ENCALHE

agosto 21, 2009

TCU, FINALMENTE, DE OLHO NO INTERMINÁVEL RODOANEL TUCANO. IMPRENSALÃO SILENCIA.

Os procuradores investigam o `roubanel dos tunganos´

Essa aqui eu tirei do site do Paulo Henrique Amorim. Até chegou a sair alguma coisa nos jornais mas, redigido daquele jeito que só os jornais e revistas obviamente pró-Serra fazem. Por exemplo, o jornal Agora ( grupo Folha e, segundo minhas fontes, é o jornal mais vendido nas bancas, sendo lido em sua maioria por aposentados, taxistas, motoboys; ou seja: tem um público literalmente cativo e popular; portanto, seu alcance merece atenção ) saiu com essa hoje: RODOANEL ENCARECE E TEM ENTREGA ADIADA. Leiam e verifiquem: não recebe o tratamento de “escândalo”, que é do que realmente se trata.
Quando o TCU acha algum “sopbrepreço” em obras federais, o PIG já se esgoela, já denunciando “mais este escândalo e roubalheira”. Como neste caso fez o glorioso Estadão, também hoje:
“TCU vê sobrepreço em obra da Petrobrás – Relatório está com CPI que apura irregularidades na estatal
O mesmo Estadão já noticiou “superfaturamentos” no Rodoanel. Em 01 de Abril deste ano [ se não me engano, a última menção deste jornal golpista a "superfaturamentos" no Rodoanel ], o jornal mostrou que “uma empresa”, segundo descoberta do TCU, teria “superfaturado” o Rodoanel. Assim, a obra teria sido “vítima” de empresas inescrupulosas. O mesmo tratamento não parece merecer a Petrobrás. Os valores envolvidos na “suspeita” refinaria Abreu de Lima: cento e vinte milhões de reais. No caso Rouboanel tucano, os valores são tão modestos quanto: quinhentos milhões de reais.
Bacana, mesmo, é o vocabulário escolhido: “sobrepreço”,”superfaturamentos” etc, quando se refere à Petrobrás ou àquele túnel que a
Marta fez na Rebouças; “aditamentos”, “encarecimento” ( geralmente justificado ou justificável ) são mais comuns no metrô tucano ou no citado Rouboanel. Eu diria que a classe média paulistana engole essas conversas por inocência ou ignorância. Mas retiro: é o bom e velho acumpliciamento e CABOTINISMO mesmo. Quem mora aqui sabe.

Veja abaixo o press-release do Ministério Público Federal:
19/08/09 –
MPF-SP e TCU se reúnem para discutir contratos das obras do trecho sul do Rodoanel
Objetivo é debater como será firmado o 2º termo aditivo aos contratos originais de 2006
Na quinta-feira, 20 de agosto, o Ministério Público Federal em São Paulo e o Tribunal de Contas da União (TCU) debaterão com o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A) e com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit-SP) a celebração do 2º termo aditivo aos contratos de execução das obras e serviços de construção dos cinco lotes do trecho sul do Rodoanel, localizado entre a rodovia Régis Bittencourt e o município de Mauá.
O objetivo da reunião é esclarecer quais serviços serão contemplados nos novos aditivos. Segundo informações prestadas ao MPF, essa nova alteração no contrato teria como meta pagar por serviços complementares prestados pelas empreiteiras no decorrer da obra no trecho sul e não contemplados no contrato original, que avaliou, em 2006, que obras do trecho sul custariam cerca de R$ 2,5 bi.
“O MPF quer saber se os valores dos serviços complementares prestados pelas empreiteiras correspondem à realidade”, ressaltou o procurador da República José Roberto Pimenta Oliveira, responsável pelo Inquérito Civil Público que apura a correta aplicação dos recursos federais no empreendimento.
RECOMENDAÇÃO – O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou, em 31 de julho deste ano, que o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A) não celebre novos Termos Aditivos e Modificados (TAM) destinados aos pagamentos de serviços não previstos nos contratos originais até que o Tribunal de Contas da União decida sobre a legalidade dos atos praticados durante a implantação do trecho sul.
O MPF-SP também recomendou ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Denit-SP) que não repasse ao Dersa verbas públicas Federais para ser utilizada em pagamentos decorrentes de novos Termos Aditivos Modificativos até a decisão do Tribunal de Contas da União.
A recomendação foi expedida após reuniões realizadas com a participação do MPF-SP, TCU, Denit e Dersa, com o objetivo de esclarecer fatos relacionados aos novos aditivos e à celebração do 1º Termo Aditivo Modificativo (TAM) aos contratos originais, que alterou o regime de execução das obras de preço unitário para preço global e introduziu modificação radical na forma de medição dos serviços executados.
Pelo novo regime, o critério de medição passou a ser feito por meio da medição dos avanços físicos, substituindo o critério anterior, realizado com base nas quantidades unitárias (metros, metros quadrados, quilômetros etc). Com a mudança, a medição quantitativa dos principais serviços prestados tornou-se inviável, impossibilitando calcular se os pagamentos efetuados refletem o que foi efetivamente projetado e executado.
INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES – Em relatório encaminhado ao MPF-SP, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou indícios de irregularidades na construção do trecho sul do Rodoanel, identificando, entre outras questões, adiantamento de pagamento por serviços prestados, mas não realizados pelos cinco consórcios responsáveis pela implantação do trecho sul. O TCU também identificou “inúmeras alterações significativas do projeto, sem prévia formalização de termo aditivo”, bem como a execução de serviços adicionais não previstos nos contratos. Além disso, o órgão apontou a necessidade de o empreendedor elaborar um levantamento detalhado das alterações do projeto e dos serviços complementares efetivamente realizados pelas empreiteiras.
O trecho sul foi dividido em cinco lotes, divididos entre os consórcios: Andrade Gutierrez/ Galvão; Arcosul, Norberto Odebrecht e Constran; Queiroz Galvão e CR Almeida; Camargo Corrêa e Serveng; e OAS e Mendes.
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

julho 4, 2008

Metrô paga pouco em indenizações por propriedades. Dersa paga muito.

Filed under: DERSA, indenizações, Metrô, propriedades, Rodoanel, Vila Prudente — Humberto @ 2:39 pm
Na praça Gonçalves Júnior uma casa resiste à desapropriação
Proprietária quer receber preço justo pelo imóvel
Folha de Vila Prudente , 30.06.08
Quem passa em frente à praça Gonçalves Júnior, na Vila Prudente, percebe uma cena inusitada. Em meio aos escombros dos imóveis desapropriados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, para obra de expansão da linha 2-Verde, uma residência ainda resiste intacta, a de número 49. Na casa reside Aderly Terezinha Tringoni, que ao não concordar com o valor ofertado pelos avaliadores do Metrô, entrou na Justiça e apesar de ter perdido em 1ª e 2ª instâncias, continua lutando para receber o preço que ela acha justo.
“As imobiliárias avaliaram minha casa em R$ 350 mil, já o Metrô falou que valia R$ 196,8 mil. O juiz mandou outro avaliador que estipulou R$ 228 mil. Não acho justo este preço. Onde conseguirei achar uma casa na Vila Prudente pelo valor que estão me pagando?”, comenta Aderly. “É duro competir com uma empresa grande. O juiz da primeira instância deu sentença favorável ao Metrô. Recorri. Na segunda instância, a mesma coisa. Porém, até agora não recebi nenhum dinheiro”, explica a moradora que também não foi avisada sobre um possível despejo.
A proprietária da casa ainda teme outro prejuízo. “Como parcelo o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), o Metrô quer que eu pague o valor integral relativo a este ano. Onde já se viu? Eles querem a minha casa e eu ainda tenho que pagar o imposto até o fim do ano?”, reclama. Outro problema apontado por Aderly, é que devido às casas vizinhas estarem vazias, o local ficou perigoso. “Tiraram até a guarita do guarda por causa das obras. Algumas casas aqui da vizinhança já foram assaltadas e estou com medo. Sempre fica alguém da família em casa. Estou vivendo um verdadeiro inferno”, conclui.
A assessoria de imprensa do Metrô confirmou que o valor de R$ 228 mil foi apurado por um perito da confiança do juiz responsável pelo processo. Já no caso do IPTU, afirmou que o parcelamento do mesmo é entendido como faculdade da Prefeitura e como a cobrança é feita no primeiro dia do ano, o expropriado deve, por lei, pagar a integralidade do valor tributado, se estiver ocupando o imóvel na data. Sobre o recebimento do dinheiro, o Metrô alegou que o depósito foi feito em menos de um mês e que a proprietária não conseguir sacar por não ter quitado o IPTU.
Rodoanel (SP) Dersa dá R$ 90 mil por bananal de R$ 1.880, diz juiz
Folha de S.Paulo 26/06/2008
Magistrado afirma que a estatal oferece valores superiores aos preços médios por áreas desapropriadas no trecho sul do Rodoanel
Indícios de sobrepreço foram detectados em seis casos, que representam R$ 5 milhões; Ministério Público vai investigar
A Justiça de São Paulo identificou indícios de sobrepreço nos pagamentos de indenizações feitos pela Dersa, estatal do governo José Serra (PSDB), por áreas desapropriadas para o trecho sul do Rodoanel.
Em todos os seis casos analisados pela Justiça foram encontrados indícios de que a estatal pagou ou definiu valores de indenizações superiores ao preço médio da região. As seis áreas envolvem R$ 5 milhões.
No trecho sul, onde os casos foram encontrados, a Dersa deve desapropriar 1.452 propriedades -11,3 milhões de metros quadrados (cerca de R$ 420 milhões em indenizações). Um exemplo utilizado pela Justiça para descrever o “descompasso com a realidade” dos pagamentos feitos pelo governo está na oferta de pagamento de R$ 90 mil para indenizar um bananal que a perícia da Justiça estimou em R$ 1.880. Essa distorção foi descoberta pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, Marcelo Sérgio, no julgamento de pedido de indenização feito pelo comerciante Hsieh Hsu Sheng.
Pela propriedade dele, a Dersa pretendia pagar R$ 245 mil por alqueire (24,5 mil metros quadrados), enquanto o perito avaliou em R$ 101 mil o preço mais justo (apenas pela terra).
A Dersa, segundo o juiz em documento, não explicou como chegou aos valores oferecidos (de R$ 10 por metro quadrado).
Com isso, a indenização caiu dos R$ 642,5 mil oferecidos para os R$ 424 mil estipulados pelo juiz – uma queda de R$ 217,9 mil, ou 34% a menos.
Os valores incluem as melhorias e as culturas da propriedade. Ao analisar o pedido de Sheng, o juiz se lembrou de um outro caso semelhante envolvendo indenização e solicitou, então, uma ampla investigação ao Ministério Público.
Segundo o magistrado informou à Promotoria, em outro processo, o valor oferecido pela Dersa caiu de R$ 30 mil para “pouco menos de R$ 10 mil” após uma avaliação pericial da Justiça.
Além disso, a defesa de Sheng anexou ao processo quatro casos em que os valores pagos por alqueire iam de R$ 367,5 mil a R$ 686 mil (não há informações sobre benfeitorias). Esses valores teriam sido pagos a vizinhos de Sheng e, por isso, o preço da indenização deveria ser maior. O juiz solicitou à Promotoria que apure também os casos listados por Sheng .
“Primeira”
O IEA (Instituto de Economia Agrícola) fixou em R$ 50,47 mil o alqueire para a chamada terra de “primeira”, a de melhor qualidade, na região de São Paulo, segundo pesquisa de junho de 2007, mesmo período em que a Dersa enviou a avaliação à Justiça. Ao colocar à venda uma gleba de 155,3 mil m2 remanescente do Rodoanel, no km 7 do trecho oeste, a Dersa estipulou o preço mínimo de R$ 27 o m2, mas ninguém se interessou. A área de Sheng é considerada de má qualidade. “A área (…), em Parelheiros, local que sabidamente não está classificado como sendo de boa qualidade de vida e de infra-estrutura, motivo pelo qual o perito notou a falta de “percepção do contexto imobiliário e ocupacional e equilíbrio/ponderação na análise” dos assistentes-técnicos”, diz o juiz.
Estatal afirma que bananal é produtivo e que avaliação foi feita por peritos
A Dersa afirmou que as indenizações foram fixadas com base em avaliações realizadas por peritos registrados no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) e que não há sobrepreço. A diferença nos valores, diz a empresa, ocorreu devido à forma de avaliar o bananal, que o perito da Dersa considerou como unidade produtora. “Cada laudo leva em conta um levantamento prévio sobre todo o trecho, além das benfeitorias de cada terreno, o que, obviamente, gera diferenças de preços”, afirmou a Dersa. Ainda segundo a empresa, em somente 17% das desapropriações o valor final foi estipulado pela Justiça. “Desse total, 75% tiveram na Justiça avaliação superior à do perito da Dersa.”
Além disso, a estatal destacou em nota enviada à Folha que o terreno foi avaliado por um perito oficial contratado por ela em R$ 612 mil, valor inferior ao que era pedido pelo proprietário. “O caso foi para o Poder Judiciário, onde o terreno foi avaliado em R$ 424 mil.” Por fim, a nota Dersa ressalta “que o valor [da indenização] foi depositado em juízo, conforme laudo de perito judicial” e que a decisão final caberá à Justiça.

junho 26, 2008

Dando uma repassada no mundo tucano

1. Com o falecimento de Dona Ruth Cardoso, quem sabe agora o FHC torne público e assuma a paternidade do filho que teve com a jornalista da Globo, que se encontra exilada, se não me engano, na Espanha. O guri deve estar com uns 14 anos. Foi a Caros Amigos quem revelou ao mundo o rebento. Sobre o assunto, linquem aqui para um artigo de JASSON DE OLIVEIRA, que postamos aqui em Junho de 2007 ( há exatamente um ano ), e que teve ontem, para a minha surpresa ( já que achava que o “quente” seria a greve dos professores estaduais ), cerca de 127 acessos;
2. Ontem postei sobre uma ADI que o STF julgaria, figurando como réus FHC e Paulo Renato, por suposta negligência nas questões educacionais. A ação, apresentada em finais da década de 90, por PT, PC do B e PDT, foi julgada improcedente. Vejam abaixo:
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1698
Relatora: Min. Cármen Lúcia
Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Democrático Trabalhista X Presidente da República e Ministro de Estado da Educação
Os requerentes sustentam que o presidente da República “não tem envidado qualquer esforço no sentido de garantir em plenitude” a educação de qualidade no Brasil.
Em discussão: Saber se o Presidente da República está em mora legislativa inconstitucional quanto à adoção de medidas para a oferta de educação de qualidade e para a erradicação do analfabetismo no Brasil.
PGR: Pela improcedência da ação.
3. Eu mandei, no sábado imediatamente posterior, email para jornais, elogiando a manifestação que os professores estaduais fizeram na sexta-feira passada. Até ontem, só o glorioso Hora do Povo publicou.
4. Aliás, acho que o Alfabetização Solidária deveria ser rebatizado. Algo como “Alfabetização Ordinária”, ou “Alfabetização Salafrária”.
5. Luiz Carlos David, ex-presidente do Metrô à época do Craterão, e hoje na DERSA, acabou de prestar depoimento à polícia, conforme o portal G1:
Ex-presidente do Metrô presta depoimento à polícia
Luiz Carlos David comandava a companhia na época do acidente na Linha Amarela. Depoimento faz parte do inquérito que já ouviu 80 pessoas sobre a tragédia.
O ex-presidente do Metrô Luiz Carlos David presta depoimento à polícia desde as 10h nesta quinta-feira (26). Ele comandava a companhia em janeiro do ano passado, quando o desmoronamento do canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4 (Amarela) provocou a morte de sete pessoas.
Veja o site do SPTV
Mais de um ano e cinco meses depois da tragédia, o caso ainda é investigado. O depoimento de hoje faz parte do inquérito, que já ouviu 80 pessoas. Luiz Carlos David estava na presidência do Metrô havia quatro anos quando entregou sua carta de demissão, 40 dias depois do acidente. A saída foi motivada também por denúncias veiculadas no Jornal Nacional e no Fantástico em fevereiro do ano passado. Laudos mostraram risco de novos acidentes em outra estação, a Fradique Coutinho, por causa de problemas nas soldas da estrutura metálica que sustenta as paredes. E também a baixa resistência do concreto usado em toda obra. Na época, Luiz Carlos David minimizou os problemas.
Estudos do IPT
No início deste mês, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluiu o laudo técnico sobre as causas do acidente. Os especialistas confirmaram que houve uma aceleração no ritmo da obra e que análises e sondagens do terreno deixaram de ser feitas. As conclusões estão em 29 volumes de mais de 400 páginas e em um vídeo. A análise do IPT mostra que houve uma sucessão de fatores e decisões que desencadearam o colapso
Entre as onze causas apontadas estão:
- o modelo geológico do local não foi levado em consideração.
- o projeto previa a construção em terreno seco, mas as investigação identificou a presença de água.
- o aprofundamento de uma rampa, não prevista no projeto
- aumentou a exposição das paredes dos túneis
- a inversão no sentido da escavação pode ter colaborado para a instabilidade do túnel.
- o comportamento estranho da obra exigia avaliações de estabilidade, e não há documentos que comprovem esta ação.
- a falta de pinos e suportes suficientes nas paredes laterais e no teto da escavação
- a deficiência na fiscalização dos trabalhos
- as detonações no dia 12 de janeiro, que produziram vibrações na estrutura
- a inexistência de uma gestão de risco, fez com que a possibilidade de desabamento não fosse identificada
- a falta e um plano de emergência para a retirada de pessoas do local.
Antes do depoimento de Luiz Carlos David, o promotor Arnaldo Hossepian, responsável pelo caso, falou com a reportagem do SPTV. Apesar de Hossepian já ter afirmado anteriormente que responsabilizaria os técnicos tanto do Metrô quanto do Consórcio Via Amarela ou de empresas terceirizadas, nesta quinta ele evitou apontar responsabilidades pelo acidente. E disse que a conclusão do inquérito está próxima.

maio 23, 2008

Da série "Onde está você?": Luiz Carlos David, ex-presidente do Metrô de São Paulo!!

Conforme o glorioso VINÍCIUS DUARTE levantou, há bastante tempo, num post que ele colocou aqui mas eu não encontro, o sr. Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô de São Paulo, que saiu do cargo em meio ao episódio do Craterão da Linha 4, aparece discretamente como membro do Conselho de Administração da Dersa. Um sumário de “ATA da ASSEMBÉIA GERAL ORDINÁRIA” da companhia foi publicado no Jornal da Tarde em 22.05. E quem quiser conferir, eis o link: http://www.dersa.sp.gov.br/arquivos/balanco2007/PARECERES_2007.pdf
E tenham cuidado com as estradas paulistas, que elas podem ruir.
Agora, uma pergunta que eu me faço: já que a culpa do suposto acidente no Metrô recaiu sobre um gigantesco monolito espacial, isso exime o ex-presidente de responsabilidade, já que ele não é astrônomo. Então deveria ser reconduzido ao cargo, não? Se bem que ele deve estar muito bem no novo emprego. Emprego este que o imprensalão não deu uma linha sequer, que eu saiba.
ANTES DO IMPRENSALÃO: na linha do “Onde está você?”, há poucos dias ( mais precisamente em 13 de Maio ) este blog perguntou o paradeiro de Emerson Kapaz – cujo nome apareceu com certo destaque quando das denúnicas da Máfia dos Sangessugas. Depois, PUFF!
Pois não é que, por coincidência, cinco dias depois, o JT ( “Mini-Me” do Estadão ) publicou, na coluna “VOCÊ PRECISA SABER” – assinada por Roberto Fonseca – o paradeiro de Kapaz, no texto “Kapaz sai da cena política e entra no mundo da economia”?
Para informar que, como dissemos anteriormente, o sr. Kapaz presta consultorias pelo IDV, o Instituto de Desenvolvimento do Varejo.
Lembrando que o Estadão andou fazendo campanha contra os blogs…

janeiro 27, 2008

Celso Daniel e Suzane Richthofen: Brasil de Fato estranha que o PSDB trate os dois casos de forma diferente. Interesses próprios em jogo?

Há algo de podre no ninho dos tucanos
Adital/ Brasil de Fato
Edição 256.
22.01.2008
Inicia-se um ano eleitoral, e já foi dada a largada para a baixaria. Como vem acontecendo nos últimos seis anos, a grande mídia (e a internet) enche-se de matérias sobre o caso Celso Daniel, reivindicando para si a condição de paladino de uma cruzada republicana e moralizadora.
Desta vez, o mote é o exílio em Paris do irmão (Bruno Daniel) e da cunhada (Marilena Nakano) do prefeito petista de Santo André (SP), Celso Daniel, seqüestrado, torturado e assassinado em janeiro de 2002.
Obviamente, nosso jornal, como na questão dos assassinados e desaparecidos durante a ditadura, ou dos sucessivos assassinatos no campo, defende intransigentemente a investigação até o fim de tais atos criminosos, e punição, nos termos da lei, dos seus autores e mandantes. Defende também o direito das famílias e amigos das vítimas de denunciarem e pressionarem os governos e o Estado, no sentido do esclarecimento.
No entanto, já vêm se tornado cansativas as manobras dos tucanos e seus porta-vozes de apenas se ocupar do caso Celso Daniel em anos eleitorais, deixando o assunto morrer sem solução nos anos ímpares (não eleitorais). Sem dúvida, a responsabilidade desse arrastar-se sem fim do assunto deve-se também ao Partido dos Trabalhadores, que jamais se propôs de fato a desvendar o “mistério”, ainda que esteja claro, para todos, que não partiu de qualquer instância ou organismo daquele partido a ordem para a eliminação do seu prefeito.
Ora, se os tucanos não se sentem em condições de esclarecer o caso Celso Daniel (o que, se acontecesse, seria um modo adequado de fortalecer nossa República e nossa democracia), pelo menos deveriam tentar explicar aos cidadãos e cidadãs do nosso país, o caso Suzane Von Richthofen, aquela jovem que, em 30 de outubro de 2002, assassinou seus pais, Marísia e Manfred Von Richthofen, em São Paulo (SP), com a colaboração do seu namorado e o irmão deste, respectivamente Daniel e Cristian Cravinhos.
De acordo com o que a grande mídia se cala e o tucano esconde – mas que acaba sempre vazando – o que se comenta por toda parte, e com claros e fortes indícios de ser verdade, é que o cerco e a proteção que envolvem a senhorita Suzane desde o primeiro momento resultam de uma forte ação de personagens ligados ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Na verdade, essa proteção a senhorita Suzane, visaria esconder o real móvel do crime, que se entrelaça com o modo tucano de fazer política, com a probidade tucana.
De acordo com diversos comentaristas e fontes, o engenheiro Manfred Von Richthofen, pai da senhorita Suzane, e na época do crime diretor da empresa pública estadual (SP) DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S.A., era um dos reponsáveis pelo caixa 2 das campanhas pela reeleição do então governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e pela eleição do senhor José Serra – também tucano – que disputava com o petista Luiz Inácio Lula da Silva a Presidência da República naquele ano (2002).
Parte do dinheiro que engrossava o milionário caixa 2 tucano teria origem em falcatruas e desvios de verbas destinadas à construção do Rodoanel Mário Covas. Segundo apurou o Ministério Público, o senhor Manfred tinha um patrimônio de R$ 2 milhões, muito superior ao que poderia ter acumulado, considerando que seu salário no DERSA era de R$ 11 mil. Além disso, o senhor Von Richthofen enviava dinheiro para uma conta na Suíça que o Ministério Público “desconfia” estar em nome do senhor Von Richthofen e de sua filha, senhorita Suzane. Ou seja, o móvel do crime perpetrado pela filha contra os pais seria exatamente o dinheiro do caixa 2 tucano que estaria depositado nessa conta.
Assim, mais do que a pressão que faz contra os petistas para que esclareçam o caso Celso Daniel – o que, feito com o objetivo de fortalecer nossa democracia e nossa República e não visando apenas medíocres disputas eleitorais, seria muito bem-vindo – os tucanos deveriam se preocupar de imediato (pois nesse caso têm todas as informações e canais necessários) em esclarecer o caso Von Richthofen.
Sem dúvida alguma, um crime não legitima outro crime.
No entanto, criminosos e acobertadores de crimes não têm qualquer legitimidade para se travestir de vestais.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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