ENCALHE

junho 4, 2008

DESMATAMENTO É O NOVO “CAOSAÉREO”

Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada, 03.06.08
Máximas e Mínimas 1153

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

. A nova frente de batalha para derrubar o presidente Lula é o desmatamento da Amazônia.
. O PiG e seus colonistas partem para ela com a fúria que demonstraram, por exemplo, no “caosaéreo”.
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Clique aqui para ler o verbete “caosaéreo”.
. É a nova crise que vai, finalmente, derrubar o Presidente Lula.
.
Clique aqui para ler “Crise, que crise ? Qualquer crise”.
. Por que o desmatamento é uma crise ideal para o PiG derrubar o Presidente Lula ?
. Porque é fácil atribuir todos os erros ao Governo.
. Porque a causa tem um mártir, Marina Silva.
. Porque o vilão é um aliado do Governo – Blairo Maggi.
. Porque a causa confere aos golpistas um ar, assim, de “modernos”, de que estão ao lado da ciência e da “tecnologia de ponta” no mundo.
. Porque a crise não terá fim.
. Sempre haverá ALGUM desmatamento.
. Porque será possível entregar o Brasil – ou pelo menos a Amazônia – aos americanos, uma tese que corre nos subterrâneos da ideologia do PiG e seus colonistas.
. Afinal, seremos sempre “dependentes”, como disse o Farol de Alexandria na sua fase marxista.
. Porque o “meio ambiente” é um assunto de que o mundo civilizado entende e, diante dele, o Presidente Lula se apresentará – segundo o PiG – como ele é: um “despreparado”.
. Porque o homem do presidente Lula para enfrentar o assunto é um carioca performático.
. E, dentre os cariocas performáticos, o PiG gosta mesmo é do Fernando Gabeira.
. Entre o colete e a sunga, o PiG prefere a sunga
. O PiG já tem solução para o problema.
. Um colonista de “Ciência” (?) da Folha da Tarde (*), encontra a solução ideal: a autoritária.
. Usa o bordão da extrema direita, o do Capitão Nascimento, e diz que o Ministro Minc é “um fanfarrão”.
. Depois, se abraça à coletivização forçada: “não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois ? Certamente.”
. Certamente.
. Foi o que Stalin fez.
Em tempo: o auto-proclamado colonista especializado em verde da CBN, Sérgio Abranches, proclamou que, sobre o desmatamento, o Governo Lula “não sabe o que fazer”, “não tem alternativa” e “não tem jeito”. A solução, segundo o colonista é “a sociedade” pegar o problema nas mãos e resolvê-lo. Pergunta: qual “sociedade”? Ele e a Miriam Leitão? Ele, a Miriam Leitão e o Al Gore? Ele, a Miriam Leitão, o Al Gore e o General Petraeus, assim que vencer a batalha do Iraque? Ou é melhor, logo, declarar o impeachment e pendurar o presidente Lula numa árvore no meio da selva amazônica, com uma fogueira acesa embaixo?
(*) Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

fevereiro 17, 2008

Amazônia emite menos carbono do que se pensava, diz estudo do Inpa

Filed under: Amazônia, Carbono, desmatamento, INPA, poluição — Humberto @ 5:05 am
16/02/2008
Vinte e quatro milhões de toneladas de carbono a menos emitidas pela região amazônica. Essa é a diferença, segundo estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), do quantitativo da emissão do gás na região, um número inferior ao que vinha sendo trabalhado pelos cientistas e que equivale a duas vezes as emissões de carbono do município do Rio de Janeiro, com todas as suas fábricas e automóveis.
O pesquisador e doutor em em Ciências de Florestas Tropicais Euler Nogueira disse que a novidade é resultado de um projeto desenvolvido sob a coordenação do cientista Phillip Fearnside, onde o ponto de partida foi determinar o quantitativo de gás carbônico que é emitido para a atmosfera pela região do Arco do Desmatamento (sul do Amazonas). “Os resultados mostram que os números até então conhecidos estão acima do que verdadeiramente é emitido pela floresta, ou seja, nosso estudo mostra que cerca de 24 milhões de toneladas de carbono a menos estão sendo emitidas. Também fizemos observações nas áreas de floresta de Mato Grosso, do Acre e do sul do Pará. Essa redução na emissão está acompanhada dos números sobre a estocagem de carbono por estado”, explicou.
Segundo Nogueira, o trabalho realizado vai melhorar as estimativas sobre a emissão até então conhecidas pela comunidade científica. Os dados poderão ser utilizadas pelo governo brasileiro para formulação de políticas públicas na área dos serviços ambientais na floresta.
Além disso, o estudo possibilitou um novo cálculo do estoque de carbono na Amazônia. “Atualmente, considerando as condições de desmatamento contemporâneas, existem de carbono, considerando a floresta em pé, 55 bilhões de toneladas na Amazônia brasileira. Isso é o que está estocado nas árvores”, revelou o pesquisador.
As novas estimativas contribuem para reduzir as incertezas que existiam quanto ao carbono originário da Amazônia. Diante da precisão da informações, é possível informar o quanto é emitido quando a floresta é desmatada. “Foi possível mapear quanto existe de carbono por estado, em cada um dos territórios da Amazônia. São números mais confiáveis a respeito do estoque de carbono na região”, acrescentou Euler Nogueira.
Agência Brasil

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