa para fazer. Prefiro passar 12, 13, 15 horas dentro do Palácio do Planalto com o PAC [ Programa de Aceleração do Crescimento ], porque com ele o país terá uma distribuição de renda melhor em 2009/2010”, afirmou a ministra.
Dilma Rousseff deu a entrevista na sede da Federação das Indústrias do Paraná, onde se reúne nesta tarde com empresários para discutir as obras do PAC no estado.
Clica Brasília/ Agência Brasil
29/03/08
Dilma descarta demitir acusada de preparar dossiê
Em evento no Paraná, ministra reafirma que não será candidata nas próximas eleições
A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou neste sábado (29) demitir a secretária-executiva do ministério, Erenice Alves Guerra, devido à suposta produção de um dossiê contra o governo FHC. Em entrevista na Federação das Indústrias do Paraná, a ministra voltou a afirmar que o suposto dossiê é um banco de dados com informações sobre os gastos com cartões corporativos do atual e do último governo, que foi elaborado a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU).
“É isso que a doutora Erenice assumiu, que ela tinha mandado fazer um banco de dados”, afirmou a ministra sobre o levantamento, que teria sido feito a pedido do TCU.
Reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” de sexta-feira afirma que Erenice deu ordem para a produção de um dossiê com as despesas do ex-presidente, de sua mulher, Ruth Cardoso, e de ministros do governo tucano, a partir de 1998. Segundo Dilma, o primeiro levantamento sobre as despesas, restrito ao governo Lula, foi criticado pelo TCU, que fez um pedido para estender o levantamento retroativo aos anos anteriores. Ela defendeu o governo FHC e disse que os gastos com hospedagem, alimentação e transporte estão dentro dos padrões de todos os governos. Ela afirmou que vai dedicar toda a concentração para saber como ocorreu o vazamento dos dados.
EP/TV – G1
E essa aqui. CPI no Rio Grande do Sul, que investiga o Detran daquele Estado. Houve o ( vejam só ) vazamento de um release antes da hora prevista, no qual o relator da comissão ( Adilson Troca, do límpido PSDB ) fazia referências a supostas informações bombásticas que foram trazidas à tona nos depoimentos de ex-presidentes do órgão, durante o governo Olívio Dutra, do horroroso PT.
Vazamento de texto antes da hora constrange CPI no RS
O vazamento de um release ( notícia distribuída à imprensa ) antes da hora prevista deixou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Adilson Troca ( PSDB ), em situação constrangedora. No texto, que circulou no início da tarde, Troca fazia referências “às novas revelações que vieram à tona” nos depoimentos dos ex-presidentes do Detran durante o governo Olívio Dutra (PT), Luiz Carlos Bertotto e Mauri Cruz, que nem haviam começado. Também afirmava que passava a compreender porque a oposição não queria ouvir os responsáveis pelo Detran no passado.
O deputado Elvino Bohn-Gass (PT) anunciou que pedirá a substituição do relator da CPI da Detran na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul por causa do comportamento dele, que considerou “escandaloso”. Troca disse que o documento foi feito sem a autorização dele e demitiu o jornalista responsável pelo texto.
AE
10/03/08

janeiro 22, 2008

Lobão diz que ouvirá Dilma no comando do Ministério de Minas e Energia

21/01/2008
Na cerimônia em que recebeu o cargo de ministro de Minas e Energia, Edison Lobão negou que tenha qualquer problema de relacionamento com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ele elogiou o trabalho de seus antecessores no cargo e definiu Dilma como “profunda conhecedora” do setor elétrico por quem teria amizade e admiração. “Pela posição que ela [Dilma] exerce na coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento, sempre que necessário, vou ouvi-la. Ela será uma fonte significativa de consulta de qualquer ministro que se sente nesta cadeira”, disse o novo ministro. Lobão também ressaltou que a ministra jamais indicou ou vetou alguém na montagem de sua futura equipe de trabalho. O novo ministro disse ainda orgulhar-se da condição de político, ao rechaçar críticas no sentido de que ele não teria conhecimento sobre o setor de energia. “O técnico é o detentor do saber; e o político, da sabedoria. Um e outro fazem a combinação perfeita”, citou, lembrando palavras atribuídas a Milton Campos, governador de Minas Gerais no final dos anos 40. “O presidente Lula nomeia para ministro um administrador que consiga juntar técnicos e auxiliares numa obra de governo. É esse o papel me cabe.”
Agência Brasil
OBS: só coloquei essa notícia aqui porque ontem escutei seu contrário: Lobão não “obedeceria” Dilma. O imprensalão já fez essa de “quem manda em quem” ou subordinação envolvendo Carlos Lessa e outro ministro que não lembro.
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