ENCALHE

maio 26, 2008

Podem continuar regando as calçadas à vontade!! José Serra garante!

Não tardou, e a campanha deste blog pelo uso indiscriminado e completamente estúpido da água potável, para fins de desperdício encontra um simpatizante insuspeito: o governador José Serra!!! Leiam o texto a seguir.
Governador veta projeto que proibia desperdício de água
De olho nos deputados
23/05/08
Imbecil de classe-média ensina filho a desperdiçar água desde logo cedo. Pai imbecil investe no futuro do filho com escolinha, informática, curso de inglês, facú. Só que o futuro não ocorrerá por falta d’água potável. Se fudeu!!
Com um consumo médio diário de água de 150 litros por pessoa, o Brasil atinge a marca de 40 litros acima do recomendado pela Organização da Nações Unidas (ONU). Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro à média populacional chega a 220 litros. Mesmo diante dessa realidade, o governador José Serra vetou projeto do deputado Luiz Carlos Gondim (PPS) que previa multa de até R$ 1.488,00 para os consumidores que desperdiçassem água potável, como na lavagem de calçadas, ruas, veículos, rega de jardins e gramados com o emprego de mangueira e máquinas de pressão a jato.
No veto, o governador observa que o projeto “intenta disciplinar relação estabelecida entre o fornecedor e o consumidor final da água, na ponta da cadeia de distribuição, no local em que o usuário do serviço público dele se vale”. Neste sentido, para o governador a fiscalização sobre o uso da água cabe a competência administrativa e legislativa dos municípios.
No mesmo dia (20/5), o Diário Oficial publicou veto do governador ao projeto do deputado Sebastião Almeida (PT) que instituía o Programa Estadual de Conservação e Uso Racional da Água nas Edificações Públicas e Privadas – PURAE. O projeto estipulava um prazo de 10 anos para o Estado adequar todos os prédios públicos com mecanismos e aparelhos que permitam economia de água.
Parte da justificativa afirma que da forma como está apresentado, o projeto admite como generalizáveis, práticas que, dependendo das circunstâncias, encerram risco potencial à saúde pública e ao saneamento ambiental.

abril 30, 2008

"Querido blog: hoje eu comecei minha solitária campanha pelo desperdício total e estúpido de água potável"

Filed under: desperdício de água, recursos hídricos — Humberto @ 3:06 pm
“Foi assim, querido blog: eu acordei, e fui escovar os dentes; abri a torneira da pia e, enquanto esperava não-sei-o-quê, fui desrosquear a tampa da pasta de dente ( com a torneira aberta ); 15 minutos depois, percebi que estava virando a tampa para o lado errado; a água, no entanto, seguia a direção certa ( a do ralo ); terminada a limpeza bucal, fui tomar um café – o primeiro de meus 15 diários; não havia xícara limpa, todas estavam sujas, empilhadas sobre a pia. Sem problema. Peguei uma e fui lavar. Abri a torneira e percebi que não havia detergente. Sem crise. Saí e fui até o armazém comprar. Quanta variedade o consumidor encontra nas prateleiras!! O mundo está cada vez melhor. Mas isso causa certa dificuldade, e a gente se detém diante das opções diversas, totalmente envolvido pelo leque de escolhas à disposição. Fiz uni-du-ni-tê, e peguei a marca “X”. Cheguei em casa e fui direto para os afazeres. A torneira continuava aberta. Peguei a xícara, o detergente, e comecei a operação limpeza total. Pronto.
Mmmm. O cafézinho despejado na xícara e o aroma toma conta do ambiente.
Degustei meu mokka. A torneira continuava aberta.
Palmas no portão. Dou uma bizoiada. São Testemunhas de Jeová quem chamam. Deixa eu ir trocar umas palavras com eles.
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Apesar de não ser muito ligado em questões religiosas, às vezes eu estou com paciência e tempo. Basta ouvir bastante e não levar muito a sério. Todos ficam felizes.
Enquanto conversava com os missionários, notei que umas duas vizinhas estavam, naquele momento, lavando as calçadas de suas casas. Um outro lavava o carro. Higiene e imagem caminham juntos.
Retornei à casa. A torneira continuava aberta.
E resolvi sentar diante do computador para compartilhar esta minha singela manhã com os – poucos – leitores deste blog.
Tenho certa dificuldade com as palavras. Demoro um pouco para acertar. O som da água correndo me dá certa sonolência. Decido tomar uma atitude. Isso não pode continuar assim.
Xuip! Ahhhh!! Mais uma xícara de cafézão, e as idéias parecem retornar. O som da água escorrendo continuamente não mais me chateia.
( Da rua vem a algazarra que fazem as crianças da mulher do 125, se dirigindo à escolinha particular. Essa mulher, aliás, é uma das que estavam regando a calçada e o quintal enquanto eu batia uma caixa com os religiosos. )
Volto a teclar. Não quero me estender muito. A concisão é importante.
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Pronto. Acho que ficou bom.
A torneira continua aberta. Não tem problema. Sou eu que pago. Daqui a 50 anos estarei morto e os filhos da mulher do 125 estarão envolvidos numa guerra mundial, deflagrada pelo controle de recursos hídricos. Poblema deles.
Kda 1, Kda 1.

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